Extreme Series: The Wave Muscat à frente no Douro

A embarcação The Wave Muscat, de Omã, conservou este sábado a liderança da etapa portuguesa da Extreme Series em vela, que decorre no Rio Douro, apesar da aproximação do Alinghi, após a conclusão do terceiro dia de competição. O The Wave Muscat, que tinha partido para as regatas de hoje com 11 pontos de vantagem sobre o Alinghi, perdeu dois pontos para a embarcação suíça, que se assume como a principal adversária na luta pela vitória no Porto.

A embarcação de Omã lidera com um total de 179 pontos, mais nove do que o Alinghi e mais 14 do que o Realteam, também da Suíça, terceiro classificado, enquanto o único representante português, o ROFF Cascais, mantém-se na última posição, com 104. Após a realização de três provas, o Alinghi lidera a Extreme Series com 27 pontos, seguido pelo The Wave Muscat (26), Red Bull (24), SAP (20), Gac Pindar (16) e Realteam (14).

Fonte: Record.

Consultora defende Trafaria, mas só com aposta nas ligações rodoviárias

Estudo da AT Kearney encomendado pelo Governo alerta para esgotamento do actual porto de Lisboa entre 2023 e 2026 e garante viabilidade económica da transferência dos contentores para a margem sul do Tejo.
O projecto foi anunciado em Fevereiro pelo Governo, mas só em Junho ficou concluído o relatório encomendado à AT Kearney para avaliar a viabilidade da transferência de contentores para a Trafaria. A consultora defende a ideia do Governo, prevendo que o porto de Lisboa atinja o esgotamento entre 2023 e 2026, mas só com investimento em ligações rodoviárias.
O estudo recebido sexta-feira no Parlamento, a que o PÚBLICO teve acesso, mostra que a capacidade dos três terminais de contentores que hoje existem na margem norte do Tejo não será suficiente dentro de uma década, já que se prevê que nessa altura o tráfego alcance 1,7 milhões de TEU (a medida padrão de um contentor com seis metros).
Fonte: Público.

Degelo do Oceano Ártico poderá custar 60 biliões de dólares

Investigadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e da Universidade de Erasmus de Roterdão, na Holanda, estimam que o degelo do Oceano Ártico poderá causar um prejuízo global na ordem dos 60 biliões de dólares.
Num estudo publicado esta semana na revista científica Nature, os especialistas alegam que a emissão de gás metano pelo degelo no solo congelado do Oceano Ártico vai intensificar as alterações climáticas e terá um custo de 60 biliões de dólares nos próximos 87 anos.

«Trata-se de uma bomba relógio económica que não tem vindo a ser actualmente reconhecida no plano mundial», garante Gail Whiteman, da Universidade de Erasmus.

Segundo o estudo, 80% do impacto seria suportado pelos países em desenvolvimento, que são os que mais sofrem com inundações e secas.

Os cientistas chegaram a estas conclusões com base num método semelhante ao relatório Stern, modelo feito sobre o impacto financeiro do aquecimento global que foi financiado pelo Governo britânico.


Fonte: (c) PNN Portuguese News Network

Tesouro de 61 toneladas de prata resgatado do fundo do mar

Uma empresa americana recuperou 61 toneladas de prata de um navio de carga britânico que se afundou ao largo da costa da Irlanda durante a Segunda Guerra Mundial. Durante mais de sete décadas, o SS Gairsoppa permaneceu a mais de 4700 metros de profundidade. De acordo com a empresa, esta foi não apenas a maior recuperação de todos os tempos de metais preciosos a partir de um naufrágio, como nenhuma outra tinha acontecido a tão grande profundidade.
No dia 17 de Fevereiro de 1941, o SS Gairsoppa foi torpedeado por um submarino alemão que o detectou a quase 500 quilómetros da costa irlandesa. Apenas uma parte dos lingotes de prata que o navio britânico carregava estavam cobertos por seguro e agora a equipa da Odyssey Marine Exploration conseguiu trazer de volta à superfície mais de 1200 barras que, no total, foram avaliadas em cerca de 28 milhões de euros.
Um bando altamente sofisticado de caçadores de tesouros dos tempos modernos, a empresa tornou-se conhecida depois de um juiz norte-americano ter ordenado à Odyssey que devolvesse quase 348 milhões de euros em moedas de ouro e prata – recuperadas em 2007 – a Espanha, que afirmou que o tesouro fora retirado de uma das suas fragatas. O “Cisne Negro” teria naufragado durante as guerras napoleónicas, em 1804, ao largo da costa portuguesa. Mas a Odyssey argumentou que não só era incerta a origem dos destroços como que a sua descoberta se deu em águas internacionais.
A descoberta do navio pela Odyssey deu-se em 2011 e foi o culminar de uma busca que se prolongava há dez anos. “Não sabíamos onde se encontrava”, explicou à NBC o responsável da Odyssey, Andrew Craig. “Foi realmente um daqueles casos em que tivemos de passar a pente fino a zona do naufrágio até nos depararmos com ele.”
Através de veículos pilotados remotamente e especialmente concebidos para resistir a pressão àquela profundidade, a equipa conseguiu resgatar cerca de 99% da carga do navio naufragado. Agora, e de acordo com o seu contrato com o Reino Unido, a empresa com sede em Tampa, na Florida, terá direito a ficar com 80% dos lingotes recuperados. Os outros 20% ficaram para o estado britânico.
Segundo o “Daily Mail”, o governo britânico tem buscado desesperadamente fontes de receita alternativas e terá sido isso o que levou a Odyssey a contactar o Reino Unido para firmar contratos visando a recuperação de tesouros de navios britânicos afundados.
Fácil de identificar devido ao padrão vermelho e negro da sua pintura, o SS Gairsoppa era um navio a vapor de 412 metros propriedade da britânica Companhia Indiana de Navegação a Vapor. O navio tinha deixado Calcutá na companhia de outros mas perante ventos fortes e um mar agitado o seu capitão apercebeu-se de que não tinha carvão suficiente para chegar a Liverpool. O navio desviou-se dos restantes de forma a chegar ao porto de Galway e foi então que o submarino alemão U-101 disparou os torpedos que, em menos de 20 minutos, afundaram o SS Gairsoppa.
A Odyssey Marine Exploration não pára, e depois desta última descoberta está já no trilho de um novo tesouro, tendo descoberto, em 2011, os destroços do SS Mantola a 2500 metros de profundidade e próximo do local onde o SS Gairsoppa foi encontrado. De resto, a empresa norte-americana continua a vasculhar o fundo do mar em busca do HMS Sussex, que se afundou em 1694 ao largo de Gibraltar, carregando 10 toneladas de ouro, assim como o HMS Victory.

Fonte: Ionline.

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Fitoplâncton no Atlântico

Uma imagem feita esta semana pelo satélite Aqua, da agência espacial americana (Nasa), mostra o florescimento de fitoplâncton no Atlântico Norte, cujas águas concentram a pesca mais produtiva do mundo.
Esses organismos microscópicos brilhantes,compostos principalmente por algas que fazem fotossíntese e flutuam na coluna d’água, são os responsáveis pela abundância de peixes e outros seres marinhos na região, pois formam a base da cadeia alimentar.
O fitoplâncton cobre centenas e até milhares de quilómetros no Atlântico Norte e no Oceano Árctico todos os anos. Muitas espécies, inclusive, acabam prosperando mais nessas águas frias, que tendem a concentrar mais nutrientes e plantas que as águas tropicais.
Apesar de ser essencial para a manutenção da vida no mar, o fitoplâncton também é responsável por alguns problemas ecológicos, quando se reproduz demais. Isso ocorre quando há um excesso de nutrientes e temperatura favorável. Aí a água fica verde ou castanha, o oxigénio acaba e esses organismos começam a morrer, causando uma reacção em cadeia.
Além disso, o fitoplâncton também provoca a maré vermelha, que acontece quando os micro-organismos liberam toxinas na água, destruindo várias culturas.

Fonte: Revista Mergulho.

Baleias assustam mergulhadores

Uma equipa de mergulhadores que fazia filmagens em Souza Rock, na Califórnia (EUA), levou um susto depois que duas baleias corcunda emergiram de repente e quase engoliram dois dos mergulhadores no meio dos peixes. Um mergulhador que estava no barco registou o acontecimento.
Assim que os animais sobem, os mergulhadores se assustam e nadam rapidamente em direcção ao barco, em meio a risadas dos outros tripulantes. Felizmente, ambos saíram ilesos, e não foram atingidos pelos mamíferos gigantes.
A baleia corcunda que pesa aproximadamente 40 toneladas, alimenta-se de copépodes e peixes em cardumes exclusivamente  durante o verão e vive de suas reservas de gordura durante o inverno.
Confira o vídeo:

Portugal cria autómatos para trabalho no ar e no mar

Faculdade do Porto e a Marinha têm tecnologia que permite buscas por barcos afundados, detecção de minas e levantamentos hidrográficos quase sem a intervenção humana.

“O que estão a desenvolver em Portugal é pura tecnologia de ponta. Nem nos Estados Unidos estamos neste nível”, afirma com ar convicto a bordo do navio da Ma­rinha Portuguesa NRP Bacamarte, ao largo de Sesimbra, Kanna Rajan, investigador sénior de robótica do Monterey BayAquarium Research Instirute (MBARI), que trabalhou na NASA no aparelho Rover Mars, os primeiros veículos exploradores autónomos que rolaram no planeta Marte.

Fonte: APP

Estudo pedido pelo porto de Lisboa arrasa terminal da Trafaria

Documento elaborado pela A.T. Kearney diz que investimento só será competitivo com recurso aos transportes rodoviários.
O terminal da Trafaria (TCT), que foi apresentado pelo Executivo há alguns meses para alargar o porto de Lisboa, só é viável com o recurso ao transporte rodoviário.
A conclusão está num estudo que a Administração do Porto de Lisboa (APL) encomendou à consultora A.T. Kearney, datado de Junho deste ano, e a que o Negócios teve acesso. “O modo intermodal de/para o TCT mais interessante para os agentes económicos é a rodovia (mais barato e operacionalmente mais eficiente), não se apresentando outras soluções (ferrovia, barcaça, RoRo) economicamente competitivas”, diz o documento.
O mesmo estudo adianta mesmo que “a não serem criadas as acessibilidades rodoviárias, o TCT perderá significativamente competitividade a favor de portos alternativos”. Recorde-se que o presidente da Refer, Rui Loureiro, disse em Maio que a solução para a ligação ferroviária entre o futuro terminal de contentores da Trafaria e Lisboa terá custos associados de cerca de 152 milhões de euros, a que se somariam outros oito milhões para expropriações.
Além disso, segundo a A.T. Kearney “a ausência de uma vantagem competitiva em custo de transporte terrestre, tempo de entrega e disponibilidade de ligações ao ‘foreland’ não deverá permitir um alargamento significativo do ‘hinterland’ do Porto de Lisboa para Espanha” .
O mesmo documento afirma que “o TCT terá impactos socio-económicos directos importantes: em 2048, estima-se que gere 90 milhões de euros de consumo intermédio, contribuindo com 35 milhões para o PIB, e tenha criado mais de 340 empregos directos”, afirma a consultora que diz que “um cenário de inexistência do TCT ou de terminais de contentores em Lisboa poderia onerar a economia regional em cerca de 50 a 80  milhões de euros por ano (em 2048), respectivamente”.

Fonte: Jornal de Negócios.

Resíduos de sardinhas em implantes ósseos e dentários

O projecto “Valor Peixe” pretende valorizar os subprodutos e águas residuais da indústria de conservas de peixe, tendo em conta que os desperdícios correspondem a mais de 50% do peixe processado. Segundo os investigadores, é possível utilizar as escamas e espinhas das sardinhas para implantes ósseos e próteses dentárias.

Actualmente, a indústria de conservas gera uma grande quantidade de subprodutos com elevada perda de nutrientes e impacto ambiental.
A Poveira, fábrica de conservas, promoveu, assim, o projecto “Valor Peixe” junto da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto de forma a “minimizar os problemas associados à indústria e explorar o valor acrescentado dos resíduos”.
Segundo Manuela Pintado, coordenadora da iniciativa, “um dos materiais obtidos das espinhas e escamas de sardinha e cavala são compostos por Hidroxiapatita, um fosfato de cálcio que é o componente principal dos ossos humanos e animais e que possui uma alta biocompatibilidade”.
No que diz respeito aos implantes ósseos, é possível utilizar o mineral para “revestimento de próteses e regeneração óssea”. Este composto é ainda usado em implantes dentários e já se encontra na composição dos dentífricos.
A nível ambiental, a hidroxiapatita “tem elevado potencial” no “tratamento de águas residuais, sobretudo para remoção de metais pesados” tais como chumbo, cadmio e zinco”. Para além disso, o composto pode também ser usado na área alimentar e cosmética.
O “Valor Peixe” vai “assegurar a implementação de soluções necessárias para reduzir o impacto ambiental de alguns resíduos” bem como “assegurar à empresa a possibilidade de produzir mais valor na sua cadeia de produção e demonstrar a outras indústrias um exemplo de sucesso a seguir”, conta, ao JN, Manuela Pintado.
O consumidor também pode beneficiar com o projecto pois terá a “possibilidade de encontrar produtos diversificados recorrendo a fontes naturais, com igual eficácia, valor e segurança e ainda mais sustentáveis”.

Fonte: JN