Marinha salvou tripulante de Iate que estava a meter água ao largo do Algarve

A Marinha Portuguesa resgatou ontem um velejador solitário de 68 anos, de nacionalidade alemã, de um iate que se encontrava em dificuldades a 32 quilómetros a sudeste de Portimão.
A embarcação «Abalone» estava «com entrada de água descontrolada», mas a intervenção das autoridades marítimas permitiu não só o salvamento do tripulante, mas também do Iate, que foi rebocado para o cais do estaleiro de Portimão.
Segundo a Marinha Portuguesa, o Centro Coordenador de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC-Lisboa) recebeu o alerta às 16 horas  de ontem, quinta-feira, tendo a Capitania do Porto de Portimão assumido a coordenação da acção no local e enviado a embarcação salva-vidas do Instituto de Socorros a Náufragos “SR-33”, de Portimão.
Paralelamente, o MRCC Lisboa «divergiu ainda a embarcação de pesca “Pires Coelho” para prestar eventual auxílio, até à chegada ao local das embarcações de salvamento, por forma a garantir a salvaguarda da vida humana no mar do tripulante do iate».
A situação foi rapidamente controlada, com a entrada de água a ser estancada «pelas 17 horas», já depois de garantida a segurança do tripulante alemão, tendo a embarcação sido rebocada posteriormente para Portimão, onde chegou pelas 22 horas. 
Fonte: Sul Informação.

Ponto mais sul de Portugal Continental é um reduto de sustentabilidade

É o ponto mais a sul de Portugal Continental e um verdadeiro bastião de ecologia, mesmo com infra-estruturas turísticas que continua a trazer pessoas todos os anos. O restaurante pertence a José Vargas, que há 22 anos transporta turistas de Faro até à Ilha Deserta. “Comecei por trazer turistas para conhecer a beleza do parque, as aves e caranguejos, tudo o que tinha vivido na minha juventude”, explicou o director-geral da Animaris ao Economia Verde.
A Animaris cresceu e começaram também a aumentar as preocupações ecológicas, até porque o local de trabalho, a Ria Formosa, não lhe dava outra alternativa. Uma das ideias foi criar um restaurante e bar em plena Deserta, o Estaminé.
O restaurante está colocado sobre estacas, para permitir que as sementes e biodiversidade não sejam afectadas pela construção. O grande desafio foi levar as infra-estruturas sanitárias e electricidade à Deserta, ilha que conta com apenas um habitante.
“Não há nenhuma infra-estrutura pública. Não há luz eléctrica, rede de esgotos ou água de rede. Somos nós que temos de fazer isto tudo”, explicou José Vargas.
Para ter electricidade, o Estaminé apostou em 40 painéis solares, o que lhe permite ser auto-suficiente – até – de Inverno. “Hoje é comum vermos painéis solares, mas em 1991 só eu e uns quantos “malucos” alemães da Costa Vicentina [os tínhamos]”, gracejou o empresário.
Os pratos servidos no Estaminé são locais, e os turistas até têm a possibilidade de falar com os pescadores e perceberem mais sobre a biodiversidade da Ria Formosa.

Empresa de Cruzeiros vem a Lisboa recrutar Portugueses

A empresa de Cruzeiros ‘Cruise Carreras’ estará em Lisboa no dia 21 de Agosto para recrutar portugueses.
A Cruze Carreras procura colaboradores para os seus cruzeiros de luxo. Entre as vagas encontramos funções como empregadas de limpeza, barman, empregados de mesa, chefes de sala, etc.
Os salários vão desde os 1600,00 US dólars (acrescidos das gorjetas) para as empregadas de limpeza, até aos 2800,00 US dólares para os barman ou empregados de mesa.
As candidaturas deverão ser enviadas para  crew@cruisecarreras.com

Um pequeno robot para começar a explorar o oceano

O Ziphius é um pequeno drone aquático. Ganhou um concurso do blogue americano Engadget, muito popular entre os adeptos da tecnologia. No mês passado, angariou 127 mil dólares no Kickstarter, o site de financiamento colectivo de projectos. É um brinquedo, uma espécie de barco, telecomandado com um tablet ou um smartphone, que é capaz de alguns movimentos autónomos. Está a ser desenvolvido por uma empresa portuguesa chamada Azorean, que nasceu dentro da tecnológica YDreams. Mas “a visão de longo prazo”, diz o responsável pelo projecto, Edmundo Nobre, é criar tecnologia que permita uma “exploração barata” dos oceanos.
A Azorean nasceu há cerca de dois anos, na altura sem uma ideia definida do que queria fazer. A YDreams estava a trabalhar em projectos nos Açores, um para a transportadora aérea SATA e outros na área do turismo (com a crise, estes acabaram por não ser boas apostas, recorda Edmundo Nobre, que é um dos fundadores da YDreams). A ideia foi então criar algo relacionado com o mar.
A exploração dos oceanos é uma tarefa tipicamente muito cara, argumenta Nobre, numa entrevista nas instalações da YDreams, um edifício próximo do pólo que a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa tem na Caparica, na margem sul do Tejo. O objectivo da Azorean passou a ser criar tecnologia para tentar tornar esta tarefa muito mais barata. Nobre fala numa “geração de pequenos robots especializados”, tão baratos que nem sequer é relevante se por alguma razão se perderem no mar. “Se se perdeu um robot, paciência, não vamos lá buscá-lo”.
O Ziphius está muito longe de permitir uma exploração do fundo dos oceanos. A equipa até tinha planos para começar por um pequeno submarino telecomandado, mas mudou de ideias. O Ziphius tem dois motores e só se move à superfície (seria preciso um terceiro motor para controlar movimentos em todas as direcções debaixo de água). Tem uma câmara na parte frontal, que pode transmitir imagens para o tablet ou telemóvel do utilizador, bem como captá-las em fotografia ou vídeo. No interior, está um Raspeberri Pi, um pequeno computador do tamanho de um cartão de crédito, que surgiu com fins educativos e custa 25 dólares.
O robot é controlado num tablet ou num smartphone equipados com uma aplicação própria, através de uma ligação wi-fi (em condições ideais, isto significa, de acordo com os testes da Azorean, um alcance máximo de 100 metros; frequentemente, a distância conseguida é menor). Pode ter alguns comportamentos autónomos. Por exemplo, pode-lhe ser “mostrado” um objecto e, uma vez na água, o Ziphius procura-o. Ou pode seguir sozinho um trajecto que o utilizador tenha traçado previamente no ecrã do telemóvel ou tablet.
A Azorean planeava que o Ziphius estivesse equipado com mais tecnologia – giroscópios e GPS, por exemplo –, mas preferiu um aparelho mais simples, para reduzir os custos.
A parte colorida da estrutura é feita de um material leve, que um leigo confundiria com esforovite, e pode ser adaptada pelos fabricantes a várias funções. Uma das ideias, explica Edmundo Nobre, é criar um modelo cuja estrutura permita acoplar facilmente uma câmara fotográfica. Outra é usar o Ziphius como uma plataforma para uma lata de bebida, que o utilizador pode usar numa piscina, essencialmente por diversão. Uma aplicação menos lúdica seria usá-lo para inspeccionar o casco de navios, em busca de danos.
A missão do Ziphius é permitir que a empresa ganhe conhecimento e “músculo financeiro” para continuar a desenvolver tecnologia de robots marinhos até, eventualmente, chegar a tecnologia que permita a exploração do fundo dos oceanos. O plano de negócios passa por vender 20 mil unidades do Ziphius por ano. O lançamento está agendado para Março de 2014, sobretudo com o mercado dos EUA em mente. Boa parte da montagem será feita em Portugal e o aparelho será vendido por um preço entre 250 e 275 dólares (algures entre os 188 e os 207 euros).
Este modelo “é um gadget lúdico”, resume Edmundo Nobre. Mas lembra que, por dentro, “é um computador”. Ou seja, faz aquilo para que for programado.

Fonte: Público

Índia declara golfinhos “pessoas não-humanas”

Ministro do Ambiente proibiu que os golfinhos fossem mantidos em cativeiro e usados em qualquer espectáculo no país

O ministro do Ambiente da Índia declarou que os golfinhos devem ser vistos como “pessoas não-humanas” e proibiu que estes sejam mantidos em cativeiro ou usados em espectáculos de entretenimento.
O político justificou a decisão com o facto de as investigações científicas mostrarem que os golfinhos possuem um nível de inteligência superior à de outros animais.
“Muitos cientistas que pesquisaram o comportamento dos golfinhos acreditam que eles possuem um nível de inteligência invulgarmente alto”, afirmou o ministro.
Para o responsável pela pasta do Ambiente na Índia, “comparativamente aos restantes animais, os golfinhos deviam ser vistos como ‘pessoas não-humanas’ e, como tal, ter os seus próprios direitos, por isso é moralmente inaceitável mantê-los em cativeiro com objectivos de entretenimento”.

Fonte: Ionline

Ucrânia vai recuperar submarino afundado no mar Negro

A Ucrânia pretende içar do fundo do mar Negro o submarino soviético Sch-216, afundado durante a Segunda Guerra Mundial.

Depois da recuperação do submarino, os restos mortais da sua tripulação serão sepultados. Esta a ser planeado criar um museu com base no submarino Sch-216.
O submarino diesel-eléctrico Sch-216, da classe Schuka, foi construído em 1940. Ele participou nas operações navais da Frota do mar Negro e terá afundado em 1944.Supõem-se que se afundou devido à uma explosão de uma carga de profundidade. Toda a tripulação morreu.

Próximo curso Life-MoS marcado para Novembro

Já existe data oficial para a realização do próximo curso Life-MoS da Escola Europeia de Short Sea Shipping exclusivo para Portugal: entre os dias 15 e 17 de Novembro. Desta vez, e sobretudo devido ao fim do co-financiamento comunitário, o Life-MoS será realizado em modo “low cost”, facilitando a participação de estudantes de graduação, pós-graduação e mestrado nas áreas dos transportes e da logística.
O custo da participação será, por isso, reduzido ao mínimo necessário para pagar a viagem Barcelona-Civitavecchia-Barcelona, incluindo o alojamento e a alimentação, e o curso propriamente dito.
Além disso, e a exemplo do acontecido na edição de Janeiro passado, a APTMCD propõe-se atribuir algumas bolsas de estudo, no valor total da participação. “É mais um esforço que decidimos fazer, apesar da escassez de meios, tentando com isso atrair para estes cursos a massa cinzenta das nossas escolas superiores”, justificou Belmar da Costa.

Fonte: APP

McNamara recebeu Medalha Naval Vasco da Gama

O surfista havaiano Garrett MacNamara, que surfou a maior onda do Mundo na Nazaré, disse hoje ser uma honra receber a condecoração da Marinha Portuguesa e prometeu procurar ondas ainda maiores.
A Marinha Portuguesa condecorou hoje o surfista com a Medalha Naval de Vasco da Gama, “em consequência da sua extraordinária carreira de praticante de surf, marcada por desempenhos de excelência, e do exemplo de disciplina, perseverança, sacrifício e elevado profissionalismo, que contribuíram significativamente para a promoção e divulgação da Marinha e de Portugal”.
Na cerimónia, que decorreu no salão nobre do Instituto Hidrográfico, em Lisboa, McNamara mostrou-se “honrado” com a condecoração e agradeceu o apoio da Marinha Portuguesa “sem a qual não teria conseguido” o feito da Nazaré.
“Isto levou-me a perceber que não importa de onde vens, o que tens, ou quais os recursos que tens. Tudo é possível e todos aqui em Portugal devem perceber isso”, afirmou McNamara aos jornalistas.
O surfista prometeu continuar a visitar Portugal e a Nazaré, onde “de certeza que há ondas muito maiores”.
A medalha de honra foi entregue ao surfista pelo chefe de Estado-Maior da Armada, Almirante José Saldanha Lopes, que enfatizou o papel de McNamara na promoção da Marinha e de Portugal.
“Teve um grande impacto para o Instituto Hidrográfico e para a Marinha. Os feitos do McNamara levaram-nos também a criar um site’ de previsões de surf e hoje estamos a apoiar todos os desportistas que nos visitam”, disse.
A Medalha Naval de Vasco da Gama, atribuída pela Marinha portuguesa, destina-se a galardoar “actos meritórios ou serviços relevantes prestados no mar ou em actividades com elas relacionadas”, explica a mesma nota.
Garrett MacNamara está ligado à Nazaré no âmbito da Zon North Canyon Show, um projecto de três anos, iniciado em 2010, protagonizado pelo surfista e desenvolvido pela Nazaré Qualifica com o objectivo de promover a Nazaré internacionalmente como destino turístico de referência para a prática dos desportos de ondas grandes e de filmar três documentários que registam a actividade desportiva de McNamara e o quotidiano da vila.
O surfista fez história, a 01 de Novembro de 2011, ao surfar a maior onda de sempre, na Praia Norte, na Nazaré.

Fonte: DN

José Tourais, o pai do mergulho em Portugal

“Conhecê-lo é deveras fascinante, a sua calma e ponderação, a voz sempre colocada pausadamente num tom baixo e o seu olhar penetrante transmitem muito mais do que algum dia poderemos apreender numa só vida, por nós próprios, sobre os tesouros que uma vida dedicada ao mar encerra”, escreve o fotojornalista Paulo Maria.
Com mais de trinta anos de experiência no ensino do mergulho recreativo, uma carreira dedicada à formação, o crédito de ter sido pioneiro em Portugal na introdução da maior organização de mergulho do mundo – PADI e ainda em nome dos mais de 6000 alunos formados desde os cursos básicos a Instrutores, é-me permitido afirmar que, José Tourais é inequivocamente o pai do mergulho em Portugal.
Decorria o ano de 1978, José Tourais observava um grupo de mergulhadores que preparavam a parafernália arcaica de equipamento antes de um mergulho. Pouco tempo depois, como se do primeiro beijo de um romance se tratasse, experimentou as sensações de mergulhar em mar aberto. Encantado com a experiência, desde sempre deteve uma grande aquacidade, fruto da sua vivência junto ao mar, quis conhecer melhor este universo. Foi então que visitou uma exposição de fotosub que o fez mergulhar em definitivo no mundo subaquático.
Os Arquitectos Modesto e Jorge Albuquerque conduziram, no final da década de setenta, Portugal às actividades subaquáticas. A divergência de ideias destes pioneiros, sobre o rumo e regulamentação da actividade no nosso país proporcionaram a José Tourais duas boas fontes de conhecimento, plataformas sólidas para que, rapidamente e fruto da sua ligação aos dois alicerces (Federação de Mergulho e CPAS- Centro Português de Atividades Subaquáticas), alargasse os seus horizontes e criasse um vínculo forte com a Confederação Mundial de Actividades Subaquáticas – CMAS.
Nesse tempo, fruto da sua actividade profissional num laboratório, José Tourais viajava com bastante regularidade para o estrangeiro, facto amplamente aproveitado para contactar e criar ligações sólidas à comunidade internacional do mergulho o que sempre lhe permitiu estar na vanguarda do conhecimento técnico e científico desta actividade, formando-se como monitor nacional desde logo.
Partilhando um pouco da minha experiência, assumo que o mergulho recreativo constitui um dos meus Hobbies. Pratico-o há mais de quinze anos. Aproveito sempre para conhecer um pouco mais deste mundo do silêncio em cada viagem ou expedição que dedico lhe dedico. O mar, sempre exerceu em mim um fascínio, projectado também, pela alma lusitana dos descobrimentos portugueses. Desde miúdo que sigo atentamente as séries e filmes, documentários e livros que abordam este tão fascinante tema. Criei indubitáveis referências que ainda hoje me acompanham: O comandante Jacques Cousteau e as suas explorações; os primeiros documentários da BBC sobre o mar; Corto Maltese e as suas aventuras marítimas ou ainda David Doubilet que fazendo magia em cada fotografia subaquática que produz constituiu para mim referência desse maravilhoso mundo do infinito.
Também José Tourais sempre mereceu da minha parte um magistral respeito, considero-o história viva do mundo do mergulho em Portugal, Tourais é para mim, “o Cousteau português”. A campanha M@rBis 2013 aproximou-me desta autêntica lenda e sobretudo de um modelo perfeito de como se vive, gere e saboreia o mar que há em cada um de nós. Conhecê-lo é deveras fascinante, a sua calma e ponderação, a voz sempre colocada pausadamente num tom baixo que nos faz concentrar ainda mais em cada palavra sua e o seu olhar penetrante transmitem muito mais do que algum dia poderemos apreender numa só vida, por nós próprios, sobre os tesouros que uma vida dedicada ao mar encerra. 
Depois de abrir em Portugal o primeiro centro PADI, a Nautilus-Sub no inicio de 1989 e de se dedicar bastante ao plano náutico surgiram os primeiros contactos com o intuito de coordenar o plano de mergulho e estudo subaquático dos montes submarinos Gorringe. A proposta baseava-se  na criação de uma missão lusa em formato de expedição pela mão da universidade lusófona que acabou por ser o formato embrionário das actuais campanhas M@rBis, a bordo do Navio de Treino de Mar Creoula.
“O actual Secretário de Estado, Professor Manuel Pinto Abreu teve o condão de unir as várias universidades e pô-las a partilhar projectos ligados ao mar e a falar em uníssono em prol da ciência e do conhecimento do mar português. Ele foi sem dúvida a chave do sucesso para a estrutura de missão que se dedica hoje, ao alargamento da plataforma continental. Quando as campanhas nasceram, criei esta ligação umbilical e técnica, talvez fruto da minha experiência em matéria de mergulho. Sempre acreditaram e confiaram plenamente na operação de mergulho tal como a concebo para as campanhas M@rBis. Tento incutir dinâmica e disciplina em que a segurança é para mim palavra de ordem prioritária. Quando me impõem objectivos científicos, procuro em cada campanha superá-los. Conheço bem as limitações do navio e adapto as necessidades técnicas da melhor forma para que tudo se integre e flua com naturalidade. Quando os biólogos se portam mal, os cientistas são por natureza desarrumados, paro a operação de mergulho até que tudo esteja de novo no sitio, eles já conhecem o meu nível de exigência e como tal todos colaboram da melhor forma. Também a Marinha Portuguesa confia no papel que desempenho e abre-me totalmente as portas para que use os seus próprios meios como é o caso das semi-rígidas, só assim é possível superar os objectivos iniciais da campanha e colocar ainda mais gente a mergulhar em cada dia. Acho deveras interessante converter o Navio de Treino de Mar em oceanográfico e centro de mergulho. Trabalho com uma equipa técnica bastante experiente, composta por oito pessoas que já me acompanhou noutras campanhas, que sabe exactamente as necessidades dos mergulhadores neste tipo de projetos.
É nosso objectivo conseguir mil e duzentos mergulhos ao longo da campanha na costa algarvia, estamos bem encaminhados o que significa que serão mais de 600 horas de imersão nos fundos marinhos do Algarve. Espero com toda a minha equipa, poder contribuir com esta dinâmica de acção para o enriquecimento da ciência e biodiversidade portuguesa.” Reitera José Tourais.
Procurando definir uma zona que tão bem conhece em termos de locais de mergulho recreativo e técnico, Tourais divide a costa algarvia em três sectores distintos:
“No sotavento, iniciando a exploração na zona de Tavira, encontramos fundos mais arenosos, com poucas pedras a congregarem vida, é uma zona pouco procurada por mergulhadores apesar das águas serem mais quentes. Também nesta zona poderemos encontrar recifes artificiais que estão em inicio de vida mas que em breve serão um pólo interessante de vida marinha. Junto a Portimão o parque ocean revival é um autêntico parque de diversão subaquático. Graças ao afundamento dos navios, podemos ter hoje um polo de atracção distinto e único no mundo, para mergulhadores. Para além de seguir uma estratégia de marketing audaz, em termos práticos é fantástico poder mergulhar de forma segura nestes navios militares que seduziram já muita vida a residir e fixar-se nas estruturas. No barlavento algarvio, por ser uma costa tipicamente atlântica que sofre uma influência mediterrânica o mar é mais intenso e os fundos são bastante sedutores, sobretudo na zona de Sagres.”
Segundo José Tourais o mercado do mergulho sofrerá um crescimento contínuo até 2025 o que significa dizer que com tanta costa, Portugal encerra um potencial enorme neste universo. Questionar alguém que registou mais de 7000 mergulhos ao longo da sua vida de mar por esse mundo fora, sobre qual o local que elege como sendo o seu preferido é como perguntar ao Papa qual o seu fiel seguidor preferido. No entanto, o nosso “lobo do mar” responde sem hesitar…Santa Maria, Açores!

Fonte: Visão.