Gustavo Lima ressurge no laser

O velejador Gustavo Lima reapareceu em grande forma no Campeonato inglês de laser. O olímpico em Londres’2012 (22.º classificado), Pequim’2008 (4.º), Atenas’2004 (5.º) e Sydney’2000 (6.º) está a dominar a classificação geral de forma categórica, com quatro triunfos e um 6.º posto, em cinco regatas.

“Estou muito motivado e até surpreendido com este meu regresso à competição, na minha primeira prova do ano. Mas treinei muito forte em junho e julho, conseguindo uma posição bastante confortável, apesar da prova estar bastante forte. O meu objetivo é preparar-me para o Campeonato da Europa, que se disputa em setembro. Para já, nem penso nos Jogos do Rio’2016, mas o trabalho que estou a realizar está a ser muito positivo”, considerou Gustavo Lima, líder do quadro, com 52 velejadores, entre os quais muitos atletas britânicos, o australiano Luke Elliott e o sul-coreano Jeemin Ha, que estiveram nos Jogos de Londres’2012.

O cascalense, do Clube Naval de Cascais, soma 4 pontos, descartando o seu pior resultado, à frente dos britânicos Jack Wetherell (10) e Martin Evans (14) e do já referido Luke Elliott (16).

Silveira no top 9

O português Rui Silveira também viajou até ao sul de Londres e está a dar boa conta do recado, encontrando-se no 9.º lugar (35 pontos) da mesma competição, depois de ter ocupado os 11.º, 7.º, 9.º, 15.º e 8.º lugares nas regatas.

A prova decorre até sexta-feira no mesmo campo dos Jogos Olímpicos de Londres’2012, faltando disputar sete regatas.

Fonte: Record

Sea Life junta-se à Univ Aveiro para erradicar do planeta a pesca com cianeto

É uma técnica de pesca ilegal altamente devastadora para os recifes de coral e a Universidade de Aveiro (UA) está a ajudar a erradicá-la do planeta. O cianeto lançado por pescadores sobre os recifes do sudoeste do Pacífico atordoa ou mata os peixes tropicais facilitando a sua captura para abastecer os mercados ornamentais e alimentares. Ao mesmo tempo, a destruição dos corais representa um enorme dano colateral provocado pelo químico letal. 
Para erradicar esta prática a Sea Life acaba de lançar uma campanha que tem num teste desenvolvido na academia de Aveiro a pedra basilar. Trata-se de uma técnica aperfeiçoada por uma equipa de biólogos e químicos da UA que torna possível, pela primeira vez, descobrir se um peixe foi exposto ao cianeto sem ser necessário sacrificá-lo e dissecá-lo.

A organização britânica, que com os seus 40 centros marinhos espalhados pelo mundo tem a maior rede mundial de aquários públicos, um dos quais na cidade do Porto, está desde o início do mês de Julho a utilizar o teste aperfeiçoado em Aveiro para assegurar que todas as espécies que recebe para exposição foram capturadas sem recurso ao cianeto.

“A utilização daquele químico letal é considerado, a par da utilização de dinamite, uma das práticas de pesca mais destrutivas para os recifes de coral”, explica Ricardo Calado, investigador do Departamento de Biologia (DBIO) da UA. O coordenador da equipa de Aveiro cujo estudo cativou a Sea Life aponta que a pesca com recurso ao cianeto, que todos os anos captura milhões de peixes tropicais nos recifes do Pacífico em países como a Cinha, a Indonésia, a Malásia ou as Filipinas, “é bastante tóxica e mortal para os corais”e já destruiu em várias zonas do sudoeste asiático “80 a 90 por cento da vida” dos recifes.

O segredo está na água

O novo teste aperfeiçoado pela UA, ao contrário dos já existentes que obrigavam à dissecação dos peixes na procura por vestígios de cianeto no sangue e nos músculos, envolve a transferência dos animais recém-entregues para água salgada artificial. É nessa água que os investigadores procuram quantidades vestigiais de tiocianato, um composto que deriva da metabolização do cianeto pelo peixe e que é expulso do organismo pela urina.


“Utilizámos como modelo os peixes palhaços e verificámos que a excreção de tiocianato pela urina acontece vários dias depois de terem sido pescados”, explica Ricardo Calado. “Através da análise da água consegue-se assim saber se, vários dias antes, um peixe foi ou não exposto ao cianeto nas Filipinas ou na Indonésia”,aponta o responsável.

O Sea Life já está a utilizar o teste da UA. A empresa escolhe aleatoriamente amostras de água onde os peixes são depositados depois de entregues e envia-os para a academia de Aveiro. Consoante os resultados químicos encontrados nas análises supervisionadas por Valdemar Esteves, investigador do Departamento de Química da UA o Sea Life aceita ou não os peixes.

A recusa, no caso da presença do químico, serve para que os respectivos fornecedores do Pacífico boicotem os pescadores que usam cianeto obrigando-os, para fazerem negócio, a usarem métodos de captura ecologicamente sustentáveis.

Fonte: Ciência Hoje.

Surf At Night. “Onde o acto de surfar ganha realmente forma”

Entre os dias 12 e 18 de Agosto a praia de Cortegaça, em Ovar, vai receber a sexta edição do Surf At Night, evento que contará com várias actividades desportivas, entre elas surf, bodyboard, longboard e stand up paddle (SUP), convidando os melhores surfistas nacionais.

Apesar das atenções estarem voltadas para o surf à noite, o dia também vai ser agitado. Nos dias 15 e 16 a praia receberá a segunda etapa nacional de Bodyboard Pro Tour, nas categorias feminina e masculina, e, de seguida, a primeira etapa Circuito Nacional de Longboard, bem como a quarta prova do Circuito Nacional de Stand Up Paddle, na categoria de ondas – uma novidade no evento. “Uma modalidade em franco crescimento no mundo dos desportos de ondas e que temos o maior orgulho de apadrinhar através da promoção de uma etapa”, disse António Meireles, da organização.
Para o responsável, “o Surf At Night afirma-se assim como um evento transversal e ligado intrinsecamente ao mar, onde o acto de surfar ganha realmente forma, através de três modalidades que inspiram comunidades, dentro e fora do nosso país”, acrescentando ainda que “é também uma oportunidade para internacionalizar o evento, através das experiências, dos competidores e das imagens criadas, que se espalham naturalmente pelo mundo”.
Outra novidade desta edição é o Faustino Air Freak Show & Friends, uma sessão de tow out apadrinhada pelo bodyboarder nacional Ricardo Faustino.
A par das competições e para quem quiser dar um pezinho de dança, a “vila do surf”, como é chamada, receberá vários artistas de renome como o músico surfista Gabriel O Pensador, Bezegol, Orelha Negra e Dj Ride.


Fonte: Ionline

Portuscale Cruise investe 20MEuro na recuperação de 4 navios

A Portuscale Cruises, que recentemente ficou com os quatro navios clássicos da Classic International Cruises (CIC), incluindo o histórico paquete Funchal, anunciou hoje que o investimento na recuperação dos navios é de 20 milhões de euros.
A CIC estava com processos de insolvência dos quatro navios, os quais passaram para as mãos da Portuscale Cruises em janeiro deste ano, explicou o presidente executivo da única empresa portuguesa a operar no setor de cruzeiros marítimos, Rui Alegre.
Neste momento, o paquete Funchal, de 1961, está a acabar de ser remodelado para arrancar com a sua viagem inaugural na próxima semana.

Fonte: Expresso

Estudante constrói submarino com 1500 euros

Não será exactamente o Nautilus do Capitão Nemo, mas devem ser poucos os estudantes de 18 anos que se podem orgulhar de ter construído um submarino, como Justin Beckerman que, com apenas 2000 dólares (1500 euros), criou um subaquático.
Justamente apelidado com o nome do famoso submarino do livro de Júlio Verne, “20 mil léguas submarinas”, foi construído em seis meses com recurso, sobretudo, a tubos de drenagem e tampas de lixo. O Nautilus inclui ainda reguladores e medidores de pressão retirados de uma máquina de bebidas, duas baterias principais que vêm de um antigo brinquedo de criança e alti-falantes ‘roubados’ ao sistema de som do carro.
O norte-americano criou assim um meio de transporte capaz de mergulhar a uma profundidade de quase 10 metros e que já completou três submersões com sucesso. Por enquanto, pode permanecer debaixo de água até duas horas e atinge a velocidade de 2,4 km/h.
Em declarações à “Hype Science”, Justin Beckerman diz querer utilizar o submarino “para explorar o lago, ver peixes e talvez encontrar um pouco de história, como os canhões da casa dos vizinhos”, exemplifica.
O estudante do ensino secundário é pródigo em invenções e, no seu site , é possível ver inúmeros projetos e máquinas criadas por Justin Beckerman, tais como instrumentos de limpeza automática ou helicópteros em miniatura.

Fonte: APP

O que podem 28.000 patos de borracha ensinar sobre o Mar ?

Em 1992, um contentor com 28,000 patos de borracha perdeu-se no mar quando caiu, quando o navio fazia o percurso de Hong Kong para os Estados Unidos. Ninguém poderia adivinhar que esses brinquedos continuariam a flutuar nos oceanos passados mais de 20 anos.
Hoje, essa “frota” de patos de borracha continuam a revolucionar o nosso entendimento das correntes do oceano, bem como ensinando uma ou duas coisas sobre a poluição do plástico neste processo. Desde de aquele dia em 1992, quando foram abandonados sem cerimónia no mar, que os patos amarelos tem dado a volta ao mundo. Alguns deles apareceram nas costas do Havai, Alaska, América do Sul, Australia ou no Nordeste do Pacifico; outros foram encontrados congelados no gelo do Ártico . E outros ainda arranjaram maneira de chegaram a Escócia e Terra Nova no Atlântico.
Os patos carismáticos até foram baptizados com um nome: “Os amigos flutuantes”, pelos seguidores devotos que tem seguido o seu caminho ao longo de todos estes anos.
“Eu tenho um website que as pessoas usam para me enviarem as fotos dos patos que encontram nas praias por todo o mundo”, disse Curtis Ebbesmeyer, um oceanográfico aposentado e um entusiasta dos “Flutuantes”. 
“Sou capaz de dizer rapidamente se eles foram deste grupo, eu possuo um do Reino Unido, que acredito que é genuíno. Uma fotografia foi-me enviada por uma mulher Juíza da Escócia”.

Este mapa revela a extensão da viagem dos patos:
Os “Flutuadores” mais famosos, são os cerca de 2,000 que ainda circulam nas correntes do Giro do Pacifico Norte – Um vortex de correntes cujo alcance apanha Japão, Alaska, Ilha de Kodiak e as Ilhas “Aleutian” que um bando destes patos ajudou a identificar.
“Sempre soubemos que este Giro do Pacifico Norte existia. Mas até aparecerem os patos, não sabíamos quanto tempo levava a completar o circuito,” disse Ebbesmeyer. “Era como saber que um planeta estava no sistema solar, mas não saber quanto tempo levava a completar a órbita. Bem, nos sabemos exactamente quanto tempo leva: Aproximadamente três anos”.
Hoje, o Giro do Pacifico Norte é igualmente a casa do que se chama “Cluster de Lixo do Giro do Pacifico Norte”, um imensa ilha de destroços, maioria de plástico, que o Giro mexe como se fosse um gigante pote de sopa de lixo.”
 Apesar dos patos de borracha terem  levantado a consciência sobre o Giro, o que compõe a cluster de lixo, não tem tanta piada. A maioria consiste em pequenos fragmentos de plástico e iodo químico. Algum desse lixo, foi da mesma maneira que os patinhos, através de contentores perdidos. Apesar de ninguém saber quantos contentores se perdem no mar todos os anos, oceanógrafos apontam o número de 10,000 por ano, uma estimativa relevante, apesar de ser apenas uma pequena parte do problema global do lixo. “Ouvi história de contentores perdidos, cheios de sacos de plástico que usam na lavandaria”, diz Donovan Hohn, um autor de um livro chamado “Moby-Duck”, que imortaliza a viagem dos 28,000 patos de borracha. “Também ouvi de contentores cheios de tabaco irem borda a fora, e que acabam por ser consumidos por animais do Mar. De facto, uma das notas do meu livro, lista o conteúdo da barriga de uma baleia morta: Estava cheia de lixo. Poluição Plástica é um problema real. 
O que nós sabemos é que há mais de 11 Giros ao longo de todo o oceano e todos eles são resíduos do lixo do mundo. E os “Amigos Flutuantes” são um exemplo para tudo, é de que o lixo plástico e que é um assunto global.