Encontrada Lula com 80 kg na costa das Astúrias.
Comparação entre Titanic e Allure Of The Seas.
Instituto Hidrográfico tem novo serviço para o Planeamento de Viagens por mar
Iate de família real com 180 metros é o maior do mundo
Construa o seu próprio submarino pessoal e explore o oceano ( Com Vídeo ).
Não, não é só o James Cameron que tem direito a explorar as profundezas do oceano. De facto, e a julgar pela proposta do OpenROV, esta poderá vir a tornar-se uma possibilidade ao alcance de muitas pessoas. E no que consiste essa proposta? Essencialmente, o OpenROV é um veículo de exploração submarina open source que pode ser construído em espaços tão banais como uma simples cozinha.
Por outras palavras, o OpenROV é um pequeno drone que se permite ser controlado remotamente através de um computador, deixando qualquer curioso explorar as paisagens subaquáticas que nos rodeiam. “Até agora, apenas uns poucos selectos eram capazes de explorar o oceano”, refere David Lang, co-fundador da OpenROV, a empresa responsável pelo projecto. “O que queremos fazer é dar a todos esse acesso e partilhar o que descobrirem, criando uma espécie de Wikipédia para exploração dos oceanos”.
O OpenROV pode ser fabricado com componentes disponíveis em qualquer loja de produtos electrónicos, mas a empresa envia aos interessados um kit com a maioria das componentes necessárias para a sua montagem. O OpenROV pode descer até profundidades de 100 metros e faz streaming directo de vídeo para o computador onde estiver a ser controlado.
Dada a sua natureza open-source, este projecto está sujeito a diversas alterações e modificações, as quais podem ser disponibilizadas num fórum que a empresa criou para todos os seus utilizadores. “Chamem-lhe um brinquedo, ou uma ferramenta séria de investigação”, refere um dos co-fundadores do projecto. “O OpenROV é capaz e é divertido de construir”.
Fonte: Ionline / *telemoveis.com
Encontrada garrafa cinco anos depois de lançada ao mar
PortoCartoon lançou, em 2008, 30 garrafas ao mar.
As 30 garrafas foram lançadas ao mar, a oito milhas da costa, a 11 de Dezembro de 2008, por uma unidade da Marinha Portuguesa, com mensagens sobre os Direitos Humanos do PortoCartoon desse ano.
«Já tínhamos posto de parte a possibilidade de encontrar alguma das garrafas lançadas ao mar», admitiu à agência Lusa Luís Humberto Marcos, director do Museu Nacional da Imprensa (MNI), entidade responsável pela iniciativa de 2008.
Na tarde de sábado de 27 de Julho Jorge Soares, de 51 anos, a passear pela praia com um grupo de amigos, reparou na garrafa no meio de entulho que deu à costa e contou que a garrafa só lhe chamou a atenção por estar fechada.
Jorge reparou que a garrafa tinha «qualquer coisa dentro» por a luz estar a incidir sobre a mesma. Empurrou a rolha para dentro com um pau e retirou a mensagem.
A folha tinha, de um lado, a informação sobre o PortoCartoon com alguns dos “cartoons” da edição de 2008, e, do outro, os artigos 19.º, 20.º e 21.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos – liberdade de expressão, liberdade de associação e liberdade de voto.
«Dizia que tinha um prémio surpresa, mas aquilo como parecia um folheto nem pensei que fosse verdade», disse, tendo deixado a garrafa e a mensagem onde encontrou, acabando mais tarde por voltar atrás por «pensar que a mensagem deveria ter algum fundamento».
Pesquisou na Internet e após algumas tentativas acabou por encontrar a notícia sobre o lançamento das 30 garrafas.
«Achei aquilo engraçado, mas o problema é que as praias são todas uma imundice e se as garrafas acabaram em alguma praia podem muito bem estar no meio de entulho», alertou Jorge Soares, que irá receber o prémio surpresa em Setembro.
Luis Humberto Marcos, que recebeu a notícia com «surpresa», afirmou que «estava à espera que aparecesse numa zona mais longínqua».
O director do MNI frisou «a importância e universalidade» da linguagem do “cartoon” para relembrar a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
«Evocar e falar dos direitos humanos é necessário porque parece tão rotineiro que às vezes se esquece a sua substância», afirmou Luis Humberto Marcos, considerando que «é um dever» de entidades como o MNI «recordar» esses mesmos direitos.
‘Tesouros’ do mar em destaque
A temática do certame é dedicada ao mar. Por isso, “os visitantes poderão degustar pratos de peixe e marisco, confeccionados por chefs de algumas das melhores unidades hoteleiras da região”, explica Rui Correia, presidente da Fatasul, que organiza a feira.
Outra aposta, diz o presidente, recai no sector equestre, com mostras dos “melhores criadores de cavalo Lusitano de Portugal, Brasil e Espanha”.
Na área do comércio e indústria “registam-se cerca de 60 expositores a mais, o que sugere a vontade dos empresários apostarem na promoção”, acrescenta Rui Correia. O investimento na Fatacil ronda um milhão de euros e são esperadas 150 mil pessoas.
Cianeto. Já não é preciso matar peixes para encontrar este veneno
O dicionário científico identifica-o como peixe-palhaço. Um filme de animação da Disney reforçou a sua reputação e até lhe colou a alcunha de “Nemo”. Esta espécie, colorida a laranja e branco, é talvez o exemplo mais comum de peixe exótico que hoje mergulha em aquários domésticos ou privados. Se tiver um, não se admire caso o encontre morto, a boiar à tona da água. É provável que o culpado seja o cianeto, um químico usado por pescadores para os atordoar e assim facilitar a sua captura. Mas, graças à Universidade de Aveiro, a substância pode ter os dias contados – uma equipa de investigadores desenvolveu um método para detectar a presença deste veneno nos peixes. E sem implicar a sua morte.
E aqui está um ponto importante. Descobrir este químico venenoso – utilizado sobretudo em recifes de coral do Sudeste Asiático – no organismo dos peixes implicava recorrer a um teste que se resumia a dissecar o animal e retirar-lhe um pedaço de músculo ou amostra de sangue. Ou seja, a morte seria sempre inevitável. Agora já é possível poupar a vida aos peixes. A técnica desenvolvida pela Universidade de Aveiro centra-se antes na água “onde o peixe foi transportado ou mantido durante um período de cerca de 24 horas”, começou por explicar Ricardo Calado.
O objectivo, explicou o coordenador do projecto, é detectar a presença na água de um ião chamado tiocianato, substância resultante da “degradação do cianeto através de uma enzima chamada rodanase, que actua sobretudo ao nível do fígado do peixe”. Descodificando: o truque está no tal tiocianato. Esta substância é expulsa “na urina do peixe, que pode então provocar “níveis anormais” de tiocianato nas amostras de água. “O que constitui uma prova da exposição ao cianeto”, prosseguiu Ricardo Calado. O desenvolvimento do método implicou um investimento a rondar os 60 mil euros, financiados, em conjunto, pelo Departamento de Biologia e pelo Centro de Estudos do Mar e do Ambiente, ambos da Universidade de Aveiro.
CIANETO
Mas porquê tanto alarido à custa de uma substância? Numa palavra – veneno. Em linguagem científica, o cianeto é um sal inorgânico que bloqueia a passagem de oxigénio para o sangue caso entre em contacto com o organismo. “Sem qualquer dúvida, é altamente destrutivo e reconhecido como uma das maiores ameaças à conservação da fauna marinha e de recifes de coral”, afirmou, convicto, Ricardo Calado.
O alarme é evidente no tom das palavras que o investigador da Universidade de Aveiro escolheu para continuar a retratar ao i o problema. “Este tóxico” funciona “como anestésico para permitir mais facilmente a captura dos peixes”, explicou. Mas “as concentrações usadas são tão elevadas que, invariavelmente, acabam por induzir mortalidade quer nas espécies à qual a pesca é dirigida, quer noutras sem valor comercial que se encontram na proximidade”, concluiu.
Nos corais, de resto, o alarme parece soar cada vez mais alto. “O cianeto pode perturbar a simbiose que estes organismos têm com as suas microalgas e promover o branqueamento dos corais”, lamentou o investigador. Actualmente calcula-se que “cerca de 20% dos recifes do mundo já foram perdidos” e “outros 25% estão em perigo iminente de seguir o mesmo caminho”. Estima-se até que, por ano, “pelo menos 150 toneladas de cianeto” sejam “pulverizadas sobre os recifes de coral” localizados nas águas de países como as Filipinas, a Indonésia ou Taiwan. Quem o diz é Rui Ferreira, director-geral do SEA Life Porto, único aquário existente em Portugal de um dos maiores grupos do mundo no sector.
INDÚSTRIA COMO OBSTÁCULO?
O parceiro da Universidade de Aveiro no projecto já não aceita qualquer peixe no qual tenha sido detectado cianeto. A intenção é clara – “acabar com essa prática de pesca destrutiva que ameaça gravemente a biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas marinhos”.
E a rejeição é apenas possível graças ao método da Universidade de Aveiro, que permitiu igualmente atirar a bola para o lado da indústria e dos fornecedores de peixe. Embora reconhecendo ser “impossível intervir em cada barco de pesca e centro de recolha” e “garantir” que os peixes “não sejam capturados com recurso a cianeto”, Rui Ferreira acredita que “se está a dar o primeiro passo, muito importante, a partir do qual se vai poder aumentar a consciência de todos deste problema”.
A esperança, prosseguiu, assenta em fazer com que este novo teste congeminado por investigadores portugueses “não fique no laboratório e possa ter uma utilidade prática”. Em Julho, a SEA Life e a Universidade de Aveiro iniciaram uma parceria, que se prolongará durante o ano, que permitirá aos investigadores terem acesso a uma amostra “de todos os peixes que entram no grupo, a nível global” – a empresa dispõe de mais de 40 aquários, espalhados pela Europa e pelos EUA. A missão a “longo prazo” é “desenvolver um teste que possa ser utilizado nos países de origem das espécies marinhas”. Logo, a estratégia passará por cativar a adesão dos fornecedores e dos empresas do sector.
Ricardo Calado, de resto, está optimista. “Estamos seguros de que as empresas verdadeiramente empenhadas na sustentabilidade e na preservação dos recifes de coral estão bastante receptivas.” Caso contrário, “acabam também por ver o seu negócio afectado pela pesca com cianeto”, já que “os peixes poderão morrer alguns dias após a sua venda, afectando negativamente a percepção dos compradores”. Quanto a consequências para a saúde humana, o investigador assegurou que “até à data” os efeitos “associados à ingestão de peixe capturado com cianeto são ainda largamente desconhecidos”. Já Rui Ferreira afirmou desconhecer os custos envolvidos no sector aquariófilo português.
Fonte: Ionline
Paquete "Funchal" saiu da Navalrocha
Fonte: Ship and the Sea – Blogue de Navios e do Mar.
Texto/ Fotos: Luís Miguel Correia.









