Velejadores portugueses vencem Mundial de Platu 25 na Galiza

Os portugueses Afonso Domingues e Hugo Rocha sagraram-se campeões do Mundo de vela na classe de Platu 25, numa prova disputada na Ria de Muros-Noia, na Corunha, em Espanha.
Com o Credite EGS, a tripulação lusa terminou empatada em pontos com o segundo classificado, o EUZ II Monella Vagabonda, do italiano Sandro Montefus-co, mas o maior número de primeiros lugares nas onze regatas decidiu o campeonato a favor dos velejadores portugueses.
Entre a tripulação portuguesa do Credite EGS estava Hugo Rocha, medalhado nos Jogos Olímpicos de Atlanta1996 como tático, que soma o seu terceiro título mundial está época, depois das vitórias em ORC e em J80.
“Foi um Mundial complicado em termos meteorológicos, com o vento muito instável de direção e intensidade. No entanto, sempre que soprou mais forte sentimo-nos mais confortáveis. Este campeonato teve um alto nível e foi tudo decidido na última regata. Vou feliz com o resultado e com a organização da prova”, sublinhou Afonso Domingos, citado pela Federação Portuguesa de Vela (FPV).
Os espanhóis do E para Comer Lugo, de Gonzalo Araújo, foram terceiros da geral.
JPS // JP

Fonte: Noticias Ao Minuto/Lusa

A sardinha é um peixe desembaraçado

Bruno Bobone, o presidente do Fórum Empresarial da Economia do Mar, escolhe a sardinha como peixe que é a imagem de marca de Portugal.
Porque “é um peixe pequeno e desembaraçado que alimenta muita gente”, explica. Além disso, trata-se de um peixe popular, ao mesmo que é “reconhecido lá fora. Viaja muito”, diz. Bruno Bobone considera ainda a sardinha um peixe “adaptável tal como os portugueses”. Lembra ainda que é multifacetada no sentido de que tanto se pode comer fresca como em conserva. “No fundo, muito na perspectiva do que foram os portugueses desde os primeiros descobridores até aos actuais emigrantes”, considera o também presidente da Associação Comercial de Lisboa.

Fonte: DN.

Litoral português deverá sofrer com subida do nível das águas do Mar

O Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas revela que continua a tendência para o aquecimento do planeta devido à ação humana. Os cientistas estimam que a Terra pode aquecer até 4,8 graus centígrados até ao fim do século e que a subida do nível do mar sofra um agravamento que não se esperava, até 82 centímetros, o que fará com que o litoral português sofra alterações.

Os especialistas das Nações Unidas cruzaram os dados de quase dez mil estudos independentes realizados nos últimos anos e confirmam que a década passada foi a mais quente dos últimos 150 anos, desde que há registos meteorológicos.

Estas são algumas das conclusões da primeira parte do quinto relatório de avaliação do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, que foi apresentado na passada sexta-feira em Estocolmo.

Fonte: RTP.

Nova "ilha" surge no mar Arábico após sismo no Paquistão

A força do sismo que abalou, na terça-feira, a região sudoeste do Paquistão fez aparecer uma nova “ilha” no mar Arábico, a várias centenas de quilómetros do epicentro do terramoto, fenómeno que surpreendeu habitantes e cientistas.
O sismo de magnitude 7,8 na escala de Richter fez 328 mortos e 450 feridos, segundo o balanço mais recente das autoridades paquistanesas. Este sismo é um dos mais mortíferos da última década no país.
“Não é uma coisa pequena, mas sim uma coisa imensa que emergiu da água”, relatou Muhammad Rustam, um habitante de Gwadar, um porto estratégico localizado a cerca de 400 quilómetros a sul do epicentro do sismo que afetou a província paquistanesa de Baloutchistan.
Após o terramoto, os habitantes de Gwadar viram surgir, a 600 metros da costa, uma grande extensão de terra com cerca de 20 metros de altura, 40 metros de comprimento e 100 metros de largura, de acordo com os dados citados pela agência noticiosa France Press.
“É verdadeiramente muito estranho e um pouco assustador ver de repente uma coisa a surgir da água”, disse Rustam.
A nova “ilha” suscitou a curiosidade dos pescadores locais, que foram observar de perto o local, bem como de vários fotógrafos amadores.
Uma equipa do Instituto paquistanês de Oceanografia também se deslocou ao local, tendo verificado uma forte concentração de metano (gás incolor e inodoro).
“A equipa descobriu na superfície da ilha bolhas de natureza inflamável”, disse, citado pela France Press, Mohammad Danish, um investigador do instituto público paquistanês.
Para Gary Gibson, sismólogo da Universidade de Melbourne, Austrália, o aparecimento desta ilha a várias centenas de quilómetros do epicentro do sismo é “muito curioso”.
“Este tipo de fenómeno já tinha acontecido no passado nesta região, é um acontecimento incomum, muito raro, mas nunca tinha ouvido falar com estes contornos”, explicou o perito australiano, numa referência à distância do epicentro.
Esta extensão de terra poderá ser encarada como um “vulcão de lodo”, um monte de matérias que foram empurradas até à superfície com a pressão do gás metano durante o sismo, admitiu o especialista.
Os sismos de grande magnitude estão normalmente associados a este tipo de fenómeno.
Em Março de 2011, o sismo de magnitude 9,0 que devastou o Japão, e que originou um violento tsunami, fez deslocar o eixo da Terra em 17 centímetros, o que significou que a rotação da Terra acelerou 1,8 microsegundos. Na altura, a principal ilha do Japão deslocou-se em 2,5 metros com a força do abalo.
Também em finais de Fevereiro de 2010, o terramoto do Chile, com uma magnitude de 8,8, provocou uma mudança de oito centímetros no eixo da Terra.

Fonte: JN

Nova "ilha" surge no mar Arábico após sismo no Paquistão

A força do sismo que abalou, na terça-feira, a região sudoeste do Paquistão fez aparecer uma nova “ilha” no mar Arábico, a várias centenas de quilómetros do epicentro do terramoto, fenómeno que surpreendeu habitantes e cientistas.
O sismo de magnitude 7,8 na escala de Richter fez 328 mortos e 450 feridos, segundo o balanço mais recente das autoridades paquistanesas. Este sismo é um dos mais mortíferos da última década no país.
“Não é uma coisa pequena, mas sim uma coisa imensa que emergiu da água”, relatou Muhammad Rustam, um habitante de Gwadar, um porto estratégico localizado a cerca de 400 quilómetros a sul do epicentro do sismo que afetou a província paquistanesa de Baloutchistan.
Após o terramoto, os habitantes de Gwadar viram surgir, a 600 metros da costa, uma grande extensão de terra com cerca de 20 metros de altura, 40 metros de comprimento e 100 metros de largura, de acordo com os dados citados pela agência noticiosa France Press.
“É verdadeiramente muito estranho e um pouco assustador ver de repente uma coisa a surgir da água”, disse Rustam.
A nova “ilha” suscitou a curiosidade dos pescadores locais, que foram observar de perto o local, bem como de vários fotógrafos amadores.
Uma equipa do Instituto paquistanês de Oceanografia também se deslocou ao local, tendo verificado uma forte concentração de metano (gás incolor e inodoro).
“A equipa descobriu na superfície da ilha bolhas de natureza inflamável”, disse, citado pela France Press, Mohammad Danish, um investigador do instituto público paquistanês.
Para Gary Gibson, sismólogo da Universidade de Melbourne, Austrália, o aparecimento desta ilha a várias centenas de quilómetros do epicentro do sismo é “muito curioso”.
“Este tipo de fenómeno já tinha acontecido no passado nesta região, é um acontecimento incomum, muito raro, mas nunca tinha ouvido falar com estes contornos”, explicou o perito australiano, numa referência à distância do epicentro.
Esta extensão de terra poderá ser encarada como um “vulcão de lodo”, um monte de matérias que foram empurradas até à superfície com a pressão do gás metano durante o sismo, admitiu o especialista.
Os sismos de grande magnitude estão normalmente associados a este tipo de fenómeno.
Em Março de 2011, o sismo de magnitude 9,0 que devastou o Japão, e que originou um violento tsunami, fez deslocar o eixo da Terra em 17 centímetros, o que significou que a rotação da Terra acelerou 1,8 microsegundos. Na altura, a principal ilha do Japão deslocou-se em 2,5 metros com a força do abalo.
Também em finais de Fevereiro de 2010, o terramoto do Chile, com uma magnitude de 8,8, provocou uma mudança de oito centímetros no eixo da Terra.

Fonte: JN

Carina Duarte é campeã nacional

Em 2008, Carina tinha 14 anos e recebia o título de campeã nacional de surf. Hoje, na última etapa da Liga MOCHE, a surfista da Ericeira repete o feito, tornando-se bi-campeã nacional.
O título estava a ser disputado com Teresa Bonvalot, mas a atleta de 13 anos acabou por perder hoje na primeira bateria do dia, contra Ana Sarmento e Maria Abecasis. Desta forma, Carina tinha pontos suficientes para se sagrar campeã pela segunda vez. 

Fonte: Ionline

Pirâmide debaixo de água entre as Ilhas Terceira e São Miguel

Foi descoberta uma pirâmide submersa com 60 metros de altura e 8 mil metros quadrados de base perto do Banco D. João de Castro, entre as ilhas Terceira e São Miguel.

A estrutura foi identificada pelo velejador Diocleciano Silva, através de leitura batimétrica.  
O autor da descoberta não acredita que a pirâmide seja de origem natural. 
 
O Governo Regional diz que o assunto já está a ser investigado com o apoio da marinha portuguesa.
O Secretário Regional da Educação, Luiz Fagundes Duarte, acredita que, tendo em conta a localização numa zona muito investigada e monitorizada, não se deve tratar de obra humana. 
Fonte: Telejornal, RTP/Açores

Zambujeira do Mar promove polvo em três dias

O Festival do Polvo, que pretende dinamizar a economia local fora da época balnear, é organizado pela Associação Cultural Recreativa e Desportiva Zambujeirense (ACRDZ) com o apoio da câmara municipal e a colaboração de outras entidades.
O polvo, que existe “em abundância” na costa de Odemira, já faz parte das ementas de muitos dos restaurantes da zona e tem fama de ser “muito bom”, explicou hoje à agência Lusa o vice-presidente da ACRDZ, Daniel Coelho.
Com o Festival do Polvo, cuja primeira edição começou hoje, as entidades envolvidas esperam “impulsionar economicamente os restaurantes” locais, o que também irá beneficiar os pescadores.
Ao mesmo tempo, acrescentou o dirigente, pretendem transmitir aos empresários do sector conhecimentos que lhes permitam “inovar sem ter de mudar o produto que já têm”.
O programa do evento inclui acções de formação, que são também abertas ao público e que incidem, sobretudo, “na forma de servir e apresentar” os pratos, uma vez que “os olhos são os primeiros a comer”, frisou.
Afirmar a costa de Odemira como um bom local para saborear polvo é outro dos objectivos do novo festival gastronómico.
À semelhança do que acontece com Setúbal, que é relacionado com o choco frito, argumentou Daniel Coelho, os responsáveis pretendem que, dentro de alguns anos, a zona tenha o mesmo estatuto em relação ao polvo.
O presidente da ACRDZ evidenciou a forte adesão dos restaurantes da Zambujeira do Mar à primeira edição do Festival do Polvo.
Dos 16 restaurantes existentes na localidade, apenas um não participa no evento, por ser a altura em que habitualmente encerra para férias, disse.
Tal faz com que os empresários tenham “de se esforçar” quanto à apresentação e ao sabor dos pratos, mas também quanto ao atendimento aos clientes, pois “isso vai fazer a diferença”, sustentou Daniel Coelho.
Os 15 restaurantes envolvidos na iniciativa estão sinalizados com a indicação, que é também um convite: “Prove aqui o melhor polvo do mundo”.
Nas ementas vão estar propostas para todos os gostos, apresentando o polvo em salada, arroz, pataniscas ou feijoada, frito, grelhado ou assado, sozinho ou acompanhado com outros moluscos, migas, batata-doce ou molho de tomate.
À noite, a comida é servida com música, estando previstas actuações ao ar livre de A Moda Mãe, Trio Odemira, Eurico Silva e Alex and Ps, entre outros.

Fonte: Noticias ao Minuto.

Cem naufrágios tornam mar do Funchal com potencial científico e turístico

Cem naufrágios de navios dos séculos XVIII e XIX fazem do mar do Funchal um potencial científico e turístico, considera o investigador do Centro de História de Além-Mar José Bettencourt, que lidera um projecto para avaliar este património.
“Numa análise muito preliminar ainda, os registos que temos são de aproximadamente cem naufrágios no entorno ao porto do Funchal, o que é uma quantidade bastante significativa”, disse José Bettencourt.
Segundo o especialista em arqueologia subaquática, “a maior parte desses registos é de navios do século XVIII e XIX”, mas há “alguns mais antigos, como um galeão espanhol que naufragou em 1622” e que, “se fossem descobertos, teriam e têm um potencial científico muito relevante”.
O responsável esclareceu que a zona do porto e de aproximação a este são “áreas mais perigosas para a navegação, porque são aquelas que têm maior tráfego marítimo”, e “é aí que se dá a maior parte das perdas”, pelo que estas “são, sempre, em todo o país, as zonas mais ricas do ponto de vista arqueológico”.
“A maior parte dos naufrágios localiza-se junto à costa porque a maior parte são resultado de encalhes ou de perdas durante operações portuárias, por isso, a maior parte estará a baixa profundidade”, explicou o investigador, reconhecendo, contudo, que as características da Madeira levam o investigador “a esperar que os sítios sejam um pouco mais profundos”.
O coordenador do Centro de Estudos de História do Atlântico, Alberto Vieira, admitiu que “terão ocorrido muito mais naufrágios ao longo da história”, salientando que, desde o século XV, “há referências a naufrágios”, embora os dados sejam “muito esparsos”.
“Tivemos historicamente um problema muito importante na Madeira, a principal cidade fixou-se, montou-se, numa baía que oferecia grandes dificuldades em termos das embarcações”, referiu o coordenador do centro, sediado no Funchal.
A este propósito, o historiador realçou: “A baía do Funchal sempre foi historicamente muito complicada em termos da navegação em determinadas épocas do ano, o que fazia duas coisas, primeiro as embarcações só entravam dentro do porto (…) para descarregar, porque normalmente lançavam a âncora ao largo, por causa de um conjunto de correntes e ventos que acontecia numa determinada época do ano, mas que, muitas vezes, era ocasional”.
“O porto do Funchal, por textos que nós conhecemos, era conhecido como um dos portos mais difíceis e, para muitos estrangeiros, o parar no Funchal era sempre uma aventura”, adiantou, reconhecendo que a zona tem um património subaquático decorrente dos naufrágios, mas a pesquisa pode encontrar um obstáculo no assoreamento.
O arqueólogo José Bettencourt defendeu que o turismo arqueológico subaquático poderia ser “um complemento à actividade turística de mergulho que já existe” no arquipélago.
“Trabalhamos para dar algo à comunidade, não só para responder a questões científicas, mas também para contribuir com o nosso trabalho para o desenvolvimento económico e cultural das áreas onde estamos a trabalhar”, declarou.
Fonte: DNoticias

Último navio do parque subaquático do Algarve foi afundado

O navio oceanográfico Almeida Carvalho, o último dos quatro navios da Marinha Portuguesa que integram o parque subaquático para mergulho no Algarve, foi afundado ao largo de Portimão, operação que os promotores classificaram “como um êxito”.
“Decorreu tudo como tinha sido previsto e, uma vez mais, foi um êxito. O navio ficou posicionado tal como tinha sido planeado”, disse aos jornalistas Alberto Braz, coordenador das operações do projecto Ocean Revival.
De acordo com aquele responsável, a operação “foi um êxito, apesar de algumas condicionantes provocadas pelas condições do mar no local onde o navio foi afundado”.
“Infelizmente aconteceram coisas que não são hábito, como cabos rebentarem, os ganchos dos rebocadores abrirem e deixarem fugir o cabo, imprevistos que nos levaram um pouco mais de tempo”, lamentou Alberto Braz.
O afundamento do “Almeida Carvalho” iniciou-se pelas 13:55, cerca de uma hora depois do previsto, através de explosões controladas que provocaram diversos rombos no casco provocando a sua imersão em um minuto e dois segundo.
As operações de colocação e rebentamento dos explosivos foram efectuadas por técnicos canadianos e coordenadas pela Marinha Portuguesa, que procedeu depois à primeira inspecção técnica para verificar a estabilidade do navio.
Cerca de 40 minutos após o afundamento, os mergulhadores da Marinha fizeram a primeira inspecção e confirmaram que o navio “caiu direitinho no fundo, e deram o ‘ok’ para que se iniciem os mergulhos”, disse Alberto Braz.
O navio Almeida Carvalho juntou-se à fragata Hermenegildo Capelo, afundada no passado mês de Junho, à corveta “Oliveira e Carmo” e ao navio-patrulha “Zambeze”, ambos afundados no final de 2012, compondo o parque subaquático para mergulho do Algarve.
Os navios que durante cerca de 40 anos serviram a Armada Portuguesa estão “sepultados” no mar, assentes num banco de areia a 30 metros de profundidade a três milhas a sudoeste de Portimão (uma milha náutica equivale a 1.852 metros) e a cerca de 1,5 milhas da praia de Alvor, em Portimão,
De acordo com o promotor do projecto Ocean Revival, o empresário náutico Luís Sá Couto, na criação do parque subaquático de mergulho foram gastos até agora cerca de 2,5 milhões de euros.
Luís Sá Couto considera que o investimento “terá um retorno enorme para a região e para o país”, sublinhando que em cerca de oito meses “foram registados mais de 4.500 mergulhos”.
“Agora é explorar e promover, promover, para trazer gente de todo o mundo, trazer turistas, trazer euros e fazer crescer este país que a gente bem precisa”, concluiu o empresário náutico.
Os quatro navios foram afundados depois de lhes terem sido removidos os materiais com substâncias consideradas contaminantes e nocivas para o meio ambiente, nomeadamente óleos e amianto, ficando apenas o casco e matérias que não representam perigo de contaminação para o meio marinho.

Fonte: Lusa/SOL