Afinal são ilhas ou rochedos? A confusão começa aqui.



É o território português mais a sul. Espanha não contesta esta soberania sobre as Selvagens, mas veio recordar que as fronteiras marítimas na zona estão em aberto
O estatuto das Selvagens, pedaços de terra a 163 milhas da ilha da Madeira e a 82 das Canárias, está por definir. Portugal diz que são ilhas; Espanha, simples rochedos. É por causa disto que as fronteiras marítimas nesta zona se mantêm hoje em aberto: consoante o estatuto das Selvagens, assim o sítio no mar onde passará a linha entre os dois países. O que falta é estes entenderem-se sobre isso – bilateralmente ou, em caso de desacordo, numa instância como o Tribunal Internacional do Direito do Mar – e esta é que é a história.
Então, onde fica aqui a questão da plataforma continental à volta das Selvagens, falada nos últimos tempos? Esta polémica mistura no mesmo saco, o que lança a confusão, a extensão da plataforma continental, a Zona Económica Exclusiva (ZEE) em redor das Selvagens e o seu estatuto. Na realidade, o estatuto não tem a ver com a proposta portuguesa de extensão da plataforma, ainda que possa haver, como veremos adiante, repercussões sobre este projecto.
As Selvagens saltaram para os jornais com o anúncio de que o Presidente da República, Cavaco Silva, iria visitá-las a 18 e 19 de Julho, dormindo lá, como afirmação de soberania e da habitabilidade das ilhas, e essa visita foi divulgada no fim de Junho. A polémica luso-espanhola sobre as ilhas foi então reavivada pelo envio por Espanha, a 5 de Julho, já depois de se saber da visita de Cavaco Silva, de uma declaração (nota verbal) sobre as Selvagens à Divisão para os Assuntos do Oceano e da Lei do Mar.

Fonte: APP

Líder da pirataria da Somália detido em Bruxelas

Mohamed Abdi Hassan, considerado o chefe número um da pirataria na Somália, foi detido este fim-de-semana no aeroporto de Bruxelas, de acordo com o diário De Standaard, e levado para Bruges, onde se encontra detido à espera de julgamento.
Também conhecido como “Boca Grande”, Afweynei, em somali, Hassan é suspeito do sequestro do navio belga Pompei, em 2009, e foi descrito pelas Nações Unidas “como um dos líderes mais notórios e influentes” da pirataria no Corno de África.
Segundo a AFP, nenhuma fonte judicial confirmou a detenção, mas o procurador-geral federal vai dar uma conferência de imprensa durante o dia de hoje. Abdi Hassan aterrou em Bruxelas num voo proveniente de Nairobi, no Quénia, mas as razões da sua viagem ainda não são conhecidas.
Em 2009, o Navio Belga Pompei com dez tripulantes a bordo, esteve cativo durante 70 dias.
A Abdi Hassan são também atribuídos os assaltos ao Faina, um navio de transporte militar ucraniano, libertado ao fim de 134 dias, e ao Sirius Star, um petroleiro saudita com bandeira liberiana, ambos em 2008. Os dois assaltos terão rendido ao grupo de piratas vários milhões de dólares.
Recentemente, Abdi Hassan anunciou que queria retirar-se da pirataria e dedicar-se à política, de acordo com El Mundo.
Fonte: Público

Artigo de Opinião: “Sines e a Autoeuropa”.




Por esta altura, os progressos nas intenções da Autoeuropa para mudar para Sines, já deveriam ter avançado mais. Por todas as razões e mais algumas. Sines tem todas as vantagens em relação a Setúbal. Para além de ter todas as condições naturais enquanto Porto de águas profundas, o facto de ter ligação a (quase) todos os cantos do mundo, para além de mão-de-obra com provas dadas, ajuda igualmente a ter um peso extra do que seria uma “aquisição” extraordinária para o Concelho de Sines.
Com a Europa ainda a recuperar, e o mercado extra-comunitário  onde se inclui a China e a América do Norte, destinos no qual Sines tem ligações marítimas, é bastante atractivo para a aposta do Grupo VW por cá. Não só deve ser vista a parte de exportação de veículos, mas igualmente a importação de peças que na sua grande maioria não são produzidas em Portugal, o que iria proporcionar movimentação de extra no que seria uma boa notícia para o Porto de Sines. O Porto de Setúbal já efectua exportações desde 2011, mas o facto de Sines ser um Porto de águas profundas e de possibilitar a passagem de navios de maiores dimensões que em Setúbal, faça com haja muito mais vantagens.
Outra das vantagens desta mudança de estratégia do gigante alemão, para além de maximizar as viagens e o número de veículos e peças é o facto de que mais tarde ou mais cedo, Sines ser o ponto fulcral na rota do Canal do Panamá, o que fará com que o investimento tenha um forte retorno.Para termos uma ideia do peso da exportação dentro da Autoeuropa, o ano passado, dos 101467 automóveis construídos entre Janeiro e Outubro, 100895 foram directos para a exportação. Tendo em conta tudo o que envolve no ramo automóvel e a projecção desta iniciativa empresarial para Sines, o aumento da criação de riqueza nacional e a criação de emprego local é uma certeza que faria falta por terras de Vasco da Gama.

Autor: Paulo Freitas

Pescadores de Olhão vendem carapau a dois cêntimos o quilo

Os pescadores e mariscadores de Olhão pediram, esta quarta-feira, às autoridades que estabeleçam preços mínimos de venda de pescado, após ter sido vendido carapau a preços reduzidos, que atingiram os dois cêntimos o quilo.
Na lota de Olhão, o carapau negrão foi vendido a quatro cêntimos o quilo e o carapau branco a 38 cêntimos, na semana passada o quilo de carapau bateu nos “dois cêntimos”, disseram pescadores e a Cooperativa de Viveiristas.
“Eu tenho informação de um mestre de barco que apanha carapau, que um quilo de carapau negrão foi hoje vendido a quatro cêntimos o quilo e o carapau branco a 38 cêntimos o quilo e na semana passada este pescado chegou a ser vendido a 20 cêntimos, a cinco cêntimos e, por incrível que pareça, a dois cêntimos”, afirmou à agência Lusa Manuel Augusto da Paz, da Cooperativa de Viveiristas da Ria Formosa, lamentando que por estes valores os homens do mar não ganham dinheiro “nem para o gasóleo”.
O mesmo carapau que foi comprado por dois cêntimos foi depois vendido no Mercado Municipal de Olhão a “um euro o quilo”, disse Augusto da Paz, referindo que, normalmente, costuma ser vendido a cinco euros o quilo.
Com estes preços “nem ganha dinheiro o pescador, nem ganha quem vende nesta altura, porque está muito barato”, lamentou o Manuel Augusto da Paz.
O preço baixo a que chegou o carapau está também a indignar António da Branca, pescador há várias décadas e um dos responsáveis da Olhão Pesca, Organização de Produtores de Pesca do Algarve.
António da Branca disse à Lusa que é necessário estabelecer um “preço mínimo para vender o peixe” e há “necessidade de sensibilizar os pescadores e vendedores” para que o pescado não chegue a valores tão baixos.
António da Branca espera que seja “já para o ano” definido o “modo de retirada” do peixe da lota e que seja definido um “preço mínimo para vender o peixe”, porque há muitos anos que existe “discrepância” entre os preços praticados pelos pescadores e pelos vendedores.
Por outro lado, segundo António da Branca, “é do conhecimento geral que a doca pesca de Olhão não reúne as condições (…) para se fazer daquilo uma lota verdadeiramente saudável”.
O pescador reiterou que existem problemas “muito sérios”, como a “autorização de toda a gente entrar na lota e o facto do local de descarga não ser vedado”.
António da Branca realçou ainda que os pescadores continuam a ser uma classe “desprotegida” que trabalha “24 horas sobre 24 horas”.

Fonte: JN

O que acontece quando se quebra um ovo sob a água?

Você já se perguntou o que acontece quando um ovo é quebrado debaixo d’água?
Aliás, será que alguém já se perguntou isso?
Afinal, por que alguém pensaria nesse tipo de coisa?
Mas alguém pensou; o pessoal LiveScience postou um vídeo desta experiência.
A explicação é que quando você quebra um ovo debaixo d’água a uma certa profundidade, a pressão assume o papel da casca do ovo, exercendo uma força que mantém a gema e a clara intactas, mesmo sem sua casca natural.
Interessante,não?

Team Cascais termina RC44 Cascais Cup no segundo posto

O Team Cascais — Aleph Racing, de Patrick Monteiro de Barros, terminou no segundo lugar a RC44 Cascais Cup em vela, ganha pelo Synergy Russian Sailing Team, ao vencer duas das três regatas do dia.
Os russos do Synergy foram os vencedores da última regata da RC44 Cascais Cup e conquistaram o triunfo nas regatas de frota.
O Team Cascais – Aleph Racing, de Patrick Monteiro de Barros, teve uma jornada extraordinária. O barco que defendeu as cores lusas somou triunfos nas primeira e segunda regatas do dia, tendo sido quinto na terceira, o que lhe permitiu terminar na segunda posição da geral.
Fonte: Expresso.

Das intenções de investimento à aposta aquícola em alto-mar


Aposta de Aquacultura em alto-mar pode ser estratégia para atrair empresas da Noruega e da América do Norte para Portugal.

As várias propostas de investimento em novas unidades de aquacultura que o secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, afirma estarem a chegar à tutela, com valores entre cinco e dez milhões de euros por exploração, levam o governante a olhar para o futuro com optimismo. Mas a aposta que está a ganhar cada vez mais adeptos passa pela possibilidade de a produção de peixe avançar para alto-mar.
Para já, ainda só existem experiências ténues da prática da aquacultura em alto-mar pelo mundo, mas a solução começa a ser encarada como uma eventual revolução no sector. “Posso avançar que é uma actividade que estamos a acompanhar de muito perto, por ser rainha para nós”, diz o governante ao DN, justificando que as características da costa portuguesa abrem o mar a um autêntico offshore aquícola em ambientes de grande profundidade.
“A aquacultura que fazemos até aqui recorre a estruturas que limitam a actividade quase à superfície. A possibilidade de termos produção em grandes profundidades iria proporcionar uma enorme diversidade de espécies”, refere, assumindo que esta solução “merece a maior atenção” por parte do Governo. Justifica que ao permitir novas produções, a aquacultura em alto-mar poderá também ser atractiva para empresas ao nível mundial, sobretudo oriundas da Noruega e América do Norte. Foram estes alguns dos países que estiveram com Portugal, nos grupos de reflexão onde foram dados os “primeiros passos”, diz, sobre a viabilidade desta prática.
“Garanto que estamos muito atentos a esta evolução”, insiste, assumindo que com ou sem alto-mar, para já, confia no futuro da aquicultura. O governante não revela casos concretos, mas admite que há várias intenções de investimento para todo o território nacional, com uma área de cobertura “muito considerável”. Aliás, Manuel Pinto de Abreu garante ao DN que o conjunto de investimentos “é tão numeroso” que está a obrigar a um trabalho de “grande reflexão pela parte do ordenamento espacial”. Alega que “é preciso muito cuidado” ao eleger a colocação das futuras unidades para evitar que interfiram com outras actividades.
Já do lado da produção, surge colocada entre as prioridades, para o futuro imediato, a criação de uma marca registada. Será esta a saída mais célere para conquistar a confiança dos consumidores, numa altura em que, segundo a fileira, “ainda existe algum preconceito português contra esta modalidade de produção”, como reconhece Fernando Gonçalves.
“Com a certificação na mão, alguns conceitos podiam jogar a nosso favor”, sublinha, lamentando que os consumidores continuem a comprar amêijoa vietnamita ou perca-do-nilo e salmão da Noruega, “em lugar de comprarem [pescado] produzido em Portugal”. É nesse sentido que os aquicultores admitem estar hoje mais sensibilizados para o associativismo, reconhecendo a necessidade de uma campanha e admitindo que há muito a aprender, caso das técnicas de maneio, que carecem de formação entre os trabalhadores.
Fonte: DN

Marinha resgatou tripulante de navio de pesca ao largo de Aveiro

A Marinha portuguesa resgatou, na última madrugada, um tripulante da embarcação de pesca costeira “Manuel Eugénia “, de Vila do Conde, após ter sofrido um acidente a bordo, informou fonte da Capitania do Porto de Aveiro.
O pedido de ajuda foi emitido pela embarcação às 04:30, quando estava a navegar a cerca de 30 milhas da costa aveirense, tendo de imediato sido enviado para o local o salva-vidas da Capitania do Porto de Aveiro.
“O tripulante resgatado tem 33 anos e tinha a mão esquerda quase totalmente amputada”, disse à agência Lusa, o comandante da Capitania do Porto de Aveiro, Luciano Oliveira.
Fonte: Destak