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Mexilhão de Lagos conquista Europa
A concessão offshore tem quase 400 hectares e o mexilhão cresce em 5331 cordas, entre os seis e os oito metros de profundidade. A exploração, que irá também produzir ostra e vieira, pertence à empresa Testa & Cunhas, sediada na Gafanha da Nazaré, na região centro do País.
O Algarve é a região do País com maior potencial ao nível da aquacultura offshore. Destaque para a área-piloto da Armona, no Sotavento, que funciona desde 2007 e tem projectos em curso que permitirão uma capacidade de produção de mais de 5 mil toneladas por ano.
Actualmente, a produção total no País situa-se entre as 8 e 10 mil toneladas por ano, o que representa um volume de negócios na ordem dos 50 milhões.
Os novos empreendimentos de aquacultura offshore que já estão a ser concretizados ou em vias disso permitirão, segundo o Governo, duplicar a produção até 2015.
Governo vai aumentar área de exploração para aquacultura
«Entre 24 de Agosto e 30 de Setembro deram entrada para a zona do Algarve 13 novas candidaturas para fundos comunitários do Promar, com o total de 18 milhões de euros de investimento previsto», disse aos jornalistas Assunção Cristas, durante uma visita a uma exploração de mexilhão ao largo de Lagos, no Algarve.
Segundo a ministra, citada pela Lusa, existem neste momento várias áreas disponíveis para explorações de aquacultura na região, mas o objectivo é também replicar o caso do Algarve e alargar as explorações.
«Neste momento há áreas disponíveis na Armona [Algarve] que estão preparadas para acolher novos projectos e estamos a preparar outras áreas em Vila Real de Santo António e também no Oeste», indicou.
«Se tudo correr bem, até ao final do ano, início do próximo ano, podemos ter essas áreas colocadas à disposição», sublinhou.
De acordo com a governante, «a ideia é ter projetos chave na mão, muito simples, em que os investidores nacionais e os estrangeiros possam chegar e saber que têm acesso a uma área que está concessionada para este efeito e que já tem todo o licenciamento associado à própria actividade».
«Estas áreas, antes de serem colocadas no mercado à concessão, são também vistas e escrutinadas do ponto de vista ambiental, de maneira a que o licenciamento ambiental fica integrado quando as áreas são disponibilizadas», explicou.
Assunção Cristas acrescentou que o Governo «tem procurado dar todo o apoio ao sector da aquacultura» e indicou que no Orçamento de Estado para 2014 estão as verbas necessárias para a contrapartida nacional para os fundos comunitários.
«É um sector que está a dar ainda passos iniciais, mas já com muita consistência. Um sector exportador com grande potencial de crescimento e é muito por aqui que a dinâmica do nosso mar se pode fazer, dando mais riqueza ao país», observou.
Assunção Cristas disse ainda que, segundo os empresários do sector existe um grande mercado para a produção de mexilhão e também de ostras que «é uma hipótese a desenvolver».
«O mercado europeu e não só está muito ávido em ter os nossos produtos, o que é bom», frisou.
A ministra disse ainda que, apesar dos cortes no seu ministério, no Orçamento de Estado para 2014 ficou salvaguardado o investimento para sectores essenciais à economia.
«A nossa maior preocupação foi adequar o Orçamento àquilo que são as prioridades do Governo e do ministério. Uma das prioridades, diria talvez a número um, é garantir as verbas necessárias para o investimento produtivo», afirmou a ministra.
Para a governante, Portugal precisa «mais do que nunca de ter investimento, ter novas empresas e reforçar as que existem, criar postos de trabalho».
«Quer para a agricultura, quer para o mar, foi possível assegurar no próximo Orçamento de Estado as verbas necessárias para garantir uma plena e boa execução dos fundos comunitários para poder aproveitar o dinheiro europeu», concluiu.
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Artigo de Opinião: Sines e a ideia que não pode ser posta de parte.
Os sinais positivos que Sines tem tido nos últimos anos, não podem ser nem menosprezados nem ignorados. Os sucessivos governos sempre mencionaram Sines como um exemplo, como um ponto de esperança, mas não foram responsáveis pelo desenvolvimento que tem havido. São as pessoas, os trabalhadores, que com a sua aplicação e trabalho, tem feito crescer os projectos, e isso juntamente com as estratégias próprias das empresas, fazem com que Sines seja realmente um ponto diferente dos outros. Mas Sines não precisa só de ser exemplo. Precisa de apoio. Precisa de inovação. Precisa de uma nova injecção de capital, não de dinheiro, mas de confiança. Confiança de que irá continuar a trabalhar e a crescer no futuro. Para ser um gigante, em especial no segmento portuário para continuar o enorme contributo que tem vindo a dar a economia de Portugal. Uma ideia que não deve ser posta de parte e que deveria ser estudada e analisada, é a constituição de uma Zona Franca para Sines. O Plano 5 + 1 apresentado pelo governo há um ano, pelo Secretário de Estado dos Transportes Sérgio Monteiro, prevê a redução da factura portuária. A Zona Franca iria muito mais além disso. Iria não só eliminar as taxas alfandegárias que oneram os custos das cargas nacionais e internacionais bem como iria estimular um impulso das trocas comerciais ainda mais acentuadas, bem como incentivar o aumento do investimento estrangeiro numa altura em que se sabe que o investimento nacional é muito escasso. O Porto de Sines proporciona condições para que haja a criação dessa Zona Franca, a semelhança no que acontece na Madeira, onde se instalaram 50 empresas de sectores diferentes para aproveitar as condições proporcionadas, havendo ainda outras em fase de instalação. Contudo com isto, não se pretende que Sines fosse com isto, um elemento concorrente com a Madeira. Pelo contrário, seria outro pólo de atracção de investimento nacional, com todas as vantagens reconhecidas. Se cidades como Barcelona e Vigo conseguiram crescimento adicional devido a sua potência portuária à conta da criação da Zona Franca, que poderia ganhar ainda mais Sines com esta ideia? Como todas as ideias, devem ser estudadas, analisadas e pesquisadas. Mas é uma ideia que não deve ser posta de parte.
Autor: Paulo Freitas.
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