Crescimento dos portos

Para o capitão-de-fragata António Costa Canas uma melhor rentabilização dos portos portugueses pode ser feita através do seu crescimento, pois a localização de Portugal permite que os nossos portos possam servir de ligação entre a Europa e outros continentes.
O Director do Museu da Marinha, em Lisboa, destaca ainda que os portos nacionais “podem servir para desenvolver o comércio internacional que entra na Europa”. Também considera importante a aposta na náutica de recreio: “Os velejadores podem aproveitar as nossas marinas para as suas estadias e visitar o País.”

Fonte: DN

Peixe-remo de 5,5 metros encontrado na Califórnia

A instrutora de ciência marinha Jasmine Santana mergulhava na costa do sul da Califórnia quando viu um peixe gigante no fundo do mar. Curiosa, a investigadora agarrou o animal pela cauda e arrastou-o para a praia. Só mais tarde, quando os colegas do Instituto Marinho da Ilha de Catalina examinaram o espécime morto, praticamente intacto, se percebeu que Jasmine tinha encontrado um peixe-remo, com 5,5 metros de comprimento.
O animal é uma descoberta significativa para qualquer cientista marinho, mas os investigadores do instituto destacam-no como a “descoberta de uma vida”, relata o Huffington Post. A dimensão do animal era tal que foram necessárias 15 pessoas para ajudar a instrutora a transportá-lo para terra.
Os peixes-remo raramente são vistos, pois vivem em águas muito profundas, subindo à superfície apenas após a morte. Os cientistas acreditam que o espécime de Catalina terá morrido recentemente de causas naturais. Biólogos da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, vão testar amostras de tecido do peixe, de modo a confirmar os resultados iniciais.
Em Agosto, um peixe semelhante a este deu à costa em Villaricos, Espanha. Embora os moradores locais tenham ficado perplexos com a aparência da criatura, os especialistas especularam se não se trataria do cadáver de um peixe-remo.
Fonte: GreenSavers

Porto de Sines cresce 76,5% nos contentores


O porto de Sines registou um crescimento de 76,5% na movimentação de contentores nos primeiros nove meses do ano.
Entre Janeiro e Setembro deste ano, o porto alentejano movimentou 692.011 TEUS (medida-padrão equivalente a contentores com 20 pés de comprimento).

De acordo com um comunicado da APS – Administração do Porto de Sines, hoje divulgado, relativamente ao total de mercadorias, foram movimentadas no período em apreço 27,4 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 29% relativamente ao período homólogo de 2012.

No que respeita aos navios entrados, foi registado um total de 1.477 embarcações, com um crescimento de 36% da tonelagem bruta (‘gross tonnage’) acumulada.

“Os novos serviços regulares que passaram a utilizara o Terminal XXI, com forte destaque para a dupla paragem semanal do serviço de Extremo Oriente (…), bem como a nova dinâmica associada à nova unidade de produção da refinaria de Sines, que motivou um aumento das exportações de refinados, foram dois dos motivos que estiveram na origem do crescimento do porto”, sublinha o referido comunicado da APS, liderada por João Franco.

Fonte: Diário Económico.

100 naufrágios tornam mar do Funchal com potencial científico e turístico


Cem naufrágios de navios dos séculos XVIII e XIX fazem do mar do Funchal um potencial científico e turístico, considera o investigador do Centro de História de Além-Mar José Bettencourt, que lidera um projecto para avaliar este património.
“Numa análise muito preliminar ainda, os registos que temos são de aproximadamente cem naufrágios no entorno ao porto do Funchal, o que é uma quantidade bastante significativa”, disse José Bettencourt.
Segundo o especialista em arqueologia subaquática, “a maior parte desses registos é de navios do século XVIII e XIX”, mas há “alguns mais antigos, como um galeão espanhol que naufragou em 1622” e que, “se fossem descobertos, teriam e têm um potencial científico muito relevante”.
O responsável esclareceu que a zona do porto e de aproximação a este são “áreas mais perigosas para a navegação, porque são aquelas que têm maior tráfego marítimo”, e “é aí que se dá a maior parte das perdas”, pelo que estas “são, sempre, em todo o país, as zonas mais ricas do ponto de vista arqueológico”.
“A maior parte dos naufrágios localiza-se junto à costa porque a maior parte são resultado de encalhes ou de perdas durante operações portuárias, por isso, a maior parte estará a baixa profundidade”, explicou o investigador, reconhecendo, contudo, que as características da Madeira levam o investigador “a esperar que os sítios sejam um pouco mais profundos”.
O coordenador do Centro de Estudos de História do Atlântico, Alberto Vieira, admitiu que “terão ocorrido muito mais naufrágios ao longo da história”, salientando que, desde o século XV, “há referências a naufrágios”, embora os dados sejam “muito esparsos”.
“Tivemos historicamente um problema muito importante na Madeira, a principal cidade fixou-se, montou-se, numa baía que oferecia grandes dificuldades em termos das embarcações”, referiu o coordenador do centro, sediado no Funchal.
A este propósito, o historiador realçou: “A baía do Funchal sempre foi historicamente muito complicada em termos da navegação em determinadas épocas do ano, o que fazia duas coisas, primeiro as embarcações só entravam dentro do porto (…) para descarregar, porque normalmente lançavam a âncora ao largo, por causa de um conjunto de correntes e ventos que acontecia numa determinada época do ano, mas que, muitas vezes, era ocasional”.
“O porto do Funchal, por textos que nós conhecemos, era conhecido como um dos portos mais difíceis e, para muitos estrangeiros, o parar no Funchal era sempre uma aventura”, adiantou, reconhecendo que a zona tem um património subaquático decorrente dos naufrágios, mas a pesquisa pode encontrar um obstáculo no assoreamento.
O arqueólogo José Bettencourt defendeu que o turismo arqueológico subaquático poderia ser “um complemento à actividade turística de mergulho que já existe” no arquipélago.
“Trabalhamos para dar algo à comunidade, não só para responder a questões científicas, mas também para contribuir com o nosso trabalho para o desenvolvimento económico e cultural das áreas onde estamos a trabalhar”, declarou.

Fonte: Jornal de Negócios.

Descoberto primeiro peixe com mandíbula moderna

Um grupo de investigadores chineses descobriu o fóssil de um peixe que viveu há cerca de 420 milhões de anos e que é uma nova peça no puzzle da evolução, já que é o mais antigo peixe até hoje encontrado que possuía mandíbula.
Num artigo publicado hoje na Nature, os cientistas liderados por Min Zhu, da Academia de Ciências Chinesa, em Pequim, explicam que o espécime, ao qual deram o nome científico de Entelognathus primordialis, viveu há pelo menos 419 milhões de anos, sendo “o vertebrado mais primitivo com uma mandíbula moderna”, que até hoje foi possível identificar.
A mandíbula do fóssil é muito parecida com a de um peixe ósseo actual, o que sugere uma relação entre espécimes antigos e modernos. O aparecimento de mandíbula foi um momento fundamental na evolução dos seres vertebrados.
Fonte: DN.

João Rodrigues lança livro um ‘Vagabundo dos Mares’

Depois de seis Jogos Olímpicos, cinco títulos europeus e um título mundial, João Rodrigues lança o seu segundo livro ‘Vagabundo dos Mares’.
“Desde os meus dezasseis anos, a minha vida tem sido pautada por ciclos de quatro anos que culminaram sempre com uma presença no maior evento desportivo do planeta – os Jogos Olímpicos”, diz o atleta.
“Todos estes ciclos foram distintos, nuns descobri a improvável simbiose entre uma vida académica e um percurso desportivo, noutros velejei pela sempre complexa relação entre o mundo da engenharia e campanhas olímpica e, noutras ainda, limitei-me a ser um vagabundo do mar! Este livro relata, em particular, o ciclo que culminou com a minha sexta participação em Jogos Olímpicos, desta feira em Londres 2012. É um testemunho, na primeira pessoa, do que se passou, relatando as viagens, os treinos, e as competições. Mas também é uma partilha de emoções, sentimentos, alegrias e tristezas. Que significado tem uma vida dedicada ao desporto de apta competição? Como vivem os velejadores olímpicos? Valerá a pena roda a dedicação e esforço inerentes a uma campanha Olímpica? E a seis campanhas? As respostas a estas perguntas vieram temperadas com sal, fosse de suor, lágrimas ou da maresia do mar”, adianta.
Fonte: Dnoticias.

Trimaran “Spindrift 2” prepara em Portimão assalto ao record da Rota das Descobertas

O trimaran “Spindrift 2”, detentor do record mundial de velocidade, escolheu a Marina de Portimão para base de treinos entre 9 e 16 de Outubro, com vista à participação na Rota das Descobertas.
O objectivo do “Spindrift 2” é aguardar em Portimão por uma janela de bom tempo para a tentativa de bater o record da Rota das Descobertas, que actualmente é de sete dias, dez horas, 58 minutos e 53 segundos, a uma velocidade média de 21,70 nós, e que desde 2007 é detido pela embarcação “Groupama 3” de Franck Cammas.
A tripulação é composta por 12 experimentados marinheiros, liderados pelos skypers Dona Bertarelli e Yann Guichard, cujo mais recente êxito foi o triunfo na Fastnet Race em agosto passado.

Logo que as condições climatéricas o permitirem, o “Spindrift 2” partirá de Cadiz, no sul de Espanha, rumo a San Salvador, nas Bahamas, percorrendo assim o itinerário seguido por Cristóvão Colombo quando descobriu o Novo Mundo, em 1492.

A escolha da Marina de Portimão por parte da equipa do “Spindrift 2” não sucedeu por acaso e está relacionada com a sua localização privilegiada, assim como com as excepcionais características de mar e vento existentes nesta altura do ano, bem conhecidas de parte dos seus tripulantes .

A presença do trimaran na cidade atesta mais uma vez o potencial de Portimão para os desportos náuticos e que já trouxe a estas águas, por exemplo, o mítico barco holandês “ABN Amro”, antes de vencer a Volvo Ocean Race.

Para além da escolha para treino de algumas das mais prestigiadas tripulações da náutica desportiva, a Marina de Portimão tem recebido regularmente provas de nível mundial, como a Audi Med Cup, a Portimão Portugal Match Cup, a Portimão Global Ocean Race, o Campeonato Europeu de Windsurf ou o Mundial de Powerboats, entre outras.


Fonte: Barlavento.

Biólogo de Aveiro quer criar corais em aquário para produzir medicamentos


Em estudo de um biólogo da Universidade de Aveiro (UA) defende que a indústria farmacêutica deve adotar uma nova estratégia no fabrico de novos fármacos, baseados nos compostos sintetizados pelos corais, revelou hoje aquela Universidade.

Em vez de investir nas expedições marinhas para capturar os organismos e na sintetização das respectivas moléculas em laboratório, os investigadores da UA apontam a aquacultura de corais como a opção mais eficiente e mais sustentável.
A equipa da UA, com base em estudos da cultura de corais em aquário, conclui que o custo de produção de um novo medicamento com o auxílio da aquacultura, pode descer de 90 a 60%, dependendo da espécie de coral e do composto alvo.
“Cada vez mais a fonte de inspiração para novos fármacos está no mar e, por isso, as farmacêuticas estão-se a virar para os oceanos à procura de novos compostos, nomeadamente dos que são produzidos pelos corais”, explica Miguel Leal, aluno de doutoramento do Departamento de Biologia da academia de Aveiro.
No entanto, a indústria farmacêutica tem-se deparado com dificuldades por não existir “uma fonte constante e fiável de compostos naturais de origem marinha, uma vez que os organismos produtores dessas mesmas moléculas não são uma fonte inesgotável” e pelo elevado custo da sua captura em alto mar.
Miguel Leal conseguiu demonstrar, através da aquacultura de corais, que é possível produzir as quantidades de matéria-prima necessárias para que as farmacêuticas avaliem o potencial do novo composto, até à fase de ensaios pré-clínicos.
“Não há nenhuma síntese química em laboratório que consiga reproduzir exactamente o mesmo composto natural para além de que, para se chegar ao composto desejado, é preciso fazer muita experimentação e falhar muitas vezes. Mesmo tendo um composto sintetizado à semelhança dos produzidos pelos corais, é preciso provar que funcionam no combate a determinada doença e se a resposta for negativa, todo o enorme investimento é deitado fora e é necessário regressar ao mar para capturar mais amostras”, explica.
Uma das vantagens da aquacultura de corais apontadas pelo investigador “é ter dentro de um aquário não só o verdadeiro composto produzido pelo animal, uma fonte que não falha porque é o produtor natural dessas mesmas moléculas, como também várias espécies prontas a serem estudadas”.
O trabalho de Miguel Leal, realizado no âmbito do Doutoramento, sob orientação do biólogo Ricardo Calado, está publicado na “Trends in Biotechnology”, uma revista de referência na área da Biotecnologia.
Fonte: Diário Digital com Lusa

Dezenas de mortos em mais um naufrágio ao largo de Lampedusa


Dezenas de pessoas, entre elas uma dezena crianças, morreram após mais um naufrágio de uma embarcação com cerca de 250 imigrantes a bordo, no estreito da Sicília.
Uma gigantesca operação de salvamento está em curso ao largo da ilha de Lampedusa, em Itália, para resgatar os ocupantes de um navio que naufragou ao final da tarde a cerca de 70 milhas da costa europeia.
Cerca de 150 pessoas foram resgatadas com vida por um navio maltês e outras 50 foram salvas por um navio da Marinha italiana. A embarcação transportava cerca de 250 imigrantes. O balanço inicial dava conta de 50 mortos mas na manhã de sábado tinham sido recolhidos apenas 34 cadáveres, na sua maioria de mulheres e crianças, segundo a agência italiana Ansa. Um fonte militar maltesa citada pela AFP falava em 33 corpos.
Segundo os jornais italianos, meios marítimos e aéreos da polícia e Exército da Itália e Malta estão envolvidos na missão. O barco, que transportaria cerca de 250 imigrantes de nacionalidade eritreia e somali, terá virado ou adornado em águas internacionais, no canal mediterrânico que liga a Tunísia à Itália.
O alerta foi dado pelas autoridades maltesas, que requisitaram o apoio da marinha italiana para a operação de salvamento. “Temos pelo menos 200 pessoas na água, que estão a ser resgatadas pelos nossos helicópteros”, confirmou um porta-voz da marinha à Reuters. O responsável indicou que todos os sobreviventes seriam transportados para Lampedusa.
A operação acontece após uma noite de intenso movimento da guarda costeira italiana, que socorreu mais de 500 imigrantes em dificuldades no estreito da Sicília.
As autoridades começaram por responder a um pedido de SOS lançado por telefone satélite ainda em águas territoriais da Líbia, dando conta do naufrágio iminente de duas embarcações em borracha pneumática – uma com 101 e outra com 109 pessoas a bordo. Os imigrantes foram levados para o porto siciliano de Trapani por um navio de Malta.
Outros 118 imigrantes em risco foram recuperados por uma embarcação com pavilhão das Bahamas e conduzidos para Porto Empedocle, na Sicília. E finalmente, dois barcos com 65 e 110 indivíduos a bordo foram arrastados pela Marinha italiana até Siracusa, na costa leste daquele arquipélago.
Na semana passada, um incêndio a bordo provocou uma das maiores tragédias marítimas da história recente, com 339 pessoas a perder a vida no naufrágio de uma embarcação que zarpou da capital da Líbia com mais de 500 imigrantes.
Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, cerca de 32 mil imigrantes desembarcaram nos portos italianos e em Malta este ano. Dois terços requisitaram asilo na União Europeia.
Fonte: Público

Português elimina lenda do Surf Mundial

Kelly Slatter, 11 vezes campeão mundial de surf, foi hoje derrotado por Frederico Morais, na praia de Supertubos. “Estou no céu”, exclamou o campeão português.
Kelly Slatter, onze vezes campeão mundial de surf, foi esta manhã eliminado pelo surfista Frederico Morais do Rip Curl Pro Portugal by Moche, penúltima prova do circuito mundial.
O feito do campeão nacional foi obtido esta manhã no segundo heat da repescagem. A competir com um wildcard (convite), Frederico Morais recebeu enorme apoio do público presente na praia de Supertubos, derrotou a lenda do surf mundial e tornou-se o primeiro português, nos últimos cinco anos, a passar para a terceira ronda.
“As melhores ondas que fazemos na vida são aquelas que acabamos e não nos lembramos do que fizemos. Acho que este heat foi um bocado assim, estou no céu, tenho de aproveitar e concentrar-me nos próximos heats“, disse Frederico, citado pela Lusa, após a eliminação de Slater.
O surfista de Cascais, de 21 anos, garantiu pelo menos um lugar entre os 13.ºs classificados da competição, ao chegar à 3ª eliminatória do campeonato. A sua vitória, contra toda a lógica, ajudou a comprovar a irregularidade da época de Slater, 2.º do ranking mundial, atrás de Mick Fanning.
Com a eliminação de Slater, o surfista australiano é agora o mais forte candidato à vitória na etapa portuguesa e ao título mundial. Fanning até pode já nem precisar de esperar pela última prova do circuito, no Havai, agendada para Dezembro  para garantir o seu terceiro título mundial, bastando-lhe terminar em 3.º lugar e que nenhum dos seus mais directos perseguidores (Jordy Smith, Taj Burrow ou Joel Parkinson) saia vencedor na praia de Peniche.
Esta manhã, Fanning não teve grande dificuldade em  afastar  Francisco Alves. O surfista português, apesar de eliminado, disse no final estar contente pelo seu desempenho: “É uma honra competir com os melhores do Mundo e espero que o Mick ganhe o título mundial”, disse aos jornalistas.
O Rip Curl Pro Portugal by Moche foi reatado hoje, após quatro dias de paragem.Peniche, 14 out (Lusa) – O português Frederico Morais admitiu hoje sentir-se no “céu” depois de eliminar o norte-americano Kelly Slater, na segunda ronda da etapa portuguesa do circuito mundial de surf, em Peniche.

Fonte: Expresso