Drone iraniano quer ajudar a impedir afogamentos e salvar vidas

Chama-se Pars, carrega até três bóias de salvamento em simultâneo e foi concebido para as largar em zonas onde tenham sido detectados nadadores em risco de afogamento

O conceito de “drone” tende a estar mediaticamente mais associado a acções bélicas e ofensivas do que a salvar vidas, mas é precisamente esta a proposta do Pars, desenvolvido pelos RTS Labs do Irão. Enquanto conceito o Pars é ainda jovem: tem apenas um ano de idade, mas já se materializou num protótipo funcional e em fase de testes no mar Cáspio. O seu objectivo é o de auxiliar, e em certas situações até substituir, os nadadores salvadores no cumprimento das suas funções.
O Pars pode ainda ser armazenado em locais considerados perigosos para nadadores, ou a bordo de navios para efectuar salvamentos no mar.  O pequeno drone iraniano mantém ainda o registo das suas deslocações através de um sistema GPS e consegue regressar automaticamente à base depois de uma missão. Para salvamentos em períodos nocturnos inclui, embutidas, luzes LED que permitem procurar por nadadores em condições de pouca luminosidade.
Num teste que simulou um afogamento a 75 metros da costa, o Pars foi bem sucedido em largar uma bóia de salvamento em apenas 22 segundos, tendo superado os nadadores humanos em aproximadamente 50 segundos. Apesar de ainda não estar pronto para ser lançado no mercado, a equipa de desenvolvimento espera vir a introduzir Inteligência Artificial neste dispositivo para permitir a busca automática por nadadores.

O laboratório encontra-se actualmente à procura de patrocinadores e financiadores que permitam levar este projecto para a fase de produção. Pode saber mais sobre o Pars no vídeo demonstrativo que disponibilizamos já a seguir:

Artigo de Opinião "Passar à Acção".

É enorme a capacidade portuguesa para desenvolver infraestruturas que dão resposta às necessidades do país, e de se afirmar perante as instâncias internacionais quando existem desafios que precisam de ser ultrapassados.
No contexto europeu, tem vindo a ser desenhado um corredor ferroviário de modo a dar resposta ao escoamento de mercadorias que transitam pela Europa, e que terá repercussões no meio ambiente , retirando das estradas milhares de camiões. Aliando o facto de nos tornarmos num país com uma resposta eficaz a contínuo crescimento dos portos nacionais, faz todo o sentido que as questões ambientais estejam na ordem do dia, bem como o desenvolvimento e modernização da via férrea, como resposta aos desafios proporcionados pelo alargamento do canal do Panamá. As sérias dificuldades que Portugal tem vindo a atravessar deveriam ser razão mais do que suficiente para tirarmos partido da imensidão da nossa fronteira marítima, elegendo como prioridades as potencialidades que o país dispõe com a melhoria das ligações ferroviárias.
Não chega fazermos reuniões e assinarmos acordos com pompa e circunstância , projectarmos estruturas que contemplam a integração de Portugal na Europa , se depois nos falta capacidade de agilizarmos o processo para a sua concretização. Chegamos à conclusão de que se gastam verbas na preparação de reuniões e na deslocação dos seus intervenientes, mas o resultado é nulo quando são adiados os objectivos finais que se repercutem no atraso do país.


Autor: Américo Lourenço.

Artigo de Opinião "Passar à Acção".

É enorme a capacidade portuguesa para desenvolver infraestruturas que dão resposta às necessidades do país, e de se afirmar perante as instâncias internacionais quando existem desafios que precisam de ser ultrapassados.
No contexto europeu, tem vindo a ser desenhado um corredor ferroviário de modo a dar resposta ao escoamento de mercadorias que transitam pela Europa, e que terá repercussões no meio ambiente , retirando das estradas milhares de camiões. Aliando o facto de nos tornarmos num país com uma resposta eficaz a contínuo crescimento dos portos nacionais, faz todo o sentido que as questões ambientais estejam na ordem do dia, bem como o desenvolvimento e modernização da via férrea, como resposta aos desafios proporcionados pelo alargamento do canal do Panamá. As sérias dificuldades que Portugal tem vindo a atravessar deveriam ser razão mais do que suficiente para tirarmos partido da imensidão da nossa fronteira marítima, elegendo como prioridades as potencialidades que o país dispõe com a melhoria das ligações ferroviárias.
Não chega fazermos reuniões e assinarmos acordos com pompa e circunstância , projectarmos estruturas que contemplam a integração de Portugal na Europa , se depois nos falta capacidade de agilizarmos o processo para a sua concretização. Chegamos à conclusão de que se gastam verbas na preparação de reuniões e na deslocação dos seus intervenientes, mas o resultado é nulo quando são adiados os objectivos finais que se repercutem no atraso do país.

Autor: Américo Lourenço.

Dia Nacional do Mar celebrado na Madeira com várias iniciativas

Terão lugar nos dias 15, 16 e 17 de Novembro de 2013, as comemorações do Dia Nacional do Mar, que se assinala dia 16. As comemorações iniciam-se com a Conferência intitulada “Um Mundo Debaixo de Água”, entre as 14 e as 18 horas, na reitoria da Universidade da Madeira, contando com a participação de oradores peritos na temática do mar.
No dia 16 irá realizar-se, um Roteiro Cultural intitulado “Em Busca do Mar na Arte”, que terá inicío, às 10 horas no Forte de São Tiago, os participantes terão oportunidade de visualizar obras de arte de vários museus do Funchal e assistir a palestras relacionadas com a temática do mar.
No domingo dia 17 das 10 às 11 horas haverá, uma caminhada solidária a favor da ANIMAD, intitulada “Um Mar de Solidariedade”, com ponto de encontro na Estação de Biologia Marinha do Funchal (promenade/ passeio marítimo do Lido), das 10 às 11 horas, onde serão sorteadas viagens na Nau Santa Maria e Bonita da Madeira.
A participação em todas estas actividades é gratuita.
Fonte: DN

Pescas: Reservas do Mediterrâneo esgotam-se

As populações de peixes do Mediterrâneo estão “a agonizar”, adverte La Repubblica, pouco depois de terem sido aprovadas as regras do Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP) para o período 2014-2020. Segundo este diário italiano,
Os dados de que a UE dispõe são muito claros: 95% das unidades populacionais de peixes do Mediterrâneo estão em risco, ameaçadas pela exploração excessiva e tornar-se-ão irrecuperáveis, se a pesca não for reduzida pelo menos entre 45% e 50%, nos próximos cinco anos.
Infelizmente, as tendências recentes parecem apontar no sentido inverso: dos 4,5 mil milhões de euros do orçamento do FEAMP para o desenvolvimento de práticas de pesca sustentáveis quase nada foi de facto utilizado no período 2006-2013, salienta La Repubblica. A Itália foi um dos países com pior desempenho, tendo gasto apenas 23% de uma verba de 900 milhões de euros. Até agora, a principal política “de sustentabilidade” adoptada, uma proibição anual de pesca de 45 dias, apenas abre caminho a fraudes relacionadas com subsídios e não tem qualquer impacto positivo sobre as reservas. Assim, no período 2000-2010, a produtividade caiu 48,84% e verificou-se uma diminuição de 31% dos rendimentos da pesca, o que põe em risco a subsistência de milhares de pescadores. No que se refere aos consumidores, La Repubblica escreve:
É melhor prepararmo-nos para comermos alforrecas, porque elas constituem a única espécie cujo número está a aumentar.
Fonte: PressEurop

Ministros de Portugal e Brasil debatem aquacultura, pescas e oportunidades.

O seminário “Aquacultura e Pescas, Oportunidades de Negócio, Portugal-Brasil” contará com a presença do Ministro da Pesca e Aquicultura, do Brasil, e da Ministra da Agricultura e do Mar, de Portugal, para além de outras entidades governamentais, representantes de associações e de empresas do sector  de Portugal e do Brasil. O seminário decorrerá a 25 de Novembro  no Auditório da Reitoria da UA. As inscrições estão abertas até dia 21 de Novembro.

A aquacultura é o agro-negócio que apresenta a maior taxa de crescimento à escala mundial. Esta actividade enfrenta o desafio de assegurar a produção sustentável de proteína animal através da inovação e optimização do processo produtivo, da utilização de fontes alternativas de matéria-prima e de uma maior integração económica, ambiental e social.
O Brasil tem uma das maiores reservas mundiais de água doce, a temperaturas tropicais e subtropicais, assim como uma das maiores biodiversidades ictiológicas e posiciona-se, hoje, como um dos países com maior potencial aquícola de espécies de água doce, para além de uma extensa zona de costa oceânica. Portanto, tem todo o potencial para vir a ser um dos maiores produtores aquícolas do mundo.
Neste seminário de um dia, “Aquacultura e Pescas-Oportunidades de Negócio, Portugal-Brasil”, serão apresentados vários casos de sucesso em ambos os lados do Atlântico e possibilidades de apoio e financiamento a este sector económico, no sentido do crescimento sustentado e da valorização económica e social da Aquacultura. 
Para além dos mais altos responsáveis governamentais de ambos os países, nomeadamente os ministros que tutelam este sector, estará presente um representante do ministro da Ciência e Tecnologia do Brasil, ainda o governador do Estado do Rio de Janeiro e deputados federais e estaduais do Brasil. Participam também representantes de associações, empresários e órgãos financiadores, entre os quais bancos de Portugal e do Brasil.
Fora do programa de trabalhos, haverá um programa social dirigido a participantes e inscritos, durante o jantar, com música ao vivo e degustação de especialidades regionais e portugueses. Para inscrições e mais informação consultar: http://aquaculturaptbr.biologiaatua.net/
Fonte: UA Online

Navios de guerra russos irão patrulhar mares árticos

Quebra-gelos vão garantir segurança a embarcações que circulam pela rota ártica. Região é fontes de recursos importantes para o desenvolvimento económico do país.
Em reunião com oficiais das Forças Armadas russas, o ministro da Defesa, Serguei Choigu anunciou a criação de uma força-tarefa composta por navios quebra-gelos. “Espero que, até 2014, consigamos encontrar possibilidades adicionais para prestar assistência e apoio a embarcações que circulam pela rota ártica”, disse o ministro.
O extremo norte é uma importante base de recursos da Rússia, e a exploração do Ártico ajudará o país a cumprir as metas a longo prazo de desenvolvimento económico, segurança energética e competitividade no mercado mundial. 
O ministro não citou os tipos de navios que vão integrar o conjunto, porém, segundo os especialistas, basta reforçar o casco, hélices e mecanismos de direcção dos navios existentes antes que comecem a operação no Ártico.
Choigu também mencionou a necessidade de construir um novo material de guerra para as guarnições do Exército estacionadas no norte do país. O reforço das unidades navais e terrestres das Forças Armadas russas no Extremo Norte está previsto nos Princípios Fundamentos da Política Nacional da Rússia no Ártico.
Os soldados e oficiais das unidades árticas serão treinados em conformidade com um programa especial e receberão um uniforme resistente a frio, novos meios de comunicação e blindados com elevada capacidade off-road. O contingente de tropas árticas contará com até cinco mil efectivos.
Também será dada continuidade aos trabalhos de modernização da rede de aeródromos e infraestrutura portuária da zona ártica, com instalações na Terra de Francisco José e nas Ilhas da Nova Sibéria. O aeródromo da ilha de Kotelni, que faz parte das Ilhas da Nova Sibéria, já retomou suas actividades e recebeu o primeiro avião militar An- 72 no final de Outubro passado. 
Fonte: Gazeta Russa.

Veneza vai limitar passagem de navios de grande porte

Os navios de cruzeiro e ferries vão deixar de poder despejar turistas em frente à Praça de São Marco, em Veneza. A medida foi anunciada pelo Governo italiano, esta terça-feira, e deverá entrar em vigor gradualmente até Novembro do próximo ano.
O antigo porto industrial de Marghera passa a ser a alternativa para os gigantes dos mares. É o que explica o autarca de Veneza, Giorgio Orsoni, que adianta que se vai começar a estudar a possibilidade de usar Marghera como um porto para os navios de passageiros.
As ameaças da passagem destes barcos desencadearam vários protestos e levaram a que a cidade fosse integrada numa lista mundial dos monumentos em risco. Os apelos começam a surtir efeito.
Fonte: Euronews

Canal do Panamá. Ainda que viável, rota do Árctico está longe de ser ameaça

O derretimento de 40% da camada polar tornou possível a navegação comercial através do Árctico mas apenas quatro meses por ano

Como é que o alargamento do Canal do Panamá, a mais de 8 mil quilómetros de distância, pode ser uma oportunidade para Portugal? Em 2015, quando estiver concluída a obra de expansão, as embarcações de maiores dimensões poderão navegar a hidrovia, levando ao aumento do tráfego marítimo de porta-contentores. E é aqui que Portugal entra. Este aumento poderá ter um especial impacto no porto de Sines, uma vez que é o porto europeu mais próximo deste canal. Faltam as más notícias. Nos últimos meses, um conjunto de viagens pioneiras, que se tornaram possíveis devido ao derretimento do gelo do Árctico, relançaram o debate sobre a ameaça que esta alternativa representa para o Canal do Panamá. E, assim, o anunciado benefício para Sines ficaria em causa. Mas até que ponto a passagem do Noroeste é realmente uma rota comercial viável?
Há pouco mais de um mês, o Nordic Orion, um navio dinamarquês-americano de mercadorias, descarregou 74 mil toneladas de carvão no sujo porto de Pori, na costa oeste da Finlândia. A entrega, que em si mesma não teve nada de extraordinário, assinalou um marco histórico, abrindo um novo capítulo no trânsito pela rota do Árctico.
Foi a primeira vez que um navio graneleiro comercial navegou a rota sem a ajuda de um navio quebra-gelo. A combinação do derretimento do gelo árctico e da tecnologia moderna, com um piloto canadiano experiente em águas geladas e um nicho de negócio explorado por uma empresa inovadora, tornou esta primeira travessia segura, eficiente e rentável. A viagem representou também a segunda conquista no transporte comercial através do Árctico em menos de três meses.
Em Agosto, o Yong Sheng, propriedade da chinesa Cosco, tornou-se o primeiro navio porta-contentores a chegar à Europa vindo da Ásia – do porto de Dalian, no Nordeste da China, para Roterdão, na Holanda -, usando a passagem do mar do Norte, controlada pelos russos. De acordo com dados de Moscovo, mais de 100 viagens foram feitas usando esta rota desde a primeira travessia comercial, que ocorreu em 2009.
O Nordic Orion encheu-se de carvão numa doca em Vancouver, seguiu para norte, contornando o Alasca através do arquipélago árctico canadiano, e depois para sul, passando pela Gronelândia antes de chegar à Finlândia.


Fonte: Ionline

Portos mais competitivos.

Há que “implementar o plano para tornar os portos mais competitivos e reduzir a factura portuária em 25% a 30%”. Quem o diz é o presidente do Conselho Português de Carregadores, Pedro Galvão.
Para tal, temos de “tornar os portos mais concorrenciais, trazendo mais operadores e prestadores de serviços e facilitar os processos, para que, em termos de custos, se implemente o Plano 5+1”. Este plano quer rever a lei do trabalho portuário, optimizar a gestão dos portos, rever o tarifário portuário e o regime de concessões. Há ainda que regular o sector, “havendo muita expectativa quanto à recém-criada Autoridade da Mobilidade dos Transportes.”

Fonte: DN