Pescadores capturam tubarão por engano, mas devolvem-no ao mar

Na semana passada, um grupo de pescadores australianos apanhou, por engano, um raro tubarão-tigre, na praia de Coral Bay, oeste do País. Quando perceberam o que tinham feito, três dos homens tentaram desesperadamente tirar o anzol da boca do tubarão.
A certa altura, um dos homens sobe para cima do tubarão, tentando levá-lo a abrir a boca para retirar o anzol. Depois de três minutos de luta e a ajuda de um alicate, conta o Perth Now, o grupo conseguiu libertar o tubarão, que pesaria cerca de 200 quilos. Antes, foi colocada uma toalha vermelha na cabeça do tubarão.
O passo seguinte foi fazer o tubarão regressar ao mar, um desafio que também se mostrou complicado. É que o tubarão-tigre, para além do seu peso, tem a reputação de ser uma das mais agressivas espécies dos mares.
O tubarão vive nas áreas tropicais e subtropicais, incluindo no oeste australiano e costa de Nova Gales do Sul, e é considerado extremamente perigoso para a população.
“Numa altura que muitos australianos tentam reduzir o número de tubarões da costa, estes pescadores colocaram a vida em risco para salvar o animal”, escreve o Perth Now.

Fonte: Green Savers.

Mariscadores querem fiscalização para evitar apanha excessiva

Mariscadores de percebes queixaram-se hoje em Sines de falta de fiscalização da actividade, que faz com que exista apanha excessiva na costa portuguesa, comprometendo o futuro deste recurso e o sustento dos profissionais.

“Tem de aparecer o chicote, senão vamos dar cabo de tudo”, afirmou António Bessone, representante da Associação Nacional de Mariscadores em Apneia e da Associação de Mariscadores das Berlengas.


Segundo o dirigente, no arquipélago das Berlengas, realidade que melhor conhece, os mariscadores apanham mais percebes do que a quantidade permitida por lei e mesmo em altura de defeso, em que não se pode mariscar, apontando o dedo sobretudo aos apanhadores lúdicos.
António Bessone apelou a uma “simbiose” entre “todas as entidades” envolvidas no sector, desde as associações de mariscadores, à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), autoridades governamentais e Finanças, para “acabar com estes abusos todos”.
O profissional considerou que as autoridades portuguesas “não podem fazer mais com as condições que lhes dão” e apresentou o exemplo da vizinha Espanha, onde a Polícia Marítima está “bem equipada”.
“Se não houver união entre as entidades as reservas vão acabar”, o que já está a acontecer na zona do cabo da Roca, onde “nem o mês de defeso é respeitado”, alertou António Bessone.
O responsável falava durante um debate sobre a apanha do percebe em Portugal, que decorreu esta tarde no Centro de Artes de Sines, evento no qual foram apresentados os resultados de um estudo promovido pela Universidade de Évora.
A percepção de que existe apanha excessiva e fiscalização insuficiente foram dois dos resultados da investigação, com base em mais de 100 inquéritos efectuados a apanhadores de percebes profissionais da Reserva Natural das Berlengas, da costa centro (entre os cabos Carvoeiro e Raso) e do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV).
Outras conclusões apontam para a desvalorização económica do percebe nos últimos cinco anos, atribuída à crise económica, e ao incumprimento da legislação, mais frequente no centro de Portugal.
Os mariscadores do PNSACV revelaram-se os mais insatisfeitos com algumas regras específicas da sua zona, como os três meses de defeso que têm de cumprir, enquanto a nível nacional está estabelecido apenas um.
O presidente da Associação de Marisqueiros de Vila do Bispo, Paulo Barata, corroborou os resultados do estudo, ao lamentar as diferenças na legislação a nível nacional e exigir que associações de profissionais e autoridades governamentais se reúnam para debater o problema.
NO PNSACV, após os três meses de defeso, entre 15 de setembro e 15 de Dezembro, os mariscadores estão “mais três meses sem trabalhar”, pois “metade dos restaurantes está fechada”, ou acabam por vender os percebes “a três euros [o quilo] na lota”, explicou.
A “cogestão”, em que a gestão da actividade é feita em parceria pelas entidades públicas e as associações de profissionais, nomeadamente na área da fiscalização, foi um dos caminhos apontados para o futuro da apanha do percebe em Portugal, onde existem cerca de 460 mariscadores licenciados.

Fonte: Notícias ao Minuto.

Descoberta praia jurássica inédita em Porto de Mós

Em S.Bento, no concelho de Porto de Mós, foram descobertos vestígios de um fundo marinho pré-histórico numa antiga exploração de pedra desactivada há já vários anos.

A descoberta desta praia do tempo jurássico foi revelada pelo geólogo/arqueólogo António José Teixeira, na última reunião da Assembleia Municipal de Porto de Mós, e já despertou o interesse de várias universidades.

Em declarações à agência Lusa, o investigador afirma que “os fósseis de equinodermes da Pedreira da Ladeira” que foram encontrados remetem ao período “Jurássico médio, há 170-166 milhões de anos”. 

No âmbito da sua tese de doutoramento, António Teixeira está a estudar os vestígios que, para já, correspondem a “cerca de 60 exemplares, entre moldes e restos fossilizados, de três grupos de equinodermes: Equinoides (ouriços-do-mar), asteroides (estrelas-do-mar), Crinoides (lírios-do-mar) e ondas do mar fossilizadas, (Ripple marks)”. 

Fonte: Boas Notícias. 

Frederico Morais sobe 35 lugares no "ranking" mundial de surf

O surfista Frederico Morais subiu 35 lugares para a 58.ª posição do “ranking” mundial da ASP, após ter sido quarto na segunda etapa do “Triple Crown” havaiano, o Vans World Cup.
“Kikas”, que era 93.º, amealhou ainda 10.000 dólares, que elevam os seus ganhos este ano para 37.950 (28.000 euros), metade dos obtidos na carreira – 78.075 (57.500 euros) -, quando o surfista conta com apenas 21 anos.
O campeão português vive um dos melhores momentos da carreira, já que em Outubro eliminou o norte-americano Kelly Slater da etapa portuguesa do circuito mundial.
Fonte: Expresso.

Frederico Morais sobe 35 lugares no "ranking" mundial de surf

O surfista Frederico Morais subiu 35 lugares para a 58.ª posição do “ranking” mundial da ASP, após ter sido quarto na segunda etapa do “Triple Crown” havaiano, o Vans World Cup.
“Kikas”, que era 93.º, amealhou ainda 10.000 dólares, que elevam os seus ganhos este ano para 37.950 (28.000 euros), metade dos obtidos na carreira – 78.075 (57.500 euros) -, quando o surfista conta com apenas 21 anos.
O campeão português vive um dos melhores momentos da carreira, já que em Outubro eliminou o norte-americano Kelly Slater da etapa portuguesa do circuito mundial.
Fonte: Expresso.

Cultivar o fundo do mar para salvar o Planeta

A química dos oceanos está diferente, anda a ciência a avisar-nos, e a pergunta ganha cada vez mais força: será que é legítimo baralhar os dados e tornar a dar, de maneira a mudar o mar e… o clima? O conceito anda na cabeça de Douglas Wallace , investigador em Oceanografia da Universidade de Dalhousie, na cidade canadiana de Halifax, há perto de 20 anos.
“A ideia é fertilizar o oceano para ter mais plâncton. Já fazemos agricultura em terra; será que, no mar, conseguimos o mesmo efeito?” A cobrir mais de 70% do planeta, os oceanos são um dos principais sorvedouros de dióxido de carbono de que a Humanidade dispõe. Só que, nos últimos anos, o fitoplâncton que o converte em matéria viva está a esgotar-se. Resultado? “Há mais 50% de CO2 na água do mar do que há 200 anos”, alerta aquele cientista canadiano.
O plano é simples: derramar no subsolo marinho uma grande quantidade de ferro, fertilizante para muitas plantas que, no seu processo de fotossíntese, devorariam aquele dióxido de carbono. Tanto o plâncton como outros organismos marinhos extraem o CO2 da água do oceano e convertem-no em carbonato de cálcio, para construir os seus esqueletos e carapaças.
A outra opção, se esse fitoplâncton morrer, é parte do carbono acabar no fundo do oceano e formar depósitos sedimentares. “Em condições naturais”, avança o investigador, “esse carbono aprisionado demorará vários milhões de anos a voltar à atmosfera.” Há já experiências a decorrer, no Norte da Alemanha e na costa oeste canadiana mas rodeadas de alguma polémica: o argumento, ético, é de que, no mar, as coisas não estão sempre no mesmo sítio, o que dificulta tremendamente o controlo efectivo e a avaliação dos resultados destas investigações.
“Pode haver impactos desconhecidos, mas isso não nos deve paralisar”, defende Wallace. “Alterações nas espécies que habitam o mar já ocorrem naturalmente: hoje, sabemos que o bacalhau tinha metros, e agora apenas possui alguns palmos.”

Fonte: Visão

Conheça a praia com ondas gigantes protegida por rochas

A princípio, é assustador, mas passados alguns minutos todos parece estar acostumados ao cenário. Em Porto Rico, numa praia chamada de Puerto Nuevo, há uma barreira de rochas que separa o mar do areal. A magia acontece quando a maré sobe.
As ondas ficam mais altas, para não dizer gigantescas, e embatem na barreira de rochas, banhando a praia fechada de Puerto Nuevo. Os banhistas ficam assim protegidos da forte ondulação e ainda podem apreciar um cenário natural maravilhoso.
Vale a pena assistir:

Austrália: Migração da Reprodução dos Caranguejos.

Todos os anos, no final da primavera, é possível notar um chão super vermelho e móvel na Christmas Island (Ilha do Natal) na Austrália, altura em que a ilha fica coberta por caranguejos adultos bem vermelhos! São milhões de crustáceos que iniciam sua migração anual para o mar para se reproduzir! 
A migração começa com as primeiras chuvas pesadas em outubro, novembro ou dezembro. Assim, há humidade suficiente no ar para os que os crustáceos, possam fazer a sua viagem de mais ou menos cinco dias, partindo de suas “casas” nas florestas no interior da ilha e vão em direcção a costa, o Oceano Índico – chegam a andar até 9 km ao longo do caminho.

A data de desova deste ano  é esperada para o dia 6 Janeiro,  mas só ocorrerá se a chuva persistir, aí, eles têm tempo de sobra. Porém, se a chuva parar, a migração também para.

O grupo Parks Australia entra em acção durante esse período de migração para proteger os bichinhos fechando estradas, construindo de cercas e túneis subterrâneos para estes. Até os motoristas tem que parar e esperar os vermelhinhos cruzarem as ruas se precisarem.