Governo quer aumentar em 50% o peso da Economia do Mar no PIB

O primeiro-ministro, a ministra da Agricultura e do Mar e o ministro da Educação estiveram reunidos em Sines, na Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar. Assinaram esta manhã contratos relativos integrados na nova Estratégia Nacional do Mar.
Assunção Cristas acredita que será agora possível criar mais emprego e aumentar em 50% o peso que a economia tem no PIB português.


Fonte: SIC Noticias

Atum viajou 6370 quilómetros e bateu recorde de distância percorrida

Quando foi capturada em Outubro de 2006, ao largo da província de Guipúscoa, no País Basco, a albacora – um atum de barbatana dorsal amarela –, de um ano de idade, ainda não estava destinada a morrer. Ao invés, recebeu uma etiqueta, numa campanha de marcação de peixes promovida pela AZTI-Tecnalia, um centro de investigação basco, e foi devolvida ao mar. Seis anos e meio depois, e mais de 6300 quilómetros percorridos, a albacora foi encontrada ao largo da Venezuela, garantindo-lhe o recorde da maior distância percorrida por um atum, segundo os dados da Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns Atlânticos (ICCAT, na sigla inglesa).
As campanhas de marcação promovidas pelo País Basco desde 2001 têm contado com a participação quer de pescadores profissionais e desportivos quer de investigadores. Desde que a AZTI-Tecnalia, que desenvolve investigação marinha e alimentar, se envolveu nestas campanhas, foram marcados milhares de exemplares de atum, entre albacoras, atuns-rabilho, atuns-patudo e gaiados.
Os pescadores, como Fernando Zapirain, que marcou esta albacora a bordo da sua embarcação Kutxi Kutxi, recebem formação sobre como manusear os peixes durante a marcação. Ao ser capturada ao largo da Venezuela, por um pescador da embarcação Black Marlin, torna-se o registo mais a sul na sua área de reprodução no Atlântico Norte. O exemplar foi entregue ao Instituto de Oceanografia da Venezuela, para que integrasse a base de dados central do ICCAT.
A albacora (Thunnus alalunga) é um atum que vive em alto mar, preferindo profundidades que rondam os 300 metros. São encontradas em todas as águas tropicais e temperadas, sendo conhecidas por percorrerem largas distâncias e por atingirem velocidades de 80 quilómetros por hora. Muitas vezes deslocam-se em grandes cardumes predadores, que podem chegar aos 30 quilómetros de largura, com outras espécies de atum.
Os 6370 quilómetros percorridos, em linha recta, por esta albacora, entre o País Basco e a Venezuela, destronam o anterior recordista, um atum-rabilho marcado na mesma zona. Este percorreu 6170 quilómetros (também em linha recta) e foi recapturado ao largo dos Estados Unidos, numa latitude equivalente à do ponto de origem. Nos últimos seis anos e meio, a albacora agora recapturada cresceu dos 50 para os 100 centímetros e passou dos 2,5 para os 21,8 quilogramas.
As marcas, contendo um código e o contacto da AZTI-Tecnalia, pretendem contribuir para a obtenção de informação relativa aos movimentos e migrações, stocks de peixe, crescimento, tamanho da população e fisiologia, permitindo às entidades reguladoras gerir as cotas de pesca para as várias espécies de atum, antes que entrem em perigo de extinção
Fonte: Público.

Sobre o Dia Nacional do Mar

Dia nacional do Mar é uma data comemorativa da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que entrou em vigor a 16 de Novembro de 1994, tendo sido ratificada por Portugal a 14 de Outubro de 1997. Um ano mais tarde, em 1998, o dia 16 de Novembro foi instituído pela Resolução de Conselho de Ministros n.º 83/1998, de 10 de Julho, como o Dia Nacional do Mar.

APSS assume Presidência da Direcção da Associação dos Portos de Portugal

Como resultado das eleições para os corpos sociais da APP, Associação dos Portos de Portugal, a APSS (Setúbal) assumido a presidência, na lógica rotativa que está definida, contando com a APL (Lisboa) e os Portos dos Açores na Direcção.

Vítor Caldeirinha, Presidente dos portos de Setúbal e Sesimbra, sucede assim a José Luís Cacho, que lidera os portos de Aveiro e da Figueira da Foz.


A Presidência da Assembleia Geral continua a ser assegurada pelo IPTM/IMT, tendo a APDL (Leixões) assumido a liderança do Conselho Fiscal. 

São objectivos principais continuar e intensificar o trabalho de defesa dos portos nacionais e da melhoria da sua integração nos sistemas de transportes e logísticos nacionais e internacionais.

Prosseguir o trabalho de colaboração, cooperação e coordenação entre portos e autoridades portuárias, em especial nas diversas áreas técnicas da gestão portuária, bem como assegurar a continuidade do apoio à APLOP, são outros dos desideratos da nova presidência.

Fonte: APP

Francisco Lufinha faz travessia Peniche-Berlengas

Francisco Lufinha, que bateu um recorde mundial ao percorrer mais de 300 milhas náuticas em kitesurf sem paragens, concluiu a travessia Peniche-Berlengas-Peniche em três horas, efectuando o reconhecimento da zona para acolher campeonatos internacionais.
À chegada, o português disse à agência Lusa que a travessia de 18 milhas «dá para fazer em menos tempo», mas as três horas foram o tempo necessário de ida e volta e de o reconhecimento da zona para vir a acolher futuras provas internacionais.
«Peniche é sem dúvida um dos melhores sítios de Portugal para fazer kitesurf. A baía do Baleal [praia em Peniche] tem uma grande variedade de ventos e muito espaço, por isso aqui estão reunidas todas as condições para a prática de kitesurf», afirmou à Lusa Francisco Lufinha.
O kitesurfista adiantou que esta travessia permitiu validar «as condições para vir a organizar eventos entre Peniche e as Berlengas», adiantando como exemplos uma prova para fixar recordes mundiais entre praticantes nacionais e internacionais da modalidade.
O ex-campeão nacional disse que foi um «bom treino», meses depois de voltar ao mar e de ter batido o recorde do mundo de distância em kitesurf sem paragens, entre Vila Nova de Gaia e Sines.
O feito de percorrer mais de 300 milhas náuticas (570 quilómetros) em 27 horas e 40 minutos foi alcançado a 18 de setembro último.
A travessia sem paragens efectuada no dia 12 teve como ponto de partida e de chegada a praia do Baleal, em Peniche, único local do país que acolhe uma etapa do circuito mundial de surf.

Fonte: APP

Retirado Michael Phelps pode estar a preparar regresso


Retirado por vontade própria da competição desde os Jogos Olímpicos de Londres 2012, o nadador norte-americano Michael Phelps pode estar prestes a regressar às piscinas.
O nadador, que ao longo da sua carreira amealhou já um total de 22 medalhas olímpica, terá reentrado no programa antidopagem norte-americano, situação que indicia que possa a pensar regressar à competição.
Fonte: Diário Digital.

Primazia a soluções nacionais

Para a engenheira naval Dina Dimas, Portugal tem “tudo para fazer parte da liderança da indústria naval”.
Há que “investir na indústria naval de forma constante para não sermos meros espectadores nas décadas vindouras”, diz. Temos de trabalhar “para sermos motor de atração de capital, nomeadamente de investimento estrangeiro através de parcerias tecnológicas”. No que toca às autoridades marítimas e para reduzir custos na aquisição de embarcações, diz ser “fulcral investir em navios de pequenas dimensões (…), dando primazia a soluções nacionais, não as subalternizando por preconceitos injustificados”.

Fonte: DN

Emissões de CO2 pode tornar oceanos 170% mais ácidos até 2100, diz estudo

Cientistas acreditam que a acidificação dos oceanos irá aumentar 170% até ao ano de 2100, colocando em risco a rica biodiversidade marinha, diz um novo estudo que deve ser apresentado na reunião da ONU sobre o Clima, que ocorre na Polónia.
Em 2012 mais de 500 especialistas em acidificação dos oceanos, vindos do mundo inteiro, reuniram-se na Califórnia. Liderados pelo Programa Internacional Biosfera-Geosfera, lançado em 1987 para coordenar pesquisas na área, o grupo publicou um relatório a respeito da situação dos oceanos.
No documento, chamado de Sumário para Criadores de Políticas, os cientistas declararam “com muita confiança” que o aumento na acidez é causado pelas actividades humanas, que estão adicionando 24 milhões de toneladas de CO2 nos oceanos diariamente alterando a química da água.
Segundo os cientistas, cerca de 30% das espécies marinhas não devem sobreviver nestas novas condições, que são particularmente prejudiciais aos recifes de coral.
O mesmo estudo reforçou a estimativa de que os oceanos estão ficando mais ácidos numa velocidade sem precedentes nos últimos 300 milhões de anos, que já havia sido divulgada no ano passado num estudo publicado na revista Science.

Velocidade de mudança

Desde o início da revolução industrial, os cientistas acreditam que as águas dos oceanos ficaram 26% mais ácidas.
“Os meus colegas não encontraram nos registos geológicos de velocidades de mudança maiores do que as que vimos actualmente”, afirmou o professor Jean-Pierre Gattuso, da CNRS, a agência nacional de pesquisas da França.
O que preocupa os cientistas é o potencial de impacto destas mudanças em muitas espécies marinhas, incluindo os corais.
Pesquisas realizadas em fontes hidrotermais nas profundezas dos oceanos, nas quais as águas são naturalmente ácidas graças ao CO2, indicam que cerca de 30% da biodiversidade marinha poderá ser perdida até o fim deste século.
Os cientistas afirmam que as fontes podem ser uma “janela para o futuro”.
“Não encontrara um molusco no nível de pH esperado para o ano de 2100, e este é um facto chocante”, afirmou Gattuso.
“(As fontes hidrotermais) são uma janela imperfeita, apenas a acidez do oceano está aumentando nestes lugares, eles não reflectem o aquecimento que veremos neste século. Se combinar os dois, pode ser ainda mais dramático do que vemos nestes orifícios de CO2”, acrescentou.

Efeitos mais graves

O efeito da acidificação actualmente está sendo observado de forma mais grave no Mar Ártico e na região da Antártida. Estas águas geladas retêm uma quantidade maior de CO2, e os crescentes níveis do gás estão acidificando estes mares mais rapidamente do que no resto do mundo.
E isto aumenta os danos a conchas e esqueletos de organismos marinhos.
Os pesquisadores afirmaram que até 2020, 10% do Ártico será um ambiente inóspito para espécies que fazem suas conchas a partir do carbonato de cálcio. Até 2100, o Ártico todo será um ambiente hostil.
De acordo com Gattuso, os efeitos da acidificação já são visíveis.
“No oceano do sul já vemos a corrosão de pterópodes, que são como caramujos marinhos. No oceano, vemos a corrosão das conchas. Eles (os pterópodes) são elementos importantes na cadeia alimentar, consumidos por peixes, aves e baleias, então, se um elemento está desaparecendo, haverá um impacto em efeito cascata na cadeia toda”, disse o cientista.
Os autores do relatório afirmam que o impacto económico poderá ser enorme. O custo global do declínio nas populações de moluscos pode ser de 130 bilhões de Euros até 2100, se as emissões de CO2 continuarem no padrão actual.

Efeito limitado

Uma possibilidade para diminuir os efeitos da acidificação seria adicionar substâncias alcalinas nas águas dos oceanos, como pedra calcária esmagada, mas, segundo Gattuso, isto teria um efeito limitado.
“Talvez em baías que tenham uma troca de água mais limitada com o mar aberto poderá funcionar, dar algum alívio local. Mas as últimas pesquisas mostram que não é prático se aplicado em escala global. É muito caro e consome muita energia”, afirmou.
Áreas de protecção marinha poderiam também melhorar a situação no curto prazo.
Mas, segundo os cientistas, no longo prazo apenas os cortes nas emissões poderiam desacelerar o avanço da acidificação.
Fonte: BBC