Tubarão-branco a caminho de Portugal?

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Um tubarão-branco de 4,4m está a atravessar o Oceano Atlântico vindo da Flórida, EUA.

Segundo a BBC, a fêmea chama-se Lydia e poderá fazer história ao ser o primeiro animal desta espécie a percorrer os dois lados do Atlântico.

Depois de ter sido marcada na Flórida em Março de 2013 pelo projecto científico Ocearch, já viajou mais de 30.500 kms em direcção à Europa.

Neste momento, segundo as imagens de satélite, encontra-se a apenas 1.600 kms das costas da Irlanda e Inglaterra (Cornualha).

Mas nesta sua trajectória imprevisível, poderá ir dar aos arquipélagos da Madeira e dos Açores ou mesmo a Portugal Continental.

“Nenhum tubarão-branco cruzou o Atlântico de Este para Oeste ou vice-versa”, disse o Dr. Gregory Skoma, biólogo marinho do Massachusetts Marine Fisheries. “Apesar da Lydia estar mais perto da Europa do que da América do Norte, tecnicamente ainda não atravessou o Atlântico. Isso só acontecerá quando passar a Dorsal Meso-Atlântica. Seria o primeiro tubarão documentado a conseguir fazê-lo”, salientou.

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Quanto a um possível destino do animal, Skoma refere que: “Não fazemos ideia de quão longe ela possa ir mas a Europa, o Mediterrâneo e a costa de África são todos possíveis”, concluiu.

O projecto Ocearch dedica-se a marcar e estudar o comportamento dos tubarões com os objectivos de contribuir para a sua preservação além da educação e segurança das populações.

De referir que uma fêmea tubarão-branco chamada Nicole viajou da África-do-Sul para a Austrália e regressou percorrendo mais de 20.000 kms entre Novembro de 2003 e Agosto de 2004.

Fonte: Beachcam

Canal do Panamá anuncia fim de negociações e acordo com consórcio para ampliação

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Segundo a ACP foi alcançado um “acordo conceptual pendente de revisão e assinatura” para a finalização do projecto conforme estabelecido no contrato assinado em 2009

A autoridade do Canal do Panamá (ACP) anunciou hoje o fim das negociações com o consórcio encarregado do principal projeto da ampliação da via interoceânica.

Segundo a ACP foi alcançado um “acordo conceptual pendente de revisão e assinatura” para a finalização do projeto conforme estabelecido no contrato assinado em 2009.

“O terceiro conjunto de eclusas vai completar-se dentro dos termos do contrato, tal como exigimos desde o primeiro dia”, disse em comunicado o administrador da ACP, Jorge Quijano.

As eclusas são obras de engenharia hidráulica que permitem que os barcos subam ou desçam os rios ou mares em locais onde há desníveis, como é o caso do canal do Panamá, que permite a ligação entre os oceanos Pacífico e Atlântico.

O alargamento do canal do Panamá deve permitir, a prazo, a passagem de navios com 12 mil contentores, o que representa mais do dobro da carga actualmente autorizada a usar esta via de navegação de 80 quilómetros.

Fonte: Ionline

Madeira e Surfista Underdog presentes na “Maior Onda” do MOCHE Winter Waves

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Frederico Martins e João Sousa são os mais recentes nomes dos dois candidatos.

Foram mais umas semanas loucas no que diz respeito a ventos e ondas, prolongando ainda mais a sensação de um mau Inverno para surf na cabeça de todos nós, mas, num cantinho português, as ondas estiveram perfeitas. 
E esse cantinho foi a famosa ilha da Madeira. É daqui que nos chega a mais recente onda, esta para a categoria “Maior Onda”. O surfista em causa é um jovem de Portimão, Frederico “Martim” Martins, que passou uma boa temporada na Madeira e no dia 4 deste mês de Março apanhou um dia de ondas perfeitas.

Esta onda do algarvio acaba por marcar a primeira presença da Madeira no MOCHE Winter Waves , fechando assim a presença de todas as principais regiões de surf do território português.

Ao mesmo tempo que lançámos o vídeo desta onda de Martins, lançámos também o vídeo de uma nova onda para a categoria “Maior Onda”. Como sempre dissemos, e com muito orgulho, o MOCHE Winter Waves é um concurso de vídeo online onde QUALQUER surfista português pode concorrer mas verdades seja dita até ao momento ainda não tínhamos recebido nenhuma onda de um surfista menos “mediático”.

Esta onda do “underdog” João Sousa, filmada algures na margem sul, marca exactamente essa presença (daí o termo de underdog). Este surfista já tinha submetido uma primeira onda mas essa não estava dentro dos parâmetros mínimos para esta categoria e Sousa acabou por submeter, uns tempos mais tarde, a que agora podes ver em onfiresurfmag.com/mochewinterwaves/.

Agora, como sabes, o papel está do teu lado pois cabe-te a ti votares em cada uma destas ondas usando a escala de uma a 10 estrelas. Não te esqueças de rever as ondas que já foram submetidas à categoria “Maior Onda” para as poderes comparar e fazer uma votação mais justa. Para votar só tens de ir a onfiresurfmag.com/mochewinterwaves/, ver os vídeos e votar em baixo na escala de estrelas.

De relembrar que em jogo para o vencedor de cada categoria estão 1500 euros mais 250 euros para o camera man, e que o MOCHE Winter Waves terminará já no próximo dia 25 de Março. Resumindo, ainda tens mais algumas semanas para ajudar a decidir quem será o vencedor das categorias “Melhor e Maior Onda” do MOCHE Winter Waves .

Fonte: Parceria Onfire Surf /Jornal i

Shark Paddle Surf, a nova modalidade da canoagem de Mar.

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Uma nova categoria chamada shark paddle surf, ou apenas “shark paddle”, que mistura surf com a canoagem de Mar está a surgir em força.. Semelhante ao waveski e ao kayaksurf, categorias da Canoagem Onda, o shark paddle inova e dá liberdade ao praticante de pegar onda tanto em pé quanto sentado. O desporto é praticado em competições de Canoagem do Mar, como modalidade convidada, desde 2011.

O desporto teve como criador o brasileiro Alexandre Pierre Mattei, 45 anos . Alexandre é atleta de Kayaksurf, e já conquistou diversos títulos na modalidade. Ele já praticava o Shark Paddle improvisadamente desde 1997, e com as novas tecnologias de Stand Up Paddle, resolveu que era o momento certo de construir uma prancha para a prática.

A prancha possui características especificas como dois ressaltos laterais para poder manobrar sentado. Esses ressaltos foram baptizados de barbatanas, pois se assemelham às barbatanas de tubarões quando a prancha é vista de lado. Além destas modificações ainda é possível personalizar as pranchas com desenhos, dando a opção de personalizar ainda mais o equipamento. Alexandre Mattei comenta que a principal diferença para os praticantes é que nas outras modalidades eles ficam presos de alguma forma.

Fonte: clicrbs

Surf: Tiago Pires eliminado por Kelly Slater

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O surfista português Tiago Pires foi eliminado na terceira eliminatória do Quiksilver Pro Gold Coast, da primeira etapa do circuito mundial de surf, pelo norte-americano Kelly Slater, onze vezes campeão do Mundo. 

No sétimo «heat» da ronda, Tiago Pires começou por assumir a dianteira mas somou apenas 8,67 pontos (5,5 e 3,17) perante os 16,57 (9,07 e 7,5) de Kelly Slater, que assim se qualificou para a quarta ronda da prova australiana.

Esta foi a nona vez que Pires, de 33 anos, e Slater, de 42, se enfrentaram no circuito mundial, a sexta em eliminatórias a dois, havendo agora um equilíbrio no confronto directo, com três vitórias para cada um nestes duelos. 

Fonte: IOL

Teste prova origem do peixe de aquacultura

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Quando comemos peixe raramente sabemos qual a sua origem, ao contrário do que já acontece com as carnes e os vegetais cuja denominação de produtos criado através de métodos biológicos já está ao alcance do consumidor.

Para acabar com estas dúvidas em relação ao pescado a uma equipa de biólogos da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveu um teste inédito que, através de uma análise microbiológica ao muco do peixe garante determinar a sua proveniência.

De acordo com a equipa “o teste está pronto a ser usado por qualquer piscicultura de água salgada e serve três grandes objectivos”. Permite aos consumidores saberem exatamente que o peixe cresceu numa aquacultura que utiliza, ou não, métodos de criação amigos do ambiente e, consequentemente, aferirem a qualidade do pescado e respetivas implicações na saúde humana e possibilita aos produtores certificarem o próprio produto enquanto combate a fraude de quem vende ‘gato por lebre’. 

O teste desenvolvido no Departamento de Biologia (DBIO) e no Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA surge numa altura em que “algumas empresas de aquacultura estão a mobilizar-se no sentido de produzirem peixe biológico através de boas práticas ambientais” ligadas, por exemplo, à forma como a manutenção dos tanques de produção é feita ou ao tipo de ração utilizado que é fornecida aos animais, explica o coordenador do projeto, Ricardo Calado.

Se até agora “era muito difícil perceber a proveniência do peixe depois deste ser colocado em banca, e com isso obter informações sobre os métodos de crescimento utilizados pelo produtor em causa”, com o teste desenvolvido na UA os biólogos tornaram a tarefa simples, rápida e fiável.

O teste permite mesmo saber com exatidão, entre duas aquaculturas contíguas, qual delas produziu o peixe que tem na mesa. 
“A nossa técnica de biologia molecular analisa uma espécie de ‘código de barras’ natural que são os microrganismos que cobrem o muco do peixe”, desvenda Ricardo Calado.

O método de identificação da proveniência do peixe é simples e não afeta o aspeto com que o produto chega ao mercado. “Recolhemos uma amostra mínima de muco do peixe e analisamos o DNA do microrganismos presentes”, explica a bióloga Tânia Pimentel.

“Para além do teste de microbiologia molecular que utilizamos nos peixes, analisamos nos bivalves os elementos químicos constituintes da concha e delineamos o perfil dos ácidos gordos presentes no músculo adutor do bivalve”, explica o biólogo Fernando Ricardo. Com os resultados, os testes da UA garantem permitir verificar a proveniência dos moluscos. 
 

Fonte: Dinheiro Vivo

Mapas revelam a concentração de poluentes no oceano

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Mapa 3D que mostra áreas do Oceano Atlântico (com as Américas à esquerda; Europa e África à direita) contaminadas por chumbo. Regiões marcadas pelas cores vermelha e amarelha apresentam concentrações mais elevadas do elemento na água. Crédito: Steven van Heuven, Hein de Baar, Rob Middag, Abigail Noble e Christian Schlosser.

 

O uso de combustíveis com chumbo nos automóveis deixa um rastro sinistro da actividade humana no Oceano Atlântico: uma imensa massa de água contaminada por traços desse elemento químico tóxico. Há algumas décadas, a Europa e os Estados Unidos baniram a gasolina com chumbo, mas a presença do poluente persiste, como mostra o mapa acima, lançado nesta semana por ocasião da 2014 Ocean Sciences Meeting.

Uma colaboração internacional de cientistas produziu, ao custo de US$ 300 milhões, registros da presença de metais vestigiais e outros produtos químicos nos mares ao redor do planeta. O projeto, denominado GEOTRACES, “é um grande progresso” em relação a trabalhos prévios, diz Hein de Baar, especialista em química oceânica do Royal Netherlands Institute for Sea Researchem Texel, nos Países Baixos.

Foram coletadas quase 30 mil amostras de água em 787 locais de estudo. Técnicas sofisticadas mensuraram elementos como ferro, níquel e zinco nas amostras. As substâncias analisadas frequentemente ocorrem em quantidades diminutas e podem nos dar um conhecimento importante acerca do passado — como sobre a movimentação das águas no decorrer de séculos — e do futuro dos oceanos, futuro no qual as mudanças climáticas podem alterar processos bioquímicos ocorridos.

Ao todo, cerca de 200 elementos e substâncias químicas tiveram sua presença verificada pela equipe do GEOTRACES. Porém, os mapas de participação do chumbo na água oceânica revelados nesta semana foram os mais estarrecedores por nos dizerem muito sobre a poluição e contaminação.

As cores vermelha e amarela nos informam quanto à concentração de chumbo na água que, apesar de elevada, ainda não é suficiente para configurar um risco iminente à vida marinha e aos seres humanos, diz Edward Boyle, pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Abigail Noble, oceanógrafa do MIT, estima que as concentrações sejam aproximadamente equivalentes à de uma colher de suco de laranja congelado diluída em 200 piscinas olímpicas.

Observe a porção central do Atlântico no mapa. Nela, uma grande faixa de água (nas cores vermelha e amarela) abaixo da superfície contém níveis de chumbo mais altos do que os encontrados tanto na superfície quanto em profundidades maiores. A água contaminada já esteve na superfície, conforme explica, onde coletou partículas de chumbo que estavam no ar. Então, esta água afundou no oceano, tornando-se uma cápsula do tempo que registra “o incrível impacto que temos tido sobre os oceanos no passado”.

Noble e Boyle argumentam que os níveis de chumbo no Atlântico diminuíram graças às sanções aos diversos usos do metal na Europa e nos Estados Unidos. Mesmo assim, a contaminação segue elevada em algumas localidades. Na ponta sul da África, águas superficiais contaminadas por chumbo fluem em direção ao Atlântico a partir do Oceano Índico. Provavelmente, isto se deve ao fato de países da África e da Ásia continuarem utilizando o elemento na composição da gasolina, além da participação referente à indústria pesada nos mesmos países, afirma Christian Schlosser, da Universidade de Southampton, Reino Unido.

Já o Mar Mediterrâneo contém algumas das mais altas concentrações apontadas pelos cientistas no Atlântico, conclui o oceanógrafo Rob Middag, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia. Este fenômeno pode estar relacionado ao fato de o Mediterrâneo ser um corpo de água relativamente fechado com costas densamente povoadas.

Os estudos devem ser finalizados em alguns anos, já que mais expedições ainda serão realizadas. Os pesquisadores começam a analisar a presença de elementos como o ferro, capazes de “fertilizar” o plâncton e afectar drasticamente a resposta dos oceanos à mudança climática. Além disso, a distribuição isotópica dos elementos químicos está sendo avaliada para que se tenha noção das origens de cada elemento presente na água.

Fonte:Technet

Portugal e Espanha vão juntos ao mar

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Rivais seculares, com o mar no centro de muitas das contendas, ou não tivesse até havido o Tratado de Tordesilhas que dividiu o Atlântico entre os dois países em 1494, Portugal e Espanha vão agora juntos ao mar numa campanha ao mais alto nível. Esta segunda-feira, o navio oceanográfico espanholSarmiento de Gamboa partiu de Vigo, na Galiza, e a bordo, além de cientistas de ambos os países, está o veículo submarino Luso.

Espanha contribui assim com o recém-construído Sarmiento de Gamboa, lançado à água em 2006 e que pertence ao Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) espanhol, bem como com os equipamentos científicos a bordo. E Portugal cede o Luso, veículo da Estrutura de Missão para Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) que mergulha até 6000 metros de profundidade, uma capacidade que não existe em Espanha.

Esta partilha de meios científicos entre os dois países em tempos de crise resultou de um protocolo assinado especificamente para esta missão entre a EMEPC (tutelada pelo Ministério da Agricultura e do Mar português) e o Instituto Geológico e Minero de Espanha (tutelado pelo Ministério da Economia e Competitividade espanhol, do qual também depende o CSIC).

Até 13 de Abril, a missão vai ao golfo de Cádis, às Canárias e à Madeira. OLuso, que é comandado à distância através de um cabo que o liga ao navio onde se encontre, vai captar imagens de alta definição dos fundos marinhos profundos, informa um comunicado do ministério português.

A parte científica da missão ao golfo de Cádis e às Canárias é espanhola. Mas o veículo Luso verá o que se passa lá em baixo, obtendo, além de imagens de alta definição, amostras de rochas e sedimentos que serão recolhidos com seus braços robóticos. Comprado em 2008, por três milhões de euros, é a primeira vez que o Luso não mergulha a partir do navio Almirante Gago Coutinho, da Marinha portuguesa.

Enquanto nas Canárias os cientistas espanhóis vão investigar emanações hidrotermais, no golfo de Cádis os seus olhares estarão voltados para os vulcões de lama, onde já se identificaram cerca de 60 vulcões, alguns a mais de 4000 metros de profundidade (aliás, têm sido muito estudados por cientistas portugueses noutras missões).

Estes vulcões expelem materiais argilosos, muitas vezes carregados de gases vindos do interior da Terra, essencialmente metano, que ficam aprisionados nas moléculas de água congelada nos sedimentos. Hidratos de metano é o nome dessa combinação de metano e outros gases presos nos cristais de gelo.

Como no golfo de Cádis as placas tectónicas africana e eurasiática estão a colidir, a sua compressão provoca a ascensão até à superfície do fundo do mar sedimentos argilosos existentes em profundidade, trazendo também gases. Ora os elementos químicos trazidos pelos fluidos que escapam no fundo do mar são usados por uma série de microrganismos, que extraem deles nutrientes. Em vez da fotossíntese, em que a luz solar é usada para obter energia, é a síntese de elementos químicos que está na base da cadeia alimentar das comunidades biológicas em redor dos vulcões de lama.

Fortalecer a proposta da plataforma continental

Mas é a sudoeste da Madeira, a 150 milhas náuticas da ilha, que os oito cientistas portugueses a bordo do Sarmiento de Gamboa concentrarão mais as atenções. O objectivo é obter informação sobre as camadas iniciais dos sedimentos no fundo do mar, situados a cerca de 4500 metros de profundidade. Através de um aparelho acústico a bordo, será possível determinar a estrutura e a composição das camadas iniciais dos depósitos sedimentares.

Ter uma noção clara das primeiras camadas de sedimentos naquela zona a sudoeste da Madeira é importante para enriquecer os dados da proposta de extensão da plataforma continental portuguesa, que será discutida nas Nações Unidas, onde foi entregue em 2009. A proposta sairá fortalecida se os dados corroborarem que esses sedimentos são provenientes de fluxos de depósitos vindos da ilha da Madeira, mostrando que há uma continuidade geológica que se estende até aí – o que permitirá então a Portugal reivindicar a extensão da sua plataforma continental, para ter jurisdição sobre o solo e subsolo do mar nessa zona.

Ironia: ainda no Verão passado, ao nível dos ministérios dos Negócios Estrangeiros dos dois países, foi reavivada a polémica luso-espanhola à volta da indefinição das fronteiras marítimas em redor das ilhas Selvagens, no arquipélago da Madeira. Alheios a essa polémica no plano mais diplomático, os cientistas dos dois países avançaram para esta colaboração de meios, que pode abrir a porta a mais missões oceanográficas.

Fonte: Público

Temporal desvenda antigo barco português a vapor numa praia na Galiza

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O mau tempo que afectou a costa da Galiza nos últimos dias desvendou um antigo barco a vapor português que se afundou em 1927, numa praia em Finisterra, noticia a agência espanhola Efe.

Os destroços do barco, baptizado “Silva Gouveia”, estavam visíveis no areal da praia O Rostro, mais de 80 anos depois de a embarcação se ter afundado, transportando açúcar.

A localização do barco estava referenciada há já algum tempo pela autarquia de Finisterra, mas só agora é que surge mais visível por causa do mau tempo e das condições adversas no mar, que levaram muita areia da praia.

“É possível que tudo volte à normalidade, a areia irá cobrir tudo novamente”, afirmou o autarca José Manuel Traba, citado pela Efe, referindo que as autoridades locais irão decidir o que fazer com a embarcação.

Segundo a agência noticiosa, o barco a vapor português, com mais de 60 metros, foi construído no Reino Unido, em 1906, e pertenceu à empresa Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes, de Alfredo da Silva, do antigo grupo CUF.

Fonte: Público.

Setúbal “dispara” 26% e supera o meio milhão de toneladas

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Depois do recorde de 2013, o porto de Setúbal iniciou 2014 com um resultado histórico de 564 mil toneladas movimentadas, um crescimento homólogo de 26%.

 

Para o salto de mais de 100 mil toneladas contribuíram, quase em partes iguais, a carga geral, que avançou 24% para lá das 272 mil toneladas, e os granéis sólidos, que avançaram 34% para cima das 247 mil toneladas.

 

Em ambos os casos, as cargas superaram largamente as descargas, sendo que nos granéis sólidos se verificou um aumento de 99% (de 92 mil para 184 mil toneladas expedidas).

 

A carga geral foi puxada pelos contentores, que cresceram 368% em tonelagem para as 71,5 mil toneladas. Em TEU, o movimento passou de 1 909 para 7 411. A carga fraccionada recuou 0,2% para as 193 mil toneladas. A carga ro-ro perdeu 21% para cerca das 18 mil toneladas (o número de veículos embarcados/desembarcados recuou 18%)

 

O movimento de granéis líquidos atingiu as 44 mil toneladas, um ganho homólogo de 2%, sendo que neste caso apenas houve descargas.

 Em Janeiro, o porto do Sado foi escalado por 118 navios (mais 33% em termos homólogos).

Fonte: Transportes e Negócios