Surf: Liga Moche com cinco etapas

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A Liga Moche, a principal competição do surf português, terá este ano cinco etapas. A novidade deste ano é um etapa no Algarve.

«Passaram 16 anos sem termos Aljezur como palco integrante da disputa dos títulos nacionais máximos do Surf em Portugal. Era realmente um ponto a corrigir assim que possível. Voltamos a ter uma Liga Moche de Norte a Sul, um sinal muito positivo de trabalharmos para o surgimento de cada vez mais talentos no Surf Nacional e com máxima abrangência geográfica. Além disso, melhorámos o nível de premiação directa aos surfistas (com enfoque nos mais novos), alargámos o quadro competitivo feminino e mantivemos todas as restantes dimensões que ditaram o sucesso da edição anterior. Esperemos que as ondas colaborem e que os nossos melhores surfistas continuem a surpreender todos com a máxima competitividade e profissionalismo dentro de água», afirmou o presidente da Associação Nacional de Surfistas, Francisco Rodrigues.

De notar ainda para o Moche Wildcards, que atribui 10 vagas nas triagens da etapa portuguesa do circuito mundial de Surf WCT – MOCHE Rip Curl PRO, através da disputa das melhores ondas realizadas em cada prova.

«A Liga MOCHE contará também com os momentos de expressão ao nível de Surf Performance, onde só a melhor manobra interessa para a vitória nas Malibu Expression Sessions e os 2.500€ anuais para o(s) vencedor (es). Há ainda a novidade do Ramirez Junior Award, um troféu que pretende premiar os melhores juniores da Liga MOCHE também com 2.500€ anuais e com objectivos itinerantes ao longo das várias etapas, mas sempre concentrados nos surfistas sub-18 e sub-16, tanto no masculino como no feminino», refere um comunicado, que ressalta que todas as etapas da Liga MOCHE têm transmissão em directo no MEO Kanal 202020; pela internet, em www.liga.moche.pt; na app mobile Surf MOCHE, bem como na RTP, através de resumos.

As etapas deste ano são as seguintes:

21 a 23 de Março – Costa de Caparica
17 a 19 de Abril –  Ericeira
9 a 11 de Maio – Porto
6 a 8 de Junho– Aljezur
26 a 28 de Setembro – Cascais

Fonte: Diário Digital

Acesso ao fundo salarial da pesca com novas regras

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O Ministério da Agricultura e do Mar vai alterar as regras do fundo de compensação salarial dos profissionais da pesca e facilitar o acesso a este apoio. A Federação dos Sindicatos do Sector da Pesca já recebeu a proposta do Governo e avançou à TSF que a principal mudança passa por garantir o acesso ao fundo quando os pescadores estão três dias seguidos sem ir ao mar. Uma diferença face ao prazo actual de cinco dias.

A alteração foi acordada num encontro com o secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, e tem efeitos desde 1 de Janeiro deste ano. Em declarações à TSF, o sindicalista Frederico Pereira disse que a melhoria é significativa” e espera que mais pescadores accionem o fundo.

O mau tempo dos últimos meses tem impedido os pescadores de sair para o mar, o que levou o Governo a agilizar o tratamento dos processos. Em meados de Fevereiro, a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, instou os pescadores a entregar as candidaturas o mais cedo possível.

“O fundo de compensação salarial tem uma verba elevada, são seis milhões de euros. Mas, nos últimos anos, desde 2010 nunca foram utilizados mais de 250 mil euros por ano. O dinheiro não é problema, a única limitação são as regras europeias das ajudas de Estado e é com elas que temos de trabalhar”, disse a ministra.

De acordo com as regras ainda em vigor, e que serão alteradas, qualquer trabalhador pode pedir ajuda se, no período de um mês, estiver parado cinco dias seguidos ou dez intercalados.

Fonte: Público.

Nasce primeiro tubarão através de inseminação artificial

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Um aquário da cidade de Melbourne foi palco do nascimento do primeiro tubarão concebido através de inseminação artificial na Austrália, foi hoje anunciado.

O nascimento, que ocorreu a 03 de março, insere-se no âmbito de um projeto que procura estudar os hábitos de acasalamento de tubarões da Austrália, indicou a agência local AAP.

O tubarão, da espécie Chiloscyllium Punctatum, que pode chegar a medir um metro de comprimento, habita os fundos coralinos de pouca profundidade nas águas que rodeiam o norte da Austrália.

Grande tubarão branco transatlântico pode estar grávida

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O primeiro grande tubarão branco – uma fêmea – visto a atravessar o Oceano Atlântico de um lado ao outro pode estar grávida, segundo o responsável pela expedição que está a segui-lo

Lydia, como foi chamado o tubarão fêmea, foi sinalizado por satélite na costa da Florida no ano passado para permitir aos cientistas seguir os seus movimentos. O projeto foi iniciado para reunir dados sobre os movimentos, a biologia e a saúde dos tubarões para fins de preservação da espécie, bem como para a segurança e educação pública.

 Chris Fischer, líder e fundador da organização de defesa de tubarões brancos “Ocearch” disse à BBC estar convencido que Lydia pode estar grávida e que terá sido por motivos ligados ao parto que o animal se dirigiu para o Mediterrâneo.

 Lydia, que desde a sua sinalização já percorreu cerca de 30500 quilómetros, partiu da Nova Escócia (Canadá) e no domingo a “Ocearch” anunciou que tinha cruzado a Crista Médio-Atlântica. Apesar de muitas vezes se argumentar que as águas destes locais são muito frias para tubarões, Fischer afirma que estes animais “têm a capacidade de lidar com temperaturas de água muito baixas por longos períodos de tempo”. O animal dirige-se agora em direção ao Reino Unido, onde já foram avistados grandes tubarões brancos anteriormente, embora não haja certezas para onde vai seguir.

Segundo os especialistas, o tubarão está saudável e reprodutivamente madura. Fischer disse à BBC que “se tivesse que adivinhar, diria que Lydia está grávida, que foi para mar aberto durante o tempo da gestação e que na primavera deste ano vai direcionar-nos para onde esses tubarões brancos bebés vão nascer”. O responsável pela expedição acrescentou ainda que, da sua experiência, arriscaria afirmar que o parto seria no Mediterrâneo, perto da Turquia, mas que a imprevisibilidade do animal poderia fazer com que, a qualquer momento, voltasse para a Florida.

 Milhões de tubarões são capturados todos os anos para remover as suas barbatanas, que são altamente valorizadas para fazer sopa de barbatana de tubarão e para curas tradicionais em alguns países asiáticos. Uma das mais recentes capturas de tubarões sinalizados pela “Ocearch” foi na Póvoa do Varzim.

 O projecto “Ocearch” já marcou quase 150 tubarões, incluindo não apenas os grandes brancos, mas também tubarões-martelo, tubarões-tigre e outras espécies.

Fonte: DN

Três anos depois do tsunami, um homem aprende mergulho para encontrar a mulher

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Foi há três anos, mas a ferida continua aberta. O sismo seguido de tsunami que devastou a costa nordeste do Japão, passam esta terça-feira três anos, fez cerca de 16 mil mortos, mas há ainda mais de 2 mil desaparecidos. Uma dessas pessoas é a mulher de Yasuo Takamatsu, e ele ainda tem esperanças de a encontrar.

Por isso, conta a agência AP, Takamatsu, 57 anos, está a ter aulas de mergulho em profundidade, para poder procurá-la no mar. Quer apenas uma pista, um sinal, sabe que já só encontrará vestígios da mãe dos seus dois filhos, na altura com 20 e 17 anos.

A sua mulher, Yuko, 47 anos, estava no escritório, num banco, na manhã de 11 de março de 2011, quando um terramoto de 9 graus atingiu a região às 14.46 horas, provocando um tsunami. Às 15.21 mandou-lhe um e-mail, dizendo-lhe que queria ir para casa. Das 13 pessoas que procuraram refúgio no telhado do edifício, apenas uma sobreviveu; quatro corpos foram encontrados, mas Yuko não. 

Yasuo Takamatsu, que era mecânico de aviação no Exército, reformou-se e é agora condutor de autocarros. «Claro que gostaria de recuperar o corpo da minha mulher. Mas agora seriam apenas vestígios. Espero encontrar alguma coisa», disse.

De acordo com os números oficiais, 15.884 pessoas morreram, 2,636 estão ainda registadas como desaparecidas.

Este domingo, com a reportagem da AP, teve mais uma aula de mergulho, chegando aos 7 metros de profundidade. Recuperaram destroços e um pneu e Yasuo quer brevemente entrar nas equipas de mergulho que ainda fazem buscas na região. Masayoshi Takahashi, o instrutor, costuma fazer um ou dois mergulhos por mês, com outros voluntários. Encontram objectos que não deviam estar no fundo do mar. Ocasionalmente, ossos. 

«A Yuko disse ´quero ir para casa´. E como eu sei que ela quer isso, quero procurá-la eu mesmo, e não depender de outros para que o façam», conclui.

Fonte: Bola.

Aquário natural de corais convida ao mergulho no mar de Maragogi no Brasil

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Considerado um dos principais destinos do litoral de Alagoas devido aos cenários exuberantes formados pelas praias de areias brancas e mar com tonalidades em azul e verde, Maragogi também é um lugar para ser explorado a fundo. A opção para os mais corajosos são os mergulhos que podem ser realizados em aquários naturais, com ‘florestas’ de corais e embarcações naufragadas, abrigos para cardumes e diversas outras espécies marinhas que vivem na Área de Preservação Ambiental (APA) Costa dos Corais.

Foi em um destes pontos de mergulho, situados na região que abriga a maior barreira de corais da América Latina, que esta reportagem atracou, com o auxílio de uma equipa de mergulhadores profissionais da Maragogi Dives Sub, para realizar o baptismo no mergulho autónomo, modalidade que é praticada com o uso de cilindros de oxigénio para respiração debaixo de água.

O ponto de partida para a aventura acontece em solo firme, ainda na praia, com a instrução de mergulhadores credenciados. Na ocasião, eles passam para os iniciantes informações sobre a respiração no fundo do mar, o trajecto a ser percorrido, a profundidade a ser atingida, os sinais utilizados e o funcionamento dos equipamentos.

“O mergulho é um desporto que pode ser praticado com segurança por pessoas de 4 a 86 anos. No entanto, é recomendável que a actividade seja feita com o auxílio de profissionais e equipamentos credenciados” relata o instrutor Sales Manoel ao explicar que, em Maragogi, há 20 pontos referenciados para a prática de mergulho entre aquários, barreiras de corais e naufrágios.

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Esta reportagem foi conferir as belezas submersas do Litoral Norte alagoano num aquário natural a aproximadamente 6 km da costa, com 9 metros de profundidade e alta visibilidade devido à transparência da água. Local que conta com uma floresta formada pelos diversos tipos de corais que se aglomeram atraindo outras espécies de vida marinha.

O trajecto da praia até o ponto de mergulho é feito em uma embarcação adaptada para conduzir mergulhadores e turistas com conforto até alto mar. A cor da água varia a medida que o barco se afasta da costa. O cenário formado pelo distanciamento da praia e pela aproximação da barreira de corais é um atractivo à parte.

Ao chegar no aquário, do alto da embarcação já é possível antecipar o que está por vir. Com a água transparente, é possível visualizar o aglomerado de corais, tipo de fauna subaquática que forma uma espécie de continente habitado por cardumes de peixes diversos, crustáceos e outros tipos de animais da vida marinha. A embarcação é atracada em um banco de areia, local de descida dos mergulhadores, que recebem mais instrução antes de se aproximar da ilha de corais.

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Exploração submersa
Quando o mergulho começa, toda a ansiedade desaparece num instante. Uma sensação de tranquilidade e silêncio toma conta do mergulhador aumentando a percepção visual. É neste momento que a natureza subaquática se revela com formas e cores singulares a cada parte do trajecto, que segue por uma espécie de corredor pré-determinado pelo mergulhador guia, que acompanha o iniciante durante todo o percurso.

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Debaixo de água,  o contacto com a vida aquática encanta a todo momento. Tímidas e ao mesmo tempo curiosas, algumas espécies marinhas começam a aparecer. A exemplo de pequenos peixes que, ao perceberem que não há ameaça, passam a acompanhar os mergulhadores pelo trajecto no fundo do mar.

A medida que o mergulho prossegue, a percepção aumenta, revelando detalhes da diversidade da vida marinha.

Os instrutores esclarecem que, do aquário, só pode ser levada a experiência de explorar Maragogi por dentro do mar. Ao fim do mergulho, as lembranças são materializadas em fotos  e filmagens produzidas debaixo de água, além da sensação de tranquilidade e o respeito ao meio ambiente. Desta forma, tudo que é encontrado durante o mergulho é deixado no local para a apreciação de outros visitantes e preservação da vida marinha.

Fonte: R7

Países costeiros buscam energia nas ondas do mar

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Empreendedores dos Estados Unidos pretendem usar tecnologias avançadas para aproveitar o potencial energético das ondas e ventos do Oceano Pacífico, enquanto iniciativas semelhantes também estão em andamento no Brasil e no Chile.

Em Fevereiro, o Departamento do Interior dos EUA autorizou o primeiro projecto marítimo de energia eólica na costa americana do Pacífico, num ponto a cerca de 29 quilómetros da Baía Coos, no Estado do Oregon. Pouco mais ao norte, outro projecto poderia usar bóias geradoras para produzir energia eléctrica a partir dos movimentos da água do mar.

“Gostamos do que a Baía Coos tem a oferecer”, diz Kevin Banister, Director de desenvolvimento de negócios e relações com o governo da Principle Power Inc., firma por trás do projecto. “Está no meio de uma área realmente rica em ventos marinhos.”

A Principle afirmou que poderia instalar cinco turbinas enormes até meados de 2017.

Os partidários da energia renovável há muito alardeiam os recursos oceânicos, mas projectos em três pontos da Costa do Leste dos EUA, situados mais próximos à terra, têm enfrentado a oposição de ambientalistas e representantes do turismo. A área do Oregon teria uma série de vantagens, como uma depressão continental profunda que causa ondas maiores e permite o uso de turbinas flutuantes — em vez das empregadas na costa atlântica, que são ancoradas no fundo do mar.

“Em primeiro lugar, há mais oceano”, explica Kevin Watkins, consultor de energia de Portland, Oregon.

A Principle Power antevê um conjunto de turbinas eólicas flutuantes, cada uma capaz de gerar seis megawatts de electricidade, suficientes para 10.000 residências. A empresa implementou um projecto semelhante na costa de Portugal.

Turbinas eólicas já são uma realidade no interior do Oregon, principalmente perto do rio Columbia, cuja imensa garganta funciona como um túnel natural para o vento. Mas o mar virtualmente elimina as limitações para o tamanho das pás rotoras, ou hélices, das turbinas, já que elas podem ser montadas próximas à costa e então transportadas para o alto-mar — sem ter que passar por túneis e estradas no caminho.

Watkins vem trabalhando com uma empresa de Nova Jersey, a Ocean Power Technologies Inc, num projecto para instalar bóias geradoras de energia na costa do Estado, um pouco ao norte da Baía de Coos. A Ocean, que gastou 6 milhões de dólares para desenvolver um protótipo que produz electricidade a partir de ondas em alto-mar, pretende colocar a primeira boiá em funcionamento em 2015 e depois mais nove até 2017.

A oposição a esses projectos poderia vir da indústria pesqueira do Oregon, que movimenta 350 milhões de dólares or ano, segundo a comissão de pesca do camarão do Estado.

“Ninguém quer dizer ‘não e acabou’ para as propostas”, diz Hugh Link, Director executivo da comissão, “mas a indústria da pesca é um pássaro na mão. As propostas para ondas e vento são dois pássaros voando.”

Pelo menos dois outros projectos de energia marinha estão sendo preparados para a costa do Oregon. A M3 Wave planeia instalar até Agosto um dispositivo movido a pressão hidrostática no fundo do oceano. Já a Resolute Marine Energy Inc., de Boston, recebeu aprovação dos reguladores para um projecto comercial que vai atender o município remoto de Yakutat, no Alasca, e consiste em fileiras de painéis que oscilam com as ondas, gerando energia.

Iniciativas para produzir energia a partir das ondas do mar também estão ganhando impulso na América Latina.

No Brasil, dois projectos se destacam, ambos desenvolvidos pela Coppe, o centro de pós-graduação e pesquisa em engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e financiados através do programa de P&D da Agência Nacional de Energia Eléctrica.

O primeiro projecto, uma usina instalada próximo ao quebra-mar do Porto de Pecém, no Ceará, foi testado em 2013 e está agora em fase de aprimoramento. Ele recebeu um investimento inicial de cerca de 15 milhões de Reais da Tractebel Energia SA, diz Segen Estefen, professor de energia oceânica da Coppe. “O grande objectivo é que esse projecto seja um laboratório a céu aberto para testes deste novo tipo de fonte de energia.”

O outro projecto, mais recente, ficará em alto-mar, perto da Ilha Rasa, no Rio de Janeiro, a cerca de 14 quilómetros da Praia de Copacabana. O protótipo está sendo financiado por Furnas (9 milhões de Reais) e incluirá um flutuador de 11 metros de altura sustentado por um pilar preso ao leito marinho. As duas usinas têm capacidade de 100 kW.

No Chile, o Banco Interamericano de Desenvolvimento vai desembolsar US$ 2,4 milhões para ajudar a financiar dois programas-piloto no sul do país, que importa 75% da energia que consome. “O Chile tem uma grande necessidade, primeiro de inovar na questão energética, porque não tem muitas fontes de energia fóssil, mas tem muitas fontes renováveis e tem muito potencial em suas ondas”, diz Christoph Tagwerker, consultor de variação climática do BID e responsável pelo projecto.

Fonte: Wall Street Journal

Assunção Cristas vê Cabo Verde como possível porta de entrada marítima em África

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Assunção Cristas, ministra da Agricultura e do Mar, defendeu que Cabo Verde pode, tal como Portugal na Europa, ser “porta de entrada” no comércio marítimo global, após a conclusão das obras de alargamento do Canal do Panamá.

A ministra esteve numa visita de trabalho ao arquipélago e falava no final da inauguração da 2.ª fase do porto da Cidade da Praia, obra financiada em 72 milhões de euros através de uma linha de crédito portuguesa para a construção de infraestruturas em Cabo Verde.

“É muito grato a Portugal ver a forma como esta linha de crédito está a ser usada para uma infraestrutura fundamental para o desenvolvimento da Economia do Mar e do «cluster» do Mar de Cabo Verde, afirmou Assunção Cristas, ladeada pelo primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, que presidiu à cerimónia.

Portugal, acrescentou, tem também projectado “investimentos relevantes” no domínio portuário, tendo em conta que se trata de uma área de desenvolvimento para o futuro do mundo, uma vez que o comércio global passa cada vez mais pelo mar.

“Está previsto o alargamento do Canal do Panamá, o que torna, por um lado, Portugal como porta de entrada para a Europa e, por outro, Cabo Verde como possível porta de entrada para o continente africano. São dois países estratégicos para aproveitar estas oportunidades de desenvolvimento da Economia do Mar”, sublinhou.

José Maria Neves, por seu lado, lembrou que a modernização e ampliação do porto da capital cabo-verdiana era uma reivindicação de há muito da comunidade portuária e dos empresários, para que Cabo Verde pudesse expandir o sector e dar dimensão aos transportes marítimos no arquipélago.

“Agora temos esta grande infraestrutura, que vai ter um grande impacto na melhoria dos transportes marítimos inter-ilhas e internacionais, turismo, particularmente no de cruzeiro, e no desenvolvimento global dos negócios em Cabo Verde”, disse.

“É uma infraestrutura fundamental e importantíssima para o crescimento da economia e para a construção de factores de competitividade. É um pilar importante no desenvolvimento do «Cluster» do Mar, que tem o epicentro em São Vicente”, frisou.

Segundo José Maria Neves, o porto da Cidade da Praia “já tem dimensão” para Cabo Verde se expandir sobretudo para o exterior, lembrando a decisão, já tomada, de criar uma linha regular com Dacar e, no quadro da visita que fará a 23 e 24 deste mês à Costa do Marfim, estendê-la até Abidjan.

“Mas queremos que este porto sirva também para ligar Cabo Verde ao mundo, para desenvolvermos muito mais negócios e turismo”, concluiu.

A obra, a cargo do consórcio português Somague/MSF/Etermar, abrangeu a reabilitação do cais existente, a construção do manto de pprotecçãode parque de contentores e de um quebra-mar de 234 metros de extensão, bem como o prolongamento do cais número um para cerca de 450 metros.

As obras englobaram também a dragagem da bacia de manobra para fundos, a instalação de um sistema de apoio à navegação e a construção do parque de contentores.

Pensado para um horizonte de 20 anos, com o projecto de modernização e expansão do porto da Praia pretende-se que a infraestrutura passe a ter, em 2030, um tráfego na ordem dos dois milhões de toneladas de mercadorias.

A expansão do porto da Cidade da Praia insere-se no  projecto de revitalização das restantes infraestruturas no arquipélago, que abrangem as de Palmeira (Sal), Porto Novo (Santo Antão), Sal Rei (Boavista) e Porto dos Cavaleiros (Fogo) e Mindelo (São Vicente), este último prevendo investimentos de 300 milhões de euros.

O porto da Praia contribui com 38 por cento do volume global de mercadorias, seguido pelo de São Vicente (34%), Palmeira (10% a 12%) e restantes (Brava, Fogo, Maio, Boavista, São Nicolau e Santo Antão) com 14% a 16%.

Fonte: Cargo

Porto de Leixões com crescimento de 11% em janeiro

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No mês de janeiro, o porto de Leixões movimentou cerca de 1,35 milhões de toneladas, valor que representa um crescimento de 11% face aos 1,21 milhões registados em período homólogo do ano passado.

Excepto os granéis sólidos, que registaram uma quebra de 2% (total de 210,9 mil toneladas), todos os segmentos tiveram uma evolução positiva, com especial destaque para os granéis líquidos que cresceram 21% (total de 542 mil toneladas). Nos contentores, o crescimento foi mais moderado (mais 3%), chegando às 509,5 mil toneladas. Já a carga fraccionada cresceu 20%, para as 64,6 mil toneladas. Por fim, a carga ro-ro, ainda com pouca expressão em Leixões, cresceu 732%, para as 19,3 mil toneladas.

As mercadorias carregadas em Leixões cairam 11% (441,8 mil toneladas), enquanto que as descarregadas cresceram 27% (904,5 mil toneladas).

Fonte: Cargo

Canoagem portuguesa quer melhorar em 2016 a prestação olímpica de 2012

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O presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, Vítor Félix, que a missão para os Jogos Olímpicos Rio2016 passa por melhorar a pontuação obtida em Londres, em 2012.

“O objectivo passa por alcançar mais pontos do que em Londres2012, onde a canoagem conquistou 14 pontos, metade dos 28 da Missão portuguesa, e estar presentes em mais finais”, disse o dirigente.

Vítor Félix expressou também o desejo de apurar mais atletas, “de oito a dez”, de forma a superar os seis de Londres2012: os vice-campeões olímpicos Fernando Pimenta e Emanuel Silva, Teresa Portela, Joana Vasconcelos, Beatriz Gomes e Helena Rodrigues.

Apesar de “as expectativas em relação aos resultados da canoagem” estarem “bastante elevadas”, Vítor Félix optou por pôr alguma água na fervura: “O ciclo vai a meio e apenas com o apuramento olímpico garantido é que podemos pensar na conquista de medalhas.”

Para o dirigtente, fazer melhor do que no passado recente “é difícil, mas não impossível”. “Os recordes no desporto são para ser batidos. A canoagem é a modalidade que em Portugal tem atingido melhores resultados na última década. Recordo as 76 medalhas só em Campeonatos da Europa e do Mundo, além da prata olímpica, a primeira da modalidade”, lembrou.

 Fonte: Público