Pires de Lima quer «sucesso» de Sines replicado em «todos os portos nacionais»

Imagem

O ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmou que o Governo pretende para “todos os portos nacionais” o “sucesso” alcançado em Sines, pois o sector portuário é “determinante” para o crescimento da economia nacional.

O ministro, que discursou durante a cerimónia de celebração do 10.º aniversário da operação do terminal de contentores de Sines, lembrou que, em 2013, a movimentação de mercadorias nos portos continentais cresceu 17% em relação ao ano anterior, o que é um “reflexo evidente de que Portugal está a recuperar”.

Os números são também um sinal de que “uma correta, ambiciosa e ousada estratégia portuária desempenha um papel determinante” no crescimento nacional, referiu, sublinhando que o país precisa de “um sector marítimo-portuário forte, competitivo, pujante e ao serviço das empresas”.

António Pires de Lima destacou o crescimento de 68%, no ano passado, da infraestrutura concessionada à PSA Sines, filial da multinacional de Singapura PSA International.

O ministro da Economia, que recusou prestar declarações aos jornalistas após a sua intervenção, classificou como “ambicioso” o Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas (PETI) no que diz respeito ao desenvolvimento da capacidade portuária nacional.

“Queremos fazer de Portugal um país competitivo à escala europeia e mundial no sentido de atrair movimentação portuária”, sustentou.

Por isso, afirmou encarar “com particular ironia algumas críticas” que surgiram “aquando da apresentação” do documento.

“No conjunto de todos os portos principais” portugueses, foram movimentados, em 2013, “um pouco mais de dois milhões de TEU” (unidade equivalente a um contentor de 20 pés), volume que “cabe em metade da capacidade de um grande porto espanhol”, convidou a refletir o governante.

Entre os 59 projetos de investimento prioritários do PETI, inclui-se a expansão do Terminal XXI e o desenvolvimento da ligação ferroviária Sines – Lisboa – Madrid, o que evidencia, segundo Pires de Lima, a “importância que o atual Governo atribui ao Porto de Sines”.

O executivo PSD/CDS-PP tem desenvolvido negociações com a PSA Sines no sentido de autorizar um investimento aproximado de 95 milhões de euros na expansão do terminal portuário, que ficará com 1.230 metros de extensão e capacidade para movimentar perto de três milhões de TEU por ano.

No início deste mês, foi assinado um memorando de entendimento entre a empresa e a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), aquando da deslocação do Presidente da República de Singapura a Portugal, no qual foi assumido, de acordo com o ministro da Economia, o compromisso de se “chegar a um entendimento formal” num “breve espaço de tempo”.

Pires de Lima afirmou estar convicto de que, “nos próximos meses”, a negociação irá terminar, com um acordo “ganhador para as duas partes”.

“Estamos verdadeiramente confiantes (.) de que será possível chegar a um entendimento neste processo benéfico para todas as partes e que cumpra, de uma forma segura, os requisitos básicos para que a PSA possa fazer o investimento em Portugal”, disse.

LUSA

Baleias e golfinhos apenas sentem o sabor salgado

Imagem

Ao sentirem o gosto dos alimentos, as papilas gustativas protegem-nos de ingerir substâncias tóxicas. Isso também acontece com os animais. No entanto, as baleias e os golfinhos não sentem os cinco gostos primários.

Num estudo publicado na revista Genome Biology and Evolution, revela-se que mutações genéticas num antepassado dos cetáceos levaram ao desaparecimento de quatro dos cinco gostos primários. Assim, os cetáceos são o primeiro grupo de animais que se sabe ter perdido a sensibilidade ao doce, ao amargo, ao azedo e ao umami. Os seus receptores nas papilas gustativas apenas detectam o salgado.

“As baleias representam o primeiro grupo de animais aos quais falta quatro dos cinco gostos primários, provavelmente devido a um ambiente marinho com concentrações elevadas de sódio, a um comportamento alimentar em que engolem as presas inteiras e à transição de uma dieta à base de plantas para uma dieta de carne no antepassado das baleias”, refere o artigo científico.

A equipa de investigadores, liderada pelo zoologista Huabin Zhao, da Universidade de Wuhan (China), descobriu esta alteração nos cetáceos ao analisar o genoma de 11 espécies de baleias e golfinhos, mais concretamente os genes responsáveis pela produção de receptores (proteínas) nas papilas gustativas.

A capacidade de detectar sabores é essencial à sobrevivência, permitindo compreender quando a comida é potencialmente perigosa e, no caso dos cetáceos, as conclusões são surpreendentes. “A perda do sabor amargo é uma surpresa completa, porque as toxinas naturais têm tipicamente um sabor amargo”, disse Huabin Zhao, citado numa notícia da revista Science.

Segundo o estudo, a perda dos quatro sabores ocorreu depois de o antepassado comum dos cetáceos se ter tornado completamente aquático há 53 milhões de anos (as baleias descendem de animais terrestres que foram para o mar) e antes de o grupo se ter divido em baleias com dentes e baleias com barba, há 36 milhões de anos. Mas o gosto salgado manteve-se, uma vez que desempenha uma função fundamental: ajuda a regular a pressão arterial e os níveis de sódio no organismo.

“Mostrámos que os genes que codificam os receptores de gosto do doce, doumami, do amargo e do azedo são pseudogenes [iguais a genes normais, mas que não originam o fabrico de proteínas], enquanto os genes para os receptores do salgado ficaram conservados ao longo da evolução em baleias com dentes e em baleias com barbas”, refere o artigo científico.

Texto editado por Teresa Firmino

Fonte: Público

Missão oceanográfica vai a caminho da fronteira norte de Portugal

Imagem

Em 2012, estiveram na fronteira sul. Esta terça-feira partiram, de Lisboa, para os limites norte da nova fronteira marítima portuguesa que resultará da extensão da plataforma continental, para lá das 200 milhas náuticas. A bordo o navio Almirante Gago Coutinho, da Marinha portuguesa, cientistas e técnicos responsáveis por esse trabalho irão utilizar o robô submarino não tripulado Luso, que mergulha até aos 6000 metros: pretendem apanhar amostras geológicas do fundo do mar que fortaleçam a proposta portuguesa de extensão da plataforma.

Três pontos prévios, antes de mais. Primeiro, ao abrigo Convenção das Nações Unidas sobre o Mar, ou Lei do Mar da ONU, Portugal, como outros países, pode agora alargar pacificamente o seu território no mar – neste caso, alargar a jurisdição sobre solo e subsolo marinhos a partir das 200 milhas (370 quilómetros) da Zona Económica Exclusiva (ZEE). É isto que se designa por extensão da plataforma continental: enquanto a ZEE dá jurisdição tanto sobre a água como sobre o fundo do mar, a extensão da plataforma permite essa jurisdição “apenas” sobre o solo e subsolo marinhos.

Segundo ponto, a proposta portuguesa já foi entregue nas Nações Unidas, a 11 de Maio de 2009, para ser aí apreciada do ponto de vista jurídico e científico por uma subcomissão da Comissão de Limites da Plataforma Continental. Enquanto tal não começar – o que não se espera antes do final de 2015, início de 2016, para depois saírem daí recomendações favoráveis ou desfavoráveis em relação aos limites propostos, ou parte deles –, o país pode ir apresentando dados técnico-científicos que a reforcem.

Terceiro, a partir da entrega da proposta na ONU, a Lei do Mar permite que o país comece logo a exercer direitos de soberania sobre o solo e subsolo marinhos dessa nova área para lá das 200 milhas, para explorar e aproveitar recursos naturais. Esses direitos são exclusivos de Portugal (nenhum outro país pode assim exercer aí actividades de exploração sem o seu consentimento) e não dependem da ocupação deste território.

A partir dos Açores, 500 milhas
Na actual missão oceanográfica, até 22 de Junho, o navio seguirá para os Açores e daí para a área que está agora na mira da equipa da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) – a zona de fractura de Maxwell. Esta área fica 500 milhas (926 quilómetros) a norte dos Açores, mesmo junto ao bordo norte proposto para a extensão da plataforma continental portuguesa.

Explicando o que é a fractura de Maxwell, ela encontra-se na Dorsal Médio-Atlântica, a cordilheira que atravessa o Atlântico de cima a baixo e onde está a formar-se crosta terrestre nova. Por essa razão, as placas tectónicas estão a afastar-se (lentamente) umas das outras. Ora esta cordilheira, que parece uma coluna vertebral no fundo do Atlântico, é cortada transversalmente por muitas fracturas – uma delas é precisamente a zona de fractura de Maxwell.

Na zona da fractura de Maxwell, este bordo norte da proposta de extensão continua mal conhecido. Por isso, o Luso, um veículo operado remotamente (ROV, na sigla em inglês), mergulhará aí, comandado por um cabo a partir do navio, para os seus braços robotizados apanhem rochas do fundo do mar. “Se tivermos bom tempo, a ideia é fazermos pelo menos dez mergulhos”, o geólogo Pedro Madureira, que chefia a missão oceanográfica, constituída por 13 cientistas e técnicos, incluindo um investigador cabo-verdiano, uma israelita e uma tailandesa no âmbito de colaborações internacionais.

“Vamos colher rochas com o ROV para ter mais dados dos que os que existem nas bases de dados públicas e consolidar a nossa proposta de extensão”, explica ainda Pedro Madureira, referindo-se à informação divulgada na literatura científica internacional.

A ideia agora é apanhar rochas e sedimentos que apresentem certas semelhanças com dos Açores, para se poder argumentar que a plataforma continental em redor destas ilhas se prolonga efectivamente até à zona de fractura de Maxwell.

Em 2012, a equipa da EMEPC e o Almirante Gago Coutinho foram em direcção precisamente oposta á actual: dirigiram-se para os limites sul da fronteira marítima apresentada por Portugal, a mais de 500 milhas a sudoeste do centro dos Açores. A mesma lacuna informativa existia aí em relação à zona de fractura de Hayes, outra das muitas fracturas da Dorsal Médio-Atlântica

Fonte: Público

Porto de Sines: PSA e MSC estabelecem novo recorde de movimentos/hora

Imagem

A PSA Sines e a MSC Portugal voltaram a bater o recorde nacional de movimentação de cargas, que agora ficou estabelecido nos 140,8 movimentos/hora, na operação do navio “Buxcliff”, o mesmo que tinha estabelecido o recorde anterior. 

“Estamos muito confiantes e optimistas com os resultados que temos vindo a alcançar em Portugal. Em menos de dois meses, ultrapassámos o nosso próprio recorde, o que demonstra bem o empenho e a dedicação que colocamos no serviço que disponibilizamos ao nosso cliente”, referiu Carlos Vasconcelos, administrador da MSC Portugal.

“Entrámos em 2014 com uma atitude muito firme e positiva. A retoma e a confiança estão a ganhar terreno e estamos convencidos que assistiremos a uma viragem no ciclo de crescimento do país. Queremos acompanhar este crescimento e estar preparados para responder às crescentes exigências do mercado”, acrescentou Carlos Vasconcelos.
A MSC tem 15 escalas semanais no porto alentejano.

Fonte: Cargo

Eleições do Sindicato XXI

Imagem

 

Realizaram-se as eleições do Sindicato XXI – Associação Sindical dos Trabalhadores Administrativos, Técnicos e Operadores dos Terminais de Carga Contentorizadas do Porto de Sines. Apresentou-se uma lista única às urnas, tendo o sido reeleito o actual Presidente Joaquim Palheiro. A Direcção é ainda constituída por Paulo Freitas como Vice-Presidente e Ana Penitência como Tesoureira, sendo Luís Cortinhas o Presidente da Mesa Assembleia e Nuno Roque o Presidente do Concelho Fiscal. O mandato é válido para o triénio 2014 – 2017, e a direcção eleita comprometeu-se com os seus associados, em fazer crescer a associação sindical ao mesmo ritmo que o Terminal XXI, lutando por novas condições no que concerne progressão de carreira, remunerações e condições de trabalho e aproximar o Sindicato aos seus associados de modo a que haja um novo paradigma de aproximação, conciliação e organização de modo a garantir a coesão e união em prol do equilíbrio laboral.  

Aliança P3 chega no outono

Imagem

A aliança P3, composta por CMA CGM, Maersk e MSC, vai iniciar as suas operações no outono deste ano, o que significa um atraso face ao inicialmente previsto, que apontava para meados de 2014.

A informação chegou num comunicado da CMA CGM, no qual a companhia francesa informa ainda que a 24 de Março a Comissão Federal dos Estados Unidos (FMC) permitiu que a aliança P3 fosse efectiva nos EUA. 

As companhias que compõem o P3 continuam a cooperar junto das autoridades da Europa e Ásia, explicando a natureza da rede e respondendo a outras questões essenciais para uma aliança desta natureza. 

A aliança P3 foi acordada em Junho de 2013, com o objectivo de melhorar e optimizar as operações e ofertas de serviços, sobretudo nas rodas marítimas entre ocidente e oriente, para além de reduzir os prejuízos provocados pelos cancelamentos de travessias.

A rede do P3 vai englobar as linhas Ásia-Europa, transpacífica e transatlântica, com cada linha a oferecer mais frequências semanais na rede combinada, assim como mais portos de escala. Os navios serão operados de forma separada por um centro de operações conjunto. Mas as vendas, o serviço ao cliente, entre outros, continuarão independentes de cada companhia.

Fonte: Cargo

Seis navios trouxeram 18 mil turistas hoje a Lisboa

Imagem

Os emblemáticos navios Queen Mary 2, Queen Elizabeth 2 e Queen Victoria, mas também os cruzeiros ‘Rotterdam’, ‘Ruby Princess’ e o ‘Silver Whisper’ atracaram esta terça-feira em Lisboa onde vão ‘largar’ cerca de 18 mil turistas. 

O facto é por si um recorde, uma vez que nunca tinha chegado tantos turistas de uma só vez, mas assinala também a primeira vez que os três navios do operador britânico Cunard Line atracam juntos pela primeira vez em Lisboa.

Este é mais um dado que sustenta o crescimento deste tipo de actividade turística no nosso país, que em 2013 registou o seu ponto mais alto de sempre ao receber 353 escalas de embarcações deste género, que trouxeram à capital portuguesa um total de 558 mil estrangeiros.

Fonte: Noticias ao Minuto

«Terror dos mares»: Várias praias australianas encerradas por tubarão branco

Imagem

As autoridades australianas encerraram várias praias na cidade de Perth, depois de um grande tubarão branco ter sido detectado a rondar a zona costeira.

O predador marinho foi visto ao largo de Floreat Groyne, em City Beach, e acredita-se que terá sido atraído para a costa ao perseguir uma baleia.

«Primeiro vi a baleia, depois notei que havia alguma coisa a vir por trás. E as pessoas perguntavam: O que é que vem a perseguir a baleia? E depois tornou-se claro, era um tubarão», afirmou uma testemunha, citada pela imprensa internacional.

«Nunca tinha visto nada assim. Era enorme», comentou outro transeunte. O animal teria cerca de cinco metros de comprimento.

Fonte: Diário Digital

Barco vira ao largo de Viana do Castelo e mata um dos dois pescadores a bordo

Imagem

O acidente ocorreu cerca das 06:30

Um pescador morreu, hoje de madrugada, e outro conseguiu salvar-se depois de o barco em que seguiam ter virado a 1,5 milhas da costa de Castelo de Neiva, Viana do Castelo, informou à Lusa fonte da Capitania local.

O acidente ocorreu cerca das 06:30.

O comandante da Capitania do Porto de Viana do Castelo explicou que se tratou de “um golpe de mar” e garantiu que os dois tripulantes envergaram colete salva-vidas.

Fonte: Ionline / Lusa

Ouro resgatado de navio afundado em 1857 nos Estados Unidos

Imagem

O navio foi encontrado em 1988 por um grupo de cientistas

A empresa norte-americana Odyssey anunciou segunda-feira ter recuperado cinco lingotes de outro do navio SS América Central, afundado em 1857 a cerca de 257 quilómetros da costa da Carolina do Sul, nos Estados Unidos.

O resgate ocorreu a 15 de Abril e foi tornado público pela empresa norte-americana na segunda-feira, que assinalou que há mais ouro no local e que o depósito continua intacto desde a última exploração em 1991.

“Esta exploração faz-me acreditar que o depósito não terá sido tocado desde 1991, última vez que estive naquele local”, disse Bob Evans, Director do grupo de cientistas e historiadores da Recovery Limited Partnership.

O SS América Central, conhecido como o navio de ouro, afundou durante um furacão em setembro 1857, com 477 passageiros, a maioria mineiros e empresários, e com um carregamento de ouro com o valor de 760.000 dólares, valor do metal precioso à época.

O navio foi encontrado em 1988 por um grupo de cientistas, que ao longo dos quatro seguintes anos, resgataram uma “extensa colecção” de moedas de outro e metais preciosos.

Fonte: Ionline