Sargos, fanecas e lesmas do mar são os anfitriões das águas da Arrábida

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Depois de um passo de gigante para cair na água, confirmámos as previsões. O mar estava liso, parecia um lago, mas a água esverdeada não deixava ver mais do que quatro metros. À tona não parecia, mas no fundo esperava-nos um festim de fauna e flora. O barco do centro Cipreia Dive, um dos sete existentes em Sesimbra, deixou-nos junto à Pedra do Leão, uma pequena “ilha” rochosa em forma de leão sentado, a poucos metros da costa. Foi lá que mergulhámos em busca dos tesouros marinhos da Arrábida.

O convite partiu do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, um centro de investigação marinha com 450 investigadores das universidades de Lisboa, Coimbra, Açores, Évora, Nova de Lisboa e ISPA – Instituto Superior de Psicologia Aplicada. Para assinalar nesta quinta-feira o Dia Mundial do Ambiente, o centro escolheu o Parque Marinho Luiz Saldanha como palco das comemorações, abertas à população. “Queremos mostrar o nosso trabalho à sociedade e envolver as pessoas nas iniciativas”, explicou Henrique Cabral, biólogo marinho e coordenador do MARE. Enquanto uns seguiram a bordo de um galeão à procura de golfinhos e peixes-lua (que acabaram por não aparecer), outros puderam mergulhar para fotografar espécies ou recolher lixo no fundo do mar.

O PÚBLICO fez o mergulho mas não encontrou lixo. A Pedra do Leão, a Este da Praia da Califórnia, é um dos mais de 20 locais assinalados para o mergulho ao longo da costa de Sesimbra, sendo um dos mais procurados. Está inserido numa zona de protecção parcial, onde a pesca é interdita junto à costa e não se pode fundear, logo são poucos os vestígios da presença humana.

Durante uma hora – o tempo possível tendo em conta que a temperatura da água, aos dez metros, era de 15 graus – passeámos por entre cardumes reluzentes de sargos e fanecas de variados tamanhos, judias, bodiões e tainhas (algumas com 20 a 30 centímetros), rascaços e salmonetes. À festa juntaram-se dois polvos, dezenas de pequenos cabozes curiosos e um choco que quase passava despercebido. Colados às rochas, nudibrânquios coloridos (também conhecidos como lesmas do mar), estrelas-do-mar de braços estendidos, centenas de pepinos-do-mar, ouriços de cor viva e anémonas fluorescentes. Aqui e ali, rompiam do chão gorgónias, uma espécie de coral colorido em forma de leque.

Desde a criação do Parque em 1998, e do plano de ordenamento que desde 2005 regula as actividades permitidas naquela zona da Rede Natura 2000, houve um “grande aumento da biomassa e da biodiversidade”, sobretudo nas áreas de protecção integral, mais restritiva, nota Henrique Cabral. Este especialista, que coordenou a avaliação do impacto das restrições na pesca comercial, recorda um período inicial de “conflitos” entre o Parque e as comunidades locais, sobretudo a piscatória, mas sublinha que os resultados, apesar de demorados, estão hoje à vista.

A escolha do Parque Marinho Luiz Saldanha para comemorar o Dia Mundial do Ambiente não foi ao acaso. “Quando falamos de ambiente raramente pensamos no mar”, lamenta Henrique Cabral, lembrando que os oceanos representam 71% da superfície da Terra e têm “um efeito brutal” no clima. E o Parque é “particularmente importante a nível nacional no que toca à conservação dos oceanos”, sublinha.

Para o biólogo, é visível o impacto positivo do Parque na economia local, nomeadamente no crescimento de actividades como o mergulho e os passeios para observação de aves e cetáceos. E o exemplo da Arrábida pode replicar-se noutros locais: o secretário de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, Miguel Castro Neto, anunciou que vai ser criado um grupo de trabalho para fazer um levantamento das áreas marinhas que podem contribuir para a chamada “economia verde”.

O grupo vai articular serviços e organismos do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia e do Ministério da Agricultura e Mar em matérias relativas à biodiversidade marinha, e terá de fazer um relatório até 15 de Setembro.

“Gostaríamos de destacar a importância das áreas marinhas e do contributo que podem ter no contexto da economia verde, acreditamos que existe um potencial que deve ser aproveitado dos nossos recursos naturais, da biodiversidade, que pode promover um desenvolvimento sustentável de base local com um papel importante para a coesão social”, afirmou à Lusa Castro Neto, numa visita às Berlengas, Peniche.

Fonte: Público

Maersk Line “apoia” construção do canal da Nicarágua

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A Maersk Line tornou-se o primeiro operador mundial a dar o seu acordo à ideia de construir um canal entre o Pacífico e o Atlântico através da Nicarágua.

 

Citado pela “ShippingWatch”, o Head of Daily Operations da Maersk Line, Keith Svendsen, afirmou que “construir um canal da Nicarágua parece fazer sentido. O canal será projectado para servir os maiores navios, além do que permitirá poupar 800 quilómetro na viagem entre Nova Iorque e Los Angeles”.

 

“Em geral, apoiamos a melhoria das infra-estruturas”, acrescentou, lembrando que os maiores porta-contentores da actualidade não passam no canal do Panamá, nem passarão depois de concluídas as obras de alargamento.

 

Actualmente, o canal do Panamá só permite a passagem de navios de até 4 500 TEU. E depois de ampliado – as obras ficarão concluídas no início de 2016 – as eclusas apenas receberão navios de até 336 metros. Os Triple E têm 400 metros de comprimento e aguardam-se navios ainda maiores.

 

Tal como está previsto, o canal da Nicarágua terá o triplo da extensão do canal do Panamá mas poderá receber os maiores navios da actualidade. A sua construção está avaliada em 40 mil milhões de dólares a preços actuais. A iniciativa é de um homem de negócios chinês, que contará com o apoio de várias empresas estatais.

Fonte: TeN

Bruxelas dá “luz verde” às alianças P3 e G6

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“Nesta fase, a Comissão não pretende abrir procedimentos relativamente à P3 ou à G6”, anunciou o porta-voz da Comissão Europeia para a política de concorrência, Antoine Colombani.

Depois dos EUA, em Março passado, foi agora a vez da União Europeia entender que as anunciadas alianças de companhias marítimas não colocam em causa a concorrência no sector nem prejudicam os respectivos mercados. Ficam a faltar as decisões das autoridades da concorrência da R.P. China e da Coreia do Sul.

A demora nas decisões levou, muito recentemente, a Maersk Line, a MSC e a CMA CGM, que integram a P3, na adiarem para o Outono o início das operações. A G6 integra a Hapag-Lloyd, a APL, a HMM, a MOL, a NYK e a OOCL.

Em comunicado, os membros da P3 saudaram a decisão de Bruxelas e insistiram em que a projectada aliança se restringirá à cooperação operacional, deixando de fora, para cada um dos membros, as vendas, o marketing, os serviços aos clientes e a política de preços

A P3 operará cerca de 250 navios, com uma capacidade agregada de 2,6 milhões de TEU, nas três principais rotas comerciais: Ásia-Europa, Trans-Pacífico e Trans-Atlântico.

 A G6 opera desde Março do ano passado no Ásia-Europa e propõe-se agora estender a cooperação ao Trans-Pacífico e Trans-Atlântico. A sua frota agregada será então de 240 navios.

Fonte: TeR

«O futuro do porto de Lisboa não é singular, é colectivo»

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Entrevista de Marina Ferreira, Administradora do Porto de Lisboa à Transportes em Revista.

Em entrevista exclusiva à Transportes em Revista, Marina Ferreira, presidente da dministração do Porto de Lisboa explicou que existe uma nova ambição para o porto. A responsável credita que, atualmente todos trabalham em rede, pelo que o porto deve ser um aglutinador e potenciador da economia. Num momento de grandes investimentos infraestruturais, Marina Ferreira defende um modelo de Development Port, afinal não se trata apenas do futuro do porto de Lisboa, mas sim do futuro das empresas, dos consumidores e das onze autarquias da região.


Transportes em Revista (TR) – Nos últimos anos, a instabilidade laboral penalizou em muito a capacidade operacional e os resultados do porto de Lisboa. Quais os principais impactos dessa instabilidade?

Marina Ferreira (MF) – Enquanto entidade gestora e ordenadora desta atividade, acompanhamos com preocupação este tipo de divergência entre a área do trabalho portuário e a das empresas operadores portuárias. Pensamos que seria muito importante que todos estes atores, que são fundamentais para a competitividade do porto e do País, se sentassem à mesa para resolver as questões laborais e as questões de desenvolvimento do próprio porto de Lisboa. Atrever-me-ia a dizer que o porto de Lisboa é o que tem o maior potencial estratégico em termos nacionais, porque é o que está inserido no maior mercado e, sendo um porto de proximidade, pode potenciar muito a atividade das empresas. Mas, para isso acontecer, é importante que se possam diluir algumas cargas de classe, que, infelizmente, ainda subsistem na nossa sociedade, e que as pessoas possam partilhar perspetivas de futuro e de desenvolvimento. A orientação que temos do Governo é no sentido de promovermos o crescimento e o desenvolvimento da economia, o que, seguramente, irá trazer muitos empregos ao porto de Lisboa. No entanto, importa que, quer os trabalhadores, quer as empresas, possam partilhar desta perspetiva de desenvolvimento e crescimento.

TR – Considera que não existe um alinhamento comum entre os diversos agentes?
MF – Eu diria que, quer os sindicatos, quer as empresas portuárias de Lisboa, têm pouca ambição e não querem crescer. Estão muito empenhadas nas questões imediatas e perdem a distância ao horizonte, que, no porto de Lisboa, é o fundamental. Durante muitos anos, houve pouco investimento na área portuária e foi privilegiado o investimento na integração das malhas urbanas. No entanto, neste momento, para sermos competitivos temos que ter investimento e temos que ter ambição. Os sindicatos estão muito agarrados ao que era e têm pouca ambição em relação ao que pode ser, e, as empresas portuárias ainda não estão a ver o potencial que o porto pode ter. 

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TR – Qual o papel que uma administração portuária deve desempenhar e que posicionamento deve ter?
MF – Penso que, neste âmbito, estamos num ponto de viragem. E o porto de Lisboa sempre foi pioneiro. Basta recordar que Portugal foi o primeiro país europeu a avançar para um modelo de privatização das áreas portuárias com a primeira privatização a decorrer em Lisboa, em 1985, através do terminal de Alcântara. Falo de privatizações no sentido de serem as empresas privadas a operarem através do modelo de concessão. Este é um caminho que a União Europeia está a traçar e nós, em Portugal, temos muito trabalho feito. Neste momento, estamos em condições de voltarmos a ser pioneiros. A partir do momento em que concessionarmos a atividade de cruzeiros, somos, fundamentalmente, gestores de contratos. Gerimos os contratos das concessões, mas não temos nenhuma atividade direta. Então que papel poderemos ter? Passo a passo, tal como foi feito para o modelo de Landlord Port, temos que passar para um modelo de Development Port. Os portos, agora que já são gestores de contratos, têm que assumir-se, cada vez mais, como motores do desenvolvimento da área em que se inserem, o que, de certa forma, é a função tradicional, ainda que não concetualizada, dos portos. 

TR – Mas qual é o posicionamento que o porto deve ter perante este tipo de conflitos?
MF – Temos tentado que as pessoas se sentem à mesa, o que não tem sido fácil… Temos que agir dentro daqueles que são os limites e as competências da atividade portuária. Em Portugal, os conflitos laborais não são resolvidos pelos gestores de contratos, mas sim pela Autoridade das Condições de Trabalho e pelos tribunais, pelo que só podemos ser um motor de consensos, não podemos ter intervenções mais determinantes. 

TR – O porto deve, então, encetar um caminho de alinhamento estratégico com todos os atores económicos…
MF – Por isso é que digo que temos de deixar de ser um Landlord Port e passar para um modelo de Development Port, que assenta fundamentalmente num princípio: hoje em dia ninguém trabalha sozinho, trabalhamos em redes, e, o porto de Lisboa tem de ser um aglutinador de toda a rede económica. Estamos a envolver a sociedade civil e as empresas no futuro do porto de Lisboa, porque o futuro do porto de Lisboa não é singular, é coletivo. É o futuro das empresas que exportam e importam por aqui, é o futuro dos consumidores que têm o preço mais baixo se as mercadorias vierem por Lisboa e é o futuro das onze autarquias da região. E, aqui, os sindicatos e os trabalhadores da estiva são fundamentais. Não devem pôr-se à parte do futuro do porto e não lhes deve ser indiferente como vai ser, por exemplo, o futuro dos terminais do porto de Lisboa.

TR – O porto e os seus agentes perderam muito do seu tráfego nessa altura. Mas o porto conseguiu inverter estes resultados para os níveis de 2011. Que trabalho foi feito?
MF – A atividade portuária é, fundamentalmente, exercida por empresas privadas. Por isso, no fundo, quem tem o mérito deste trabalho são os agentes económicos que trabalham no porto de Lisboa e que reconhecem a sua importância estratégica. São eles os grandes agentes da mudança. Nós temos colaborado e tentado agilizar procedimentos e facilitar as entradas no mercado. Agora, mérito têm os agentes económicos, que têm vindo a fazer esse grande esforço de recuperação de cargas. 

TR – Considera que uma eventual alteração das taxas portuárias (como por exemplo a TUP navio e carga) poderá vir a conferir maior competitividade ao porto? 
MF – Sou profundamente contra a alteração das taxas portuárias. Para ganharmos competitividade, temos de ter investimento, nomeadamente na modernização e agilização de procedimentos. Se os portos deixarem de ser sustentáveis desse ponto de vista – e Lisboa, este ano, vai ter uma quebra de receita direta de 3,5 milhões de euros, correspondente a uma diminuição da TUP Carga – isso compromete-nos. Precisamos de fazer dragagens, temos de ter investimentos tecnológicos que nos permitam em junho de 2015 estar alinhados com a União Europeia no âmbito da interoperabilidade da Diretiva 65… São custos que temos de ter e não gostaria que os portos viessem a ficar dependentes do Orçamento de Estado. Em Portugal, os portos já têm custos agravados por serem responsáveis pelas infraestruturas, o que não acontece no norte da Europa, onde as infraestruras são do Estado e as taxas portuárias visam compensar apenas a exploração e não o investimento. Portanto, é muito complicado estar a reduzir taxas nos portos portugueses. Além disso, as taxas portuárias correspondem a menos de cinco por cento da fatura portuária e a cerca de 0,3 por cento do frete. Por isso, pergunto: qual é o efeito na competitividade de uma redução das taxas? Estamos a pôr em causa a sustentabilidade e a competitividade dos portos, sem ter de facto uma relação direta de vantagem para a Economia.

TR – Então considera que a competitividade não passa pelas taxas portuárias?

MF – A competitividade passa pelo aumento de produtividade e de eficiência dos terminais. Em Portugal, há um porto muito competitivo, que é Leixões. Tem uma capacidade de movimentação de carga de cerca de 25/30 contentores por hora, e, isso, sim, faz baixar os custos, porque o navio fica retido menos tempo e têm menos turnos de trabalho… Isto é eficiência, é competitividade, é redução de custos, é ambição e é garantir emprego, porque se garantem navios. Devido ao conflito laboral, estivemos a movimentar 12/13 contentores por hora e houve navios que seguiram viagem com metade da carga por descarregar. Esta é uma escala entre outras e, com esta produtividade, o tempo de escalas em Lisboa não garante a descarga de todos os contentores, o que é gravíssimo. Significa perda de competitividade e de confiança, e a confiança é o valor chave de um porto. Lisboa tem de ser capaz de demonstrar que é um porto de confiança, que os navios podem vir e que há garantias, que há tempos de serviço, que há qualidade de serviço. E é possível! Antes deste período de conflitos, em abril/maio deste ano, Lisboa estava a movimentar 30 contentores por hora, que foi quando crescemos, quando todos os agentes quiseram voltar ao porto de lisboa. 

TR – O governo apresentou, há cerca de um ano, um grande projeto sobre o reordenamento do porto de Lisboa. Quais são os objetivos e as mais-valias que esse projeto tem?
MF – Acho que é um projeto fantástico e muito ambicioso. O porto de Lisboa estava, já há alguns anos, com dificuldades estratégicas do ponto de vista da definição. Gostaria de recordar que desde o tempo do Manuel Frasquilho que há um plano para o porto de Lisboa, onde já se previa muito do que agora foi anunciado. Acho que é absolutamente notável que, num período de crise, o Governo tenha tido capacidade de reconhecer a importância estratégica do porto de Lisboa. 
Neste momento, já temos os estudos económicos atualizados da capacidade de carga do porto de Lisboa, que indiciam grandes potencialidades do mercado, confirmando o trabalho que já vinha sendo feito. Nesse sentido, e de acordo com a orientação do secretário de Estado, estamos a fazer o levantamento das disponibilidades existentes na área do porto de Lisboa para o lançamento de um concurso para o novo terminal de contentores. Estamos a fazer todo o trabalho de campo para consolidar a necessidade do novo terminal, não colocando em cima da mesa a questão da localização, que terá de ser definida após a consensualização da necessidade de crescimento. Daí também a importância do Development Port: temos que sentar toda a gente à mesa e temos que ter a capacidade para envolver os principais atores. Até porque se trata de um ‘masterplan’ para o porto.
 
TR – Existe um plano de trabalhos? O que está programado no tempo?
MF – Na situação atual do País, o tempo é crucial. Mas a orientação que temos do
Governo é que o projeto deve ser sólido e, na equação entre a solidez e o tempo, o Governo opta pela solidez em detrimento do tempo, sendo que o tempo tem de ser rápido. Estamos a pagar amargamente a situação do terminal de Alcantâra, que podia estar com uma enorme dinâmica de trabalho – é um terminal de “deep sea”, que serve os mesmos navios que Sines – e está limitado na sua atividade pelo facto de haver um contencioso em tribunal provocado por um diferendo de interpretação jurídica de diplomas. Esta falta de solidez é de evitar, porque estrangula o investimento e tem custos gravíssimos para a economia e para o porto de Lisboa. 

TR – No âmbito deste projeto, qual é, neste momento, a prioridade?
MF – A prioridade é o aumento de eficiência e da capacidade do porto de Lisboa, através da melhoria das condições dos atuais terminais e da preparação do lançamento de um concurso para um novo terminal de contentores, sendo que a localização está a ser consensualizada: a possibilidade Trafaria não está abandonada, mas há outras localizações possíveis no porto de Lisboa. 

TR – Muitos pessoas têm criticado o projeto do novo terminal por considerarem que irá fazer concorrência com Sines e que Portugal não tem mercado para dois terminais de águas profundas. Que comentário faz a estas críticas?

MF – Não estou nada preocupada com isso. Em primeiro lugar: já existem dois terminais de águas profundas. Ainda antes de existir o terminal de Sines, o terminal de Alcântara, que é de águas profundas, já existia. Em segundo lugar, têm vocações completamente diferentes: o terminal de Sines tem um operador e um armador; Lisboa serve praticamente todos os armadores a nível mundial. Se a vocação fosse a mesma, porque é que, quando há uma paralisação em Lisboa, os agentes económicos ou vão para Leixões ou vão para Espanha… e não para Sines? É que Sines só tem um armador, a MSC, e um operador, que é a PSA. Leixões e Lisboa servem o mercado. Sines tem uma importância estratégica para o País pelo terminal de granéis líquidos. Já o terminal de transhipment é excelente, mas não tem um valor reprodutor na economia nacional. Segundo dados do relatório da UTAD, o terminal de Sines paga ao Estado o mesmo que o terminal mais pequeno de Lisboa… paga um quinto do que paga o terminal de Santa Apolónia. Porque é que paga tão pouco? Porque este é o valor comercial do terminal, porque está a 200 km do mercado. São vocações diferentes. 

TR – Tendo em conta as necessidades do mercado, Lisboa precisa realmente de um terminal com capacidade para 970 mil TEU ano (fase 1) e 2.130 TEU ano (fase2)?
MF – Acho que Lisboa tem mais necessidade do que isso e o País também. Do ponto de vista da economia e do mercado, estamos a verificar que, felizmente, o Portugal está com uma grande capacidade exportadora. É minha convicção que, ultrapassada esta fase mais díficil, de contenção de rendimentos e de dificuldades orçamentais, também haverá um crescimento maior ao nível do consumo. Nesse sentido, os portos que estão no mercado, Lisboa e Leixões, têm que crescer. Mas Leixões já não tem espaço físico para crescer. Ou existe este consenso nacional em torno do porto de Lisboa ou a alternativa não é Sines, mas sim os portos de proximidade como o de Valência, e isso tem custos para os importadores e para os exportadores, porque em vez de pagarem 80 km de rodovia para trazerem mercadoria para o porto, terão de pagar 300, 400 ou 600 km. Portanto, não tenho dúvida nenhuma sobre esses valores que a AT Kearney apresenta e diria, pela experiência e pela forma como acompanhei esse trabalho, que esses valores estão calculados por defeito. 

TR – A análise da AT Kearney revela que a localização Trafaria apresenta uma desvantagem em relação aos atuais terminais ao nível do custo do último quilómetro. De que forma eficiente e economicamente viável poderá ser assegurado o transporte para o centro de consumo de Lisboa? 
MF – Temos de encontrar um sítio para localizar a capacidade de expansão de carga, porque o País precisa, e tem de ter um custo que, do ponto de vista desta equação, seja o mais competitivo para a economia nacional. A Trafaria vem sendo estudada desde 1972 porque, até por já ter o terminal da Silopor, tem uma vocação portuária evidente. No entanto, o fundamental para o Governo não é o desenvolvimento da Trafaria, mas sim da economia. A questão do enfoque na Trafaria é muito relativa: há disponibilidade para encarar essa possibilidade e o secretário de Estado até deu a indicação de que, para o Governo seria uma excelente solução, mas há outras soluções, porque o porto de Lisboa tem todo um estuário com potencialidades. 

TR – Independentemente da localização desta infraestrutura, foi anunciado que alguns dos terminais da margem Norte poderiam ser deslocalizados para a margem Sul. Equaciona que poderão haver esses movimentos?
MF – Penso que isso dependerá muito da Economia e tem sido essa a orientação que o secretário de Estado tem dado diretamente ao porto de Lisboa. Temos que potenciar o que temos e aumentar a eficiência, à semelhança do exemplo do aeroporto, que, aparentemente, teria de ser desativado e foi possível, com algum investimento, potenciar o seu crescimento. Temos de tirar total proveito de tudo o que temos. Nesse sentido, e como temos contratos em Lisboa até 2020, é muito importante consensualizarmos a dimensão e a necessidade do novo terminal e depois deixarmos a economia funcionar. Até porque, por exemplo, o contrato de Santa Apolónia tem muito valor. É o segundo terminal mais lucrativo para o Estado, porque, como foi concessionado por concurso público, o valor das rendas é determinado pelo valor comercial do terminal e pela procura que havia. O Estado recebe pelas concessões aquele que é o valor de mercado e no caso de Santa Apolónia o valor é significativo.

TR – Na linha de raciocínio do aeroporto, não seria possível fazer o mesmo com a infraestrutura portuária de Lisboa?
MF – Sim. Mas há aqui constrangimentos grandes, que não são específicos do porto de Lisboa, são nacionais. Têm a ver com a interpretação que o Tribunal de Contas tem feito em relação ao regime das concessões. Aliás, temos o terminal de Alcântara a ser utilizado a um terço da sua capacidade porque está em tribunal. Falta termos a certeza jurídica do que podemos fazer em relação aos contratos de concessão, porque foram feitos por um período de 20 anos e, quando foram feitos, o regime jurídico vigente permitia que houvesse ajustamentos ao longo do tempo da concessão. A área do transporte marítimo é uma área que tem evoluído muito, os navios têm crescido, tem aumentado calados, tem aumentado a largura, portanto, há alguns ajustamentos que precisam de ser feitos para manter a competitividade. Mas isso está dependente daquilo que do ponto de vista legal for permitido fazer. Mas todas as infraestruturas são para ser rentabilizadas e, ao mesmo tempo, tem de se lançar o novo terminal, porque vai ser necessário e estas coisas demoram.

TR – O Estado irá investir recursos financeiros nesse novo?

MF – A orientação que temos é que é um concurso público internacional e que o investimento será totalmente privado.

TR – Mesmo no caso de ser necessário criar ligações e acessos rodoviários e ferroviários?

MF – Tradicionalmente, a ferrovia no interior do porto é da responsabilidade do concessionário. No caso de serem necessárias acessibilidades exteriores ao porto de ligação às redes nacionais, teremos de trabalhar essa matéria com os colegas de da EP, REFER… Mas o investimento portuário será integralmente privado.

 
TR – Porque é que o porto de Lisboa utiliza tão pouco o comboio para o escoamento de mercadorias?
MF – Penso que por duas razões. A primeira é que, como somos um porto de proximidade estamos a abastecer indústria e serviços relativamente próximos do porto e, para percursos até aos 250 km, a rodovia é mais competitiva do que a ferrovia. Como todos sabemos, os modos de transporte têm uma vocação em função da distância e, aqui, a proximidade ao destino faz com que seja mais competitivo o transporte por rodovia. Tenho que sublinhar também que o porto de Lisboa tem excelentes acessibilidades. Com toda a infraestruturação da zona oriental que ocorreu na altura da Expo 98, a área de Santa Apolónia ficou com excelentes acessibilidades rodoviárias, porque beneficia da ligação direta à autoestrada do Norte. Por outro lado, há um ano e meio, com o fecho da CRIL, a ligação de Alcântara também ficou muito potenciada. Esta grande capacidade de escoamento de mercadorias é um fator muito competitivo do porto de Lisboa.
Entretanto, estamos a trabalhar também no projeto de navegabilidade do Tejo e na ligação fluvial às plataformas logísticas de Castanheira do Ribatejo e da Bobadela. Estamos a fazer isto agora porque a Cimpor está com uma dinâmica de exportação muito importante e o facto de estar localizada no porto apresenta-se como uma grande vantagem competitiva em termos de custos. No entanto, como estão a exportar para mercados cada vez mais longínquos, necessitariam de ter fundos maiores para poderem receber navios de maior capacidade. Estamos a trabalhar, em colaboração com a Cimpor, na perspetiva de otimização de todas estas potencialidades. São necessários fundos de -5 metros até Alhandra, depois menos até à plataforma, mas a dragagem terá um custo cerca de 40 milhões de euros, pelo que estamos só a equacionar a possibilidade, a partir do estudo foi feito pela Cimpor, com o nosso acompanhamento. Tem de ser um trabalho de parceria, porque é uma rede de desenvolvimento. 

TR- Em que fase se encontra o processo de integração da Administração do porto de Lisboa com a dos portos de Setúbal e Sesimbra?

MF – Está muito avançado. Temos vindo a trabalhar em grande parceria e complementariedade em todas as áreas. Aguardamos apenas a formalização, que depende de processos legislativos que estão fora das nossas mãos. Tirando isso, temos tudo pronto, com as estruturas preparadas e a trabalharem já em conjunto. 

TR – Haverá só uma marca ou os dois portos continuarão a apresentar-se ao mercado autonomamente?
MF – Pensamos manter as duas marcas, embora a trabalhar em campanhas conjuntas. Como são portos com destinos e capacidades diferentes, existe uma complementariedade natural que tentaremos capitalizar. No entanto, do ponto de vista comercial, a nossa perceção é que as marcas têm valor e que convém preservá-las. 

Turismo náutico em destaque no próximo Plano Regional do Turismo

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“Que outra região europeia pode oferecer, numa mesma visita e a curta distância, ondas para a prática de surf como a Ericeira ou uma riqueza sub-aquática única para os amantes de mergulho como Sesimbra?”, começou por constatar Vítor Costa, director-geral da Associação Turismo de Lisboa.

Para o responsável, “a relação da cidade de Lisboa com o mar e com os rios é precisamente um dos elementos distintivos que compõem a proposta de valor enquanto destino turístico. Na entidade regional de turismo da Região de Lisboa sabemos que a possibilidade de utilização de recursos como os rios Tejo e Sado e a costa marítima são hoje uma mais-valia para a atracção de variadíssimos eventos, alguns deles de referência mundial”. Por estas razões, “o próximo Plano Regional do Turismo, que estamos a elaborar, vai eleger o turismo náutico nas suas várias vertentes como um dos produtos com maior capacidade de desenvolvimento da nossa região e com maior potencial de contribuição, que poderá colocar um novo patamar no contexto competitivo internacional”, afirma Vítor Costa, acrescentando que, “estamos convencidos que, este plano, além da definição de uma adequada estratégia, incluirá também um programa concreto visando a estruturação deste produto à escala regional com o envolvimento de todos os parceiros interessados, e é neste contexto, no decurso destes trabalhos, que esta feira pela sua temática, conteúdo e qualidade das participações, tem um importante papel a desempenhar este ano e no futuro”.

Na mesma ocasião, Assunção Cristas, Ministra da Agricultura e do Mar, afirmou que, “de facto, quando vemos em Lisboa os cruzeiros que entram e entram cada vez mais, quando vemos os eventos desportivos que se vão afirmando, seja a Volvo Ocean Race, seja olhando para aquilo que acontece nos fins-de-semana e, quando, em vezes, o Tejo se enche de embarcações, percebemos que alguma coisa está a mudar. Está a mudar o nosso mar e fruto de um trabalho de associações, de actividades diversas do Estado, de universidades, escolas, da sociedade civil, que se vão empenhando para que isto seja verdade”.

Para a ministra da Agricultura e do Mar, e de acordo com o que diz“a Estratégia Nacional do Mar, este vai estar cada vez mais na nossa identidade, na nossa história, na nossa cultura, no nosso passado, mas que precisamos que esteja cada vez mais presentificada no nosso dia-a-dia, na nossa economia, nas nossas empresas, nos nossos postos de trabalho, no nosso lazer. Isso tudo está a começar a acontecer, a Estratégia Nacional do Mar mostra toda a sua transversalidade”.

Fonte: Ambitur

Bruxelas compromete-se a apresentar mapa digital de mares europeus até 2020

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A Comissão Europeia propôs-se hoje a apresentar até 2020 um mapa digital com a totalidade do fundo dos mares europeus e prevê aplicar 145 milhões de euros em 2014 e 2015 em investigação nesta área.

Estas propostas fazem parte de um plano de acção para a inovação na “economia azul”, para apoiar a “utilização dos recursos dos oceanos de forma sustentável e estimular o crescimento e o emprego”, apresentado hoje em Bruxelas pelo executivo comunitário.

“Sabemos provavelmente mais sobre a superfície da Lua ou de Marte do que sobre os fundos marinhos. A inovação marítima constitui um enorme potencial para a nossa economia e ajudar-nos-á a enfrentar os desafios das alterações climáticas e da segurança alimentar”, afirmou a irlandesa Máire Geoghegan-Quinn, comissária europeia responsável pela Investigação e Inovação.

Neste plano, a Comissão compromete-se a apresentar até 2020 um mapa digital da totalidade do fundo dos mares europeus e a criar “uma plataforma de informação em linha, que deverá estar operacional antes do fim de 2015, sobre os projectos de investigação marinha incluídos no programa Horizonte 2020, bem como sobre a investigação marinha financiada por fundos nacionais”.

Entre os principais objectivos estão ainda a criação de “um fórum dedicado às empresas e à ciência no domínio da economia azul” (a primeira reunião está prevista para 2015, à margem do Dia do Mar, no Pireu, na Grécia) e estudar “a possibilidade de os principais intervenientes da comunidade nos domínios da investigação, das empresas e da educação formarem uma Comunidade de Conhecimento e Inovação (CCI) para a economia azul depois de 2020”.

A Comissão Europeia aponta vários obstáculos existentes no desenvolvimento de uma verdadeira “economia azul”, como “a limitação do conhecimento sobre os mares, a inexistência de articulação dos esforços de investigação marítima entre os Estados-Membros e a necessidade de mais engenheiros e cientistas para a aplicação das novas tecnologias no ambiente marinho”.

De acordo com dados de Bruxelas, entre 2007 e 2013, foi atribuída a esta área “uma média de 350 milhões de euros por ano” e no quadro do novo programa Horizonte 2020 está prevista uma dotação orçamental de 145 milhões de euros para 2014 e 2015.

Fonte: Ionline/Lusa

Imagens (inéditas) do fundo do oceano

Entre 10 de Abril e 1 de maio, uma equipa de cientistas explorou o fundo do Golfo do México para estudar a diversidade e distribuição dos habitats. Estas são algumas das melhores fotos da missão.

Para mergulhar até ao leito marinho, a missão recorreu a um ROV que atinge os seis mil metros de profundidade, o «Deep Discoverer». No site da NOAA pode saber mais sobre a missão.

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Mexilhões e ouriços junto a saídas naturais de crude no leito oceânico.

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Lagosta de águas profundas.

 

 

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Lampocteis cruentiventer amarela.

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Pepino-do-mar.

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Uma medusa, cuja espécie não chegou a ser identificada.

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Uma lagosta de águas profundas partilha o seu coral com camarões.

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Uma lagosta de águas profundas usa uma alcyonaria como habitat.

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Um caranguejo «Chaceon fenneri» ameaça o rover que tira a fotografia.

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Um crinóide agarra-se a um coral.

 

 

 

 

 

 

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Um polvo-dumbo.

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Foi a primeira vez que um polvo-dumbo foi fotografado a nadar nesta posição.

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Pepino-do-mar.

 

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Uma colónia viva de «Lophelia pertusa».

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Uma espécie de coral recentemente descoberta: «aquaumbridae»

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Uma lagosta de águas profundas, da espécie «Gastroptychus cf. spinifer».

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Ovos de lula.

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Uma lula da família «Cranchiidae».

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O «ROV Deep Discoverer» explora o desfiladeiro de Bryant, no Golfo do México.

Fonte: TSF

Allianz – Portuguese Surf Film Festival em Torres Vedras

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O Allianz – Portuguese Surf Film Festival está de volta, com a segunda etapa do Surf Films Roadshow, desta vez em Torres Vedras, para a comemoração do Dia Mundial do Ambiente – quinta-feira, dia 5 de Junho. Este será o último Roadshow antes do evento principal, na Ericeira.

 

Depois da passagem pela Ilha Terceira, nos Açores, com grande sucesso, o Allianz – Portuguese Surf Film Festival volta à estrada, naquela que é a última oportunidade de ver ou rever os filmes premiados na Ericeira no ano passado, em jeito de antecipação do próximo evento, a realizar nos dias 24 e 27 de Julho, e onde irão a concurso novos filmes, escolhidos por entre o que está a ser produzido nacional e internacionalmente, em matéria de cinema e documentário de surf.

 

Em Torres Vedras, e tratando-se do Dia Mundial do Ambiente, os dois filmes escolhidos para esta mostra representam aqueles que reflectem as histórias de quem adopta uma forma de activismo ambiental na sua relação com o surf.

 

Poderemos assistir a Killing Waves, do português Carlos Carneiro, que venceu em 2013 na categoria “Sustentabilidade”, com um filme sobre a organização britânica Surfers Against Sewage. Este realizador viu o seu projecto financiado pela marca TOM´s, uma vez que venceu um concurso internacional para apurar o melhor argumento, criado por esta organização, que prima pela responsabilidade social na sua forma de actuar.

 

E será uma oportunidade única de ver o filme que venceu o melhor prémio no ano passado: North of the Sun. O filme retrata a estadia de nove meses dos surfistas Inge Wegge e Jørn Ranum no frio norueguês, numa baía remota, na costa ártica do nordeste da Noruega, com o vasto Oceano Atlântico no horizonte. Tendo construído uma cabine de madeira com materiais que encontraram, trazidos pelo mar, acompanham-nos as suas pranchas de surf, naquela que é a sua maior motivação nesta aventura ártica. Porque afinal… nesta baía podemos encontrar algumas das melhores ondas da costa norueguesa!

 

Antecedendo a mostra de filmes e em colaboração com a Câmara Municipal de Torres Vedras, haverá uma palestra intitulada “Contributos da educação ambiental para os desafios do litoral”, com o Prof. José Carlos Ferreira, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, no Centro de Educação Ambiental, Parque Verde da Várzea, o mesmo local onde se realizará este segundo Surf Films Roadshow.

 

A entrada é gratuita, solicitando-se apenas que sejam feitas doações de bens alimentares, na continuação da parceria entre o Allianz – Portuguese Surf Film Festival e a organização Surf for Food. Em Torres Vedras, as doações serão entregues ao Centro Comunitário de Torres Vedras, para apoio a famílias carenciadas da comunidade.

 

O Allianz – Portuguese Surf Film Festival é uma organização da Mindact, com o patrocínio da Allianz, tendo como principal apoio institucional a Câmara Municipal de Mafra e as diversas entidades locais em cada etapa do Roadshow. A SURFPortugal e o Jornal i são media partners.

 

O Allianz – Portuguese Surf Film Festival pode ser encontrado nas redes sociais, no Twitter e Instagram @surffilm e no Facebook.com/surffilm.

 

Um resumo sobre a primeira etapa do Surf Films Roadshow, nos Açores, pode ser visto em https://vimeo.com/97219781.

Fonte: SurfPortugal

Campanha de pesca do atum-rabilho de 2014

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A Comissão Europeia reiterou o seu compromisso de aplicar as medidas internacionais de controlo do atum-rabilho durante a principal campanha de pesca de 2014. Durante esta campanha, que decorre até 24 de Junho no Mediterrâneo e no Atlântico Este, o atum-rabilho pode ser pescado por grandes navios, cercadores com rede de cerco com retenida. A curta duração da campanha de pesca faz parte do plano de recuperação acordado a nível internacional para repor as unidades populacionais deste peixe a níveis sustentáveis.

Maria Damanaki, Comissária Europeia responsável pelos assuntos marítimos e as pescas, declarou: «A UE tem vindo a trabalhar incansavelmente para proteger o atum-rabilho: reduzimos a frota de pesca, apertámos os controlos e temos desempenhado um papel activo e coerente na Convenção Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico, que é responsável pela gestão desta pescaria. Contribuímos assim para afastar a ameaça de extinção que pairava sobre as unidades populacionais de atum-rabilho do Atlântico Este. Estou convicta de que estamos no bom caminho.»
Este ano, a Croácia fará pela primeira vez parte da frota da UE. Consequentemente, o número de cercadores com rede de cerco com retenida aumentou, assim como a quota da UE para 2014, que passou a ser de 7 939 toneladas, ou seja, mais 5 %. Os outros Estados-Membros activamente envolvidos na pesca do atum-rabilho são a Espanha, a França, a Itália, a Grécia, Portugal, Malta e Chipre. Estes oito países dividem entre si a quota da UE, tendo a Espanha e a França as maiores partes.
Para impedir a sobrepesca, foi instaurado um rigoroso programa de controlo e inspecção. O programa assegura o rigor dos controlos estabelecendo prioridades e parâmetros de referência concretos. Envolve um grande número de inspectores, assim como de navios e aeronaves de patrulha, coordenados pela Agência Europeia de Controlo das Pescas (EFCA) e pelos Estados-Membros em causa. 
A Comissão Europeia também monitoriza, em permanência, as capturas e analisa os dados do sistema de localização dos navios (um sistema de controlo por satélite), a fim de garantir o respeito integral de todas as regras e, nomeadamente, das quotas individuais dos navios. 
A pesca do atum-rabilho é regulamentada pela Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (ICCAT), de que são membros a UE e os seus Estados-Membros. A estreita colaboração com a Agência Europeia de Controlo das Pescas, com os Estados-Membros e com as outras Partes Contratantes na ICCAT é garante de que todas as medidas necessárias estão a ser tomadas para apoiar o plano de recuperação das unidades populacionais e a sua sustentabilidade a longo prazo.

Contextualização

Em 2006, a ICCAT adoptou um plano de recuperação, de 15 anos, para o atum-rabilho no Atlântico Este e no Mediterrâneo, o qual tem sido periodicamente alterado com base na avaliação das unidades populacionais, nos controlos efectuados e nas novas tecnologias. 
Em 2010 e 2012 foram introduzidas medidas substanciais para impor na prática a gestão sustentável das unidades populacionais. Na última reunião anual da ICCAT, em Novembro de 2013, foram adoptadas medidas complementares para melhorar o controlo do atum-rabilho capturado vivo para fins de criação, estabelecendo-se regras detalhadas para a aplicação das novas tecnologias.

Fonte: Rostos

 

Primeiro Open de Pesca Embarcada do Sudoeste Alentejano em Vila Nova de Milfontes

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No dia 7 de Junho, Vila Nova de Milfontes receberá o 1º Open de Pesca Embarcada do Sudoeste Alentejano, um convívio de pesca desportiva embarcada promovido no âmbito da Feira Nacional de Turismo Desportivo e de Natureza.

Com o grande objetivo de promover a pesca embarcada, a organização está a cargo da empresa DUCA, em parceria com o Município de Odemira e com as empresas Serica-Mar, Lucas Castanheira, Jig e Vertical.

O 1º Open de Pesca Embarcada será aberto a todas as embarcações que queiram participar, licenciadas ou não, com o controle e júris da responsabilidade das empresas marítimo-turísticas de Vila Nova de Milfontes que participem no evento.

A saída será às 6.00 horas do dia 7 de junho, no Portinho do Canal, em Vila Nova de Milfontes.

Será atribuído um prémio à embarcação vencedora e, a título individual, prémios para maior exemplar pescado e melhor pescador dos 3 primeiros barcos. Há ainda um prémio especial: o barco solidário, entregue à equipa que der mais peixe para uma instituição local (não obrigatório).

Várias empresas locais associaram-se à organização e oferecem prémios aos vencedores do 1º Open de Pesca Embarcada do Sudoeste Alentejano, designadamente os alojamentos Cerro da Fontinha, Três Marias, Casa do Adro, Rosa dos Ventos, Casa da Seisseira e restaurante L-colesterol (2 refeições).

As inscrições poderão ser efectuadas junto do Posto de Turismo de Vila Nova de Milfontes.

 
Fonte: Local.pt