Polícia divulga imagens do interior do Costa Concordia

Um vídeo da polícia italiana mostra imagens do interior do Costa Concordia, navio que naufragou a 13 de Janeiro de 2012 ao largo da ilha italiana de Giglio.

No acidente, pelo qual está acusado o comandante Francesco Schettino, perderam a vida 32 das 4 229 pessoas que seguiam a bordo.

As imagens do vídeo, divulgado por sites de media como a BBC e o ‘Telegraph’, mostram, por exemplo, um balcão no interior do navio de cruzeiro.

Na segunda-feira o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi anunciara que o navio será desmantelado em Génova e não no porto de Piombino. “O navio será desmantelado em Itália no prazo previsto”, disse Renzi, citado pela AFP, à saída do Conselho de Ministros desse dia.

A operação deverá começar em meados de julho, refere a mesma agência, após a autorização do Observatório de Vigilância. A última viagem do Costa Concordia deverá demorar cerca de quatro dias.

Fonte: DN

Acidificação dos oceanos pode azedar vida social dos peixes

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Níveis elevados de dióxido de carbono nas águas dificultam a capacidade dos peixes de reconhecer uns aos outros e formar grupos.

Os oceanos são os principais meios para dissipar o dióxido de carbono (CO2) do planeta, ajudando a retardar as mudanças climáticas. Mas esse comportamento “heróico” tem um preço, a começar pela acidificação das águas, que reserva efeitos perigosos. É o que sugere um estudo da Universidade James Cook, na Austrália, que avaliou a o efeito das altas concentrações de CO2 na vida marinha. Segundo a pesquisa, níveis elevados de dióxido de carbono, como aqueles previstos por modelos climáticos, podem dificultar a capacidade dos peixes de reconhecer uns aos outros e formar grupos com espécimes conhecidos. Os cientistas avaliaram o efeito do dióxido de carbono sobre o comportamento do “Chromis viridis”, uma espécie de peixe subtropical conhecido como donzela-verde. Normalmente, os peixes juvenis requerem três semanas para reconhecer seus companheiros, mas quando expostos a níveis mais elevados de dióxido de carbono, essa capacidade é prejudicada. Na análise laboratorial, peixes individuais foram expostos a um “teste de escolha”, colocados diante de dois cardumes, um de peixes “familiares” e outro formado por estranhos. Enquanto os peixes mantidos em condições normais, consistentemente, escolheram o cardume familiar, peixes criados em condições de alta concentração de CO2 ficaram indiferentes, sem decidir para onde ir. De acordo com os pesquisadores, níveis mais elevados do composto alteram a concentração de íões no sangue dos peixes, alterando a forma como os neuro-receptores no cérebro do animal trabalham. Isso prejudica sentidos básicos, tais como a visão e olfacto, que são vitais para o reconhecimento entre os peixes. Como seres humanos, peixes preferem grupo com indivíduos com quem estão familiarizados, ao invés de estranhos.Isso gera inúmeros benefícios, incluindo um maior crescimento e taxas de sobrevivência, maior defesa contra predadores e aprendizagem social mais rápida. Segundo os pesquisadores, estes resultados podem ter implicações graves para peixes tropicais, cujo habitat já está ameaçado pela mudança climática.

Fonte: Exame

 

‘Atlântida’ vendido por 12,8 milhões a empresa grega

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Os estaleiros de Viana do Castelo venderam o navio Atlântida por 12,8 milhões de euros à empresa grega Thesarco Shipping.

O montante oferecido pelos gregos superou a proposta da concorrente portuguesa Douro Azul em quase cinco milhões de euros.

A decisão foi tomada por unanimidade pela administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), esta quinta-feira, colocando assim ponto final num processo que se arrastou durante anos.

Após notificada a empresa, o concurso estabelece um prazo de 15 dias para a assinatura do respetivo contrato, lembrou uma fonte da empresa, adiantando que o seu eventual incumprimento levaria à adjudicação do Atlântida ao segundo classificado.

O Atlântida foi encomendado há uma década pela empresa pública açoriana Atlanticoline, para assegurar as viagens interilhas, tendo sido concluído em 2009.

Porém, os Açores recusaram o navio por não cumprir os limites de velocidade contratualmente estabelecidos, tendo os ENVC pago 40 milhões de euros de indemnização após decisão judicial – quando previam ganhar cerca de 50 milhões.

Falhadas todas as tentativas para a Atlânticoline receber o ferry, dada a diferença mínima de velocidade em causa e porque o navio tinha sofrido um aumento significativo de peso com as alterações de construção requeridas pelos Açores, o navio acabou vendido através de um concurso internacional e pela melhor oferta.

O relatório e contas de 2012 dos ENVC avaliou o Atlântida em 29 milhões de euros.

Fonte: Diário de Notícias

Portugal vai ter 400 mil quilómetros quadrados de áreas marinhas protegidas

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Portugal poderá passar a ter perto de 400.000 quilómetros quadrados – quatro vezes a área terrestre do país – de áreas protegidas marinhas oceânicas, segundo uma proposta de legislação que está a ser elaborada pelo Governo.

A ideia é acrescentar duas novas áreas enormes, com 255.000 quilómetros quadrados no total, às que já estão classificadas como protegidas na zona marítima portuguesa – segundo a proposta de limites da plataforma continental que Portugal submeteu à ONU em 2009.

Uma delas, com 123.000 quilómetros quadrados, estende-se ao longo da porção a sul dos Açores da Crista Média-Atlântica, a longa cordilheira submarina que atravessa todo o Atlântico de norte a sul, separando as placas tectónicas euro-asiática e norte-americana. Ali encontra-se o monte submarino Great Meteor, que emprestará o nome à nova área protegida.

A outra, com 132.000 quilómetros quadrados, é a da crista Madeira-Torre, entre o arquipélago da Madeira e o Continente. Na verdade, será uma expansão da actual área protegida marinha do monte Josephine, passando a abranger uma área muito mais vasta, que inclui também o banco Gorringe – uma elevação submarina de grande relevância natural.

Cordilheiras e montes submarinos são extremamente importantes para a biodiversidade. A profundidade do mar reduz-se de 4000-5000 metros para menos de 1000 metros ou mesmo algumas centenas nalguns pontos. A própria topografia, geologia e correntes destas formações criam condições ideiais para uma maior variedade de espécies marinhas. Nalguns casos, campos de fontes hidrotermais expelem água quente e minerais, permitindo maior produtividade biológica e o desenvolvimento de formas únicas de vida – de minúsculos invertebrados, a peixes, corais e esponjas.

Preservar estas áreas é algo que enfrenta, porém, um obstáculo: muitas zonas de grande interesse natural situam-se em águas internacionais, fora da jurisdição completa de qualquer país. Várias áreas marinhas protegidas têm, por isso, sido criadas ao abrigo de convenções internacionais, como a OSPAR – um acordo regional para a protecção do ambiente marinho no Atlântico Nordeste, que envolve 15 países mais a Comissão Europeia.

Portugal já designou cinco zonas para fazerem parte da rede de áreas marinhas protegidas oceânicas da OSPAR – a do Monte Josephine e mais quatro ao largo dos Açores. Outras áreas foram classificadas dentro da Zona Económica Exclusiva (ZEE), onde o país tem jurisdição integral sobre a exploração dos recursos marinhos.

Das duas novas áreas propostas, a Madeira-Tore fica apenas parcialmente na ZEE. A parcela que está fora situa-se na plataforma continental além das 200 milhas da ZEE, onde Portugal tem jurisdição apenas sobre o fundo do mar, mas não sobre a coluna da água.

Já a nova área do Great Meteor está integralmente fora da ZEE e também fora dos limites da OSPAR. Neste caso, Portugal tentará garantir a preservação dos seus valores naturais pela via europeia, junto da organização regional que regulamenta as pescas no Atlântico Nordeste – a NEAFC.

A intenção de criar novas áreas protegidas marinhas já foi anunciada pelo secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, aos parceiros de Portugal na OSPAR, na última reunião técnica da convenção, na semana passada, em Cascais.

Em cima da mesa está uma proposta de legislação nacional que agrega todas as áreas marinhas protegidas oceânicas do país – existentes e a criar – sob o mesmo chapéu.

O documento não incluirá as áreas protegidas costeiras que já existem tanto em Portugal continental como nas regiões autónomas. Mas em estudo está a criação de ainda mais três novas áreas oceânicas, ao largo de Peniche, do Cabo Espichel e do Cabo de S.Vicente, destinadas à protecção de cetáceos.

Tudo somado, se a proposta for adiante o país terá quase 400.000 quilómetros de áreas marinhas protegidas, cerca de 10% de todo o seu território marítimo. Garantir esta percentagem de protecção no mar até 2020 é um objectivo fixado mundialmente pela Convenção da Diversidade Biológica, segundo uma decisão adoptada em 2010. “Estamos disponíveis para muito em breve dar o primeiro passo e assumirmos os 10% em áreas sob a nossa jurisdição”, afirma Miguel Sequeira, director-geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos.

Fonte: Público

 

 

O Cristiano Ronaldo também sabe surfar ?

Cristiano Ronaldo numa prancha de Surf ? Terá o Melhor Jogador do Mundo trocado os relvados pelas ondas ? Ou apanhou umas ondas agora nas férias pós-mundial ? Até poderia ser um escape de uma época desgastante ! Mas apesar de Cristiano Ronaldo já ter manifestado o interesse em aprender a prática desta modalidade, não passa de um sósia do CR7 equipado com as cores nacionais, algures onde o Mar está na crista da Onda !

Isto não são fotografias de peixes, são desenhos científicos

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Entre aguarelas e tinta-da-china, as cores intensas de 40 ilustrações científicas de peixes transmitem uma enorme sensação de vida e preenchem a Sala Azul, a cor do mar portanto, do Museu Nacional de História Natural e da Ciência de Lisboa. O pormenor marca esta exposição de Pedro Salgado, conhecido ilustrador científico, e Cláudia Baeta, que estará aberta ao público até finais de Agosto.

Pode ver-se um peixe-galo, um caboz-ocelado, um boga-de-boca-arqueada, um bordalo – ou um peixe-lua, o maior peixe ósseo do mundo, bastante arredondado e que pode ter três de comprimento e quatro de altura. Ilustrações que muitas vezes demoram tanto a fazer como escrever um livro ou fabricar um carro. Podem levar três minutos, 30 horas, 30 dias ou três meses e exigem um enorme trabalho e dedicação. Pedro Salgado e Cláudia Baeta não descuram o rigor e a minúcia em todos os seus trabalhos.

“São desenhos muito rigorosos, muito minuciosos e que, muitas vezes, passam por fotografias para quem olha pela primeira vez, assim de repente”, diz ao PÚBLICO Pedro Salgado, biólogo de formação. “Depois, começam a olhar com mais cuidado: ‘Alto lá, isto não é uma fotografia. É um desenho!’ E, normalmente, a reacção das pessoas é de algum espanto pelo trabalho que implica fazer aquelas peças.”

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Afinal, não se trata apenas da ilustração científica de 40 espécies de peixes. Esta é também uma outra forma de comunicar não só com o público mas, também, com os cientistas. “Muitas vezes, os próprios cientistas passam um bocadinho ao lado da importância da ilustração em termos de comunicação e pensam que a fotografia pode perfeitamente cobrir esse papel. Isso não é verdade, de todo”, diz Pedro Salgado.

Não há nada que passe ao lado dos ilustradores científicos: são lidos artigos científicos, são observados animais vivos, conservados ou congelados. Quando não existem os animais, ficam-se pelas fotografias, que, apesar de tudo, são insuficientes em termos de informação. As escamas são todas contadas e fazem-se medições muito rigorosas. As cores são aferidas, até se encontrar a tonalidade certa. Nada, mas nada, lhes passa ao lado. E tudo é importante para distinguirem e representarem as espécies.

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“As fotografias são outro elemento muito importante: muitas vezes permitem-nos ter a cor, porque o animal conservado já a perdeu. E depois desse material todo cozinhado, daí saem os primeiros esboços, que são dados ao cientista para ver se está tudo correcto. Só a partir daí é que se desenvolve a arte-final. Isto é um modus operandi, que é global para todas as ilustrações”, explica ainda Pedro Salgado.

“Começar com uma ilustração de manhã e acabá-la à noite é totalmente utópico. Quando falamos de uma peça que demorou 200 horas, é muito possível que as primeiras 100 horas sejam dedicadas só ao processo preliminar. Muitas vezes, tem-se a ideia de que pegamos num papel, fazemos um desenho e já está! Mas antes de começar a fazer a arte-final, existe muito, muito trabalho”, refere Pedro Salgado, sendo interrompido por Cláudia Baeta,designer de comunicação e ilustradora científica: “E o rigor é aquilo a que mais queremos chegar.”

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Integrada nas V Jornadas Ibéricas de Ictiologia, congresso internacional no fim de Junho e contou com a presença de 180 cientistas que trabalham com peixes, a maioria de Portugal e Espanha, a exposição intitulada Illustrating Fish destina-se a toda a gente.

“O desenho e a ilustração atraem sempre o público de qualquer área: pessoas com formações muito diferentes e de sítios muito diferentes. As pessoas têm sempre empatia para com o desenho”, diz Cláudia Baeta, que em tempos fora aluna do seu actual colega.

Pedro Salgado foi um dos principais impulsionadores do desenho científico em Portugal depois do 25 de Abril. A sua formação passou pelos Estados Unidos, mais precisamente, pela Universidade da Califórnia em Santa Cruz. Primeiro, instalou-se em Las Palmas, nas ilhas Canárias, mas em 1996 regressou de vez a Portugal.

É o autor da ilustração do famoso celacanto, um fóssil-vivo que se pensava estar extinto desde há 65 milhões de anos, até que em 1938 se pescou um ao largo de Moçambique. O que Pedro Salgado desenhou, sem que tivesse resultado de uma encomenda, feito como cartão-de-visita do seu trabalho, também foi encontrado naquela região. Foi-lhe parar às mãos por sorte: do Museu de História Natural de Moçambique avisaram-no da descoberta desse celacanto em 1992, uma fêmea com 26 embriões dentro da barriga, e disseram-lhe que talvez o pudesse desenhar se escrevesse para lá.

Fonte: Público

Há Petróleo e Gás ao largo da costa de Sines ?

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Um dos maiores investimentos anunciados pelo Governo, através do Vice-Primeiro Ministro Paulo Portas, provem da empresa Atlantikfuror. Este avultado investimento de 226,4 Milhões de Euros, da empresa norueguesa que integra a Volstad Maritime, desenvolve a sua actividade na exploração e prospecção de possíveis reservas petrolíferas e gás natural. Para além do relevante investimento financeiro em curso, a Atlantikfuror irá adquirir dois navios de tecnologia de ponta especialmente para a pesquisa subaquática para explorar a existência de petróleo e gás natural, tendo ainda a intenção manifestada de pesquisar a capacidade de exploração offshore de energia eólica. Não se sabe se há petróleo ou gás natural ao largo da costa de Sines, mas as suspeitas valem a forte aposta para confirmar se existe de facto “ouro negro” e gás na Costa Alentejana. A criação de 150 postos de trabalho, para além de existir a forte probabilidade de haver a curto prazo proporcionar a criação de postos de trabalho indirectos. Recorde-se que no inicio do ano, a Galp afirmou a intenção de entrar na concessão de exploração de petróleo e gás natural, mas que não o fez devido à menor capacidade de risco devido a saída em cena da Petrobrás. Se por acaso for descoberto petróleo, o Estado ficará com royalties de 7% sobre o barril de crude.

 

Terminal XXI com crescimento de 42%

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O Terminal XXI do Porto de Sines registou, durante o primeiro semestre do ano, um crescimento de cerca de 42%, em comparação com o período homólogo do ano passado. Em valores acumulados, este valor significa um aumento de 174 mil TEU’s. Já o Porto de Sines verificou uma quebra de 1,2 por cento na movimentação de mercadorias nos primeiros seis meses do ano, «uma situação que já estava programada» pela administração portuária «devido à paragem do terminal de granéis líquidos (durante cerca de dois meses) para obras de manutenção», revelou o presidente da APS, João Franco, à margem do congresso da Apibarra, que está a ter lugar em Sines. João Franco disse ainda que «esta quebra não irá afectar os resultados estimados para 2014», confirmando que espera terminar o ano com um total de 38,5 milhões de toneladas movimentadas, mais dois milhões que no ano de 2013.

Fonte: TeN

Estudo calcula em cinco anos tempo necessário para salvar os Oceanos

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Os oceanos do mundo estão ameaçados pela contaminação e o excesso de pesca. Para salvar os mares, uma comissão independente, formada por ex-altos funcionários de governo e executivos, advertiu que é necessário agir em menos de cinco anos para salvar os mares.

A Comissão Oceano Mundial, criada em Fevereiro de 2013, informou que a redução do uso de objectos de plástico e da pesca em alto-mar e a implantação de regulamentações estritas para a exploração de petróleo e gás são a chave para este plano de resgate.

«O oceano fornece 50% do nosso oxigénio e fixa 25% das emissões globais de carbono. A nossa cadeia alimentar começa nestes 70% do planeta», afirmou José Maria Figueres, ex-presidente de Costa Rica, que co-dirige a comissão.

A equipa apresenta oito propostas para recuperar e preservar a saúde dos oceanos num relatório, intitulado «Do declínio à recuperação: um plano de salvação para os oceanos do mundo».

Entre elas, defende limitar as subvenções governamentais à pesca em alto-mar para acabar com a prática em cinco anos. A recomendação afecta principalmente os Estados Unidos, a União Europeia, a China e o Japão.

«Cerca de 60% destas subvenções fomentam práticas insustentáveis e sem elas a indústria pesqueira em alto-mar não seria financeiramente viável», destacou o informe.

As águas de alto-mar são as que vão além das fronteiras nacionais e constituem cerca de 64% da superfície total dos oceanos e a metade de toda a produtividade biológica destes anos, acrescentou.

A comissão expressou que a falta de jurisdição sobre estas águas é um grande problema e pediu a negociação de um novo acordo sob os termos da Convenção das Leis do Mar das Nações Unidas (UNCLOS).

«O alto-mar pertence a todos. Sabemos o que é preciso fazer, mas não podemos fazer isto sozinho. Uma missão conjunta deve ser a nossa prioridade», disse David Miliband, ex-ministro britânico dos Negócios Estrangeiros e co-presidente da comissão.

A Aquacultura sustentável e Amiga do Ambiente

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A diplomacia económica é um factor importante que os governos devem levar à prática para alavancar o volume de exportações.
Assunção Cristas, Ministra da Agricultura e do Mar, esteve na primeira semana de Junho na Noruega a tentar vender as potencialidades do mar português. Muito naturalmente, à refeição, foram fornecidas umas sandes de salmão- estes nórdicos não brincam em serviço.
Dado que a maioria dos assuntos tratados versou sobre a cultura e comercialização de peixe, hoje vamos falar da aquacultura.
A procura crescente de peixe, não apenas pelos agregados familiares, mas também pelos restaurantes e outras entidades ligadas ao setor alimentar, obriga a que cada vez mais seja necessário recorrer ao método alternativo para suprir a insuficiência deste produto proveniente da pesca, no rio ou no mar, dando assim satisfação às necessidades do mercado.
Face a esta realidade, surgiu então o método alternativo de produção de inúmeras espécies piscícolas que neste artigo pretendemos escalpelizar – A AQUACULTURA, ou AQUICULTURA.
A Aquacultura ou aquicultura, é a produção de organismos aquáticos, como a criação de peixes, moluscos, crustáceos, anfíbios e o cultivo de plantas aquáticas.
Actualmente, a aquacultura é responsável pela produção da metade do peixe consumido pela população mundial. De acordo com estudos, a produção de peixes através de aquacultura triplicou entre 1995 e 2007.
Em Portugal a aquacultura é uma actividade primária e relativamente recente. O peso da aquacultura nacional no fornecimento de pescado ao mercado português é ainda muito baixo. Em 2011 a produção nacional atingiu as 9166 toneladas. Cerca de 8051 toneladas foram produzidas em águas marinhas ou salobras. Deste total foram produzidas 4056 toneladas de peixe e 3545 toneladas de moluscos. As águas interiores completam a restante produção com 1115 toneladas produzidas.
Em termos históricos, antes da nossa entrada na CEE/UE o sector caracterizava-se pela produção de truta, em regime intensivo nas águas interiores, dourada, robalo e bivalves, em regime extensivo nas zonas dos estuários dos rios . Na década de 60 surgiu a primeira piscicultura industrial nas margens do rio Coura. Com o advento da CEE/UE em 1986 dá-se início à instalação de novas unidades aquícolas, de pequena dimensão, em regime semi-intensivo de dourada e robalo, levando ao aumento da produção até às 7000 toneladas.
A elevada concorrência com outros países produtores, implicou uma redução da produção nacional de dourada e robalo no período 2007 – 2011.
Portugal assume-se como um país onde pontifica a diversidade. Assim, praticamente todos os sistemas de produção existentes estão representados em Portugal.
O sistema de produção extensivo é o que conta com o maior nº de estabelecimentos em Portugal, uma vez que existe um elevado nº de micro produtores de bivalves na Ria Formosa e Ria de Aveiro. A produção semi-intensiva é quase exclusiva para a produção de dourada e robalo, enquanto que a produção intensiva aplica-se, principalmente, na produção de peixes planos (linguado e pregado) e de truta arco íris ( em águas interiores).
Às produções mais significativas e tradicionais, a nível nacional, são-lhe conferidas as seguintes designações tipo:
Aquacultura em Esteiro- A produção em Esteiros resulta do aproveitamento de antigas salinas. É o sistema de produção mais tradicional e o mais praticado em Portugal para a produção de dourada e robalo. As principais zonas de produção são a Ria de Aveiro, Estuário do Mondego, Sado, Ria de Alvor, Ria Formosa e Foz do Guadiana.
Aquacultura Marinha Intensiva em Tanques- Em Portugal este sistema de produção é apenas usado na produção de peixes planos tais como a truta e o pregado e, mais recentemente, o linguado. Ao contrário dos sistema extensivo e semi-intensivo, na produção em regime intensivo apenas se utiliza ração para a alimentação dos peixes.
Aquacultura Offshore- Este tipo de produção tem um enorme potencial em Portugal, particularmente para produção de bivalves, pois a costa Portuguesa tem águas com condições ideais ao desenvolvimento dessas espécies (ostra, mexilhão e outras).
Aquacultura de Bivalves Inshore- A produção de bivalves em determinadas zonas (zonas sujeitas ao efeito das marés) é um dos métodos de produção mais tradicionais usados em Portugal. As principais zonas de produção são a Ria de Aveiro, Ria de Alvor e Ria Formosa.
Na verdade, a aquacultura tem sido em anos recentes um dos segmentos de crescimento mais rápido da produção alimentar global. Tem sido saudada como uma resposta para os problemas resultantes da diminuição das populações selvagens de pescado, devido à sobre pesca e a outras causas.
Com o objectivo de melhorar o sistema produtivo tradicional, a nível europeu, foi recentemente lançado “ O SEAFARE “; um projecto para facultar às empresas de pequeno a médio porte e às autoridades públicas, ferramentas que permitam um desenvolvimento da aquacultura que seja sustentável e amigo do ambiente.
Este projecto tem como objectivo principal, o fortalecimento das ligações entre investigadores e indústria, e pretende influenciar o desenvolvimento de políticas regionais e nacionais.

Fonte: DiárioAtual / Eng. Miguel Caetano