Laboratório submarino irá explorar os Oceanos

Começa em este mês na França a construção de um navio que promete mudar a maneira como a exploração e o estudo dos oceanos é realizado.

Desenhado pelo arquitecto francês Jaques Rougerie, oSeaOrbiter pretende ser um laboratório em movimento, equipado com a tecnologia mais avançada existente. A construção do barco irá começar no final deste ano e deve ser completada em 2016. Dos 50 milhões de dólares investidos nopprojecto 95% do valor veio do governo da França e da iniciativa privada. O último 1% do projecto foi financiado por um site de crowdfunding, que conseguiu arrecadar mais do que os 325 mil euros inicialmente previstos.

De acordo com o seu criador, o principal objectivo do navio é pesquisar a biodiversidade e o clima dos oceanos, além de dar às pessoas a real noção de como os mares são vitais para o bem-estar da Terra.

Entre os projectos já previstos para as viagens do SeaOrbiter, está a análise química dos mares, a busca por novas espécies de vida, o mapeamento do solo oceânico e até expedições arqueológicas submarinas.

Para isso, o SeaOrbiter terá 12 andares, seis deles abaixo do nível da água, permitindo a observação ininterrupta do que acontece no fundo do mar. A construção do barco de 2 600 toneladas foi feita com sealium, uma espécie de alumínio reciclável feito para resistir mais tempo sob condições marinhas.

Apesar de lembrar a Enterprise, nave espacial da série Star Trek, a principal inspiração para a construção e desenvolvimento do SeaOrbiter foi a Estação Espacial Internacional. A intenção dos criadores é tornar o navio um laboratório para aplicações úteis para a vida na terra, assim como a ISS.

No total, 22 tripulantes poderão ficar a bordo do SeaOrbiter, que fará viagens com duração entre três e seis meses.



Fonte: 360 Graus

Ciência avança sobre parte inexplorada dos Oceanos

Apesar de cobrir 70% da superfície do planeta, os oceanos são o ecossistema menos explorado da Terra. Para cientistas, a necessidade de compreender melhor os oceanos é uma questão de sustentabilidade.
“A exploração dos recursos marinhos aumenta cada vez mais, fazendo dos oceanos uma fonte que muitos julgam inesgotável para a satisfação de diversas demandas humanas. É preciso compreender melhor a complexidade da vida marinha para estabelecer uma relação sustentável com ela”, disse Rick Grosberg, Director do Coastal and Marine Sciences Institute (CMSI) da University of California em Davis (UCD), à Agência FAPESP.
Esforços para avançar no conhecimento sobre a vida marinha, correntes oceânicas e as suas relações com a vida em terra firme foram partilhados por investigadores dos Estados Unidos na FAPESP Week California, realizada de 17 a 20 de Novembro nas cidades de Berkeley e Davis.
Grosberg falou sobre pesquisas com invertebrados marinhos, incluindo anêmonas, hidrozoários, ascídias e caracóis, e do uso de abordagens genômicas no estudo de suas populações. “Os trabalhos de meu grupo envolvem actividades de campo e de laboratório, com genética molecular, genética populacional e filogenia, além de uma quantidade ainda modesta de modelagem”, disse.
Entre esses trabalhos estão pesquisas em genética da conservação de invertebrados marinhos e crustáceos de piscinas vernais, conjuntos temporários de águas formados em determinadas épocas do ano, que servem de habitat para plantas e animais. “Em menos de um século, a urbanização e a conversão agrícola destruíram 90% desses habitats”, disse.
Ivestigadores do laboratório de Grosberg iniciaram estudos genéticos para caracterizar os efeitos do habitat na diversidade de espécies endêmicas – que ocorrem em apenas um ecossistema – de camarão girino. De acordo com o investigador, várias dessas espécies são agora protegidas pelo governo dos Estados Unidos em razão dos trabalhos do laboratório.
O objectivo agora é expandir o projecto para outras espécies simpátricas – variações genéticas de populações que habitam a mesma região geográfica, tornando-se espécies diferentes. “Também estamos examinando os efeitos das mudanças climáticas, da pesca excessiva, da poluição e da fragmentação de habitat sobre a resiliência dos recifes de coral”, disse Grosberg.
Luciano Martins Verdade, professor do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP) e membro da coordenação do Programa BIOTA-FAPESP, falou sobre a importância do monitorização da biocomplexidade em todos os ecossistemas.
“Seja no meio aquático ou terrestre, precisamos de mecanismos de monitorização que nos permitam tomar decisões de intervenção humana para corrigir problemas gerados por pressões – como, por exemplo, de pesca excessiva ou uso de produtos agroquímicos – que contaminam o meio, mas são necessários à actividade agrícola”, considerou.
Verdade destacou na sua palestra a necessidade de o processo produtivo levar em consideração a conservação da biodiversidade.
“Hoje, mais do que nunca, a paisagem em que a pesca ou a agricultura são feitas é a mesma ocupada pela diversidade biológica. O que se pretende é uma paisagem que seja de facto multifuncional, que tenha a missão de produção de espécies domesticadas, mas comporte também uma missão de conservação da diversidade biológica”, disse.
Correntes marítimas
Outro factor directamente ligado à vida nos oceanos e fora deles, as correntes marítimas, foi abordado na FAPESP Week California por Edmo José Dias Campos, professor do Instituto Oceanográfico da USP.
Campos apresentou as actividades de pesquisa conduzidas no âmbito do Projecto Temático Impacto do Atlântico Sul na célula de circulação meridional e no clima, realizado com apoio da FAPESP e que integra o projecto internacional South Atlantic Meridional Overtuning Circulation (Samoc).
“Estamos actuando para entender o comportamento das regiões profundas do oceano em uma área onde não há observações anteriores”, destacou Campos. Segundo ele, as observações mais recentes surpreenderam pela intensidade das correntes do Atlântico Sul.
“Já temos um conjunto de correntes medidas a quatro mil metros de profundidade que estão mostrando variações de amplitude muito maiores do que o esperado. Também verificamos que a componente leste-oeste dessa corrente tem uma variabilidade muito grande, como se houvesse uma espécie de meandramento ou oscilação lateral, com amplitudes muito grandes. Precisamos revisitar os dados e analisá-los, mas tudo indica que se trata de um fenómeno inédito”, disse.
O conhecimento sobre o comportamento das correntes pode ajudar na compreensão das mudanças climáticas. “Se conseguirmos manter esse sistema de observação ao longo do tempo, vamos poder dizer se há alterações de mais longo período e considerar suas relações com o clima”, disse Campos.
Os trabalhos são realizados com o navio de pesquisa oceanográfica Alpha-Crucis, adquirido pela FAPESP.
Fonte: Exame

Google lança ferramenta de controlo à pesca ilegal

Entre 11 e 26 milhões de toneladas de peixe são pescados anualmente de forma ilegal
Para combater a pesca ilegal, a Google lançou uma ferramenta que monitoriza, via satélite, milhares de embarcações pesqueiras em todo o mundo. O “Global Fishing Watch” permite acompanhar os movimentos de toda a frota pesqueira, através de um sistema semelhante ao GPS.

O sistema foi criado numa parceria com a Oceana, uma organização internacional direccionada na conservação dos oceanos, e a Skytruth, uma organização sem fins lucrativos que usa o mapeamento digital para expor os impactos ambientais. A Google espera que a informação esteja disponível para o público a curto prazo. Apesar de estar ainda em fase de protótipo, já foram identificadas cerca de 3 mil embarcações.

De acordo com os dados das Nações Unidas, cerca de 90% das espécies marinhas sofrem as consequências da sobrepesca. Entre 11 e 26 milhões de toneladas de peixe são pescados anualmente de forma ilegal.
Fonte: Ionline

Barcos de pesca portugueses na lista negra da Greenpeace





Embarcações “Ártico” e “França Morte” fazem parte da lista negra de pesqueiros da UE. 


Duas embarcações, de bandeira portuguesa, figuram na lista da organização ambientalista Greenpeace, divulgada esta terça-feira, dos 20 pesqueiros da União Europeia mais nocivos para os oceanos, devido a práticas de “pesca destrutiva”. Segundo o relatório “Barcos-Monstro”, disponível no portal da Greenpeace, o “Ártico” constitui uma ameaça para certas espécies de tubarão, tartarugas e aves marinhas, enquanto ao “França Morte” é atribuída a responsabilidade pela diminuição de reservas de peixes como o bacalhau. O “Ártico”, cuja propriedade não é clara, ressalva o relatório, dedica-se à pesca de atum e espadarte no Pacífico, ao passo que o “França Morte”, que a Greenpeace atribui ao armador Pedro França, da Gafanha da Nazaré, se dedica à pesca de bacalhau, raia e “red fish”, no Atlântico Norte. A Lusa procurou confrontar Pedro França com as considerações da Greenpeace, mas não conseguiu contactá-lo. Barcos de pesca mais nocivos da UE A lista da organização ecologista inclui mais 18 embarcações de pesca, entre as mais nocivas, uma delas operada por uma empresa grega e as restantes com bandeira de Espanha, Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Lituânia, Holanda, Polónia e Reino Unido. Em comunicado, citado pela agência Efe, a Greenpeace justifica a seleção dos pesqueiros com a sua “enorme capacidade para capturar peixes” e o seu “impacto na sobre exploração das populações de peixes, nas espécies vulneráveis e nos habitats marinhos”. A organização não-governamental salienta que a pesca excessiva é um problema mundial com consequências “alarmantes e indiscutíveis”, uma vez que 90 por cento das populações de peixes estão sobre exploradas, acrescentando que segmentos da frota europeia têm uma capacidade de pesca duas ou três vezes maior do que o nível considerado sustentável.  A Greenpeace apela aos 28 Estados-Membros da União Europeia para que proporcionem acesso preferencial à pesca tradicional e de baixo impacto, como o defende a nova Política Comum de Pescas, para os próximos cinco anos.

Fonte: CM

Timor encomenda navio a empresa portuguesa

O Governo de Timor-Leste encomendou um navio de carga e passageiros à empresa portuguesa AtlanticEagle Shipbuilding. O site macauhub avança que o administrador da empresa, Carlos Costa, não revela os valores da encomenda esclarecendo que o navio, com 72 metros de comprimento, terá capacidade para transportar carga, 377 passageiros e 22 viaturas. Carlos Costa explica também que o navio servirá para ligar Dili, à ilha de Ataúro e ao enclave de Oecussi.
O administrador afirmou ainda que a empresa está em conversações “adiantadas” para fornecer navios, como a Guiné-Bissau, Guiné Equatorial e Guiné Conacri.

Este será o primeiro navio a ser construído pela empresa da Figueira da Foz, que se dedicava apenas à reparação naval, tendo adicionou há seis meses a componente comercial de construção, refere o mesmo site.



Fonte: TeR

Quando um tubarão aparece para "surfar"

Os surfistas que participavam numa competição na Austrália foram surpreendidos pela presença de um tubarão entre eles. A inesperada visita saltou duas vezes e foi apanhado pela máquina fotográfica de uma moradora local.
A competição “Coffs Harbour”, na praia de Macauley, no Estado de Nova Gales do Sul, no sudeste da Austrália, ficou marcada por uma episódio de criar “arrepios” ao mais experiente dos surfistas.

Durante a prova, no domingo, um tubarão “infiltrou-se” e no meio do grupo deu dois saltos. Steph Bellamy mora junto à praia e estava a assistir a tudo com uma máquina fotográfica na mão.
Foi ela quem no momento e no local certos captou a imagem do tubarão, quando viu um salto na água. “O tubarão realmente saltou duas vezes. Ele saltou uma vez, e depois saltou de novo e foi esse salto que eu fotografei. Foi tudo num piscar de olhos», disse Steph à BBC.
Foi tão rápido que ninguém percebia o que se tinha passado. «Eu ouvia as pessoas a perguntar “O que foi aquilo?” e eu só percebi o que era quando fiz zoom da imagem», porque segundo Steph Bellamy «é invulgar um tubarão nadar tão perto da costa».
Com a fotografia na mão correu até à organização da prova. O locutor do evento pediu aos surfistas para saírem da água. Escaparam todos ilesos. Estiveram na areia dez minutos para depois regressarem ao mar.
Steph conta que ninguém ficou com medo, «estava toda a gente deslumbrada e todos queriam uma fotografia do tubarão».
A foto de Steph Bellamy está a correr e a fazer êxito por todo o mundo. Esta mãe de 47 anos reage de forma positiva a esta exposição e aos que a acusam de ter alterado a imagem digitalmente, ela responde que «só me dá vontade de rir. Nem para salvar a minha vida eu sei usar o Photoshop».


Fonte: TSF
Foto: Steph Bellamy

Surf português chega à Índia

Um surfista português vai levar o ensino do surf a Goa, na Índia, instalando naquele antigo território ultramarino uma filial da escola que possui na Figueira da Foz.
Eurico Gonçalves, que foi campeão nacional de longboard em 2008 e que pratica surf há mais de 30 anos, tem como objectivo contribuir para o desenvolvimento da modalidade naquele populoso país, mas onde apenas existem 150 surfistas registados.
“Em Goa, há duas ou três escolas de surf, embora trabalhem exclusivamente com turistas. A ideia é levar também o surf para os goeses”, disse Eurico Gonçalves à agência Lusa.
De acordo com o proprietário da iSurf Academy – escola fundada há cerca de três anos e localizada na praia do Cabedelo, na margem esquerda do rio Mondego – na Índia, o segundo país mais populoso do mundo, com 1,2 mil milhões de habitantes, o surf “não se nota, é residual”, frisou.
A opção pela antiga possessão portuguesa da costa ocidental indiana surgiu de um amigo de infância, residente em Goa, que desafiou Eurico Gonçalves a ali abrir a escola, durante cinco meses, coincidindo com o período mais quente daquele território, prévio à época das monções que se inicia em Junho.
O surfista defende que com o desenvolvimento actual do surf em Portugal, com a multiplicação de escolas e novos praticantes da modalidade, a abertura, nos últimos anos, de pós-graduações em instituições de ensino superior e o número crescente de atletas que competem contra a elite mundial, o nosso país “está apto a exportar esse conhecimento acumulado” para países onde a modalidade é praticamente inexistente.
E Goa, sustentou Eurico Gonçalves, tem condições geográficas e características climáticas – ondas pequenas e a água quente do oceano Índico – que a tornam um destino “de excelência para o ensino” do surf, frisou.
“O que se pode pedir de melhor?”, adiantou.
Perante o desafio de rumar à Índia, Eurico Gonçalves aceita como natural a troca das ondas grandes da costa atlântica – de que é adepto confesso – pela pequena ondulação que o espera em Goa.
“A minha relação com o mar foi sempre a de pegar naquilo que ele tem para me oferecer. Muito divertimento, muito conhecimento e Goa também tem ondas, tem ondas perfeitas, ondas pequenas, eu gosto de ondas grandes, mas as ondas pequenas também fazem parte [do surf]”, argumentou.
“Vou aproveitar para aprimorar a minha técnica em ondas pequeninas”, disse o surfista.
Após o regresso de Goa, Eurico Gonçalves pensa apostar noutros destinos para expandir a iSurf Academy, concretamente em África, em países de língua portuguesa como Moçambique, Angola ou São Tomé e Príncipe, revelou.
Fonte: Lusa/SOL

O Mar uniu-as, fê-las crescer e agora já não há como (se)pará-las.

Começou por simples diversão, mas rapidamente se tornou numa paixão. Daquelas viciantes. Ao início eram poucas, mas com o tempo foram crescendo. A maioria são mães, donas de casa, todas com a adolescência já vivida – todos sabemos que não é bonito falar de idades no feminino… – mas ainda com um espírito bastante jovem. Pelo meio até há caras conhecidas. Juntam-se regularmente para surfar. Também para se divertirem, desfrutarem daquilo que o mar dá e, acima de tudo, para partilharem a paixão que as une. O mar uniu-as e a amizade será sempre salgada. Dizem elas.

Aqui só há espaço para tudo aquilo de melhor que o surf tem para nos oferecer. Não interessa o crowd, nem as prioridades, apenas a partilha. No passado domingo juntaram-se novamente. Desta vez não era apenas umas habitual sessão como acontece quase todas as manhãs na zona da Linha. Antes ainda de irem trabalhar. Desta vez era… digamos que um “encontro” mais especial. Uma reunião em maior número. Mas sempre com a partilha da paixão que as une presente. Fomos conhecer melhor as Salty Friends. Saber como tudo começou, o que pretendem desta união e que sets veem bem lá ao fundo. No futuro. E só não saltámos para dentro de água com elas porque nos falta o requisito principal para isso.
“As Salty Friends nasceram de um grupo de amigas, a maior parte mães, mulheres que trabalham, mas que partilham uma paixão comum pelo mar e que perceberam o quanto essa partilha pode ser profunda e enriquecedora”, começa por dizer-nos Maria Valadares, uma das fundadoras do grupo e pioneira desta rotina, ela que também é conhecida no mundo do surf simplesmente por Pi – sim, é este mesmo nome que dá vida às originais capas de prancha “Souls of Pi”. “Entretanto, surgiu a ideia de criar um grupo de Facebook e o grupo foi crescendo, de forma natural, através de convite a quem se ia juntando”, explica.
Esta ideia é corroborada por Ruth ou Sharky Runner, nickname pelo qual é conhecida no mundo das ondas. “Este grupo nasceu de uma vontade de mulheres com carreiras e responsabilidades familiares, com caminhadas e vidas diferentes umas das outras, se juntarem para partilhar aquilo que as une: o mar, as ondas, o surf. O primeiro objectivo – que foi conseguido com sucesso – era dar a oportunidade a um grupo de “miúdas” de conhecerem outras que partilhem o mesmo interesse. Mulheres que têm quase todas vidas muito intensas, pois trabalham, são mães, têm famílias e outras responsabilidades ao seu cargo, que faz com que não seja fácil tirar tempo para esta prática do surf”, refere.
“Há muitos anos que sentia necessidade e ansiedade por ter companhia feminina dentro de água”.
A este grupo não falta nada. Nem mesmo uma madrinha. Teresa Abraços é uma presença assídua nestas sessões. A ex-campeã nacional é também um exemplo para as companheiras de remadas. “Há muitos anos que sentia necessidade e ansiedade por ter companhia feminina dentro de água. Sempre que encontro surfistas mais velhas meto conversa… até porque tenho curiosidade de saber como começaram. E foi assim que começou: meto conversa, conheço várias surfistas e combinamos surfar juntas. A ideia é essa. E também puxarmos umas pelas outras”, frisa Teresa.
Para alguém que vem do mundo competitivo, como será este tipo de experiência? E quais as diferenças? “Às vezes sentimos saturação da competição. A minha vida foi centrada nisso. Valorizo imenso o tempo que passo com elas. Não têm nível avançado mas têm paixão e saem sempre com um sorriso da água. Essa parte é a que acho gratificante e que busco hoje em dia. Sempre senti muitos preconceitos antigamente, com a modalidade e em relação às mulheres. Por isso, gosto de me empenhar em quebrar estas barreiras”, afirma Teresa Abraços.
Exigências
No corrupio do dia-a-dia acaba por ser normal que nem sempre passemos no mar o tempo de que gostaríamos. Então imaginem-se mulheres, mães e donas de casa. Nada disso… aqui não há desculpas. Mesmo que as exigências sejam altas, há sempre forma de contorná-las. “Nada é fácil para a maioria. Ter de levar miúdos à escola, fazer comida, trabalho, tratar da casa, entre outras coisas, não deixa muita margem de manobra para fazer umas ondas. Contudo, a vontade é muita e tenta-se gerir da melhor forma, fazendo os possíveis para não afectar a rotina da família e a vida profissional. É também uma maneira de mostrar e fazer compreender a quem as rodeia que elas merecem e precisam destes momentos, que, por sua vez, trazem mais força e energia ao seu dia e sobretudo à sua vida”, reforça Sharky Runner.
“É difícil dar uma ideia geral de como tantas mulheres, com tantas actividades diferentes, ritmos de vida e rotinas distintas o fazem. Regra geral, o que acontece é entrarmos bem cedinho pela manhã e depois, sempre que podemos, cada uma com o seu ritmo. Prevalece aqui uma vontade imensa, que acaba por determinar a forma como cada uma gere o seu dia”, garante Pi, ela que é ainda instrutora de Actividade. Actividade que o grupo também aliou ao surf no recente encontro.
E de onde vem tanta inspiração? “Eu acho que uma das principais vantagens deste grupo é que, para além das inspirações que podem ser exteriores, nos inspiramos umas às outras, através da cumplicidade que vamos ganhando. Também por nos identificarmos em muitas das dificuldades que surgem do facto de sermos mulheres mais velhas e com responsabilidades comuns. Claro que ter a Teresa Abraços entre nós, vê-la surfar e falar sobre a sua paixão, na boa disposição que a caracteriza, também representa sempre uma inspiração”, assevera Pi. “Não posso deixar de mencionar que sou fã da “Slater”, como chamo à minha amiga Teresa Abraços. Como pessoa e amiga é uma inspiração. Como surfista… fico horas a vê-la no mar e a sonhar que sou eu ali”, diz Sharky, em tom sorridente.
Apenas o começo


O encontro realizado juntou mais de duas dezenas de Salty Friends. Segundo as próprias foi “um sucesso” e é mais do que certo que foi apenas o primeiro de muitos. “Não restou qualquer dúvida após o encontro, que este seria o primeiro de muitos. Embora não esteja agendado ainda nada em concreto… A não ser uma surftrip urgente – ideia à qual todas aderiram rapidamente”, desvenda Pi. Já Sharky acrescenta que “o feedback do evento superou as expectativas”. “Foi muito gratificante ver a energia contagiante que se gerou ali naquela partilha e convívio, que terminou de forma descontraída à beira mar, a beber um chá e a planear futuros eventos. Sempre com uma grande vontade de estarmos juntas outra vez. Estou certa que muitos outros eventos virão. E até com formatos diferentes. Parar é que não! Jamais”, assegura.
A paixão e o vício pelo mar é tanto que “parar” é uma palavra que, logicamente, não vem no dicionário delas. “Jamais me passa pela cabeça alguma vez deixar. Contudo, ainda tenho uma caminhada longa a percorrer: ir mais para o outside e comprar um capacete”, afirma Ruth. A mesma ideia é compartilhada por Pi: “Por mim vai ser até às pernas não conseguirem aguentar”.
Num desporto maioritariamente masculino e jovem, elas são um verdadeiro exemplo. Um exemplo de alegria contagiante, força de vontade e de amor pelo mar. São também uma pequena amostra daquilo que deveria ser a perfeição dos nossos lineups, mostrando-nos que vale a pena sonhar com a harmonia. Se te encontrares por aí com um numeroso grupo de mulheres surfistas não te assustes. Elas sabem bem o que fazem. Amigas, mães, com larga experiência de vida, com os seus trabalhos… e com tempo para serem Surfistas. Sim, assim mesmo. Com S maiúsculo.

Fonte: Surf Portugal
Fotos: Pedro Quadros e Sharky Runner

Munique não tem mar, mas tem surf

Munique tem uma atracção invulgar. Para além da “Oktoberfest”, da Ópera, do Bayern ou do seu património histórico, a cidade alemã é também um novo ponto no mapa do surf.
Munique não tem mar. Mas tem um parque, o Jardim Inglês. Tem um rio, o Isar, com um canal, o Eisbach. Que tem uma onda. Não tem mais de 10 metros, mas para os surfistas desta cidade alemã chega e sobra para as perícias em cima de uma prancha. São autênticos acrobatas que cruzam o canal de um lado ao outro tantas vezes quantas o equilíbrio permite.
Praticamente todas as grandes figuras do surf mundial já passaram por Munique. Desde Kelly Slater a Gerry Lopez, Shaun Thompson, Ross Clarke-Jones ou Marlon Lipke.

Fonte: TSF – Reuters – Michael Dalder

«Soltar amarras» no Casino

por
O Casino Figueira, juntamente com a Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF) e a Price Waterhouse Coopers, inicia, no dia 8 de Dezembro, um ciclo de três conferências sob o lema “Soltar amarras”. A primeira sessão, que decorre pelas 21H30, tem como convidado Fausto Brito e Abreu, secretário Regional dos Açores do Mar, Ciência e Tecnologia, que abordará o tema “Açores e o mar profundo: a ciência como base do crescimento azul”.

Em conjunto, o casino, a APFF e a Price Waterhouse Coopers, “têm encontrado sempre modalidades de promoverem a concretização de iniciativas em que as perspectivas de um novo mundo para Portugal, através do Mar e no Mar, se vão aproximando e clarificando”. Destaque-se, por exemplo, a vinda do Navio Escola Sagres, em 2012, à Figueira da Foz, onde participaram uma centena de estudantes de quatro escolas do concelho. Por sua vez, durante um ano, o casino firmou um ciclo de conferências com a com a Marinha Portuguesa. Já antes, em 2011, a APFF, em conjunto com o casino, organizou uma exposição documental que esteve patente nas instalações da Universidade de Salamanca.


Fonte: PDP