Ano decisivo para os terminais de contentores do Barreiro e de Sines

O projecto do novo terminal de contentores do porto de Lisboa deverá ver confirmada em 2015 a sua localização no Barreiro. Se não ocorrer qualquer imprevisto, este será o ano que, conforme intenção expressa do actual Governo, marcará o arranque do concurso público internacional para atribuir a concessão a um dos diversos grupos internacionais alegadamente interessados em efectuar este investimento de várias centenas de milhões de euros.

O ano que agora arranca deverá também esclarecer outras questões fundamentais para o porto de Lisboa, como a relativa ao futuro do contrato do terminal de contentores de Alcântara, questão que há vários meses está a ser negociada entre o Governo e a concessionária Liscont, do grupo Mota-Engil.
Uma terceira novidade no porto da capital será o arranque das obras para a construção do novo terminal de cruzeiros, cujo concurso de concessão foi atribuído no ano passado.
No sector portuário, existe ainda a expectativa sobre o arranque da expansão do terminal de contentores de Sines, depois de em 2014 o Governo e a concessionária PSA, de Singapura, terem chegado a um memorando de entendimento sobre o projecto. Está ainda previsto o lançamento de concursos para novas concessões de terminais em diversos portos nacionais, o que servirá para testar a fundo o novo modelo de contratos implementado juridicamente pelo Governo em 2014.
Não admira que seja o sector portuário que tem na calha alguns dos mais importantes investimentos previstos para Portugal nos próximos meses e anos. Os portos nacionais entram em 2015 com uma dinâmica vitoriosa, depois de terem batido recordes consecutivos de movimentação de mercadorias durante 2014.

Fonte: PDP

Decisão sobre Terminal do Barreiro ainda em 2015



Sérgio Monteiro, secretário de Estado dos Transportes, afirmou que a decisão sobre o novo terminal de contentores do Barreiro será tomada “brevemente”, avança o Diário Económico. Presente na tomada de posse dos novos órgãos sociais da Agepor – Associação de Agentes de Navegação de Portugal, Sérgio Monteiro referiu, na passada terça-feira, que “a discussão pública [sobre o terminal de contentores do Barreiro] teve o seu momento, agora é momento de decidir e nós decidiremos brevemente sobre essa matéria“. O secretário de Estado salientou ainda que não considera “que o investimento em Setúbal seja canibal do Barreiro, ou que o Barreiro seja canibal de Sines“, frisando ainda que “todo o investimento portuário previsto no PETI [Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas] será totalmente privado“. Segundo o mesmo Diário, o governante recordou o objectivo do Governo de criar as condições para que o sector portuário triplique a movimentação de cargas até 2022, apesar do mandato estar a chegar ao fim.


Fonte: DE

Free Surf Dream Tour: Os Tops Mundiais no Parques de Diversões de Trestles

Gabriel Medina, John John Florence, Jordy Smith, Mick Fanning, Adriano de Souza, Filipe Toledo, Kolohe Andino, Miguel Pupo… Traduzindo, a nata do surf mundial reunida num clip de 5 minutos de surf high performance. Estes foram os protagonistas de alguns dos mais incríveis momentos das sessões de free surf durante a etapa do WCT em Trestles.

A GO-S.TV andava por lá e faz agora um apanhado do que de melhor por lá se passou. Desde aéreos animais, passando surf de rail. Da armada brasileira, até ao fenómeno John John, que foi um dos naturais destaques – no free surf e no evento. Está tudo aqui. Um regalo para os teus olhos!
Fonte: Surf Portugal

A MOL está no mercado para comprar porta-contentores de 20 000 TEU de capacidade.

A MOL está no mercado para comprar porta-contentores de 20 000 TEU de capacidade.
A companhia, número um no Japão, estará em negociações com armadores visando o fretamento daqueles que serão os maiores navios porta-contentores do mundo, avança a imprensa especializada internacional.
O interesse da MOL foi assumido pelo presidente da companhia na sua mensagem de Ano Novo. “No que se refere aos problemas estruturais que a nossa divisão de contentores enfrentou, já iniciámos medidas para reformular o negócio, tal como fazer um upgrade à frota com o maior porta-contentores do mundo – 20 mil TEU – para tornar-nos mais competitivos”, afirmou Koichi Muto.
Actualmente, o maior navio porta-contentores do mundo é o CSCL Globe, com uma capacidade de 19 mil TEU. Mas deverá ser destronado ainda neste mês de Janeiro pelo MSC Oscar, com capacidade para transportar 19 224 TEU.
Fonte: T e N

Capacidade da frota dos três grandes armadores cresce 9,6% em 2014

Maersk, MSC e CMA CGM, os três maiores armadores a nível global, aumentaram a capacidade da sua frota em 9,6% em 2014, segundo dados da Alphaliner. 

A Maersk tinha um total de 2,8 milhões de TEU’s no final do ano passado e 604 navios, enquanto que a MSC tinha 2,5 milhões de TEU’s e 497 navios porta-contenedores. Já a CMA CGM conta com 1,6 milhões de TEU’s e 446 navios.

Assim, a Maersk continua a ser o armador com maior capacidade, tendo aumentado a sua capacidade em 318.000 TEU’s, muito devido à entrega de novos Triple E de 18.340 TEU’s cada. 

No top 10 dos grandes armadores, todos aumentaram a sua capacidade de frota, excepto Hapag-Lloyd/CSAV, Hanjin Shipping e APL.



Fonte: Cargo

Navio afunda-se com mais de 20 pessoas a bordo

Um navio que fazia o percurso Cidade da Praia/São Filipe, na ilha do Fogo, com mais de 20 pessoas a bordo, afundou-se quinta-feira à noite a quatro milhas do cais do Vale dos Cavaleiros, informou a imprensa cabo-verdiana. 

Segundo notícia a Inforpress, o navio ‘roll on roll off’ Vicente, que pertence à Companhia Tuninha, ter-se-á afundado com seis contentores que transportavam medicamentos da empresa que está a construir o hospital regional das ilhas do Fogo e da Brava.
A mesma fonte escreve que o barco era esperado às 19:00 de quinta-feira no cais de São Filipe, mas como tardou a chegar, as autoridades marítimas tentaram entrar em contacto com a sua tripulação às 20:00, mas o Vicente poderá ter-se afundado 30 minutos mais tarde. 
A Inforpress informou que duas embarcações, sendo uma delas o navio Kriola, que liga a Praia ao Fogo, fizeram-se ao mar à procura do navio acidentado, que deveria ter a bordo 14 tripulantes e nove passageiros.
Foram resgatados três passageiros, que se encontram a bordo do navio Kriola, tendo regressado às buscas um barco de pesca, cuja tarefa se tornou cada vez mais difícil tendo em conta o estado do mar, com vagas de cerca de três metros de altura, e o facto de estar escuro no local.
A agência de notícias cabo-verdiana indicou que no cais do Vale dos Cavaleiros encontram-se autoridades marítimas, sanitárias e da Protecção Civil cabo-verdianas, prontas para entrar em acção e prestar socorro ao navio e seus ocupantes do navio Vicente, que antes operava na linha Santo Antão/ São Vicente. 
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Protecção Civil (PC) cabo-verdiana, Arlindo Lima, que se encontra na ilha do Fogo para acompanhar a erupção vulcânica, confirmou o afundamento do navio, mas disse que “ainda é cedo” para avançar “informações concretas”.
O responsável confirmou que as autoridades estão a acompanhar o caso e que, pelas informações que lhe foram passadas pelo delegado marítimo em São Filipe, estavam 22 pessoas a bordo.
Este é o quinto incidente com barcos em Cabo Verde em pouco mais de um ano, tendo o primeiro acontecido em Setembro de 2013, quando o navio de carga Rotterdam, com seis tripulantes a bordo, desapareceu horas depois de ter saído do Porto da Praia e até hoje não se sabe do seu paradeiro. 
Um mês depois, em Outubro de 2013, o navio de transporte de passageiros inter-ilhas Sal-Rei colidiu com a embarcação de combustíveis Cipreia junto do ilhéu de Santa Maria, na Cidade da Praia, mas o acidente não causou vítimas. 
No mês de Junho último, o navio de passageiros e de carga Pentalina-B encalhou na praia de Moia-Moia, região do concelho de São Domingos, ilha de Santiago, mas todos os 85 passageiros que estavam a bordo foram retirados com ajuda de um rebocador. 
Em Agosto do ano passado, o navio de combustível John Miller, propriedade da empresa de combustível Enacol, encalhou na ilha da Boavista, quando se preparava para fazer uma descarga de combustível e gás na ilha, provocando danos ambientais, mas a tripulação foi salva. 
Fonte: Lusa/SOL

Japão investiga potencial energético dos oceanos a partir do uso de turbinas

As empresas japonesas Toshiba e IHI pretendem instalar no fundo do mar uma série de turbinas com o objectivo de converter a corrente oceânica Kuro Shivo em energia limpa.

As empresas japonesas Toshiba e IHI anunciaram em comunicado de imprensa, o lançamento de um projecto de investigação que pretende instalar no fundo da costa do país uma série de turbinas parecidas com as utilizadas nos parques eólicos, com o objectivo de converter a força da corrente oceânica Kuro Shivo em energia limpa. O projecto conta com o apoio do órgão do governo japonês New Energy and Industrial Technology Development Organization (NEDO), responsável pela administração dos recursos energéticos do país.
“O sistema de turbinas subaquáticas provará a viabilidade da geração de energia numa ambiente oceânico e promoverá o desenvolvimento industrial, além de contribuir para o aumento da segurança no parque energético japonês”, afirmou a empresa Toshiba no comunicado. De acordo com o US Bureau of Ocean Energy Management, o potencial deste tipo de energia é grande, pois as correntes oceânicas são previsíveis, estáveis e carregam muita energia.
“Enquanto as correntes oceânicas movem-se lentamente em relação à velocidade do vento, elas carregam uma grande quantidade de energia por causa da densidade da água, que é 800 vezes maior que o ar. Assim, para a mesma área de superfície, a água ao mover-se a 19 quilómetros por hora exerce a mesma força que um vento a 177 quilómetros por hora”, afirma a organização.
Ainda não são conhecidos os detalhes de como funciona a tecnologia, mas a empresa Toshiba adiantou as linhas gerais. “O sistema de turbinas subaquáticas é um dispositivo de geração de energia composto de duas turbinas de rotação anti-horária. Elas estarão ancoradas no fundo do oceano e flutuarão como um papagaio, carregados pela corrente do oceano”.
Conforme avança a página Motherboard, a ideia de aproveitar a energia das correntes oceânicas não é totalmente nova, mas esta é a primeira vez que se emprega a ideia de utilizar turbinas com aerofólios ao longo de um eixo vertical para criar rotação e gerar energia. Um dos motivos principais motivos é o alto custo para a construção, desenvolvimento e manutenção do equipamento, além do possível impacto sobre o ambiente marinho, como por exemplo no movimento migratório dos peixes. Apesar do projecto de investigação já ter começado, não há previsão para a apresentação dos resultados.
Fonte: Observador


Investigadores internacionais descobrem nova espécie de esponja em mar português

Grupo de cientistas descobriu uma nova espécie de esponja cristal em algumas áreas do Mediterrâneo e Atlântico, como as montanhas submarinas de Gorringe, em águas portuguesas.




Um grupo de cientistas descobriu uma nova espécie de esponja cristal em algumas áreas do Mediterrâneo e Atlântico, como as montanhas submarinas de Gorringe, em águas portuguesas, refere uma informação divulgada nesta segunda-feira pela organização Oceana.
O trabalho, desenvolvido por investigadores de França, Canadá e Espanha, aponta para a existência da nova espécie de esponja nos desfiladeiros marinhos da Córsega, em montanhas do Mar de Alborán e no Atlântico, nas elevações submarinas chamadas de Banco Gorringe, localizadas a sudoeste de Portugal, a cerca de 200 quilómetros do Cabo de S. Vicente, em Sagres, no Algarve. Segundo a organização internacional de conservação dos oceanos, que também participou na investigação, “Sympagella delauzei é o nome dado a esta nova espécie de esponja cristal (Hexactinélida), que mede entre 8 e 14 centímetros, incluindo o pedúnculo, e se encontra em profundidades entre 350 e 500 metros”.
Publicado na revista Journal of the Marine Biological Association do Reino Unido, o trabalho aponta também a possibilidade da existência da “nova esponja” em outras áreas, como o norte de África ou a Macaronésia, e revê a distribuição no Mediterrâneo de cerca de uma dezena de espécies, incluindo algumas com mais de um metro de altura.
Os cientistas acreditavam que o Mediterrâneo não apresentava as condições adequadas à presença de esponjas cristal, espécies que preferem o frio e, por isso, se encontram habitualmente em águas polares ou a grandes profundidades.
No Mediterrâneo, mesmo em zonas mais profundas, as temperaturas da água apenas baixam para os 13 graus centígrados, no entanto, “como demonstra esta descoberta, este mar guarda mesmo muitos segredos e surpresas”, salienta a Oceana.
“Estas descobertas, junto com a revisão de espécies de esponjas cristal do Mediterrâneo, indicam-nos que há que ter em conta este mar no momento de proteger as agregações de esponjas”, afirmou o Director de Investigação da Oceana e coautor do estudo, Ricardo Aguilar, citado na informação. Outros estudos demonstraram que as esponjas cristal são uma fonte muito importante de silício, um dos nutrientes básicos para os oceanos, acrescenta.
O trabalho foi liderado pela especialista Nicole Boury-Esnault e resultou da colaboração entre investigadores do Instituto Mediterrâneo de Biodiversidade e Ecologia Marinha e Costeira de Marselha (França), da Universidade de Victoria em Columbia Britânica (Canadá) e da Oceana.
Fonte: Observador

Tanger-Med passou barreira dos três milhões de TEU

O porto de Tanger-Med, em Marrocos, superou, no dia 23 de Dezembro, os três milhões de TEU movimentados em 2014.
No total, em 2014 o porto marroquino registou 2 100 escalas de navios porta-contentores, das quais 1 300 no terminal da Eurogate (mais 34% que no ano passado) e 800 no da APM Terminals (uma subida de 11% face a 2013).
Os três milhões de TEU agora movimentados comparam com os 2,55 milhões de TEU registados em 2013, que então representaram um crescimento homólogo de 40%.
O porto de Tanger-Med começou a sua actividade em Julho de 2007 e a marca de três milhões de TEU movimentados vem validar a estratégia em curso de aumentar, até 2016, a capacidade da infra-estrutura, dos actuais 3,5 milhões para 8,5 milhões de TEU.
Fonte: T e N

Bastonário insiste: dragar no Barreiro custará 48 milhões / ano



Manter os fundos no futuro terminal de contentores do Barreiro custará 48 milhões de euros por ano, todos os anos, reafirma o bastonário da Ordem dos Engenheiros, em declarações ao “DE”.
Os custos das dragagens – iniciais e de manutenção dos fundos – ameaça centrar a discussão sobre a viabilidade do futuro terminal de contentores previsto para o Barreiro. E os números sobre a mesa não poderiam ser mais díspares.
De muito longe, a “factura” mais elevada é apresentada pelo bastonário da Ordem dos Engenheiros. Em declarações ao “DE”, Carlos Matias Ramos insiste na previsão de um custo anual de 48 milhões de euros, e explica: “para permitir a navegação de navios com calados [fundos] de 14 a 14,5 metros, tem de se escavar um canal com 16 metros de profundidade; mas, naquele local, tal como no Alfeite, porque estamos a falar de lodos submarinos e não de areias, se quero ter o canal e as bacias de manobra e de acostagem a funcionar ao final de um ano, temos de escavar mais abaixo, temos de afundar até à cota de profundidade de 16 e de 21 metros, respectivamente”.
Para manter o terminal capaz de receber navios de 8 000 TEU, o líder da Ordem dos Engenheiros calcula que será necessário dragar anualmente oito milhões de metros cúbicos. O que levantará o problema do custo: 48 milhões de euros, diz, caso não haja problemas graves de contaminação dos lodos; e também do destino a dar aos inertes.
As dragagens iniciais, que o bastonário estima em 27 milhões de metros cúbicos, custarão uns 160 milhões de euros e serão, ao que afirma a tutela, suportadas pelo futuro concessionário.
O problema coloca-se, pois, com as dragagens anuais, que serão realizadas e pagas pela administração portuária. O Governo e a própria APL insiste na previsão de um custo anual de um milhão de euros, baseada no histórico dos custos de dragagens feitas nas proximidades.
As contas de Carlos Matias Ramos são, porém, muito diferentes. Ao “DE”, o bastonário insiste  que o que o move, e à Ordem dos Engenheiros, não é “nenhuma preferência por nenhum terminal, por nenhum porto. A preferência da Ordem é pela transparência e pela clareza. Existe aqui o risco de criar uma situação análoga à de certas PPP”.
Fonte: Transportes e Negócios / DE