Fotografia capta tubarão raro a dar à luz

Imagem foi captada numa «estação de limpeza» nas Filipinas, que se julga poder ser utilizada como maternidade da espécie. Acredita-se que pela primeira vez tenha sido fotografado um tubarão debulhador, ou tubarão-raposa, a dar à luz em pleno oceano. O chefe da equipa, Simon Oliver, da Universidade de Chester, contou à BBC News que é também «o primeiro registo do nascimento de qualquer espécie oceânica». Oliver acrescentou que ver esta imagem foi um dos momentos mais emocionantes da sua carreira.

«Nós estávamos a fazer um levantamento padrão -todos os dias, e a fazer observações». «Um membro da nossa equipa, fotógrafo, Attila Kaszo, tirou a fotografia do tubarão e quando processou a imagem e ma mostrou, fiquei fora de mim», recordou.
Simon Thorrold, experiente cientista da «Woods Hole Oceanographic Institution» em Massachusetts, nos Estados Unidos, descreveu a fotografia como «incrível».
«Nunca vi nada comparável com esta imagem de qualquer outro tubarão pelágico», «é bem possível que seja a primeira vez que tal cena foi fotografada», contou à BBC.

Thorrold acrescentou, no entanto, que considerada a sua «importância limitada» em termos de conservação dos tubarões. 

Simon Oliver, que estuda esta espécie de tubarões nos montes submarinos das Filipinas, acredita que esta fotografia demonstra a importância do estudo naquele local para esta espécie vulnerável caracterizada pela sua grande barbatana caudal. 

Este sítio em particular é uma «estação de limpeza», onde os tubarões se dirigem para que os chamados «peixes limpadores» lhes removam os parasitas.
«Parece que esta área não só é uma estação de limpeza, mas também essencial, servindo como local de maternidade», explicou Oliver.

«Observamos muitas fêmeas [grávidas] lá, por isso não penso que aquela seja a única», acrescentou.


A equipa científica tem agora como objectivo tornar aquela área marinha como «protegida».

Fonte: TVI 24

Oceano XXI realiza Série Documental sobre o Mar.

A Oceano XXI, na qualidade de entidade dinamizadora do Cluster do Conhecimento e da Economia do Mar em Portugal, promoveu a realização de uma série televisiva, “Mar, a Terra Prometida”, que está a ser transmitida na SIC Notícias e que tem envolvidos diversos associados e parceiros do Cluster.
“Mar, a Terra Prometida” é uma série documental constituída por 13 episódios, com cerca de 10 minutos cada, que abarca um diverso conjunto de temáticas relacionadas com o Mar. São abordadas fileiras como a aquacultura e a sua crescente importância na Economia do País; a biotecnologia marinha e a valorização de subprodutos do Mar; a importância da sustentabilidade do recurso Mar; os recursos minerais e geológicos, desde a sua exploração à prospecção; os portos e o turismo náutico; as energias renováveis e seu desenvolvimento; a importância da extensão da plataforma continental e a consequência da aprovação nas Nações Unidas; as ameaças, emergências e segurança no Mar Português; os serviços ligados às operações marítimas; e também a formação e competências necessárias para se operar no Mar.
A série é da autoria de Augusto Barata da Rocha (Professor na FEUP, Diretor do OCEANUS – Centro de Competências da UP e Diretor da Oceano XXI), Eduardo Silva (Professor no ISEP e Investigador no INESC-TEC) e Rui Azevedo (Professor na FEUP e Diretor Executivo da Oceano XXI), e foi produzida pela POCC – Produção de Conteúdos Científicos, Lda.. Para a sua realização colaboraram os associados APDL – Administração dos Portos do Douro e Leixões, S.A., CIM Alto Minho – Comunidade Intermunicipal do Alto Minho,
CIRA – Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, INESC PORTO – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto, ISCIA – Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração, ISEP – Instituto Superior de Engenharia do Porto e UP – Universidade do Porto, e ainda os parceiros WaveC – Wave Energy Centre e Clube de Vela Atlântico. Estão também associados à série um conjunto de projetos e programas de financiamento, nacionais e estrangeiros, que cofinanciaram a realização dos episódios, a saber, o projeto ATLANTIC BLUE TECH através do programa Espaço Atlântico, o projecto OceaNET através do programa Marie Curie Actions, a FCT e os programas nacionais ON.2 – O Novo Norte e COMPETE.
“Mar, a Terra Prometida” é transmitida semanalmente na SIC Notícias (aos sábados pelas 09h45, com repetição às 02h45 de domingo, 15h45 de terça feira e 20h30 de sexta feira).
Fonte: Local

Há mais peixe no mar além da sardinha, lembra Governo

O número de sardinhas no mar “não está de grande saúde”, afirma o secretário de Estado do Mar, que diz estar preparado para pagar novos subsídios aos pescadores para não capturarem este peixe.
O secretário de Estado do Mar lembrou aos pescadores que existem outros peixes no mar além da sardinha, salientando que os barcos que continuaram a pescar arranjaram alternativas para manter uma actividade económica sustentável. “Nós temos de notar que não existe só sardinha, existem outros stocks, portanto há outras possibilidades de pesca “, como a cavala ou o carapau, afirmou Manuel Pinto de Abreu em entrevista à agência Lusa.
Das 207 embarcações licenciadas para a pesca de cerco afectadas pela suspensão temporária de pesca da sardinha decidida no ano passado pelo Governo, cerca de metade (94) continuaram a pescar.
“A sardinha, de facto, é mais rentável, mas se nós falarmos com as organizações de produtores, algumas decidiram não parar em setembro, decidiram ir à procura de espécies alternativas e procurar mercados que recebessem essas espécies alternativas e estão contentes com aquilo que se passou, estão contentes com os resultados que obtiveram”, garantiu.
Manuel Pinto de Abreu destacou que cabe às organizações de produtores avaliarem como devem fazer a gestão da actividade, mas adiantou que é preciso ponderar dois factores: primeiro, a impossibilidade de pescar sardinha, segundo a possibilidade de pescar outras espécies alternativas.
Sublinhando que o “stock da sardinha não está de muita saúde”, o governante acrescentou que foi essa a razão que levou à suspensão por ter sido atingida a quota anual disponível. A proibição foi compensada com a atribuição de subsídios aos pescadores, mestres e armadores num total aproximado de 4 milhões de euros, o que corresponde a um salário de 600 a 800 euros por mês, por tripulante, em função das actividades a bordo.
Segundo o secretário de Estado, fora alguns problemas pontuais relacionados com documentação das embarcações ou dos tripulantes, este montante já está pago. “Essa foi uma situação excepcional que não tinha sucedido noutros anos em que se conseguia pescar sardinha ao longo de todo o ano” e nada tem a ver com a paragem de defeso biológico que se verifica actualmente e acontece há vários anos para permitir a reprodução da sardinha.
Neste período imposto pela legislação comunitária, esclareceu, não é possível atribuir qualquer compensação financeira às embarcações que têm que parar. Embora no actual período não seja possível pagar compensações aos pescadores que ficam sem trabalho, Pinto de Abreu garante que o Governo está preparado para pagar novamente subsídios se for necessária outra paragem.
“Estamos preparados para, se a situação que se vier a verificar for idêntica à do ano passado, ou seja, se a determinada altura do ano não houver possibilidade de os pescadores continuarem a pescar, estamos preparados para atribuir de novo compensação salarial”, disse.
O defeso biológico decorre entre 1 de  Janeiro e 28 de Fevereiro para os pescadores que não aderiram à cessação temporária e entre 15 de Janeiro e 15 de Março para os que receberam as compensações. Após o período de defeso, está estabelecida uma quota inicial de quatro mil toneladas entre março e maio, mas falta fixar a quota total disponível para 2015.
“Neste momento estão a decorrer campanhas com novos equipamentos que vão permitir tentar obter os melhores resultados possíveis na avaliação do stock“, dados esses que vão servir de base à fixação da quota de captura de sardinha para este ano.
“Pode ser para mais ou pode ser para menos. Aquilo que estamos determinados é que não suceda em Portugal aquilo que sucedeu na Califórnia, que foi o desaparecimento completo da sardinha, que levou 40 anos a recuperar o stock. Quanto pior fizermos ao stock da sardinha mais anos levará a recuperar”, avisou o secretário de Estado.
A decisão final só será tomada no final de maio. Em 2014, a quota anual foi de 13.500 toneladas de sardinha. A gestão da pesca da sardinha em Portugal é feita em gestão partilhada com a Comissão de Acompanhamento da Sardinha, que integra pescadores, a indústria de conservas e a administração pública.
A Comissão de Acompanhamento da Sardinha decidiu, em 2011, em função da escassez do peixe, aprovar um plano de gestão de quatro anos (entre 2011-2015) e a adopção de um defeso biológico, fixado em 2015 em 60 dias.
Fonte: Observador

Maior porta-contentores do mundo baptizado na Coreia do Sul

O MSC Oscar, o maior porta-contentores do mundo em termos de capacidade, foi baptizado no estaleiro da DSME, na Coreia do Sul.
O MSC Oscar, da MSC, tem capacidade para transportar 19 224 TEU, o que o faz superar, por pouco, os 19 100 TEU que o CSCL Globe (e os quatro navios “gémeos” que este terá), da China Shipping, pode transportar.
Não consegue, porém, o título de maior navio em termos de dimensões. Com efeito, o MSC Oscar tem 395,4 metros de comprimento, abaixo dos 400 metros do CSCL Globe e dos Triple-E da Maersk (estes com capacidade para 18 000 TEU). Em termos de largura, o MSC Oscar tem 59 metros, semelhante aos Triple-E e superior aos 58,6 metros do CSCL Globe.
O novo navio da MSC vai ser alinhado no serviço Albatross, entre a Ásia e o Norte da Europa, operado conjuntamente com a Maersk Line no âmbito da aliança 2M.
Para Abril está prevista a entrega de um segundo navio “gémeo” do MSC Oscar.
Fonte: T e N

Porto de Setúbal exportou 67% da carga

O porto de Setúbal exportou, em 2014, 5,2 milhões de toneladas de mercadorias, que correspondem a 67 por cento do total movimentado relativamente à carga internacional, que atingiu 7,7 milhões de toneladas, depois de excluído o movimento de e para os portos nacionais. A administração portuária destaca “a diversificação dos destinos das mercadorias”, com 1,3 milhões de toneladas exportadas para a União Europeia (UE), o que significa um crescimento superior a 25 por cento, face a 2013. Para países fora da EU foram exportadas 3,9 milhões de toneladas, registando, para o porto, um crescimento de 19,5 por cento, em relação ao mesmo período. Para este facto, explica o porto de Setúbal, “contribuiu o aumento generalizado, em 2014, do movimento de quase todos os modos de acondicionamento, face a 2013: granéis sólidos, com 2,8 milhões de toneladas, mais 14 por cento; carga geral, com 3,7 milhões de toneladas, mais 20 por cento; roll-on roll-off, com 149 mil unidades, mais 19,5 por cento; contentores, com 103,5 mil TEU, mais 46,8 por cento”.

O cimento liderou as exportações de mercadorias, com 1,9 milhões de toneladas, seguido dos produtos metalúrgicos, com 1,3 milhões de toneladas, do clínquer, com 1,1 milhões de toneladas, dos adubos, com 504 mil toneladas, dos minérios, com 443 mil toneladas, da madeira, com 400 mil toneladas, e do papel, com 308 mil toneladas. Quanto aos terminais, a administração portuária refere que, os de serviço público cresceram mais de 18 por cento, com 4,8 milhões de toneladas, e os terminais de uso privativo, mais cerca de 10 por cento, com um movimento de cerca de 3,2 milhões de toneladas.

Fonte: T e N / Miguel Ribeiro Pedras

Estaleiros Navais de Peniche: Nova gestão investe 15 milhões

O grupo Amal e o fundo de capital de risco gerido pela Oxycapital esperam investir 15 milhões de euros nos Estaleiros Navais de Peniche nos próximos cinco anos, depois de terem comprado a infra-estrutura. A intenção é manter a construção naval mas também incorporar outras actividades, em que a Amal é especialista.

O Público avança que o investimento servirá para criar 300 postos de trabalho. A ideia passa por manter a construção e reparação naval, mas também incorporar a construção de estruturas modulares para exploração de petróleo e gás, na qual a Amal é especialista.

Construir embarcações para pesca do cerco em Angola ou continuar com um projecto para a construção de módulos de produção de energia a partir das correntes submarinas está também na agenda da nova gestão. 

Fonte: Cargo

Peixe de 2,5 metros que devora até cisnes assusta pescadores alemães

Um peixe-gato de 2,5 metros estaria devorando até patos e cisnes no rio Isen, na região da Baviera, na Alemanha, segundo o jornal “Die Welt”.


De acordo com o periódico, o “peixe monstro” come qualquer coisa que surge na frente de sua boca gigante.
Pescadores locais estavam preocupados, e por isso capturaram-no, pois a estaria pouco a pouco comendo todos os outros peixes do rio.
Segundo o “Die Welt”, o problema é que o peixe-gato não tem predadores naturais, pelo menos nenhum excepto ele mesmo.
“Os peixes-gato não costumam comer membros de sua própria espécie, mas agora eles também estão fazendo isso”, disse Manfred Holzner, dirigente da associação local de pescadores.

Peixe de 150 kg aparece numa praia na Córsega

Um gigantesco e raro peixe-sol (Luvarus Imperialis) foi encontrado morto na praia de Palombaggia, próximo a Porto Vecchio, na ilha francesa da Córsega. O peixe, de 1,5 metro e cerca de 150 quilos, chamou a atenção de pescadores e de turistas.



Peixe de 150 kg aparece na praia na Córsega (Foto: Pascal Pochard-Casabianca/AFP)
Peixe de 150 kg aparece na praia na Córsega (Foto: Pascal Pochard-Casabianca/AFP)


Peixe de 150 kg aparece na praia na Córsega (Foto: Pascal Pochard-Casabianca/AFP)

Nova área marítima em disputa entre Portugal e Espanha

Madrid apresentou uma proposta de alargamento da plataforma continental espanhola às Nações Unidas. Espanha reclama soberania sobre os recursos naturais (incluindo o subsolo) de uma área marítima de quase 300 quadrados a oeste das Canárias. Parte desse território é reivindicado também por Portugal. Pode ser mais um caso a juntar-se à questão das Selvagens

A Espanha prepara-se para fazer «a maior ampliação de soberania desde Cristóvão Colombo», como classifica Luis Somoza Losada, coordenador da equipa encarregue de apresentar o projecto de alargamento às Nações Unidas. O documento entregue a 17 de Dezembro abrange uma área marítima de 296 500 quilómetros a oeste das Canárias. De acordo com o jornal «El País», na área sobre a qual a Espanha reclama soberania sobre os recursos naturais, incluindo o subsolo, estão incluídos cerca de 10 mil quilómetros quadrados a sudoeste da Madeira, que também é reclamado por Portugal. 
 

Infografia do «El País» mostra localização da área marítima em disputa por Portugal e Espanha:



De acordo com o «El País», Espanha e Portugal devem entender-se quanto a este pedaço de mar e a disputa deve acabar com «uma divisão salomónica». Portugal apresentou, em 2009, um projecto de alargamento da plataforma continental que inclui essa área, localizada a sudoeste da Madeira. 
  
Outro ponto de conflito entre os dois países poderia ser a questão das Ilhas Selvagens, território português entre a Madeira e as Canárias. A Espanha não questiona as ilhas sejam portuguesas, mas discute a zona económica exclusiva que Lisboa quer para as Selvagens. Ou seja: o território é português e isso não está em causa, mas o mar que está à volta das ilhas é que está a ser disputado. 
  
Para evitar conflitos, nem Portugal nem Espanha incluem as Selvagens nas propostas apresentadas às Nações Unidas para alargamento da soberania.  

Questão deverá ser resolvida «bilateralmente» 

O Governo português esclareceu que Portugal e Espanha «deverão resolver bilateralmente» uma eventual sobreposição das plataformas marítimas, cujas extensões estão em apreciação pelas Nações Unidas, com os dois países a reivindicarem os mesmos dez mil quilómetros quadrados. 

Questionada pela Lusa sobre esta matéria, fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros português esclareceu que as extensões das plataformas marítimas dependem unicamente das Nações Unidas e que apenas a «delimitação de fronteiras marítimas entre os Estados» é «um processo negocial autónomo e bilateral». 

Segundo o ministério liderado por Rui Machete, Portugal já tinha conhecimento que a proposta de extensão da plataforma continental de Espanha a oeste das Canárias seria entregue até final deste ano e os grupos técnicos dos dois países mantiveram «contactos permanentes». 

«Os processos de extensão da plataforma continental não são processos negociais entre Estados, conforme previsto na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar”» referiu a mesma fonte do Palácio das Necessidades, que adiantou que as informações sobre os limites da plataforma continental devem ser submetidas pelo Estado costeiro à Comissão de Limites da Plataforma Continental, que após apreciação técnico-científica emite recomendações dirigidas ao Estado Costeiro unicamente sobre o mérito da submissão apresentada.
«De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (artigo 76º, n.º 10), estes processos não prejudicam a questão da delimitação de fronteiras marítimas entre os Estados, que é, este sim, um processo negocial autónomo e bilateral», acrescenta.

A diplomacia portuguesa esclarece que «a sobreposição de área existente nas duas propostas não tem qualquer consequência para a extensão da plataforma continental para além das 200 milhas marítimas de ambos os países, devendo ser objecto de uma posterior negociação em sede de delimitação de fronteiras marítimas».
«Após conclusão dos processos de extensão de plataforma continental dos dois países e, em caso de sobreposição de áreas para além das 200 milhas marítimas, Portugal e Espanha deverão resolver bilateralmente as fronteiras marítimas», refere.

A proposta espanhola representa «a maior ampliação de soberania desde Cristóvão Colombo», segundo Luis Somoza Losada, que coordena uma equipa de 13 pessoas responsável pelo projecto da expansão marítima de Espanha, numa área de 296.500 quilómetros quadrados no Atlântico, uma superfície similar à do território italiano.

Fonte: TVI 24