O aumento das temperaturas nos Oceanos afecta o desenvolvimento dos Peixes.

Uma investigação divulgada na Austrália, realizada por cientistas da Universidade James Cook, analisou as consequências do aumento da temperatura da água do mar em larvas de peixes recolhidas numa área de 2.000 quilómetros entre o sul da Grande Barreira de Coral e o norte da Papua Nova Guiné.
Ian McLeod, autor do estudo, disse que descobriram que “onde as temperaturas aumentaram acima de um ponto perto do Equador, para 29 graus, o ritmo de desenvolvimento das larvas atrasou-se”.
A maioria dos peixes marinhos atravessa uma etapa de desenvolvimento larval no mar aberto que os torna mais vulneráveis aos predadores e se passam muito tempo nesta situação têm menos possibilidades de sobreviver. Esta situação ameaça também as comunidades que vivem da pesca.
Geoffrey Jones, investigador do estudo, sublinhou que “muita gente nas regiões equatoriais como a Papua Nova Guiné depende dos peixes, que são a sua principal fonte de proteínas, pelo que o estudo faz-nos reflectir sobre o futuro da segurança alimentar nestes lugares”.
Fonte: dn.pt 

Ecossistemas marinhos podem levar milénios para recuperar do aquecimento global

Os ecossistemas oceânicos alterados pelas rápidas mudanças climáticas podem exigir milhares de anos para se recuperar, de acordo com um estudo realizado por cientistas norte-americanos em conchas fossilizadas no fundo do mar divulgado na passada segunda-feira.
Os trabalhos, liderados pela ecologista marinha Sarah Moffitt, da Universidade da Califórnia, mostram que o aquecimento global e a desoxigenação das águas do oceano provocada pela elevação das temperaturas podem modificar muito rapidamente a ecologia do meio.
A recuperação pode levar milhares de anos e não séculos como se pensava anteriormente, concluíram os pesquisadores, cujo estudo foi publicado nos anais da Academia Americana de Ciências (PNAS).
Os cientistas analisaram mais de 5.400 fósseis de invertebrados, de ouriços a moluscos, numa amostra de sedimentos marinhos ao longo de Santa Barbara, Califórnia (oeste).
Os sedimentos extraídos a dez metros de profundidade do fundo do mar remontam a 3.400 e 16.100 anos atrás, e permitem começar a entender o que aconteceu com estes ecossistemas durante e após o último grande período de glaciação, há 110.000 e 10.000 anos atrás.
Os cientistas estimam que os níveis de oxigénio nos oceanos diminuíram em proporções limitadas — de 0,5 a 1,5 mililitro por litro de água em menos de um século. Isso mostra que mesmo pequenas mudanças podem ter efeitos drásticos sobre os ecossistemas do fundo do mar.
Os resultados sugerem que a mudança climática global pode causar efeitos semelhantes sobre os ecossistemas, que precisariam de milhares de anos para se recuperar.
“Este fenómeno observado no passado nos mostra o quão sensíveis são os ecossistemas às mudanças climáticas na Terra, com consequências que duram milénios“, avaliou Moffitt.
Fonte: Swissinfo

Quer viver no meio do oceano? Conheça os Bajau


Tradicionalmente, o povo Bajau reside em pequenos barcos à vela, convivendo diariamente com as correntes e contando apenas com sua habilidade de pesca para sobreviver. É por isso que eles são chamados de “ciganos do mar”.
Hoje, muitos deles passaram a viver em terra, em pequenas ilhas, mas continuam a desenvolver o seu perfeito conhecimento dos oceanos, vendendo os peixes que apanham em pequena escala.
Mas a história dessa tribo singular ainda não foi totalmente distorcida. Vários deles ainda moram no meio do nada, em aldeias construídas sobre recifes de coral flutuantes.


Cultura

Os Bajau vivem no sudeste asiático, nas águas de países como Bornéu, Mianmar e Tailândia.
A tribo não sabe ler ou escrever. Na verdade, eles não sabem nem a sua idade. Apesar de conhecerem o conceito vagamente, o tempo não importa muito para eles: só o presente conta.
As mulheres dão à luz em cabanas sobre palafitas. A maioria dos Bajau nasce, vive e morre em suas terras aquáticas (que não são reconhecidas pelos países em que se encontram).
As crianças mais novas estão constantemente nos barcos, aprendendo a mergulhar ou nadar, e quando atingem a idade de cerca de 8 anos, passam a caçar e pescar.


Adaptações

Os Bajau são mergulhadores natos. Conforme mostrado pelo programa Human Planet (“Planeta Humano”) da BBC, os únicos “equipamentos” que esse povo usa são óculos de madeira feitos à mão e um arpão.
O pessoal da tribo está acostumado a ficar debaixo d’água até cinco minutos sem respirar. Porém, não mergulham se não estiverem relaxados – o que é essencial para não hiperventilar e afogar. Alguns Bajau morrem em consequência de problemas causados pelas imersões.
No entanto, suas práticas não devem mudar tão cedo. Eles passam tanto tempo no mar que muitos dizem ficar enjoados quando vão para terra firme. E não é à toa. Os seus corpos desenvolveram adaptações para essa vida aquática, como visão extremamente boa debaixo d’água – duas vezes melhor do que a nossa. Seus músculos dos olhos contraem mais as pupilas e mudam a forma do cristalino, aumentando a refracção de luz. Mas nem tudo são rosas – eles perdem na audição, uma vez que os mergulhos em profundidades de até 20 metros estouram seus tímpanos.
Outro grupo de pessoas, conhecido como Moken, também tem a capacidade de ver mais claramente debaixo d’água. Eles passam oito meses do ano em barcos ou palafitas e só retornam à terra quando precisam de itens essenciais.


Imagens

Réhahn Photography, um fotógrafo francês baseado no Vietname, passou alguns dias com esses ciganos do mar. As imagens desse povo vivendo em seu próprio paraíso na Terra passam uma alegria e serenidade inexplicáveis.







Fonte: Hypescience

CMA CGM ganha mais 43% e confirma três navios de 20 600 TEU

Na apresentação dos resultados (muito positivos) de 2014, a CMA CGM confirmou a encomenda de três porta-contentores de 20 600 TEU e não descartou a possibilidade de voltar às compras… de outras companhias.

Os três navios de 20 600 TEU serão construídos nos estaleiros da Hanjin Heavy Industries para serem entregues no terceiro trimestre de 2017. O valor do negócio não foi divulgado, nem as características técnicas dos navios. Certo é que, ao contrário dos encomendados pela UASC (parceira na Ocean Three), não estarão preparados para utilizar o GNL como combustível.
Ainda este ano, a companhia gaulesa prevê receber seus navios de 18 000 TEU, entre várias outras unidades.
O aumento de capacidade visa responder ao aumento da procura, que a CMA CGM antecipa continuar a crescer a 5%. No ano passado, os volumes transportados cresceram 8,1%, de 11,3 milhões para 12,1 milhões de TEU).
Também em 2014, as receitas da CMA CGM cresceram 5,3%, de 15, mil milhões para 16,7 mil milhões de dólares. Mas o salto mais espectacular aconteceu nos lucros consolidados: dispararam 43%, de 428 milhões para 584 milhões de dólares. Sendo que os números de 2013 foram influenciados pela venda de 49% da operadora portuária Terminal Link.
Em 2015, a CMA CGM aposta em continuar a crescer em volumes e em resultados operacionais, nomeadamente com o contributo da aliança Ocean Three. Mas Jacques Saadé não exclui novas aquisições de companhias. O processo da OPDR está em vias de finalização e o próximo alvo poderá ser de maior dimensão.
Fonte: T e N


Vela Solidária na 1ª Prova de Apuramento Nacional Access 2015

Realizou-se no passado fim-de-semana a 1ª Prova de Apuramento Nacional da Classe Access 2.3 e 303. A 1ª PAN foi organizada pelo Clube Naval Povoense, na Póvoa do Varzim, nos dias 27 e 28 de Março, e contou com a participação de 23 velejadores e 6 regatas ao longo de 2 dias de prova.

Para a equipa da Vela Solidária e o Iate Clube da Marina de Portimão, o 1º dia foi marcado por algumas estreias, com dois velejadores a iniciarem-se na classe 2.3 e uma dupla “remodelada” em 303.
Um menção especial ao velejador estreante Noel Coelho, que revelou uma prestação muito concisa e positiva, cumprindo todos os objectivos que lhe foram propostos.
No primeiro dia de prova, João Pinto e Guilherme Ribeiro alcançaram dois 4ºs lugares e um 2º lugar. João Silva não completou nenhuma Regata e Luís Ramalho completou duas das 3 que foram realizadas.
No geral, foi um dia marcado por alguma ansiedade, vento forte e alguma ondulação, o que comprometeu um pouco as prestações e aspirações dos atletas.
No 2º dia de PAN João Pinto e Guilherme Ribeiro ganharam todas as regatas do dia, ficando em 1º lugar na geral.
João Silva acabou a prova em 9º lugar, Luís Ramalho em 8º e Noel Coelho em 6º. De notar que Luís Ramalho ganhou a 1ª regata do dia de hoje na classe 2.3 e Noel Coelho ficou num excelente 2º lugar na 2ª regata de hoje.
Um balanço muito positivo para toda a equipa no final dos dois dias de prova.
A Vela Solidária é um Projecto de Cariz Social que promove a prática da vela a pessoas portadoras de deficiência, criando condições materiais e humanas à acessibilidade e integração social dos seus praticantes, com relevo especial à formação de todos os interessados e seus acompanhantes.



A vela torna-se então uma oportunidade privilegiada de obter (ou manter) uma relação com os desportos aquáticos e o mar.

 As dificuldades existem, obviamente, mas são ultrapassadas pelo voluntarismo e pela vontade.


MAR7 pretende desenvolver a economia do mar no distrito de Setúbal



MAR7 é a nova associação que nasceu em Setúbal e que tem como objectivo a curto prazo “implantar a associação no contexto socioeconómico do distrito”, identificando “parceiros capazes de fomentar a economia do mar”, refere o presidente da direcção da MAR7. Paulo Ribeiro pretende ter como parceiros “pessoas singulares ou colectivas, públicas ou privadas”, que “comunguem dos objectivos da associação” e que “estimulem a interacção entre os vários agentes económicos”, que “detêm o poder de validar” e “ajudar a concretizar o que forem boas propostas e bons projectos”.

O dirigente associativo adianta que a MAR7 se assume “como um fórum para o desenvolvimento da economia do mar”, com o intuito de “coordenar esforços e estratégias potenciadoras de sinergias”, de forma a “criar valor e a dar dimensão à economia marítima”. Paulo Ribeiro sublinha que a associação ambiciona “impulsionar o investimento estruturante, qualificante e inovador no domínio do mar” e “fomentar as actividades marítimas e dos seus produtos no mercado interno e externo”.
O representante da MAR7 pretende que as actividades a realizar sejam “autos-sustentáveis” e à semelhança do que vai acontecendo no mundo associativo “vão complementar a quotização dos associados com outras fontes de financiamento”, como “os patrocínios e o rendimento resultante da prestação de serviços”. Paulo Ribeiro deseja “organizar eventos e missões empresariais associadas ao mar” e “desenvolver estudos e acções de formação adequadas ao desenvolvimento das actividades ligadas a esta área”.
O membro da associação tem como objectivo atrair investidores e fixar empresas, ligadas ao mar, no distrito de Setúbal, através da “divulgação das potencialidades deste sector e da região”, bem como através de “apoios comunitários disponíveis para os potenciais investidores”. De modo a desenvolver a economia do mar no distrito, Paulo Ribeiro quer “impulsionar a identificação de prioridades”, de forma a“desenvolver e a implementar estratégias geradoras de postos de trabalho” e “retorno financeiro com elevado valor para o distrito de Setúbal neste desígnio”.
O presidente da MAR7 realça que “o mar tem imensas potencialidades no distrito, desde pesca, aquicultura, salicultura e indústria de transformação e pescado e distribuição”, passando pelos “portos, transportes marítimos e logística, à construção e reparação naval”. Paulo Ribeiro assegura que “todas estas potencialidades já existem no distrito”, sendo fundamental “promovê-las e potenciá-las, articulando e juntando vontades dos vários operadores económicos da região”.
MAR7, Associação para o Desenvolvimento da Economia do Mar no Distrito de Setúbal, surgiu de “uma troca de ideias de várias pessoas”, que apesar “das suas diferenças, têm em comum a paixão pelo mar” e a“noção de que ele faz parte da identidade do distrito de Setúbal”, podendo “mesmo constituir o seu principal factor de desenvolvimento”, explica o dirigente da associação. Paulo Ribeiro revela que esta associação “foi fundada por oito pessoas, que estão directa ou indirectamente ligadas ao mar” e que“desenvolvem a sua actividade ou residem em Setúbal”.

Depois da Grécia, MSC tem novo serviço a ligar Sines à Austrália

Depois do anúncio do novo serviço a ligar o porto de Sines ao porto do Pireu, na Grécia, a MSC (Mediterranean Shipping Company) tornou agora público que vai dar início a um novo serviço de transporte marítimo entre o porto de Sines e os principais portos da Austrália, no âmbito da sua política de desenvolvimento de negócio.

Esta nova rota semanal vai servir alguns dos mais importantes portos mundiais, nomeadamente: Fos-Sur-Mer, La Spezia, Gioia Tauro, Suez, Port Louis, Pointe des Galets, Sidney, Melbourne, Adelaide e Fremantle.

A primeira escala desta nova rota será efectuada já no próximo dia 09/04/2015 em Sines através do navio “ Kalliopi” e tem previsão de chegada a Sidney dia 16/05/2015.

“Ter uma rota directa entre Portugal e a Austrália é de enorme importância. Estamos atentos às necessidades dos nossos clientes e identificámos esta oportunidade que consideramos crucial. A Austrália é um importante mercado, que serve não só o próprio continente australiano mas acima de tudo o sul da Ásia”, refere Carlos Vasconcelos, Managing Director da MSC Portugal.

Fonte: Cargo

Universidade do Algarve quer investigar aquacultura do atum


A Universidade do Algarve assinou acordos de cooperação com uma universidade japonesa para desenvolver “investigação de ponta” em aquacultura de atum, que favoreça o lançamento de uma indústria exportadora numa região excessivamente dependente do turismo.
Os acordos entre a Universidade do Algarve, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e as universidades de Kinki e de Hokkaido foram assinados no âmbito da visita do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ao Japão. “O Japão é um grande consumidor de atum, e a região do Algarve tem muito boas características para a aquacultura do atum. Queremos juntar a experiência deles com a nossa e nós, na Universidade do Algarve, teremos muito interesse em que essa investigação de ponta dê origem a novas empresas, com transferência de conhecimento para novas empresas que pudessem estruturar melhor a economia do Algarve”, afirmou o reitor, António Branco.
O reitor da universidade algarvia considera que a região “é demasiado baseada no turismo e precisa de uma renovação, precisa de se estruturar numa indústria, com capacidade de exportação”. O objectivo é que dentro de um ano possam começar a surgir as primeiras empresas: “Vemos como uma oportunidade para dar origem a ‘start-ups’ e ‘spin-offs’, que venham a tornar-se empresas exportadoras de atum”. A cooperação em investigação na área da aquacultura é o objecto do protocolo assinado com a Universidade de Kinki, com a qual também foi assinado um acordo de mobilidade de estudantes, à semelhança de um outro estabelecido com a Universidade de Hokkaido. A coordenadora dos programas de mobilidade da Universidade do Algarve, Isabel Cavaco, explicou que o Governo japonês irá financiar estudantes que irão para aquela instituição universitária portuguesa, que espera por sua vez ter financiamento europeu de novos projectos, além dos projectos ‘Erasmus Mundus’, que actualmente coordena.
Para começar, “pelo menos cinco ou seis estudantes” japoneses deverão estudar no Algarve no próximo ano, disse Isabel Cavaco, que tem a perspectiva de que o número aumente e venha a fixar uma quota regular de alunos daquele país na universidade algarvia, que é uma das mais internacionalizadas do país, de acordo com o seu reitor. Em sentido contrário, o protocolo tem também como objectivo, que estudantes portugueses possam estudar, por períodos curtos, de dois ou três meses, no Japão, começando com um estudante este ano. Os protocolos foram assinados na ‘Guest House’ de Quioto, a antiga capital imperial do Japão. A ‘Guest House’ situa-se nas imediações do antigo palácio imperial, dentro dos seus jardins, o local onde são acolhidas autoridades estrangeiras de visita à cidade. 
Fonte: DNoticias

Um museu no Oceano

Pela primeira vez em muitos anos, Portugal terá um novo centro de artes contemporâneas, o Arquipélago, situado na ilha de São Miguel, nos Açores.


Ainda sem uma exposição para apresentar e por isso apostado em divulgar primeiro o objecto arquitectónico que o sustenta, o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas é inaugurado na tarde do próximo domingo na Ribeira Grande, ilha de São Miguel, nos Açores. 

Fonte: Expresso 

Equipamento movido a energia das ondas monitoriza mar da Nazaré

A monitorização visa o estudo das Energias Renováveis Marinhas.



“Sendo um equipamento que se desloca na água é necessário acautelar algumas situações, sobretudo em zona onde se verifica uma actividade de pesca bastante forte”, afirmou o comandante do Porto que já solicitou aos responsáveis pelo projecto “um plano de navegação detalhado” e que “verifiquem periodicamente se o equipamento visualmente identificável”.


Com dois metros de comprimento por 60 centímetros de largura, o Wave Glider tem uma composição semelhante à das pranchas de surf e pesa cerca de 150 quilos.


A estrutura tem custo de cerca de 200 mil euros e sua manutenção no mar, durante um mês, terá um custo estimado de 60 mil euros.


A monitorização que vai ser feita na Nazaré e, dentro de dias arrancará também na Escócia, enquadra-se no projecto Europeu Turnkey (Transforming Underutilised Renewable Natural Resource into Key Energy Yields), que visa o estudo das Energias Renováveis Marinhas.



O estudo cientifico que está a ser desenvolvido conta com seis entidades parceiras e envolve quatro países; Escócia Portugal, França e Espanha, dos quais, numa primeira fase, apenas os dois primeiros vão ter o equipamento a monitorizar o mar.


Fonte: Público