Portos nacionais ultrapassaram os 2,5 milhões de TEU

Pela primeira vez, os portos nacionais movimentaram mais de 2,5 milhões de TEU. Em 2014 contaram-se 2 520 792, mais 327 mil que os verificados em 2013.

Para o aumento homólogo de 14,9% foi determinante, mais uma vez, o porto de Sines. Na comparação com 2013, o ganho foi de 31,9%. O Terminal XXI fechou o ano praticamente esgotado na sua capacidade instalada, com 1,2 milhões de TEU movimentados. Mas administração portuária e concessionária já trabalham na expansão.
Líder nacional até ao “boom” de Sines, Leixões voltou a fixar um recorde na movimentação de contentores, agora com 666 661 TEU. Um ganho homólogo de 6% que coloca acrescida pressão quanto à necessidade de ampliar o actual terminal da TCL e que aconselha a decidir depressa e bem sobre o novo terminal de -14 metros.
Outrora número um incontestado, o porto da capital continuou em 2014 a travessia do deserto e a pagar a factura da instabilidade laboral. Lisboa ficou-se pelos 502 186 TEU e recuou mais 8,6% para o pior registo dos últimos 12 anos.
A crescer, e muito, esteve Setúbal. Avançou 46,8% – foi a melhor performance relativa – e superou pela primeira vez a barreira dos 100 mil TEU (103 563). Uma boa notícia, sem dúvida, e um argumento mais para a comunidade portuária local na sua tentativa de afirmar-se como alternativa aos planos expansionistas de Lisboa.
Numa outra escala, a Figueira da Foz também cresceu na movimentação de contentores, tendo alcançado os 20 868 TEU, mais 4 004 que no ano de 2013.
Desconhecem-se ainda os dados relativos a Viana do Castelo, mas é seguro que, pela sua reduzida expressão, não terão impacte nos resultados finais globais do sector. Aveiro não movimenta contentores.
Fonte: 


Gigantes dos mares, ou como seus tamanhos podem ter sido exagerados

Artigos científicos, boletins informativos, livros, amostras de museus, notícias, sites de leilões – uma equipa de cientistas procurou informação nestes sítios para determinar as dimensões verdadeiras de 24 grandes animais marinhos, desde invertebrados a baleias.

Os maiores entre os maiores animais têm muitas vezes um lugar no Livro de Recordes Mundiais do Guinness. Em 1997, o paleontólogo e biólogo evolucionista Stephen Jay Gould alertou para o perigo de nos maravilharmos com estes casos “notáveis”: os animais maiores, os mais pesados, os mais ferozes, os mais… “A nossa preferência forte e enviesada para nos concentrarmos nos extremos, em vez de documentarmos toda a gama de variações [das características das espécies], gera todo o tipo de erros profundos e persistentes”, dizia o divulgador de ciência norte-americano (1941-2002).



Ou seja, corre-se o perigo de não observar toda a variedade de uma espécie, mas apenas um caso extremo, que está longe de ser representativo. É como se alienígenas chegassem à Terra, olhassem para todos os registos da civilização e tomassem Robert Wadlow, norte-americano com 2,72 metros que morreu em 1940, e que é considerado a maior pessoa de sempre, como o padrão da altura da espécie humana.

Os animais marinhos são também alvo deste tipo de enviesamento. Além disso, a dificuldade em obter indivíduos de algumas espécies e de medir grandes animais como a baleia-azul ou a lula-gigante lançam dúvidas sobre as medições realizadas no passado a estas criaturas. Mas uma equipa de cientistas fez uma investigação exaustiva sobre o tamanho e, algumas vezes, o peso de 24 animais marinhos gigantes de diferentes grupos. Para algumas espécies, os cientistas tiveram de corrigir os tamanhos máximos – baixando-os.



O estudo foi agora publicado na revista online Peerj e mostra ainda que, tal como Robert Wadlow para os humanos, os maiores animais são raridades que não representam as populações de cada espécie.

“Há vários anos apercebi-me de que as pessoas diziam sempre que as lulas-gigantes [“Architeuthis dux”] chegavam a ter 18 metros, o que é um comprimento incrivelmente grande”, conta Craig McClain, subdirector do Centro Nacional de Síntese Evolutiva, em Durham, na Carolina do Norte, Estados Unidos, num comunicado desta instituição. “Quando comecei a observar a informação já existente, descobri que esta estimativa é pouco realista.”



Os cientistas pensam que a lula-gigante vive em todos os oceanos do mundo, a grande profundidade. Ao longo dos últimos séculos, os biólogos identificaram 21 espécies diferentes de lulas-gigantes do género Architeuthis. Mas um estudo genético mais recente revelou que os indivíduos das diferentes espécies eram, afinal, muito próximos a nível genético. Por isso, os biólogos juntaram as 21 espécies numa só – a Architeuthis dux.

Ainda assim, estes cefalópodes são pouco conhecidos: pensa-se que são carnívoros, alimentando-se de pequenos peixes e de outras lulas. Segundo Craig McClain, quando estes moluscos morrem, as fibras musculares vão deixando de ter a rigidez normal e ficam esticadas, o que pode explicar os registos do século XIX dos enormes comprimentos de alguns destes animais. Do que analisou, a equipa encontrou informação sobre alguns exemplares grandes: uma da lulas-gigantes chegava a ter mais de 17 metros. Mas não é informação confiável.

“O maior e mais bem preservado indivíduo descrito na literatura contemporânea, com revisão feita pelos pares, é de 12 metros”, escrevem os autores no artigo científico. “Dado que os [registos dos] poucos [indivíduos com] comprimentos superiores a 12 metros não são em primeira mão e vêm de testemunhos, achamos que a maior lula-gigante cientificamente medida tem 12 metros.”

Da baleia-azul…
Tal como a lula-gigante, a equipa andou à procura do mesmo tipo de informação para a baleia-azul (Balaenoptera musculus), o cachalote (Physeter macrocephalus), a morsa (Odobenus rosmarus), o elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina), a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), a manta (Manta birostris), o tubarão-branco (Carcharadon carcharias), o tubarão-frade (Cetorhinus maximus), o polvo-gigante-do-pacífico (Enteroctopus dofleini), a amêijoa-gigante (Tridacna gigas), o isópode-gigante (Bathynomus giganteus), entre outros animais.

Para isso, os cientistas recorreram a artigos científicos, boletins informativos, livros, amostras de museus, notícias, sites de leilões e obtiveram ainda informação partilhada por outros especialistas.



Sempre que era possível, analisaram a variação das populações de cada espécie. Um exemplo paradigmático desta variação é a baleia-azul, o maior animal de sempre que viveu (e vive) na Terra. O maior exemplar conhecido destes cetáceos tinha 33 metros de comprimento: foi encontrado em 1930 no oceano Antárctico, refere a equipa no artigo científico. No entanto, três quartos dos indivíduos medidos desta espécie têm menos de 25,3 metros. A estimativa do peso para os dois maiores animais é de 199 e 190 toneladas. Por comparação, um elefante-africano de quatro metros de altura pode chegar a ter sete toneladas.

Apesar de a baleia-azul se distribuir por todos os oceanos do mundo, os exemplares maiores apenas vivem nos oceanos do Sul. Há três subespécies: uma vive junto da Antárctica, outra no oceano Índico e a terceira no Norte do Atlântico no Norte do Pacífico. É a subespécie do Índico que tem indivíduos com menor tamanho.

Este mamífero alimenta-se de krill, um grupo de várias espécies de pequenos crustáceos, com poucos centímetros de comprimento, que são uma importante parte da biomassa dos oceanos. Nos oceanos do Sul, segundo os cientistas, o krill está mais disperso, por isso as baleias-azuis precisam de percorrer mais quilómetros para comer. Neste contexto, um maior comprimento possibilita ter mais reservas no corpo, o que permite empreender estas viagens longas à procura de alimento.

Mas a conclusão é geral para todas as espécies: “A nossa informação sugere que a maioria dos indivíduos vive muito abaixo do tamanho máximo (…) e flutua mais provavelmente à volta de um tamanho óptimo.” Os cientistas explicam ainda que os tamanhos máximos podem estar associados a mutações genéticas ou a alterações metabólicas. Mas é um tamanho médio que se relaciona com um maior sucesso reprodutor.

…À amêijoa-gigante
Assim, embora já se tenha encontrado uma amêijoa-gigante com 137 centímetros de comprimento, nove em cada dez dos indivíduos desta que é a maior espécie de bivalves viva atingem menos de 102 centímetros. O grande crescimento destes indivíduos deve-se à relação de simbiose que esta espécie tem com um tipo de zooxantelas – algas unicelulares que fazem a fotossíntese. O recorde dos 137 centímetros pertence a um indivíduo descoberto em 1817 na costa Nordeste da ilha de Samatra (Indonésia), cuja concha pesava 230 quilos e o corpo estava estimado em cerca de 250 quilos.

E o peso-pesado das morsas tinha 1883 quilos: era um macho de 3,8 metros encontrado no arquipélago norueguês de Svalbard. Mas três quartos destes mamíferos que vivem na região do Árctico pesam menos do que 1225 quilos. Na sua pesquisa, a equipa de cientistas encontrou registos de duas morsas que ultrapassavam as duas toneladas. Uma tinha 2500 quilos e outra 2268, mas estes dois registos tinham problemas, pelo que os investigadores não puderam confirmar esses dados.

Muitas vezes, a equipa não conseguiu obter a informação completa que desejava sobre algumas espécies, o que significa que ainda hoje não existe uma verdadeira noção de como é a sua população saudável. Além disso, este estudo não encontrou informação temporal para muitos animais, o que dificulta a compreensão da evolução destes 24 animais marinhos e a avaliação do impacto humano.

Para Craig McClain, é preciso conhecer o tamanho corporal das espécies para compreender o seu papel nos ecossistemas. “O metabolismo é uma função do tamanho de um animal porque indica quanto oxigénio e carbono consome”, diz o cientista. “Saber se um tubarão-baleia tem 10, 15 ou 20 toneladas permite-nos estimar o equivalente a quantas lâmpadas de luz é que gasta todos os dias.”

Fonte: Público


Caparica – Primavera Surf Fest: Dez Dias de Surf e Música

A Praia do Paraíso, na Costa de Caparica, vai receber a primeira edição do Caparica – Primavera Surf Fest. De 26 de Março a 4 de Abril, o concelho de Almada recebe centenas de surfistas de toda a Europa, para quatro eventos multidisciplinares de âmbito regional, nacional e mundial, regados por muita música ao longo destes dez dias.
“Ao longo de todo o ano queremos que a Costa da Caparica se ofereça a todos no que por natureza – e pela natureza – tem de melhor,” afirma Joaquim Judas, Presidente da Câmara Municipal de Almada.
“Queremos que a Costa da Caparica ofereça a todos os que a procuram as melhores ondas de todas as ondas para desfrutar. Vamos, em Março e Abril, abrir uma nova porta de acesso às suas excelentes condições naturais, colocando de pé a primeira edição do Caparica – Primavera Surf Fest, reunindo muitos dos melhores praticantes jovens do surf português e europeu, que em festa e com alegria rasgarão em movimento, cor e espuma as ondas que o mar empurra até às areias das belíssimas praias locais. Sejam todos vós, participantes, acompanhantes e obreiros do Caparica – Primavera Surf Fest 2015, muito bem-vindos à Costa da Caparica e a Almada,” conclui o autarca.
500 surfistas em acção – 4 campeonatos de surf e bodyboard
Primeira etapa europeia da World Junior Surf League
Com cerca de 30km de frente de mar, a Costa de Caparica oferece ao longo de todo o ano algumas das melhores praias para a iniciação ao surf da zona da Grande Lisboa, provadas nas dezenas de escolas que proliferam ou frequentam toda a sua extensão. Em alguns dias, como muitos deste Inverno que decorre, também proporciona ondas excelentes e desafiadoras para os surfistas mais experientes. As etapas do campeonato nacional de surf de 2012 e 2013 que aconteceram na Costa de Caparica, em Março, foram das que com melhores ondas contaram em todo o circuito.
“Estou muito contente por finalmente conseguirmos realizar em Portugal um verdadeiro festival de surf e música, único na Europa, que reúne quatro campeonatos de várias modalidades de ondas ao que de melhor se faz actualmente na música em Portugal. Antes de mais, devo realçar a importância do regresso, após mais de uma década de ausência, de uma prova Nacional de Bodyboard à Caparica, que foi desde sempre uma das grandes ‘fábricas’ de bodyboarders do país. Rodrigo Bessone, Rita Pires, Hugo ‘Jamaica’ Carvalho ou Hugo Pinheiro (actual campeão Europeu em título), são nomes incontornáveis da história do bodyboard nacional,” refere Miguel Inácio, vice-presidente do Caparica Surfing Clube.
“O Circuito de Surf Esperanças vai trazer à Caparica os melhores surfistas júnior do país, numa prova onde será interessante ver em acção os ‘caparicanos’ Afonso Antunes e Guilherme Ribeiro, actuais campeões nacionais sub-12 e sub-14. Para prato principal deste festival teremos a primeira prova da World Junior Surfing League, que servirá de arranque para a perna europeia e que seguramente vai trazer à Caparica os melhores surfistas europeus. De referir ainda a importância da extensão do SAL, onde vamos poder ver as melhores ‘curtas’ de surf que se fazem no mundo. O final de Março é sem dúvida uma altura de boas ondulações, sol e, com as férias da Páscoa para os estudantes, acredito que iremos juntar muita gente, para assistir ao melhor surf, música e cinema da actualidade,” conclui o responsável pela organização desportiva.
10 dias de festa – 20 DJ’s e 9 bandas – Passe do Festival de música: 30€
Para acompanhar os eventos desportivos, a música vai ser uma constante. De bandas com uma ligação natural ao surf, passando pelos melhores DJ’s nacionais, no Caparica – Primavera Surf Fest vai ouvir-se música para todos os gostos, numa parceria que se estende ao Sol da Caparica, festival que se realiza em Agosto.
“O Caparica – Primavera Surf Fest junta o surf à música durante os seus dez dias de duração. Numa enorme tenda montada na Praia do Paraíso, teremos diariamente Sunset Party’s, a partir das 18h, com DJ’s emergentes de todo o país, seguidas de actuações ao vivo de belíssimos artistas e da actuação dos melhores DJ’s nacionais consagrados, até às 2h da manhã. Vamos ter noites dedicadas ao funk, reggae, hip-hop, indie, afro music e pop electrónica, a que não podem faltar de forma alguma. Espero que todos se divirtam bastante, no espírito de partilha e camaradagem que foi o mote da primeira edição d’O Sol da Caparica, em 2014” comenta António Miguel Guimarães, coordenador e director artístico dos eventos.
Venha celebrar a entrada da Primavera connosco! Aponte já na sua agenda: Caparica – Primavera Surf Fest, de 26 de Março a 4 de Abril, na Praia do Paraíso, Costa de Caparica.
O Caparica – Primavera Surf Fest é uma organização da Câmara Municipal de Almada, com produção da AMG Music, a organização desportiva do Caparica Surfing Clube, World Surf League e Federação Portuguesa de Surf, e os Media Partners FUEL TV – canal oficial, Mega Hits, ONFIRE Surf, SURFPortugal, SurfTotal e Beachcam.
Para mais informações, visite a página oficial de facebook do Caparica – Primavera Surf Fest, emwww.facebook.com/caparica-primaverasurffest.

Fonte: Surf Portugal

Produções em aquacultura potenciam negócios

Escola Superior de Tecnologia do Mar de Peniche testam tecnologias. 

Investigadores da Escola Superior de Tecnologia do Mar de Peniche estão a testar tecnologias para cultivo de recursos marinhos em aquacultura, com o objectivo de lhes darem novos usos e criarem negócios com impacto na balança comercial. “O principal objectivo destas investigações é passar a tecnologia de cultivo e de extracção de compostos e de avaliação das rejeições para o tecido empresarial, para que possamos criar novas empresas ou para que as empresas já existentes no mercado possam complementar os seus produtos para melhor dar sustentabilidade aos seus negócios”, disse à agência Lusa Ana Pombo, coordenadora das investigações em aquacultura da escola, pertencente ao Instituto Politécnico de Leiria. Muito apreciadas como iguarias na gastronomia de vários países asiáticos e, na Europa, por franceses e espanhóis, as ‘holotúrias’, também designadas por pepinos do mar, podem ser encontradas nas zonas costeiras durante a maré-baixa ou são capturadas de forma acidental na pesca do arrasto, mas acabam rejeitadas. Os pepinos do mar são, por isso, um dos recursos que os investigadores têm vindo a estudar, para perceberem como podem ser valorizados. Além de poderem ser introduzidos na alimentação ocidental, dado o seu valor nutricional, podem ser utilizados “para fins farmacêuticos, porque são produtos com elevada capacidade anti-inflamatória e antitumoral”, explicou a investigadora.

Fonte: CM

“Pesca, Aquicultura e Salicultura” é o tema de seminário da APA/ARH

“Pesca, Aquicultura e Salicultura” é o tema do segundo seminário do ciclo intitulado “Ria Formosa – A integridade do sistema lagunar e as actividades económicas”, que a Agência Portuguesa do Ambiente/Administração da Região Hidrográfica do Algarve (APA/ARH) promove, em Faro e Olhão, ao longo do ano.
Este segundo seminário sobre “Pesca, Aquicultura e Salicultura” decorrerá no próximo dia 28 de janeiro, às 15h00, na Biblioteca Municipal de Olhão, com o apoio da Câmara Municipal de Olhão e do Centro de Formação da Ria Formosa.
O ciclo visa, segundo a APA/ARH, «incentivar o diálogo e a cooperação entre todos os níveis da administração pública, a sociedade civil e as empresas, de modo a ajudar a construir uma visão sustentável para este território tão particular e sensível».
A inscrição é gratuita, mas obrigatória, e deve ser formalizada até ao dia 27, para o e-mail paula.vaz@apambiente.pt dando indicação do nome e entidade, para o telefone 289 889 000, ou ainda clicando aqui neste link.
O ciclo de seminários destina-se sobretudo a docentes do ensino básico e secundário de qualquer grupo, técnicos da administração pública regional e local, associações empresariais, profissionais, culturais e recreativas, associações de defesa do ambiente, comunicação social, empresas e todos os interessados em participar.
Ria Formosa – A integridade do sistema lagunar e as actividades económicas
Ciclo de Seminários
OLHÃO, 28 de Janeiro
Pesca, Aquicultura e Salicultura (II)
Biblioteca Municipal de Olhão
Programa
14h45 – Recepção dos participantes
15h00 – Sessão de Abertura
António Pina – Presidente da Câmara Municipal de Olhão
Sebastião Teixeira – Director da Administração da Região Hidrográfica do Algarve – Agência Portuguesa do Ambiente IP
Moderadora – Isabel Pires – Agência Portuguesa do Ambiente IP – ARH do Algarve
15h20 – Portos de Pesca e estruturas de apoio na Ria Formosa
Representante – DOCAPESCA – Portos e Lotas, S.A.
15h40 – Apoio às indústrias de aquacultura e pescas
Laura Ribeiro – Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA, I. P.)
16h00 – Investigação e protecção dos recursos marinhos
Teresa Dinis – Universidade do Algarve – CCMAR
16h20 – Desafios e Boas Práticas da actividade aqrícola
Fernando Gonçalves – Associação Portuguesa de Aquacultores
PAUSA 16h40-17h00
17h00 – Salicultura – Inovação e benefício ambiental da actividade
João Navalho – NECTON S.A.*
17h20- Contributo da Autoridade Marítima
José Isabel – Departamento Marítimo do Sul
17h40- Desenvolvimento Sustentável das zonas de pesca
Rita Pestana – Grupo de Acção Costeira do Sotavento do Algarve
18h00 – Encerramento
*a confirmar
Este é o segundo seminário de um ciclo intitulado “Ria Formosa – A integridade do sistema lagunar e as actividades económicas” que está em fase de acreditação como curso de formação contínua de Professores, com a duração de 15 horas, que relevam para efeitos de progressão em carreira de professores do Ensino Básico e Secundário.
Fonte: Sul Informação.

Assunção Cristas debate assuntos do Mar com Secretário-Geral da ONU




“O que sentimos é que é preciso uma agenda e um programa mais ambicioso nestas matérias”


A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, reúne-se com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, na próxima terça-feira para discutir os assuntos do mar e convidar o responsável para a Semana Azul.
“O Governo fez este convite, que foi repetido pelo Presidente da República e venho agora partilhar os detalhes da reunião, a viva voz, para reforçar o gosto que teríamos na sua presença”, explicou a ministra à agência Lusa.
Cristas disse que “o secretário-geral acolheu o convite com muito interesse”, mas a sua presença ainda não está confirmada.
“A sua presença seria ideal, mas o importante é ter alguma espécie de representação das Nações Unidas”, explicou.
“Portugal quer um papel de liderança, mas defende que estes temas devem ser sempre trabalhados num contexto multilateral, dentro das Nações Unidas”, acrescentou.
Assunção Cristas disse que apoiaria até a criação de uma agência para os oceanos dentro da ONU, mas admite a dificuldade deste objetivo, que ainda nem foi conseguido para a questão do ambiente.
“O que sentimos é que é preciso uma agenda e um programa mais ambicioso nestas matérias”, explicou.
A propósito do conflito com Espanha sobre a plataforma continental no Atlântico, em que o país vizinho reclama as ilhas Selvagens, Cristas disse que o tema está na agenda para o encontro com Ban Ki-moon, mas não é uma questão central.
“Essa é uma questão estritamente técnica, que não é competência ou decisão do secretário-geral. Será abordada, até porque reflete muito do trabalho que Portugal tem feito nestas matérias, mas não será um tema central”, disse.
A ministra afirmou que a Semana Azul, que acontece entre 04 e 06 de Junho, tem como objectivo colocar Portugal na liderança mundial dos assuntos do mar.
O evento será composto por várias iniciativas, entre as quais uma conferência internacional organizada pelo The Economist, um “Blue Business Forum”, organizado pela Fundação AIP e pela FIL, e ainda uma cimeira mundial dos ministros do mar.
Ainda em Nova Iorque, na quarta-feira, Assunção Cristas fará um seminário, na residência do representante permanente de Portugal nas Nações Unidas, com 37 embaixadores de países sem representação diplomática em Lisboa.
“Este encontro servirá para convidar, oficialmente, os ministros dos assuntos do mar destes países a participar na cimeira, que vai reunir ministros do mundo inteiro e acontece pela primeira vez a nível mundial organizada por um país”, disse a ministra.
Segundo Assunção Cristas, já 15 ministros confirmaram a sua presença nesta cimeira.

Fonte: Lusa

O resgate atribulado de cinco pescadores no Mar do Norte

Um barco de pesca irlandês afundou-se, na passada terça-feira, ao largo da Ilha de Lewis, no Mar do Norte.

A guarda costeira britânica recebeu o alerta e enviou para o local um helicóptero, de forma a salvar cinco pescadores. Um mar revolto dificultou a operação, cuja filmagem está a ser divulgada na internet.
Foi também lançada para o mar uma bomba de resgate, para retirar a água do barco. Contudo, não foi possível evitar que a embarcação ‘Iuda Naofa’se afundasse.
Três pessoas acabaram por entrar em hipotermia leve, tendo sido transportadas para o hospital, de acordo com o Belfast Telegraph.

 
 
Fonte: Notícias ao Minuto

Fenómeno natural deixa o mar a brilhar em tom de azul-vivo à noite

Um fenómeno natural, chamado de Noctiluca scintillans, foi detectado na costa de Hong Kong, deixando as águas a «brilhar» de noite num tom de azul-vivo.

O brilho tem origem numa espécie de dinoflagelados que apresenta bioluminescência quando «perturbada», por exemplo pelo impacto das ondas.
Também conhecido por Sea Sparkle ou Sea Ghost, o fenómeno não é perigoso por si só, mas indica uma grande concentração de plâncton, o que significa que há que tomar medidas para preservar as águas e a vida marinha local, refere o Descrier.



 
 
Fonte: Diário Digital

Lisboa termina o ano a perder 1,5%

O crescimento de 17% em Dezembro não chegou para limpar as perdas acumuladas ao longo de 2014. Num ano de recordes nos portos, Lisboa cedeu 1,5%.

 
 


Em Dezembro, o porto da capital ganhou mais de 160 mil toneladas em termos homólogos. Mas chegou ao final do ano com 11,9 milhões de toneladas processadas, menos 1,5% que o conseguido em 2013.
Entre os principais agregados de mercadorias, apenas os granéis sólidos pisaram terreno positivo, tendo avançado 8,5% para os 5,2 milhões de toneladas.
A carga contentorizada, ao invés, cedeu 7,1%, para os 5,1 milhões de toneladas. O movimento de contentores voltou a cair, agora 8,6%, de 549 302 para 502 186 TEU. A Liscont somou 197 279 TEU (261 079 há um ano) e a Sotagus 186 590 (207 956).
Nos granéis líquidos, a quebra acumulada atingiu os 10,7%, com perto de 1,5 milhões de toneladas movimentadas.
Com expressão marginal no movimento global do porto da capital, as cargas geral fraccionada e ro-ro também terminaram o ano no vermelho.

Fonte: T e N

Vieira de Almeida & Associados torna-se membro do World Ocean Council

 
 
A portuguesa Vieira de Almeida & Associados, sedeada em Lisboa, tornou-se membro do World Ocean Council (WOC) expandindo assim o âmbito geográfico e a diversidade desta aliança mundial de indústria em desenvolvimento sobre a sustentabilidade dos oceanos.

Através do seu grupo multidisciplinar “Blue Ocean”, a Vieira de Almeida é uma das protagonistas responsável pelo desenvolvimento do Cluster do Mar como parte integrante na nova Economia do Mar em Portugal.

A Vieira de Almeida está a trabalhar para aprofundar o conhecimento e as competências de Portugal referentes à Economia do Mar e para mobilizar outras “nações marítimas” do mundo, tornando-se num líder mundial em temas do oceano nos Países de Língua Portuguesa.

“A Vieira de Almeida orgulha-se de ser o membro português da WOC. Trazer para Portugal e para os Países de Língua Portuguesa a experiência do WOC, a única aliança internacional e multissectorial para a liderança do sector privado, cria uma oportunidade sem precedentes, para os atores do oceano contactarem com empresas de todos os sectores marítimos, de modo a endereçarem desafios comuns no meio marítimo. Este aspeto é particularmente relevante, uma vez que Portugal será o anfitrião da “Semana Azul”, em junho 2015, onde diversos assuntos marítimos serão debatidos ao mais alto nível, colocando o tema do oceano na agenda internacional”, refere a sócia Margarida Couto.

 
 
Fonte: Cargo