Há buzinões de hora de ponta nos mares? [ Com Vídeo ].


Equipa de cientistas percorre caminhos de Fernão de Magalhães para traçar o primeiro mapa sonora dos oceanos. Expedição vai demorar quatro anos. E pode ser acompanhada em direto.
Expedição pioneira partiu este domingo de Sevilha. A equipa doLaboratório de Aplicações Bioacústicas da Universidade Politécnica da Catalunha (UPC) vai desenhar, pela primeira vez, o mapa sonoro dos oceanos, revela o El Mundo.

Durante quatro anos, os cientistas vão percorrer a mesma rota traçada pelo navegador português Fernão de Magalhães – naquela que seria a primeira viagem marítima em volta do mundo.

A primeira viagem de circum-navegação será replicada de modo a recolher informação sobre a poluição sonora que afeta os oceanos – um registo exaustivo sobre a contaminação acústica nos mares.
“É o oceano um santuário de silêncio tal como nos mostram os documentários na televisão? Estando as grandes cidades distantes nos mares é isso garantia de que a profundidade dos oceanos protege as espécies marítimas?”. Não é! É algo parecido ao ruído de uma grande cidade em hora de ponta, explica o jornal.
Mas de onde vem tanto ruído? O homem é o principal causador dessa poluição sonora. E há exemplos – mapas já desenhados pela equipa do Laboratório de Aplicações Bioacústicas da Universidade Politécnica da Catalunha – que permitem explicar o que se passa. O ruído no Porto de Barcelona é ouvido debaixo de água na ilha de Ibiza.
O biólogo Michel André, citado pelo El Mundo, diz que o “homem só é capaz de ouvir 10% dos sons que se produzem debaixo de água”. Essa incapacidade não permitia, até agora, avaliar o impacto provocado nas espécies marítimas.
O dia-a-dia da equipa que segue a bordo do veleiro Fleur de Passion, de 33 metros, poderá ser acompanhado através do siteOcean mapping expedition – “Quatro anos de viagem em redor do mundo para escrever uma nova história dos oceanos, 500 anos depois de Fernão de Magalhães”.

Fonte: DN

Pesca da Sardinha continua sem selo de sustentabilidade.

A sardinha portuguesa perdeu o selo azul que a identificava como produto ambientalmente sustentável, o ano passado. E assim continua.

Em agosto de 2014, havia menos sardinhas e por isso a pesca portuguesa de sardinha perdeu a certificação internacional de sustentabilidade. Agora os armadores querem esperar pelo relatório sobre o “stock” de sardinha em Portugal para saber se têm ou não, de volta, o selo de sustentabilidade.
A Anopcerco (Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco ) representa 95% da produção de sardinha em Portugal, chegando a capturar, por ano, 50.000 toneladas.
De acordo com a responsável de comunicação da Marine Stewardship Council (MSC), Cátia Meira, “a associação decidiu aguardar pelo novo relatório que deverá ser publicado em julho de 2015. Se os resultados forem positivos, a pescaria iniciará a sua recertificação”.
A MSC, com sede em Londres, é uma organização mundial independente, sem fins lucrativos, cujo objectivo é proteger os oceanos e os recursos marinhos através de um programa de certificação internacional, que premeia as pescarias que o fazem de formas sustentável e responsável.
A certificação de pesca sustentável da MSC é feita a título voluntário por operadores e autoridades, que aceitam submeter-se a avaliações de carácter ambiental feitas por auditores independentes, que têm em conta o nível do “stock” de peixe, o impacto no ecossistema e a gestão da pescaria.
Em Portugal, a pesca à sardinha iniciou o processo de certificação em 2010 e, desde aí, foi suspensa duas vezes, porque o “stock”, ou seja, a massa total de sardinha pescável, desceu a um nível considerado demasiado baixo.
O relatório mais recente, realizado o ano passado, indicava que a biomassa da sardinha “ainda se encontrava em níveis relativamente próximos dos seus mínimos históricos alcançados em 2012″, quando foi suspensa anteriormente.
“A autorização para a pesca da sardinha recomeçou a 02 de Março, depois de cinco meses de pausa forçada, devido à proibição de captura por esgotamento da quota, imposta a 20 de Setembro de 2014, seguida de um período de defeso biológico.
Fonte: noticiasaominuto.com


Selvagens. Espanha desbloqueia expansão do mar português


Madrid retirou objecções feitas em 2013 ao projecto de extensão da plataforma continental portuguesa por causa das ilhas Selvagens.
Espanha comunicou à ONU que não tem objecções ao projecto português de extensão da plataforma continental na região da Madeira, que permitirá alargar a soberania de Lisboa sobre o leito e o subsolo marinhos das 200 milhas para as 350, verificou ontem o DN.
Madrid, na nota publicada sexta-feira em espanhol no site da ONU, diz “reiterar [a posição assumida em 2009 de] que o governo espanhol não levanta nenhuma objecção” à proposta portuguesa.
Lendo o texto, não se percebe porque é que a Espanha reafirma formalmente o que já declarou em 2009. O motivo está omisso: o governo de Mariano Rajoy, em 2013, manifestara “a sua objecção” ao documento de Lisboa, suscitando entraves políticos na apreciação pela ONU da proposta de Portugal.
Espanha invocou as ilhas Selvagens – quando este subarquipélago da Madeira não está abrangido pelos novos limites propostos por Portugal -, tornando ilógico o argumento espanhol. Mas a inesperada oposição à iniciativa de Portugal coincidiu com o agravamento das tensões entre Madrid e Londres sobre Gibraltar, oficialmente porque as autoridades do território britânico estavam a colocar recifes ao largo.
A nota verbal entregue na sexta–feira por Espanha aparenta assim ser um volte-face diplomático face a Portugal junto da ONU, um reconhecimento implícito de que a declaração oficial de 2013 constituiu um erro. E parece ainda uma contrapartida para o facto de Portugal, semana e meia antes, ter declarado que “não se opõe” a que a ONU se pronuncie sobre a proposta espanhola (entregue em Dezembro passado) de alargar a sua plataforma continental para oeste das Canárias.
Isto levou Marrocos, no passado dia 16 de Março, a reafirmar a sua oposição por estarem abrangidas as águas do Sara Ocidental. Note-se que a diplomacia de Madrid também se alterou face a Rabat: em 2009 referiu expressamente “a plataforma continental da margem continental sarauí”; em 2014, ao entregar a proposta formal, Espanha falou apenas em “direitos de terceiros que possam ser reclamados.”
Em relação a Portugal, recorde-se que existe uma zona de sobreposição das duas plataformas estendidas, com mais de uma dezena de milhar de quilómetros quadrados, disputada pelos dois países e que se supõe rica em hidrocarbonetos (ver página 20).
Daqui resulta que, após a ONU aprovar a extensão da plataforma espanhola (prevista para vários anos depois de ser validada a portuguesa), Lisboa e Madrid negociarão uma fronteira marítima comum.
Submissão em 2009
O caso remonta a 2009, quando Portugal se tornou o 44.º país a submeter formalmente um projecto de extensão da plataforma continental de 200 milhas (321 km) para 350 milhas (563 km) – em 18 dossiers, com cerca de 16 mil páginas, para fundamentar o alargamento da sua jurisdição marítima dos actuais 1,7 milhões de quilómetros quadrados (18 vezes a área do continente) para quase quatro milhões (40 vezes mais).
Portugal tem a terceira maior ZEE da Europa, exercendo soberania sobre as primeiras 12 milhas e jurisdição até às 200 (incluindo espaço aéreo, água, solo e subsolo, podendo aí exercer direitos de soberania sobre os recursos). Daí até às 350 milhas, o poder do Estado exerce-se só sobre o solo e o subsolo, onde os estudos realizados indicam haver recursos vivos, minerais e energéticos potencialmente muito valiosos.
Em Junho de 2013, Madrid comunicou que “o governo de Espanha não se opõe ao pedido de Portugal para que a Comissão [de Limites da Plataforma Continental] considere a documentação relativa à região das ilhas da Madeira, sem prejuízo dos direitos de Espanha relativamente à extensão da sua plataforma continental na área oeste das ilhas Canárias”.
Esta posição reflectia o consenso entre as comissões técnicas bilaterais encarregues dos trabalhos, expresso na proposta que a Espanha entregou – no mesmo dia do projecto português, a 11 de maio de 2009 – para a Região do Banco da Galiza.
Testemunho disso foi a nota entregue três semanas depois por Portugal, declarando “não ter objecção” a que a ONU se pronunciasse sobre a proposta de alargamento da plataforma continental na Galiza.
Daí a surpresa com que Lisboa recebeu, a 5 de julho de 2013, a nota em que Madrid dizia “relembrar a sua objecção à submissão de Portugal” junto da ONU. “Deve notar-se que, enquanto o governo português deseja que as Nações Unidas reconheçam a sua ZEE e plataforma continental em 2015 e incluindo as ilhas Selvagens” naqueles dois espaços, “a Espanha não concorda que as ilhas Selvagens possam ter de alguma maneira uma ZEE” com 200 milhas de extensão e em direcção ao espaço das ilhas Canárias.
No entanto, Espanha “concorda que [as Selvagens] tenham mar territorial” – com 12 milhas, quase um vigésimo da extensão da zona económica exclusiva – “porque as classifica como rochas”.
Portugal reagiu dois meses depois, observando que “as ilhas Selvagens não estão, em qualquer circunstância, reflectidas na submissão portuguesa” à ONU.

Fonte: DN

CM Cascais quer criar Centro de Conhecimento do Mar

Carlos Carreiras, presidente da autarquia, está em negociações com o Governo para a cedência de um forte militar para instalar essa nova estrutura.
A Câmara Municipal de Cascais está a negociar com o Governo a cedência de diversos fortes na posse no Ministério da Defesa, tendo como objectivo instalar num desses equipamentos um futuro centro dedicado ao conhecimento do mar. 

“Estamos em negociações com o Estado para que ceda à Câmara de Cascais, não a propriedade, mas o direito de gestão de um dos fortes da zona costeira de Cascais, que tenha algum valor icónico e simbólico, para poder funcionar como sede de um futuro centro de conhecimento do mar, do capital inteligente sobre as actividades ligadas ao mar”, disse ontem ao Diário Económico Carlos Carreiras, presidente da autarquia de Cascais. Esta é uma forma de a Câmara de Cascais desenvolver a aposta estratégica neste sector, posicionando-se como a plataforma nacional e europeia de negócios internacionais ligados aos recursos marinhos. Como prova dessa aposta nos negócios do mar, a cidade de Cascais foi ontem a anfitriã da cerimónia de lançamento do primeiro ‘cluster’ português de biorecursos marinhos, designada Bluebio Alliance. 

A Bluebio Alliance já conta entre os seus membros com quase 80 empresas e entidades, incluindo cerca de 50 centros de investigação, sendo de realçar que todas as universidades portuguesas estão associadas ao projecto. Entre as empresas constituintes da Bluebio Alliance contam-se a Bial, Soja de Portugal, Biotrend, BioMimetx e as empresas da fileira do pescado, por exemplo. 


“Queremos que Cascais seja um grande centro de desenvolvimento, de conhecimento e de empreendedorismo de actividades ligadas ao mar”, adiantou Carlos Carreiras. O presidente da Câmara de Cascais destacou que, no curto prazo, decorrem actividades ao nível da náutica desportiva, em que Cascais é considerada um dos três melhores campos mundiais de regatas, e do surf. Mas no médio e longo prazo, está a aposta na biotecnologia e na biologia marinha, “onde existe um conjunto de nano e microorganismos que constituem uma cadeia de valor ainda mal explorada”. Num terceiro plano, “encontram-se as actividades ligadas à geologia marinha e de aproveitamento de recursos geológicos em profundidade”, resume Carlos Carreiras.
Fonte: DE

João Rodrigues foi sexto no Troféu Princesa Sofia

O velejador João Rodrigues terminou em sexto lugar na classe de vela RS:X do Troféu Princesa Sofia, que se disputou ao largo de Palma de Maiorca, nas Baleares, Espanha.

O único português que em Palma de Maiorca chegou à regata das medalhas foi este sábado, oitavo, descendo dois lugares na geral, já que iniciou a jornada em quarto e ainda com expectativa de chegar ao pódio.

Ainda na classe de RS:X, Frederico Rodrigues terminou em 69.º, Guilherme Marques em 77.º e Pedro Moura em 79.º.

Jorge Lima e José Costa foram 15.ºs, em 49er, e em 470 masculino João Villas-Boas e Miguel Nunes fecharam em 34.º, António Matos Rosa e João Matos Rosa no 57.º posto e Diogo Pereira e Manuel Macedo no 64.º.

Sara Carmo e Matilde Pinheiro de Melo acabam em 42.º em 470 feminino e Gustavo Lima foi 31.º da geral em Laser Standard, com Eduardo Marques em 80.º, Rui Silveira em 91.º e Santiago Sampaio em 110.º.

Em 2.4, Fernando Pinto foi 14.º e Manuel Soares 16º lugar. Em Dragão, Patrick Monteiro de Barros, Rodrigo Vantacich e Pedro Alemão lideraram a competição mas caíram para segundos, após as oito regatas.

Fonte: Record

Três surfistas portuguesas a mudar a Índia através do Surf

O MY Destiny foi à Índia, até à zona mais necessitada de Odisha, representado por três jovens surfistas portuguesas, para melhorar a comunidade local através do surf. Mais uma prova de que Portugal tem dado cartas no surf, em todas as suas vertentes.
Em Fevereiro passado, Carolina Pereira, Mafalda Carimbo e Lisa Marques, fizeram as malas, agarraram na prancha e partiram para a Índia com um objectivo: a partilha de conhecimento e experiências através do surf.
O convite chegou através do India Surf Festival a Carolina Pereira , para liderar a iniciativaGirls Power .
Na praia de Ramchandi, na zona de Odisha, tiveram oportunidade de trabalhar com crianças vindas do orfanato Asha Kiran, com um grupo de mulheres indianas e ainda um dia durante o India Surf Festival aberto a toda a comunidade. “A experiência com as crianças do orfanato foi das experiências mais gratificantes da minha vida, a felicidade delas quando simplesmente molharam os pés no mar, quando agarraram a minha mão e mostravam-me sorrisos enormes, foi mágico!”, conta Mafalda Carimbo.
Não deixaram de ter episódios caricatos ao estilo indiano para partilhar, desde lhes terem dado grandes pranchas de SUP para surfarem as ondas difíceis daquela praia, aventuras de comprar tubos de PVC para fazer balance boards no meio da caótica cidade de Puri, conferências improvisadas, sessões de skate vestidas com saris tradicionais com aLongboard Crew India , entre outras…

Na Índia, a cultura de surf está agora a começar, e entre as entidades nomeadas como parte importante desse trabalho, está o MY Destiny , bem como a Asian Surfing Championships (ASC) Tour, a Think 360 (SUP), My Life On Board , e claro, o India Surf Festival .
O surf é, na sua génese, um estilo de vida, e o MY Destiny trabalha numa mudança global através dos valores do surf e das viagens.

Fonte: Jornal I
Fotos: Sabyasachi Jana

União Europeia poderá alterar as regras para quotas de pesca

A União Europeia poderá vir a alterar os critérios para a atribuição de quotas de pesca, beneficiando quem utilizar artes “mais selectivas”, em vez de se limitar a analisar os históricos de capturas.


A União Europeia poderá vir a alterar os critérios para a atribuição de quotas de pesca, beneficiando quem utilizar artes “mais selectivas”, em vez de se limitar a analisar os históricos de capturas.
A ideia foi lançada pela vice-presidente da Comissão de Pescas do Parlamento Europeu, Linnea Engstrom, durante uma reunião, na cidade da Horta, com investigadores do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores e com produtores de pesca da região, no âmbito de uma visita dos eurodeputados ao arquipélago.
“Acho que é possível e que é muito importante que coloquemos na nova Política Comum de Pescas quem é que tem direito a pescar”, sublinhou a deputada ao Parlamento Europeu, acrescentando que “aqueles que pescam de forma sustentada, com artes de pesca selectivas, é que devem ser compensados com quotas”.
A vice-presidente da Comissão de Pescas respondia assim às críticas feitas pelos pescadores e armadores açorianos, que se queixavam dos critérios da União Europeia, que até agora se limitavam a analisar os históricos de capturas.
“Se a gente pesca em demasia, a União Europeia diz que estamos a esgotar os recursos e reduz a nossa quota, mas se a gente não atingir a quota, a União Europeia diz que os recursos estão sobre-explorados, e reduz à mesma a nossa quota”, lamentou Jorge Gonçalves, da Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores.
O dirigente associativo manifestou, no entanto, satisfação pelas declarações da vice-presidente da Comissão de Pescas do Parlamento Europeu, considerando “inovadora” e “extremamente importante” para as pescas nos Açores, está nova visão sobre a atribuição de quotas.
Um dos projectos de investigação apresentados pelo DOP aos eurodeputados que estão de visita aos Açores, está relacionado com a recuperação dos stocks de pesca no Banco Condor, situado a cerca de 10 km’s da ilha do Faial.
A actividade de pesca naquele banco foi suspensa há cinco anos, com vista à realização de estudos científicos, destinados a avaliar a capacidade dos stocks piscatórios, numa iniciativa acolhida pelos próprios profissionais do sector.
Gui Menezes, responsável pelo estudo, lamentou que o projecto não tenha sido realizado com ajuda de fundos comunitários, lembrando que no passado, existiam ajudas para projectos de pequena dimensão, como este, que entretanto deixarem de existir.
“Se houvesse financiamento comunitário, seria possível fazer muito mais! Tudo o que se faz no mar, em termos de investigação, é sempre muito caro. Há muitas coisas que nós gostaríamos de conhecer melhor, mas simplesmente não conseguimos, porque não temos capacidade financeira”, explicou o investigador do DOP.


Este pode ser o próximo petisco da moda em Portugal

A aquacultura nacional está a explorar o potencial de novos produtos como a camarinha, um pequeno camarão que tem sido até agora exportado essencialmente para Espanha, mas que se pode tornar o próximo petisco da moda.

O crustáceo “tem baixo valor comercial”, mas captou o interesse dos aquacultores porque não tem praticamente custos de produção, contou à Lusa o secretário-geral da Associação Portuguesa de Aquacultores (APA).
A camarinha, que cresce naturalmente nas antigas salinas que existem em Aveiro, na Figueira da Foz, no estuário do Sado, na ria Formosa e na ria de Alvor, ainda é praticamente desconhecida pelo mercado português e a maior parte da produção tem sido exportada para Espanha “onde é muito apreciada”, mas Fernando Gonçalves acredita no seu potencial.
“Eu já vejo camarinha à venda, principalmente como entrada em restaurantes e cafés da zona do litoral. Tem potencial de crescimento para servir como entrada, refeição ou como petisco”, destacou.
No entanto, este crustáceo, tal como as ostras, sofre o efeito negativo da fiscalidade.
A APA considera que são espécies com potencial e defende a redução da taxa de IVA aplicada às ostras e à camarinha, de 23 para 6%.
Fernando Gonçalves afirmou que em Portugal quase não se vendem ostras devido ao IVA a 23% e ao facto de serem consideradas um produto de luxo, o que não corresponde à realidade, já que os preços para o produtor variam entre 1 e 4 euros por quilo.
Baixar o imposto iria não só promover o consumo, mas permitir também a instalação de maternidades.
“Os produtores importam as sementes e os juvenis de França porque não existem maternidades cá em Portugal porque não conseguem competir com as importações de França, que não pagam IVA”, precisou o secretário-geral da APA.
As algas também têm potencial de crescimento, existindo já empresas a produzir várias espécies na zona de Aveiro e Olhão, mas neste caso o código do IVA é omisso quanto à taxa a aplicar, que a APA pretende ver fixada nos 6%.
O consumo das espécies aquícolas em Portugal tem-se mantido estável, mas Fernando Gonçalves salientou que o consumo de espécies importadas tem “aumentado brutalmente”.
O salmão é o caso mais paradigmático: são cerca de 15 mil toneladas por ano que a APA diz que poderiam ser substituídas por espécies de aquacultura nacional com características semelhantes como a truta salmonada.
“Hoje em dia já temos um conhecimento e uma produção estável de sete espécies: o pregado, a amêijoa, a dourada, a ostra, o robalo, a truta e o mexilhão. Depois existem outras espécies com elevado potencial, falo do linguado, que pensamos que, em breve, vai ser uma das espécies mais produzidas em Portugal, da corvina, que tem algumas limitação, das algas e a camarinha”, adiantou Fernando Gonçalves.
Em 2013, o défice na balança comercial de pescado foi de 641 milhões de euros. Portugal importa normalmente 400 das cerca de 600 mil toneladas de pescado que consome anualmente.
A aquacultura contribuiu em 2014 com cerca de 11 mil toneladas, pouco mais de 1,5% do consumo nacional de pescado, mas a APA estima um potencial de produção que ronda as 145.000 toneladas.
Fonte: Lusa/Sol

Antárctida: continuam as más notícias

Há muito que a Antárctida tem servido de observatório privilegiado para a medição das alterações climáticas, não só pelo relativo ‘encolhimento’ deste continente gelado devido ao degelo, mas também para avaliar outras consequências nefastas. 

Um grupo de cientistas de nove países, entre os quais José Xavier, do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade de Coimbra (MARE-UC), uniu esforços para avaliar e quantificar as mudanças climáticas e os seus efeitos sobre o continente gelado.
A acidificação do Oceano Antárctico, outra consequência destas mudanças, poderá constituir mais uma das muitas más notícias que têm assolado a região, em especial para os organismos marinhos. Além desta conclusão, os resultados do estudo, publicado na revista científica Global Change Biology, mostram que grande parte daquele oceano vai ser afectada e que as áreas atingidas vão ser maiores do que as que já foram observadas – os factores ambientais que causam stress ao ecossistema marinho poderão chegar a 86% de todo o Oceano Antárctico.
“Este foi o primeiro estudo a quantificar os múltiplos factores ambientais que afectam o Oceano Antárctico como um todo e a indicar quais as áreas que poderão ser mais atingidas no futuro”, diz José Xavier, num comunicado divulgado pela Universidade de Coimbra.
Fonte: Sol

Ouriço-do-mar, o protagonista da Ericeira

O primeiro Festival Internacional do Ouriço-do-mar decorre este fim de semana na Ericeira.

O Hotel Vila Galé da Ericeira acolhe, nos dias 11 e 12 de Abril, o primeiro festival internacional inteiramente dedicado ao ouriço-do-mar, ‘estrela da companhia’ da região.

Mostras gastronómicas, degustações, workshops, seminários e showcooking com chefs conceituados e escolas de hotelaria serão algumas das actividades. Este evento integra o Plano de Iniciativas de Valorização Gastronómica e do Turismo de Mafra e propõe-se a demonstrar o que é possível criar, gastronomicamente, com esta iguaria.
Os showcooking realizam-se na sala de eventos do hotel, nos dias 11 e 12 das 15h00 às 19h00, e são de entrada gratuita. Aqui poderá apreciar a arte de bem cozinhar de chefs de referência como António Alexandre (Lisboa Marriott Hotel), Luís Miguel Rodrigues (Restaurante Bastardo, do Internacional Design Hotel, em Lisboa), Manuel Prats (Restaurante M29, do Hotel Miguel Angel, em Madrid) ou Carlos Collado, da escola de alta cozinha Le Cordon Bleu (Madrid).
Nas jornadas técnicas, no auditório da Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva no dia 11 das 9h30 às 13h00, pode descobrir tudo sobre esta espécie marinha com a ajuda de especialistas, biólogos e investigadores. No dia 12 de Abril, das 11h00 às 13h00, realiza-se ainda uma visita interactiva ao viveiro natural de ouriços-do-mar nas Furnas.
A organização promete ainda, lê-se no comunicado enviado às redacções, “desafiar vários restaurantes” a utilizar esta iguaria como ingrediente regular nos seus menus e degustações.