Governo contabiliza 700 investigadores dedicados ao Mar

Ministério da Agricultura e do Mar identifica sete centros de investigação ligados ao sector e outros 30 grupos de investigação com actividades paralelas.

Cerca de um ano depois do Conselho de Ministros ter aprovado a Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020, a Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar (CIAM) reuniu-se nesta segunda-feira, em Lisboa, pela 11ª vez.

Ao contrário do anterior encontro, realizado em Novembro de 2013, não houve grandes novidades para apresentar naquele que foi definido pelo Governo como o “desígnio nacional” quando aprovou a resolução nº12.

O balanço da reunião – feito pela centrista que tutela o Ministério da Agricultura do Mar (MAM), Assunção Cristas -, centrou-se assim nos números da evolução do sector do mar no PIB do país. Pelo meio, assinalou a aposta no sector ao referir-se aos “muitos investigadores a trabalhar” nessa área. “Passa os 700 investigadores na área do Mar”, garantiu já depois do primeiro-ministro e dos ministros da Saúde e Educação terem abandonado a Gare Marítima do Cais da Rocha.

Já depois do encontro, questionado o gabinete da ministra sobre os “indicadores da evolução do número de investigadores nos últimos anos”. Na resposta, o MAM acrescentou que o número referido por Assunção Cristas dizia “respeito a uma rede de sete centros de investigação avaliados externamente pela FCT com indicação da missão ‘Mar’ expressa nos objectivos dos mesmos”.

Com a ressalva de que “parte deste investigadores faz também investigação nas áreas do Ambiente e da Dinâmica de Fluídos” e que existem ainda, “fora destes centros, mais investigadores com actividade ligada ao mar”, que faziam parte de “mais de 30 grupos de investigação não associados às instituições acima referidas” e que contabilizavam “mais 250 investigadores”. Sobre a evolução do número de investigadores nos últimos anos não chegou resposta.


Conservas puxam pelo PIB
A ex-governante contesta também os restantes números do balanço feito nesta segunda-feira. Cristas saudou o aumento do peso do mar na economia nacional, que no espaço de um ano aumentara dos 2,7% para 3%. Um crescimento suportado pelas áreas dedicadas à transformação de pescado e à indústria conserveira, que no de 2014 tinha sido “as que cresceram de forma mais expressiva”.

A ministra tinha referido a aquacultura como uma das áreas onde existem “muitos projectos em marcha e a serem executados”, envolvendo investimentos da ordem dos 40 milhões de euros, nomeadamente em projectos offshore. O Governo pretende licenciar novas áreas offshore no Algarve para produção 100% biológica de bivalves e pescado, mas Assunção Cristas não se comprometeu com datas porque os projectos estão a ser alvo de “uma cuidada avaliação ambiental prévia”.

A Estratégia Nacional para o Mar foi revista no ano passado, revogando a anterior que tinha a autoria do Governo de José Sócrates. Na altura, a sua revisão foi justificada com as mudanças nas Políticas Comuns da União Europeia e com as falhas da anterior. “A ausência de um plano de acção para a sua execução dificultou o seu acompanhamento e avaliação”, resumia a resolução que aprovou o ENM 2013-2020.

Foi por isso que Assunção Cristas elaborou o Plano Mar Portugal e mandatou a Direcção-Geral de Políticas do Mar para a elaboração de um relatório anual. O ministério confirmou terem já sido apresentados “dois relatórios-síntese sobre a implementação do Plano Mar Portugal, relativos a Maio e Novembro de 2014”. Nos resultados desse ano, identificavam-se 98 projectos. Destes estavam já dois concluídos, além de “56% projectos em execução”. Para 2015 está previsto o arranque de outros 25 projectos .

Navio oceanográfico à espera da “avaliação das propostas recebidas”
A ministra da Agricultura e do Mar tinha definido o ano de 2014 como meta para a substituição do “velhinho” navio oceanográfico “Noruega”. Mas o processo de aquisição e reconversão de um navio em segunda mão acabou por prolongar-se no tempo.

Questionado, o ministério tutelado por Assunção Cristas confirmou que, actualmente, está “proceder-se à avaliação das propostas recebidas, por parte de uma equipa técnica internacional, aguardando-se para breve o relatório final da mesma”. Não definindo um prazo sobre quando estará ao serviço do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Em Julho de 2013, Assunção Cristas assumira a expectativa de ter o navio em 2014. “Espero que no próximo ano já possamos contar com o novo Noruega”, disse Assunção Cristas.  

Ao longo da sua carreira, o navio Noruega foi utilizado sobretudo em estudos de biologia, avaliação de recursos e pesca experimental, mas também investigação oceanográfica.

Só em Outubro do ano passado é que o Conselho de Ministros aprovou essa despesa, apesar do investimento português ser significativamente reduzido. Dos necessários 10,5 milhões de euros para a aquisição, o Governo apenas terá de cabimentar 1,5 milhão. A verba restante foi negociada através do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (EEA), liderado pela Noruega, que aliás já havia financiado a aquisição do “Noruega”. 

Fonte: Público

Estes comboios dão vida ao fundo do Mar

O governo americano lançou 2500 comboios para o fundo do Oceano Atlântico, a fim de reconstruir os recifes. Stephen Mallon é o fotógrafo que saiu da linha e fotografou os comboios em mar alto.




Não, não contribuem para a poluição. Pelo contrário, estes gigantes de metal são atirados ao mar para criar recifes para crustáceos e peixes do Oceano Atlântico. A notícia está na CNN.
O fotógrafo Stephen Mallon da Front Room Gallery capturou fotografias dos 2500 comboios nova-iorquinos enquanto os mesmos são atirados ao mar. As imagens estão em exibição em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América.
Mallon conhecia o projecto, mas julgava que ele tinha terminado. Até que, em 2007, viu os comboios a serem carregados. As carcaças dos comboios foram limpas e delas foram retirados os bancos, cintos e rodas. Só então foram enviadas para o mar.
Os comboios são despejados um a um, mensalmente, de modo a servirem de habitação às criaturas marinhas entre Delaware e Carolina do Sul, nos Estados Unidos da América. Mallon está agora a preparar um projecto intitulado “American Reclamation”, que explora a indústria americana da reciclagem.
Até segunda-feira, 16 de Março, a exposição de Stephen Mallon com o nome “Patterns of Interest” vai estar numa exposição a solo nas galerias NYU’s Kimmel. Para conhecer mais do autor, visite o seu site ou procure-o nas redes sociais FacebookTwitter e Instagram.
Fonte: Observador
Fotos: Stephen Mallon


Nasceu associação Mar7 virada para o Mar

Nasceu em Setúbal uma nova associação, designada MAR7, que pretende contribuir para o desenvolvimento da Economia do Mar no distrito de Setúbal, através de uma posição colaborante e interventiva, focada na renovação da identidade marítima da região e na afirmação do mar nas suas multifacetadas potencialidades.
A relação da região de Setúbal com o mar conduz, muitas vezes, ao passado e à longa tradição marítima, ou ao tempo da navegabilidade do Sado e do seu papel na diversidade de indústrias a ele associadas. A necessidade de alterar o statu quo parece óbvia e premente. A associação surgiu da identificação desta oportunidade para renovar e desenvolver esta relação com o mar, por parte de um grupo de oito sócios fundadores, que decidiram formalizar a vontade comum de abraçar o desafio de valorizar este recurso natural, activo económico gerador de emprego e de iniciativas de natureza cultural.
Integram a Mar7 os seguintes elementos: Paulo Ribeiro, Vitor Caldeirinha, Pedro Dominguinhos, Fernanda Nunes, Fátima Évora, João Paulo Almeida, Bartolomeu Lança e Miguel Menezes.
Os sócios fundadores são cidadãos ligados directa e indirectamente ao mar, que desenvolvem a sua actividade ou residem em Setúbal e querem ver concretizado o desígnio do MAR na região, com investimentos e iniciativas que resultem da conjugação de esforços de empresários empreendedores, empresas estabelecidas e entidades da região, com o apoio dos novos Fundos Comunitários que foram criados para o efeito. Pretende fomentar e facilitar o empreendedorismo no Mar como desígnio principal, visando a criação de valor e emprego, voltando as pessoas para o Mar novamente.”
Num distrito rodeado por mar, estuários e rios, a Mar7 assume-se como “fórum para o desenvolvimento da Economia do Mar, com o intuito de coordenar esforços e estratégias potenciadoras de sinergias, de forma a criar valor e dar dimensão à economia marítima e à afirmação interna e externa do distrito”.
De entre as suas atribuições, destacam-se as seguintes:
impulsionar o investimento estruturante, qualificante e inovador no domínio do mar; fomentar as actividades marítimas e dos produtos de mar no mercado interno e externo; divulgar o potencial económico por explorar do recurso mar; organizar eventos e missões empresariais associadas ao mar; desenvolver estudos, acções de formação adequadas ao desenvolvimento das actividades marítimas.
O âmbito de actuação da Mar7 inclui as seguintes actividades: pesca, aquicultura, salicultura e indústria de transformação do pescado e distribuição; portos, transportes marítimos e logística; construção naval e reparação naval; áreas ribeirinhas, lazer e desportos náuticos; náutica de recreio e actividades de apoio; marítimo-turísticas e turismo/cruzeiros; formação; energias marinhas; biotecnologias marinhas; exploração do solo e do subsolo marinho.

Projectos tentam mobilizar portugueses a regressarem ao Mar

O responsável pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental Portuguesa afirmou que estão em curso três projectos nacionais para tentar mobilizar os portugueses “a regressarem ao mar”, que têm obtido adesão elevada.



“Os indicadores de adesão são bastante elevados. Nós temos milhares de alunos que já aderiram a esses projectos e centenas de professores que estão a ensinar também o mar”, afirmou à Lusa Aldino Santos de Campos, à margem da abertura da segunda edição do Mestrado Erasmus Mundus em Ordenamento do Espaço Marítimo, na Universidade dos Açores, em Ponta Delgada.

Aldino Santos de Campos estima que em 2016 as Nações Unidas analisem a proposta de extensão da plataforma continental portuguesa apresentada em 2009, que caso seja aceite fará com que Portugal passe a ter um território marítimo 40 vezes superior ao terrestre.
Atualmente, há projetos de 76 países a aguardar análise pela Comissão de Limites da Plataforma Continental da Organização das Nações Unidas (ONU) e Portugal apresentou a sua proposta em 44.º lugar, em maio de 2009.
A proposta portuguesa para extensão dos limites exteriores da plataforma continental para além das 200 milhas marítimas prevê que Portugal ganhe mais de dois milhões de quilómetros quadrados, perfazendo um total de quase quatro milhões de quilómetros quadrados de área sob soberania nacional.
Aldino Santos de Campos considerou que Portugal está “no caminho certo, mas há ainda muito a fazer” ao nível de vocacionar as novas gerações para tirarem partido desse bem”, acrescentando que “se as pessoas forem educadas para ter um certo comportamento reagem melhor aos desafios”.
Segundo explicou, os projetos tentam motivar as novas gerações a deixarem de ficar em terra, a contemplarem o mar e passarem de facto a trabalhar no mar.
Em Janeiro, no parlamento, Aldino Santos de Campos defendeu que Portugal “tem de construir desde já as oportunidades” que pode retirar da sua plataforma continental, mas admitiu que os potenciais são ainda desconhecidos. O principal problema é a profundidade.
“A nossa plataforma é extremamente profunda, com profundidade média de 3.700 metros. A do Mar do Norte é de 30 metros”, exemplificou.
Na segunda edição do mestrado em Ordenamento do Espaço Marítimo, que hoje arrancou na cidade de Ponta Delgada, participam 17 alunos, todos estrangeiros, o que faz “verdadeiramente as Nações Unidas numa sala”.
“Não tem nenhum português. Estranhamente, nem na primeira edição [15 alunos], nem nesta tivemos candidaturas de portugueses”, revelou a coordenadora do mestrado na Universidade dos Açores, a professora Helena Calado, que admitiu que tal tenha a ver com falta de divulgação em Portugal.
O Mestrado Erasmus Mundus em Ordenamento do Espaço Marítimo foi criado por um consórcio de três universidades europeias, designadamente a Universidade dos Açores (Departamento de Biologia), a Universitá IUAV di Venezia (Faculdade de Planeamento) e a Universidade de Sevilha (Departamento de Geografia Humana) e visa preparar especialistas capazes de desempenhar funções em instituições públicas e também como profissionais independentes.
Helena Calado adiantou que o mestrado, cujo primeiro semestre decorreu em Sevilha (Espanha), “é muito exigente”, porque obriga os alunos, todos com bolsa, a viajar muito.
Após o semestre na Universidade dos Açores, os alunos farão um estágio e terminarão o mestrado em Veneza (Itália).

Fonte: Notícias ao Minuto


O maior recife da Europa é Português.

Quando pensamos em parques temáticos lembramo-nos de rodas gigantes ou montanhas russas. Mas no Algarve existe um parque temático diferente de todos os outros, chama-se Ocean Revival e é um parque subaquático onde os visitantes só podem ir de botija de oxigénio!

O maior recife artificial da Europa foi criado no sul de Portugal, afundando quatro navios de guerra portugueses de forma deliberada, e criando condições para a proliferação da vida marinha.

Um recife artificial é uma estrutura deliberadamente colocada no fundo do mar, que procura imitar os recifes naturais. Podem ser módulos de betão ou aço, antigos navios, plataformas de extracção de petróleo e carcaças de automóveis ou aviões, ramos de árvores ou bambu.

Os recifes artificiais aumentam a biodiversidade dos mares, aumentando também a capacidade pesqueira, protegem a costa das tempestades e erosão e aumentam ainda o valor turístico de uma região.

Antes de serem afundados, os quatro navios foram limpos de todos os materiais nocivos ao ambiente ou perigosos para os mergulhadores. Esta preparação foi feita com a ajuda da Canadian Artificial Reef Consultant, responsável por imersões deliberadas de navios em todo o mundo.

O Ocean Revival está situado ao largo da cidade de Portimão, no litoral sul de Portugal. A sua localização foi cuidadosamente escolhida por ser uma zona de águas calmas e seguras para mergulho, tendo o mar boas condições mais de 300 dias por ano.

A proximidade de outros sítios de mergulho privilegiados, como naufrágios do século XVIII ou da Primeira e Segunda Grande Guerra Mundial, Recifes e Paredes naturais também foram razões apontadas para a escolha do local.

Este parque temático atrai amantes do mergulho para viverem uma experiência inesquecível, adaptada a todos os níveis de dificuldade.

Camarão jurássico resiste no Algarve

‘Triops vicentinus’ é um fóssil vivo do tempo dos dinossauros. 
 Os charcos temporários de água doce da Costa Vicentina escondem uma espécie de crustáceo única no Mundo. O camarão girino tem o nome científico de ‘triops vicentinus’ e é considerado um fóssil vivo jurássico, dado que a sua existência remonta ao tempo dos dinossauros, há cerca de 200 milhões de anos. Margarida Machado e Margarida Cristo, investigadoras da Universidade do Algarve, foram coautoras da descoberta desta espécie em 2010, em conjunto com um cientista alemão, que fez o estudo genético. Agora, percorrem os charcos onde existe este crustáceo para fazerem, periodicamente, o estudo das populações. “O ‘triops vicentinus’ está confinado ao concelho de Vila do Bispo e encontramos esporadicamente em charcos em Tunes, Paderne e Faro. Não existe em mais lado nenhum do Mundo”, explicou Margarida Machado, durante uma acção de campo, que o CM acompanhou. No total, a espécie habita em 20 charcos temporários. A colega, Margarida Cristo, explica que este crustáceo “tem uma existência conhecida em fósseis desde o tempo dos dinossauros”. A resistência ao tempo deve-se à sua estratégia de vida: os seus ovos (cistos) podem permanecer no solo seco durante muito tempo, eclodindo com o aparecimento da água. Este crustáceo pode atingir os 7 centímetros e a cauda pode medir o mesmo tamanho. As larvas de insectos são um dos seus alimentos, contribuindo assim para controlar a proliferação de mosquitos. “É fundamental preservar os charcos para preservar esta espécie”, alerta Margarida Cristo. É esse o objectivo do projecto LIFE Charcos, desenvolvido pela Liga para a Protecção da Natureza (LPN), em parceria com as universidades do Algarve e de Évora.

Fonte: CM

Portos nacionais cresceram 27% nos últimos quatro anos

O movimento de mercadorias nos principais portos nacionais atingiu os 82,5 milhões de toneladas no ano passado. Um ganho homólogo de 4% e um novo recorde, que reforça a tendência de alta dos últimos anos.

De facto, no acumulado dos últimos quatro anos a carga processada nos principais portos do Continente avançou 27%, salienta o IMT no seu relatório sectorial hoje divulgado.
Em 2014, só Lisboa e Viana do Castelo destoaram na onda de recordes: caíram 1,6% e 7,9%, respetivamente. Setúbal foi o porto que mais cresceu em termos homólogos (15%), seguido por Aveiro (13,5%) e Leixões (4,1%). Sines cresceu 2,9% e a Figueira da Foz 1,9%.
Apesar de ter ficado abaixo da média do mercado, Sines manteve-se, de longe, como o maior porto nacional, a valer 45,9% da tonelagem total movimentada nos principais portos do Continente. Leixões reforçou a sua quota para 21,7% e Setúbal já representa 9,8%. Lisboa perdeu um pouco mais de terreno, agora para os 14,4%.
Puxada pela carga contentorizada (mais 11,5% em termos homólogos), a carga geral reforçou o predomínio nos tipos de mercadorias movimentadas nos portos nacionais. Foram 35,3 milhões de toneladas, mais 10,2% que o verificado em 2013. A carga fraccionada avançou 1,1% e a carga ro-ro disparou 121,8% (muito por culpa de Leixões).
Em alta (mais 10,3%) estiveram também os granéis sólidos, com um total de 18,3 milhões de toneladas movimentadas.
A impedir maiores ganhos, a quebra nas importações de petróleo bruto e na movimentação de produtos refinados ditou um recuo de 5,8% nos granéis líquidos para um total de 28,9 milhões de toneladas.
Em Dezembro, o movimento de mercadorias nos sete maiores portos nacionais cresceu 16,9%, para os 7,1 milhões de toneladas. Leixões foi o porto que mais avançou (36,1% em termos homólogos) e Setúbal o que mais cedeu (15,6%). Sines cresceu 20,4% e Lisboa 16,1%.
Fonte: T e N


MSC continua crescimento com mais de 1 milhão de TEU's em 2014

A MSC (Mediterranean Shipping Company Portugal) fechou 2014 com um crescimento sustentado de relevo em que se destaca o número de TEUs movimentados a nível nacional que ultrapassou um milhão de TEUs.

Este crescimento foi acompanhado por um investimento nos recursos humanos da empresa, com a MSC a passar de 175 colaboradores em 2013 para um total de 210 funcionários em 2014. Um aumento na ordem dos 25% no capital humano da empresa face ao período homólogo.

Estes resultados foram revelados a todos os colaboradores no XIV Encontro Anual da MSC, onde foi apresentado um resumo do desempenho da empresa ao longo de 2014, com destaque para as alterações estruturais que têm vindo a ser implementadas desde 2013, de forma a dar resposta a todos os seus desafios comerciais e de gestão.

Carlos Vasconcelos, Administrador da MSC Portugal, recordou o admirável trabalho de equipa que a empresa levou a cabo em 2014 e que foi fulcral para o fecho do ano com resultados excelentes. No seu discurso de encerramento, Carlos Vasconcelos mencionou que “2015 será um ano muito próspero para a MSC Portugal, pleno de projectos novos e desafios, que motivarão a nossa magnífica equipa e nos farão chegar mais longe e com o mesmo nível de comprometimento e respeito para com os nossos clientes”, levantando um pouco o véu relativamente a dois megaprojectos que a empresa prevê concretizar ainda este ano.

Na sequência do crescimento verificado, Carlos Vasconcelos anunciou ainda a construção de novos escritórios em Matosinhos e Sines, cuja conclusão está prevista para 2015.

Este encontro anual contou ainda com a participação e testemunho de um cliente que foi o convidado surpresa. Gonçalo Vieira, Director de Logística no grupo Portucel Soporcel, destacou “o trabalho de excelência realizado pela MSC e a excelente relação de parceria que leva as duas empresas a atingir bons resultados conseguindo ultrapassar todas as adversidades que, eventualmente, possam surgir”.
Fonte: Cargo

Maersk negoceia aquisição de dez navios de 20 mil TEU's

A Maersk Line está a negociar, com estaleiros asiáticos, a aquisição de dez novos navios porta-contentores com capacidade para 20 mil TEU’s, numa encomenda que, a concretizar-se, acarretará custos na ordem dos 1,5 mil milhões de dólares. Cada navio terá cerca de 400 metros de comprimento e 59 metros de largura.

O Wall Street Journal adianta que a encomenda pode ser concretizada já no primeiro trimestre deste ano. Estes navios serão os maiores a navegar nos mares de todo o mundo.

A concretizar-se a encomenda, as previsões apontam para que o primeiro navio dos dez seja entregue no princípio de 2018, com os restantes nove entregues entre 2018 e 2019. 

Fonte: Cargo

Baleia morta dá à costa na Praia de Paredes de Vitória

Uma baleia com cerca de quatro metros deu à costa já sem vida na Praia de Paredes de Vitória, no concelho de Alcobaça, informou a Capitania do Porto da Nazaré.
“Trata-se de um animal com cerca de quatro metros que foi arrojado na última maré, já sem vida, e que apresenta algumas partes do corpo já em decomposição”, disse à Lusa Lourenço Gorricha, comandante do Porto da Nazaré.
O alerta para a presença da baleia na Praia da Vitória, no concelho de Alcobaça, foi dado “por um dos concessionários [de bares] e por populares que se aperceberam de que o animal estava a ser empurrado pela água”.
No local estão dois elementos da Polícia Marítima e, segundo o comandante, “aguarda-se a chegada de técnicos do Centro de Reabilitação de Animais Marinhos de Quiaios (CRAM) para avaliarem a situação e darem directrizes sobre a remoção do animal” que, segundo o mesmo responsável “deverá ser feita pelos serviços da câmara” de Alcobaça.


Fonte: Lusa/SOL