[ Vídeo ]: 131 segundos que mudam a sua visão sobre o Oceano

Um vídeo chamado “131 segundos que vão alterar o modo como você vê o oceano” permite-lhe uma viagem subaquática virtual que nenhum ser humano conseguiria fazer no mundo real.

Gostaria de saber mais sobre a dimensão dos oceanos, no que à profundeza diz respeito?
Imagine o Everest invertido, colocado sobre a linha do mar.
Mas sabia que não seria suficiente para tocar no fundo das águas?
Este vídeo – chamado “131 segundos que vão alterar o modo como você vê o oceano” – transporta-o para uma viagem subaquática (virtual) que nenhum ser humano conseguiria fazer.
Mergulhe nas profundezas do mar e chegue onde nenhum Homem chegaria, mas também onde o conhecimento nos permite chegar.

Cientistas pedem esforços para proteger Grande Barreira de Coral

Cientistas australianos lançaram um apelo à eliminação dos factores que afectam a Grande Barreira de Coral para que possa recuperar o seu esplendor, num artigo publicado na Nature Climate Change.

Cientistas australianos lançaram um apelo à eliminação de todos os factores que afectam actualmente a Grande Barreira de Coral para que possa recuperar o seu esplendor, num artigo publicado na revista Nature Climate Change, hoje divulgado.
Os cientistas pedem políticas que procurem proteger e conservar esta área, no nordeste da Austrália, declarada Património da Humanidade pela Unesco em 1981.
“O nosso texto mostra que cada um dos principais factores de ‘stress’ da Barreira aumenta há décadas — mais pesca, poluição, desenvolvimento costeiro, dragagens –, pelo que agora, nos últimos 20 anos, vemos o impacto das mudanças climáticas”, disse Terry Hugues, da Universidade James Cook, coautor do artigo.
Segundo um estudo recente, realizado pelo próprio governo australiano, a Grande Barreira de Coral perdeu, ao longo dos últimos 40 anos, mais de metade dos seus corais, esperando-se “uma maior deterioração no futuro”.
“Devemos superar a nostalgia e a resignação no sentido de identificar de que forma pode a deterioração da Grande Barreira de Coral pode ser revertida”, afirmou Terry Hugues, citado num comunicado divulgado pela Universidade James Cook.
Jon Brodie, outro dos autores do estudo, apontou que o desafio passa por “utilizar os conhecimentos científicos para prevenir maiores danos e por dar à Grande Barreira o espaço necessário que lhe permita recuperar-se”.
“Si isso significa menos dragagem, menos extracção de carvão e mais pesca sustentável, então é isso que a Austrália deve fazer”, acrescentou Jon Day, que também participou no artigo, referindo-se às medidas para travar o avanço dos factores de ‘stress’.
No documento, os cientistas australianos prescrevem seis medidas chave para restaurar o esplendor da Grande Barreira de Coral, instando nomeadamente a que seja dado maior ênfase à sua conservação e protecção, ao abandono dos combustíveis fósseis para fazer frente às mudanças climáticas e à adopção de leis contra o despejo de resíduos devido à dragagem na área protegida.
O Comité do Património da Humanidade da Unesco deve decidir este ano se inscreve a Grande Barreira de Coral na lista de lugares em perigo, uma decisão que adiou em meados de 2014 para dar a oportunidade a Camberra de demonstrar que está a adoptar medidas.
Diversas organizações ambientalistas têm advertido para os perigos, incluindo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês) que alertou que a Grande Barreira de Coral corre mesmo o risco de se tornar “numa lixeira”, se Camberra não proibir totalmente os despejos nas águas próximas do local.
Para evitar que fosse colocado na lista do património em perigo, a Austrália proibiu, em Janeiro último, o despejo de resíduos provenientes de dragagens que, segundo os ecologistas, destroem a zona ao asfixiar os corais e as algas que constituem a maior formação viva no planeta, expondo-a a venenos variados.
A Grande Barreira, que alberga 400 tipos de coral, 1.500 espécies de peixes e 4.000 variedades de moluscos, começou a deteriorar-se na década de 1990 devido ao duplo impacto do aquecimento da água do mar e do aumento do grau de acidez por causa de uma presença maior de dióxido de carbono na atmosfera.
Fonte: Observador

Navios cada vez mais largos ameaçam produtividade

O facto de os mega-navios estarem a crescer mais em largura do que em comprimento representa um constrangimento à resposta dos portos na movimentação das cargas e pode prejudicar a produtividade das operações.

O aviso é deixado pela Drewry Maritime Research. Que lembra, a título de exemplo, que um porta-contentores de 18 000 TEU oferece mais 150% de capacidade que um navio de 7 400 TEU mas é apenas 25% mais comprido.
Isso significa – sublinha a Drewry – que, ao contrário do que à primeira vista se poderia supor, o número de pórticos de cais colocados a operar cada navio não pode crescer de forma proporcional à dimensão das embarcações.
E, mais, e mais importante, que quantas mais filas (à largura…) de contentores se acrescentam nos navios, maior tem de ser o alcance da lança dos pórticos, e mais longe  têm eles de ir para carregar / descarregar os contentores a bordo. Daí resultando um menor número de movimentos por hora.
Para atingir o objectivo do sector de realizar 6 000 movimentos em 24 horas, um porta-contentores de 19 000 TEU necessitaria de oito guindastes a operá-lo, com um produtividade de 280 movimentos por hora. Segundo a Drewry Maritime Research, 3 000 a 3 500 movimentos em 24 horas é uma performance mais realista.
Fonte: T e N


Elio Canestri, a sétima vítima dos tubarões de Reunião desde 2011

Nos últimos quatro anos, este é o 16.º ataque e a sétima morte causada por tubarões naquela ilha francesa do Índico, considerada uma das zonas com mais ataques do género.
Com apenas 13 anos, Elio Canestri passou a fazer parte de uma triste estatística: no domingo, o jovem surfista tornou-se na sétima vítima mortal de ataques de tubarões na ilha da Reunião desde 2011. De acordo com as testemunhas no local, o animal atacou os membros inferiores, superiores e o abdómen do adolescente, que surfava com um grupo de amigos em Aigrettes, na zona de Cap Homard, na costa Oeste da ilha. O ataque ocorreu durante o calendário de treinos oficiais da equipa Francesa de Surf.
Nos últimos quatro anos, este é o 16.º ataque do género naquela ilha francesa situada no oceano Índico. Desde 2011, sucederam-se os casos fatais na ilha da Reunião, situada a leste de Madagáscar. Sete pessoas, entre banhistas e surfistas, perderam a vida nos últimos quatro anos. Outras tiveram menos má sorte: ficaram sem os membros.
Em fevereiro deste ano, uma jovem de 22 anos foi atacada enquanto nadava em Etang Sale. Embora seja considerado um paraíso para o surf, pelas ondas que oferece, o destino tem vindo a ficar manchado devido ao histórico de ataques de tubarões – sendo mesmo considerada uma das zonas do planeta com mais casos do género – com sérios prejuízos para o turismo.

Fonte: DN

Porto de Sines movimentou 9,9 milhões de Ton no 1º trimestre

Nos primeiros três meses do ano, o porto de Sines registou um movimento de 9,9 milhões de toneladas de mercadorias, o que correspondeu a um aumento de 21,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No mesmo período, foram movimentados 279.347 TEU, o que equivale a uma variação homóloga trimestral positiva de 3%.

Mas o destaque principal e maior impulsionador da evolução global do porto de Sines foi a subida do segmento dos granéis sólidos que cresceu 52,7%, compensando a diminuição na movimentação na carga geral. Também os granéis líquidos ajudaram bastante, com um aumento de 33.3%.

Neste primeiro trimestre, foram operados 477 navios, correspondendo a um aumento de 0,85% em comparação com o mesmo período de 2014.

Estes indicadores demonstram o crescimento sustentado desta infraestrutura portuária que deve ser associado ao empenho de toda a comunidade portuária em potenciar o desenvolvimento do Porto de Sines.

Fonte: Cargo

Contentores continuam em baixa em Leixões

No primeiro trimestre, o movimento de contentores em Leixões caiu 5%. Mas em Março o recuo foi já de apenas 1%, de acordo com a concessionária.

É uma série de quebras mensais como há muito não acontecia. Nos primeiros três meses de 2014, a TCL, concessionária do terminal de contentores de Leixões, acusou três resultados negativos, em termos homólogos, na movimentação de contentores.
Até ao final de Março, o porto nortenho processou 150 477 TEU, menos 5% que no primeiro trimestre de 2014.
O fraco primeiro trimestre (em termos relativos) prolonga a quebra já verificada no último quarto do ano passado, que todavia não impediu a TCL – e o Porto de Leixões – de registar mais um recorde anual, acima dos 659 mil TEU.
As explicações para a quebra da actividade agora verificada têm sobretudo a ver com o abrandamento das exportações nacionais para alguns mercados, em particular os mais dependentes das receitas do petróleo, com Angola à cabeça. Além do que, lembram da TCL, o primeiro trimestre de 2014 foi muito forte.
Em Março, o movimento de contentores em Leixões somou 56 536 TEU, um valor que ficou apenas 1% abaixo do registado no mesmo mês do ano transacto.

Fonte: T e N

Um ano de "Cabaz do Mar" leva toneladas de peixe para Odemira.

Pescadores de Azenhas do Mar vendem peixe directamente aos clientes do concelho. E têm vários em lista de espera.


O primeiro ano do projecto “cabaz do mar”, promovido por pescadores de Azenha do Mar, levou três toneladas de peixe fresco da costa de Odemira, no Alentejo, às portas de mais de uma centena de consumidores locais.

Em média, por semana, foram entregues 30 cabazes com três quilos de peixe já amanhado pela Associação Cultural e de Desenvolvimento de Pescadores e Moradores da Azenha do Mar, uma pequena comunidade piscatória da freguesia de São Teotónio, no concelho de Odemira, distrito de Beja, disse esta segunda-feira à agência Lusa a coordenadora do projecto, Ivânia Guerreiro.

De acordo com a responsável, os números referem-se ao período entre Março e Dezembro de 2014, uma vez que quase não houve movimento nos primeiros três meses deste ano, por impossibilidade de os pescadores saírem para a faina devido ao estado do mar.

Em todo o mês de Fevereiro, os barcos de pesca saíram apenas em cinco dias e este é, segundo Ivânia Guerreiro, o “maior constrangimento” deste projecto pioneiro de venda directa de peixe aos consumidores, que permite eliminar intermediários e fazer reverter um valor “mais justo” para os pescadores.

A instabilidade das entregas levou, no entanto, à desistência de quatro clientes, sendo que outros seis prescindiram do serviço por desejarem com maior frequência espécies “mais nobres”, como linguado, besugo, robalo e dourada. Mas, neste cabaz, “tudo o que vem à rede é peixe”, literalmente, e um terço do seu peso, ou seja, um quilo, é composto por espécies menos valorizadas (choupa, rascasso ou bodião, entre outras).

O projecto começou em Março do ano passado, por iniciativa da Taipa, uma cooperativa na área da solidariedade e do desenvolvimento, cofinanciado por fundos comunitários, estando, desde Novembro, completamente nas mãos dos pescadores. Num ano, angariaram cerca de 120 clientes, compraram uma carrinha com imagem personalizada, que é agora o “cartão-de-visita” do projecto, e disponibilizaram um sítio na Internet e uma página na rede social Facebook.

O crescimento do “cabaz do mar”, motivado sobretudo pela publicidade “boca-a-boca”, levou a que a associação tenha começado a comprar peixe não só na lota da Azenha do Mar, mas também nas de Entrada da Barca, igualmente na freguesia de São Teotónio, e de Vila Nova de Milfontes, esta a cerca de 45 quilómetros.

Este alargamento aumenta os custos do cabaz, cujo preço de venda é de 22 euros desde o início do ano, mas impõe-se devido à necessidade de ter peixe em quantidade e variedade para entregar aos clientes, referiu Ivânia Guerreiro. O projecto, ainda assim, “paga-se a si próprio”, garantiu a responsável, embora “não tenha lucro”, o que é compensado pelo retorno “muito bom” em termos sociais, pela visibilidade que ofereceu à comunidade piscatória.

Actualmente, o cabaz é distribuído apenas nas freguesias do litoral do concelho de Odemira, por uma questão de gestão dos custos, mas a criação de parcerias poderá permitir a expansão para as localidades do interior, onde há clientes em lista de espera desde que a iniciativa foi criada.

Fonte: Público


Nunca deixe o seu peixe dourado num lago

Se tem peixes em casa dentro do aquário, o melhor é mesmo deixá-los onde estão. Os peixes dourados, uma vez libertados em lagos ou rios, podem desenvolver um ecossistema, de muitos outros peixes dourados e com tamanhos que as vezes podem surpreender. Passam de miniaturas que nadam num aquário a monstros do lago.

Investigadores da Universidade de Murdoch, na Austrália revelaram à revista Time, que quando deixados em lagos ou rios, estes peixes criam um ecossistema. O potencial de crescimento aumenta quando são colocados noutro habitat que não o aquário, no caso dos peixes dourados e outros peixes de aquário. Nos lagos, eles comem a comida que os peixes que lá vivem comem, criando problemas de alimentação e portanto de sustentabilidade das espécies. Além disso, trazem doenças exóticas.

“Colocar peixes de água fria (em lagos ou rios) é uma das maiores ameaças mundiais à biodiversidade aquática”, diz um estudo da Universidade de Murdoch. “Os peixes dourados estão a comer os alimentos e usam o habitat que está destinado aos peixes nativos”, explicou Jeff Cosgrove, investigador da Universidade de Murdoch, citado pela televisão pública australiana. Retirá-los do ambiente em que foram colocados revela-se uma tarefa difícil, sendo assim impossível recuperar alguns ecossistemas, acrescentou Jeff Cosgrove à Time.

Fonte: Sábado 

Praia Dona Ana ganha 40 metros de areal este verão



Foi considerada a praia mais bonita do mundo mas no verão não há quase lugar para estender a toalha, de tão reduzido que está o areal. A intenção é encher a praia com mais 140 mil metros cúbicos de areia. A Quercus acha que se trata de uma estratégia para “tapar o sol com a peneira”.

Em 2009 ainda começou uma obra de alimentação artificial mas o plano teve que ser revisto e os trabalhos ficaram a meio. Agora, a intenção é encher a praia com mais 140 mil metros cúbicos de areia, uma obra que custará 1,8 milhões de euros.
Sebastião Teixeira responsável pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no Algarve, diz que a praia ficará com mais 40 metros de areal e mais segura, já que ninguém será obrigado a ficar junto das falésias.
A primeira obra a avançar será um esporão uma estrutura de retenção de areias, que ficará parcialmente coberto pela falésia. O enchimento artificial será feito com areia retirada de 40 metros de profundidade e repulsada para a praia por tubagem.
O trânsito e a circulação no local ficarão condicionados e, possivelmente, só nos feriados de junho a praia D. Ana poderá receber os veraneantes.
No final do ano passado, foram alimentadas artificialmente seis praias do concelho de Lagoa e Albufeira e, segundo Sebastião Teixeira, essa areia ainda se mantém.
Contactada, a Quercus vê no enchimento das praias uma estratégia de “tapar o sol com a peneira”. A associação ambientalista diz que, mesmo sem invernos rigorosos, a costa portuguesa, do ponto mais a norte até à zona de Lisboa, está quase irremediavelmente condenada ao desaparecimento dos areais.
A culpa é das barragens, que impedem que os rios tragam a areia até ao litoral. João Branco, dirigente da Quercus, diz que o enchimento artificial é uma cosmética cara e com um resultado temporal muito limitado.

Fonte: TSF