"Só nos lembramos do Mar quando há Sol"

“Não podemos dar-nos ao luxo de falhar. Não podemos continuar a adiar. Temos de pôr finalmente em prática a nova governação integrada dos oceanos de que tanto necessitamos e que sabemos ser imprescindível.” As palavras de Cavaco Silva na Cimeira Mundial do Mar (em fevereiro de 2014, nos EUA) apelavam a um consenso mundial sobre os oceanos, ainda mais oriundas de um país que, segundo o próprio Presidente da República, “é um gigante mundial em termos marítimos”. Palavras bonitas, daquelas que enchem os ouvidos e apelam à suposta vocação marítima do país dos Descobrimentos. Mas que continuam a esbarrar nessa coisa aborrecida chamada realidade. Hélio Rasteiro completou o mestrado em Estratégia no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (da Universidade de Lisboa) com uma dissertação sobre o mar. Mais concretamente, escreveu sobre a “Estratégia Nacional para o Mar 2006-2016”, o plano que o Governo de José Sócrates estabeleceu para arrancar de vez com uma economia voltada para o oceano. “O que se verificou neste caso, como noutros anteriores, é que se elaborou uma estratégia muito elaborada, cheia de boas intenções, mas depois não se concretizou qualquer plano de acção e a estratégia nunca saiu do papel”, conta Hélio Rasteiro. Tanto que o actual governo já revogou a estratégia nunca posta em prática, abrindo caminho a um novo plano que há de trazer o mar para o lugar cimeiro da economia. MITOS E REALIDADE A dissertação de Hélio Rasteiro, um gestor de 34 anos, foi distinguida com o prémio Marinha/ISCSP para a melhor dissertação de mestrado sobre o mar. Revela como os mitos que construímos sobre o oceano pouco contribuem para o nosso efectivo conhecimento dele. “Temos a mania de dizer que somos uma nação marítima, mas isso não é verdade. Uma nação marítima é a que vive virada para o mar e aproveita os seus recursos”, explica. E aponta alguns dados estatísticos: “Em Portugal há um rácio de 285 habitantes por cada barco. Em Espanha são 200 por barco, na Alemanha 111, na França 65, na Holanda 64, na Dinamarca 15, na Finlândia 8 e na Noruega 7. Como é que um país sem barcos pode dizer que é uma nação marítima?” Outros números mostram o quanto desperdiçamos a imensa Zona Económica Exclusiva. “Na aquacultura, os dados mostram que produzimos cerca de 10 mil toneladas de peixe por ano. A Grécia produz dez vezes mais. Em Espanha são 360 mil toneladas. E até a República Checa, país sem acesso ao mar, produz 30 mil toneladas de peixe. Isto ajuda a explicar porque é que importamos 60% do pescado consumido em Portugal.” O investigador Hélio Rasteiro desmonta a ideia de termos sido uma grande potência marítima. “Houve um período da nossa história em que detivemos poder sobre o mar, mas a verdade é que nunca chegámos a conhecê-lo”. Um problema que se mantém. Numa altura em que o país pretende ver alargada a sua plataforma continental, garantindo direitos sobre os fundos oceânicos de uma área contígua entre o continente, os Açores e a Madeira, Hélio Rasteiro avisa que esse projecto traz riscos. “Só pode reclamar soberania sobre um território quem efectivamente o ocupa.” Coisa que o país que usou os fundos comunitários para abater a frota pesqueira, enquanto outros a reforçavam, não faz. “Somos um povo que vive maioritariamente junto ao mar e que só se lembra deste quando há sol. Temos uma história, um passado brilhante (há 500 anos), mas foi sempre pensado ‘Além Mar’. Nunca com o conhecimento do próprio mar e de toda a sua riqueza, daí ser errado dizer que vamos ‘regressar ao mar’. Nem sequer há incentivo à prática de desportos náuticos”, diz o autor. Hélio Rasteiro defende que nenhuma estratégia pode vingar se ficar circunscrita ao calendário normal dos governos. “É preciso pensar a longo prazo. Uma estratégia para o mar deveria ser pensada para vigorar durante 50 anos, e não ao sabor das vontades de cada governo.” O autor aponta a falta de meios da Marinha como factor de ameaça à soberania (é um defensor da compra dos submarinos) e diz que deveria ser prioritária a recuperação da marinha mercante, hoje reduzida a menos de dez navios com bandeira portuguesa. Apesar do olhar amargo sobre o passado, Hélio quer lutar por um futuro diferente. Porque acredita que o mar pode mesmo ser uma saída. “Existem três mentiras sobre Portugal: que somos periféricos, somos pobres e somos pequenos. Com este mar e com esta centralidade atlântica, esta é uma grande mentira.”

Fonte: CM

Portugal oferece embarcações a São Tomé e Príncipe

O governo português oferece nesta quarta-feira a São Tomé e Príncipe duas embarcações de busca e salvamento, no quadro da cooperação entre os dois países. A pirataria marítima, que afecta seriamente o país, é um dos motivos pelos quais São Tomé e Príncipe necessita deste tipo de embarcações.

A oferta das duas embarcações complementa o programa de formação do Instituto Nacional de Socorros a Náufragos à guarda costeira são-tomense. Além disso, Portugal e São Tomé e Príncipe assinaram também um novo Programa-quadro de cooperação técnico-militar para o triénio 2015/2017 e um protocolo adicional no domínio da fiscalização conjunta de espaços marítimos sob jurisdição são-tomense.

“É mais uma pedra na cooperação entre Portugal e São Tomé e Príncipe e eu diria que é tão natural quanto o ar que respiramos porque a cooperação numa relação de amizade, uma relação afectiva, e nós traduzimos nestes textos aquilo que é o sentir dos nossos dois povos”, disse Aguiar-Branco sobre o acordo entre os dois países.

Sublinhou ainda que a pirataria marítima ganhou uma dimensão global, referiu a este propósito: “Tudo o que nós fizermos para minimizar o risco dessa ameaça, solidificarmos e darmos mais capacidade de resposta a essas ameaças, estamos a contribuir para uma melhor harmonia entre os povos e para que haja um melhor desenvolvimento”.

Fonte: Cargo

Brigada do Mar e comunidade local limpam praias da Costa do Norte de Sines

Nos dias 26, 27, 28 e 29 de Março, realiza-se uma acção de limpeza das praias da Costa Norte de Sines, no âmbito de uma parceria entre a Brigada do Mar, a Câmara Municipal de Sines e a comunidade local. A acção abrange uma extensão de 15km e envolve, diariamente, uma equipa de 30 pessoas, 15 das quais são garantidas pela Brigada do Mar, organização não-governamental que tem como principal missão a consciencialização e educação ambiental. Os restantes participantes são garantidos pela Câmara Municipal de Sines, através de voluntários da comunidade local.  Estão abertas inscrições de voluntários através do email esilva@mun-sines.pt e do tel. 914946009. Os interessados podem inscrever-se em todos os dias, em apenas alguns dias ou em períodos do dia (manhã ou tarde). A Câmara Municipal disponibilizará transporte aos voluntários.
Fonte: Rádio Sines
Foto: Brigada do Mar

PSA Sines recebeu maior navio porta contentores de sempre

A PSA Sines operou, no passado domingo, o maior navio porta contentores da Maersk que alguma vez fez escala no terminal de contentores de Sines. O “Evelyn Maersk” é um navio porta contentores com quase 400m de comprimento, 56m de largura e 16m de calado. Tem capacidade máxima para 14.770 TEUS, dos quais 1286 são refrigerados.
O navio partiu da Malásia a 6 de Março, sendo Sines o primeiro porto escalado na Europa. O navio ruma agora para o porto de Le Havre.
Desde Janeiro desde ano que os serviços efectuados no âmbito da aliança 2M, entre a MSC e a Maersk, começaram a fazer escala no terminal de contentores de Sines, sendo expectável que tal contribua para um incremento de volumes de carga.
Segundo o porto de Sines, “o aumento na quantidade e frequência de serviços das linhas de navegação que fazem escala no terminal de contentores de Sines será benéfico para os exportadores portugueses, dotando-os de um acesso atempado e de baixo custo aos mercados internacionais”. Neste contexto, “o porto também deseja expandir a sua ligação ferroviária ao interior da Península Ibérica”.
Fonte: Logística Moderna

Iate de família real com 180 metros é o maior do mundo

O milionário russo Roman Abramovich já não é o proprietário do maior iate do mundo. O seu “Eclipse”, com 163,5 metros, é agora o segundo do ranking.
O iate “Azzam”, comprado pela família real dos Emirados Árabes Unidos, é agora o maior do mundo, segundo o ranking elaborado anualmente pela revista especializada “Yacht France”. O barco tem 180 metros de comprimento, seis pontes e uma sala com 550 metros quadrados e é do presidente da companhia aérea Emirates, o xeque Khalifa bin Zayed Al Nahyan, que faz parte da família real dos Emirados Árabes Unidos.
O segundo maior iate do mundo, segundo a publicação, é o do russo Roman Abramovich, dono do Chelsea, que tem 163,5 metros. No terceiro lugar fica o “Dubai”, com 162 metros, propriedade do Emir do Dubai, o xeque Mohammed bin Rashid al-Maktoum.
Deste ranking, a maioria dos iates são do Médio Oriente, mais precisamente 31. Segue-se a Rússia, com 19 e os Estados Unidos, com 17. Estão lá, por exemplo, as embarcações do presidente russo Vladimir Putin, do fundador da Microsoft Paul Allen ou do realizador norte-americano Steven Spielberg.
Muitos deles estão disponíveis para aluguer, como o “Eclipse de Abramovich. Basta pagar entre quatro e cinco milhões de euros por semana.
Fonte: DN

Porto de Lisboa de novo nomeado para melhor porto de cruzeiros da Europa

O Porto de Lisboa volta a ser nomeado para os World Travel Awards deste ano, depois de ser eleito o Melhor Porto de Cruzeiros da Europa em 2014.
Por outro lado Lisboa, que em 2014 venceu pela segunda vez o prémio de Melhor Destino de Cruzeiros da Europa, volta também a receber a nomeação nessa categoria, e também para “Melhor Destino Europeu para City Breaks” e “Melhor Destino Europeu 2015”.
A APL – Administração do Porto de Lisboa, S.A., congratula-se com esta nomeação, que reflete o reconhecimento da qualidade do produto turístico oferecido, bem como da profícua relação de colaboração e de complementaridade entre a cidade e o seu porto“, refere a nota de imprensa.

Segundo Andreia Ventura, administradora do Porto de Lisboa, esta nomeação é “fruto do trabalho sustentado que temos vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos, com base numa relação próxima e colaborativa com os agentes do sector, que tem dado origem a um maior reconhecimento não só do porto, mas também da cidade de Lisboa no contexto internacional.”
Deste modo estas nomeações têm contribuído para o reconhecimento da cidade e do Porto de Lisboa na Europa e no mundo, dando-lhe uma maior visibilidade e credibilidade junto do grande público.

Por sua vez, o novo Terminal de Cruzeiros de Lisboa irá também contribuir de forma decisiva para a melhoria do serviço prestado, colocando Lisboa e o seu porto não só entre os melhores destinos e portos europeus mas também a nível mundial, adianta a nota de imprensa.

Os World Travel Awards distinguem os melhores exemplos de boas práticas no sector do turismo, e é neste sentido que a APL tem trabalhado, agora em conjunto com a concessionária LCT – Lisbon Cruise Terminals, na prossecução de um objectivo comum: potenciar o porto e a cidade de Lisboa como um destino de cruzeiros de excelência.

Fonte:Hardmusica

Reino Unido vai criar maior área de Protecção Marinha



O Reino Unido anunciou que vai criar uma zona de protecção marinha no Oceano Pacífico, com um tamanho equivalente à soma das áreas de França e da Alemanha, o que a torna a maior do género. A reserva vai ser criada em torno do arquipélago das Ilhas Pitcairn, um território ultramarino britânico que é habitado pelos descendentes dos marinheiros que fizeram o famoso motim no navio Bounty, em 1789. “O governo tenciona avançar com a designação de uma APM (Área de Protecção Marinha) em torno de Pitcairn”, está escrito no projecto de orçamento para 2015 apresentado pelo ministro das Finanças, George Osborne, no parlamento. 


Fonte: CM

Estrelas da cozinha mundial unidos na defesa dos Mares

Os vinte maiores chefs de cozinha do mundo participarão, a partir de 8 de Junho, numa campanha para “salvar os oceanos e alimentar o mundo”, servindo nos seus restaurantes peixes pequenos como anchovas ou sardinhas.

Cozinheiros de alto gabarito, como o espanhol Ferrán Adrià, o peruano Gastón Acurio ou o italiano Massimo Bottura, encontraram-se na cidade espanhola de San Sebastián (País Basco, norte) para apresentar a campanha “Save the Oceans and Feed the World” da organização Oceana. Com a campanha, a fundação de apelo ecológico procura salvar os mares e, ao mesmo tempo, fomentar o consumo sustentável de peixes, sem explorar espécies em risco de extinção e preferindo, por exemplo, a sardinha, o arenque, a anchova, a cavala ou o carapau – que muitas vezes são pescados não para consumo, mas para elaboração de farinhas e óleos de peixe. A Oceana considera que com gestão adequada seria possível aumentar a população dos oceanos e, ao mesmo tempo, contribuir para uma melhor alimentação mundial. “Poderíamos alimentar dezenas de milhões de pessoas simplesmente comendo directamente as anchovas e outros peixes de forragem, em vez de destiná-los a engordar o salmão de cativeiro”, afirmou o Director executivo da Oceana, Andy Sharpless, no centro culinário de San Sebastián. Segundo a FAO, as “pescas de redução”, que destinam suas capturas a elaborar subprodutos de peixe, representam 37% de todas as pescas mundiais de peixe. No dia 8 de Junho, coincidindo com o Dia Mundial dos Oceanos, os chefs, muitos deles donos de estrelas Michelin, passarão a oferecer nos seus cardápios, pratos elaborados com estes peixes, com o objectivo de aumentar o seu consumo. “Se estes chefs usam anchovas, vão ter uma influência sobre o público e vão conseguir uma mudança de hábitos. Serão fonte de inspiração e todo mundo vai querer copiar”, prevê Sharpless. “Estamos deixando de usar uma comida maravilhosa”, afirmou o chef peruano Gastón Acurio, do restaurante “Astrid y Gastón”, que há muito tempo começou a usar a anchova nos seus pratos. Segundo o espanhol Pedro Subijana, dono de três estrelas Michelin, há espécies que as pessoas não cozinham porque não sabem como fazer: “nós temos a missão de ensinarmos”.

Surfista sem braço após ataque de tubarão nem grávida deixa o mar

A campeã de surf Bethany Hamilton, que ficou sem um braço aos 13 anos após um ataque de um tubarão, voltou a mostrar que nada a afasta das ondas. Mesmo grávida de seis meses foi apanhada a surfar. Veja as imagens.
Nada é capaz de parar Bethany Hamilton. A campeã de surf norte-americana ficou sem um braço aos 13 anos depois de ter sido atacada por um tubarão-tigre e nem isso a demoveu, tendo dado, ao longo dos anos, diversas provas de que não vai deixar o mar.


Agora, voltou a dar que falar ao ser “apanhada” em cima da prancha, grávida de seis meses. Nem a barriga a tira da água e a faz deixar de ter vontade de enfrentar as ondas gigantes do Havai, onde foi fotografada esta semana.
Aliás, foi exactamente numa praia dessa ilha que ficou sem o braço esquerdo, quando era criança. Na altura, já era surfista profissional e a história do trágico evento correu o mundo, inspirando, inclusive, um filme (chamado “Soul Surfer”).


Apesar do enorme susto e da adaptação inicial, Bethany não ficou com medo das águas que lhe valeram uma amputação e continuou a voltar ao lugar onde tudo aconteceu. Hoje em dia, e apesar de ter menos um braço que as adversárias, já subiu ao pódio de diversos campeonatos de surf.

Fonte: JN