ITF questiona vantagens dos mega-navios

Um estudo do Fórum Internacional dos Transportes (ITF, na sigla inglesa), presidido pelo português José Manuel Viegas, questiona as economias de escala normalmente associadas aos mega-porta-contentores.

A análise conclui que a duplicação do tamanho dos porta-contentores que aconteceu ao longo da última década reduziu o custo por TEU transportado em apenas cerca de um terço, e avisa que essas poupanças baixam quanto maior é o navio. Isto é, a mais recente geração de mega-navios oferece uma redução de custos quatro a seis vezes inferior à garantida pela anterior “ronda” de crescimento.

Capacidade cresce mais que comércio

O estudo do ITF indica ainda que cerca de 60% da redução de custos operacionais nos navios mais recentes se deve à eficiência energética dos motores e não à sua dimensão.
A isto, a análise do organismo ligado à OCDE acrescenta o facto do crescimento da capacidade disponível para contentores estar a ser superior ao lento aumento do comércio marítimo internacional.
A análise critica também o facto deste fenómeno de crescimento dos navios estar a conduzir a processos de concentração do mercado devido às alianças que se têm formado entre os operadores.

Custos em infra-estruturas e segurança

Mas não se ficam por aqui as críticas económicas do ITF aos mais recentes ULCV. De facto,também se aponta o dedo aos custos de adaptação das infra-estruturas portuárias aos novos navios, os quais o estudo avalia em 400 milhões de dólares (355 milhões de euros) anuais.
O estudo avisa ainda que os riscos para a cadeia de abastecimento também aumentam com este tipo de navios, além de levantar preocupações com a segurança e com os custos de salvamento em caso de acidente.
Por todas as razões antes apontadas, o estudo conclui que um aumento ainda maior da capacidade média dos porta-contentores (já se fala em navios de 24 000 TEU a partir de 2020) poderá elevar os custos dos transportes.


Maersk Line encomenda 11 navios de 20 mil TEUs

A gigante Maersk Line, especialista no transporte marítimo de contentores, fechou uma encomenda junto da Daewoo Shipbluilding & Marine Engineering de 11 mega-navios de 20 mil TEUs de capacidade (19,630 TEUs, mais precisamente). 

O anúncio foi feito esta terça-feira, sendo que os navios em questão são já tidos como os porta-contentores de segunda geração do Triple-E, a classe de navios do armador com capacidade para 18 mil TEUs.

O contrato assinado agora com a construtora naval sul-coreana está avaliado em 1,8 mil milhões de dólares americanos, contendo ainda uma cláusula que permite que seja alargado à construção de mais 8 navios com as mesmas capacidades.

Cada navio em questão terá um comprimento de 400 metros, 58,6 metros de largura e um calado de 16,5 metros. A Maersk quer colocá-los na rota Ásia-Europa, substituindo navios de menores dimensões e considerados menos eficientes. Os 11 novos navios entrarão ao serviço da Maersk entre Abril de 2017 e Maio de 2018.

Fonte: Cargo

Economia do mar 'tropeça' em barreiras de papel

As “barreiras de papel” continuam a travar o desenvolvimento de sectores promissores da economia do mar, como a aquacultura, defende o especialista Miguel Marques, que pede mais estabilidade na legislação.

Para que o sector do mar cresça mais “está a faltar acima de tudo alguma consistência nas regulamentações, ou seja, que os empresários saibam atempadamente quais os regulamentos que existem e que vão existir, que sejam estáveis e que não tragam um excesso de carga burocrática”, argumenta o economista e autor do LEME, o Barómetro que a consultora PricewaterhouseCoopers (PwC) dedica anualmente à economia do mar.

A aquacultura e o turismo náutico são “exemplos claros” destas “barreiras de papel” que Miguel Marques considera serem um dos maiores entraves ao desenvolvimento da economia do mar.
“Se a burocracia e as regras se tornarem mais estáveis e conhecidas, simples de entender e favoráveis ao investimento, certamente a economia do mar vai evoluir, até porque neste momento (…) o seu peso na economia como um todo é baixo face ao seu potencial”, sublinhou.
Apesar de tudo, “a economia do mar tem sido bastante resiliente” e cresceu entre 2008 e 2013, arrastada pelos portos, pela transformação de pescado e pelo turismo.
Cauteloso no que diz respeito a números, já que não existem dados fiáveis sobre o sector, Miguel Marques admite que a economia do mar terá crescido cerca de 3% nesse período de cinco anos.
O setor dos portos “tem crescido bastante, tal como o da exportação de pescado transformado, incluindo conservas e peixe congelado, bem como os cruzeiros”, adiantou o consultor.
Por outro lado, a construção naval, tem vindo a decrescer desde 2008, enquanto o sector da manutenção e reparação naval se tem mantido “relativamente estável”.
Já no caso da pesca, que tem vindo a reduzir capturas, atingindo um mínimo de 45 anos no ano passado, muito por causa das fortes restrições que têm sido impostas à pesca da sardinha, tem sido o aumento de preços a compensar o negócio.
“Quando há uma diminuição das quantidades é normal que o valor unitário suba”, comentou Miguel Marques, reforçando o “pedido já antigo dos pescadores” de “meios técnicos para que se consiga medir efectivamente, com maior precisão o ‘stock’ de pescado” disponível.
O economista lembra, no entanto, que está ainda por explorar a valorização de espécies de pescado menos consumidas pelos portugueses e que têm actualmente um valor baixo.
“O valor atribuído à pesca também advém da procura de cada uma das espécies”, salientou, sugerindo que é possível valorizar espécies como a cavala, mas só haverá uma reorientação da oferta se houver mercado.
“Temos de habituar as pessoas, no bom sentido, de que a cavala também é boa como a sardinha”, destacou.
Trata-se de “um trabalho de ‘marketing’, que demora o seu tempo a ter resultados” e que deve continuar também a ser aplicado às conservas portuguesas que estão a tornar-se mais “fortes e reconhecidas”.
Além das áreas já consolidadas, como os portos, a fileira alimentar do mar e o turismo, existem outras indústrias com potencial, como a aquacultura, que têm condições para crescer a uma taxa de dois dígitos “desde que exista financiamento adequado” e menos burocracia.
No caso das indústrias emergentes, como a biotecnologia azul ou a mineração, “é necessário mais tempo para que se tornem importantes no todo da economia”.
Miguel Marques notou ainda que estas são indústrias “muito consumidoras de capital humano” e que a economia do mar pode ajudar “no esforço nacional da criação de emprego”, embora nem sempre se preste atenção a este potencial.
“Nos últimos cinco anos não tem vindo a crescer a adesão aos cursos nesta área, nem tem havido nenhum programa específico [que seria necessário] dado o potencial que esta economia tem de absorver emprego”, lamentou o economista.


Mar no centro do debate político

Setenta ministros do Mar, da China ao Kiribati, passando pelos países de língua portuguesa e praticamente todos os mediterrânicos, para além das grandes economias azuis, como o Canadá, Austrália e Noruega, vão estar a partir de quinta-feira em Lisboa, numa cimeira inédita a nível mundial.
Esta reunião faz parte da Semana Azul (BlueWeek, 3-6 de Junho), uma ideia da ministra Assunção Cristas, que se inspirou na chamada Semana Verde, que decorre anualmente em Berlim e que junta os ministros da Agricultura de todo o mundo. Tal como este evento, a ministra pretende fazer de Lisboa o ponto de encontro anual dos decisores ao nível do Mar.
A realidade superou as expectativas: Cristas contava com 20 ministros, recebeu a confirmação de praticamente 70 dos seus homólogos. Para além destes, marcarão presença representantes da ONU, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), da Comissão Europeia e da Cimeira Ibero-Americana.
Os Estados Unidos enviam a subsecretária de Estado Chaterine A. Novelli, com a pasta das políticas ligadas ao crescimento económico, energia, oceanos, ciência e tecnologia.
A cimeira, que decorre na próxima sexta-feira no CCB (Lisboa), terá como ponto alto a aprovação de uma declaração conjunta.
A BlueWeek inclui ainda um fórum empresarial (Blue Business Forum), com a participação de 200 entidades, entre empresas (nacionais e internacionais), centros de investigação, institutos de ciência e investidores estrangeiros, que decorrerá entre quinta-feira e sábado, na FIL, no Parque das Nações (Lisboa).
A nova economia azul
Em simultâneo, decorrerá pela primeira vez em Portugal a World Ocean Summit, uma iniciativa da revista Economist e que junta habitualmente centenas de participantes. No ano passado, na Califórnia, onde se realizou a segunda edição desta conferência, o Presidente Cavaco Silva foi o convidado de honra do evento, que foi inaugurado pelo secretário de Estado norte-americano John Kerry.
Criada a partir da ideia de uma nova economia e de um novo paradigma emergente de negócio (a economia azul), a Conferência dos Oceanos visa colocar o Mar na agenda política mundial, reunindo políticos e empresários para discutir temas tão amplos quanto a sustentabilidade da actividade económica, a protecção ambiental e a investigação associadas ao mar.
Que o mar é importante ninguém dúvida. Cobre três quartos do planeta (1.300 milhões de quilómetros cúbicos de água), constitui o maior ecossistema único do mundo e contribui de forma decisiva para a existência da vida na Terra. Alimenta um vasto conjunto de serviços e recursos, que prestam apoio à saúde humana, assim como às sociedades e economias.
De acordo com o relatório “Do declínio à recuperação — Um plano de resgate para o oceano mundial”, da Comissão Mundial dos Oceanos, o valor de mercado dos recursos marinhos e costeiros equivale a 2,72 mil milhões de euros (cerca de 5% do PIB mundial).
Ao mesmo tempo, 3 mil milhões de pessoas dependem do mar para a sua subsistência, sendo que ele assegura 350 milhões de empregos em todo o mundo; 97% dos pescadores vivem em países em desenvolvimento.
A cobiçada sardinha
Nunca como agora se pescou tanto, o que põe em causa a sustentabilidade dos ‘stocks’ do pescado mundial. Se, em 1950, apenas 1% da pesca era feita em alto mar, essa percentagem subiu para 63% em 2006 (os últimos dados disponíveis). Nessa altura, já 87% das espécies estavam sobreexploradas ou em vias de extinção.
O exemplo da sardinha, que tanto toca ao português (consome 13 exemplares por segundo, segundo contas do jornal Público), mostra bem esta realidade. Entre 2011 e 2014, a pesca desta espécie caiu das 55.223 toneladas anuais para umas escassas 15.824 (dados do INE). Em consequência, está cada vez mais cara: num ano, o seu preço na lota aumentou 39,3%.
Em 2006, já 87% das espécies estavam sobre-exploradas ou em vias de extinção 
Este cenário de escassez é o resultado da diminuição abrupta dos ‘stocks’ de pescado. A sardinha, apesar de não ser alvo das quotas de pesca europeias, é objecto de constante monitorização: assim que a estabilidade dos ‘stocks’ é posta em causa, a pesca é suspensa. Em 2014, foi-o a partir 20 de Setembro e só retomada no início de Março deste ano.
Mas este não é um panorama unicamente português. Na Califórnia, vive-se o mesmo drama: os Estados Unidos levaram 40 anos para repor os seus ‘stocks’ de sardinha, que estão, de novo, ameaçados.
Em Portugal, os mesmos dados do INE mostram que o pescado transaccionado em lota em 2014 caiu para o nível mais baixo desde que há registo oficial (1969): foram descarregadas nos portos nacionais 119.890 toneladas de peixe fresco e refrigerado, um recuo de 17,1% face ao ano anterior. A redução das capturas de sardinha, atum e cavala é a grande responsável pela quebra das pescas portuguesas.
A grande “sopa de plástico”
Outro dos dramas que afecta os oceanos são as verdadeiras “ilhas de lixo” que circulam pelas águas de todo o mundo. A maior “sopa de plástico” encontra-se no Pacífico, estimando-se que a sua dimensão é duas vezes o tamanho do Estado norte-americano do Texas.
Até 2050, 33 mil milhões de toneladas de plástico acumular-se-ão nos oceanos 
Oitenta por cento dos detritos marinhos provêm de terra e acabam nos oceanos por acção dos ventos e das correntes. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUMA), 15% dos detritos marinhos flutuam à superfície; 15% permanece na coluna de água; e 70% repousa no fundo do mar. Segundo o relatório da Comissão Mundial dos Oceanos, 33 mil milhões de toneladas de plástico acumular-se-ão no oceano até 2050.
Alerta mais que vermelho para este grande recurso azul que, de acordo com a ONU, terá de ser o grande produtor de alimentação para a crescente população  mundial.

Fonte: Expresso



Mar criou 18 mil empregos nos últimos cinco anos

As actividades ligadas ao mar geraram, nos últimos cinco anos, 18 mil postos de trabalho, um aumento de 10% em contraciclo com as quebras no emprego registadas no conjunto da economia.

As actividades ligadas ao mar geraram, nos últimos cinco anos, 18 mil postos de trabalho, o que significa um aumento de 10% em contraciclo com as quebras no emprego registadas no conjunto da economia, segundo o secretário de Estado do Mar.
“Desde que foi feita a avaliação da Estratégia Nacional para o Mar [em 2010] até ao início deste ano, o número de postos de trabalho em actividades directas ligadas ao mar [registou] um aumento de quase 10% o que é muito significativo”, destacou Manuel Pinto de Abreu em entrevista à agência Lusa.
“São cinco anos especiais, em que há uma tendência global de diminuição [de emprego] e não só o sector do mar aguenta, como aumenta o número de postos de trabalho”, acrescentou.
Lisboa vai tornar-se nos próximos dias a capital mundial dos oceanos, acolhendo reuniões ministeriais, encontros empresariais e uma conferência organizada pela revista The Economist para discutir o futuro da economia azul.
O secretário de Estado assinalou que a economia do mar tem estado a crescer, o que é “um bom sinal”, e estimou que actualmente representa um peso de aproximadamente 3% do Produto Interno Bruto (PIB).
“Tem havido desenvolvimento, embora não seja um desenvolvimento em todas as áreas. Às vezes há áreas que andam um pouco para trás”, continuou, comentando desta forma as estatísticas mais recentes sobre a pesca que dão conta de uma quebra histórica nas capturas de 2014, que registaram o valor mais baixo dos últimos 45 anos.
“Temos de ver que essas oscilações estão dentro de uma trajectória que, em média, será ascendente”, indicou o governante.
Já outros sectores, como o das conservas, destacaram-se pela positiva.
“O sector conserveiro foi recuperado e hoje tem mais 17 fábricas novas e passou a ter uma capacidade de produção que nunca teve, o que também corresponde a um aumento significativo das exportações”, congratulou-se Pinto de Abreu.
Salientando que “o mar tem todos os recursos”, vivos e não vivos, o secretário de Estado reconheceu que o petróleo “é um dos caminhos possíveis”, mas notou também que estes projectos são muito lentos em termos de desenvolvimento.
O primeiro projecto de mineração submarina, que está a ser desenvolvido na Papua Nova-Guiné pela empresa Nautilus Minerals, que se mostra igualmente interessada nos Açores, só deverá estar concretizado em 2018 e já dura há dez anos, exemplificou.
Pinto de Abreu adiantou ainda que tudo o que tem estado a ser feito ao nível dos recursos naturais tem estado associado ao projecto de extensão da plataforma continental, que prevê o alargamento dos limites exteriores para além das 200 milhas marítimas.
“Não são acções dedicadas à avaliação e inventariação de recursos mas dão pelo menos uma indicação clara de onde deveremos começar por procurar”, explicou, acrescentando que estão a ser adquiridos novos equipamentos para melhorar a avaliação prévia de recursos.
Questionado sobre se a burocracia representa um entrave ao desenvolvimento do sector, o secretário de Estado admitiu que “há muitas barreiras de papel”, mas disse que é preciso olhar para as situações “com serenidade” e compará-las com os exemplos internacionais.
“Tive oportunidade de fazer isso com a aquacultura, porque me confrontaram com um processo que durou cerca de dois anos, e foi-me difícil encontrar um estado da União Europeia” em que o processo demorasse menos tempo, observou o mesmo responsável.
Fonte: Observador


Focas ajudam cientistas a recolher dados em zonas remotas dos oceanos

Focas equipadas com sensores estão a ajudar cientistas a recolher dados nos cantos mais remotos dos oceanos, contribuindo para a pesquisa sobre aquecimento global, gelo oceânico e meteorologia.

Os cientistas envolvidos no projecto, que conta com participação brasileira, lançaram hoje o portal “Mamíferos Marinhos Exploradores dos Oceanos de Polo a Polo” (www.meop.com) com os resultados recolhidos durante a investigação, que começou em 2004 e já envolveu mais de 1.000 focas. 
“Estão a captar informação em locais de onde praticamente não havia dados antes, é único”, disse à agência France Presse (AFP) Mike Fedak, chefe da Unidade de Pesquisa de Mamíferos Marinhos na universidade de Saint Andrew’s (Reino Unido), onde os sensores foram desenvolvidos. 
“Estes dados podem ser usados de muitas formas diferentes, incluindo para medir o impacto do movimento dos glaciares nos oceanos”, acrescentou o investigador. 
Os sensores, colocados na cabeça das focas, têm uma bateria com autonomia para vários meses de funcionamento e recolhem medições de salinidade e temperatura da água que são depois transmitidas para os investigadores via satélite em curtas mensagens.
Outros sensores em desenvolvimento medirão o nível de oxigénio na água e a quantidade de clorofila – o pigmento verde responsável pela fotossíntese nas plantas-, dados úteis para medir os níveis de dióxido de carbono e controlar o fenómeno da acidificação dos oceanos. 
Desde o início do projecto, foram produzidos cerca de 400.000 “perfis ambientais” com os dados que são recolhidos durante os mergulhos das focas, que podem chegar até aos 2.100 metros de profundidade.
“A informação enviada de volta dá-nos detalhes sobre o ambiente físico imediato das focas, é como ‘twittar'”, revelou Lars Boehme, professor em St. Andrew’s.
Os sensores não são invasivos e caem quando as focas mudam periodicamente de pele. Também já foram experimentados em cerca de 100 espécies marinhas, incluindo tartarugas, baleias e tubarões.
Segundo Mike Fedak, os aparelhos “não são fáceis de construir, requerem software sofisticado e têm energia limitada”, sendo necessário “aproveitar ao máximo a bateria” para que esta dure 10 meses no inverno antárctico.
O projecto envolve um consórcio internacional de 11 países e inclui cientistas do Reino Unido, Austrália, Canadá, China, França, Alemanha, Gronelândia, Noruega, África do Sul, Estados Unidos e Brasil.
Lusa/SOL

Portugal com ouro, prata e bronze na Taça do Mundo em canoagem

Portugal conquistou três medalhas na Taça do Mundo de canoagem de Montemor-o-Velho, com destaque para o ouro de Fernando Pimenta em K1 1000 e a prata de Hélder Silva em C1200, neste sábado.


Depois do bronze Europeu, no início do mês na República Checa, Fernando Pimenta impôs-se em 3.25,156 minutos, batendo o australiano Murray Stuart por 1,092 segundos e o espanhol Francisco Sanchez por 1,140.


A prova não contou com o alemão Max Hoff nem o dinamarquês René Poulsen, campeão europeu e vice-campeão, respectivamente, mas teve, entre outros, o canadiano Adam Van Koeverden, em quinto, antigo campeão do mundo e olímpico, neste caso nos 500 metros.


O espanhol Alfonso Ayala impediu Hélder Silva de conquistar o ouro na Taça do Mundo, impondo-se nos 200 metros por apenas 284 milésimos de segundo, com o tempo de 38,424 segundos.


Com duas medalhas em Mundiais e quatro em Europeus, incluindo o bronze em 2015, o mesmo que Hélder Silva conquistou em 2014, Ayala bateu ainda o chinês Qiang Li por 660 milésimos.


Também em busca do apuramento olímpico, em Agosto em Milão, Itália, a dupla Emanuel Silva e João Ribeiro conquistou o bronze em K2 1000, a embarcação que deu a única medalha a Portugal nos Jogos de Londres 2012, na altura com Pimenta no lugar de Ribeiro.


A dupla lusa concluiu a prova em 3.10,272 minutos, ficando a 1,884 segundos dos australianos Kenny Wallace e Lachlan Tame, vice-campeões do Mundo em título, que bateram os franceses Arnaud Hybois e Etienne Hubert por 240 milésimos.


A quarta medalha não foi para Portugal porque o K2 200 de Francisca Laia e Maria Cabrita virou na parte final, quando a jovem dupla seguia em primeiro lugar.


Teresa Portela falhou o pódio em K1500, com o quarto lugar numa das provas mais competitivas do programa de Montemor-o-Velho, vencida pela campeã olímpica e mundial dos 200, Lisa Carrington, da Nova Zelândia.


Carrington terminou em 1.48,016 minutos, superiorizando-se às húngaras Anna Kárász e Krisztina Fazekas-zur por 560 e 596 milésimos, quando Teresa Portela ficou a 1,992 segundos.


Nas restantes finais lusas, o K2 500 Joana Vasconcelos/Beatriz Gomes (sexto em Londres2012) foi sexto com 1.42,952, a 2,844 do ouro das húngaras Anna Kárász e Ninetta Vad.


A C1 de Nuno Barros, que tem títulos Europeus e Mundiais, mas nas maratonas, foi sétima nos 1000 com 3.56,784, a 11,344 do vencedor, o canadiano Mark Oldershaw.


Fonte: Público

Maersk dividirá navios com MSC entre Ásia e América do Sul

A Maersk fechou um acordo de partilha de embarcações com a Mediterranean Shipping Company (MSC) e a japonesa Mitsui O.S.K Lines (MOL) em rotas entre a Ásia e a costa leste da América do Sul.
“O acordo de partilha de embarcações vai simplificar a rede e melhorar a capacidade de resposta operacional na rota”, disse a Maersk Line em comunicado.
O acordo vai incluir 22 navios.
A rota da Ásia à costa leste da América do Sul é um trajecto importante para o transporte de electrónica e autopeças, impulsionando a indústria automóvel da América Latina.
A Maersk Line e a MSC já estão partilhando cerca de 185 embarcações devido ao acordo (2M), fechado no ano passado.
Fonte: Exame

É descoberto peixe 'de sangue quente'

O peixe-opah é capaz de capturar calor pelas suas barbatanas, isoladas por uma generosa camada de gordura, e manter o seu sangue e órgãos aquecidos enquanto nada a uma profundidade de centenas de metros. Um estudo que detalha essa descoberta foi publicado pela revista Science.


Outros peixes, como o atum, conseguem aquecer certas partes do corpo – dessa forma se movimentam mais rápido quando precisam perseguir alguma presa. Mas uma endotermia completa nunca havia sido notada em algum animal do tipo anteriormente. E o facto de aparecer justamente no opah, que é um peixe de grandes profundidades, conhecidos por serem lento e não perseguirem as presas (comem animais encurralados) é surpreendente.


Com isso, foi descoberto também que o opah é incrivelmente ágil, podendo alimentar-se de lulas o outros animais velozes. Também podem migrar e nadar por longas distâncias. 


Os peixes são capazes de deixar seu sangue 3ºC mais quentes do que a água – pode não parecer muito para nós, mamíferos, mas requer uma sofisticada engenharia termal. Ainda mais do tamanho do opah: no estudo, o mais pesado pesava 68kg, mas já foram encontrados espécimes de 270kg.


BBC

A beleza dos Mares Mexicanos [ Com Vídeo ].

Jorge Cervera Hauser passou 4 anos a fotografar a rica biodiversidade dos mares mexicanos, para mostrar o quão “subvalorizadas” e “maravilhosas” são as águas mexicanas.



Os cantos subaquáticos guardam inúmeros segredos e não faltam tesouros naturais ainda estão por explorar. Jorge Cervera Hauser é só mais um dos curiosos que se aventurou a explorar os mares do México.
Cervera fotografou durante 4 anos a vida e a biodiversidade existente nas águas mexicanas no âmbito de uma expedição daPelagic Life, ONG que visa “proteger e promover a sustentabilidade” marítima mexicana.
“Não há nada que se compare à sensação de suster a respiração por mais de um minuto, mergulhar no azul marítimo, e dar de caras com um tubarão em absoluta paz. Foi a verdadeira paixão pelo oceano que me levou a explorar a vastidão do mar, saindo da minha zona de conforto”, confessou Cervera num artigo na Bored Panda. “Na maior parte das vezes [quando mergulhas], sabes que voltas de mãos vazias [sem fotografias]. Mas a única maneira de encontrar o que procuramos é ir ao sítio. Numa ocasião, extremamente rara, um tubarão-martelo conviveu comigo por mais de uma hora. Ai sim, soube que tudo valeu a pena”, acrescentou.




A Pelagic Life promove a riqueza e diversidade dos mares do México que é, segundo o site da organização, uma das águas “mais ricas” e que “mais sofrem da sobrepesca”. Na equipa da organização está a lusodescente Ana Isabel Lagos. 

Fonte: Observador
Foto: Jorge Cervera Hauser