MAR7 pretende desenvolver a economia do mar no distrito de Setúbal



MAR7 é a nova associação que nasceu em Setúbal e que tem como objectivo a curto prazo “implantar a associação no contexto socioeconómico do distrito”, identificando “parceiros capazes de fomentar a economia do mar”, refere o presidente da direcção da MAR7. Paulo Ribeiro pretende ter como parceiros “pessoas singulares ou colectivas, públicas ou privadas”, que “comunguem dos objectivos da associação” e que “estimulem a interacção entre os vários agentes económicos”, que “detêm o poder de validar” e “ajudar a concretizar o que forem boas propostas e bons projectos”.

O dirigente associativo adianta que a MAR7 se assume “como um fórum para o desenvolvimento da economia do mar”, com o intuito de “coordenar esforços e estratégias potenciadoras de sinergias”, de forma a “criar valor e a dar dimensão à economia marítima”. Paulo Ribeiro sublinha que a associação ambiciona “impulsionar o investimento estruturante, qualificante e inovador no domínio do mar” e “fomentar as actividades marítimas e dos seus produtos no mercado interno e externo”.
O representante da MAR7 pretende que as actividades a realizar sejam “autos-sustentáveis” e à semelhança do que vai acontecendo no mundo associativo “vão complementar a quotização dos associados com outras fontes de financiamento”, como “os patrocínios e o rendimento resultante da prestação de serviços”. Paulo Ribeiro deseja “organizar eventos e missões empresariais associadas ao mar” e “desenvolver estudos e acções de formação adequadas ao desenvolvimento das actividades ligadas a esta área”.
O membro da associação tem como objectivo atrair investidores e fixar empresas, ligadas ao mar, no distrito de Setúbal, através da “divulgação das potencialidades deste sector e da região”, bem como através de “apoios comunitários disponíveis para os potenciais investidores”. De modo a desenvolver a economia do mar no distrito, Paulo Ribeiro quer “impulsionar a identificação de prioridades”, de forma a“desenvolver e a implementar estratégias geradoras de postos de trabalho” e “retorno financeiro com elevado valor para o distrito de Setúbal neste desígnio”.
O presidente da MAR7 realça que “o mar tem imensas potencialidades no distrito, desde pesca, aquicultura, salicultura e indústria de transformação e pescado e distribuição”, passando pelos “portos, transportes marítimos e logística, à construção e reparação naval”. Paulo Ribeiro assegura que “todas estas potencialidades já existem no distrito”, sendo fundamental “promovê-las e potenciá-las, articulando e juntando vontades dos vários operadores económicos da região”.
MAR7, Associação para o Desenvolvimento da Economia do Mar no Distrito de Setúbal, surgiu de “uma troca de ideias de várias pessoas”, que apesar “das suas diferenças, têm em comum a paixão pelo mar” e a“noção de que ele faz parte da identidade do distrito de Setúbal”, podendo “mesmo constituir o seu principal factor de desenvolvimento”, explica o dirigente da associação. Paulo Ribeiro revela que esta associação “foi fundada por oito pessoas, que estão directa ou indirectamente ligadas ao mar” e que“desenvolvem a sua actividade ou residem em Setúbal”.

Depois da Grécia, MSC tem novo serviço a ligar Sines à Austrália

Depois do anúncio do novo serviço a ligar o porto de Sines ao porto do Pireu, na Grécia, a MSC (Mediterranean Shipping Company) tornou agora público que vai dar início a um novo serviço de transporte marítimo entre o porto de Sines e os principais portos da Austrália, no âmbito da sua política de desenvolvimento de negócio.

Esta nova rota semanal vai servir alguns dos mais importantes portos mundiais, nomeadamente: Fos-Sur-Mer, La Spezia, Gioia Tauro, Suez, Port Louis, Pointe des Galets, Sidney, Melbourne, Adelaide e Fremantle.

A primeira escala desta nova rota será efectuada já no próximo dia 09/04/2015 em Sines através do navio “ Kalliopi” e tem previsão de chegada a Sidney dia 16/05/2015.

“Ter uma rota directa entre Portugal e a Austrália é de enorme importância. Estamos atentos às necessidades dos nossos clientes e identificámos esta oportunidade que consideramos crucial. A Austrália é um importante mercado, que serve não só o próprio continente australiano mas acima de tudo o sul da Ásia”, refere Carlos Vasconcelos, Managing Director da MSC Portugal.

Fonte: Cargo

Universidade do Algarve quer investigar aquacultura do atum


A Universidade do Algarve assinou acordos de cooperação com uma universidade japonesa para desenvolver “investigação de ponta” em aquacultura de atum, que favoreça o lançamento de uma indústria exportadora numa região excessivamente dependente do turismo.
Os acordos entre a Universidade do Algarve, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e as universidades de Kinki e de Hokkaido foram assinados no âmbito da visita do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ao Japão. “O Japão é um grande consumidor de atum, e a região do Algarve tem muito boas características para a aquacultura do atum. Queremos juntar a experiência deles com a nossa e nós, na Universidade do Algarve, teremos muito interesse em que essa investigação de ponta dê origem a novas empresas, com transferência de conhecimento para novas empresas que pudessem estruturar melhor a economia do Algarve”, afirmou o reitor, António Branco.
O reitor da universidade algarvia considera que a região “é demasiado baseada no turismo e precisa de uma renovação, precisa de se estruturar numa indústria, com capacidade de exportação”. O objectivo é que dentro de um ano possam começar a surgir as primeiras empresas: “Vemos como uma oportunidade para dar origem a ‘start-ups’ e ‘spin-offs’, que venham a tornar-se empresas exportadoras de atum”. A cooperação em investigação na área da aquacultura é o objecto do protocolo assinado com a Universidade de Kinki, com a qual também foi assinado um acordo de mobilidade de estudantes, à semelhança de um outro estabelecido com a Universidade de Hokkaido. A coordenadora dos programas de mobilidade da Universidade do Algarve, Isabel Cavaco, explicou que o Governo japonês irá financiar estudantes que irão para aquela instituição universitária portuguesa, que espera por sua vez ter financiamento europeu de novos projectos, além dos projectos ‘Erasmus Mundus’, que actualmente coordena.
Para começar, “pelo menos cinco ou seis estudantes” japoneses deverão estudar no Algarve no próximo ano, disse Isabel Cavaco, que tem a perspectiva de que o número aumente e venha a fixar uma quota regular de alunos daquele país na universidade algarvia, que é uma das mais internacionalizadas do país, de acordo com o seu reitor. Em sentido contrário, o protocolo tem também como objectivo, que estudantes portugueses possam estudar, por períodos curtos, de dois ou três meses, no Japão, começando com um estudante este ano. Os protocolos foram assinados na ‘Guest House’ de Quioto, a antiga capital imperial do Japão. A ‘Guest House’ situa-se nas imediações do antigo palácio imperial, dentro dos seus jardins, o local onde são acolhidas autoridades estrangeiras de visita à cidade. 
Fonte: DNoticias

Um museu no Oceano

Pela primeira vez em muitos anos, Portugal terá um novo centro de artes contemporâneas, o Arquipélago, situado na ilha de São Miguel, nos Açores.


Ainda sem uma exposição para apresentar e por isso apostado em divulgar primeiro o objecto arquitectónico que o sustenta, o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas é inaugurado na tarde do próximo domingo na Ribeira Grande, ilha de São Miguel, nos Açores. 

Fonte: Expresso 

Equipamento movido a energia das ondas monitoriza mar da Nazaré

A monitorização visa o estudo das Energias Renováveis Marinhas.



“Sendo um equipamento que se desloca na água é necessário acautelar algumas situações, sobretudo em zona onde se verifica uma actividade de pesca bastante forte”, afirmou o comandante do Porto que já solicitou aos responsáveis pelo projecto “um plano de navegação detalhado” e que “verifiquem periodicamente se o equipamento visualmente identificável”.


Com dois metros de comprimento por 60 centímetros de largura, o Wave Glider tem uma composição semelhante à das pranchas de surf e pesa cerca de 150 quilos.


A estrutura tem custo de cerca de 200 mil euros e sua manutenção no mar, durante um mês, terá um custo estimado de 60 mil euros.


A monitorização que vai ser feita na Nazaré e, dentro de dias arrancará também na Escócia, enquadra-se no projecto Europeu Turnkey (Transforming Underutilised Renewable Natural Resource into Key Energy Yields), que visa o estudo das Energias Renováveis Marinhas.



O estudo cientifico que está a ser desenvolvido conta com seis entidades parceiras e envolve quatro países; Escócia Portugal, França e Espanha, dos quais, numa primeira fase, apenas os dois primeiros vão ter o equipamento a monitorizar o mar.


Fonte: Público

MSC liga Sines ao Pireu em quatro dias

Com a escala em Sines do MSC Matilde, prevista para o próximo dia 31, a MSC iniciará um serviço directo entre o Terminal XXI e o porto do Pireu, o maior da Grécia e que serve a capital Atenas.

A escala no Pireu passará a ser a primeira do serviço que já hoje liga Sines aos portos turcos de Istambul, Gemlik e Aliaga.
No comunicado em que dá conta do reforço das ligações do mercado português para a Grécia/Turquia, a MSC sustenta que oferece os melhores tempos de trânsito à exportação para aqueles destinos: 4 dias para o Pireu, seis para Istambul, sete para Gemlik e oito até Aliaga.


Fonte: T e N

6 benefícios da água do Mar para a Saúde

Cicatrização, fortalecimento do sistema imunológico e limpeza dos pulmões são algumas razões para mergulhar em águas salgadas.


Quando o tempo melhora, lembramos logo da praia. E se for apreciar alguns dias com o pé na areia, saiba que a água do mar não traz só aquela sensação boa de paz e frescura. Existem outros benefícios concretos que a água salgada proporciona à saúde. A farmacêutica Mika Yamaguchi,  providenciou algumas:
1. Cicatriza
A água do mar é rica em sais minerais, como sódio e iodo, elementos que possuem acção cicatrizante e antisséptica para a pele. No entanto, a higienização com água potável é indispensável, caso haja algum ferimento.
2. Fortalece o sistema imunológico
Um estudo realizado pela Universidade de Alicante, na Espanha, constatou que a água do mar fortalece o corpo contra os vírus, bactérias e reforça o sistema imunológico do corpo. O cloreto de sódio, substância que faz com que a água do mar seja salgada, possibilita melhor funcionamento das células do corpo, principalmente as imunológicas.
3. Faz massagem
O balanço das águas do mar também tem potencial para relaxar o corpo, pois o contacto com as ondas activa a circulação sanguínea e facilita a eliminação de toxinas acumuladas no organismo.
4. Neutraliza as cargas negativas
A ideia de que um mergulho no mar ajuda a renovar as energias não é apenas uma figura de linguagem. De acordo com Mika, os sais presentes na água ajudam a normalizar as reacções bioquímicas do corpo, dando energia ao organismo.
5. Relaxa a musculatura
A água do mar é rica em magnésio, substância responsável por relaxar a musculatura do corpo. Um mergulho no mar pode ajudar a diminuir o stress e dormir melhor.
6. Limpa os pulmões
Quando mergulhamos no mar, expiramos o ar que temos em nossos pulmões. Esse movimento proporciona limpeza dos brônquios.
Adaptado de PaisEFilhos


Gestão sustentável iria aumentar capturas, receitas e emprego nas pescas

Portugal poderia aumentar a quantidade de peixe capturado, as receitas obtidas e o número de postos de trabalho no sector pesqueiro se fizesse uma gestão baseada na sustentabilidade dos recursos, concluiu um estudo hoje divulgado.
O trabalho, publicado pela Fundação para a Nova Economia (NEF, na sigla em inglês), analisou 221 frotas da União Europeia (UE), incluindo portuguesas, e revela que “permitir que as populações de peixe alcançassem o rendimento máximo sustentável representaria para Portugal mais 2.615 toneladas de desembarques, mais 7,6 milhões de euros de receitas e mais 660 postos de trabalho”.

Aquela quantidade adicional de capturas seria “suficiente para responder ao consumo de pescado anual de 42.804 cidadãos portugueses ou 113.710 cidadãos europeus”, acrescenta uma informação da NEF.

Já a redistribuição das quotas de pesca na UE permitiria obter “mais 824 milhões de euros de receitas e mais 102 mil postos de trabalho”.

Por outro lado, “a não recuperação das unidades populacionais de peixe nos últimos cinco anos representou uma perda de 8,6 milhões de toneladas de capturas pesqueiras e de 7,1 mil milhões de euros” na UE, refere o estudo.

Estes dados resultaram da aplicação do Modelo Bioeconómico para Frotas Europeias, desenvolvido pela NEF, com a colaboração de académicos e de várias instituições europeias e hoje lançado, tendo analisado frotas que cobrem 73% do total de desembarques da UE.

Aquele modelo examina a forma como a recuperação das unidades populacionais de peixes do Atlântico Norte para níveis sustentáveis altera vários parâmetros, como desembarques, receitas, emprego, rentabilidade, salários e emissões de carbono.

“Atribuir uma maior quota às frotas que asseguram mais postos de trabalho por tonelada de peixe desembarcado geraria mais 102 mil postos de trabalho em relação ao actual modelo padrão de distribuição”, na UE, exemplifica.

Seriam igualmente obtidos mais dois milhões de toneladas de peixe por ano, “o suficiente para suprir as necessidades anuais de 89,2 milhões de cidadãos da UE”, assim como “mais 8.273 euros em salários para os trabalhadores das pescas todos os anos”.

“Os ministros da UE estão a desperdiçar um potencial económico significativo ao falharem na gestão sustentável de um recurso ambiental fundamental”, alerta o responsável pela área da Economia Ambiental na NEF, citado na informação.

Aniol Esteban defende que os Estados-membros da UE “podem obter mais peixe, mais lucros e mais empregos se aplicarem dois requisitos elementares da Política Comum das Pescas: a recuperação das unidades populacionais de peixe e a inclusão de critérios sociais e ambientais na distribuição das quotas pelas frotas pesqueiras”.

Apesar de reconhecer terem-se registado melhorias na situação de alguns `stocks` de peixe, Aniol Esteban não deixa de recordar que “os ministros das pescas da UE estabeleceram, em Dezembro do ano passado, limites de pesca para 2015 acima do aconselhado nos pareceres científicos para 63% dos casos”.

Fonte: Lusa/RTP

As teorias que Atlântida não arrastou para o fundo do Mar

A localização da cidade perdida da Atlântida continua a conquistar cientistas, artistas e conspiradores. E existe mais um lugar na extensa lista de possibilidades: Marrocos.



É um dos mistérios (ou enigmas, ou mitos, ou lendas) mais antigos da humanidade. Existiu? Onde era? Como era? A Cidade Perdida de Atlântida apoderou-se da mente dos conspiradores, absorveu a atenção dos cientistas e inspirou a imaginação dos artistas. Conta a lenda que a Ilha foi engolida pelo Oceano Atlântico, enterrando no mar os seus habitantes e pertences: um império abundante e fasto que ninguém sabe onde se localizava. Mas terá sido mesmo assim? Não faltam teorias.
A mais recente pertence a Mark Adams. No livro “Meet me in Atlantis: My Obsessive Quest to Find the Sunken City”, o escritor defende que a Cidade de Atlântida ficava na costa de Marrocos, e estaria de alguma forma relacionada com a travessia do mar Vermelho, descrita na Bíblia. A entrevista a Adams foi realizada pela National Geographic.
As cidades perdidas sempre apaixonaram Mark Adams. O escritor confessa que “o facto de que alguém podia realmente procurar por Atlântida e ser levado a sério era estranho”, até se ter cruzado com Platão numa livraria onde trabalhava.
Foi o filósofo grego que inflamou as perguntas sobre Atlântida. Na obra “Diálogos”, a personagem batizada como Critias descreve imensos detalhes sobre a cidade perdida, nomeadamente sobre o seu aspeto e localização relativa, e decide partilhá-los com Timateus, que está numa busca aflitiva por respostas sobre o universo.
A teoria da localização em Marrocos surgiu quando Mark Adams entrou em contato com um especialista em computadores alemão chamado Michael Hübner, que recolheu todos as pistas deixadas por Platão sobre a localização da Atlântida.
Esse cruzamento de dados geográficos concluiu que ficaria algures numa área num raio a 4.828 quilómetros de Atenas, na Grécia. De facto, na história do filósofo existe uma guerra em que Atenas derrota Atlântida. E, de acordo com a própria obra, Hübner teorizou que a cidade perdida estaria a sul de Casablanca. A partir daí o informático e o escritor viajaram até ao deserto em busca dos círculos concêntricos pretos e vermelhos que Platão descreve no livro. “E eis que surgem os círculos concêntricos, à beira do deserto, a apenas alguns quilómetros do Oceano Atlântico”, conta Adams.
Mas esta é apenas uma de outras três localizações possíveis para a cidade perdida de Atlântida. Santorini, no Mar Egeu, tem evidências arqueológicas que realçam a hipótese desta localização. No centro da ilha grega existe mesmo um círculo com anéis em redor e um vulcão que deverá ter entrado em erupção em tempos ancestrais.
Outras hipóteses são Tartessos, a sul de Espanha, uma cidade naval com características semelhantes às dadas por Platão, e Malta, no Mar Mediterrâneo, cuja cultura ancestral terá sido destruída por um tremor de terra seguido de tsunami.
Mark Adams chegou também a estas cidades, com a ajuda dos seus amigos Tony O’Connell e Paul Evans. Quando foram obrigados a mudar-se para Dublin, Tony decidiu mesmo preencher o seu tempo a pesquisar aprofundadamente alguns registos sobre a Atlântida. Como não encontrou nenhum local onde pudesse compilar o seu material, criou a Atlantipedia.
Mas de onde vem a relação entre a cidade perdida e os relatos do Êxodo publicados na Bíblia Sagrada? Os dados bíblicos estão em conformidade com a erupção vulcânica de Atlântida. Tudo, desde as dez pragas até à água transformada em sangue. “Se se conhecer o que acontece durante uma explosão vulcânica, sabe-se que ela pode ser transformada das dez pragas que caíram sob o Egipto”, diz Mark Adams.
Além disso, a separação do Mar Vermelho não é um disparate total. “Tanto quanto se sabe, quando se dá um tsunami, o mar retrocede”. Isto pode ter sido o que aconteceu aos judeus, quando tentaram passar em segurança. Os egípcios foram então mortos quando o mar regressou ao seu lugar. “Seria uma coincidência incrível se todas estas coisas tivessem acontecido por coincidência”, considera o escritor.
Para Mark Adams, a mensagem de Platão é simples: “O tempo é cíclico e até uma civilização poderosa, técnica e avançada como Atlântida pode vir a ser aniquilada”. Em Casablanca?
Mas lembremos algumas das teorias sobre a Atlântida perdida, uns mais científicos, outros mais efabulados.

Teoria Platónica

Para o filósofo grego, a cidade perdida de Atlântida estaria localizada depois das colunas de Hércules, no estreito de Gibraltar, numa região chamada Quadrilátero de Canais. Platão descrevo-o da seguinte forma:
“Havia montanhas numerosas, próximas à planície da cidade, ricas em habitantes, rios, lagos, florestas em tão grandes números de essências, tão variadas que davam abundância de materiais próprios para todos os trabalhos possíveis. (…) O fosso recebia os cursos d’água que desciam das montanhas, fazia a volta à cidade, e de lá, ia esvaziar-se no mar.”
O relato faz crer que a cidade seria próximo do mar. Pode ler-se ainda “é difícil crer que a obra tenha saído das mãos humanas”.

Teoria de Tântalis

Atlas é o nome do titã que inspirou o nome da cidade perdida. Atlântida seria uma versão da cidade de Tântalis, que deriva por sua vez do nome do rei de Síbilo (Turquia), Tântalo. Ora, esta cidade estaria localizada em Arzawa, na península de Anatólia, uma área conhecida hoje como Ásia Menor. As escrituras clássicas afirmam que Tântalis sucumbiu a um terramoto que desfez montanhas e fez desabar o lugar nas águas da ravina Yarikaya, dando origem ao lago Saloe.

Teoria da Antártida

Nos anos sessenta, Charles Hapgood queria entender como se desenvolveu a era glaciar e teorizou que a acumulação de gelo nos calotes polares podia causar um peso capaz de mover a terra de tal modo que alguns continentes passaram pela era glaciar num sistema rotativo. Então, o jornalista britânico Graham Hancock veio causar polémica: o continente da Antártida não era mais que a ilha da Atlântida na sua era glaciar. E todas as cidades estariam enterradas no gelo polar.

Teoria do Profeta Adormecido

Edgar Cayce dizia ser capaz de ver o futuro e comunicar com os mortos. Durante o século XIX, Cayce identificou centenas de pessoas que seriam atlantes reencarnados. Para ele, a Atlântida estava localizada na Ilha Bimini, nas Bermudas. A dita civilização utilizava “cristais de fogo” para obter energia. Um dia, o processo saiu do controlo e desencadeou um acidente nuclear que afundou Atlântida. Mas esta energia continua ativa a interferir com os barcos, sendo responsável pelo temeroso Triângulo das Bermudas.

Teoria do Antigo Continente

A teoria brasileira do cientista Arysio Nunes dos Santos assume que existem diversas civilizações na atualidade que descenderam dos atlantes. Uma cidade localizada na Indonésia seria o berço dos gregos, hindus e tupis e teria sido criado as principais técnicas agrícolas e do cavalo.

Teoria Extraterrestre

Ezra Floid partiu dos círculos concêntricos de Platão para chegar com uma nova teoria: Atlântida é uma gigantesca nave espacial em forma de disco movido a hidrogénio com uma usina a que chama Tempo de Poseidon. O disco voador estava na Terra para colonizar o planeta e, por isso, viajava para vários pontos. E era por isso que muitos a dizem ter visto na Indonésia, nas Bermudas, no Atlântico (Açores) ou nos polos. Até que se afundou propositadamente no fundo do mar e ali permaneceu, até lançar um feixe de hidroenergia de emersão para se lançar ao espaço. Foi este processo que desencadeou um tsunami circular.
Fonte: Observador


Gelo no Mar Ártico atinge mínimo histórico

O aquecimento global e a emissão de gases poluentes para a atmosfera estão entre as principais causas da diminuição de gelo na região.

De acordo com um estudo desenvolvido pelo Centro Nacional de Neve e Gelo dos Estados Unidos (NSIDC), o nível de gelo existente no Mar Ártico é o mais baixo desde que em 1972 se começou a medir a quantidade de água gelada através de imagens por satélite. 
O estudo, divulgado esta sexta-feira, revela que a quantidade de gelo no Mar Ártico, na região que circunda o Polo Norte está reduzida a 14,54 milhões de quilómetros quadrados – uma extensão pouco maior do que o Canadá -, menos 1,1 milhões de quilómetros quadrados relativamente à média estimada entre os anos 1981 e 2010. Com a entrada da primavera, espera-se que o degelo na região se acentue.
Como excepções são apontados o Mar do Labrador (entre o Canadá e a Gronelândia) e o Estreito de Davis (situado entre a costa ocidental da Gronelândia e a ilha de Baffin, no Canadá). 
Segundo o Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas das Nações Unidas, a diminuição do gelo na região mais a Norte do planeta está associada ao aquecimento global e à emissão de poluentes por parte de fábricas e centrais de energia situadas na Europa e na Ásia. Quando estas partículas atingem a neve e o gelo absorvem luz solar, acelerando o processo de degelo, que decorre a um ritmo de cerca de 3 a 4% por década.
Um estudo de 2012, desenvolvido pelo jornal científico “Environmental Research Letters”, concluía que entre 70 a 95% do degelo no Ártico estava a ser causado por actividade humana. A manter-se este cenário, é provável que na segunda metade deste século, durante a época de verão, não haja gelo na região, alertam os cientistas. 

“A maioria dos modelos aponta na mesma direcção, isto é, cada vez menos gelo”, afirma Sebastian Gerland, do Instituto Norueguês de Investigação Polar, citado pela Reuters. O especialista acrescenta que há cada vez menos gelo a ‘sobreviver’ a mais do que um inverno. 

O degelo no Ártico tem afectado a fauna local, nomeadamente os ursos marinhos e as focas, bem como a comunidade indígena, com a facilidade de acesso à região. Os preços baixos do petróleo têm, porém, desencorajado a exploração. 

Segundo Rafe Pomerance, presidente do grupo ambiental Arctic 21, citado pela Reuters, “estes novos dados sobre o degelo deixam uma clara mensagem à comunidade global, a de que o Ártico está a aquecer duas vezes mais rápido do que o resto do planeta”.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, 2014 foi o ano mais quente desde que se iniciou o registo das temperaturas, em 1880. Cerca de 200 países concordaram em reunir-se em Dezembro deste ano, em Paris, para avançar com medidas para conter o aquecimento global.

Fonte: Expresso