Porto de Sines movimentou 9,9 milhões de Ton no 1º trimestre

Nos primeiros três meses do ano, o porto de Sines registou um movimento de 9,9 milhões de toneladas de mercadorias, o que correspondeu a um aumento de 21,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No mesmo período, foram movimentados 279.347 TEU, o que equivale a uma variação homóloga trimestral positiva de 3%.

Mas o destaque principal e maior impulsionador da evolução global do porto de Sines foi a subida do segmento dos granéis sólidos que cresceu 52,7%, compensando a diminuição na movimentação na carga geral. Também os granéis líquidos ajudaram bastante, com um aumento de 33.3%.

Neste primeiro trimestre, foram operados 477 navios, correspondendo a um aumento de 0,85% em comparação com o mesmo período de 2014.

Estes indicadores demonstram o crescimento sustentado desta infraestrutura portuária que deve ser associado ao empenho de toda a comunidade portuária em potenciar o desenvolvimento do Porto de Sines.

Fonte: Cargo

Contentores continuam em baixa em Leixões

No primeiro trimestre, o movimento de contentores em Leixões caiu 5%. Mas em Março o recuo foi já de apenas 1%, de acordo com a concessionária.

É uma série de quebras mensais como há muito não acontecia. Nos primeiros três meses de 2014, a TCL, concessionária do terminal de contentores de Leixões, acusou três resultados negativos, em termos homólogos, na movimentação de contentores.
Até ao final de Março, o porto nortenho processou 150 477 TEU, menos 5% que no primeiro trimestre de 2014.
O fraco primeiro trimestre (em termos relativos) prolonga a quebra já verificada no último quarto do ano passado, que todavia não impediu a TCL – e o Porto de Leixões – de registar mais um recorde anual, acima dos 659 mil TEU.
As explicações para a quebra da actividade agora verificada têm sobretudo a ver com o abrandamento das exportações nacionais para alguns mercados, em particular os mais dependentes das receitas do petróleo, com Angola à cabeça. Além do que, lembram da TCL, o primeiro trimestre de 2014 foi muito forte.
Em Março, o movimento de contentores em Leixões somou 56 536 TEU, um valor que ficou apenas 1% abaixo do registado no mesmo mês do ano transacto.

Fonte: T e N

Um ano de "Cabaz do Mar" leva toneladas de peixe para Odemira.

Pescadores de Azenhas do Mar vendem peixe directamente aos clientes do concelho. E têm vários em lista de espera.


O primeiro ano do projecto “cabaz do mar”, promovido por pescadores de Azenha do Mar, levou três toneladas de peixe fresco da costa de Odemira, no Alentejo, às portas de mais de uma centena de consumidores locais.

Em média, por semana, foram entregues 30 cabazes com três quilos de peixe já amanhado pela Associação Cultural e de Desenvolvimento de Pescadores e Moradores da Azenha do Mar, uma pequena comunidade piscatória da freguesia de São Teotónio, no concelho de Odemira, distrito de Beja, disse esta segunda-feira à agência Lusa a coordenadora do projecto, Ivânia Guerreiro.

De acordo com a responsável, os números referem-se ao período entre Março e Dezembro de 2014, uma vez que quase não houve movimento nos primeiros três meses deste ano, por impossibilidade de os pescadores saírem para a faina devido ao estado do mar.

Em todo o mês de Fevereiro, os barcos de pesca saíram apenas em cinco dias e este é, segundo Ivânia Guerreiro, o “maior constrangimento” deste projecto pioneiro de venda directa de peixe aos consumidores, que permite eliminar intermediários e fazer reverter um valor “mais justo” para os pescadores.

A instabilidade das entregas levou, no entanto, à desistência de quatro clientes, sendo que outros seis prescindiram do serviço por desejarem com maior frequência espécies “mais nobres”, como linguado, besugo, robalo e dourada. Mas, neste cabaz, “tudo o que vem à rede é peixe”, literalmente, e um terço do seu peso, ou seja, um quilo, é composto por espécies menos valorizadas (choupa, rascasso ou bodião, entre outras).

O projecto começou em Março do ano passado, por iniciativa da Taipa, uma cooperativa na área da solidariedade e do desenvolvimento, cofinanciado por fundos comunitários, estando, desde Novembro, completamente nas mãos dos pescadores. Num ano, angariaram cerca de 120 clientes, compraram uma carrinha com imagem personalizada, que é agora o “cartão-de-visita” do projecto, e disponibilizaram um sítio na Internet e uma página na rede social Facebook.

O crescimento do “cabaz do mar”, motivado sobretudo pela publicidade “boca-a-boca”, levou a que a associação tenha começado a comprar peixe não só na lota da Azenha do Mar, mas também nas de Entrada da Barca, igualmente na freguesia de São Teotónio, e de Vila Nova de Milfontes, esta a cerca de 45 quilómetros.

Este alargamento aumenta os custos do cabaz, cujo preço de venda é de 22 euros desde o início do ano, mas impõe-se devido à necessidade de ter peixe em quantidade e variedade para entregar aos clientes, referiu Ivânia Guerreiro. O projecto, ainda assim, “paga-se a si próprio”, garantiu a responsável, embora “não tenha lucro”, o que é compensado pelo retorno “muito bom” em termos sociais, pela visibilidade que ofereceu à comunidade piscatória.

Actualmente, o cabaz é distribuído apenas nas freguesias do litoral do concelho de Odemira, por uma questão de gestão dos custos, mas a criação de parcerias poderá permitir a expansão para as localidades do interior, onde há clientes em lista de espera desde que a iniciativa foi criada.

Fonte: Público


Nunca deixe o seu peixe dourado num lago

Se tem peixes em casa dentro do aquário, o melhor é mesmo deixá-los onde estão. Os peixes dourados, uma vez libertados em lagos ou rios, podem desenvolver um ecossistema, de muitos outros peixes dourados e com tamanhos que as vezes podem surpreender. Passam de miniaturas que nadam num aquário a monstros do lago.

Investigadores da Universidade de Murdoch, na Austrália revelaram à revista Time, que quando deixados em lagos ou rios, estes peixes criam um ecossistema. O potencial de crescimento aumenta quando são colocados noutro habitat que não o aquário, no caso dos peixes dourados e outros peixes de aquário. Nos lagos, eles comem a comida que os peixes que lá vivem comem, criando problemas de alimentação e portanto de sustentabilidade das espécies. Além disso, trazem doenças exóticas.

“Colocar peixes de água fria (em lagos ou rios) é uma das maiores ameaças mundiais à biodiversidade aquática”, diz um estudo da Universidade de Murdoch. “Os peixes dourados estão a comer os alimentos e usam o habitat que está destinado aos peixes nativos”, explicou Jeff Cosgrove, investigador da Universidade de Murdoch, citado pela televisão pública australiana. Retirá-los do ambiente em que foram colocados revela-se uma tarefa difícil, sendo assim impossível recuperar alguns ecossistemas, acrescentou Jeff Cosgrove à Time.

Fonte: Sábado 

Praia Dona Ana ganha 40 metros de areal este verão



Foi considerada a praia mais bonita do mundo mas no verão não há quase lugar para estender a toalha, de tão reduzido que está o areal. A intenção é encher a praia com mais 140 mil metros cúbicos de areia. A Quercus acha que se trata de uma estratégia para “tapar o sol com a peneira”.

Em 2009 ainda começou uma obra de alimentação artificial mas o plano teve que ser revisto e os trabalhos ficaram a meio. Agora, a intenção é encher a praia com mais 140 mil metros cúbicos de areia, uma obra que custará 1,8 milhões de euros.
Sebastião Teixeira responsável pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no Algarve, diz que a praia ficará com mais 40 metros de areal e mais segura, já que ninguém será obrigado a ficar junto das falésias.
A primeira obra a avançar será um esporão uma estrutura de retenção de areias, que ficará parcialmente coberto pela falésia. O enchimento artificial será feito com areia retirada de 40 metros de profundidade e repulsada para a praia por tubagem.
O trânsito e a circulação no local ficarão condicionados e, possivelmente, só nos feriados de junho a praia D. Ana poderá receber os veraneantes.
No final do ano passado, foram alimentadas artificialmente seis praias do concelho de Lagoa e Albufeira e, segundo Sebastião Teixeira, essa areia ainda se mantém.
Contactada, a Quercus vê no enchimento das praias uma estratégia de “tapar o sol com a peneira”. A associação ambientalista diz que, mesmo sem invernos rigorosos, a costa portuguesa, do ponto mais a norte até à zona de Lisboa, está quase irremediavelmente condenada ao desaparecimento dos areais.
A culpa é das barragens, que impedem que os rios tragam a areia até ao litoral. João Branco, dirigente da Quercus, diz que o enchimento artificial é uma cosmética cara e com um resultado temporal muito limitado.

Fonte: TSF

Há buzinões de hora de ponta nos mares? [ Com Vídeo ].


Equipa de cientistas percorre caminhos de Fernão de Magalhães para traçar o primeiro mapa sonora dos oceanos. Expedição vai demorar quatro anos. E pode ser acompanhada em direto.
Expedição pioneira partiu este domingo de Sevilha. A equipa doLaboratório de Aplicações Bioacústicas da Universidade Politécnica da Catalunha (UPC) vai desenhar, pela primeira vez, o mapa sonoro dos oceanos, revela o El Mundo.

Durante quatro anos, os cientistas vão percorrer a mesma rota traçada pelo navegador português Fernão de Magalhães – naquela que seria a primeira viagem marítima em volta do mundo.

A primeira viagem de circum-navegação será replicada de modo a recolher informação sobre a poluição sonora que afeta os oceanos – um registo exaustivo sobre a contaminação acústica nos mares.
“É o oceano um santuário de silêncio tal como nos mostram os documentários na televisão? Estando as grandes cidades distantes nos mares é isso garantia de que a profundidade dos oceanos protege as espécies marítimas?”. Não é! É algo parecido ao ruído de uma grande cidade em hora de ponta, explica o jornal.
Mas de onde vem tanto ruído? O homem é o principal causador dessa poluição sonora. E há exemplos – mapas já desenhados pela equipa do Laboratório de Aplicações Bioacústicas da Universidade Politécnica da Catalunha – que permitem explicar o que se passa. O ruído no Porto de Barcelona é ouvido debaixo de água na ilha de Ibiza.
O biólogo Michel André, citado pelo El Mundo, diz que o “homem só é capaz de ouvir 10% dos sons que se produzem debaixo de água”. Essa incapacidade não permitia, até agora, avaliar o impacto provocado nas espécies marítimas.
O dia-a-dia da equipa que segue a bordo do veleiro Fleur de Passion, de 33 metros, poderá ser acompanhado através do siteOcean mapping expedition – “Quatro anos de viagem em redor do mundo para escrever uma nova história dos oceanos, 500 anos depois de Fernão de Magalhães”.

Fonte: DN

Pesca da Sardinha continua sem selo de sustentabilidade.

A sardinha portuguesa perdeu o selo azul que a identificava como produto ambientalmente sustentável, o ano passado. E assim continua.

Em agosto de 2014, havia menos sardinhas e por isso a pesca portuguesa de sardinha perdeu a certificação internacional de sustentabilidade. Agora os armadores querem esperar pelo relatório sobre o “stock” de sardinha em Portugal para saber se têm ou não, de volta, o selo de sustentabilidade.
A Anopcerco (Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco ) representa 95% da produção de sardinha em Portugal, chegando a capturar, por ano, 50.000 toneladas.
De acordo com a responsável de comunicação da Marine Stewardship Council (MSC), Cátia Meira, “a associação decidiu aguardar pelo novo relatório que deverá ser publicado em julho de 2015. Se os resultados forem positivos, a pescaria iniciará a sua recertificação”.
A MSC, com sede em Londres, é uma organização mundial independente, sem fins lucrativos, cujo objectivo é proteger os oceanos e os recursos marinhos através de um programa de certificação internacional, que premeia as pescarias que o fazem de formas sustentável e responsável.
A certificação de pesca sustentável da MSC é feita a título voluntário por operadores e autoridades, que aceitam submeter-se a avaliações de carácter ambiental feitas por auditores independentes, que têm em conta o nível do “stock” de peixe, o impacto no ecossistema e a gestão da pescaria.
Em Portugal, a pesca à sardinha iniciou o processo de certificação em 2010 e, desde aí, foi suspensa duas vezes, porque o “stock”, ou seja, a massa total de sardinha pescável, desceu a um nível considerado demasiado baixo.
O relatório mais recente, realizado o ano passado, indicava que a biomassa da sardinha “ainda se encontrava em níveis relativamente próximos dos seus mínimos históricos alcançados em 2012″, quando foi suspensa anteriormente.
“A autorização para a pesca da sardinha recomeçou a 02 de Março, depois de cinco meses de pausa forçada, devido à proibição de captura por esgotamento da quota, imposta a 20 de Setembro de 2014, seguida de um período de defeso biológico.
Fonte: noticiasaominuto.com


Selvagens. Espanha desbloqueia expansão do mar português


Madrid retirou objecções feitas em 2013 ao projecto de extensão da plataforma continental portuguesa por causa das ilhas Selvagens.
Espanha comunicou à ONU que não tem objecções ao projecto português de extensão da plataforma continental na região da Madeira, que permitirá alargar a soberania de Lisboa sobre o leito e o subsolo marinhos das 200 milhas para as 350, verificou ontem o DN.
Madrid, na nota publicada sexta-feira em espanhol no site da ONU, diz “reiterar [a posição assumida em 2009 de] que o governo espanhol não levanta nenhuma objecção” à proposta portuguesa.
Lendo o texto, não se percebe porque é que a Espanha reafirma formalmente o que já declarou em 2009. O motivo está omisso: o governo de Mariano Rajoy, em 2013, manifestara “a sua objecção” ao documento de Lisboa, suscitando entraves políticos na apreciação pela ONU da proposta de Portugal.
Espanha invocou as ilhas Selvagens – quando este subarquipélago da Madeira não está abrangido pelos novos limites propostos por Portugal -, tornando ilógico o argumento espanhol. Mas a inesperada oposição à iniciativa de Portugal coincidiu com o agravamento das tensões entre Madrid e Londres sobre Gibraltar, oficialmente porque as autoridades do território britânico estavam a colocar recifes ao largo.
A nota verbal entregue na sexta–feira por Espanha aparenta assim ser um volte-face diplomático face a Portugal junto da ONU, um reconhecimento implícito de que a declaração oficial de 2013 constituiu um erro. E parece ainda uma contrapartida para o facto de Portugal, semana e meia antes, ter declarado que “não se opõe” a que a ONU se pronuncie sobre a proposta espanhola (entregue em Dezembro passado) de alargar a sua plataforma continental para oeste das Canárias.
Isto levou Marrocos, no passado dia 16 de Março, a reafirmar a sua oposição por estarem abrangidas as águas do Sara Ocidental. Note-se que a diplomacia de Madrid também se alterou face a Rabat: em 2009 referiu expressamente “a plataforma continental da margem continental sarauí”; em 2014, ao entregar a proposta formal, Espanha falou apenas em “direitos de terceiros que possam ser reclamados.”
Em relação a Portugal, recorde-se que existe uma zona de sobreposição das duas plataformas estendidas, com mais de uma dezena de milhar de quilómetros quadrados, disputada pelos dois países e que se supõe rica em hidrocarbonetos (ver página 20).
Daqui resulta que, após a ONU aprovar a extensão da plataforma espanhola (prevista para vários anos depois de ser validada a portuguesa), Lisboa e Madrid negociarão uma fronteira marítima comum.
Submissão em 2009
O caso remonta a 2009, quando Portugal se tornou o 44.º país a submeter formalmente um projecto de extensão da plataforma continental de 200 milhas (321 km) para 350 milhas (563 km) – em 18 dossiers, com cerca de 16 mil páginas, para fundamentar o alargamento da sua jurisdição marítima dos actuais 1,7 milhões de quilómetros quadrados (18 vezes a área do continente) para quase quatro milhões (40 vezes mais).
Portugal tem a terceira maior ZEE da Europa, exercendo soberania sobre as primeiras 12 milhas e jurisdição até às 200 (incluindo espaço aéreo, água, solo e subsolo, podendo aí exercer direitos de soberania sobre os recursos). Daí até às 350 milhas, o poder do Estado exerce-se só sobre o solo e o subsolo, onde os estudos realizados indicam haver recursos vivos, minerais e energéticos potencialmente muito valiosos.
Em Junho de 2013, Madrid comunicou que “o governo de Espanha não se opõe ao pedido de Portugal para que a Comissão [de Limites da Plataforma Continental] considere a documentação relativa à região das ilhas da Madeira, sem prejuízo dos direitos de Espanha relativamente à extensão da sua plataforma continental na área oeste das ilhas Canárias”.
Esta posição reflectia o consenso entre as comissões técnicas bilaterais encarregues dos trabalhos, expresso na proposta que a Espanha entregou – no mesmo dia do projecto português, a 11 de maio de 2009 – para a Região do Banco da Galiza.
Testemunho disso foi a nota entregue três semanas depois por Portugal, declarando “não ter objecção” a que a ONU se pronunciasse sobre a proposta de alargamento da plataforma continental na Galiza.
Daí a surpresa com que Lisboa recebeu, a 5 de julho de 2013, a nota em que Madrid dizia “relembrar a sua objecção à submissão de Portugal” junto da ONU. “Deve notar-se que, enquanto o governo português deseja que as Nações Unidas reconheçam a sua ZEE e plataforma continental em 2015 e incluindo as ilhas Selvagens” naqueles dois espaços, “a Espanha não concorda que as ilhas Selvagens possam ter de alguma maneira uma ZEE” com 200 milhas de extensão e em direcção ao espaço das ilhas Canárias.
No entanto, Espanha “concorda que [as Selvagens] tenham mar territorial” – com 12 milhas, quase um vigésimo da extensão da zona económica exclusiva – “porque as classifica como rochas”.
Portugal reagiu dois meses depois, observando que “as ilhas Selvagens não estão, em qualquer circunstância, reflectidas na submissão portuguesa” à ONU.

Fonte: DN

CM Cascais quer criar Centro de Conhecimento do Mar

Carlos Carreiras, presidente da autarquia, está em negociações com o Governo para a cedência de um forte militar para instalar essa nova estrutura.
A Câmara Municipal de Cascais está a negociar com o Governo a cedência de diversos fortes na posse no Ministério da Defesa, tendo como objectivo instalar num desses equipamentos um futuro centro dedicado ao conhecimento do mar. 

“Estamos em negociações com o Estado para que ceda à Câmara de Cascais, não a propriedade, mas o direito de gestão de um dos fortes da zona costeira de Cascais, que tenha algum valor icónico e simbólico, para poder funcionar como sede de um futuro centro de conhecimento do mar, do capital inteligente sobre as actividades ligadas ao mar”, disse ontem ao Diário Económico Carlos Carreiras, presidente da autarquia de Cascais. Esta é uma forma de a Câmara de Cascais desenvolver a aposta estratégica neste sector, posicionando-se como a plataforma nacional e europeia de negócios internacionais ligados aos recursos marinhos. Como prova dessa aposta nos negócios do mar, a cidade de Cascais foi ontem a anfitriã da cerimónia de lançamento do primeiro ‘cluster’ português de biorecursos marinhos, designada Bluebio Alliance. 

A Bluebio Alliance já conta entre os seus membros com quase 80 empresas e entidades, incluindo cerca de 50 centros de investigação, sendo de realçar que todas as universidades portuguesas estão associadas ao projecto. Entre as empresas constituintes da Bluebio Alliance contam-se a Bial, Soja de Portugal, Biotrend, BioMimetx e as empresas da fileira do pescado, por exemplo. 


“Queremos que Cascais seja um grande centro de desenvolvimento, de conhecimento e de empreendedorismo de actividades ligadas ao mar”, adiantou Carlos Carreiras. O presidente da Câmara de Cascais destacou que, no curto prazo, decorrem actividades ao nível da náutica desportiva, em que Cascais é considerada um dos três melhores campos mundiais de regatas, e do surf. Mas no médio e longo prazo, está a aposta na biotecnologia e na biologia marinha, “onde existe um conjunto de nano e microorganismos que constituem uma cadeia de valor ainda mal explorada”. Num terceiro plano, “encontram-se as actividades ligadas à geologia marinha e de aproveitamento de recursos geológicos em profundidade”, resume Carlos Carreiras.
Fonte: DE

João Rodrigues foi sexto no Troféu Princesa Sofia

O velejador João Rodrigues terminou em sexto lugar na classe de vela RS:X do Troféu Princesa Sofia, que se disputou ao largo de Palma de Maiorca, nas Baleares, Espanha.

O único português que em Palma de Maiorca chegou à regata das medalhas foi este sábado, oitavo, descendo dois lugares na geral, já que iniciou a jornada em quarto e ainda com expectativa de chegar ao pódio.

Ainda na classe de RS:X, Frederico Rodrigues terminou em 69.º, Guilherme Marques em 77.º e Pedro Moura em 79.º.

Jorge Lima e José Costa foram 15.ºs, em 49er, e em 470 masculino João Villas-Boas e Miguel Nunes fecharam em 34.º, António Matos Rosa e João Matos Rosa no 57.º posto e Diogo Pereira e Manuel Macedo no 64.º.

Sara Carmo e Matilde Pinheiro de Melo acabam em 42.º em 470 feminino e Gustavo Lima foi 31.º da geral em Laser Standard, com Eduardo Marques em 80.º, Rui Silveira em 91.º e Santiago Sampaio em 110.º.

Em 2.4, Fernando Pinto foi 14.º e Manuel Soares 16º lugar. Em Dragão, Patrick Monteiro de Barros, Rodrigo Vantacich e Pedro Alemão lideraram a competição mas caíram para segundos, após as oito regatas.

Fonte: Record