Deputados do Parlamento Europeu debatem a «Europa e o Mar» em Faro.

A Universidade do Algarve (UAlg), o Gabinete de Informação do Parlamento Europeu em Portugal e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDRAlgarve) vão promover, na sexta-feira, 16 de Outubro, no Campus de Gambelas (Edifício 8 – auditório Verde), a partir das 9h30, um debate sobre a Europa e o Mar, que visa confrontar as opiniões de decisores políticos, académicos, partes interessadas e sociedade civil, focando temas com particular relevância para o Algarve, como as pescas, a aquacultura, a biodiversidade e a biotecnologia, o turismo costeiro, as energias marinhas, a economia e o empreendedorismo.

O evento abarca dois painéis, «Recursos Marinhos e Biodiversidade» e «A Economia Azul», ambos com intervenções de professores da UAlg e dos deputados do Parlamento Europeu. O encerramento contará com a presença do investigador Mário Ruivo, recentemente galardoado com o prémio do Cidadão Europeu 2015. Para a parte da tarde (14h15), está marcada uma visita a alguns centros de investigação da Universidade do Algarve.
Para além deste debate, de entrada livre, a Universidade do Algarve acolherá ainda a exposição Portugal e a Europa em cartoons, desenhados pelos artistas portugueses, António Jorge Gonçalves, Cristina Sampaio, Fernando Relvas, Rodrigo de Matos e Telmo Quadros Ferreira. Esta exposição poderá ser visitada na Biblioteca de Gambelas, de 16 a 31 de outubro, e, posteriormente, na CCDRAlgarve, de 2 a 30 de novembro.
Com o objetivo de promover a discussão de temas europeus com impacto regional, vai também ser exibido o filme MEDITERRANEA, no dia 15 de outubro, às 18h30, no Cinemas NOS Fórum Algarve (sala 2), um dos finalistas da 9ª edição do Prémio LUX, atribuído pelo Parlamento Europeu para promover o cinema europeu.
O concurso «Euroscola – A União Europeia no Algarve», destinado a alunos com idades compreendidas entre os 16 e os 18 anos de escolas secundárias e profissionais, que está a decorrer até ao dia 20 de outubro, completa o conjunto de atividades organizadas pelo Gabinete de Informação do Parlamento Europeu em Portugal, em parceria com a UAlg e a CCDRAlgarve, sob o mote Fórum de Discussão Regional.

Programa

9h00- Receção dos participantes
9h30 – Abertura
António Branco | Reitor da Universidade do Algarve (UAlg)
Pedro Valente | Chefe do Gabinete de Informação do Parlamento Europeu
David Santos | Presidente da CCDRAlgarve
9h45 – Primeiro Painel
Recursos Marinhos e Biodiversidade

Moderador: Karim Erzini | UAlg
Ester Serrão | UAlg Biodiversidade Marinha – Recursos Genéticos
João Varela | UAlg Recursos Marinhos e Biotecnologia
andré Pacheco | UAlg As Energias Renováveis Marinhas
Deputados ao PE: Ricardo Serrão Santos, Cláudia Monteiro de Aguiar, João Ferreira e António Marinho e Pinto
10h45 -Pausa para café
11h15 – Segundo Painel
A Economia azul

Moderador: João Guerreiro | UAlg
José leite Pereira | UAlg Economia das Pescas no Algarve
Margarida castro | UAlg Pescas: Conflitos de Interesses entre Portugal e a UE Fernando Perna | UAlg A Náutica de Recreio e o Turismo Costeiro e Marítimo: Oportunidades do Crescimento Azul
Deputados ao Pe: Ricardo Serrão Santos, Cláudia Monteiro de Aguiar, João Ferreira e António Marinho e Pinto
Debate
Moderador: Gonçalo Magalhães Collaço, diretor do Jornal da Economia do Mar
Oradores; Eurodeputados; Convidados e Público em geral
12h45 – Encerramento
Mário ruivo | Investigador Cooperação Europeia para o Desenvolvimento Sustentável dos Espaços Marítimos: Valorização do Conhecimento e Funcionalidade Institucional
Pedro Valente | Chefe do Gabinete de Informação do Parlamento Europeu
Pedro Ferré | Vice-Reitor da Universidade do Algarve
13h00 – Almoço volante 
(para todos os participantes, servido no Átrio do Grande Auditório do Campus de Gambelas, edfº 4)
14h15 – Visita dos Deputados a Laboratórios da Universidade do Algarve

Compta constrói “frota” para o negócio do Mar

A empresa tem nova unidade de negócio, a Blue Growth, com três eixos de actividade, incluindo uma dedicada à IoT.

A Compta montou uma nova unidade de negócio, a Blue Growth, dedicada à economia do mar e com três eixos de acção: suporte à decisão do Estado e racionalização de custos (Governance & Smart Cost), portos e logística inteligentes (Smart Ports & Logistics), exploração e transformação alimentar de recursos marítimos (Seafood Exploration & Transformation).
Apesar de focada na Zona Económica Exclusiva portuguesa, a operação tem uma dimensão de exportação, sugere um comunicado.
Jorge Delgado, presidente da comissão executiva da Compta, comenta que a empresa prossegue a sua estratégia de aposta em sectores verticais, acrescentando a nova área do mar à do ambiente, agricultura, energia e logística “multimodal”.
De resto, Portugal tem uma Zona Económica Exclusiva que é cerca de 19 vezes maior que a área terrestre, e há muito que o mar português é visto como uma vantagem competitiva nacional.
A Compta procura desta forma alinhar o seu negócio com a Estratégia Nacional para o Mar, onde Portugal formalizou a sua visão do modelo de desenvolvimento assente na preservação e utilização sustentável dos recursos e serviços dos ecossistemas marinhos.
“Com o know-how e experiência adquiridos ao longo de 43 anos de actividade, a Compta acredita que o sector privado tem um papel determinante, quer na formulação do pensamento estratégico do país, quer na concretização de acções concretas que visem, neste caso, o aproveitamento económico e social do mar”, declara a empresa.

A aposta associa-se “a uma rede de parcerias pan-europeias que envolvem organizações e especialistas de relevo nas diferentes áreas temáticas”, diz a Compta.
A aposta assenta numa “equipa composta por profissionais com competências e experiências comprovadas no mercado nacional e internacional”. E associa-se “a uma rede de parcerias pan-europeias que envolvem organizações e especialistas de relevo nas diferentes áreas temáticas”.
Em Portugal acredita-se que a chamada “economia azul” valerá cerca de cinco milhões de euros, correspondendo a 3% da riqueza nacional e com perspectivas de se poderem atingir 4% até 2020.
Os três eixos de acção:
‒ “Sea Governance & Smart Cost”: acções, produtos e serviços destinados a suportar a monitorização, suporte à decisão e acção do Estado sobre o mar. Preconiza, ainda, ”a formulação de uma proposta de valor tecnológica no âmbito das Zonas Costeiras Inteligentes potenciando o nível de desenvolvimento e competitividade dos diferentes subsectores da Economia do Mar”.
‒ “Smart Ports & Logistics”: focada nos desafios concretos da gestão inteligente das comunidades portuárias, e no potencial da Internet das Coisas (IoT) como “factor impulsionador de um novo paradigma de interconectividade e ganhos de eficiência nas diferentes perspectivas desta interface entre a terra e o mar”. Implica  uma abordagem holística sobre portos comerciais, portos de pesca e portos de recreio, para os quais emerge a necessidade de players tecnológicos que promovam o conceito de “Porto Inteligente”.
‒ “Seafood Exploration & Transformation”: inclui a abordagem a desafios de sectores como o da aquacultura e indústrias da transformação do pescado. A Compta ambiciona dar uma resposta concreta na valorização do pescado e a ganhos de eficiência produtiva nos diferentes processos de transformação dos recursos marinhos.
A nova unidade de negócio vai procurar tirar proveito do valor agregado do actual portefólio de produtos da Compta: com incidência nos problemas de eficiência energética, gestão e valorização de resíduos e subprodutos, interconectividade de ecossistemas e cadeias de valor complexas e suporte tecnológico de iniciativas que visem a exploração e comercialização sustentável de recursos marinhos.

Tubarão provoca fuga de surfistas em São João do Estoril

Um surfista teve de fugir das águas de São João de Estoril depois de um encontro com um tubarão. Isto depois de um verão em que foram vários os tubarões que rondaram algumas praias portuguesas.


Este domingo de manhã foi um domingo diferente para os surfistas em São João do Estoril. Especialmente para Gonçalo Lopes, que teve de fugir do mar quando deu de caras com um tubarão.
Segundo conta a revista dedicada a este desporto, a Onfire, Gonçalo Lopes foi surpreendido por uma espécie de tubarão raramente vista na costa portuguesa. O surfista contou à revista que quando “olhei para o lado esquerdo, o lado da praia da Poça, vejo uma coisa preta”. Na altura, não se preocupou com o que tinha visto, pensando que seria um “pato ou algo grande de plástico.” No entanto, quando a ondulação começou a passar por cima do “volume” Gonçalo Lopes viu “um tubarão de dois metros e meio.”
Eis o seu depoimento, recolhido por aquele site especializado em surf:
Estava na Bolina a fazer surf, sozinho na água. Olhei para o lado esquerdo, o lado da Praia da Poça, e vejo uma coisa preta, uma “quilha” ao cimo de água. Inicialmente não liguei muito, achei que era um pato ou algo grande de plástico. Mas vejo aquilo a vir na direcção da Bolina e quando olhei para trás e começo a ver um volume “gigante”. Na altura ainda achei que era uma vaca morta ou algo assim. Olho outra vez e vejo uma quilha, perfeitamente a andar direitinha à minha volta. Entretanto veio um set, que passa por cima do volume e vejo perfeitamente um tubarão de dois metros e meio! Vejo o “bicho” e começo a remar que nem um maluco, entrei pelas pedras a dentro e saí da água. Nunca me tinha acontecido uma coisa destas. Já mergulhei com tubarões na Tailândia, mas eram inofensivos. Tirando isso nunca tinha estado dentro de água com um tubarão tão perto de mim. Que susto!”
Imediatamente, e depois de ver o animal, avisou todos os surfistas que estavam na água e todos fugiram para terra.
Recorde-se que durante o verão vários tubarões foram avistados na costa portuguesa, nomeadamente em Aveiro e na Madeira, obrigando, inclusivamente, ao encerramento de uma praia.


Fonte: Observador/Onfire


Cientistas alertam para crise global de branqueamento de Corais

É a terceira vez que este fenómeno ocorre à escala mundial e tudo por causa das alterações climáticas. Especialistas prevêem que perdas de recife coral serão superiores a 12 mil quilómetros só em 2015, mas este fenómeno poderá prolongar-se até 2016. “Se isto não é uma crise, o que é?


Uma crise de branqueamento de corais à escala global, que poderá levar à perda de mais de 12 mil quilómetros de superfície coral só este ano. Foi este o alerta levantado esta quinta-feira por um grupo de cientistas, que destacam um fenómeno que poderá estender-se até 2016 e que irá afetar as regiões dos oceanos Índico e Pacífico e a bacia do Atlântico-Caraíbas.

Os responsáveis por esta situação? O aquecimento global e os fenómenos climáticos El Niño e Blob no Pacífico, que provocam um aquecimento da água dos oceanos, podendo levar ao branqueamento dos corais e até à sua morte. A descoberta foi revelada por um consórcio constituído por cientistas da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla inglesa), a expedição XL Caitlin Seaview Survey, a Universidade de Queensland na Austrália e pela organização não-governamental Reef Check.
O mais recente fenómeno de branqueamento dos recifes de coral iniciou-se em 2014 a norte das ilhas Marianas e no Guão, estendendo-se depois pelo oceano Pacífico até ao Hawai, Caraíbas e ainda oceano Índico.
“Esta é apenas a terceira vez que presenciamos um fenómeno global de branqueamento dos corais”, afirma o líder do Observatório dos Recifes de Coral da NOAA, Mark Eakin. Os fenómenos anteriores tiveram lugar em 1998 e 2010, durante apenas um ano. “O que verificamos agora é um fenómeno de escala semelhante, mas que poderá durar pelo menos dois anos”, explica. E questiona: “Se isto não é uma crise, o que é?”
Ainda que as perdas previstas para este ano não sejam tão elevadas como em 1998 (estima-se que em 2015 cerca de 5% da superfície mundial de coral possa desaparecer), os investigadores temem que, se o fenómeno se estender durante o próximo ano, essa percentagem possa aumentar.
Fonte: Expresso

Governo aperta regras dos apoios à cessação de pesca da sardinha

O regime de apoio à cessação temporária da pesca da sardinha vai ser alterado, passando a abranger as embarcações com um volume de descargas de sardinha de 5% do total do pescado.

O regime de apoio à cessação temporária da pesca da sardinha vai ser alterado, passando a abranger as embarcações com um volume de descargas de sardinha de, pelo menos, 5% do total do pescado descarregado.
A portaria publicada no Diário da República justifica a necessidade de ajustar o anterior diploma com “o efeito combinado da diminuição dos limites de captura de sardinha com o aumento do preço médio de venda da sardinha em 2015” que implicou uma alteração na relação entre o peso de sardinha capturada e a sua importância económica para a respectiva embarcação.
A anterior portaria, de 24 de Agosto, estabelecia que só poderiam aceder aos apoios as embarcações que apresentassem em 2015, e até à data do início da paragem da actividade, uma actividade mínima de 45 dias de mar e um volume de descargas de sardinha não inferior a 7,5% do total do pescado descarregado, valor que passa agora para os 5%.
O diploma entra em vigor na sexta-feira.
Fonte: Observador


Vídeo: Rouba todo-o-terreno e tenta fugir à polícia… por Mar



Após duas horas a fugir à polícia num todo-o-terreno roubado, um homem na Austrália tentou o impensável: conduziu na direcção do mar, acabando capturado.

O suspeito terá roubado o Toyota Land Cruiser perto de Perth, e a perseguição decorreu ao longo de 64 quilómetros, em duas horas.
O ladrão acabou a percorrer uma estrada de terra batida que o encaminhou até uma praia, chamada Two Rocks.
Vendo-se encurralado, depois de esgotar as opções de fuga por terra, o homem acelerou rumo à água, até que o carro não aguentou.
O momento foi captado em vídeo pela polícia que seguia a bordo de um helicóptero (ver abaixo).
É, talvez, a mais insólita fuga desde o caso da «perseguição a baixa velocidade».

Encontro imediato com duas baleias no mar da Austrália

Um praticante de paddle surf foi alvo da curiosidade de duas baleias. Veja ao vídeo.



Jaimen Hudson estava a realizar filmagens com o seu drone em Esperance, na costa oeste da Austrália, quando se deparou com um momento único. Um vizinho, praticante de paddle surf, estava a ser alvo da curiosidade de duas baleias-franca-austral. Esta espécie pode crescer até aos 18 metros e pesar até 80 toneladas.
“Aconteceu ele estar lá [no mar] naquele momento e algumas pessoas alertaram-me que estavam baleias na praia. Elas estavam muito curiosas e foram conhecê-lo. Não penso que fosse uma situação perigosa”, explicou Hudson ao Mashable.

Hudson ficou tetraplégica devido a um acidente de moto, mas consegue utilizar os seus polegares para controlar o drone. Partilhou o vídeo no Instagram e contou que a reação “foi enorme”, o que lhe dá grande satisfação: “Espero um dia ir mais longe.”
Fonte: DN

MSC investe em Valência para operar navios de 19 000 TEU

A MSC contratou a finlandesa Kalmar para fazer o upgrade dos pórticos de cais do seu terminal de contentores em Valência, de modo a poder operar os maiores navios da sua frota, de 19 000 TEU.

Os oito pórticos que serão modernizados terão a sua lança aumentada em seis metros, de modo a poderem atingir mais filas de contentores a bordo. E seis deles serão alteados em dez metros, para poderem “sobrevoar” mais contentores empilhados.
Os renovados pórticos deverão estar operacionais em meados de 2017. Nessa altura poderão operar os navios de classe Óscar, os maiores da frota da MSC, e do mundo, com uma capacidade nominal de transporte de 19 224 TEU. Actualmente o terminal de Valência apenas pode operar porta-contentores de 16 000 TEU.
O MSC Terminal de Valência opera como hub de transhipment e porta de entrada para a Península Ibérica e todo o Sul da Europa, movimentando 1,6 milhões de TEU por ano.
Para a Kalmar, esta é a maior encomenda que a sua unidade de negócio de “upgrade” de pórticos alguma vez recebeu. O montante do contrato não foi revelado.
“Fazer um upgrade a um pórtico existente é uma solução económica para os portos e terminais que queiram adaptar-se rapidamente ao crescimento contínuo da dimensão dos navios”, afirma, citado em comunicado, o responsável pelos “upgrades” de pórticos na Kalmar South EMEA, José Ignacio Fernandez.
Fonte: T e N


Terminal de Contentores de Leixões regista quebra de 6% até Setembro

Mantém-se a tendência de quebra homóloga no que diz respeito à movimentação no Terminal de Contentores de Leixões (TCL). Isto porque os números relativos aos primeiros nove meses do ano mostram um decréscimo de 6% no total movimentado, que foi este ano de 459.767 TEU, ou 288.488 contentores.

Este valor, como referido, representa um decréscimo de 6%, algo que se deve essencialmente à quebra das trocas com o mercado angolano, com especial incidência na movimentação de contentores vazios em reposicionamento. 

Em Setembro, o TCL movimentou 48.002 TEU, correspondentes a 30.490 contentores, o que significou uma quebra de 12% face a um mês homólogo que foi muito forte.

Fonte: Cargo

Líderes mundiais pedem concretização de ação global para proteger oceanos

Os líderes políticos reunidos na Conferência Nosso Oceano 2015 na cidade de Valparaíso, no Chile, pediram a concretização de acções globais para proteger os ecossistemas marítimos e unir esforços para combater a pesca ilegal e a poluição que os castiga.

“As soluções a estes problemas têm que ser globais porque o oceano é global. Temos que trabalhar conjuntamente porque os cientistas demonstraram que só existe uma única parte líquida do planeta e que deve ser uma fonte de recursos para todos”, disse à Agência Efe a subsecretária de Estado dos Estados Unidos para o Crescimento Económico, a Energia e o Meio Ambiente, Catherine Novelli. Nessa mesma linha se expressaram diferentes líderes políticos e autoridades, como o secretário de Estado dos EUA, John Kerry; o príncipe Albert II de Mónaco; o ministro das Relações Exteriores da Costa Rica, Manuel González, e o Director-geral da Organização para a Agricultura e a Alimentação (FAO), o brasileiro José Graziano. “Os oceanos são vastos, mas a sua capacidade de suportar a degradação é limitada. Trabalhemos juntos de modo coordenado para um futuro sustentável”, declarou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, através de um comunicado lido pela secretária-executiva da Comissão Económica para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas (Cepal), Alicia Bárcenas. O chefe da diplomacia americana, que anunciou uma bateria de compromissos para preservar as áreas marítimas, reiterou a sua decisão de trabalhar no marco dos encontros bilaterais para somar novos países aos acordos estabelecidos na reunião. “Comprometo-me a trabalhar do ponto de vista diplomático, nas minhas viagens e reuniões com ministros das Relações Exteriores de outros países, para assegurar que esta responsabilidade que estamos expressando seja partilhada em nível mundial”, comentou. Por sua parte, Manuel González, o ministro das Relações Exteriores da Costa Rica, cujo território marinho é dez vezes maior que a sua massa continental, fez um apelo pela colaboração entre a sociedade civil, os políticos e o mundo empresarial para “articular esforços” e estabelecer áreas de refúgio para as espécies que velem pelo equilíbrio dos ecossistemas marítimos. Nesse contexto, o príncipe Albert II de Mónaco lembrou que “só trabalhando de forma conjunta se poderá conseguir lutar para a preservação dos mares e garantir que as suas riquezas perdurem para as novas gerações”. Para o soberano europeu, o desafio – que também será debatido na 21ª Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP21) que será realizada em Paris em Novembro – vai muito além de fronteiras e obriga a trabalhar de forma “global” e “sustentável”. “Proteger os oceanos também significa limitar os efeitos da mudança climática, porque se verificou que o aquecimento global provoca a destruição dos ecossistemas frágeis, variações nas migrações dos espécies e o degelo dos pólos”, salientou. Tudo isso tem um impacto profundo no equilíbrio e na vida dos oceanos e justifica uma campanha “incessante” para conseguir um acordo na COP21 sobre a matéria, acrescentou. Essas afirmações estão sintonizadas com o ponto de vista do Director-geral da FAO, que ressaltou que a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável adoptada pela ONU obriga os países a actuar com solidariedade. “Já não podemos seguir trabalhando e pensando de forma isolada (…), não temos tempo a perder, devemos navegar rumo a um futuro transformador. Ou o alcançamos juntos ou ninguém conseguirá”, advertiu Graziano.