Adidas vai usar lixo marinho para os seus produtos

A marca criou uma parceria com o grupo de artistas numa campanha conhecida como “Parley for the Oceans”

 
 

A marca alemã está a participar numa limpeza dos oceanos com objectivos de utilizar os plásticos recolhidos para desenvolver os próximos produtos.
Parley é um grupo de artistas, músicos, designers e cientistas dedicados à questão do lixo marinho. O projecto tem o nome de Parley for the Oceans. O uso do plástico recolhido no vestuário da marca deve começar no próximo ano.
As empresas estão a começar a olhar para o lixo marinho e para a reciclagem devido à pressão que o grupo Greenpeace tem exercido sobre as mesmas, ditam os próprios.
De acordo com o comunicado da Adidas, os sacos de plástico serão retirados das lojas, também como medida ambiental. Antes da Adidas, a G-Star Raw e a H&M também já se comprometeram a usar a mesma fonte de matéria prima este ano.
Todos os anos, argumenta o comunicado das Nações Unidas para o Ambiente, o capital natural perdido com o lixo marinho ronda os 13 milhões de euros.


Fonte: Jornal da Economia do Mar

 
 


MSC traz para Sines o USA West Coast Express

A partir de meados de Maio, o porto de Sines terá mais um serviço directo para a Costa Oeste dos EUA. Será o USA West Coast Express da MSC.

Ultrapassados os constrangimentos nos portos da costa do Pacífico dos EUA, a MSC anuncia o reforço da oferta com mais uma ligação ente o Norte da Europa e a USA West Coast. A primeira saída está agendada para 16 de Maio, em Felixtowe.
Sines será o último porto europeu a ser escalado no sentido westbound e o primeiro a ser tocado à importação. A rotação completa será a seguinte: Felixstowe, Bremerhaven, Antuérpia, Le Havre, Sines, Long Beach, Oakland, Manzanillo, Cristobal, Sines, Felixstowe.
Com mais este serviço, a MSC passará a disponibilizar seis serviços semanais entre o Norte da Europa e os principais portos da América do Norte. Desses, cinco têm escala no Terminal XXI de Sines.
Ainda no passado domingo, o porto alentejano recebeu a primeira escala do Austrália Express, o novo serviço da MSC que liga Sines aos principais portos australianos. Nesta escala, o Singapore Bridge movimentou 1 712 contentores, 2 643 TEU.
Fonte: T e N


Expedição cruzará o mundo para pesquisar poluição em Oceanos


Percorrer mais de 40 mil milhas náuticas em menos de um ano a bordo de um pequeno veleiro: não se trata simplesmente do último desafio de um aventureiro, mas de um ambicioso projecto de uma fundação suíça para investigar a poluição com plásticos que afectam os oceanos do planeta.
Baptizada como “Race for Water Odyssey”, ou R4WO, a travessia partiu em 15 de Março do porto francês de Bordéus e acaba de completar sua primeira parte em Nova York, após atravessar o Atlântico com paradas nos Açores e nas Bermudas.
Seu objectivo é recolher, no menor tempo possível, dados sobre a concentração de plásticos nos mares de todo o mundo e, dessa forma, chamar a atenção para o problema e impulsionar soluções para acabar com este problema.
Segundo dados científicos, a cada ano 10% da produção global de plástico termina no mar, onde 80% da poluição está vinculada a este tipo de material.
“Estamos diante de um enorme problema ambiental, talvez o maior que enfrentamos”, disse em sua chegada a Nova Iorque, o líder da expedição, Marco Simeoni, um bem-sucedido empresário suíço que é o principal impulsor da iniciativa.
Como símbolo da urgência, mas também para acelerar as pesquisas, Simeoni e os seus cinco companheiros viajam a bordo de um rapidíssimo catamarã de 21 metros de comprimento, capaz de alcançar os 43 nós de velocidade.
“Para fazer a mesma viagem com um barco normal necessitaríamos de dois ou três anos”, explicou à Agência Efe o navegador suíço, que ressaltou que é necessário actuar “agora” para conter a poluição marinha.
Simeoni lembrou aos jornalistas que “os plásticos existem há 60 anos e hoje todos os oceanos estão poluídos por eles”, enquanto o problema não deixa de aumentar.
A sua expedição decidiu concentrar-se em pesquisar o acumulado de plásticos em ilhas situadas nos chamados “cinco vórtices” oceânicos, áreas nas quais fortemente se concentra a poluição arrastada pelas correntes marinhas.
A pesquisa é feita através da recolha de amostras em praias e o registo da presença de plásticos nas superfícies com a ajuda de um pequeno “drone” que sobrevoa de forma autónoma e tira fotografias de altíssima resolução, que depois são analisadas por cientistas de duas universidades que colaboram com o programa.
A aposta da R4WO conta com o apoio de, entre outros, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que considera a iniciativa uma forma “inovadora e excitante” de tratar o “enorme problema que os restos de plástico no mar representa para o mundo”, explicou em Nova Iorque, a sua directora para a América do Norte, Patricia Beneke.
“É um problema imenso e a cada ano é maior”, disse Beneke, ressaltando os danos que os plásticos causam nos ecossistemas marítimos, mas também as consequências económicas que têm para a pesca, para o transporte marítimo e para as zonas litorais que devem-se ocupar da sua limpeza.
Após deixar Nova Iorque, a expedição se dirigirá ao sul, cruzando pelo Panamá rumo ao Pacífico e fazendo uma escala no porto chileno de Valparaíso, antes de visitar a Ilha de Páscoa e Havaí.
Desse ponto, os investigadores navegarão até Tóquio, Xangai e Singapura, para depois analisar outra área de ilhas no sul do oceano Índico e voltar ao Atlântico após uma paragem na Cidade do Cabo.
A R4WO estudará o “vórtice oceânico” do Atlântico Sul com uma escala no arquipélago de Tristán de Acuña e depois se dirigirá ao Rio de Janeiro, de onde iniciará o retorno à França, que incluirá uma escala em Cabo Verde.
Trata-se de uma volta ao mundo contra o relógio,em que os navegadores esperam terminar antes do final do ano, e que, apesar da beleza de muitas das áreas que visitará, não é uma viagem de prazer.
“Isto não é um cruzeiro, é mais um sofrimento quando olhamos para o barco. Não há banheiros, só há dois beliches que têm que ser partilhado por seis pessoas e os nutrientes que levamos a bordo só poderiam ser considerados comida por um astronauta”, explicou o assessor da expedição, Franklin Servant-Schreiber.
Fonte: Exame

MSC Lisbon com recorde de 5 873 TEU no Terminal XXI

O MSC Lisbon é, desde o passado dia 11, o navio que mais contentores e TEU movimentou numa só escala em portos nacionais.

O duplo recorde foi alcançado pela MSC no porto de Sines e é, por isso, um máximo repartido entre o armador helvético, a MSC Portugal e a PSA Sines.
Nesta sua escala no Terminal XXI, o MSC Lisbon carregou/descarregou um total de 3 687 contentores, a que corresponderam 5 873 TEU.
O anterior recorde nacional já era pertença de um navio da MSC, no caso o MSC Beryl, e datava apenas de 21 de Janeiro último. Nessa altura foram movimentados 4 864 TEU.
No comunicado emitido a propósito deste novo feiro, Carlos Vasconcelos, administrador da MSC Portugal, refere: “Não fazemos dos recordes o nosso grande objectivo, mas é altamente satisfatório para nós este permanente exceder de expectativas e objectivos”.
Fonte: Cargo


Portugal recebe o 1.º festival de Sushi da Europa

Marcado para os dias 2, 3 e 4 de Julho, nos Jardins e Palácio Marquês de Pombal, em Oeiras, o Sushi Fest vai reunir reconhecidos chefs de sushi e alguns dos melhores nomes da música portuguesa ao vivo.
O primeiro festival de sushi da Europa promete um programa gastronómico e musical “inovador e com uma área dedicada à cultura japonesa”, onde o “público vai poder saborear um jantar com o melhor sushi e sashimi com a máxima qualidade e frescura.”

Sushi Fest conta com o apoio institucional da Câmara Municipal de Oeiras, da Embaixada do Japão, da Câmara do Comércio e Indústria Luso-Japonesa, da Associação de Amizade Portugal-Japão e do Turismo de Portugal.

[ Vídeo ]: 131 segundos que mudam a sua visão sobre o Oceano

Um vídeo chamado “131 segundos que vão alterar o modo como você vê o oceano” permite-lhe uma viagem subaquática virtual que nenhum ser humano conseguiria fazer no mundo real.

Gostaria de saber mais sobre a dimensão dos oceanos, no que à profundeza diz respeito?
Imagine o Everest invertido, colocado sobre a linha do mar.
Mas sabia que não seria suficiente para tocar no fundo das águas?
Este vídeo – chamado “131 segundos que vão alterar o modo como você vê o oceano” – transporta-o para uma viagem subaquática (virtual) que nenhum ser humano conseguiria fazer.
Mergulhe nas profundezas do mar e chegue onde nenhum Homem chegaria, mas também onde o conhecimento nos permite chegar.

Cientistas pedem esforços para proteger Grande Barreira de Coral

Cientistas australianos lançaram um apelo à eliminação dos factores que afectam a Grande Barreira de Coral para que possa recuperar o seu esplendor, num artigo publicado na Nature Climate Change.

Cientistas australianos lançaram um apelo à eliminação de todos os factores que afectam actualmente a Grande Barreira de Coral para que possa recuperar o seu esplendor, num artigo publicado na revista Nature Climate Change, hoje divulgado.
Os cientistas pedem políticas que procurem proteger e conservar esta área, no nordeste da Austrália, declarada Património da Humanidade pela Unesco em 1981.
“O nosso texto mostra que cada um dos principais factores de ‘stress’ da Barreira aumenta há décadas — mais pesca, poluição, desenvolvimento costeiro, dragagens –, pelo que agora, nos últimos 20 anos, vemos o impacto das mudanças climáticas”, disse Terry Hugues, da Universidade James Cook, coautor do artigo.
Segundo um estudo recente, realizado pelo próprio governo australiano, a Grande Barreira de Coral perdeu, ao longo dos últimos 40 anos, mais de metade dos seus corais, esperando-se “uma maior deterioração no futuro”.
“Devemos superar a nostalgia e a resignação no sentido de identificar de que forma pode a deterioração da Grande Barreira de Coral pode ser revertida”, afirmou Terry Hugues, citado num comunicado divulgado pela Universidade James Cook.
Jon Brodie, outro dos autores do estudo, apontou que o desafio passa por “utilizar os conhecimentos científicos para prevenir maiores danos e por dar à Grande Barreira o espaço necessário que lhe permita recuperar-se”.
“Si isso significa menos dragagem, menos extracção de carvão e mais pesca sustentável, então é isso que a Austrália deve fazer”, acrescentou Jon Day, que também participou no artigo, referindo-se às medidas para travar o avanço dos factores de ‘stress’.
No documento, os cientistas australianos prescrevem seis medidas chave para restaurar o esplendor da Grande Barreira de Coral, instando nomeadamente a que seja dado maior ênfase à sua conservação e protecção, ao abandono dos combustíveis fósseis para fazer frente às mudanças climáticas e à adopção de leis contra o despejo de resíduos devido à dragagem na área protegida.
O Comité do Património da Humanidade da Unesco deve decidir este ano se inscreve a Grande Barreira de Coral na lista de lugares em perigo, uma decisão que adiou em meados de 2014 para dar a oportunidade a Camberra de demonstrar que está a adoptar medidas.
Diversas organizações ambientalistas têm advertido para os perigos, incluindo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês) que alertou que a Grande Barreira de Coral corre mesmo o risco de se tornar “numa lixeira”, se Camberra não proibir totalmente os despejos nas águas próximas do local.
Para evitar que fosse colocado na lista do património em perigo, a Austrália proibiu, em Janeiro último, o despejo de resíduos provenientes de dragagens que, segundo os ecologistas, destroem a zona ao asfixiar os corais e as algas que constituem a maior formação viva no planeta, expondo-a a venenos variados.
A Grande Barreira, que alberga 400 tipos de coral, 1.500 espécies de peixes e 4.000 variedades de moluscos, começou a deteriorar-se na década de 1990 devido ao duplo impacto do aquecimento da água do mar e do aumento do grau de acidez por causa de uma presença maior de dióxido de carbono na atmosfera.
Fonte: Observador

Navios cada vez mais largos ameaçam produtividade

O facto de os mega-navios estarem a crescer mais em largura do que em comprimento representa um constrangimento à resposta dos portos na movimentação das cargas e pode prejudicar a produtividade das operações.

O aviso é deixado pela Drewry Maritime Research. Que lembra, a título de exemplo, que um porta-contentores de 18 000 TEU oferece mais 150% de capacidade que um navio de 7 400 TEU mas é apenas 25% mais comprido.
Isso significa – sublinha a Drewry – que, ao contrário do que à primeira vista se poderia supor, o número de pórticos de cais colocados a operar cada navio não pode crescer de forma proporcional à dimensão das embarcações.
E, mais, e mais importante, que quantas mais filas (à largura…) de contentores se acrescentam nos navios, maior tem de ser o alcance da lança dos pórticos, e mais longe  têm eles de ir para carregar / descarregar os contentores a bordo. Daí resultando um menor número de movimentos por hora.
Para atingir o objectivo do sector de realizar 6 000 movimentos em 24 horas, um porta-contentores de 19 000 TEU necessitaria de oito guindastes a operá-lo, com um produtividade de 280 movimentos por hora. Segundo a Drewry Maritime Research, 3 000 a 3 500 movimentos em 24 horas é uma performance mais realista.
Fonte: T e N


Elio Canestri, a sétima vítima dos tubarões de Reunião desde 2011

Nos últimos quatro anos, este é o 16.º ataque e a sétima morte causada por tubarões naquela ilha francesa do Índico, considerada uma das zonas com mais ataques do género.
Com apenas 13 anos, Elio Canestri passou a fazer parte de uma triste estatística: no domingo, o jovem surfista tornou-se na sétima vítima mortal de ataques de tubarões na ilha da Reunião desde 2011. De acordo com as testemunhas no local, o animal atacou os membros inferiores, superiores e o abdómen do adolescente, que surfava com um grupo de amigos em Aigrettes, na zona de Cap Homard, na costa Oeste da ilha. O ataque ocorreu durante o calendário de treinos oficiais da equipa Francesa de Surf.
Nos últimos quatro anos, este é o 16.º ataque do género naquela ilha francesa situada no oceano Índico. Desde 2011, sucederam-se os casos fatais na ilha da Reunião, situada a leste de Madagáscar. Sete pessoas, entre banhistas e surfistas, perderam a vida nos últimos quatro anos. Outras tiveram menos má sorte: ficaram sem os membros.
Em fevereiro deste ano, uma jovem de 22 anos foi atacada enquanto nadava em Etang Sale. Embora seja considerado um paraíso para o surf, pelas ondas que oferece, o destino tem vindo a ficar manchado devido ao histórico de ataques de tubarões – sendo mesmo considerada uma das zonas do planeta com mais casos do género – com sérios prejuízos para o turismo.

Fonte: DN