Panamá aprova novos preços de “portagens” para o Canal

O governo do Panamá aprovou a nova estrutura tarifária do Canal, proposta pela ACP. A nova tabela entrará em vigor dentro de um ano, a 1 de Abril de 2016.

Os novos preços variarão consoante as dimensões e os tipos de navios que usam a via navegável. No caso dos navios porta-contentores, a medida de referência continuará a ser o número de TEU. Os navios graneleiros pagarão os direitos de passagem em função da tonelagem deadweight e das toneladas métricas de carga. Os navios de transporte de GNL e de GPL pagarão pelos metros cúbicos, etc..
Novidade na tabela de tarifas é a introdução de incentivos para os clientes frequentes no segmento do transporte de contentores.
A nova estrutura tarifária é o resultado de um ano de negociações informais com todos os stakeholders envolvidos. A ideia inicial da Autoridade do Canal do Panamá era aumentar os direitos de passagem para assim financiar os custos da expansão da via navegável. Com o passar do tempo a posição evoluiu para considerar as especificidades de cada segmento do mercado.
Os novos preços entrarão em vigor a 1 de Abril, já com o Canal do Panamá alargado em pleno funcionamento.
 Fonte: T e N 


MSC Portugal inova com Academia em parceria com a ENIDH

Carlos Vasconcelos diz desconhecer iniciativas semelhantes da MSC no mundo. A “sua” MSC Portugal lançará em Setembro, em parceria com a ENIDH, um curso de shipping e logística, dando assim início à Academia MSC.

“Gostaríamos que os nossos futuros quadros proviessem todos da Academia”, referiu Carlos Vasconcelos ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS, a propósito do que é que motiva esta iniciativa da empresa.
O curso de shipping e logística promovido conjuntamente pela MSC Portugal e pela Escola Náutica Infante D. Henrique foi ontem apresentado. Terá uma duração de 440 horas (cerca de 36 semanas) e destinar-se-á a licenciados da ENIDH, colaboradores da MSC ou profissionais do sector do shipping e da logística ou que nele pretendam ingressar. Para os profissionais os requisitos de admissão “serão definidos brevemente”.
O “curriculum” foi determinado “em conjunto pela ENIDH e pela MSC”, tendo em conta o objectivo de promover “uma formação adicional direccionada para o transporte contentorizado e a logística, com uma forte componente prática, centrada na actividade do agente de navegação”, justificou o administrador da MSC Portugal.
Também por isso, as aulas serão ministradas nas instalações da ENIDH mas numa sala própria e em ambiente MSC, com os sistemas informáticos e programas que a companhia utiliza no seu dia-a-dia.
De resto, “os custos da Academia são suportados pela MSC, com excepção dos vencimentos dos professores da ENIDH”, disse Carlos Vasconcelos ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS. “Os professores externos são suportados pela MSC”, acrescentou.
“Esperamos que a Academia constitua um elo de ligação entre a Escola e a Empresa, que seja uma referência para os jovens que pretendam ingressar na actividade do shipping e da logística, que ofereça aos jovens uma oportunidade de reforçar os seus conhecimentos e de ganhar competências práticas.
“Gostaríamos que os nossos futuros quadros proviessem todos da Academia e que esta fosse um marco de excelência e de qualidade no sector, para benefício de todos quantos a ele estão ligados: trabalhadores, empresas e organismos públicos”, resumiu Carlos Vasconcelos.
No primeiro ano o objectivo é formar 50 alunos, a quem será atribuído o competente certificado de formação profissional reconhecida.
Fonte: T e N


Cavaco Silva quer ver a Economia do Mar a criar Emprego

O Presidente da República iniciou uma visita de três dias à Noruega, acompanhado por uma extensa comitiva de empresários e investigadores (cerca de 70), e com os assuntos do Mar a dominarem a agenda. Cavaco Silva considera que, nesta área, a Noruega é um parceiro natural.

Cavaco Silva admite que nunca falou tanto de economia do mar em tão pouco tempo, como vai falar nesta visita. Em conversa informal com os jornalistas, ainda no voo para Oslo, o Presidente da República sublinhava a dimensão da comitiva, com cerca de 70 empresários e investigadores, e não hesitou em classificar esta como uma das mais importantes viagens presidenciais.
Esta manhã, no Centro de Investigação da Noruega, perante uma plateia de investigadores e empresários dos dois países, Cavaco Silva definiu o objectivo: “Temos de construir novos caminhos para o crescimento económico sustentável e para a criação de emprego. Tenho sido um forte defensor da necessidade incontornável de Portugal consignar mais recursos ao desenvolvimento da economia do mar, e transformar a sua pequena base numa fonte económica sólida para o país”.
Aquacultura, biotecnologia marinha, exploração de recursos energéticos, seja nas fontes tradicionais ou alternativas. O Presidente diz que esse é um desígnio que começa a entrar nas políticas públicas em Portugal, e deixa um elogio a Assunção Cristas.
“Esta linha de pensamento tem sido incorporada nas nossas políticas públicas e a Ministra da Agricultura e do Mar tem sido a sua principal promotora”, afirmou.
A Noruega já percorreu esse caminho há décadas, e mesmo excluindo a exploração de petróleo e gás natural, o peso da economia do mar no PIB norueguês é de cerca de 20%. Em Portugal não passa dos 3%. Daí que este seja um parceiro óbvio.

Fonte: TSF

Oceanos avaliados em 24 triliões de dólares americanos

O valor dos oceanos está à altura das economias mais importantes do mundo, mas os seus recursos estão a diminuir de forma acelerada, de acordo com um relatório divulgado hoje pela WWF.
O relatório, ‘Reviving the Ocean Economy: the case for action – 2015’ (Revitalizar a Economia dos Oceanos: o caso de ação 2015), analisa o valor dos oceanos, à altura de uma grande potência económica, e destaca as ameaças que podem ditar o seu colapso.

O valor dos activos dos oceanos é estimado no relatório como sendo de, pelo menos, US $ 24 triliões. Num exercício de comparação com as 10 melhores economias do mundo, os oceanos ocupariam o sétimo lugar com um valor anual de bens e serviços de US $ 2,5 triliões.

O relatório, produzido em parceria com o ‘Global Change Institute’ da Universidade de Queensland e com o ‘Boston Consulting Group (BCG)’, é a análise mais actual e mais focada nos activos dos oceanos. Reviving the Ocean Economy revela a enorme riqueza do mar através de avaliações de bens e serviços que vão desde a pesca à protecção contra tempestades costeiras; mas o relatório também descreve o ataque implacável aos recursos do oceano através de sobre-exploração, o seu uso indevido e alterações climáticas.

“O valor dos oceanos está à altura das riquezas dos países mais ricos do mundo, mas está a naufragar até às profundezas de uma economia fracassada”, disse Marco Lambertini, Director Geral da WWF. “Como accionistas responsáveis, não podemos manter esta forma imprudente de agir, se queremos continuar a extrair bens valiosos dos oceanos, sem investir no seu futuro.”

De acordo com o relatório, mais de dois terços do valor anual dos oceanos dependem das condições saudáveis ?que garantam a sua produção económica anual. Pescarias em colapso, desflorestação de zonas húmidas, desaparecimento dos corais e ervas marinhas estão a ameaçar este motor económico marinho que protege vidas e meios de subsistência um pouco por todo o mundo.

“Ser capaz de quantificar o valor anual dos oceanos no mundo mostra-nos que estão em jogo números concretos, do ponto de vista económico e ambiental. Esperamos que isto sirva como uma chamada de atenção aos líderes empresariais e decisores políticos, para que, de forma mais informada, possam tomar decisões mais calculadas quando se trata de pensar o futuro da nossa economia oceânica”, disse Douglas Beal, Director do Boston Consulting Group.

Uma pesquisa apresentada no relatório demonstra que o oceano está a mudar mais rapidamente do que em qualquer outro momento em milhões de anos. Ao mesmo tempo, o crescimento da população humana e a dependência do mar faz com que a recuperação da economia do mar e dos seus activos principais tenha um carácter de urgência global.

“O oceano vive um risco maior agora do que em qualquer outro momento registado na história. Estamos a extrair demasiados peixes, a despejar muitos poluentes; o aquecimento e acidificação do oceano estão num ponto em que os sistemas naturais essenciais simplesmente vão parar de funcionar”, disse Ove Hoegh-Guldberg, o principal autor do relatório e Director do Instituto de Mudança Global da Universidade de Queensland, na Austrália.
O Relatório “Reviving the Ocean Economy: the case for action – 2015” está disponívelonline
Fonte: Naturlink

UE impõe monitorização das emissões dos navios

Poderá ser o primeiro passo para a inclusão do transporte marítimo no mecanismo de comércio de licenças de emissões. O Parlamento Europeu aprovou legislação que impõe aos operadores divulgarem a performance energética dos seus navios.

O regulamento sobre o “Monitoring Reporting and Verification” agora aprovado aplica-se a navios de mais de 5 000 toneladasde arqueação bruta. Os respeectivos armadores/operadores terão de monitorizar as suas emissões de CO2 e a sua eficiência energética e comunicá-la a Bruxelas, que processará os dados e os tornará públicos num relatório anual.
A medida aplica-se a todos os navios que naveguem em águas comunitárias, independentemente da sua nacionalidade e da nacionalidade dos respectivos armadores/operadores.
A ideia subjacente à legislação comunitária é que a maior informação e transparência levarão a maior concorrência entre os operadores ante o mercado, à adopção de novas tecnologias e, no limite, à contenção ou mesmo redução das emissões poluentes.
Um estudo da IMO (Organização Marítima Mundial) sobre as emissões de GEE (gases de efeito de estufa) estima que as emissões da responsabilidade do transporte marítimo crescerão entre 50% e 250% até 2050. Isto porque a eventual maior eficiência dos navios novos será superada pelo crescimento do tráfego.
No mesmo horizonte temporal, o peso do transporte marítimo nas emissões globais de GEE aumentará dos actuais 3% para os 10%, calcula a IMO.
A Comissão Europeia prevê que a adopção de novas tecnologias para a redução dos consumos e das emissões dos navios permitirá poupanças anuais de 1,2 mil milhões de euros e terá um impacto positivo na criação de emprego e na saúde pública.
A iniciativa europeia surge num momento em que a IMO se prepara para discutir uma proposta das Ilhas Marshall para reduzir as emissões poluentes do transporte marítimo a nível mundial.
O presidente da IMO já avisou para os riscos de uma atitude unilateral da União Europeia ser mal recebida pelos demais estados. A exemplo, recorde-se, do que aconteceu aquando da inclusão do transporte aéreo no comércio de licenças de emissões.
O relator do Parlamento Europeu para o novo Regulamento foi o eurodeputado português José Inácio Faria (Partido da Terra).
Fonte: T e N


MSC Oliver entra em operação e iguala gémeo 'Oscar'

O mega navio “MSC OLIVER” junta-se ao seu irmão gémeo MSC OSCAR nas operações da MSC, ambos com 19.224 TEUs. O novo navio foi apresentado esta semana no estaleiro DSME, em Busan, Coreia do Sul.

O navio “MSC OLIVER” é o segundo de um conjunto de 20 mega porta-contentores que estão planeados para serem entregues até ao final deste ano.

Habitualmente, os navios porta-contentores da MSC são baptizados com nomes femininos de familiares dos colaboradores da MSC, sendo que até à data houve apenas cinco excepções: MSC Aniello, MSC Don Giovanni, MSC Diego, MSC Oscar e agora, o MSC Oliver.

“Uma vez que esta é a nova geração de navio porta-contentores da MSC, achámos adequado que estes fossem baptizados com os nomes dos netos do nosso fundador, Gianluigi Aponte”, explicou Pierfranco Vago durante a cerimónia. Ainda segundo o Presidente Executivo da MSC Cruzeiros, “as nossas crianças são o futuro da nossa família, e estes navios representam o futuro do Grupo MSC”.

“MSC OSCAR” e “MSC OLIVER” são navios da mesma classe, não só transportam mais contentores que qualquer outro navio, como são mais amigos do ambiente e têm uma maior eficiência de combustível.

No final desta semana, o “MSC OLIVER” será integrado no Serviço ALBATROZ que opera entre a Ásia e a Europa.

Fonte: Cargo

MSC Genève estreia alargamento de porta-contentores

Foi construído para transportar 4 800 TEU mas agora pode acomodar 6 300. O MSC Genève é o primeiro navio porta-contentores do mundo a ser alargado.

A ideia da Reederei NSB (armador alemão com uma frota de 65 porta-contentores) remonta a 2013. A primeira operação de alargamento do navio foi agora concretizada, em quatro meses, nos estaleiros chineses da Huaran Dadong.
As próximas transformações deverão demorar menos tempo. À espera estão o Buxhai e o MSC Carouge. Mas os dirigentes do armador germânico sustentam que o mercado potencial é enorme.
O alargamento dos navios, dizem, pode aumentar a sua capacidade de transporte em 20% ao mesmo tempo que mantém os custos operacionais e permite igualar a eficiência energética (medida pelo índice EEDI da IMO) das construções novas.
Serão elegíveis para a operação todos os porta-contentores Panamax posteriores a 2005. Dependendo do navio, o alargamento permitirá acrescentar duas ou quatro filas de contentores a bordo. Ainda com ganhos de estabilidade.
Em favor desta opção, a Reederei NSB sustenta que alargar os navios da frota, ou mesmo comprar navios usados e alarga-los é mais barato que encomendar novos.
Fonte: T e N


Cristas diz que actividades económicas do Mar ultrapassam 3% do PIB

A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, afirmou no Funchal, que o país dispõe de uma estratégia para o mar “robusta”, sendo que o peso das actividades económicas já ultrapassou 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

“O país está preparado, tem uma Estratégia Nacional do Mar, tem uma arquitectura legislativa com uma lei pioneira no mundo (…) e tem fundos comunitários para ajudar a este desenvolvimento”, realçou Assunção Cristas, durante a apresentação do Documento Estratégico para o Mar da Região Autónoma da Madeira, elaborado pela Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF).
“Estou convencida que, de facto, já estamos a fazer muito, já estamos a cumprir activamente os objectivos traçados na nossa Estratégia Nacional do Mar”, disse a ministra, vincando que quando o plano foi aprovado, em 2013, a `economia azul` [actividades relacionadas com mar] representava apenas 2,7% PIB.
Assunção Cristas afirmou que Portugal tem tudo para ser uma “nação liderante no mar” e lembrou que é ambição do Governo alargar os direitos de soberania sobre a plataforma continental, o que fará com que o país seja 42 vezes maior em oceano do que em terra.
Acrescentou que a questão deverá começar a ser tratada ao nível das Nações Unidas ainda este ano, mas a decisão final tardará cerca de três anos.
Entretanto, o país reforça a posição de “actor internacional” cada vez mais activo, sendo que Assunção Cristas destacou a realização da primeira edição da Semana Azul, 3 a 6 de Julho, em Lisboa, que inclui uma reunião internacional de ministros e membros de governo responsáveis pelo mar.
Na Madeira, o objectivo é que as actividades relacionadas com o mar atinjam 5% do PIB regional em 2020 [actualmente representam 2,4%], mas a presidente da ACIF, Cristina Pedra, diz que para isso é fundamental encetar um processo negocial para retornar à condição de Objectivo Um, no que respeita ao acesso aos fundos estruturais da União Europeia.
“É um caminho longo e difícil porque implica uma disputa com os outros 27 Estados membros, mas se tal não for feito, o investimento em áreas produtivas marítimas ficará sempre condicionado”, vincou.
Durante a apresentação do Documento Estratégico para o Mar, Cristina Pedra defendeu que o transporte de passageiros deve ser encarado como uma alternativa ao transporte aéreo e beneficiar do subsídio de mobilidade.
Por outro lado, realçou que a competitividade portuária passa por extingui na região as taxas de uso de porto que incidem sobre as mercadorias.
Fonte: RTP

Cadeira Movida a Energia Solar Transporta Deficientes Físicos Até ao Mar





Na Grécia começou a ser implementada uma cadeira apelidada de “Seatrac” que permite a qualquer pessoa com algum tipo de deficiência física entrar e sair do mar sozinha.


O aparelho é uma cadeira movida a energia solar, tem uma rota definida e leva qualquer pessoa até ao mar, trazendo-a de volta para a areia quando assim quiser.


Várias cidades gregas estão a aderir a este equipamento, que é um criação de Ignatios Fatiou, Nikos Logothetis e Gerasimos Fessian.




Fonte: Chiado Magazine

Ericeira recebe Campeonato Nacional de Surf do… Afeganistão!

Com o apoio do Ericeira Surf Clube, as praias da Ericeira irão receber no final de maio o Campeonato Nacional Afegão de Surf
A WRAA (Wave Riders Association of Afghanistan), fundada em 2012, é a associação que está a levar a iniciativa por diante e, embora tenha sede em Cabul, a verdade é que os seus poucos mais de vinte membros estão espalhados pelo mundo. 
Afridun Amu, o presidente da referida associação, é um fã assumido de Portugal e a opção pela Ericeira é o resultado, por um lado, do Afeganistão não ter mar, e, por outro, do apreço que grande parte dos seus membros nutrem pelo país. O apoio manifestado pelo Ericeira Surf Clube também foi decisivo na sua escolha. 
Assim, com o intuito de conseguirem fundos suficientes para organizar a competição, prevista entre 22 a 25 de maio, a WRAA está a levar a cabo uma acção de crowdfunding que pode ser consultada AQUI
Quem contribuir receberá de volta brindes vários que podem ser t-shirts, pranchas de surf e licras, pois tudo depende do valor doado à iniciativa. Vamos ajudar este pessoal? 

Fonte: Beachcam