Pedro do Ó Ramos é o Novo Secretário de Estado do Mar.

Confirmada novamente a Assunção Cristas como Ministra com a tutela do Mar, faltava saber quem iria acompanhar na mesma tutela, mas enquanto Secretário de Estado. Pedro do Ó Ramos, Deputado pelo PSD, foi a escolha para esta área sensível. Natural de Santiago do Cacém, 41 anos e Deputado eleito pelo Distrito de Setúbal, um Distrito rico na Economia do Mar. Neste momento, falta saber até quando Pedro do Ó ocupará o cargo, visto a instabilidade política não definir ainda se será a Coligação PSD/CDS-PP a manter-se ou entrar em funções a Coligação PS/BE/PCP.

Este fato de banho limpa o oceano enquanto nada

Cientistas da Califórnia criaram uma “nanoesponja” que absorve a poluição da água.


Deixar um engenheiro projectar um fato de banho pode parecer estranho. Mas quando os cientistas e os designers se juntaram para criar o “Spongesuit”, em prol do ambiente, o assunto tornou-se mais importante. Surgiu assim o calção de banho que consegue limpar a água enquanto se nada. 

O calção é preenchido com um material à base de sacarose que repele a água, mas atrai os contaminantes nocivos. Os inventores deste material são marido e mulher e ganharam um concurso internacional de tecnologia para vestuário e foram reconhecidos na última semana em Roma, na “Maker Faire”, um evento dedicado ao desenvolvimento do território e das empresas, com vista a aumentar o bem-estar dos cidadãos.
“O material também pode ser cozido em roupas de mergulho, de modo a que os surfistas também possam ajudar a limpar o oceano, enquanto apanham ondas”, disse Mihri Ozkan, professor de engenharia eléctrica na Universidade da Califórnia, em Riverside.

Ozkan disse que tanto ela e o seu marido, o engenheiro de materiais Cengiz Ozkan, estão a trabalhar há quatro anos no desenvolvimento deste material. Revelaram ainda que originalmente a inspiração foi conceber uma nova forma de limpar petróleo dos oceanos. 
  
A superfície do fato de banho é feita de um plástico flexível impresso em 3-D. Contém um material à base de açúcar, que é chamado de esponja, que é poroso e pode absorver contaminantes até 25 vezes o seu peso. 
  
Quando a esponja está cheia, pode ser removida a partir do fato e aquecida até aos 1000 graus centígrados para liquefazer o material. Depois, os contaminantes são removidos, e o resto é reciclado para uma nova esponja. 
 
 “O material da esponja é feito de açúcar, e é  ambientalmente seguro. Qualquer contaminante recolhido pela esponja vai ser preso dentro da arquitectura da esponja nanoporous, e nada vai tocar na pele do utilizador”
 
  
O produto pesa cerca de 50 gramas e é tão fino quanto um fio de cabelo. Os Ozkans esperam que o fato seja produzido em larga escala porque os materiais custam apenas 13 cêntimos por grama.
“Temos como objectivo um futuro onde todos, com qualquer roupa de natação, possam contribuir para a limpeza dos mares através de uma actividade desportiva ou simplesmente com um passeio de férias de verão”

O material foi testado em laboratório e os criadores estão à procura de parceiros para comercializar a tecnologia.
“Fizemos repetidos testes ao material esponjoso, e temos vídeos que mostram a nossa esponja a limpar da água contaminantes como óleo, disse Cengiz Ozkan.

Os Ozkans sonham com o dia em que as pessoas possam deixar os seus fatos de banho numa loja de limpeza a seco. É sinal de que já estarão a fazer algo mais pelo planeta.

Fonte: TVI24

Comer e dançar no fundo do Oceano

O Subsix era um restaurante apenas aberto ao almoço. Agora também é discoteca. Mas isso talvez seja o menos importante. Porque aqui a localização é que conta: fica no fundo do Oceano Índico.

Gostava de jantar, de beber um copo e dançar a ver o fundo do mar? Então o Subsix no resort Niyama Per Aquum nas Maldivas é o local ideal para si.
É que este restaurante, recentemente remodelado para se tornar numa discoteca durante a noite, situa-se a 20 pés de profundidade no Oceano Índico. O espaço em semi-círculo, é composto por um vidro que possibilita ver as mais 90 espécies marinhas que habitam no coral aí presente. E toda a sua decoração remete para a vida submarina na região.
Como conta o Daily Mail, para se chegar ao local é preciso apanhar um barco. Isto porque o restaurante/discoteca é uma pequena ilha no meio do oceano.
Anteriormente apenas aberto para almoços, o restaurante foi cuidadosamente remodelado, estando agora disponível para casamentos, passeios guiados por biólogos marinhos, provas de vinhos e para dar dançar a seguir ao jantar.
Fonte: Observador


China planeia transportar mercadorias via Oceano Árctico

Segunda maior economia do mundo quer aproveitar aquecimento global para explorar novas rotas comerciais.

O gigante estatal, que em 2010 ganhou a concessão de dois terminais de contentores do porto grego de Pireu, já enviou embarcações antes, por duas vezes, segundo revelou a imprensa oficial.

A União Europeia é o principal destino das exportações chinesas e navegar via Árctico, em substituição do Oceano Indico, poderia reduzir o tempo de transporte em nove dias, assinalou a mesma fonte.

Na segunda-feira, a agência noticiosa chinesa Xinhua citou especialistas e funcionários chineses que referem a potencial rota como uma “hidrovia de ouro”, para o comércio.

A COSCO emitiu esta terça-feira um comunicado assinalando que irá “continuar a promover a normalização das operações na Passagem Nordeste no Árctico”.

No início deste mês, um navio da empresa completou uma viagem de 55 dias entre a China e Europa, através daquela via, assinalou a Xinhua.

Fonte: Público


Como o aumento da temperatura do oceano afecta os Pinguins

As alterações climáticas vão ter impacto nos predadores marinhos por afectarem a distribuição de peixe – diminui o número de indivíduos e o sucesso reprodutivo.

A variação da temperatura do oceano obriga os pinguins a viajar mais para encontrar comida e isso tem impacto na população. A investigação que relaciona fenómenos climáticos que introduzem anomalias globais, como o El Niño, com a dificuldade de os animais no topo da cadeia alimentar (os predadores) encontrarem alimento no oceano foi publicadaesta terça-feira na revista científica Nature Communications.
Os casais de pinguins revezam-se no cuidado com a prole: enquanto um progenitor vai pescar, o outro fica no choco ou a cuidar da cria. Agora, o que a equipa de Charles Bost, investigador no Centro de Estudos Biológicos de Chizé (França), descobriu é que, quando havia fenómenos climáticos que provocavam alterações, por exemplo na temperatura da água, os pinguins eram obrigados a viajar mais quilómetros para se alimentarem e isto pode comprometer o sucesso reprodutor.
Os investigadores estudaram a colónia de pinguins-rei (Aptenodytes patagonicus) que nidificam nas ilhas Crozet – no sul do oceano Índico, entre a África do Sul e a Austrália – entre os anos 1992 e 2010. E no mesmo período registaram as principais anomalias no clima climáticas no sul do oceano Índico e Atlântico. Ao Observador, José Xavier, que também faz investigação na Antártida, elogia o trabalho que uma base de dados de longa duração, uma situação rara na investigação marinha.
Quando a temperatura do oceano aumentava um grau Celsius, a frente polar antártica – o limite entre as águas frias com influência da Antártida e as águas menos frias dos restantes oceanos – aproxima-se 130 quilómetros da Antártida. Isso faz com que os pinguins também tenham de aumentar essa distância para pescar. Com temperaturas do oceano mais altas, os pinguins também são obrigados a mergulhar mais fundo até à procura de peixe.
Em 1997, ano em que se iniciou um dos fenómenos El Niño mais fortes de sempre, os investigadores verificaram que os pinguins tiveram de se deslocar o dobro em relação a anos normais – entre 437 e 755 quilómetros para pinguins com crias. Neste período também tiveram de mergulhar cerca de 30 metros mais fundo que os habituais 170 metros.Neste período, a população reprodutora caiu 34%, o sucesso reprodutivo foi o mais baixo de todo o período estudado e a probabilidade de sobrevivência dos adultos também diminuiu.
Estes resultados contribuem significativamente para a nossa compreensão de como as mudanças no clima afetam o comportamento (e as populações) de predadores de topo, neste caso os pinguins-rei”, reforçou José Xavier, investigador na Universidade de Coimbra e no British Antartic Survey (Cambridge, Reino Unido).
Os investigadores concluem assim que o aumento do esforço de procura de comida tem consequências negativas nos parâmetros demográficos da espécie e no tamanho da população. Este padrão também já tinha sido verificado em predadores marinhos no hemisfério norte. Estes estudos mostram-se assim essenciais para avaliar que impacto poderão ter as alterações climáticas na sobrevivência das populações e ecossistemas.
Numa investigação publicada na revista Marine Biology em 2013, a equipa de José Xavier demonstrou que os albatrozes também sofrem os impactos das alterações climáticas no que diz respeito à procura de alimento. “Em anos ‘maus’ em termos climáticos [fora do normal], os albatrozes demoram cinco vezes mais tempo na procura de alimento do que em anos ‘bons’”, conta José Xavier ao Observador. “Isto também tem consequências a nível populacional porque nos anos ‘maus’ o sucesso reprodutor é muito baixo.” Os investigadores verificaram ainda que os albatrozes, quando não conseguem encontrar o alimento preferido (lulas) vão gradualmente alterando a dieta para outro tipo de alimentos.
Fonte: Observador/José Xavier


Saldanha Salva os Oceanos: Projeto lançou votação online para escolher herói

O projecto “Saldanha Salva os Oceanos”, que pretende promover a literacia dos oceanos nos mais novos, lançou uma votação para escolher o herói da história que será criada e editada sob a forma de e-book. Os candidatos a salvadores dos oceanos são quatro animais marinhos animados (cavalo-marinho, sardinha, tartaruga-verde e púrpura) que são apresentados no sítio web do projecto onde também decorre a votação, que termina no dia 10 de Novembro.
Uma iniciativa da Cocinfar em parceria com a AmBioDiv o projecto, que tem como objectivo principal “aumentar o conhecimento sobre a Biodiversidade Marinhas junto de crianças e jovens dos 2º e 3º ciclos de escolaridade”, está alinhado com a Estratégia Nacional para o Mar e o Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011-2020, é explicado no texto de apresentação na já referida plataforma.
Com efeito, assiste-se actualmente a um crescente distanciamento dos portugueses do mar, apesar da nossa ligação histórica ao meio marinho, sendo necessário agir para reverter o processo, o que passa pelo investimento na educação e sensibilização para a conservação dos oceanos das camadas jovens, que serão os adultos “de amanhã”.
Assim nasceu o projecto “Saldanha Salva os Oceanos”, financiado através do programa EEA Grants na categoria “PT02 – Gestão Integrada das Águas Marinhas e Costeiras”, que envolve a concepção de um livro electrónico em que uma personagem de nome “Saldanha”, em homenagem ao Professor Luíz Saldanha, o grande impulsionador da Biologia Marinha em Portugal, intervém de forma decisiva para salvaguardar o futuro do meio marinho.
O projecto foi lançado em Setembro tendo a votação para a escolha do herói “Saldanha”, tido início já em Outubro. O resultado da votação vai ser dado a conhecer no Dia Nacional do Mar, que se celebra a 16 de Novembro.
Os três meses seguintes serão dedicados à dinamização, nas escolas que demonstrarem interesse, de actividades sobre as problemáticas de conservação do oceanos que serão tema de trabalhos a desenvolver pelos alunos.
O lançamento o e-book “Saldanha Salva os Oceanos” terá lugar no dia 20 de maio de 2016, no âmbito das comemorações do Dia Europeu do Mar e o livro electrónico será disponibilizado sob a forma de aplicação para sistemas Android e iOS com carácter interactivo, e num sítio web criado para o efeito, onde poderá ser descarregada uma versão estática em formato PDF.
O projecto terminará em Junho, quando se celebra o Dia Mundial dos Oceanos, com a realização de sessões de apresentação do e-book e dos trabalhos escolares desenvolvidos nas escolas visitadas pela equipa do projecto.
Mais informações estão disponíveis no sítio web do projecto ou podem ser solicitadas por e-mail para info@saldanhasalvaosoceanos.com.
Fonte: Naturlink

Força do mar invade Praia de Odeceixe

O mar invadiu esta terça-feira o areal da praia de Odeceixe (Aljezur), eleita em 2012 como uma das 7 Maravilhas de Portugal na categoria de Praia de Arribas. Há quem culpe as obras do programa Polis, no início do verão, mas a Câmara de Aljezur nega a acusação. “Tiraram areia da praia apesar do alerta para os riscos”, critica David Rosa, dono de uma escola de surf naquela praia. José Amarelinho, edil de Aljezur, nega e garante que até ao final do ano serão colocados “estacaria e passadiços que contribuirão para reter a areia”. As marés vivas dos últimos dias atingiram outras praias algarvias, como Armação de Pera (Silves) e D. Ana (Lagos), que perderam areia.


Fonte: CM

Consumo de peixe em Portugal é dos mais prejudiciais ao planeta

Um novo relatório avisa que elevado consumo de peixe em Portugal pode ser um problema ambiental.
Portugal é o país mediterrânico cuja alimentação mais faz mal ao planeta. E, por irónico que pareça, a maior culpa é do elevado consumo de peixe – um alimento saudável.
Esta conclusão surpreendente resulta de um estudo publicado esta quinta-feira pela Global Footprint Network, a organização responsável pelos cálculos da “pegada ecológica”. Este indicador representa a área da Terra necessária para produzir o que cada pessoa consome ou necessita, dos alimentos a roupa, dos combustiveis a edifícios.
Para Portugal, este valor é de 4,5 hectares por habitante. É o quarto país mediterrânico com a maior pegada ecológica, depois de França, Eslovénia e Itália.
Mas na alimentação, o país lidera o ranking. Cerca de 1,5 hectares de terra ou mar são necessários para garantir o almoço, o lanche e o jantar dos portugueses. Ninguém necessita de tanto espaço produtivo para matar a fome entre os países do Mediterrâneo, região sobre a qual incide o estudo. A seguir vêm Malta (1,25 hectares por pessoa), Grécia (1,22) e Espanha (1,15).
Dois factores contribuem para este resultado. O primeiro é simples: em Portugal, come-se muito. A FAO – a agência das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura – recomenda como saudável uma dieta diária de 2500 quilocalorias por pessoa. Em Portugal, consomem-se 3500 – 40% a mais. “Isto não é exclusivo de Portugal. Encontramos valores similares noutros países, como Espanha, Grécia e Itália”, afirma Alessandro Galli, director da Global Footprint Network para a área do Mediterrâneo.
O segundo factor encerra uma grande ironia. Portugal é um dos países com maior consumo per capita de peixe no mundo – um dado positivo pelo lado da saúde. Mas o apetite nacional dirige-se muito para espécies de topo, como o bacalhau e o atum, que requerem mais recursos para se desenvolver.
O atum, explica Alessandro Galli, alimenta-se de sardinhas, que por sua vez se alimentam de plâncton, os minúsculos organismos em suspensão na água. Na prática, é preciso uma área muito maior da plataforma continental para produzir o plâncton necessário para um peixe num elo superior da cadeia alimentar. “O impacto do consumo de um quilo de atum equivale ao de dez quilos de sardinhas”, explica Alessandro Galli.
A importação também pesa. Em 2014, 481 mil toneladas de pescado vieram de fora, contra 283 mil toneladas da exportação, segundo dados oficiais.
Dizer que comer peixe faz mal à Terra é mais uma má notícia para a mesa nacional. Na segunda-feira, a Agência Internacional de Investigação do Cancro da Organização Mundial de Saúde anunciou ter classificado as carnes processadas – como chouriços, presuntos e bacon – como produtos cancerígenos. As autoridades nacionais de saúde apressaram-se a esclarecer que o importante é garantir o uma dieta equilibrada.
No caso do pescado, Alessandro Galli diz que não está em causa deixar de os comer, mas sim escolher melhor. “A minha recomendação é comer peixe mas diversificar, preferir peixes em posição mais baixa na cadeia alimentar, como as sardinhas”, diz.
Porém, neste momento, a maré também não está para as sardinhas. O stock ibérico desta espécie nunca esteve tão baixo e os cientistas dizem que no próximo ano não se deve capturar mais do que 1600 toneladas nos mares de Portugal e Espanha – apenas 10% da quota de 2015. Mas outras espécies, como o carapau e a cavala, são hoje mais abundantes.
Os dados agora divulgados são uma nódoa na imagem positiva dos hábitos alimentares do Mediterrâneo. Alessandro Galli argumenta, porém, que a verdadeira dieta mediterrânica é composta sobretudo de produtos como legumes, verduras, cereais e azeite, com consumo moderado de carne ou peixe.
“O meu argumento é o de que a dieta mediterrânica é boa para o ambiente, mas acabámos por nos afastar um pouco dela”, afirma.
Com o peso da alimentação, Portugal vai muito além da sua capacidade biológica de satisfazer o consumo dos seus habitantes. A pegada ecológica é de 4,5 hectares por pessoa, mas o país só tem 1,3 hectares produtivos per capita.
A meta não é ser auto-suficiente, algo que seria impossível para a generalidade dos países. Mas, para a Global Footprint Network, cada nação deveria ter como guia a biocapacidade global para sustentar o consumo dos seus habitantes, que é de 1,8 hectares por pessoa.
Fonte: Sapo

Faleceu trabalhador ferido no Terminal XXI.

Miguel Naia, o trabalhador do Terminal XXI que teve um acidente no turno da noite, na madrugada de segunda-feira, no resultado do embate de dois prime movers ( Camiões de Transportes de Contentores), faleceu em virtude dos inúmeros ferimentos que possuía. A vitima de 38 anos, que era oriunda do Cercal, mas que vivia na aldeia de Porto Covo, estaria internado no Hospital de São José. Ainda não se sabe a data e hora do funeral, sabendo-se que a vitima deixou um filho menor.