Maiores quotas de pesca trazem mais benefícios económicos

Portugal conseguiria mais benefícios económicos se atribuísse maiores quotas de pesca às embarcações que dão mais emprego e têm menos impactos ambientais. Esta é a proposta de que Aniol Esteban, biólogo e especialista em economia do ambiente, que esteve na Fundação Gulbenkian no passado dia 25 de Setembro. Apresentou o BEMEF – Modelo Bio Económico das Frotas Europeias sobre os benefícios económicos da pesca sustentável. 
O BEMEF é o primeiro modelo que avalia os impactos económicos da redistribuição das quotas de pesca pelas diferentes frotas da UE através de critérios económicos e ambientais (criação de emprego, consumo de combustível, lucros e esforço de pesca), uma melhoria face ao actual modelo, que se baseia apenas nos dados históricos de capturas e por isso beneficia as frotas maiores e menos ecológicas.
Foi desenvolvido ao longo de dois anos para ajudar os Estados-Membros a melhorar a gestão das pescas, e assim assegurar a sustentabilidade dos stocks de peixe, um bem público de livre acesso.

Nesta apresentação, Aniol Esteban analisou também os actuais padrões de consumo de peixe na Europa e falará sobre o trabalho em curso para identificar os Estados-Membros que estão a atrasar a recuperação dos stocks de peixe na Europa ao encorajarem limites à pesca acima dos recomendados pelos cientistas.

A pesca é particularmente importante em comunidades litorais como Peniche e Nazaré, onde se centram vários projectos apoiados pela Iniciativa Gulbenkian Oceanos. Esta actividade económica permite-nos usufruir de um dos muitos benefícios dos ecossistemas marinhos – a provisão de alimentos.

Fonte: Ciência Hoje

A 1ª fábrica de ondas perfeitas em Portugal vai abrir dentro de 2 anos

A autarquia de Vila Nova de Gaia e a SVQ Invest vão trazer para a zona da Madalena um inovador parque de ondas artificiais, segundo confirmou esta semana o presidente da autarquia de Gaia, Eduardo Vitor Rodrigues.
A câmara aprovou por unanimidade um plano para a construção deste jardim de ondas, prevendo que esteja concluído dentro de dois anos na zona da Madalena, graças a um investimento privado na ordem dos 10 milhões de euros.
O Wavegarden é um novo conceito de tecnologia que cria ondas artificiais em piscinas, desenhado de forma a poder proporcionar até 120 ondas tubulares e perfeitas por hora, independentemente de variáveis como marés, ondulações ou vento. As ondas desenrolam depois por uma extensão de mais de 220 metros sem perder força ou forma, ou seja, permitindo surfar até 20 segundos numa única onda. É uma infraestrutura alternativa à praia.
A tecnologia patenteada usa um fole hidrodinâmico que desliza ao longo do chão, empurrando a água da lagoa artificial ao longo de 300 metros e criando a ondulação que curva sobre os bancos laterais da lagoa e quebra em direcção ao centro da lagoa, criando 2 ondas simultâneas.
Ao chegar à extremidade, o fole gira 180 graus e regressa à posição inicial, criando novamente ondas idênticas na direcção oposta. As ondas resultantes têm cerca de 1,20 metros de altura, embora modelos de simulação avançados mostrem que o Wavegarden pode produzir ondas de qualquer tamanho ou comprimento, conforme o tamanho da lagoa.
Vencedor de vários prémios internacionais, o desenvolvimento do conceito Wavegarden teve início em 2005 pelas mãos da empresa basca Instant Spot. A estrutura de baixo custo ambiental consome em média 270 kW, já abriu portas no País de Gales e em Espanha (para testes, apenas), e tem ainda projectos em vários estágios de desenvolvimento para Marrocos, Dubai, Austrália, França, Alemanha, Suíça, EUA e Brasil, e mais recentemente, Portugal.
Desenvolvido e explorado comercialmente pela SVQ Invest, especializada em desenvolvimento de projectos de turismo, desporto, saúde, lazer e imobiliário, e representante da exclusiva da Wavegarden em Portugal, Angola e Moçambique, o projecto de investimento privado tem um prazo de 2 anos, e tem todo o apoio da autarquia.
O crescimento elevado de praticantes de surf em Portugal está em linha com o resto do mundo, onde figura no ranking dos 20 desportos mais populares do planeta, pelo que o retorno comercial esperado é elevado, já que a estrutura pode funcionar quer de forma isolada, quer como complemento de parques aquáticos ou outras estruturas turísticas.
Fonte: Dinheiro Vivo

A espécie marinha mais rara dos oceanos voltou a ser avistada

Não se observava este cefalópode há mais de 30 anos. E ele também não quererá ser visto. Há 500 milhões de anos que nada pelo Pacífico, a muitos, muitos metros de profundidade.


Allonautilus scrobiculatus. É uma espécie de náutilos, da classe dos cefalópodes — como os polvos, as lulas ou os chocos, de quem é um antepassado distante. Este náutilo terá surgido há 500 milhões de anos, sobrevivido a duas eras glaciares e coabitado com os dinossauros, que desapareceram há 65 milhões de anos. Chamam-lhe os “fósseis vivos”, pela curvatura da sua concha, mas a verdade é que ninguém via esta espécie desde 1984.
Quem a viu pela última vez foi Peter Ward, biólogo da Universidade de Washington, que regressou em Julho à ilha de Ndrova, a nordeste da Papuásia-Nova Guiné, no Oceano Pacífico, precisamente ao local onde avistou o cefalópode pela última vez.
Reencontrá-lo não foi fácil, uma vez que só havia sido avistado três vezes pelo homem. Peter Ward instalou iscos com peixe e carne de galinha, para atrair os animais, uma vez que estes se alimentam de restos de animais. Os iscos foram colocados a uma profundidade entre os 150 e os 400 metros. Ao lado dos iscos, instalaram-se Câmaras de Vídeo . E a profundidade aqui é importante: o Allonautilus scrobiculatus é incapaz de sobreviver em águas muitos quentes e morrerá se descer abaixo dos 2.500 metros de profundidade.
A criatura “mais rara” do planeta, como Ward a designou ao site da Universidade de Washington, está em risco de desaparecer . E a culpa é da pesca ilegal naquela zona do globo, mas também dos coleccionadores que buscam a raridade da concha deste náutilo.
Fonte: Observador.

Oceanos perderam metade da sua população em 42 anos

Pesca e aquacultura são algumas das razões apontadas no mais recente relatório da WWF. Ao pepino-do-mar, por exemplo, bastaram três anos para decair 98% no mar Vermelho
É quase um cemitério de pepinos-do-mar: mais de dez anos depois de a pesca de holotúrias – consideradas uma iguaria de luxo em grande parte da Ásia – ter sido proibida no mar Vermelho, o stock continua a não mostrar sinais de recuperação. A conclusão consta do mais recente relatório sobre os oceanos divulgado pela organização ambiental WWF, que recorda que, só de 1998 a 2001, a população de pepinos-do-mar existente naquele local decaíra 98%. É um caso extremo: a nível mundial, a população de mamíferos, peixes, aves e répteis marinhos decresceu 49% entre 1970 e 2012 – um dado considerado, ainda assim, preocupante.
“A actividade humana danificou seriamente o oceano ao pescar mais rapidamente do que os peixes se conseguem reproduzir, ao mesmo tempo que destruía os seus viveiros”, adiantou à britânica BBC Marco Lambertini, Director-geral da WWF International. De acordo com o documento tornado público ontem e intitulado “Living blue planet report: species, habitats and human well-being” (“Relatório planeta azul vivo: espécies, habitats e bem-estar humano”, numa tradução livre do inglês), das 930 espécies de peixe incluídas no Índice do Planeta Vivo (Living Planet Index, em inglês), 352 servem de alimento ao homem. O atum e a cavala, por exemplo, decaíram 74% entre 1970 e 2010. O valor global de 49% refere-se às 1249 espécies de mamíferos, peixes, aves e répteis marinhos analisadas no âmbito deste relatório. Correspondem a um total de 5829 populações.
Fonte: Dn

APSS realizou seminário sobre formação marítima

No âmbito das comemorações da Semana do Mar 2015, organizada pela APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e pela Câmara Municipal de Setúbal, decorreu, dia 22 de Setembro, no auditório do edifício-sede da APSS, o seminário “Educação, Formação Marítimo-Portuária e Empregabilidade”, uma acção que visou discutir questões de formação e de oportunidades na Economia do Mar. Com a presença de várias personalidades ligadas ao porto e à autarquia, o seminário abordou a temática da formação e empreendedorismo na Economia do Mar na região de Setúbal, tendo sido ressalvado que, actualmente, já existe oferta para a formação de profissionais e empreendedores nesta crucial área. Destaca-se, no ensino superior, no Instituto Politécnico de Setúbal, a disponibilização de licenciaturas, como, Tecnologias do Ambiente e Mar, Biotecnologia, Tecnologias do Petróleo, Tecnologias de Energia, entre outras, a que acresce, no Centro de Formação Portuária, no Porto de Setúbal, a oferta de um vasto número de cursos profissionais que abrangem praticamente todas as actividades desenvolvidas nos portos de Setúbal e Sesimbra.

Fonte: Transportes Em Revista

MSC Portugal já movimentou mais de um milhão de TEU

A MSC Portugal atingiu esta semana um milhão de TEU movimentados nos portos nacionais no ano corrente. Para o final do ano, a empresa anuncia um crescimento folgado face a 2014.

Foi com a operação do MSC Shenzhen, que esta semana movimentou 809 TEU no Terminal XXI de Sines, que a MSC Portugal superou a fasquia do milhão de TEU processados em Portugal (Leixões e Sines).
“O ano de 2015 tem sido marcado por sucessivos recordes de movimentação dos nossos navios e este marco agora atingido é mais uma demonstração do dinamismo da empresa e do seu empenho em prol do desenvolvimento da economia portuguesa”, refere, em comunicado, o administrador da MSC Portugal.
E, de facto, este ano a MSC Portugal bateu por mais de uma vez o recorde nacional de movimentação de contentores numa única escala (sempre no Terminal XXI) e, recentemente, “trouxe” a Sines o MSC Zoe, o maior navio porta-contentores do mundo (com os seus irmãos gémeos).
A MSC reclama a liderança nacional na movimentação de contentores, sendo número um em Sines e em Leixões, os portos em que opera.
Para o final do ano, Carlos Vasconcelos antecipa que “face aos indicadores acumulados da nossa operação até agora, esperamos atingir volumes de movimentação (…) bastante acima dos registados o ano passado”.
Fonte: Cargo


‘É urgente proteger os oceanos’



“Persiste a ideia de que os oceanos são um sistema permanentemente regenerável. Não são”. O aviso é de Tiago Pitta e Cunha, especialista em políticas do oceano e assuntos marítimos, que representou Portugal na Assembleia Geral da Convenção do Direito do Mar das Nações Unidas.

O especialista na chamada ‘economia azul’, que defende há mais de uma década que o futuro de Portugal passa pelo mar, alerta que “o equilíbrio ambiental do sistema dos oceanos, da sua biomassa e de toda a cadeia trófica podem deixar de existir dentro de 30, 40 anos”. A explicação é simples: “Estamos a ficar sem os predadores, como tubarões, atuns, entre outros, e isso provoca um desequilíbrio tremendo em toda a cadeia”. No que é que isso diz respeito ao ser humano? Os oceanos cobrem 71% do planeta, portanto, “contêm a maior parte da sua biodiversidade”, explica o cientista.
A sustentabilidade ambiental do mar será, precisamente, o ponto em que Pitta e Cunha irá centrar a sua intervenção na Conferência dos Oceanos, marcada para amanhã (a partir das 11h), em mais uma Riviera Talks, no Museu do Mar Rei D. Carlos, em Cascais, avançou o especialista ao SOL.
A conversa ­– aberta ao público e que conta com a presença de Alan Simcock, coordenador do primeiro estudo realizado sobre o estado dos mares, de Patricia Ricard, ambientalista do Paul Ricard Oceanographic Institute e do Príncipe Alberto II do Mónaco – vai debruçar-se sobre o primeiro Relatório de Avaliação Global dos Oceanos da ONU, que acaba de ser publicado. Pretende-se aumentar a literacia dos portugueses em relação ao mar.
A responsabilidade de Portugal, a ’powerhouse’
O relatório da ONU contou com um painel de especialistas de todo o mundo e alerta para a “pressão perigosa sobre os mares, resultante da actividade pesqueira e dos transportes marítimos, a necessitar urgentemente de melhor gestão para protecção dos recursos”. E é neste ponto que Portugal tem uma “tremenda responsabilidade e uma oportunidade”, salienta Pitta e Cunha.
“Somos como uma ‘power house’, temos a maior área de jurisdição marítima da Europa e estamos entre os 10 e 15 maiores do mundo” – nada menos do que quatro milhões de quilómetros quadrados.
As vantagens em relação à Europa não ficam por aqui. “O Atlântico sob jurisdição nacional tem mais biodiversidade do que qualquer outro país”, assinala ainda Tiago Pitta e Cunha.
E que não restem dúvidas: “A bioeconomia é a única alternativa para o século XXI para a União Europeia. Estamos a falar de economia circular. Será impensável dentro de 10 anos que apenas 20% dos produtos que usamos venham de empresas que usam combustíveis fósseis ou que não venham de materiais que sejam reutilizados”.

Fonte: Sol

Maersk Line e MSC mantêm aposta da 2M em Sines

A anunciada revisão da oferta global da aliança 2M, que se tornará efectiva a partir de Setembro, não afectará a actividade em Sines da Maersk Line e da MSC, as duas parceiras no acordo de partilha de navios.

No que toca às ligações entre a Ásia e o Norte da Europa, o Terminal XXI continuará sendo o primeiro ponto de escala europeu do Lion Service, agora com um tempo de trânsito melhorado desde o Extremo Oriente (28 dias desde Ningbo, o primeiro porto da rotação).
Já no relativo à oferta entre o Mediterrâneo e a América do Norte, o porto português mantém a presença nas rotações do MedUSEC e do MedGulf. Em ambos os casos, Sines será o último porto europeu à exportação. Já no sentido eastbound, à importação, o Terminal XXI será a primeira paragem do MedGulf e a última do MedUSEC.
A oferta combinada da aliança 2M para as ligações entre a Ásia, a Europa e os EUA comportará 22 serviços, envolvendo um total de 193 navios.
As mexidas agora anunciadas são justificadas com a constante monitorização dos mercados e a necessidade de adequar a oferta à procura.
Ainda há poucos dias a Maersk Line e a MSC anunciaram o fim do serviço AE9 / Condor, que passará a ter um carácter sazonal, se e quando o mercado o exigir.
Fonte: T e N


Garrafa com mensagem recuperada na Alemanha depois de 108 anos no mar

É a mais antiga a ser descoberta e foi lançada no início do século XX pelo Director de um centro britânico de investigação marinha. Os casal que a recuperou recebeu a recompensa prometida: um xelim.
É a mais antiga garrafa com uma mensagem lá dentro a ser encontrada, 108 anos depois de ter sido lançada ao mar. Deu à costa na ilha alemã de Amrum e foi Marianne Winker, uma funcionária dos correios reformada, que teve a honra de a encontrar durante umas férias. Apesar de a descoberta ter acontecido no passado mês de abril, só agora a história se tornou pública.
Segundo o britânico Telegraph, quando encontraram a garrafa, Marianne e o marido não tiveram outro remédio senão seguir as instruções: através do vidro, era visível um papel enrolado com a palavra “partir” em letras garrafais. Foi necessário fazer a garrafa em pedaços para chegar à mensagem, que estava escrita em três idiomas, inglês, alemão e holandês. Pedia-se então à pessoa que a encontrasse para responder a algumas perguntas, sobre a data e a localização da descoberta, e ficava prometida uma recompensa de um xelim – moeda das ex-colónias britânicas – para quem enviasse essas informações para a Marine Biological Association, organização que estuda a biologia marinha, em Plymouth, no Reino Uido. “Fizemos como nos era pedido”, explicou Marianne.
“Foi uma agitação quando abrimos aquele envelope, como devem imaginar”, contou ao Telegraph o Director de comunicação da associação, Guy Baker. A garrafa era afinal uma das 1200 que foram lançadas para o Mar do Norte entre 1904 e 1906 por George Parker Bidder, que era à data presidente da Marine Biological Association e tinha em curso um projecto científico para saber mais sobre as correntes marítimas. “A associação ainda hoje faz pesquisa semelhante, mas temos acesso a tecnologia que na altura eles não tinham”, explicou Guy Baker.
Muitas das garrafas que foram lançadas no início do século XX foram encontradas por pescadores, presas nas redes de pesca em mar alto. Outras deram à costa, algumas nunca foram recuperadas. Com os dados recolhidos assim, Bidder conseguiu provar na altura que, no Mar do norte, as correntes fluiam de Este para Oeste. E também descobriu que a solha nada contra a corrente, informação que foi útil a nível comercial para a indústria pesqueira.
Muitas das garrafas foram encontradas em pouco tempo: períodos de meses, não décadas, garante Baker. Há muito que a associação desistira de procurar os exemplares desaparecidos. Falta agora obter a confirmação oficial do Livro dos Recordes do Guinness, que há-de comprovar que a garrafa agora descoberta é a mais antiga encontrada no mar. A que detém actualmente o recorde passou 99 anos e 43 dias no mar, tendo sido recuperada em 2013 numa rede de pesca. Entretanto, foi encontrada também na Alemanha outra garrafa, que teria dado à costa depois de 101 anos desaparecida. Mas a que foi agora descoberta bate ambos os recordes, já que terá passado 108 anos à deriva no oceano.
Uma coisa é certa: o casal alemão responsável pela descoberta recebeu o seu xelim, a recompensa prometida para quem devolvesse a mensagem na garrafa ao ponto de partida. “Comprámo-lo no eBay”, confessa o diretor de comunicação da associação britânica. “Foi enviado com uma carta de agradecimento”.

Foto: Marine Biological Association
Fonte: DN

O novo canal do Suez está pronto a ser navegado

Três navios de carga cruzaram o novo canal no passado dia 25 de Julho. A viagem altamente escoltada serviu para testar os 72 quilómetros da rota que é oficialmente inaugurada a 6 de Agosto.

O novo canal do Suez, no Egipto, vai ser oficialmente inaugurado no próximo dia 6 de Agosto, exactamente um ano depois de as obras para a sua construção terem arrancado. No passado sábado, três navios de carga cruzaram o canal numa viagem que serviu para testar a rota com 72 quilómetros de comprimento que permite a navegação em dois sentidos de embarcações de grande porte.
Quase 12 meses de obras depois, o canal paralelo ao do Suez vê a luz do dia: a obra, considerada “faraónica” pela BBC, é de uma importância vital tanto para o comércio regional como para o global — pelo canal passa, actualmente, 7% do comércio mundial com base na navegação. E de acordo com o presidente daquele país, Abdelfatah al Sisi, a expansão será capaz de trazer um “forte impulso” à economia egípcia.
Estima-se que a construção do novo canal — o original foi inaugurado há quase 150 anos para ligar os mares Mediterrâneo e Vermelho — tenha custado 8,5 mil milhões de dólares (cerca de 7,5 mil milhões de euros). Mas os gastos não se vão ficar por aqui, dado que existem planos para construir um outro canal junto a Porto Said, no Mar Mediterrâneo, um projecto que poderá ter 9,5 quilómetros.
De referir que os navios que cruzaram o canal no último sábado, 25 de Julho, foram  escoltados por helicópteros e navios da marinha egípcia: a segurança reforçada tem razões de ser, uma vez que a Península do Sinai, na fronteira com o canal, tem vindo a ser marcada por uma intensa actividade de grupos extremistas islâmicos — já morreram centenas de civis desde que um golpe militar depôs o presidente islâmico Mohamed Morsi em 2013.
Fonte: Observador