Sines movimenta 33,3M de toneladas de mercadorias nos primeiros 9 meses.





Nos primeiros nove meses do ano o Porto de Sines apresentou um crescimento de 20,9 por cento relativamente a período homólogo do ano anterior, tendo sido movimentadas 33,3 milhões de toneladas de mercadorias. “Todos os segmentos de carga cresceram e contribuíram para este resultado, com um contributo mais substancial dos Granéis Sólidos e Granéis Líquidos, 35,7 por cento e 24,8% de crescimento respetivamente. Já a Carga Geral aumentou 11,7%, puxada essencialmente pelos contentores e as novas cargas movimentadas no Terminal Multiporpose, onde se destacou o inicio da movimentação de gado vivo, revela a APS em comunicado.
No que respeita à carga contentorizada, foram movimentados 1.022.381 TEU´s no mesmo período, o que representou um crescimento superior a 10,3 por cento comparativamente ao ano anterior.
De referir ainda o aumento do número de navios recebidos, com um crescimento superior a 8 por cento, verificando-se também o aumento significativo do GT (Gross Tonnage) associado, mais 14 por cento, para o qual contribuiu o aumento do tráfego de ULCS – Ultra Large Container Ships) face ao inicio da recepção dos maiores navios em operação do mundo pertencentes à aliança 2M (MSC + Maersk).



Fonte: Transportes em Revista

Novo Canal do Panamá tornará “obsoletos” mais de 200 Panamax

A abertura do renovado Canal do Panamá, agendada para Abril de 2016, poderá tornar desnecessárias mais de duas centenas de navios da categoria Panamax, avisa a Alphaliner.

Pior, a idade média dessa frota é, segundo a consultora, de dez anos e apenas 28 navios têm mais de 20 anos, o que significa que são poucos os que reúnem condições para desmantelamento.
Os números da Alphaliner indicam há 238 porta-contentores entre 4 000 e 5 100 TEU alinhados em serviços que usam o canal panamense e que serão, quando o novo Canal do Panamá abrir, substituídos por embarcações com capacidade de até 13 000 TEU. Só no serviço Ásia-Costa Leste dos Estados Unidos há 160 navios Panamax, dos quais 155 usam o Canal do Panamá e cinco o Canal do Suez, diz
A consultora prevê que as actuais 16 rotações Ásia-Costa Leste dos Estados Unidos via Canal do Panamá sejam, depois do alargamento, racionalizadas em dez, com recurso a navios de entre 6 000 e 10 000 TEU. Este cenário promete agudizar um cenário que já era crítico para os Panamax.
Fonte: T e N


Nível do mar pode subir até três metros

Investigadores da Universidade Victoria de Wellington, na Nova Zelândia, acreditam que o degelo da Antárctida provocado pelas alterações climáticas poderá elevar o nível do mar até três metros no ano de 2300, revela hoje a revista “Nature”.
Com base em simulações climáticas, o estudo publicado na revista “Nature” revela que, no final deste século, os aquecimentos atmosféricos e oceânicos poderão provocar a perda de 80 a 85% da capa de gelo da Antárctida, o que se traduzirá num aumento do nível do mar.
Ainda que seja difícil quantificar com precisão as quantidades de gelo e a subida do nível do mar, a equipa de investigadores elaborou um modelo que contempla diferentes cenários, entre os quais o impacto do homem tendo em conta o desenvolvimento económico ou as novas tecnologias.
Num cenário em que a actuação do homem se mantenha como até agora, a temperatura global poderá aumentar entre oito a dez graus nos próximos três séculos.
Os investigadores sublinham que a única solução para contrariar o grave impacto do degelo da Antárctida é reduzindo a emissão de gases nas próximas décadas.
Lusa/SOL

Oceanos podem ter 1 quilo de plástico por cada 3 de pescado em 2025

A organização não-governamental (ONG) Ocean Conservancy alertou para o impacto da poluição dos ecossistemas marinhos e advertiu que, ao ritmo actual, em 2025, o mar vai conter um quilo de plástico por cada três de pescado.

“Temos de travar a avalancha de plástico que se está a despejar no oceano. Em 2025, poderemos ter um quilo de plástico por cada três de pescado”, disse o presidente da ONG, o norte-americano Andreas Merkl, durante um dos painéis da conferência Nossos Oceanos,na cidade chilena de Valparaíso.

O representante da Ocean Conservancy, que se dedica a desenvolver políticas para os oceanos baseadas em investigações científicas, denunciou a falta de infraestruturas para se poder gerir os resíduos que se despejam nos mares.
Por tal razão, a Ocean Conservancy anunciou hoje o desenvolvimento de um plano de gestão de resíduos que vai ser realizado em várias cidades asiáticas, que vão servir de teste.
“A iniciativa vai coordenar os esforços das indústrias, dos governos e de investidores privados”, adiantou Merkl.
O objectivo da proposta é desenvolver as condições legais, institucionais e financeiras que permitam que os investidores privados construam “oceanos inteligentes” e sistemas de gestão de resíduos na região da Ásia-Pacífico.
A aliança Trash Free Seas (Mares Sem Lixo), que junta empresas e instituições científicas, vai coordenar os esforços de grandes empresas, ONG e instituições multilaterais.
“Este esforço vai requerer um financiamento de 2,4 milhões de dólares (2,1 milhões de euros) e espera poder contribuir para a diminuição desta quantidade de plástico”, assinalou Andreas Merkl.
O objectivo final da organização é o de trabalhar conjuntamente com o Fórum da Associação Económica Ásia-Pacífico (APEC) para identificar as condições institucionais e financeiras necessárias para atrair o investimento privado e conseguir libertar o oceano de resíduos.
Fonte: Notícias ao Minuto

Trabalhar no Cluster do Mar vai ser (quase) tudo menos Pesca

Perante uma plateia de gente jovem e indecisa, coube a João Franco, CEO da Administração do Porto de Sines, fazer uma reflexão introdutória. Pragmático e sem discursos formatados, o executivo começou por dizer que, «se tiver que escolher entre duas pessoas para contratar, sendo o primeiro um tipo normal, mas com conhecimento do mundo e participação em actividades de carácter social, além da sua formação escolar, e um outro candidato que seja um tipo de 20 valores nas notas, mas que nunca tenha feito nada disso», prefere «o tipo normal».
«Não precisamos de génios. Precisamos de gente empenhada, qualificada, ciente de que o mundo é um lugar muito competitivo. Claro, preferíamos que fosse mais justo e podemos tentar que seja, mas temos de dar seguimento ao que existe hoje, uma alta competitividade», frisou ao jovens.
Franco justificou que o «crescimento acentuado» do terminal de contentores de Sines deve-se, sobretudo, «à qualidade do factor humano». No futuro breve, «temos capacidade de emprego em áreas ligadas à pilotagem, reboques, estiva, funções comerciais, tecnologia de ponta, gestão de espaços comerciais, área financeira. Ou seja, é claramente um mundo de oportunidades», havendo ainda espaço no horizonte desta empresa de capitais públicos para criar condições aos investimentos em aquacultura.
Nadar pelo futuro
Outra oportunidade que os jovens podem agarrar é o curso de nadador-salvador, segundo o capitão Paulo Sousa Costa, do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN). Para este oficial, a publicação da Portaria nº 311/2015 possibilita que no futuro a curto prazo, este trabalho até aqui encarado como uma actividade sazonal, evolua para uma carreira profissional a tempo inteiro.
«A costa portuguesa tem 2800 quilómetros de extensão e 1250 unidades balneares, o que corresponde a 250 quilómetros de areal vigiado, visitados por 63 milhões de pessoas por ano. Portanto, precisamos de um quantitativo entre 4000 a 4100 nadadores-salvadores. Se fizermos a estimativa para 1100 piscinas de acesso público em Portugal, tudo junto, dá uma necessidade total 12 mil nadadores-salvadores. E para ontem», explicou.
A formação dos próximos nadadores-salvadores será aberta à iniciativa privada, o que também abre novas oportunidades de emprego, segundo explicou. O programa formativo irá «incorporar a lusofonia na parte da certificação», a pensar em saídas nos países de língua portuguesa.
Dos tanques de bacalhau para a Bolsa de Londres
O último a discursar foi Adelino Canário, professor catedrático e responsável pelo Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve. Em tom informal, lançou o desafio aos jovens de considerarem um curso superior nesta instituição.
«O Centro tem 300 pessoas, 100 são investigadores. Há 12 administrativos e, tudo o resto, são jovens a fazer doutoramentos ou investigação nas biotecnologias, um setor que ainda é verde no país. Temos cursos nos três ciclos que oferecem saídas profissionais na área do mar. A empregabilidade é muito elevada em qualquer dos cursos, estatisticamente, com taxas de desemprego muito baixas a nível nacional». Um exemplo é o curso de Biologia Marinha e Pescas (BMP), «abaixo dos 4 por cento, apesar de receber 50 novos alunos por ano».
«Os alunos ganham créditos passando tempo em laboratório nas ciências do mar. Esta componente prática é importante porque saem daqui com uma formação muito alargada e uma experiência útil para o mundo profissional», considerou.
Em consonância com o primeiro orador, Canário recordou que o percurso académico hoje já não determina a vida futura, à semelhança do que acontecia no passado. «Quando cheguei a Inglaterra conheci uma pessoa que estava a fazer um doutoramento em comportamento de peixes. Estudava bacalhaus dentro de um tanque. Quando acabou foi trabalhar para a bolsa de Londres, na área financeira», sendo que as empresas «interessam-se pelas pessoas com boa formação, e levam-nos para as coisas mais diversas».
O seminário, organizado no âmbito da «Mar | Algarve», teve moderação de Carlos Baía, delegado do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). De sublinhar que nenhuma associação ou instituição ligada ao setor das pescas esteve presente.

«Mar | Algarve» expo

Experiências de mergulho, demonstrações gastronómicas, meia centena de expositores e um conjunto de palestras sobre o potencial do oceano, fizeram o programa da segunda edição do evento «Mar | Algarve» que decorreu de 1 a 3 de outubro na Escola de Hotelaria do Algarve, em Faro. O evento foi organizado pela vempresa L Pro, com o apoio da Maralgarve – Associação para a Dinamização do Conhecimento e da Economia do Mar no Algarve.

Deputados do Parlamento Europeu debatem a «Europa e o Mar» em Faro.

A Universidade do Algarve (UAlg), o Gabinete de Informação do Parlamento Europeu em Portugal e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDRAlgarve) vão promover, na sexta-feira, 16 de Outubro, no Campus de Gambelas (Edifício 8 – auditório Verde), a partir das 9h30, um debate sobre a Europa e o Mar, que visa confrontar as opiniões de decisores políticos, académicos, partes interessadas e sociedade civil, focando temas com particular relevância para o Algarve, como as pescas, a aquacultura, a biodiversidade e a biotecnologia, o turismo costeiro, as energias marinhas, a economia e o empreendedorismo.

O evento abarca dois painéis, «Recursos Marinhos e Biodiversidade» e «A Economia Azul», ambos com intervenções de professores da UAlg e dos deputados do Parlamento Europeu. O encerramento contará com a presença do investigador Mário Ruivo, recentemente galardoado com o prémio do Cidadão Europeu 2015. Para a parte da tarde (14h15), está marcada uma visita a alguns centros de investigação da Universidade do Algarve.
Para além deste debate, de entrada livre, a Universidade do Algarve acolherá ainda a exposição Portugal e a Europa em cartoons, desenhados pelos artistas portugueses, António Jorge Gonçalves, Cristina Sampaio, Fernando Relvas, Rodrigo de Matos e Telmo Quadros Ferreira. Esta exposição poderá ser visitada na Biblioteca de Gambelas, de 16 a 31 de outubro, e, posteriormente, na CCDRAlgarve, de 2 a 30 de novembro.
Com o objetivo de promover a discussão de temas europeus com impacto regional, vai também ser exibido o filme MEDITERRANEA, no dia 15 de outubro, às 18h30, no Cinemas NOS Fórum Algarve (sala 2), um dos finalistas da 9ª edição do Prémio LUX, atribuído pelo Parlamento Europeu para promover o cinema europeu.
O concurso «Euroscola – A União Europeia no Algarve», destinado a alunos com idades compreendidas entre os 16 e os 18 anos de escolas secundárias e profissionais, que está a decorrer até ao dia 20 de outubro, completa o conjunto de atividades organizadas pelo Gabinete de Informação do Parlamento Europeu em Portugal, em parceria com a UAlg e a CCDRAlgarve, sob o mote Fórum de Discussão Regional.

Programa

9h00- Receção dos participantes
9h30 – Abertura
António Branco | Reitor da Universidade do Algarve (UAlg)
Pedro Valente | Chefe do Gabinete de Informação do Parlamento Europeu
David Santos | Presidente da CCDRAlgarve
9h45 – Primeiro Painel
Recursos Marinhos e Biodiversidade

Moderador: Karim Erzini | UAlg
Ester Serrão | UAlg Biodiversidade Marinha – Recursos Genéticos
João Varela | UAlg Recursos Marinhos e Biotecnologia
andré Pacheco | UAlg As Energias Renováveis Marinhas
Deputados ao PE: Ricardo Serrão Santos, Cláudia Monteiro de Aguiar, João Ferreira e António Marinho e Pinto
10h45 -Pausa para café
11h15 – Segundo Painel
A Economia azul

Moderador: João Guerreiro | UAlg
José leite Pereira | UAlg Economia das Pescas no Algarve
Margarida castro | UAlg Pescas: Conflitos de Interesses entre Portugal e a UE Fernando Perna | UAlg A Náutica de Recreio e o Turismo Costeiro e Marítimo: Oportunidades do Crescimento Azul
Deputados ao Pe: Ricardo Serrão Santos, Cláudia Monteiro de Aguiar, João Ferreira e António Marinho e Pinto
Debate
Moderador: Gonçalo Magalhães Collaço, diretor do Jornal da Economia do Mar
Oradores; Eurodeputados; Convidados e Público em geral
12h45 – Encerramento
Mário ruivo | Investigador Cooperação Europeia para o Desenvolvimento Sustentável dos Espaços Marítimos: Valorização do Conhecimento e Funcionalidade Institucional
Pedro Valente | Chefe do Gabinete de Informação do Parlamento Europeu
Pedro Ferré | Vice-Reitor da Universidade do Algarve
13h00 – Almoço volante 
(para todos os participantes, servido no Átrio do Grande Auditório do Campus de Gambelas, edfº 4)
14h15 – Visita dos Deputados a Laboratórios da Universidade do Algarve

Compta constrói “frota” para o negócio do Mar

A empresa tem nova unidade de negócio, a Blue Growth, com três eixos de actividade, incluindo uma dedicada à IoT.

A Compta montou uma nova unidade de negócio, a Blue Growth, dedicada à economia do mar e com três eixos de acção: suporte à decisão do Estado e racionalização de custos (Governance & Smart Cost), portos e logística inteligentes (Smart Ports & Logistics), exploração e transformação alimentar de recursos marítimos (Seafood Exploration & Transformation).
Apesar de focada na Zona Económica Exclusiva portuguesa, a operação tem uma dimensão de exportação, sugere um comunicado.
Jorge Delgado, presidente da comissão executiva da Compta, comenta que a empresa prossegue a sua estratégia de aposta em sectores verticais, acrescentando a nova área do mar à do ambiente, agricultura, energia e logística “multimodal”.
De resto, Portugal tem uma Zona Económica Exclusiva que é cerca de 19 vezes maior que a área terrestre, e há muito que o mar português é visto como uma vantagem competitiva nacional.
A Compta procura desta forma alinhar o seu negócio com a Estratégia Nacional para o Mar, onde Portugal formalizou a sua visão do modelo de desenvolvimento assente na preservação e utilização sustentável dos recursos e serviços dos ecossistemas marinhos.
“Com o know-how e experiência adquiridos ao longo de 43 anos de actividade, a Compta acredita que o sector privado tem um papel determinante, quer na formulação do pensamento estratégico do país, quer na concretização de acções concretas que visem, neste caso, o aproveitamento económico e social do mar”, declara a empresa.

A aposta associa-se “a uma rede de parcerias pan-europeias que envolvem organizações e especialistas de relevo nas diferentes áreas temáticas”, diz a Compta.
A aposta assenta numa “equipa composta por profissionais com competências e experiências comprovadas no mercado nacional e internacional”. E associa-se “a uma rede de parcerias pan-europeias que envolvem organizações e especialistas de relevo nas diferentes áreas temáticas”.
Em Portugal acredita-se que a chamada “economia azul” valerá cerca de cinco milhões de euros, correspondendo a 3% da riqueza nacional e com perspectivas de se poderem atingir 4% até 2020.
Os três eixos de acção:
‒ “Sea Governance & Smart Cost”: acções, produtos e serviços destinados a suportar a monitorização, suporte à decisão e acção do Estado sobre o mar. Preconiza, ainda, ”a formulação de uma proposta de valor tecnológica no âmbito das Zonas Costeiras Inteligentes potenciando o nível de desenvolvimento e competitividade dos diferentes subsectores da Economia do Mar”.
‒ “Smart Ports & Logistics”: focada nos desafios concretos da gestão inteligente das comunidades portuárias, e no potencial da Internet das Coisas (IoT) como “factor impulsionador de um novo paradigma de interconectividade e ganhos de eficiência nas diferentes perspectivas desta interface entre a terra e o mar”. Implica  uma abordagem holística sobre portos comerciais, portos de pesca e portos de recreio, para os quais emerge a necessidade de players tecnológicos que promovam o conceito de “Porto Inteligente”.
‒ “Seafood Exploration & Transformation”: inclui a abordagem a desafios de sectores como o da aquacultura e indústrias da transformação do pescado. A Compta ambiciona dar uma resposta concreta na valorização do pescado e a ganhos de eficiência produtiva nos diferentes processos de transformação dos recursos marinhos.
A nova unidade de negócio vai procurar tirar proveito do valor agregado do actual portefólio de produtos da Compta: com incidência nos problemas de eficiência energética, gestão e valorização de resíduos e subprodutos, interconectividade de ecossistemas e cadeias de valor complexas e suporte tecnológico de iniciativas que visem a exploração e comercialização sustentável de recursos marinhos.

Tubarão provoca fuga de surfistas em São João do Estoril

Um surfista teve de fugir das águas de São João de Estoril depois de um encontro com um tubarão. Isto depois de um verão em que foram vários os tubarões que rondaram algumas praias portuguesas.


Este domingo de manhã foi um domingo diferente para os surfistas em São João do Estoril. Especialmente para Gonçalo Lopes, que teve de fugir do mar quando deu de caras com um tubarão.
Segundo conta a revista dedicada a este desporto, a Onfire, Gonçalo Lopes foi surpreendido por uma espécie de tubarão raramente vista na costa portuguesa. O surfista contou à revista que quando “olhei para o lado esquerdo, o lado da praia da Poça, vejo uma coisa preta”. Na altura, não se preocupou com o que tinha visto, pensando que seria um “pato ou algo grande de plástico.” No entanto, quando a ondulação começou a passar por cima do “volume” Gonçalo Lopes viu “um tubarão de dois metros e meio.”
Eis o seu depoimento, recolhido por aquele site especializado em surf:
Estava na Bolina a fazer surf, sozinho na água. Olhei para o lado esquerdo, o lado da Praia da Poça, e vejo uma coisa preta, uma “quilha” ao cimo de água. Inicialmente não liguei muito, achei que era um pato ou algo grande de plástico. Mas vejo aquilo a vir na direcção da Bolina e quando olhei para trás e começo a ver um volume “gigante”. Na altura ainda achei que era uma vaca morta ou algo assim. Olho outra vez e vejo uma quilha, perfeitamente a andar direitinha à minha volta. Entretanto veio um set, que passa por cima do volume e vejo perfeitamente um tubarão de dois metros e meio! Vejo o “bicho” e começo a remar que nem um maluco, entrei pelas pedras a dentro e saí da água. Nunca me tinha acontecido uma coisa destas. Já mergulhei com tubarões na Tailândia, mas eram inofensivos. Tirando isso nunca tinha estado dentro de água com um tubarão tão perto de mim. Que susto!”
Imediatamente, e depois de ver o animal, avisou todos os surfistas que estavam na água e todos fugiram para terra.
Recorde-se que durante o verão vários tubarões foram avistados na costa portuguesa, nomeadamente em Aveiro e na Madeira, obrigando, inclusivamente, ao encerramento de uma praia.


Fonte: Observador/Onfire


Cientistas alertam para crise global de branqueamento de Corais

É a terceira vez que este fenómeno ocorre à escala mundial e tudo por causa das alterações climáticas. Especialistas prevêem que perdas de recife coral serão superiores a 12 mil quilómetros só em 2015, mas este fenómeno poderá prolongar-se até 2016. “Se isto não é uma crise, o que é?


Uma crise de branqueamento de corais à escala global, que poderá levar à perda de mais de 12 mil quilómetros de superfície coral só este ano. Foi este o alerta levantado esta quinta-feira por um grupo de cientistas, que destacam um fenómeno que poderá estender-se até 2016 e que irá afetar as regiões dos oceanos Índico e Pacífico e a bacia do Atlântico-Caraíbas.

Os responsáveis por esta situação? O aquecimento global e os fenómenos climáticos El Niño e Blob no Pacífico, que provocam um aquecimento da água dos oceanos, podendo levar ao branqueamento dos corais e até à sua morte. A descoberta foi revelada por um consórcio constituído por cientistas da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla inglesa), a expedição XL Caitlin Seaview Survey, a Universidade de Queensland na Austrália e pela organização não-governamental Reef Check.
O mais recente fenómeno de branqueamento dos recifes de coral iniciou-se em 2014 a norte das ilhas Marianas e no Guão, estendendo-se depois pelo oceano Pacífico até ao Hawai, Caraíbas e ainda oceano Índico.
“Esta é apenas a terceira vez que presenciamos um fenómeno global de branqueamento dos corais”, afirma o líder do Observatório dos Recifes de Coral da NOAA, Mark Eakin. Os fenómenos anteriores tiveram lugar em 1998 e 2010, durante apenas um ano. “O que verificamos agora é um fenómeno de escala semelhante, mas que poderá durar pelo menos dois anos”, explica. E questiona: “Se isto não é uma crise, o que é?”
Ainda que as perdas previstas para este ano não sejam tão elevadas como em 1998 (estima-se que em 2015 cerca de 5% da superfície mundial de coral possa desaparecer), os investigadores temem que, se o fenómeno se estender durante o próximo ano, essa percentagem possa aumentar.
Fonte: Expresso

Governo aperta regras dos apoios à cessação de pesca da sardinha

O regime de apoio à cessação temporária da pesca da sardinha vai ser alterado, passando a abranger as embarcações com um volume de descargas de sardinha de 5% do total do pescado.

O regime de apoio à cessação temporária da pesca da sardinha vai ser alterado, passando a abranger as embarcações com um volume de descargas de sardinha de, pelo menos, 5% do total do pescado descarregado.
A portaria publicada no Diário da República justifica a necessidade de ajustar o anterior diploma com “o efeito combinado da diminuição dos limites de captura de sardinha com o aumento do preço médio de venda da sardinha em 2015” que implicou uma alteração na relação entre o peso de sardinha capturada e a sua importância económica para a respectiva embarcação.
A anterior portaria, de 24 de Agosto, estabelecia que só poderiam aceder aos apoios as embarcações que apresentassem em 2015, e até à data do início da paragem da actividade, uma actividade mínima de 45 dias de mar e um volume de descargas de sardinha não inferior a 7,5% do total do pescado descarregado, valor que passa agora para os 5%.
O diploma entra em vigor na sexta-feira.
Fonte: Observador