Salva-vidas no mar só até às 18h

Apesar de estar prevista a integração de 130 profissionais especializados em busca e salvamento nas 31 estações salva-vidas existentes na costa portuguesa, o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) apenas tem nos seus quadros 68. “Faltam mais de metade dos profissionais necessários”, denuncia Serafim Gomes, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações e Juntas Portuárias.
A falta de pessoal qualificado – conhecida pelos sucessivos governos e que, no início de Outubro, voltou a ser noticiada após a morte de cinco homens no naufrágio do Olívia Ribau, perto do porto da Figueira da Foz – não é o único problema destas unidades, definidas como as primeiras na linha de socorro, no Sistema Nacional para a Busca e Salvamento Marítimo. Até 15 milhas da costa, ou seja, onde navega a maioria das embarcações, os funcionários do ISN nas estações salva-vidas são os primeiros a ser chamados. Há uma semana, o assunto voltou aos jornais quando o chefe da estação da Figueira não atendeu uma chamada de socorro após as 18h.
‘O mar não fecha’
A questão, “que se arrasta há 15 anos”, aponta Serafim Gomes, é que estes funcionários “são abrangidos pelo regime geral da função pública”, cumprindo “o mesmo horário de uma secretaria, entre as 9h às 18h, que pode prolongar-se com horas extraordinárias”. O mesmo responsável defende que a capacidade de resposta devia ser igual à da emergência médica: “O mar não fecha. Seria o mesmo que o 112 funcionar das 9h às 18h”.
A questão da falta de organização e de profissionais nas estações salva-vidas – que, ainda segundo o Sistema de Busca e Salvamento Marítimo, devem integrar pessoal treinado, equipado e em prontidão – é conhecida e assumida pela tutela. Em 2008, o naufrágio da embarcação Luz do Sameiro, em que morreram seis pescadores, foi até discutido no Parlamento. Na época, o PCP interpelou o Executivo, pedindo para “apurar se falhou a prestação de auxílio”, e questionou se o próprio sistema não teria de ser “urgentemente reequacionado e alterado”. O BE também questionou os resultados do inquérito.
Vigilância de 24h afastada
Num ofício de resposta ao então ministro da Defesa, Severiano Teixeira, o chefe do Estado-Maior da Armada afastou a necessidade de haver pessoal a postos todo o dia: “O horário […] é das 9h às 17h […]”, explicou o responsável, acrescentando que, “em situações de excepção”, poderia ser “estabelecido um período de ‘prevenção em terra’”. No mesmo ofício, também de 2008, pode ler-se que “que não está previsto guarnecer as estações 24h por dia, uma vez que a solução encontrada permite a optimização dos recursos existentes, manter uma prontidão adequada e garantir, permanentemente, uma capacidade de resposta ajustada à missão das estações salva-vidas”.
A capacidade de resposta voltou, porém, a ser apontada como insuficiente há cerca de um mês, com mais vítimas perto da costa. 
A alteração do regime do vínculo dos profissionais afectos às estações regressou recentemente à tutela – através de um projecto que alterava os respectivos estatutos, apresentado pelo Director do ISN, Paulo Costa, à então secretária de Estado da Defesa, Berta Cabral. O projecto não terá passado pelo crivo das Finanças.
A Autoridade Marítima não esclareceu se está previsto o reforço das estações salva-vidas. Já fonte oficial do Ministério da Defesa explicou que “o processo de revisão destas carreiras estava em curso desde 2006”. “Em Abril, foi determinada a adaptação legislativa” e a revisão das carreiras dos profissionais em causa “está a ser finalizada, de forma a que, assim que existam condições, possa ser aprovada”.
Fonte: Sol

Ana Paula Vitorino é a nova Ministra do Mar

Vinte anos passados, o Governo volta a ter um Ministério do Mar. Ana Paula Vitorino, ex-secretária de Estado dos Transportes, é a escolha de António Costa para assumir a pasta que foi, em tempos idos, de Azevedo Soares e Duarte Silva.



O Governo empossado por Cavaco Silva, acabou com o mega-Ministério da Economia que foi uma das pedras de toque do modelo dos Executivos liderados por Pedro Passos Coelho. A orgânica do novo Governo ainda não é conhecida mas é certo que é recuperado o Ministério do Planeamento, que será também das Infraestruturas (até aqui incluídas na Secretaria de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações).

Manuel Caldeira Cabral será o novo ministro da Economia, enquanto Pedro Marques assumirá a pasta do Planeamento e das Infraestruturas, ficando responsável pela gestão do grosso dos fundos comunitários.
O Mar, que nos últimos governos PSD/CDS-PP esteve “encostado” à Agricultura sob a direcção de Assunção Cristas, reganha as honras de ministério, agora sob a liderança de Ana Paula Vitorino, que foi secretária dos Transportes e enquanto tal directamente responsável pela gestão dos portos e não só. Curiosamente, a dirigente socialista foi até há bem pouco a responsável editorial da revista Cluster do Mar.
Fica por esclarecer, pelo menos até que se conheçam as secretarias de Estado, como ficarão arrumadas as questões dos transportes e da logística no novo Executivo. Se concentradas e articuladas, se dispersas por diferentes ministérios.
Do elenco do próximo Governo, aprovado e empossado por Cavaco Silva, faz parte João Pedro Matos Fernandes. O ex-presidente da APDL (sucedeu a Ricardo Fonseca) será ministro do Ambiente, dando assim sequência ao trabalho que agora desempenhava na Águas do Porto e à prestação como chefe de gabinete do secretário de Estado Ricardo Magalhães no Ministério do Ambiente de Elisa Ferreira.

Entrevista de João Franco – Presidente da APS

Numa entrevista concedida à Antena 1, o presidente da APS, João Franco, dissertou sobre variados temas que englobam a actividade portuária, a administração dos portos de Sines, Faro e Portimão, os condicionalismos de uma economia nacional de pouca escala, a evolução da economia internacional, a morfologia do negócio portuário e suas necessidades e também as perspectivas futuras no que toca aos investimentos infra-estruturais.
Instado a analisar a performance do Porto de Sines dentro do contexto macroeconómico internacional, João Franco explicou: “No contexto internacional, o segmento de mercado que vai crescendo mais é o segmento dos contentores, o que explica que em Sines, o terminal de contentores tenha tido crescimentos espectaculares nos últimos anos (68% há dois anos, 32% o ano passado); este ano será bastante menos (…) sendo nós um porto de transhipment, estamos muito ligados ao que acontece acontece ao nível mundial, portanto, há uma perturbação, diminuição da actividade com a China”.
Traçando o perfil do Porto de Sines como sendo maioritariamente uma plataforma de Transhipment, a conclusão do presidente João Franco é a de que Sines está umbilicalmente ligada às contingências económicas num plano global. O refrear da actividade económica chinesa é pois assim, um travão à fluídez dos índices de exportação de mercadorias e do transporte das mesmas – “daí que a mercadoria oriunda da China destinada a outros portos do mundo – que é movimentada depois aqui em Sines, porque é o primeiro porto onde os navios atracam quando vêem do extremo oriente – tenha sofrido uma quebra face às previsões, evidentemente que vamos continuar a crescer”, explicitou.
Ainda assim, as previsões seguem a linha do sustentado crescimento em Sines: “no segmento dos contentores as expectativas é de crescermos na casa dos 7/8% e no total muito acima dos 15%, entre os 15% e 20%. Todos os anos há crescimento, sempre muito significativo. Crescimento estrutural (…) pode crescer mais ou menos, mas sempre acima da média europeia”, afirmou João Franco.
O presidente do Porto de Sines explicou ainda que os constrangimentos endémicos da economia portuguesa e a austeridade crónica que o país atravessa, não são, por si só, factores que desestabilizam a performance de Sines: “o mercado internacional, não obstante algumas oscilações, não vai mal (…) como nós funcionamos muito no mercado internacional – nós vivemos na competição com os mercados internacionais – a economia portuguesa para nós tem pouco significado”.
Durante a entrevista concedida à emissora Antena, João Franco, presidente da APS, analisou a temática dos potenciais constrangimentos da economia portuguesa sobre o índice competitivo do Porto de Sines, assim como a influencia da instabilidade política no mesmo, abordou a tipologia da nossa economia de escala e elencou as prioridades futuras para o desenvolvimento do Porto de Sines.
Quanto à afectação do Porto de Sines por parte do clima de incerteza política que se viveu, João Franco foi claro em negar qualquer influência directa da vida político-económica na performance de Sines, explicando que, em Sines, “o peso maior de todos é o terminal de granéis líquidos que basicamente importa crude e exporta gasolina e gasóleos (…) e isto é para o mercado internacional (…) nos contentores é o mesmo, é um negócio internacional”, afirmou separando águas e caracterizando Sines como um ‘player’ mais ligado às contingências internacionais.
Versando sobre as particularidades da economia portuguesa, João Franco abordou a tipologia da economia lusa: “Há um problema de fundo na economia portuguesa, que é uma questão de escala. É difícil conseguir concorrência quando não há escala para isso (…) o país não tem uma economia com escala suficiente para ter vários operadores competindo entre si em todas as áreas”.
Passou, depois, a analisar as prioridades previstas para o contínuo desenvolvimento do Porto de Sines: “”Quais são as prioridades em Sines? Duas apenas, por esta ordem no tempo: a necessidade de encontrarmos um investidor logístico que faça um investimento em Sines que leve a fixar negócios de modo a que a percentagem de movimentação contentores que vai para o hinterland aumente, dos actuais 20% para mais que isso (…) para criar emprego, para dinamizar a economia. Para isso é indispensável um operador logístico”.
“Quanto ao segundo objectivo para Sines é o crescimento do terminal de contentores, que pode ser feito de duas formas: ou pelo crescimento físico do actual terminal, ou eventualmente pelo lançamento de um novo concurso para um segundo terminal (…) seria um grande investimento por parte do concessionário”, sublinhou, reforçando: “”Este é um negócio em que, ou se cresce, ou se morre. Terminais pequenos não têm futuro. Teremos a capacidade instalada esgotada dentro de três anos, face às taxas de crescimento”.
O presidente da APS abordou ainda o investimento da PSA: “É um investimento que consiste no aproveitamento da face noroeste do cais do terminal de contentores (…) e que permite operar nesse cais com 120 metros, os navios mais pequenos, e libertar o cais principal, com 946 metros, para os navios principais.”
Fonte: Antena 1

Vídeo português de peixe-lua nos Açores dá a volta ao Mundo [ Vídeo].

O vídeo de um fotógrafo português está a impressionar o mundo. Motivo: um peixe-lua gigante filmado junto à ilha de Santa Maria, nos Açores.
O autor do vídeo, Miguel Pereira, explica que uns dias antes do mergulho, a sua câmara fotográfica avariou-se, e que foi esse facto que o levou a levar uma GoPro para o mar, o que acabou por possibilitar as imagens espetaculares que estão a dar a volta ao mundo, conta o Dinheiro Vivo.
O fotógrafo adiantou que o peixe-lua pareceu não se incomodar com a presença dos mergulhadores, que seguiu durante 15 minutos.
As imagens já têm mais de um ano, mas o vídeo só agora se tornou viral:

Portugal volta a acolher elite mundial em 2016

Em Outubro de 2016, Portugal vai acolher pela oitava vez consecutiva uma etapa do mundial de surf

Portugal vai receber pela oitava vez consecutiva uma etapa do circuito mundial de surf, entre 19 e 29 de Outubro de 2016, de acordo com o calendário provisório hoje divulgado.

O campeonato português, a realizar em Peniche ou Cascais, mantém-se no calendário para o próximo ano, novamente na 10.ª e penúltima etapa, naquela que será a 15.ª passagem da elite da modalidade, que passará a ser denominada de Liga mundial de surf (WSL), pelas ondas lusas.

Na temporada de 2016 é introduzida mais uma etapa na Austrália, em ‘North Point’, que acresce às duas já existentes – Bells Beach e Margaret River.

A WSL mantém o seu início na Gold Coast, também na Austrália, contando ainda paragens no Rio de Janeiro (Brasil), em Tavarua (Fiji), Teahupoo (Tahiti), Trestles (Estados Unidos) e South West Coast (França), antes do Mundial terminar com o ‘mítico’ Billabong Pipeline Masters, no Havai, entre 08 e 20 de dezembro.

No calendário mantém-se ainda a prova de Jeffreys Bay, na África do Sul, na qual este ano o surfista australiano Mick Fanning, três vezes campeão do mundo, foi atacado por dois tubarões, sem sofrer lesões graves.

Além do escalão principal, foram ainda divulgados os calendários do circuito de qualificação para 2016, com outras duas provas a disputar no mar português.

Com o estatuto QS10.000 (os que mais pontuam no circuito de qualificação), que sucede ao ‘prime’, estão previstos o SATA Airlines Azores Pro, de 06 a 11 de Setembro, em São Miguel, e o Cascais Billabong Pro, de 24 de Setembro a 02 de Outubro, em Carcavelos.

Em 2016, Portugal vai voltar a receber um campeonato do circuito principal feminino, com o Cascais Women’s Pro, cujo período de espera se prolonga entre 24 de Setembro e 02 de Outubro.

– Calendário do Circuito Mundial de surf ASP de 2016:

Quiksilver Pro Gold Coast, Austrália (10/03 a 21/03).

Rip Curl Pro Bells Beach, Austrália (24/03 a 05/04).

Drug Aware Margaret River Pro, Austrália (08/04 a 19/04)

Rio Pro, Rio de Janeiro, Brasil (10/05 a 21/05).

Fiji Pro, Fiji (05/06 a 17/06).

Jeffreys Bay Open, África do Sul (06/07 a 17/07)

Billabong Pro Teahupoo, Polinésia Francesa (19/08 a 30/08).

Hurley Pro Trestles, Estados Unidos (07/09 a 18/09).

Quiksilver Pro France, França (04/10 a 15/10).

Moche Rip Curl Pro Portugal, Peniche (18/10 a 29/10).

Billabong Pipe Masters, Havai (08/12 a 20/12).

– Provas do Circuito Mundial de surf em Portugal:

2015 — 10.ª etapa, Moche Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Filipe Toledo (Bra).

2014 – 10.ª etapa, Moche Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Mick Fanning (Aus).

2013 – 9.ª etapa, Rip Curl Pro Portugal by Moche, em Peniche, vencedor Kai Otton (Austrália)

2012 – 10.ª etapa, Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Julian Wilson (Austrália).

2011 – 9.ª etapa, Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Adriano de Souza (Brasil).

2010 – 8.ª etapa, Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Kelly Slater (EUA).

2009 – 9.ª etapa, Rip Curl Pro Search, em Peniche, vencedor Mick Fanning (Aus).

2002 – 7.ª etapa, Figueira Pro, na Figueira da Foz, incompleta.

2000 – 10.ª etapa, Figueira Pro, na Figueira da Foz, vencedor Rob Machado (EUA).

1997 – 9.ª etapa, Buondi Sintra Pro, em Sintra, vencedor Michael Campbell (Aus).

1997 – 10.ª etapa, Expo 98 Figueira 97, na Figueira da Foz, vencedor Shane Powell (Aus).

1996 – 12.ª etapa, Coca Cola Figueira 96, na Figueira da Foz, vencedor Matt Hoy (Aus).

1990 – 13.ª etapa, Buondi Pro, na Ericeira, vencedor Tom Curren (EUA).

1989 – 15.ª etapa, Buondi Instinct Pro, na Ericeira, vencedor Rob Bain (Aus).

Fonte: DN

Peniche prepara investimentos de mais de 5ME ligados ao Surf

Peniche tem em curso investimentos ligados ao surf acima dos cinco milhões, dois dos quais são projectos turísticos na área da hotelaria e outro é uma loja e sede de uma marca internacional, anunciou esta segunda-feira o presidente da câmara. António José Correia disse à agência Lusa que o município já aprovou o projeto de um ‘eco resort’ avaliado em mais de 2,5 milhões de euros e que vai ser financiado com fundos comunitários no valor de 1,8 milhões de euros. Com capitais italianos, trata-se de um parque de campismo “muito sustentável do ponto de vista ambiental” e vocacionado para receber turistas do surf e de outros desportos de mar e de natureza que procuram Peniche. O empreendimento está previsto para a freguesia de Ferrel, perto da praia do Baleal. Direccionado para o mesmo tipo de turistas, a câmara aprovou também um outro parque de campismo para junto da praia da Almagreira, junto ao Baleal e na freguesia de Ferrel, e estimado em cerca de um milhão de euros. “São um conjunto de projectos que surgiram pela atractividade de Peniche para os desportos de mar e de natureza”, afirmou o autarca, adiantando que, depois da abertura este ano de um hotel à entrada da cidade, Peniche passa a ter uma oferta hoteleira não só “mais diversificada”, para todos os tipos de turista, como também “mais qualificada”.
Fonte: CM

CMA CGM mais perto de comprar a NOL

A CMA  CGM venceu a Maersk Line e foi a escolhida pela holding Temasek para negociar em exclusivo a compra da NOL. O negócio deverá ficar decidido até ao próximo dia 7 de Dezembro.


O negócio ainda não está fechado mas parece bem encaminhado. A Temasek, holding pública de Singapura, anunciou o início das negociações exclusivas com a CMA CGM para a venda da NOL. O período de “due diligence”, que inclui a consulta dos “livros” da NOL, deverá prolongar-se até 7 de Dezembro.
A NOL foi colocada à venda no início do ano e no passado 8 de Novembro foi anunciada a existência de negociações com a Maersk Line e a CMA CGM.
Os analistas do mercado não vêem  como muito “racional” a compra da NOL por qualquer um dos gigantes mundial, admitindo-a apenas por uma questão de oportunidade. A Maersk Line, que teve um terceiro trimestre decepcionante, terá sido mesmo desaconselhada a avançar, por causa da dívida. A CMA CGM, ao invés, apresentou resultados positivos e prosseguiu a redução do passivo.
A NOL opera no transporte marítimo de contentores com a insígnia APL. De acordo  com a Alphaliner, controla 86 navios com uma capacidade agregada de 537 571 TEU (2.6% do total mundial). Não lhe são conhecidas encomendas de novos porta-contentores.
Caso feche a compra da NOL, a CMA CGM reforçará o seu terceiro lugar no ranking mundial, que ocupa com uma quota de 8,8% relativa a 1,79 milhões de TEU e 461 navios. Ficará assim mais perto da MSC, com 2,71 milhões de TEU, e da Maersk, com 2,98 milhões de TEU, sendo que ambas têm carteiras de encomendas mais recheadas
Fonte: T e N


Importar/exportar por mar demora 14 dias em Portugal

Portugal sobe no Painel sobre Transportes divulgado pela Comissão Europeia. E até lidera entre os 28 na rede de estradas. Mas mantém uma fraca performance quando se trata do tempo médio para importar ou exportar mercadorias por mar.


A qualidade da rede de infra-estruturas de transportes melhorou mais em Portugal do que na média dos países da União Europeia, nos dois últimos anos, revela o Painel sobre Transportes elaborado pela Comissão Europeia com base em dados do Eurostat, da Agência Europeia do Ambiente e do Forum Económico Mundial, entre outras fontes.
Na avaliação da rede ferroviária, Portugal ocupa o 14.º lugar entre 26 estados-membros, mantendo a posição da primeira edição do Painel (relativa a 2012-2013). Nos aeroportos, subiu da 11.ª para a 7.ª posição entre 23 estados. Nas estradas, o País destronou mesmo Espanha e passou a liderar.
Mas nem sempre as melhorias nas infra-estruturas são suficientes para melhorar também os fluxos de mercadorias. É o que se verifica nos portos. Considerando a qualidade das infra-estruturas, Portugal subiu dois lugares no ranking, de 13.º para 11.º, estando claramente melhor que a média dos 23 estados-membros elegíveis para a análise. Todavia, olhando para o tempo médio para a a importação / exportação de mercadorias por mar, o País manteve o décimo lugar, com um tempo de 14 dias, pior do que a média comunitária de 11 dias e muito longe dos 5,5 dias da Dinamarca ou da Estónia.
Olhando para o nível de concretização da Rede Trans-europeia de Transportes, Portugal surge a liderar na rede rodoviária (100%, a par de Espanha,Eslovénia e Reino Unido). Na rede ferroviária convencional, ocupamos a quarta posição (com 95% de realização), atrás do Reino Unido e de França, empatados com Espanha e à frente da Alemanha…
Já no que toca às vias navegáveis interiores (entenda-se o Douro navegável) Portugal obtém o pior resultado entre os 19 estados considerados.
A título de curiosidade e não só, Espanha tem a melhor rede ferroviária da UE, a Holanda os melhores portos e aeroportos, e a Bélgica é o país mais adiantado no que respeita à implementação da rede de Alta Velocidade inscrita na RTE-T.
Em termos globais, ponderados todos os aspectos contemplados neste Painel sobre Transportes da UE, a Holanda é o país com melhores infra-estruturas de transportes, com 15 pontos, seguido da Suécia (10), Finlândia (9), Reino Unido (8) e Dinamarca (7). Portugal ocupa o 17.º lugar, com zero pontos. A Roménia é última, com -12 pontos.
Fonte: T e N


Cientistas descobrem outro oceano debaixo da terra

Foi na cidade de Juína, no Mato Grosso, que os pesquisadores fizeram uma das mais extraordinárias descobertas geológicas realizada até hoje.


Investigadores descobriram um pequeno diamante que aponta para a existência de um grande depósito de água sob o manto da Terra. Com cerca de 600 quilómetros de profundidade,  o seu volume poderia preencher  três vezes  os oceanos que conhecemos.
O principal autor do estudo, Graham Pearson,  membro da Universidade de Alberta, no Canadá, disse que “Uma das razões da Terra ser um planeta dinâmico é a presença de água em seu interior. As mudanças da água dependem da forma como o mundo funciona. ”
Depois de discutir a teoria há décadas, os cientistas relatam que finalmente encontraram um grande oceano no manto da Terra, três vezes maior do que os oceanos que conhecemos.
Esta descoberta surpreendente sugere que a água da superfície vem do interior do planeta como parte de um ciclo integrado da água, desfazendo a teoria dominante de que a água foi trazida para a Terra por cometas gelados que passaram por aqui há milhões anos.

Sea for Society, com os pés bem assentes no mar

Vários especialistas, representantes do sector empresarial e da sociedade civil reuniram-se no Parlamento Europeu (PE) em Bruxelas para firmarem um acordo sobre a transição para uma ‘sociedade azul’ e uma economia do mar sustentável e respeitadora do ambiente.
O encontro, Sea for Society, foi moderado por Ricardo Serrão Santos, antigo director do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores e deputado europeu, e levou à capital belga representantes para a área da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais e da Rede Europeia de Clusters Marítimos, entre outras instituições, públicas, privadas e ONG. Fazer face aos desafios e à urgência da transição para o mar e os seus recursos, sem cometer os erros de sobre-exploração do passado, é o grande objectivo desta plataforma multinacional.
Para Ricardo Serrão Santos, os oceanos têm estado arredados da atenção que lhes é devida, pelo papel, tantas vezes esquecido, que desempenham na regulação ecológica do planeta e pela alternativa de recursos que representam para a debilidade actual das economias ocidentais. Exemplos? “Uma conferência tão importante quanto a COP 21 [do clima, a 7 e 8 de Dezembro em Paris] só decidiu dedicar um dia aos assuntos do mar porque houve muita insistência”.
A ideia de um oceano global que deve ser preservado também é recente. Nenhum território pode ser encarado como sem fronteiras do que este, que ocupa grande parte do planeta. Mas, continua o investigador e eurodeputado, “os oceanos são encarados autoestradas de passagem ou de sobrevoo”, sujeitos “ao egoísmo proteccionista dos estados”.
Do lado económico, o turismo, a aquacultura sustentável, a contemplação – como a observação de baleias e golfinhos nos Açores, por exemplo –, ou o transporte marítimo surgem como algumas das inúmeras alternativas para o crescimento. Seja como for, acentua Serrão Santos, “a ideia é encontrar alternativas económicas sabendo que há limites para o crescimento; há que aprender com os erros dos outros modelos económicos”, em particular aqueles que, desenvolvidos em terra nos últimos séculos, agrediram ecossistemas e levaram ao aquecimento global por mão humana. A iniciativa Sea for Society arranca com diversas iniciativas desenvolvidas pelos seus subscritores.
Fonte: Sol