Marinha Portuguesa recebe prémio nos EUA

A Marinha Portuguesa foi distinguida com o prémio internacional ‘Balanced Scorecard Hall of Fame for Executing Strategy’, durante a 15.ª Cimeira Anual Global da Palladium, nos Estados Unidos da América (EUA) anunciou a instituição. 

“O prémio, entregue pelos criadores do modelo de gestão estratégica ‘Balanced Scorecard’ (BSC), Dr. David Norton e Professor Robert Kaplan da Universidade de Harvard [Estados Unidos da América], foi o primeiro a ser atribuído a uma entidade nacional e distingue a Marinha, e toda a sua subestrutura, pelo esforço efectuado na adaptação deste modelo de gestão estratégica à realidade da organização”, lê-se numa nota da Marinha Portuguesa. 

O prémio foi atribuído pelo grupo Palladium, uma empresa de consultoria em gestão estratégica. 

A Marinha informa também que se junta a cerca de duas centenas de organizações públicas e privadas a nível mundial, que foram reconhecidas nos últimos 15 anos “pela excelência da sua execução estratégica”. 

O prémio ‘Balanced Scorecard Hall of Fame for Executing Strategy’ foi criado em 2000 “com o objectivo de reconhecer publicamente as organizações que, a nível mundial, usam a metodologia ‘Balanced Scorecard’ para executar com sucesso as suas estratégias e alcançar resultados de desempenho excepcionais”. 

A nota refere ainda que os cinco lados prémio, em cristal, representam os “cinco princípios de uma organização orientada para a estratégia”.

Fonte: TVI

Contentores afundam no último trimestre. Portos Nacionais ressentem-se.


Uma enorme queda geral no mercado dos envios em grande escala por contentor ao nível global, tem marcado fortemente o panorama do Sector Portuário. Todos os Portos ressentem-se, perante uma crise em tudo semelhante a de 2009, em que os armadores fazem redução de custos perante a falta de trabalho e procura por parte das empresas. Portugal não é excepção, e todos os portos nacionais tem-se ressentido perante uma forte quebra na movimentação. Se no Porto de Lisboa, a situação não é favorável, porque para além da quebra de movimentos derivadas da falta de confiança dos investidores devido às greves de anos anteriores, a venda da Tertir, gestora de terminais portuários aos turcos da Yildirim, com a forte possibilidade de saída de pessoal, devido à caducidade do contrato colectivo de trabalho, abriu brechas entre Estivadores e o Patronato, inclusive já com um período de greve de 10 dias marcado, começando no próximo dia 14. Mais a sul, no maior terminal portuário de Portugal, em Sines, a situação de quebra é fortemente notória, ficando o Terminal XXI possivelmente pouco acima do atingido o ano passado. Num Terminal em que predomina o Transhipment, com concorrência forte, principalmente em Tânger Med, a quebra já fez os seus estragos. Num panorama claramente desfavorável, as dispensas de trabalhadores em Sines já se fizeram sentir, perante as descidas de movimentos, e mesmo nos armadores, nomeadamente na Maersk, [ parte integrante com a MSC na Aliança 2M], já anunciou que irá dispensar 4 mil Trabalhadores de modo a redimensionar a empresa, para passar esta fase decrescente que não poupa todos os cantos do globo. A nível nacional, a indefinição política em Portugal, também não está a ajudar o Sector, porque enquanto não houver essa clarificação, muitos dos projectos-lei e reformas para o Sector, ficarão em banho-maria. A nível internacional, o afundar das economias emergentes, mas em especial a queda da Economia Chinesa, [ Que tem a menor taxa de crescimento desde 2009 ], não augura nada de bom para este sector, em virtude, não só da queda do crescimento chinês, mas também da anunciada mudança de paradigma económico na China, que irá dar maior ênfase no consumo doméstico, em detrimento das exportações e investimento, que asseguraram três décadas de trepidante crescimento económico. 2016 é uma profunda incógnita para o Sector Portuário, com previsões em baixa, quebra de investimento e com as estratégias em stand by na expectativa de ver o que vai acontecer de seguida.

Estudo faz mapa do lixo jogado nos Oceanos

É sujidade para todos os lados. A poluição dos oceanos atinge locais isolados e de protecção ambiental, como a costa da república de Palau, um santuário marinho. A maior parte dos resíduos é plástico que vem de longe, trazido pelas ondas. O levantamento desse problema ambiental está sendo feito por investigadores suíços que integram a expedição Race for Water Odyssey. No passado dia 5, a embarcação que saiu há 300 dias de Bordéus, na França, chegou ao Rio de Janeiro.
Ao todo, a expedição já percorreu 32 mil milhas náuticas até agora (um pouco mais de uma volta em torno da Terra), recolhendo dados, cujo resultado será apresentado até o ano que vem. Mas o que já sabem é preocupante: 80% da poluição dos oceanos é composta por plásticos, segundo amostras de resíduos retiradas pela equipe da Race for Water. Estima-se que a humanidade produz 250 milhões de toneladas de plástico cada ano, dos quais 10% acabam no mar. Plástico esse que poderia ser drasticamente reduzido com mudança de consumo, já que 35% são usados apenas uma vez e logo descartado. 
“Encontramos plástico em todo lugar, mesmo em áreas isoladas e bem preservadas”, explica Marco Simeoni, presidente da Race for Water e organizador da expedição. Em conversa com jornalistas, Simeoni explicou que embora seja possível encontrar resíduos em qualquer lugar, existem cinco grandes áreas que concentram a poluição devido às correntes marítimas. São as chamadas zonas de convergência. As manchas de poluição estão distribuídas nos oceanos Atlântico (Sul e Norte), Pacífico (Sul e Norte) e Índico, numa área que, juntas, totaliza duas vezes o tamanho do Brasil.  

Uso sustentável dos nossos Oceanos

A proximidade do mar é algo que nós, humanos, sempre desejamos porque as costas oferecem várias oportunidades e benefícios para os que aí residem. Porém, com o rápido crescimento da população mundial, precisamos pensar sobre o futuro dos nossos oceanos e costas. A pressão sobre os nossos oceanos aumentou imensamente, principalmente devido ao uso humano, mas os recursos marinhos não são infinitos. Como se pode conciliar o uso e a conservação? Que critérios devem ser utilizados para avaliar os possíveis caminhos de desenvolvimento para um uso sustentável do ambiente marinho? Que medidas práticas devemos tomar para garantir esse uso sustentável? Que tipos de acordos de compensação devem ser estabelecidos entre vencedores e perdedores? E o que exactamente faz a “sustentabilidade” – palavra que é uma das mais utilizadas actualmente – em relação aos oceanos e as regiões costeiras?    
Esta quarta edição do “World Ocean Review”, intitulada “Uso sustentável dos nossos oceanos – colocando as ideias para funcionar” (WOR 4) e publicada pela maribus gGmbH, organização sem fins lucrativos com apoio da revista mare, do Instituto Oceânico Internacional (International Ocean Institute – IOI) e do pólo de excelência “Oceano do Futuro” analisa a sustentabilidade e os oceanos do ponto de vista mundial. “Sustentabilidade” se tornou uma das palavras mais exageradamente utilizadas actualmente e seu significado varia de acordo com a definição ou o contexto. Os colaboradores do WOR do pólo de excelência “Oceano do Futuro” relacionam a teoria da sustentabilidade com a pesquisa sobre novas maneiras de gestão responsável os oceanos e seus recursos. Apresentam os robustos conceitos científicos de maneira clara e acessível para o leitor não especializado, e mostram como a sociedade civil e os responsáveis pela criação de políticas também podem fazer uma contribuição significativa. 
“Com o ‘World Ocean Review’, o nosso objectivo é dar ao público em geral as ferramentas básicas para aguçar o seu entendimento sobre a sustentabilidade, fornecendo informações abrangentes sobre os vários serviços prestados pelo oceano”, disse o professor Martin Visbeck, porta-voz do “Oceano do Futuro”, pólo de excelência dos cientistas de Kiel, e oceanógrafo do GEOMAR Centro Helmholtz para a Pesquisa Oceânica, em Kiel. “O progresso para o uso sustentável dos oceanos é possível se todos os grupos envolvidos trabalharem juntos. Para uma agenda de desenvolvimento sustentável global, portanto, é essencial coordenar os vários tipos de uso e a protecção do ambiente marinho de forma mais eficaz, especialmente em termos transnacionais.” 
O “World Ocean Review” oferece também uma visão detalhada dos vários serviços ao ecossistema prestados pelos oceanos para as comunidades humanas, como produção de oxigénio, alimentos, energia das ondas e eólica, e rotas para transporte marítimo. Examina o papel dos recursos não renováveis como petróleo, gás e agregados marinhos (por ex., cascalho e areia) e mostra como as dunas e barreiras podem proteger a região costeira. Hoje, vários desses serviços estão ameaçados pela exploração exagerada, poluição e emissão de gases de efeito estufa. Além de identificar as causas, o WOR 4 define a dimensão do problema e mostra as tentativas que estão sendo feitas em várias disciplinas científicas para desenvolver modelos e hipóteses viáveis através de descobertas de teóricos da sustentabilidade que podem ser traduzidas em estratégias sociais, políticas e económicas com relevância prática. 
“A conservação marinha é mais eficaz quando o próprio público toma medidas. Um público bem informado e que tenha um bom entendimento sobre o ambiente marinho pode fazer a pressão necessária para promover mudanças de políticas”, disse Nikolaus Gelpke, Director geral da maribus gGmbH, editor da mareverlag e presidente do IOI. “Para isso, porém, é geralmente necessário fornecer apoio de modo que as pessoas possam assumir responsabilidade pela gestão sustentável do seu ambiente. A criação dessa capacidade é agora algo necessário em matéria de política no mais alto nível e faz parte da nova agenda mundial sobre sustentabilidade das Nações Unidas.”  

A Internet é um Mar de cabos

Imagine que está num terraço em Lisboa e envia uma mensagem de WhatsApp para um amigo que vive no Rio de Janeiro, no Brasil. O telemóvel dele apita em menos de um segundo. O recado foi à velocidade da luz. Parece que voou, mas, na verdade, foi a nado. Mergulhou no Atlântico. Mais de 99% das comunicações entre continentes são feitas através dos 900 mil quilómetros de cabos instalados debaixo do mar. Eles ajudaram a Internet a crescer e os preços das comunicações a baixar – na prática, ajudaram o mundo a encolher.
Terá sido mais ou menos isso que sentiram Vitória de Inglaterra e James Buchanan em Agosto de 1858, quando o primeiro cabo transatlântico fez um telegrama da Rainha chegar ao então Presidente dos Estados Unidos. A festa foi tão grande que houve fogo-de-artifício. E prejuízo – a câmara de Nova Iorque pegou fogo e o cabo avariou ao fim de 26 dias. Por essa altura, um cabo submarino suportava 48 chamadas internacionais em simultâneo e cada uma custava 3 dólares por minuto (21 euros hoje). Em 1866, quando se conseguiu assentar no fundo do mar um cabo mais durável, um telegrama custava 10 dólares por palavra (136 euros).

Feliz Natal ao tio do Brasil
Às 7h25 do dia 8 de Junho de 1870, o Rei D. Luís recebia, no Palácio da Ajuda, a primeira mensagem telegráfica da história de Portugal – a Rainha Vitória de Inglaterra felicitava-o pela ligação. Pouco depois, o Rei português enviaria uma mensagem de feliz Natal ao tio, o Imperador Pedro II do Brasil.
Três décadas depois, um cabo passou a poder suportar 7.560 conversas em simultâneo. No ano 2000, o SEA-ME-WE 4, que liga a Austrália, Ásia e Europa, transportava 40 GB (oito DVDs) de informação por segundo.
Hoje, os cabos mais modernos transportam 1.600 vezes mais. É esta rede que liga os arquipélagos dos Açores e da Madeira entre si e ao continente – o satélite é usado em situações de excepção (é muito mais caro). A estrutura é tão importante que não é raro ser objecto de discórdia.
Os cabos que chegam às ilhas são propriedade da Portugal Telecom – há anos que os operadores concorrentes se queixam dos preços cobrados pelo aluguer da rede. Na semana passada, a Anacom impôs uma redução de 50%. A dona da Meo não quis comentar o assunto.
E há desacordos de muito maior envergadura – alguns até metem espiões. Em 2013, o The Guardian noticiou que os serviços secretos do Reino Unido tinham acedido a vastos fluxos de informação pessoal e sensível (telefonemas, emails, histórico de navegação na Internet) transportada através de cabos submarinos e que a tinham partilhado com a Agência de Segurança Nacional norte-americana. Não foi uma estreia: durante a guerra fria, os norte-americanos também mergulharam até aos cabos para espiar os russos.

Fonte: Público

Obras do Canal da Nicarágua podem avançar

O governo da Nicarágua aprovou o estudo de impacto ambiental para a construção do canal que ligará o Atlântico ao Pacífico através do país.


O projecto, orçado em 50 mil milhões de dólares (46,6 mil milhões de euros), promete uma batalha titânica com o Canal do Panamá, cuja obra de alargamento está em fase de finalização, devendo ser inaugurada em Abril de 2016.
O Canal da Nicarágua será construído pela HKND (Hong Kong Nicaragua Canal Development Investment Company), empresa liderada pelo chinês Wang Jing e que suportará o investimento em troca da concessão por um prazo de 100 anos. Desde a empresa indicam que os trabalhos preparatórios podem começar ainda em 2015 e que a obra principal arrancará no fim de 2016.
De acordo com a HKND, a abertura do canal ocorrerá cinco anos após o começo da obra principal.
O canal atravessará a Nicarágua, de Punta Gorda, na costa atlântica, a Brito, no Pacífico, passando pelo lago Nicarágua, no centro do país. Terá uma extensão de 275 quilómetros, 230 a 530 metros de largura e fundos de até -30 metros.
O projecto compreende, além do canal propriamente dito, uma zona franca, dois portos de águas profundas (um em cada extremo), um aeroporto internacional (na província de Rivas), estradas, instalações turísticas e, ente outras estruturas, centrais eléctricas e unidades de fornecimento de matérias-primas.
Fonte: T e N


Triton e TAL criam líder mundial no leasing de Contentores

A Triton Container International e a TAL International Group anunciaram uma operação de fusão que dará origem ao novo líder mundial na locação de contentores.


A nova entidade, a Triton International, que será detida em 55% pela Triton e em 45% pela TAL, operará com uma frota de cinco milhões de TEU (o que lhe confere uma quota de 25% do mercado mundial) e realizará um volume de negócios de 8,7 mil milhões de dólares.
Até aqui, a Textainer era a número um mundial na actividade, com uma frota de 3,2 milhões de TEU. A Triton e a TAL eram as números dois e três do ranking, cabendo o quarto lugar à Seaco/Cronos, que também juntaram forças no início do ano.
A companhia resultante da fusão agora anunciada terá a sua sede nas Bermudas e deverá cotar na Bolsa de Nova Iorque. O processo de fusão deverá ficar concluído no primeiro semestre de 2016.
“Esta transacção vai criar uma empresa com profundo conhecimento do sector, capacidades melhoradas de sistemas e de operações e uma frota de dimensão expandida. Tanto a Triton como a TAL International têm uma reputação de competência e fiabilidade junto dos clientes, fornecedores e financiadores”, refere, citado num comunicado de imprensa, Ed Schneider, co-fundador e presidente da Triton.
“Esta é uma transacção transformacional. As capacidades avançadas da nova empresa, mais escala e melhorada competitividade de custos vão permitir uma melhor posição no ambiente operacional e permitir uma valiosa alavancagem operacional quando o mercado recuperar”, afirma, por seu turno, Brian Sondey, presidente e director executivo da TAL International.
Fonte: T e N


Projecto de Ponte de Lima é construir centro náutico de referência

Ponte de Lima nasceu debruçada sobre as águas transparentes do rio que lhe dá o nome há cerca de 900 anos. É hoje a vila mais antiga de Portugal. Uma paisagem bucólica graças a uma arquitectura de referência medieval juntamente com o característico verde da Natureza minhota. Argumentos mais do que suficientes para o edil Victor Mendes justificar um avultado investimento municipal na beneficiação e requalificação do centro náutico local. Um projecto que se quer de envergadura mundial e que o presidente da câmara acredita fazer mais sentido com Fernando Pimenta.

“É uma situação anómala que esta pequena região tenha o melhor clube de canoagem de Portugal, vários campeões e um vice-campeão olímpico, mas isso é um orgulho que temos de potenciar, porque é fruto das nossas condições geográficas e climatéricas ao longo de quase todo o ano. É quase uma obrigação aproveitar a dinâmica de sucesso de Fernando Pimenta para promover este pedaço de paraíso”, referiu Victor Mendes, para logo de seguida dar voz ao projecto de mais de um milhão de euros que espera ser capaz de transformar Ponte de Lima na capital da canoagem:

“A reconstrução em curso do açude do rio Lima vai permitir criar um espelho de água com condições excelentes para a prática na canoagem de alta competição. Aliado a isso vamos ampliar as instalações do Centro Náutico e criar uma logística capaz de atrair as grandes equipas internacionais ou selecções para aqui realizarem estágios.”

Retorno

Mais do que continuar a cativar talentos ou potenciar a vertente competitiva, esta aposta do município também visa explorar o cada vez mais procurado turismo de lazer. “As actividades náuticas são um sector cada vez mais procurado a nível internacional e que é capaz de desenvolver a taxa de ocupação dos nossos hotéis, como a restauração e o comércio local”, asseverou o edil, para quem “Pimenta e o Clube Náutico apresentam-se como os grandes embaixadores deste projecto e para a série de acções de promoção que serão feitas”.

Fonte: Record

Museu Marítimo de Ílhavo assinala o Dia Nacional do Mar

O Museu Marítimo de Ílhavo assinala o Dia Nacional do Mar com diversas actividades ao longo do dia 14 de Novembro. De manhã, uma visita especial e restrita aos bastidores do Aquário para o público familiar. À tarde, jornadas dedicadas à embarcação “Vouga” com diversas intervenções, uma visita especial e guiada ao Vouga “Ventura” na Sala da Ria do Museu e a doação de um modelo desta embarcação realizada pelo nosso parceiro TEAM. Destaque para a entrega de prémios do 3.º Concurso de Modelismo Náutico do Museu Marítimo de Ílhavo, e a apresentação da 2.ª fase do Projecto Homens e Navios do Bacalhau.
Comemoração do Dia Nacional do Mar
10h30 Visita especial – Bastidores do Aquário
Visita dirigida a um grupo de pessoas muito restrito, a quem se oferece a rara oportunidade de acesso a toda a área técnica e reservada do aquário. O principal objectivo é dar a conhecer a complexidade técnica e as rigorosas exigências associadas à manutenção do tanque de bacalhaus, bem como todos os cuidados necessários para manter o bem-estar dos peixes em cativeiro. A visita tem uma componente mais experimental e didáctica, nomeadamente através da realização de alguns testes que medem a salinidade da água, os níveis de azoto, a preparação da alimentação, etc.
Limitado a 15 pessoas · 60 minutos · marcação prévia: 234329990 | museuilhavo@cm-ilhavo.pt
14h00 Jornadas “Os Vougas”
O barco Vouga é uma embarcação com origem nas margens da laguna de Aveiro. Tendo surgido no final dos anos 20 do século passado, é um dos poucos barcos da Ria de Aveiro que não é utilizado para actividades de carácter laboral. Criado na Costa Nova, pela mão do Mestre António Gordinho, como barco de lazer e veraneio, rapidamente demonstrou as suas potencialidades para a prática da vela.
No final dos anos 30 foi criada a “Classe Vouga” e nos anos 40 a Federação Portuguesa de Vela considerou-a “classe nacional”, sendo disputados campeonatos nacionais até aos anos 60. Após um período de alguma inactividade e abandono, a “Classe Vouga” tem vindo a renascer, afirmando-se como elemento marcante na paisagem lagunar e na Vela Portuguesa.
Um extraordinário Vouga encontra-se em exposição permanente na sala da Ria do Museu Marítimo de Ílhavo. Com a organização desta Jornada dedicada aos “Vougas”, o Museu Marítimo de Ílhavo pretende aprofundar o conhecimento sobre esta embarcação, a sua interessante história e a sua técnica construtiva e desportiva.
Programa
Participação gratuita · inscrições ciemar.mmi@cm-ilhavo.pt ou 234 092 496 com os seguintes dados: nome, profissão, instituição e contactos. Inscrições abertas até 12 de Novembro.
17h30 Entrega do Prémio do 3.º Concurso de Modelismo Náutico Museu Marítimo de Ílhavo 2015
18h00 Apresentação da 2.ª fase do Projecto Homens e Navios do Bacalhau
Fonte: M.M.I.

O mar e a inovação na construção de uma Economia Azul

As Nações Unidas encerraram em outubro último um ciclo de reflexão global do qual saíram 17 ambiciosos objetivos de desenvolvimento que vêm traçar o rumo da viagem até ao horizonte do ano de 2030.

Deste novo conjunto de compromissos para com a humanidade, destaco com agrado a forma como as conclusões da Rio+20 influenciaram positivamente os líderes mundiais quer na valorização das indústrias tecnológicas – pelo seu papel vital na troca de conhecimento, cooperação técnica e capacitação para o desenvolvimento sustentável – quer pela importância estratégica que os mares, oceanos e regiões costeiras assumiram na formulação de um novo modelo de desenvolvimento económico. Aliás, também em linha com a estratégia europeia de “Crescimento Azul” e com a visão da nossa Estratégia Nacional para o Mar.
Perante um contexto em que a “maritimidade” paira na agenda global, num país que conta com uma geografia avassaladoramente marítima, mas que ainda assim há mais de uma década não consegue crescer, é tempo de refletirmos sobre a holística dos objetivos de sustentabilidade para reinventar a forma como tirar proveito do valor que o Mar encerra para a economia de um Estado costeiro como Portugal.
É certo que este desígnio passará pela gestão inteligente e integrada do território marítimo e costeiro, tendo em conta a incidência de fatores como a pressão urbana e os impactos isolados e combinados que as diferentes atividades económicas provocam sob o ecossistema marinho e costeiro. Na verdade, da mesma forma que a temática das “cidades inteligentes” foi conquistando o seu espaço na agenda dos decisores, será determinante que o conceito de “regiões costeiras inteligentes” saia do armário e assuma o seu papel neste novo impulso económico assente no potencial dos mares e oceanos.
É preciso desenvolver as regiões costeiras, investindo na democratização de sistemas capazes de monitorizar o clima e os ecossistemas naturais, na sensibilização das comunidades para o uso racional dos recursos e na modernização das indústrias com métodos produtivos sustentáveis e tecnologicamente assistidos. Por outro lado, a vulnerabilidade das regiões costeiras e a exposição das suas populações e dos seus turistas aos riscos resultantes das alterações climáticas deverão ser combatidas pelo uso de sistemas com a capacidade de prever e alertar as populações para os riscos de intempéries e catástrofes naturais.
A carga utópica dos objetivos de sustentabilidade só será vencida se públicos e privados convergirem numa abordagem filantrópica pela manutenção da capacidade regenerativa dos oceanos e ecossistemas estuarinos, compatibilizando o aumento da produção pesqueira e aquícola com a preservação de formas tradicionais de uso sustentável dos mares, oceanos, zonas costeiras e estuarinas. Neste contexto, a especialização de avanços tecnológicos, como o da Internet das Coisas (IoT), trará a prosperidade a atividades económicas como a aquacultura. Permitindo que esta assuma o seu papel no desenvolvimento sustentável inclusivo, através da criação de postos de trabalho e na produção de proteínas de alto valor nutritivo, determinantes no combate à fome e à pobreza e para a segurança alimentar e nutricional. Todos eles, objetivos espelhados no horizonte que nos separa de 2030.
A resposta do setor tecnológico e da inovação aos desafios previstos pelos “Objetivos de Sustentabilidade” propostos pelas Nações Unidas e a estratégia de Crescimento Azul visionada para a Europa começou ontem. Provavelmente, com ela reinventou-se a forma como Portugal poderá iniciar um novo ciclo de crescimento económico que nos poderá voltar a projetar como uma grande potência marítima mundial.
Aproveitemos a “onda”!
Jorge Manuel Delgado, 
CEO da Compta
Fonte: OJE.pt