Calypso, navio de Jacques Cousteau, vai voltar ao Mar



O Calypso, navio de pesquisas hidrográficas do comandante Cousteau abandonado desde 2007 num porto francês, vai voltar ao mar – anunciou a equipa Cousteau, proprietária do barco.

«Estamos a trabalhar para tirar o barco de Concarneau (Bretanha, oeste) em três meses. O nosso objectivo é reparar completamente o navio e que ele navegue novamente para ser o embaixador dos oceanos como sonhava o comandante», afirmou a equipa Cousteau.
«Estimamos que serão necessários entre 12 e 18 meses para que o Calypso volte a navegar. Os operadores possíveis para o canteiro foram contactados», disse a associação.
À bordo do Calypso, o explorador francês Jacques-Yves Cousteau atravessou a partir dos anos 1950 e durante mais de 40 anos os oceanos do globo para realizar filmes sobre o fundo do mar, que passaram por todo o mundo.
Em Janeiro de 1996, um ano antes da sua morte, o Calypso naufragou em Singapura. Reflutuado, chegou até Concarneau em 2007, onde deveria ser restaurado.
No entanto, a sua restauração foi interrompida por conta de uma desavença entre o estaleiro naval Piriou, encarregado da obra, e a equipa Cousteau.
Em Dezembro de 2014, a justiça francesa tinha proferido uma decisão exigindo que a associação levasse o Calypso antes de 12 de Março de 2015 e pagasse a conta das obras ao estaleiro, cerca de 300.000 euros.

Companhias de navegação sobem gastos com porta-contentores em 98%


As companhias de navegação investiram um total de 18,620 milhões de euros em novas encomendas de porta-contentores durante 2015, o que representa um aumento destes gastos de uns exorbitantes 98% em relação ao ano anterior. Foram feitos 255 pedidos de barcos, com uma capacidade total de 2,34 milhões de TEUs. Tal procura representa um aumento de 113% da capacidade da carteira de encomendas, de acordo com a consultora Alphaliner, que alerta para a insustentabilidade da situação.

Segundo conclusões da Alphaliner, este cenário é justificado pelas novas exigências da Organização Marítima Internacional (OMI) sobre as emissões poluentes, facto que tem incentivado os armadores a antecipar os seus planos para novas encomendas. No final de 2015, a frota mundial de contentores  havia alcançado uma capacidade de 19,94 milhões de TEUs, um aumento de 8,5% face aos 12 meses anteriores. 

No passado exercício registou-se um número recorde de entregas foi navios. Nesse sentido, os proprietários incorporaram 214 novos navios porta-contentores com uma capacidade de 1,72 milhão de TEUs, enquanto foram anulados apenas 200.000 TEUs como resultado da demolição de navios ou acidentes. A Alphaliner afirma que o crescimento é “insustentável”, alertando para uma capacidade não utilizada de 1,36 milhões de TEUs face aos 230.000 verificados no início do ano (um aumento de quase 500%). Além disso, no final de 2015, enfatiza a Alphaliner, as taxas de frete da China foram entre 20 a 20% menores do que no ano anterior. 

Fonte: Cargo

Estivadores de Lisboa em "Stand-By" até ao Final de Fevereiro.


O anúncio feito pela Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino constata com a sensação de que afinal a “Paz Social” mencionada hoje em conferência de imprensa, pode não ser tão clara e certa como parece. A greve terminou sim, e os pré-avisos foram retirados, mas a Paz Social que a Ministra menciona, pode durar apenas 53 dias. E nestes 53 dias sem greve e pré-avisos, é obrigatório chegar a Acordo sobre um novo Contrato Colectivo de Trabalho, que tinha caducado pela nova concessionária do Porto de Lisboa. Este acordo não se prevê fácil, apesar de ter sido garantidos, segundo a Ministra, os “pagamentos dos créditos salariais dos trabalhadores e a normalização das condições de funcionamento do Porto de Lisboa”. E porque não se antevê um acordo fácil? Porque a Ministra já avisou que duas das reivindicações de António Mariano, Presidente do Sindicato dos Estivadores, não vão ser atendidas, nomeadamente uma eventual alteração  à lei do trabalho portuário, aprovada em 2013, no qual Ana Paula Vitorino teve um importante contributo, e num eventual aumento salarial, onde a Ministra reconhece não haver condições depois da queda abrupta de movimentação de carga em Lisboa.  

UASC com recorde de carga de 18 601 TEU

O feito foi conseguido a bordo do Al Muraykh, um dos mais verdes gigantes do mar.


A UASC (United Arabe Shipping Company), do Dubai, estabeleceu um novo recorde de carga de 18 601 TEU a bordo do Al Muraykh, um dos mais verdes gigantes dos mares, com capacidade total de 18 800 TEU.
O feito foi conseguido num carregamento entre Port Klang, na Malásia, e Felixtowe, em Suffolk, no Reino Unido, conseguindo assim atingir, em simultâneo, um mínimo de emissões de CO2 por TEU, o equivalente também a 60% das emissões emitidas caso a carga seguisse a bordo dos convencionais navios de 13 500 TEU.


Atum leiloado por 108 mil euros

Um atum rabilho foi vendido por 14 milhões de ienes (108.376 euros) no tradicional leilão no mercado de peixe de Tsukiji, em Tóquio, o primeiro do ano e o último nestas instalações.


Como tem sido habitual nos últimos anos, o exemplar de 200 quilos procedente da província de Aomori foi adquirido a 70.000 ienes o quilo (542 euros) por Kiyoshi Kimura, dono de uma conhecida cadeia de restaurantes de sushi.
O preço representa o triplo dos 4,51 milhões de ienes (34.919 euros) que o próprio Kimura pagou no ano passado pela peça mais cobiçada do primeiro lote do ano no mercado, e quase o dobro dos 7,36 milhões de ienes (56.998 euros) que o empresário pagou em 2014.
No entanto, o valor não atingiu o recorde de 155,4 milhões de ienes (1,07 milhões de euros) que o japonês gastou em 2013, o preço mais alto pago até à data.
O primeiro leilão de atum do ano em Tsukiji, o maior mercado de peixe do mundo, que abriu em 1935 no bairro de Chuo, nas margens do rio Sumida, converteu-se, nos últimos anos, num evento mediático, graças à presença de Kimura, já que o quilo de atum rabilho raras vezes é comprado pelos comerciantes por mais de 70 euros.
Este ano o leilão teve um significado especial, já que foi a última vez que a primeira hasta do ano é ali realizada, estando prevista uma deslocação do mercado para Toyosu, uma ilha artificial na baía da capital, em Novembro deste ano.

Fonte: JN


Uma lula gigante nunca tinha sido filmada assim

Pela primeira vez foi avistada uma lula gigante na Baía Toyama, no Japão. O cefalópode tinha uma largura estimada de 3.7 metros e, para além de ter sido visto, foi também filmada. Veja as imagens.



O fundo mar é um dos lugares mais misteriosos e, ao mesmo tempo, mais maravilhosos do planeta. Nele encontram-se as mais variadas criaturas que já deram azo a obras e a mitos. Mas estas criaturas vivem lá bem no fundo, são esquivas e muito difíceis de encontrar. Daí a surpresa quando um dos monstros das profundidades, uma lula gigante, veio ao de cima no Japão, o que raramente acontece. O cefalópode já ficou conhecido como “Heck”, um nome carinhoso para um bichinho com uma largura estimada de 3.7 metros.
É a primeira vez que um animal desta espécie aparece na Baía de Toyama, no Japão. De resto apenas algumas dezenas foram avistadas por todo o mundo, o que serviu para alimentar mitos e inspirar romancistas.
Um gestor da Baía de Toyama, Tatsuya Wakasugi, reforçou, em declarações ao Wall Street Journal, que “foi a primeira vez que vimos uma lula gigante viva por aqui, onde a profundidade da água é apenas de cerca 2.5 a 3 metros”
Para além de ter sido vista, esta lula gigante foi também filmada. Aqui ficam as imagens:






Fonte: Observador

TR promove debate sobre Concorrência no Sector Portuário

A Transportes em Revista vai realizar, no próximo dia 26 de Janeiro, no Auditório do Alto dos Moinhos, em Lisboa, uma sessão-debate dedicada ao tema “Concorrência no Sector Portuário”. 
Em fase de consulta pública, o estudo sobre a concorrência neste sector, promovido pela própria AdC – Autoridade da Concorrência, identifica os principais constrangimentos à concorrência nos portos portugueses e apresenta um conjunto de recomendações destinadas a promover a concorrência no sector. Segundo a AdC, algumas das recomendações têm como objectivo “mitigar os constrangimentos de natureza concorrencial identificados”. Entretanto, cerca de 40 entidades enviaram esclarecimentos e comentários expondo argumentos, opiniões e pontos de vista sobre as várias matérias abordadas no referido estudo. 
Ao promover esta sessão de debate, a Transportes em Revista, procura contribuir para a reflexão e esclarecimento das posições dos diversos intervenientes do sector portuário, sobre este importante documento.
A sessão irá contar com a presença de Paulo Gonçalves (AdC), João Carvalho (AMT), Vítor Caldeirinha (APP), Pedro Galvão (CPC), Miguel Gomes (AAMC), Rui D´Orey (Agepor), António Caneco (Svitzer Portugal), Paulo Paiva (Associação dos Transitários de Portugal), Urbano Gomes (TCL), Jaime Vieira dos Santos (Comunidade Portuária de Leixões), Tiago D´Alte (Universidade Católica), Paulo Neves (Tertir), Amadeu Rocha (APDL), Gonçalo Vieira (Portucel/Soporcel), entre outros.

Fraco desempenho dos portos do Norte da Europa deverá manter-se em 2016

 
Os portos do Norte da Europa prosseguem na rota do durante mau desempenho ano que se arrastou durante 2015 – é esta a previsão do último relatório elaborado conjuntamente pela empresa de consultoria Hackett Associates e pelo Instituto de Economia de Transporte e Logística, feito através da análise de indicadores económicos, e que apontam para uma nova redução na actividade económica que terá impactos no volume de comércio.

Para os próximos seis meses, a previsão feita projecta um decréscimo de 4,1% no total de movimentos de contentores através do corredor do Norte, facto que, a concretizar-se, melhorará ligeiramente a diminuição de 5,2% verificada no período anterior. Entre os seis portos analisados ??nesta região (Le Havre, Antuérpia, Zeebrugge, Rotterdam, Bremen e Hamburgo), apenas o porto de Antuérpia “tem tido um ano decente e é susceptível de manter a força em 2016, porque ele não está exposta a a queda nos volumes de comércio russo afectou ambos os concorrentes do Norte “.

Olhando para o futuro a empresa de consultoria Hackett Associates deixa um alerta sobre a “incerteza” que “os consumidores europeus ainda se sentem devido a problemas económicos, políticos e de segurança”, factos que vieram provocar uma queda acentuada na procura. Explica consultora que não vislumbra no horizonte “nenhuma recuperação em volumes e taxas de frete “.

Fonte:  Cargo

Maiores portos do mundo perdem contentores

O tráfego de contentores nos 30 maiores portos do mundo recuou 0,9% no terceiro trimestre do ano passado, calcula a Alphaliner. Trata-se da primeira queda de actividade desde 2009, sublinha.



Com este resultado, a projecção de crescimento para o final de 2014 é agora de apenas 0,8%, em forte contraste com as estimativas iniciais que apontavam para uma subida de 3-4%, ainda assim menor do que a registada em 2014.


O recuo do terceiro trimestre segue-se à forte travagem verificada entre Abril e Junho, quando o crescimento homólogo dos movimentos nos principais portos mundiais se ficou pelos 0,6%, depois de no primeiro trimestre ter atingido os 5,1%.


A Alphaliner avança como explicações a ausência de picos de procura ao longo do ano (ao contrário do que é habitual) e a excessiva oferta de capacidade – resultado da entrada no mercado de um crescente número de navios de grandes dimensões.


Xangai distancia-se de Singapura


No balanço dos primeiros nove meses do ano, Xangai reforçou a sua posição como líder mundial no movimento de contentores, com 27,4 milhões de TEU, mais 3,6% em termos homólogos. Singapura, o “histórico” número um, ficou mais longe, tendo regredido 6,5% para 23,5 milhões de TEU.


Entre os primeiros 30 portos mundiais, Nova Iorque destacou-se pela positiva, com um ganho homólogo de 13% até aos 4,8 milhões de TEU. Nos antípodas, Jacarta recuou 16,6% para 3,8 milhões de TEU.



Roterdão, o maior porto europeu (12.º no ranking), avançou 1% para 9,3 milhões de TEU. Valência, o maior porto da Península Ibérica na movimentação de contentores, cresceu 8% para 3,58 milhões de euros.


Fonte: T e N

Portos com recorde de 2,4 milhões de TEU

Nos primeiros 11 meses de 2015, os portos nacionais movimentaram praticamente 2,4 milhões de TEU. Sines garantiu mais de metade. Em ambos os casos os recordes são absolutos.


A carga geral contentorizada cresceu  5,4%, entre Janeiro e Novembro, para os 26,5 milhões de toneladas, segundo a Autoridade da Mobilidade e Transportes (AMT). O movimento de contentores, medido em TEU, avançou 2,7%.
Sines, Setúbal e Figueira da Foz, em diferentes escalas, foram os portos que mais cresceram nos contentores e atingiram novos máximos. Sines avançou 8,3% e chegou aos 1 227 149 TEU; Setúbal cresceu 15,2% até aos 110 388 TEU e a Figueira fez o mesmo e atingiu os 21 181 TEU.
Em sentido inverso, Leixões recuou 6,9%, castigado pela crise da  economia angolana, e quedou-se pelos 574 421 TEU. Lisboa, ainda pouco afectado pela greve dos estivadores (iniciada a 14 de Novembro), cedeu 0,6% para 455 514 TEU.
Continuando a crescer acima da média do mercado, Sines e o Terminal XXI valiam, no final de Novembro, 51,4% do total de contentores movimentados nos portos do Continente, medido em TEU.
Desde 2005, calcula a AMT, a taxa média anual de crescimento do porto alentejano atingiu os 36,8%. Lisboa, que já foi o maior porto de contentores nacional, pelo contrário, está numa situação de estagnação, com uma taxa média negativa de 0,3%. Setúbal cresceu, no mesmo período, 22,9% ao ano, a Figueira da Foz 9,1% e Leixões 6,6%.
Só uma “catástrofe” evitaria um recorde anual na movimentação de contentores, algures na casa dos 2,6 milhões de TEU. Todavia, é de de notar que o resultado de Novembro – 210 294 TEU – foi negativo em 1,1% em termos homólogos. Um aviso para a navegação
Fonte: T e N