Singapura baixa taxas para travar quebra nos contentores

Confrontado com uma quebra de 8,7% na movimentação de contentores, o porto de Singapura, ex-número um mundial, anunciou o arranque de um ano de descontos nas taxas portuárias.


No ano passado, o porto da cidade-Estado movimentou apenas 30,9 milhões de TEU, menos 8,7% que em 2014. O fraco desempenho foi justificado com o abrandamento do transporte marítimo, em particular no Ásia-Europa.
Certo é que, não obstante as dificuldades da indústria, o porto de Xangai registou, também em 2015, um crescimento de 3,5%, para 36,54 milhões de TEU, reforçando, desse modo, a liderança entre os portos mundiais de contentores.
Tentando contrariar a tendência de perda do porto, o ministro dos transportes da cidade-Estado, Khaw Boon Wan, anunciou no Fórum Marítimo de Singapura que a partir de hoje, dia 15, os navios com carga de saída com estadia no porto inferior a cinco dias terão um desconto adicional das taxas. Estes desconto adicional estará em vigor pelo período de um ano e poderá acumular com outros descontos.

Condenado a ser número dois?

Singapura perdeu a liderança mundial na movimentação de contentores em 2010. E não conseguirá, pelo menos no médio prazo, destronar Xangai, prevê a Business Monitor International (BMI).
“Para se manter como maior hub asiático de transhipment e lutar com Xangai pela liderança, o porto de Singapura tem de continuar a expandir-se e acompanhar as tendências do transporte marítimo”, indica o relatório da consultora.
A BMI salienta que “Singapura tem sido lenta a reagir à tendência de ‘maior é melhor’ do sector do transporte marítimo de contentores, com o porto a não seguir o caminho dos navios de 18 000 TEU, o primeiros dos quais foi lançado pela Maersk Line em Julho de 2013. O porto de transhipment para este navio na Ásia é Hong-Kong”, acrescenta o relatório.
A consultora vê, ainda assim, capacidade de crescimento para Singapura, potenciado pelo acordo de livre-comércio Trans-Pacífico (TPP em inglês). A BMI prevê que, entre 2017 e 2019, o porto da cidade-Estado aumente a movimentação de contentores em 3,27%, para 37 milhões de TEU.
Fonte: T e N

Maersk Line mantém liderança nos contentores


De acordo com dados avançados pela consultora Alphaliner, a gigante Maersk Line manteve a sua posição como maior linha de transporte de contentores do mundo. A transportadora dinamarquesa tem neste arranque de ano uma capacidade total operacional de 3.01M TEU através de 584 navios, em comparação com rival mais próximo, a MSC, com 484 navios para 2.67M TEU.

A Maersk viu a sua frota crescer 4,1% em 2014, enquanto a frota da MSC cresceu 5,2%, embora tenha uma carteira de encomendas maior, de 43 navios para 572,720 TEU contra os 31 navios da Maersk para 405.910 TEU. Graças à aliança detida com a MSC (2M), a Maersk foi capaz de reduzir significativamente a sua capacidade na rota Ásia-Europa ao longo de 2015, cortando assim a elevada exposição ao conturbado mercado – a sua capacidade nas rotas referidas baixou 26%, para 670.000 TEU.

No entanto, adianta a Alphaliner que a Maersk aumentou a sua capacidade entre a Ásia e o Norte da América em cerca de 24%, e, de forma massiva, em 223% nas rotas entre a Europa e o Norte da América, resultando este aumento da aliança acima sublinhada. Apesar implantar menos tonelagem na Ásia-Europa, a aliança 2M não livrou a Maersk dos riscos e revezes do excesso de capacidade (nota dominante no cenário actual).

Sublinha a Alphaliner que a Maersk  tem, actualmente, um dos seus navios Triple-E, o Maersk Munkebo de 18.340 TEU ancorado ao largo China, como resultado das suas travessias em branco para atenuar a fraca procura. Num cenário internacional de excesso de capacidade disponível e fraquíssima procura, a Maersk poderá ver a sua situação agravada caso o panorama se acentue, avisa a consultora. 

A CMA CGM é a terceira colocada, tendo visto a expansão da sua frota em 11,1% no ano passado, para 1.82M TEU através de 460 navios, e vai acrescentar mais 85 navios (535.000 TEU) à sua carteira caso feche com sucesso a sua proposta de aquisição da APL. Por seu turno, a Hapag-Lloyd conseguiu reapoderar-se da quarta colocação, destronando a Evergreen, com uma capacidade total de 932.822 TEU contra 931,849 TEU da transportadora de Taiwan, apesar de operarem navios menos – 173 contra 192 do Evergreen.


Fonte: Cargo

Porta-contentores: Frota global inactiva atinge recorde em 2015 e não se preve redução até Abril

De acordo com a analista Alphaliner, a frota mundial de navios porta-contentores que se encontram parados atingiu, no final de Dezembro de 2015, um recorde máximo, perfazendo uma capacidade total de 1,36 milhões de TEUs, o que representa cinco vezes mais quando comparada essa capacidade com aquela verificada no início do ano de 2015 (0,23 milhões de TEU’s).



No final de 2015, a frota de navios porta-contentores estacionados situou-se em 331 navios no final de 2015, com o número de navios com capacidade abaixo dos 7.500 TEU a aumentar devido à situação difícil que vive o mercado. Segundo reforça a Alphaliner, a frota de porta-contentores disponíveis aumentou cerca de 8,5% durante 2015, com um número recorde de 214 novos porta-contentores a entrarem no mercado nesse mesmo ano – os novos navios adicionaram 1,72 milhões de TEU’s à frota global.

Apesar das constrições do mercado no segmento dos contentores e do aumento da frota inutilizada, foram, em 2015, encomendados mais 255 navios em 2015, perfazendo essa quantidade um total de 2,34 milhões de TEU’s, facto que apenas vem contribuir para o aumento do já existente excesso de oferta no mercado. Não se prevê, diz a Alphaliner, qualquer redução da frota inutilizada até Abril de 2016.


Fonte: Cargo

Pesca: Primeiras vendas sobem 7% de Janeiro a Setembro

De Janeiro a Setembro de 2015, as primeiras vendas de pescado em Portugal atingiram os 145,5 milhões de euros, mais 7 por cento do que em igual período do ano anterior, segundo o  Europe Market Observatory for Fisheries and Aquaculture Products (EUMOFA).
Segundo o EUMOFA, neste período as primeiras vendas atingiram um volume de 86.591 toneladas, mais 17% do que no período homólogo de 2014, particularmente devido a maior desembarque de anchovas, carapaus e cavalas.
Se no caso das anchovas o preço desceu 25 por cento, já no caso das cavalas e dos carapaus os preços permaneceram estáveis face ao mesmo período do ano anterior.
Só em Setembro, as primeiras vendas atingiram 15,72 milhões de euros, uma descida pouco menor do que um por cento, face a Setembro de 2014, equivalentes a um volume de 14.515 toneladas (mais 39 por cento), muito devido ao desembarque de carapaus e cavalas, que também registaram subidas elevadas face ao período homólogo do ano anterior.

SeaIntel sugere parar mais de 10-15% da frota de porta-contentores

Se os operadores de transporte marítimo de contentores quiserem recuperar os fretes terão de imobilizar mais navios do que os que pararam em 2009, no auge da crise mundial, avisa a SeaIntel.


Em 2009, os armadores de companhias de navegação imobilizaram, por falta de trabalho e excesso de oferta, 10% a 15% da frota de navios e, como resultado, os valores médios dos fretes atingiram valores recorde em 2010.
A consultora dinamarquesa indica que, agora, a redução de tonelagem nas nove rotas cobertas pelo “Shanghai Containerised Freight Index” está longe daquele nível, com exepção para o Transpacífico. A frota inactiva de porta-contentores está, segundo a SeaIntel, nos 303 navios (5,9% da frota total), que totalizam 746 014 TEU (correspondentes a 3,8% da capacidade).
“Com a frota entregue em 2015 a totalizar 1,7 milhões de TEU e a procura global com um crescimento a rondar os 0%, é evidente que uma ‘paragem’ mais substancial de tonelagem seria necessária para haver uma recuperação”, salienta o comunicado da consultora.
A consultora não é a primeira a avisar para a necessidade de medidas duras para o sector ter rentabilidade. Alphaliner e Drewry têm feito semelhantes alertas. A consultora francesa, por exemplo, estima que estejam imobilizados navios equivalentes a 1,3 milhões de TEU e antevê que o nível de frota inactiva se mantenha pelo menos no primeiro semestre.


As 10 prioridades para os oceanos em 2016

A Oceana, organização internacional de conservação do ambiente marinho, pede que os governos, a nível mundial, façam uma gestão sustentável da pesca. “Não capturar mais peixe do que aquele que o mar consegue repor”, é uma das dez prioridades que a organização definiu para os oceanos em 2016.

Ao relembrar que os mares – a principal fonte de vida Terra – continuam a ser explorados de forma despreocupada, a Oceana espera que os decisores políticos “passem das palavras aos actos”.
A organização internacional alerta ainda para a importância de, enquanto consumidores, os cidadãos tomarem decisões mais conscientes.
Promover práticas pesqueiras que respeitem o meio ambiente, erradicar a pesca ilegal e defender as profundezas marítimas são medidas também consideradas fundamentais.
Devido às emissões de dióxido de carbono, uma das acções é contra as alterações climáticas. Como a água do mar está a aquecer e a tornar-se mais ácida, as espécies, obrigadas a migrar e invadir outros ecossistemas, acabam com os corais e os animais com concha.
Este problema leva a Oceana a definir como essencial a transição para as energias renováveis – uma acção prejudicada pelos derrames de petróleo e de outros combustíveis.
Tendo em conta que os oceanos cobrem 71% da superfície do planeta é crucial investir na investigação marinha e sensibilizar as pessoas para todas as questões do mar.
O objectivo da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica é proteger 10% dos oceanos até 2020. Para isso, segundo a organização internacional de defesa dos oceanos, é ainda prioritário conceber planos de gestão de habitats e espécies vulneráveis. 

Fonte: Sábado 

MSC reclama liderança no mercado de cruzeiros em Portugal

A MSC Cruzeiros anunciou hoje a liderança do mercado em Portugal pelo terceiro ano consecutivo desde 2013, com um crescimento de cerca de dois dígitos no mercado português em 2015.


“A MSC Cruzeiros é pelo terceiro ano consecutivo líder de mercado em Portugal e foi também considerada a companhia de cruzeiros número um na Europa em 2015 pela primeira vez, e acredito que temos ainda muito potencial para crescer”, sublinhou Eduardo Cabrita, director-geral da MSC, em comunicado.
Segundo este responsável da MSC, “terminámos 2014 com 15.934 passageiros, num país que contou com cerca de 40.000 passageiros/ano e este ano de 2015 continuamos a crescer a dois dígitos no mercado português”.
“Estamos muito satisfeitos por estarmos a conseguir alcançar os objectivos que tínhamos previstos para este ano e estamos cientes que os próximos anos trazem grandes e inovadores projectos que vão ajudar a despertar os portugueses, cada vez mais, para as vantagens de realizar este tipo de férias e a colocar a MSC Cruzeiros nas primeiras opções de férias dos portugueses. 
À semelhança do ano passado, os itinerários mais procurados pelos portugueses continuam a ser os do Mediterrâneo (cerca de 41% do total dos passageiros) e o Norte da Europa (cerca de 31%), sendo os cruzeiros com saídas e chegadas a Barcelona, Veneza, Kiel ou Copenhaga os mais vendidos.
Além disso, as saídas e chegadas aos portos nacionais de Lisboa e Funchal (cerca de 20% do total dos passageiros) continuam a ser uma grande aposta da companhia, que apresentou em 2015 uma operação com saída e chegada a Lisboa entre Outubro e Novembro, tendo sido ainda a única companhia a permitir novamente embarques e desembarques na Madeira.
Além disso, destinos novos como Cuba e também as típicas Caraíbas ou Abu Dhabi, Dubai e Omã, são cada vez mais procurados pelo seu clima e exotismo.
Fonte: Económico

McNamara sofre acidente a surfar onda gigante [ Com Vídeo ]

O surfista Garret McNamara estava a surfar uma onda na Califórnia, nos EUA, quando sofreu uma queda de cerca de dez metros de altura. Veja o vídeo.

McNamara foi hospitalizado em Mavericks e, apesar da violência da queda, não sofreu ferimentos graves. Partiu a clavícula e está a recuperar bem.
O surfista estava a tentar dominar as ondas gigantes causada no fenómeno meteorológico El Niño.
Recorde-se que Garrett McNamara conseguiu o recorde de maior onda surfada do mundo com uma onda de 30 metros há dois anos, na Nazaré.

Baleia morta dá à costa na praia da Parede [Com Vídeo].


Uma baleia-comum, já cadáver, junto à praia da Parede, confirmou fonte da Polícia Marítima de Cascais. 
Segundo a mesma fonte, o animal morto está na água e as autoridades estão a aguardar que a baleia se “aloje” na areia da praia, para assim poderem proceder à sua “remoção”.
A polícia não sabe para já adiantar o comprimento ou o peso do animal, nem quando terminarão as operações de retirada do cadáver.
Uma testemunha na praia disse  que a baleia tem pelo menos dez metros e que se vêem escoriações no dorso.
A baleia-comum é o segundo maior mamífero do mundo, podendo atingir 27 metros de comprimento.

Fonte: Sol

Os mexilhões de água doce da Europa estão ameaçados

Os
mexilhões de água doce em toda a Europa estão “fortemente
ameaçados”, com 75% das espécies em risco, conclui um estudo
científico europeu liderado por investigadores do Centro de
Investigação de Marinha e Ambiental da Universidade do Porto
As
várias actividades humanas que resultam em perda e fragmentação do
habitat, poluição, introdução de espécies invasoras, exploração
excessiva de recursos e mudanças na temperatura e regimes de caudais
são as principais causas identificadas como sendo “responsáveis
pelo declínio destas espécies a nível europeu, incluindo em
Portugal”, revela a investigação noticiada pela agência Lusa.
O
estudo sobre o estatuto de conservação dos mexilhões de água doce
na Europa e os desafios futuros foi publicado na revista Biological
Reviews
.
Contou com Manuel Lopes-Lima, investigador do Centro Interdisciplinar
de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do
Porto, e Ronaldo Sousa, professor no Departamento de Biologia da
Universidade do Minho, como autores principais da investigação, e
envolveu um total de 49 investigadores de 26 países europeus.
O
estudo científico alerta para o facto de que os mexilhões de água
doce (da ordem Unionida) serem um dos grupos de organismos mais
ameaçados no planeta. “Do total de 478 espécies avaliadas (…),
30% encontram-se ameaçadas e 22 extintas, estando globalmente em
forte declínio”, lê-se em comunicado da Universidade do Porto.
Os
mexilhões, que são moluscos, são espécies responsáveis por
“importantes funções e serviços ambientais”, tais como a
filtração da água, intervenção nos ciclos biogeoquímicos,
habitat para outras espécies associadas e fonte de alimento para
outros animais, pelo que o seu declínio poderá gerar graves
impactos em ecossistemas aquáticos, alertam os investigadores.
Os
cientistas defendem a necessidade de mais medidas de conservação no
terreno e campanhas de educação ambiental e ciência-cidadã, de
forma a ajudar a compreender e conservar os mexilhões.
O
ciclo de vida dos mexilhões consiste nas larvas destes animais
passarem obrigatoriamente por uma fase como parasitas, utilizando
peixes como hospedeiros, o que aumenta substancialmente o seu poder
de colonização, incluindo a possibilidade de dispersão para
montante nos rios. Essa característica faz com que os moluscos sejam
bioindicadores do estado das populações piscícolas, uma vez que o
bom estado das populações de mexilhões de água doce indica que as
populações de peixes hospedeiros estarão também em boas
condições.
Fonte: Público