Água do mar também pode servir de antena


A Mitsubishi desenvolveu uma forma de receber ondas de rádio a partir de repuxos do mar.


E se houvesse uma forma alternativa de receber ondas de rádio que não dependesse da construção de uma torre de metal? A Mitsubishi quis responder a esta necessidade desenvolvendo uma forma de ondas de rádio poderem ser interceptadas por água do mar.

Como conta o Engadget, através de uma bomba de água e uma mangueira a água é expelida como repuxo em grandes altitudes, recebendo assim o sinal com uma eficácia de 70% mediante a altura e o diâmetro necessários.
Esta é uma solução já desenvolvida pela Google no passado e que encontra aqui continuidade na Mitsubishi, o que pode ajudar a implementar este sistema em zonas remotas sem qualquer necessidade de um investimento avultado.

Chumbo da liberalização dos serviços portuários divide portos e armadores

A Comissão de Transportes do Parlamento Europeu (PE) rejeitou esta semana a proposta de liberalização dos serviços portuários apresentada pela Comissão (CE). A decisão foi saudada pela ESPO, enquanto a ECSA fala numa oportunidade perdida.


A decisão dos eurodeputados (aprovada com 29 votos a favor, 13 contra e três abstenções) sustenta que um modelo único europeu para o acesso ao mercado dos serviços portuários não é apropriado “uma vez que o sistema portuário da UE inclui vários modelos diferentes de organização dos serviços portuários”.
“Conseguimos afastar a abertura forçada do mercado dos serviços portuários. Sobretudo por questões de segurança [safety e security], os portos devem poder poder decidir a organização dos serviços portuários”, sintetizou o relator da comissão, Knut Fleckenstein.
A proposta da Comissão Europeia, que remonta a Maio de 2013, visava liberalizar o mercado dos serviços portuários, nomeadamente os serviços de reboques, pilotagem, atracagem e fornecimento de combustível.
O Parlamento contrapôs uma emenda que fixa que “os modelos de gestão portuária estabelecidos a nível nacional podem ser mantidos”.
Contudo, os eurodeputados deram o seu acordo ao estabelecimento de critérios comuns a observar pelas administrações portuárias que pretendam limitar o número de fornecedores de serviços. E clarificaram os “casos justificados” em que tais limitações podem ser impostas, nomeadamente a escassez de espaço, as características do tráfego portuário ou a garantia da segurança e da sustentabilidade ambiental das operações portuárias.

ESPO e ECSA em desacordo

A Organização Europeia dos Portos Marítimos (ESPO, na sigla inglesa) apressou-se a saudar a decisão do Parlamento Europeu, salientando que o novo texto da proposta respeita a diversidade das instalações portuárias europeias.
Já a Associação de Armadores da Comunidade Europeia (ECSA, em inglês) considera-se que se está perante uma “oportunidade perdida”. Os armadores solicitaram, no início de 2015, a inclusão de todos os serviços portuários no regulamento agora em discussão.
A ECSA considera que há práticas restritivas e obstáculos legais aos armadores, os quais serão sobretudo sentidos pelos operadores de shortsea shipping. Sustenta, por isso, que a proposta aprovada pelo PE é contrária ao objectivo de tornar o mercado mais flexível e acessível a novos operadores.
A ECSA espera, por isso, que os Estados-membros e a Comissão Europeia tenham em conta estas preocupações e que dialoguem com o PE.
Fonte: Cargo


Alemanha desenha nova estratégia portuária

A Alemanha vai começar a implementar o Conceito Nacional Portuário de 2015, que define as orientações estratégicas para os portos marítimos e interiores do país para os próximos dez anos.


Definido com base no antecessor Conceito Nacional Portuário de 2009, o novo plano estratégico identifica 155 medidas a aplicar, as quais obrigam de igual modo o governo central, os estados federais, as empresas e os representantes dos trabalhadores.
Aquelas 155 medidas têm como objectivos expandir as infra-estruturas portuárias ou com elas relacionadas, aumentar a competitividade dos portos, acautelar o ambiente e as alterações climáticas, proporcionar formação profissional e emprego de elevada qualidade e garantir a adequada prevenção de segurança e risco.
As decisões finais relativas à implementação do Conceito Nacional Portuário de 2015 serão tomadas por um comité de direcção liderado pelo Subsecretário de Estado dos Transportes e das Infra-estruturas Digitais da Alemanha. As reuniões deste comité contarão, além de delegados dos estados alemães, dos portos e de associações de empresas, com representantes de outros países do Mar do Norte e do Mar Báltico.
A elaboração do Conceito Nacional Portuário era um dos pontos do acordo de coligação que suporta o governo federal.´
Fonte: Cargo


Porto de Setúbal afirma-se como “alternativa” a Lisboa

O 6.º Seminário de Plataformas Ibéricas, promovido conjuntamente pela APSS e pela AICEP Global Parques, serviu sobretudo para evidenciar as possibilidades de expansão do porto-cluster logístico de Setúbal, capazes de o afirmarem como “alternativa” a Lisboa, ou pelo menos como o “gateway” da região Sul da capital.


A sessão foi lançada pela assinatura do protocolo “Região Industrial, Logística e Portuária de Setúbal Rumo ao Futuro”, comprometendo a administração portuária, a comunidade portuária, a Câmara Municipal, o Instituto Superior Técnico e a AICEP Global Parques. A cerimónia teve o seu quê de “dejà vu”, noutras paragens, mas no caso de Setúbal a diferença, substantiva defendem, é que não só o potencial existe como pode ser facilmente realizado. E, de facto, não serão muitos os portos a gabar-se de poderem estender os seus cais comerciais por mais dois ou mesmo três quilómetros, a custos reduzidos e sem conflituarem com a envolvente. Uma envolvente onde se destacam extensas áreas logísticas e industriais carentes de serem potenciadas. Mas onde há também gente, em quantidade e qualidade, logo, recursos humanos para produzir e consumidores para consumir. Disso se tratou no primeiro painel. Fátima Évora (APSS) fez o ponto da situação do crescimento do porto de Setúbal e apresentou os planos de desenvolvimento, com destaque para a melhoria das acessibilidades marítimas, previstas para breve (2017), e para a expansão dos cais acostáveis, assim surjam interessados, para o médio/longo prazo. Luís Fernando Cruz (Grupo Sapec) mostrou o masterplan do que se pretende criar na extensa área logística controlada pela empresa e que poderá/deverá ser potenciada com um terminal ferroviário e uma frente de cais com 800 metros. Pedro Viegas Galvão (Secil) aportou a visão da indústria e, sem surpresa, colocou a tónica em aspectos mais de “software”, como os custos portuários, os horários de trabalho, a flexibilidade no desenho de soluções à medida, a transparência, fundamentais para a competitividade das empresas nacionais no contexto internacional. Para concluir que o porto de Setúbal está no bom caminho, em alguns casos melhor até que os demais. Que o potencial de crescimento existe e que pode/já está a ser utilizado deram conta os participantes no segundo painel. Sandra Augusto (AutoEuropa) falou de um futuro (relativamente próximo) em que Setúbal poderá tornar-se a porta de entrada de componentes oriundos da Ásia/India para distribuição às fábricas do grupo na Península Ibérica, quiçá até à Alemanha. Juan Romero Miranda (Plataforma Logística do Sudoeste Europeu) anunciou o terceiro comboio semanal entre a plataforma de Badajoz e os portos de Lisboa, Setúbal e Sines, os mais próximos da Extremadura espanhola e também, disse, mais eficientes que os espanhóis. Paulo Calado (AICEP Global Parques) fechou com a apresentação das capacidades instaladas no “BlueBiz”, aptas a serem usadas de imediato, ou quase. Na abertura, Vítor Caldeirinha. presidente do Porto de Setúbal, sublinhou as potencialidades e defendeu a autonomia do porto e a necessidade de ser reinvestida em Setúbal a riqueza ali gerada. No que  foi secundado por Francisco Mendes Palma (AICEP Global Parques), Pedro Dominguinhos (Instituto Politécnico de Setúbal) e Maria das Dores Meira (Câmara Municipal de Setúbal). No encerramento, Lídia Sequeira, em representação da ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, elencou algumas das prioridades da tutela do sector: a factura única portuária, a revitalização do registo convencional de navios, a Janela Única Logística. E defendeu que não é desejável a descapitalização das administrações portuárias, porque haverá sempre investimentos a fazer e não deverá ser o Orçamento de Estado a suportá-los.

Fonte: T e N

Exportações crescem 4%


Até Novembro, as venda de bens somam 46.208 milhões de euros. Importações de bens aumentam abaixo das exportações.

As
exportações portuguesas cresceram 4% nos primeiros 11 meses
do ano passado. Com as compras dos países de fora da Europa em
queda, a União Europeia ganha ainda maior peso como mercado de
destino das vendas de bens portugueses. Até Novembro, as
exportações totalizaram 46.208 milhões de euros, aumentando 1802
milhões em relação ao mesmo período de 2014, mostram os números
divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística
(INE).
Para
os países da UE, o valor acumulado das exportações soma 33.686
milhões de euros, o que significa um crescimento de 6,8% face aos 11
primeiros meses do ano anterior.
Já
para os países 
extra-comunitários, as vendas de bens estão em queda
pelo terceiro mês consecutivo e, feitas as contas aos 11 meses de
2015 para os quais há dados disponíveis, o recuo face a 2014 é de
2,6%. As exportações para os países de fora da UE totalizaram até
Novembro 12.522 milhões de euros, menos 332 milhões de euros em
relação ao período homólogo.
Para
os países europeus vão 73% das vendas de bens portugueses, dado o
peso de Espanha, França, Alemanha e Reino Unido como principais
parceiros comerciais na Europa. O mercado 
extra-comunitário está a
penalizar o desempenho das exportações, o caso de Angola, o segundo mercado fora da Europa, depois dos Estados Unidos. Com o
abrandamento da economia angola, as exportações portuguesas
afundaram 33% para esta geografia nos 11 meses.

Fonte: Público

Miradouros: Cabo Espichel, o lugar dos deuses


Para cima, o perfil escuro de Sintra corta o céu brilhante e meio rosa. À nossa frente e para sul, o horizonte em linha pura aguarda a queda do sol naquele dia tão limpo. A nossos pés, placas verticais de pedras imensas encostadas umas às outras eram batidas pelas ondas, pela espuma e pela força do mar. Era o oceano Atlântico azul infinito, e temeroso para os povos vindos do Mediterrâneo.
Senti que este era um sítio dos deuses, ou melhor, um ponto em que os deuses se ligavam aos homens, era um lugar sagrado como o temenos grego, marcado no terreno por muros, dentro dos quais se construíam os templos para onde os homens convocavam os deuses. O cabo Espichel é também o Finisterra dos romanos, o fim da terra e o princípio do mistério do mar. Não admira que este miradouro natural tenha sempre suscitado práticas religiosas que deixaram marcas construídas no planalto ventoso que cai a pique sobre o mar.
No cabo Espichel, durante a Idade Média, surge um culto à Nossa Senhora da Pedra Mua com início conhecido de peregrinações em 1366. A palavra mua é uma corruptela da palavra mula, que vem da seguinte lenda: “Dois idosos, um de Alcabideche e outro da Caparica, sonharam com uma luz a brilhar no cabo Espichel que a Virgem lhes recomendara seguir. Ambos se puseram a caminho seguindo a misteriosa luz que continuava a brilhar todas as noites. Quando chegaram ao cabo ficaram maravilhados ao verem a imagem da Virgem Maria montada numa mula que subira a escarpada arriba deixando nas pedras as marcas das suas patas.” Destes tempos resta-nos a ermida da Memória (1428) de arquitectura mudéjar, enigmática marca islâmica que foi ficando neste promontório sagrado.
A subida que podemos fazer hoje à “escarpada arriba” a norte do Cabo revela-nos a razão desta atribuição divina que deixou “nas pedras as marcas das suas patas”. As placas calcárias quase verticais desta elevação foram escorregando e numa delas apareceram pegadas de dinossauros perfeitamente marcadas e visíveis que foram atribuídas à mula que transportava a Nossa Senhora até ao alto do cabo Espichel. Quase pedimos desculpa por estragar o mito e o culto com esta trivial explicação científica, mas como só no século XX foram identificadas os rastos dos dinossauros, durante seis séculos o culto foi enraizando e tomando conta do lugar. O culto a Nossa Senhora do Cabo baseia-se num sistema anual de rotação da imagem de Nossa Senhora, que passa um ano em cada uma das 26 freguesias do Círio Saloio, mantendo-se assim o “giro das freguesias” que se encontravam no cabo Espichel para a entrega da imagem e alfaias, durante a semana da Ascensão. Sacralizou-se assim este santuário e nele restam as marcas construídas e paira a memória de uma devoção sentida e muito festejada.
Para louvar a Deus, pedir e agradecer à Nossa Senhora do Cabo, foram sendo ritualmente mantidas peregrinações que traziam a imagem de Belém, atravessavam de barco e faziam em procissão todo o areal da Costa da Caparica. Subiam ao cabo e as orações e músicas acompanhavam-se de grandes festas profanas com bailes e romarias, touradas e até óperas.
De toda essa efusão humana ficaram construções sólidas e de uma simplicidade desarmante pela força que a arquitectura popular consegue concentrar. Dois corpos paralelos de um andar, suportados por arcarias de pedra, deixam a meio o vazio de um terreiro amplo — o arraial — rematado pela fachada da igreja barroca. Felizmente que os arquitectos dos anos 1950/60 fizeram o inquérito e o inventário da arquitectura popular pois registaram, desenharam e ajudaram a preservar esta arquitectura sem arquitectos, esta vasta categoria de construções “anónima, espontânea, indígena e rural” e tão bem adaptada ao local. Servia este renque de casas para hospedar os peregrinos que todos os anos os círios da região saloia organizavam para vir pedir a bênção da Nossa Senhora do Cabo, receber e entregar a sua imagem e depois festejar uns com os outros, neste local sagrado.
A partir de 1701, quando o Rei D. Pedro II se vem juntar aos peregrinos e reconstrói a primitiva ermida do tempo de D. Manuel, torna-se este santuário no primeiro centro de peregrinações que, mais tarde, o Bom Jesus de Braga e o santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego, prosseguem. A afluência ao santuário aumenta e durante o século XVIII os reis foram investindo e melhorando este local de culto que abrangia toda a paisagem. Para melhorar as condições do acampamento, e com o apoio do Rei, inicia-se a construção das hospedarias que vão depois sendo construídas por privados, obedecendo às volumetrias iniciais e prolongando a fiada de casas a sul e a norte ao longo dos anos de 1715 e 1760, numa obra colectiva e vernacular que ficava sob tutela dos Círios Saloios.
A originalidade desta devoção reside no facto de juntar as 26 freguesias saloias em redor de um lugar e de uma imagem de culto e de ver a Nossa Senhora mudar de freguesia cada ano, sendo o local e o momento da entrega exactamente o cabo Espichel e a festa da Ascensão. Chegadas à praia dos Lagosteiros — que se vê lá de cima do cabo — começavam a subida pelas veredas de calhaus soltos acompanhando a imagem de Nossa Senhora montada na mula, até chegarem ao arraial. Este sacrifício era largamente recompensado com a chegada à festa, onde milhares de pessoas acorriam para três dias de descontracção e de alegria. Antes de entrar na igreja, a imagem da Senhora rodeava três vezes o arraial, abençoando-o como acontece em tantas outros locais de culto.
A chegada dos peregrinos ao Cabo Espichel podia também ser por terra, atravessando a península de Setúbal como o fazemos hoje, e tomando a estrada ventosa e deserta que leva ao cabo.
D. João V e D. José adicionaram peças de arquitectura erudita à popular dos peregrinos. A casa de água abobadada e construída num ponto alto em 1770 vem acentuar o efeito de perspectiva do arraial, prolongando-lhe o eixo e criando a tensão necessária entre o vazio do arraial, a igreja a poente e a casa da água a nascente. O eixo é depois marcado pelo cruzeiro, reforçando o efeito de praça aberta num dos lados, qual jogo barroco de perspectivas e distâncias marcadas pelo volume solto da casa de água e da sua escadaria. A composição eleva toda a simples construção das alas da hospedaria a um nível de erudição que Jonh Martin associou à fantástica praça do Capitólio na Roma de Miguel Ângelo.
Olhamos agora para este espaço com outros olhos e esperamos que saiam de lá as roulottes de vendedores do templo, para podermos perceber como um planalto no fim do mundo veio receber ao longo dos séculos a marca humana que se foi fazendo para celebrar dignamente o lugar dos deuses.
Fonte: Público

Icebergues "fertilizam" oceanos e contribuem para absorção do carbono


Os icebergues gigantes serão responsáveis pelo processo que absorve cerca de 20% do dióxido de carbono nos oceanos do sul, revela um estudo.


À medida que vão derretendo, as grandes massas de gelo vão lançando nas águas nutrientes importantes para o plâncton, organismos aquáticos que alimentam muitas espécies animais e que absorvem o carbono.
Uma equipa de cientistas reuniu e analisou os dados de 175 imagens de satélites, recolhidas entre 2003 e 2013, que acompanharam a passagem de 17 icebergues gigantes (com mais de 18 km de comprimento) pelas águas do oceano que rodeia a Antárctica.
No estudo publicado na revista Nature Geoscience, os cientistas explicam que detectaram “níveis de clorofila substancialmente aumentados num raio em redor do icebergue de comprimento 4 a 10 vezes superior ao do icebergue”.
Em declarações à BBC, um dos autores do estudo, Grant Bigg da Universidade de Sheffield, revelou que a produção de fitoplâncton (pequenos seres como bactérias e algas) em redor dos icebergues gigantes é muito maior graças à fertilização pelo ferro presente na água derretida.
Estes pequenos organismos comportam-se de maneira semelhantes às plantas em terra, ou seja, para obter energia para crescer e reproduzir utilizam a fotossíntese, processo que absorve o dióxido de carbono. Quando um fitoplâncton morre, afunda-se no oceano e o carbono absorvido fica “aprisionado”.
No período estudado, existiam no Oceano Antárctico três mil icebergues gigantes, o que permitiu à equipa calcular a quantidade de dióxido de carbono levada para o fundo do mar pelo fitoplâncton.
“Estimamos que estes icebergues contribuem entre 10% a 20% para a diminuição do carbono à superfície”, afirmou Grant Bigg.
Fonte: SIC Noticias

Abertura do novo Canal do Panamá só no segundo semestre

Era para ser “o mais tardar em Junho” mas a inauguração da expansão do Canal do Panamá só deverá acontecer, afinal, algures durante o segundo semestre.


Problemas nos prazos de pagamentos aos empreiteiros podem estar a ter mais influência no adiamento da inauguração da expansão do Canal do Panamá do que as obras para resolução das fendas no betão de uma das novas eclusas no lado Pacífico do projecto.
Inicialmente prevista para Outubro de 2014, a inauguração já sofreu sucessivos adiamentos e o segundo semestre de 2016 é a última data apontada. Se segundo a Autoridade do Canal do Panamá (ACP) o cuidado com a segurança é o único motivo, já o consórcio construtor, o Grupo Unidos pelo Canal (GUPC), alega que não recebeu a totalidade dos pagamentos pelos serviços prestados.
“A conclusão do trabalho depende em larga medida da ACP”, refere um comunicado do GUPC. “Como tem sucedido desde o início do projecto, a ACP continua a atrasar pagamentos contratualizados, limitando os avanços do projecto”, acrescenta o consórcio.
Em resposta a essa posição, a ACP indicou que tem, contratualmente, 56 dias para regularizar pagamentos após a recepção da documentação escrita da conclusão da etapa de construção, mas que tem feito, por norma, os pagamentos no prazo de 30 dias.
A obra de expansão do canal do Panamá, avaliada em 5,8 mil milhões de dólares, estará já concluída a 95%, de acordo com a ACP. Com a expansão, poderão atravessar o canal porta-contentores de até 13 000 TEU, contra os de 5 000 TEU actuais.
Fonte: T e N

Salmão entre os cinco peixes cancerígenos, segundo oncologista

O Oncologista David Khayat passou mais de 30 anos a estudar e a tratar casos de cancro e agora decidiu focar-se na sua prevenção. Da sua investigação resultou o livro “A Dieta Anti Cancro”, em que explora a influência da alimentação na redução do risco da doença.
E algumas recomendações são surpreendentes. Khayat sugere, por exemplo, que se evitem peixes ricos em ómega 3 como o salmão, o atum vermelho, o halibute e o peixe-espada, pois “contêm concentrações de metais pesados como arsénio, chumbo, mercúrio e cádmio que são incrivelmente altas,” e que se abuse de romãs e… carnes vermelhas.
No Espaço Aberto Saúde, em Paris, Khayat alertou ainda para os cuidados de preparação dos alimentos, a importância de alimentação equilibrada e variada e exercício físico regular como essenciais na prevenção contra o cancro.
Fonte: Visão

Vem aí a internet em alto mar

Um projecto pioneiro a nível mundial junta portugueses e noruegueses no objectivo de alargar o acesso à Internet a zonas remotas do oceano, a mais de 100 quilómetros da costa.


Banda larga em alto mar. Wi-fi ou 4G a mais de 100 quilómetros da costa. Internet super-rápida em zonas remotas do oceano e a baixo custo. O futuro está a chegar à chamada Economia Azul e tem um nome inglês Bluecom+, mas é desenvolvido por portugueses. Rui Campos, investigador do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), é o coordenador desta proposta vencedora de um concurso público internacional e financiada pelos European Economic Area Grants e Norways Grants, fundos que incluem as contribuições da Noruega, da Islândia e do Liechtenstein para a redução das disparidades sociais e económicas na Europa.
Neste momento, o projecto que estará em curso durante 2016 encontra-se em fase de laboratório e de desenvolvimento do protótipo que permitirá a comunicação sem fios em ambiente marítimo, como alternativa ao satélite, que apresenta velocidades baixas e implica valores elevadíssimos na sua utilização. A primeira apresentação pública do equipamento está marcada para o Verão, possivelmente na zona de Sesimbra, recorrendo a duas embarcações de um dos parceiros envolvidos, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) – o outro é a norueguesa MARLO AS, que dá apoio à área de comunicação e avaliação do projecto.
A ideia da Bluecom + começou a ser desenvolvida, com sucesso, em 2012, conseguindo-se que os pescadores de Matosinhos acedessem à Internet quando vão para o mar. Agora, o consórcio querem chegar mais longe, até às 50 milhas náuticas, através da ancoragem de balões de hélio e papagaio, que formarão entre si uma rede transmissora de banda larga a operar nas bandas de frequência da televisão analógica. “O nosso protótipo será como um ponto de acesso que permitirá estender os serviços que as pessoas estão habituadas em terra às zonas mais remotas do oceano, através de um simples smartphone”, descodifica Rui Campos. “Esta é uma novidade à escala mundial e uma alternativa às comunicações via satélite, que são hoje a única solução disponível.
Fonte: Visão