Peniche prepara investimentos de mais de 5ME ligados ao Surf

Peniche tem em curso investimentos ligados ao surf acima dos cinco milhões, dois dos quais são projectos turísticos na área da hotelaria e outro é uma loja e sede de uma marca internacional, anunciou esta segunda-feira o presidente da câmara. António José Correia disse à agência Lusa que o município já aprovou o projeto de um ‘eco resort’ avaliado em mais de 2,5 milhões de euros e que vai ser financiado com fundos comunitários no valor de 1,8 milhões de euros. Com capitais italianos, trata-se de um parque de campismo “muito sustentável do ponto de vista ambiental” e vocacionado para receber turistas do surf e de outros desportos de mar e de natureza que procuram Peniche. O empreendimento está previsto para a freguesia de Ferrel, perto da praia do Baleal. Direccionado para o mesmo tipo de turistas, a câmara aprovou também um outro parque de campismo para junto da praia da Almagreira, junto ao Baleal e na freguesia de Ferrel, e estimado em cerca de um milhão de euros. “São um conjunto de projectos que surgiram pela atractividade de Peniche para os desportos de mar e de natureza”, afirmou o autarca, adiantando que, depois da abertura este ano de um hotel à entrada da cidade, Peniche passa a ter uma oferta hoteleira não só “mais diversificada”, para todos os tipos de turista, como também “mais qualificada”.
Fonte: CM

CMA CGM mais perto de comprar a NOL

A CMA  CGM venceu a Maersk Line e foi a escolhida pela holding Temasek para negociar em exclusivo a compra da NOL. O negócio deverá ficar decidido até ao próximo dia 7 de Dezembro.


O negócio ainda não está fechado mas parece bem encaminhado. A Temasek, holding pública de Singapura, anunciou o início das negociações exclusivas com a CMA CGM para a venda da NOL. O período de “due diligence”, que inclui a consulta dos “livros” da NOL, deverá prolongar-se até 7 de Dezembro.
A NOL foi colocada à venda no início do ano e no passado 8 de Novembro foi anunciada a existência de negociações com a Maersk Line e a CMA CGM.
Os analistas do mercado não vêem  como muito “racional” a compra da NOL por qualquer um dos gigantes mundial, admitindo-a apenas por uma questão de oportunidade. A Maersk Line, que teve um terceiro trimestre decepcionante, terá sido mesmo desaconselhada a avançar, por causa da dívida. A CMA CGM, ao invés, apresentou resultados positivos e prosseguiu a redução do passivo.
A NOL opera no transporte marítimo de contentores com a insígnia APL. De acordo  com a Alphaliner, controla 86 navios com uma capacidade agregada de 537 571 TEU (2.6% do total mundial). Não lhe são conhecidas encomendas de novos porta-contentores.
Caso feche a compra da NOL, a CMA CGM reforçará o seu terceiro lugar no ranking mundial, que ocupa com uma quota de 8,8% relativa a 1,79 milhões de TEU e 461 navios. Ficará assim mais perto da MSC, com 2,71 milhões de TEU, e da Maersk, com 2,98 milhões de TEU, sendo que ambas têm carteiras de encomendas mais recheadas
Fonte: T e N


Importar/exportar por mar demora 14 dias em Portugal

Portugal sobe no Painel sobre Transportes divulgado pela Comissão Europeia. E até lidera entre os 28 na rede de estradas. Mas mantém uma fraca performance quando se trata do tempo médio para importar ou exportar mercadorias por mar.


A qualidade da rede de infra-estruturas de transportes melhorou mais em Portugal do que na média dos países da União Europeia, nos dois últimos anos, revela o Painel sobre Transportes elaborado pela Comissão Europeia com base em dados do Eurostat, da Agência Europeia do Ambiente e do Forum Económico Mundial, entre outras fontes.
Na avaliação da rede ferroviária, Portugal ocupa o 14.º lugar entre 26 estados-membros, mantendo a posição da primeira edição do Painel (relativa a 2012-2013). Nos aeroportos, subiu da 11.ª para a 7.ª posição entre 23 estados. Nas estradas, o País destronou mesmo Espanha e passou a liderar.
Mas nem sempre as melhorias nas infra-estruturas são suficientes para melhorar também os fluxos de mercadorias. É o que se verifica nos portos. Considerando a qualidade das infra-estruturas, Portugal subiu dois lugares no ranking, de 13.º para 11.º, estando claramente melhor que a média dos 23 estados-membros elegíveis para a análise. Todavia, olhando para o tempo médio para a a importação / exportação de mercadorias por mar, o País manteve o décimo lugar, com um tempo de 14 dias, pior do que a média comunitária de 11 dias e muito longe dos 5,5 dias da Dinamarca ou da Estónia.
Olhando para o nível de concretização da Rede Trans-europeia de Transportes, Portugal surge a liderar na rede rodoviária (100%, a par de Espanha,Eslovénia e Reino Unido). Na rede ferroviária convencional, ocupamos a quarta posição (com 95% de realização), atrás do Reino Unido e de França, empatados com Espanha e à frente da Alemanha…
Já no que toca às vias navegáveis interiores (entenda-se o Douro navegável) Portugal obtém o pior resultado entre os 19 estados considerados.
A título de curiosidade e não só, Espanha tem a melhor rede ferroviária da UE, a Holanda os melhores portos e aeroportos, e a Bélgica é o país mais adiantado no que respeita à implementação da rede de Alta Velocidade inscrita na RTE-T.
Em termos globais, ponderados todos os aspectos contemplados neste Painel sobre Transportes da UE, a Holanda é o país com melhores infra-estruturas de transportes, com 15 pontos, seguido da Suécia (10), Finlândia (9), Reino Unido (8) e Dinamarca (7). Portugal ocupa o 17.º lugar, com zero pontos. A Roménia é última, com -12 pontos.
Fonte: T e N


Cientistas descobrem outro oceano debaixo da terra

Foi na cidade de Juína, no Mato Grosso, que os pesquisadores fizeram uma das mais extraordinárias descobertas geológicas realizada até hoje.


Investigadores descobriram um pequeno diamante que aponta para a existência de um grande depósito de água sob o manto da Terra. Com cerca de 600 quilómetros de profundidade,  o seu volume poderia preencher  três vezes  os oceanos que conhecemos.
O principal autor do estudo, Graham Pearson,  membro da Universidade de Alberta, no Canadá, disse que “Uma das razões da Terra ser um planeta dinâmico é a presença de água em seu interior. As mudanças da água dependem da forma como o mundo funciona. ”
Depois de discutir a teoria há décadas, os cientistas relatam que finalmente encontraram um grande oceano no manto da Terra, três vezes maior do que os oceanos que conhecemos.
Esta descoberta surpreendente sugere que a água da superfície vem do interior do planeta como parte de um ciclo integrado da água, desfazendo a teoria dominante de que a água foi trazida para a Terra por cometas gelados que passaram por aqui há milhões anos.

Sea for Society, com os pés bem assentes no mar

Vários especialistas, representantes do sector empresarial e da sociedade civil reuniram-se no Parlamento Europeu (PE) em Bruxelas para firmarem um acordo sobre a transição para uma ‘sociedade azul’ e uma economia do mar sustentável e respeitadora do ambiente.
O encontro, Sea for Society, foi moderado por Ricardo Serrão Santos, antigo director do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores e deputado europeu, e levou à capital belga representantes para a área da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais e da Rede Europeia de Clusters Marítimos, entre outras instituições, públicas, privadas e ONG. Fazer face aos desafios e à urgência da transição para o mar e os seus recursos, sem cometer os erros de sobre-exploração do passado, é o grande objectivo desta plataforma multinacional.
Para Ricardo Serrão Santos, os oceanos têm estado arredados da atenção que lhes é devida, pelo papel, tantas vezes esquecido, que desempenham na regulação ecológica do planeta e pela alternativa de recursos que representam para a debilidade actual das economias ocidentais. Exemplos? “Uma conferência tão importante quanto a COP 21 [do clima, a 7 e 8 de Dezembro em Paris] só decidiu dedicar um dia aos assuntos do mar porque houve muita insistência”.
A ideia de um oceano global que deve ser preservado também é recente. Nenhum território pode ser encarado como sem fronteiras do que este, que ocupa grande parte do planeta. Mas, continua o investigador e eurodeputado, “os oceanos são encarados autoestradas de passagem ou de sobrevoo”, sujeitos “ao egoísmo proteccionista dos estados”.
Do lado económico, o turismo, a aquacultura sustentável, a contemplação – como a observação de baleias e golfinhos nos Açores, por exemplo –, ou o transporte marítimo surgem como algumas das inúmeras alternativas para o crescimento. Seja como for, acentua Serrão Santos, “a ideia é encontrar alternativas económicas sabendo que há limites para o crescimento; há que aprender com os erros dos outros modelos económicos”, em particular aqueles que, desenvolvidos em terra nos últimos séculos, agrediram ecossistemas e levaram ao aquecimento global por mão humana. A iniciativa Sea for Society arranca com diversas iniciativas desenvolvidas pelos seus subscritores.
Fonte: Sol

Algarve integra projecto para impulsionar Aquacultura.



O Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve integra a iniciativa «Aquaexcel 2020», um novo projeto europeu lançado, no passado dia 4 de Novembro, em Montpellier (França).

O financiamento está assegurado pelo programa Horizonte 2020, e integra 22 organizações ligadas à aquacultura de doze países. O «Aquaexcel 2020» prevê a integração de 39 estações de topo de aquacultura que vão estudar vários aspectos científicos relevantes, desde as espécies aos sistemas de cultivo. O CCMAR vai coordenar uma importante linha de trabalho, relacionada com a padronização e ferramentas para a aquacultura. O projecto tem ainda como meta o acesso a um único portal para a comunidade europeia de aquacultores. Cerca de metade do orçamento – quase 9 milhões de euros – será investido no acesso a esta plataforma transnacional de infraestruturas de investigação e na harmonização de serviços, quer para académicos, quer para o sector privado.
É exemplo a indústria e pequenas e médias empresas. A procura e o consumo de peixe está a aumentar, mas não é expectável que a pesca acompanhe este aumento devido à sobre-exploração dos recursos naturais. O projecto termina em Outubro de 2020.
Fonte: Barlavento

Pesca: 70 mortos e 12 mil feridos em dez anos

Entre 2004 e 2015 a maioria das vítimas mortais aconteceu em naufrágios (41), durante a faina de pesca registaram-se 19 mortes, havendo ainda a registar 10 mortos de outras causas, não especificadas.

Em 10 anos, entre 2005 e 2014, morreram em Portugal 70 pessoas no sector da pesca, em naufrágios e na faina, e registaram-se quase 12.000 feridos, revela um documento da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT).
De acordo com dados do guia prático “Segurança e Saúde no Trabalho no Sector da Pesca – Riscos Profissionais e Medidas Preventivas nas Diferentes Artes de Pesca”, publicado em Agosto e a que a Lusa teve acesso esta quinta-feira, a maioria das vítimas mortais aconteceu em naufrágios (41), durante a faina de pesca registaram-se 19 mortes, havendo ainda a registar 10 mortos de outras causas, não especificadas.
No mesmo período, registaram-se, no total, 11.960 feridos, sendo que a grande maioria dos feridos em acidentes de trabalho (11.246, cerca de 94%) ocorreu durante a faina de pesca.
Já os dias de trabalho perdidos totalizam quase 290 mil, de onde se retira que cada um dos cerca de 12 mil feridos esteve sem trabalhar, em média, 24 dias devido a acidentes laborais.
No capítulo relacionado com a perigosidade do trabalho, a ACT afirma que o exercício laboral no sector da pesca “é um dos que apresenta maiores índices de sinistralidade, devido às características próprias da actividade”, já que se realiza longe de terra firme, “no frágil equilíbrio de uma embarcação, com espaços de trabalho limitados, processos de trabalho física e psicologicamente exigentes e à mercê de difíceis condições naturais”.
“É frequente a precariedade nas relações laborais e a prática de horários de trabalho atípicos que assumem um impacto fortemente negativo nas condições da segurança e saúde no trabalho”, adianta.
Ainda de acordo com os dados disponibilizados, o ano de 2010 foi aquele que registou mais mortos no sector (17, 12 dos quais devido a naufrágios e cinco a causas não especificadas), seguido de 2013 (12 mortos, sete em naufrágios e cinco na faina de pesca) e 2011 (10 mortos, oito em naufrágios, um na faina e outro de causas não divulgadas).
Já ao nível dos feridos, 2011 foi o ano que registou mais (1.377, quase quatro por dia, a esmagadora maioria na faina). Daí para cá o número de feridos caiu, anualmente, situando-se nos 1.011 em 2014, 782 dos quais na faina de pesca.
No documento, a Autoridade para as Condições de Trabalho sustenta que a ocorrência de acidentes laborais ou de doenças profissionais “constitui um indicador significante da existência de disfunções nos locais de trabalho e nas respectivas envolventes”, evidenciado a necessidade de implementar e melhorar o sistema de gestão da segurança e saúde no trabalho junto dos armadores e todos os trabalhadores marítimos.
Fonte: Observador


Lembra-se de McNamara? A Windfloat também surfou ondas de 17 metros

No mundo há energia para tudo, temos que a ir buscar onde ela está”. António Vidigal, CEO da EDP inovação, vê o mundo desta forma e a EDP renováveis tem esta máxima no seu ADN. Em Dezembro de 2011 num projecto de inovação deu um passo que revolucionou a produção de energia, no mar, através do vento.
Portugal tem investido nas energias renováveis de forma ímpar: habituamo-nos a ver painéis fotovoltaicos em campos e turbinas eólicas no meio das montanhas. Mas porquê nas montanhas se há muito mais e mais constante vento no mar? Para dar resposta a esta necessidade a EDP apresentou a Windfloat, uma turbina eólica com tecnologia offshore flutuante.
Flutuante é a palavra chave aqui, através de um sistema de comportas que se vão enchendo de água na base dos três pilares associadas a um sistema de lastro elástico e dinâmico.
Embora seja flutuante, a turbina que se encontra ao largo da praia da Aguçadoura, na Póvoa de Varzim, já deu provas da sua estabilidade. Lembra-se do recorde de McNamara na Nazaré? A Windfloat portuguesa surfou, na mesma altura, ondas de 17 metros. Esta característica permite que a turbina seja instalado longe da costa, não sendo agressiva para a paisagem e onde há muito mais vento. E é aqui que se destaca dos seus concorrentes cujas turbinas só podem ser utilizadas em águas pouco profundas.
Flutuante pode também querer dizer portátil. Sem perfurações, a turbina foi feita e colocada em cima da plataforma em terra, e no fim foi deslocada de barco pelo estuário do Sado até à Póvoa de Varzim.

Aproveitando tecnologias já utilizadas no petróleo e no gás esta plataforma está preparada para receber qualquer turbina, e a EDP já tem um projecto onde estarão em funcionamento três ou quatro turbinas de 6 ou 8 mW.
Ideias e inovações que já lhe valeram o prémio NER300 (30 milhões de euros) que distingue e financia os melhores projetos em energias renováveis. O ano passado, 62% da energia que entrou na rede já foi produzida através de fontes renováveis. António Vidigal afirma ser expectável que “em 2050 a totalidade da energia seja produzida dessa forma”.

Fonte: Expresso

Mar Negro prepara-se para receber navios de 10 000 TEU

O Mar Negro poderá receber navios de 10 000 TEU com a construção de um cais de águas profundas no terminal NUTEP, no porto de Novorossisk (Rússia).

O novo cais leva já dois anos de planeamento mas só deverá estar concluído em 2018. Com 341 metros de comprimento e fundos de -15,6 metros poderá receber e operar navios de até 320 metros e 10 000 TEU. Os dois cais existentes têm fundos de -12,3 metros e apenas podem operar navios de até 270 metros.
Com o novo cais, o terminal NUTEP, que tem uma área de 26,5 hectares, aumentará a sua capacidade anual para 700 000 TEU, o dobro da actual.
O NUTEP, subsidiária da DeloPorts e empresa-irmã da especialista em transporte multimodal Ruscon, já é o maior terminal de contentores no porto de Novorossisk, mas, no presente, movimenta a maioria da carga deep sea através de transhipment nos portos do Pireu ou de Istambul.
“O novo cais de águas profundas vai alterar o status quo das cadeias logísticas na região, reduzindo os custos de transporte e cortando entre 4 e 12 dias no transit time das cargas com destino à Rússia”, referiu, citado num comunicado de imprensa, o director comercial do NUTEP, Konstantin Kalugin.
A DeloPorts também detém um terminal de granéis alimentares em Novorossisk.
Fonte: T e N


Drewry prevê ligeiro aumento dos custos de operação dos navios

O custo de operação dos navios cargueiros deverá aumentar nos próximos dois anos, após uma ligeira redução (1% a 2%) em 2015, indica o mais recente relatório da Drewry (“Ship Operating Costs Annual Review and Forecast”).

“Os custos operacionais poderão aumentar no futuro, pois a margem para cortes já está, na maioria dos casos, limitada. Contudo, os aumentos previstos para 2016 e 2017 deverão ser modestos, já que antecipamos pequenas subidas nos preços dos lubrificantes e outras commodities. Com uma fraca procura global, é previsível que a inflação continue baixa”, afirma, citado pela assessoria de imprensa, o director-geral da Drewry, Nigel Gardiner.
O relatório refere ainda “aumentos modestos” nos custos das tripulações, devido aos acordos com a Federação Internacional dos Trabalhadores de Transportes para os salários em 2016 e 2017. A consultora admite ainda que, se o mercado de transporte marítimo de mercadorias melhorar, o valor dos navios mais recentes aumentará e, assim, os prémios dos seguros de casco e máquinas também subirão, “mas apenas de forma ligeira”.
Fonte: T e N