Começam a ser discutidas quotas de pesca para 2016

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, participa hoje na primeira reunião com os seus homólogos da União Europeia (UE), em Bruxelas, para definir as possibilidades de pesca para 2016, negociações tradicionalmente duras e longas.




A proposta da Comissão Europeia para Portugal prevê subidas para a quota do carapau nas águas continentais portuguesas, em 2016, mas outras como areeiro, tamboril, raia e bacalhau deverão baixar.
No final dos trabalhos, que podem arrastar-se pela madrugada, os totais admissíveis de capturas e respectivas quotas nacionais são normalmente revistos em alta face à proposta de Bruxelas.
Fonte: Lusa

Fitch revê em baixa outlook do Transporte Marítimo

A Fitch Ratings reviu em baixa, de estável para negativo, o outlook do sector do transporte marítimo global para 2016. O mercado de contentores será o mais problemático.



“Prevemos que o ténue crescimento do comércio mundial e o abrandamento económico nos mercados emergentes vão agravar a sobrecapacidade, levando à queda e fragilidade dos preços dos fretes”, refere a agência de notação financeira numa nota de imprensa.
A Fitch salienta, porém, que haverá comportamentos diferentes nos vários segmentos de mercado, com os granéis sólidos e a carga contentorizada sob pressão e os navios petroleiros e de transporte de GNL a registarem melhorias.
No caso do transporte marítimo de contentores, “esperamos que a capacidade do transporte de contentores aumente 6% em 2016, que se juntará aos 9% registados em 2015; um crescimento muito superior à subida da procura, que será de 2% este ano e de 3% a 4,5% em 2016”, indica a nota da Fitch.
As companhias já estão a implementar medidas defensivas, como o “slow steaming”, a imobilização de navios e o cancelamento de rotações, e há ainda a ajuda dos baixos preços do bunker. “Porém, acreditamos que estas medidas são insuficientes para levar a uma recuperação de longo prazo no sector”, avisa a empresa.
A Fitch acredita que as maiores companhias, que já implementaram medidas de cortes de custos, poderão manter-se lucrativas em 2016, mas as empresas “mais pequenas, sem notação, em especial os transportadores de granéis sólidos” têm mares revoltos à sua espera, com possibilidade de se registarem insolvências, avisa.
Os analistas do sector não receberam a notícia do “downgrade” do rating por parte da Fitch com grande surpresa.
“Não há razões para optimismo, mesmo que ligeiro, para crescimento dos fretes médios até 2017”, escreve, num artigo que escreve na revista “Maritime CEO”, Jeffrey Landsberg, da Commodore Research.
Lars Jensen, da SeaIntel, avisa, na mesma publicação, que “os problemas estruturais de sobrecapacidade não serão resolvidos nos anos mais próximos”.
Fonte: T e N

Ressaca da paralisação dos Estivadores: Maersk Line suspende escalas em Lisboa

Depois do ‘desvio’ feito pela Hapag-Lloyd, de Lisboa para Leixões, é a vez da Maersk Line reagir à paralisação dos estivadores do Centro e Sul, em vigor desde 14 de Novembro. O companhia de transporte marítimo dinamarquesa decidiu suspender as escalas em Lisboa relativas aos seus serviços WAF5 e WAF6, que fazem a ligação a Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde.

A “ausência de qualquer desenvolvimento existente no porto de Lisboa” foi a justificação dada pela Maersk Line para suspender as escalas em Lisboa, que agora encaminhará as cargas de exportação para os portos de Leixões ou Sines, sendo as cargas relativas às importações direccionadas para o Porto de Leixões.

A paralisação invocada pelo Sindicado dos Estivadores do Centro e Sul de Portugal parece, assim, continuar a afectar as escalas e a afastar os armadores, que se mostram descontentes com a deterioração dos índices de produtividade, que atingem assim “níveis insustentáveis”, como declara a Maersk através de comunicado.



Fonte: Cargo

Os “navios fantasma” que chegam ao Japão

Nos últimos tempos têm dado à costa do Japão dezenas de barcos de pesca com cadáveres em elevado estado de decomposição. Mas de onde vêm? E quem são estas pessoas?


No último ano têm chegado vários barcos de pesca vazios ao Japão. São já considerados como “navios fantasma” e fazem parte de um mistério com contornos, no mínimo, macabros. No entanto, só agora a situação começa a ganhar destaque na imprensa e as autoridades estão a concentrar esforços para encontrar as causas deste fenómeno.
Foram várias as embarcações que chegaram a vários pontos da costa japonesa, na zona do Mar do Japão (entre o Japão e as Coreias) com cadáveres em avançado estado de decomposição. Algo que se verifica com alguma regularidade nas últimas cinco semanas, avança a CNN.
Mas há ainda algumas questões por confirmar: Quem são os mortos e de onde vieram? Algumas pistas sugerem que as embarcações e a respectiva carga têm origem na Coreia do Norte, mas as dúvidas persistem.
Segundo a Guarda Costeira japonesa a situação, já dura há vários anos, mas apenas existem registos dos últimos cinco. Em 2014 foram encontrados 65 corpos e durante este ano já foram descobertos 34. Nestes últimos 5 anos foram encontrados, no total, 283 barcos nestas condições, mas as autoridades não revelam o número de mortos que continham.

Uma das situações que está a gerar maiores dores de cabeça às autoridades é o curto espaço de tempo em que aparecem estes autênticos cemitérios flutuantes – em cinco semanas chegaram 12 barcos de pesca.
Um porta-voz da Guarda Costeira japonesa revelou à CNN que “pensamos que possivelmente sofreram um acidente devido ao tempo, mas não podemos confirmar devido às más condições dos corpos”.
As mesmas autoridades têm trabalhado também para perceber há quanto tempo morreram estas pessoas. Os últimos a serem encontrados parecem ter morrido uma a duas semanas antes de serem descobertos. Mas a Guarda Costeira referiu que alguns dos dez corpos descobertos em três barcos no dia 20 de Novembro pareciam estar lá há pelo menos três meses. Por isso, neste âmbito, o mistério permanece.
E também em relação à origem das embarcações permanecem muitas dúvidas. Algumas pistas apontam para a Coreia do Norte. Num dos barcos, noticiou a emissora japonesa NHK, foi encontrada uma frase estampada em coreano onde se podia ler “Exército Popular Coreano” (esta é a expressão que se refere às forças armadas norte coreanas) e um farrapo de roupa com uma bandeira da Coreia do Norte.
No entanto, as descobertas não chegam para provar nada. Pelo menos para a Guarda Costeira. À CNN um porta-voz explicou que “só podemos afirmar que possivelmente são da Península da Coreia uma vez que a frase escrita nos cascos estavam em coreano, mas não pudemos identificar a nacionalidade dos barcos”.
Em relação à idade e ao género das pessoas mortas, estão a ser levadas a cabo autópsias para os identificar. É que o elevado nível de decomposição não permitiu perceber a idade e o sexo dos cadáveres. No entanto muitos especialistas dizem já que é provável que estes sejam pescadores norte coreanos.
A CNN conta aliás, que nos últimos meses o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, tem tentado implementar medidas para aumentar os esforços piscatórios no país.
Por isso, existe a convicção que o números de mortos ao longo da costa japonesa pode aumentar. Principalmente pelo facto de, a partir de Outubro e até Fevereiro, ser o período principal para a pescas de várias espécies na zona da Península da Coreia. Um professor da Universidade Nacional de Bukyong na Coreia do Sul, Kim Do-hoon, refere mesmo, em declarações à Reuters, que “Kim Jong Un tem vindo a promover as pescas, o que poderia explicar porque há mais barcos de pesca a sair. Mas os barcos norte-coreanos funcionam muito mal, têm maus motores, arriscando vidas para ir mais longe para apanhar mais. Às vezes andam à deriva e os pescadores morrem à fome”.
Outros dos mistérios em toda esta história é o de perceber porque é que os barcos vão todos, ou quase todos, parar à costa do Japão. Mas esta é, provavelmente, a questão mais fácil de responder. Como explica a CNN, o fluxo de correntes no Mar do Japão faz com que barcos à deriva vindos da Coreia possam chegar facilmente à costa do Japão.
Fonte: Observador

Maersk Line suspende escalas em Lisboa

Depois da Hapag-Lloyd, é agora a vez da Maersk Line anunciar a suspensão das escalas no porto de Lisboa por causa da greve dos estivadores.


A Maersk Line comunicou ao mercado a suspensão das escalas em Lisboa dos seus serviços WAF5 e WAF9, de ligação aos mercados de Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau.

Em comunicado, a companhia dinamarquesa justifica a decisão com a ausência de “qualquer desenvolvimento na situação de greve existente no porto de Lisboa”. A paralisação iniciou-se em meados de Novembro e com o passar do tempo a situação vem-se deteriorando “levando a produtividade a níveis insustentáveis”, acrescenta a operadora.

De facto, a produtividade no porto da capital, que já não era brilhante na movimentação de contentores, terá atingido mínimos de sete movimentos/hora, provocando óbvios atrasos na libertação dos navios, com os operadores portuários e os dirigentes sindicais a responsabilizarem-se mutuamente pela situação.

Em alternativa a Lisboa, a Maersk Line anuncia que as cargas de exportação serão encaminhadas por Leixões ou Sines, enquanto as cargas de importação serão concentradas em Leixões.

Hapag-Lloyd foi a primeira a suspender as escalas

Antes da Maersk Line já a Hapag-Lloyd anunciara a interrupção das escalas no porto de Lisboa. Primeiro foi o serviço MCA (Mediterranean Canada Express), que trocou a capital por Leixões (que assim ganhou a primeira ligação directa à América do Norte).

Depois foi a vez do MPS (Mediterranean Pacific Service), sendo que neste caso a suspensão das escalas deixa Portugal fora da rotação, uma vez que Leixões não tem capacidade para receber os navios de tamanhas dimensões. “Uma situação que evidencia, se necessário, a urgência de avançar com a construção do terminal de -14 metros!”, referiu ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS uma fonte da TCL, a concessionária do terminal de contentores do porto nortenho.

Greve sem fim à vista

Enquanto isto, continua sem fim à vista a greve dos trabalhadores portuários. Pelo contrário, o seu prolongamento até ao fina do corrente ano é um dado praticamente adquirido por todos.

E assim sendo, mais companhias poderão optar por deixar o Tejo. Recorde-se que há dois anos a MacAndrews trocou em definitivo Lisboa por Setúbal. E o mesmo poderá fazer, por exemplo, a OPDR, que agora integra o grupo CMA CGM e que também já escala o porto do Sado.

Na origem da paralisação, convém lembrá-lo, está o fim do CCT dos trabalhadores portuários de Lisboa e a entrada em vigor plena da nova legislação do trabalho portuário.

Fonte: T e N


Bruxelas apoia sector das pescas e aquacultura em Portugal

A Comissão Europeia adoptou um pacote de investimento de 506 milhões de euros para o sector das pescas em Portugal, sendo a maior ‘fatia’, de 111,2 milhões, destinada à promoção e valorização de produtos. A quinta prioridade definida no programa operacional de pescas português para 2014-2020 recebe 23,8% (11,2 milhões de euros) do envelope disponibilizado pelo Fundo Europeu para os Assuntos Marítimos e Pescas (FEAMP), e prevê, nomeadamente, o reforço do papel das organizações de produtores. Neste âmbito, Bruxelas sublinha que as verbas destinadas aos Açores e Madeira são quase o dobro das disponíveis no período 2007-2013.

Fonte: CM

Bruxelas propõe novo sistema para gestão de pesca em alto-mar e águas de outros países

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A Comissão Europeia propôs hoje um novo sistema para gestão das licenças de pesca, permitindo um melhor controlo dos navios europeus que operam em águas de países terceiros e de pesqueiros internacionais em água da União Europeia (UE).
A proposta, no âmbito da aplicação da Política Comum das Pescas, prevê que a frota da UE só pode pescar em águas de outros países ou em alto-mar se tiverem recebido autorização específica para isso do Estado-membro em que estão registados.
Para a obtenção da licença, é obrigatório um número emitido pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla inglesa), bem como uma licença válida, e um cadastro limpo de infrações.
Diário Digital / Lusa

PSA International fecha segundo terminal em Zeebrugge

No espaço de um ano, a PSA International fecha dois terminais de contentores em Zeebrugge. Resta um, operado pela APM Terminals. A culpa é da quebra de actividade.

No espaço de um ano, o porto de Zeebrugge vê reduzida a sua capacidade instalada na movimentação de contentores, de 2,7 milhões de TEU para apenas cerca de um milhão. O movimento de contentores está a cair, em termos homólogos, cerca de 20%.
A PSA International, que controla o Container Handling Zeebrugge (CHZ), também participado pela Terminal Link, anunciou o fim da actividade do terminal, por falta de rendibilidade. A concessão será devolvida à autoridade portuária belga.
O terminal, com uma frente de cais de mil metros e fundos de -17 metros, está equipado com quatro pórticos de cais e tem uma capacidade instalada de cerca de um milhão de TEU/ano.
No princípio do ano foi a vez do Zeebrugge International Port (ZIP) fechar as portas, com os seus quatro pórticos de cais a serem transferidos para um terminal da PSA International em Antuérpia. O terminal tinha uma capacidade instalada de 800 mil TEU/ano.
A quebra no tráfego internacional de contentores, agravada pela concorrência dos portos vizinhos, fazem com que a performance de Zeebrugge seja pior que a da concorrência. Actualmente apenas dois serviços deep sea operam ali.
Fonte: T e N

O mar no Programa do Governo

Fundo Azul, Simplex do Mar e linhas de crédito para a pesca entre as propostas do Executivo.


Depois da criação de um Ministério do Mar, e na linha do que já constava do programa eleitoral do Partido Socialista, o novo Governo incluiu no Programa de Governo hoje (3 de Novembro) discutido na Assembleia da República uma secção dedicada ao mar.
Entre as diversas medidas propostas, o Programa do XXI Governo Constitucional, inclui a revisão do enquadramento normativo do ordenamento marítimo, a criação de um Fundo Azul para desenvolver a economia, a investigação e a monitorização do mar, o lançamento de um programa para as Ciências e Tecnologias do Mar, a criação de um cluster científico  aplicado aos campos petrolíferos e minerais e à engenharia naval offshore e submarina, e ainda o aumento da capacidade das infraestruturas portuárias.
Em particular, o Governo de António Costa pretende criar um Simplex do Mar, que envolve a implementação da Janela Única Logística (JUL), a criação da Factura Única por Escala de Navio, a introdução do conceito legal de “porto seco”, a criação da “plataforma mar” e a simplificação de licenciamentos, inspecções e vistorias de embarcações, entre outras iniciativas.
No plano do transporte marítimo, o Governo tenciona «melhorar as condições de acesso à cabotagem insular e ao transporte inter-ilhas» e «apoiar o transporte marítimo de curta distância e as “Auto-estradas do Mar”», entre outras medidas. No que respeita à pesca, entre outras propostas, o Executivo quer criar uma marca para o pescado nacional, criar uma linha de crédito para Jovens Pescadores apoiada no PO MAR 2014-2020 e lançar uma Linha de Crédito Pequena Pesca apoiada no mesmo programa, com suporte de entidades bancárias.

Novo Canal do Suez baixa custos dos navios em 10%

O “novo” Canal do Suez reduz o tempo de trânsito dos navios de 18 para 11 horas, o que permite diminuir os custos da operação entre 5% e 10%, conclui o estudo “O Novo Canal do Suez: Impacto Económico no Tráfego Marítimo no Mediterrâneo”, que a consultora italiana SRM, do Intesa Sanpaolo, desenvolveu em parceria com o AlexBank.





A análise prevê ainda reflexos positivos nos sectores dos transportes, da logística e do turismo e em todas as actividades relacionadas com os fluxos marítimos, devido ao desenvolvimento do Canal, bem como em oportunidades de investimento e novos projectos que o governo do Egipto pretende implementar na área do Suez.

O estudo conclui ainda que o novo Canal poderá permitir à região reforçar a posição como um dos maiores centros logísticos do mundo.
“A expansão do Canal do Suez oferece à economia egípcia, além das receitas directas importantes para o país, um tremendo potencial de crescimento. Representa oportunidades para desenvolver um grande número de projectos no sector industrial e logístico, capaz de alimentar outros fluxos de investimentos nacionais e estrangeiros que aumentarão o emprego e a riqueza para a população na região”, referiu, na apresentação realizada na Embaixada de Itália no Cairo, o CEO e director-geral do AlexBank, Dante Campioni.
O “novo” Canal do Suez é o resultado da duplicação e melhoramentos daquela via navegável, numa extensão de cerca de 70 quilómetros, num investimento de cerca de oito mil milhões de dólares. A obra demorou menos de 12 meses a ser concluída, tendo sido inaugurada em Julho passado.
Com o alargamento, os navios podem agora cruzar-se em 50% da extensão do canal do Suez, o que reduziu o tempo de navegação e também os tempos de espera em ambas as entradas da via.
Fonte: T e N