Pescas: Mais carapau e pescada, menos bacalhau e tamboril




Para 2016 os pescadores poderão pescar mais 11,4% de pescado do que durante este ano. Foi a estreia de Ana Paula Vitorino na Europa e a ministra diz-se satisfeita com o resultado. Portugal pesca mais, mas perde quota em várias espécies.
Os pescadores portugueses poderão capturar em 2016, em águas nacionais, um total de 63.524 mil toneladas de pescado, mais 11,4% de pescado do que durante este ano. Assim ficou decidido na noite desta terça-feira, 15 de Dezembro, no Conselho de Ministros das Pescas da União Europeia, onde a nova ministra do Mar, Ana Paula Vitorino (na foto), se estreou numa longa maratona negocial de 40 horas, que começou na segunda-feira de manhã e terminou pelas 02:00 de hoje.
Citada pela TSF, Ana Paula Vitorino afirma que ficou garantido “que a nossa quota é muito superior àquilo que foram as capturas realizadas em Portugal”.

O carapau será o peixe que mais poderá ser capturado, tendo sido autorizada a pesca de 50.839 toneladas, que comparam com as 57.016 toneladas de capturas permitidas em 2015 (mais 15%). Segue-se o biqueirão (5.542 toneladas, mais 10%) e a pescada (3.097 toneladas). A quota de lagostim, um marisco com elevado valor comercial, sobe 26%, acima dos 20% inicialmente propostos pela Comissão Europeia, e a de raias mantém-se, quando inicialmente estava previsto um corte de 10%.
Já no que toca ao bacalhau, está proposto um corte de 14% nas águas da Noruega, para as 2.365 toneladas, que deverá ser compensado com a cedência de uma reserva de 25.000 toneladas da quota global de verdinho. No Canadá, nos mares geridos pela Organização de Pescas do Atlântico Noroeste (NAFO), a quota sobe 1%, para 2.497 toneladas.
A pescada é o ‘stock’ que mais desce, com um corte de 25% (inicialmente estava proposto um de 61%), havendo ainda uma baixa de 1% nas capturas de areeiro em águas portuguesas. Também no caso do tamboril haverá um corte de 14% e que inicialmente seria de 19%, mas foi reduzido durante as negociações.
A sarda, cujas unidades populacionais também são geridas no âmbito de acordos com países terceiros, sofre um corte de 15%, para as 6.971 toneladas.

Recorde. Um homem, um par de remos e o oceano Pacífico para navegar

John Beeden não foi o primeiro navegador a cruzar o Pacífico. Mas foi o primeiro a fazê-lo só e numa embarcação a remos. Precisou de 209 dias para chegar de S. Francisco, EUA, a Cairns, na Austrália.


Os últimos 209 dias, John Beeden passou-os no oceano Pacífico. Numa pequena embarcação a remos, onde só cabe ele e pouco mais. Sozinho. Completamente sozinho. E sem fazer qualquer escala. Remou durante 15 horas por dia. Todos os dias.
Chamem-lhe louco, mas a verdade é que este inglês de Sheffield, com 53 anos e muitas milhas náuticas nos braços — há quatro anos, atravessou o Atlântico em circunstâncias idênticas –, foi o primeiro homem a cruzar o Pacífico a remo. John Beeden, que vive no Canadá, partiu de San Francisco, na costa Oeste dos Estados Unidos e chegou, contra ventos e marés — que, diga-se, de tão agrestes que foram, atrasaram-lhe a chegada em muitas semanas –, esta segunda-feira à cidade de Cairns, no nordeste da Austrália.
À chegada, esperava-o uma cidade inteira, exultante com a sua façanha. E disse, visivelmente desgastado, John: “Ser o primeiro homem a conseguir atravessar o Pacífico a remo é realmente incrível. Ainda estou a processar tudo o que vivi.”
A mulher de John, Cheryl, também o aguardava em Cairns. “Ele é um homem incrível, diferente da maioria dos homens. E mesmo quando tem um dia mau, no mar ou na vida, continua a remar e ‘remar’.” Cheryl quer agora, por fim, ter o marido em casa consigo. Mas nem ela acredita que a estadia de John vá durar muito tempo fora de água: “Estou feliz por vê-lo regressar a casa são e salvo. Ele disse-me que não voltaria a meter-se numa aventura destas durante muito, muito tempo. Mas tenho a certeza que dentro de poucas semanas vai estar a preparar-se para outra aventura e vou ter que refreá-lo.”
Em 1983, Peter Bird também tentou atravessar o oceano Pacífico a remo, também só e também saído de São Francisco. Mas ao fim de 294 dias no mar foi vencido pelo cansaço e pelas intempéries e teve que ser resgatado pela Marinha australiana.
Fonte: Observador


Estivadores mantêm greve em Lisboa até 31 de Janeiro

Um dia depois de ter aceitado reiniciar as negociações de um novo CCT, o sindicato dos estivadores anuncia o prolongamento da greve no porto de Lisboa até ao próximo dia 31 de Janeiro.


O novo pré-aviso é datado de 21 de Dezembro mas só hoje foi tornado público. Aplica-se ao período de 7 a 31 de Janeiro e só será accionado se os operadores portuários – que ontem também aceitaram retomar as negociações – utilizarem “trabalhadores estranhos à profissão”.
A actual greve dos trabalhadores portuários iniciou-se a 14 de Novembro, dia em que deixou de vigorar o anterior Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) e passou a aplicar-se plenamente a nova legislação geral do trabalho portuário. Neste cerca de mês e meio os trabalhadores portuários nunca terão recusado realizar trabalho mas, na prática, os atrasos nas operações levaram à debandada de vários armadores, com a Maersk Line e a Hapag-LLoyd à cabeça.
As negociações cm vista a celebrar um novo CCT para o Porto de Lisboa foram interrompidas em meados de Março, após 36 reuniões ao longo de um ano.
Ontem, após reuniões com a ministra do Mar, operadores e sindicato aceitaram reiniciar as negociações, com o intuito de chegar a um consenso no prazo de um mês.
Em declarações aos jornalistas, no final das reuniões para tentar “promover a paz social” no Porto de Lisboa, Ana Paula Vitorino explicou que “as duas partes responderam ao apelo e vão sentar-se a conversar, sob a coordenação do Porto de Lisboa”.
“Acho que é possível chegarmos a um acordo”, declarou a governante, realçando que “todos têm que ceder”.
Fonte: T e N


Leixões à beira de um novo recorde anual

Mesmo com os contentores em baixa, o porto de Leixões prepara-se para encerrar o ano com um novo máximo de cargas movimentadas, na casa dos 18,5 milhões de toneladas. No final de Novembro somava 17,3 milhões.


Não fosse a quebra de cerca de 500 mil toneladas (8,7%) na carga contentorizada, essencialmente por culpa da forte retracção das exportações para Angola, e 2015 bem poderia ser um ano excepcional para o porto nortenho, com (quase) todos os segmentos de carga a crescerem a dois dígitos.
Os granéis líquidos, que em tempos recentes travaram maiores ganhos, dão agora o mote para o crescimento, com um avanço acumulado de 11,2% para a casa dos 7,7 milhões de toneladas. Curiosamente, num recente encontro com agentes de navegação, o presidente da APDL, Brogueira Dias, alertava para o facto de a capacidade do terminal petroleiro estar nos limites e de a monobóia precisar de uma revisão profunda…
Em forte alta estão também os granéis sólidos (sobem 11,2% para cerca dos 2,3 milhões de toneladas) e a carga geral fraccionada (mais 12,4% para cima das 900 mil toneladas).
Excepcional continua a ser o comportamento da carga ro-ro. Nos primeiros 11 meses do ano dispara 73,7% e já vale perto de 650 mil toneladas.
Para o final do ano, a APDL espera chegar aos 18,5 milhões de toneladas, cerca de 5% acima do recorde de 2014. Poderia ser ainda melhor, não fossem os contentores, mas assim o terminal de contentores de Leixões estaria permanentemente congestionado, sublinhava, em jeito de consolação o presidente da APDL, no referido encontro.
Fonte: T e N


MSC supera um milhão de TEU em transhipment em Portugal

A MSC ultrapassou este ano, pela primeira vez, a fasquia do milhão de TEU de transhipment movimentados em Portugal, anunciou a MSC Portugal.


O novo recorde foi atingido no final da semana, com a escala do MSC Busan no Terminal XXI de Sines. É, resto, em Sines que a MSC realiza o grosso dos movimentos de transhipment, uma vez que em Leixões aquele tipo de operações tem uma expressão residual.
A MSC (e, logo, a MSC Portugal) é líder na movimentação de contentores nos portos nacionais.
Comentando mais este marco da actividade da empresa, Carlos Vasconcelos, administrador da MSC Portugal, referiu, citado em comunicado: “Este ano tem sido assinalado por sucessivos recordes de movimentação dos nossos navios e face aos indicadores acumulados da nossa operação até ao momento, tudo indica que a MSC Portugal atinja volumes de movimentação bastante acima dos registados no ano transacto”.
O ano que agora está prestes a terminar fica ainda assinalado, na história da MSC em Portugal, pela inauguração das instalações em Matosinhos e pela vitória na privatização da CP Carga.
Fonte: T e N


APAT demonstra "preocupação" com Porto de Lisboa que arrisca "extinção"


A APAT (Associação dos Transitários de Portugal) veio a público demonstrar a sua preocupação com o futuro do Porto de Lisboa, na sequência das saídas dos grandes armadores Hapag-Lloyd e Maersk Line (o maior armador do mundo); na semana passada, o armador dinamarquês comunicou que deixará de escalar no porto da capital devido, ao que tudo indica, à instabilidade que se vive entre estivadores e operadores portuários.

Leia aqui o comunicado na íntegra:


“Confrontada com a notícia da saída do ‘maior armador do mundo’ – a MAERSK – do porto de Lisboa justificada, pelo grupo dinamarquês, pelas perturbações causadas pela greve dos estivadores em curso desde 14 de Novembro, e com o anúncio, no mesmo dia, de mais um pré-aviso de greve dos estivadores, a Associação dos Transitários de Portugal não pode deixar de publicamente manifestar a sua preocupação pelo futuro de um Porto que, não há muitos anos, era líder na movimentação de contentores e que agora se arrisca a definhar até à sua extinção.

É preocupante o impacto que a saída dos grandes armadores do Porto de Lisboa, como a MAERSK e a HAPAG LOYD, terá não só na economia local, mas na economia nacional e as repercussões negativas que essa saída trará às empresas cujo negócio depende directamente deste porto.

Não nos podemos esquecer que o Porto de Lisboa representa uma peça fundamental na cadeia logística da zona centro sul do país, e que a sua extinção anunciada prejudicará a competitividade não só de produtores/carregadores, que dependem directamente do Porto de Lisboa na distribuição dos seus bens/mercadorias, mas também dos seus parceiros directos, que os auxiliam na movimentação das mercadorias para exportação, como é o exemplo dos transitários.

A APAT considera lamentável que o Porto de Lisboa se esteja a condenar a si mesmo, no entanto quando uma entidade perde a vontade de viver, talvez não faça de facto sentido mantê-la ligada à máquina. Os estivadores e os operadores portuários são órgãos vitais de um mesmo organismo, que, desistindo de continuar a trabalhar em conjunto, condenam esse mesmo organismo necessariamente à extinção

A APAT apela, por isso, ao bom senso e, em última instância, à definição de uma estratégia séria para o Porto de Lisboa por forma a que os todos aqueles que com ele trabalham directamente saibam com o que podem contar no futuro.”
Fonte: Cargo

CDS-PP convoca ministra do Mar para explicar "razões por detrás destas greves"


A Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, será chamada ao parlamento para se pronunciar sobre a aventada saída do armador dinamarquês Maersk Line do Porto de Lisboa, na sequência da instabilidade vivida após a inalteração da paralisação dos estivadores e do cenário de antagonismo entre os operadores portuários e os estivadores sindicalizados. O CDS-PP comunicou a intenção de ouvir a ministra sobre a origem das greves.

“Iremos chamar ao parlamento a senhora ministra do Mar para que possa sobre esta matéria dizer quais são as razões que estão por detrás destas greves”, anunciou o partido, através de Hélder Cabral, vice-presidente da bancada parlamentar do CDS-PP. Como transcreve o jornal ‘Diário Económico’, Hélder Amaral afirmou que “um mês de greve a somar a um passado de greves que retiram credibilidade e estabilidade ao Porto e que levam à ameaça de saída de um dos grandes operadores mundiais é muito importante e merece resposta da tutela”.

De acordo com as palavras de Hélder Cabral, que podem ser lidas na versão online do ‘Diário Económico’, “a notícia de hoje da possível saída do maior operador mundial é um dano e um mal causado às empresas portuguesas, às exportações portuguesas, à economia portuguesa e à imagem de Portugal”.

O Declínio do Transporte Marítimo

É oficial. Ninguém pode dizer o contrário. O Transporte Marítimo saturou tanto, que entrou numa fase de declínio de onde deverá sair lentamente até 2018. A inauguração de novos navios, cada vez maiores, na sua dimensão e capacidade levou a uma enorme sobre-procura que inundou o mercado e o levou a estagnação. Os maiores armadores mundiais, andam em contenção de custos, redução de investimento e em certos casos em despedimentos. As alianças entretanto formadas, reduziram os custos, mas de certa forma também reduziu a autonomia de cada armador. Desde 2014 para cá, já fecharam 43 Terminais Portuários, sendo que dos últimos que fecharam, dois pertenciam a PSA Internacional ( Que opera em Sines ), e outro pertencente ao grupo Yildirim ( Que opera agora em vários Terminais nacionais, Lisboa incluída). Apesar do Transporte Marítimo de Contentores, ser o principal meio de transporte à nível Mundial, as crises cíclicas vem acontecendo de há anos para cá. Em 2009, 2012 e agora em 2015, os ciclos vão-se sucedendo, fazendo com que o mercado se tenha de redimensionar a cada ciclo de crise. Mas o futuro não augura nada de bom. A tendência dos concessionários portuários para a inovação, para o futuro da automatização, irá criar não só um novo paradigma, em que o meio automático será preferível que o meio humano, tornando os terminais mundiais em terminais sem vida, sem a componente humana, tornando-se quiçá numa qualquer cena de um filme futurista. A enorme pressão para conter custos, não só devido à enorme questão da oferta, irá fazer com que seja cada vez menos necessário a figura do Estivador, querendo esta nova mentalidade quase que extinguir aquele que foi o principal alicerce no crescimento do sector portuário. Chegamos a 2015, não com uma visão mais positivista deste Sector, mas com quase a certeza de que ao aumentar a oferta e a diminuir a procura, ao querermos automatizar em vez de incentivar o potencial humano, irá levar a um novo modelo de gestão que não beneficiara ninguém, ao não ser os interesses dos grupos portuários, cansados de ter de lutar contra uma classe laboral de valor e de trabalho. É o futuro dirão uns. É um retrocesso social que irá levar ao despedimentos ( Ainda mais do que tem existido ultimamente). Sem navios e movimentação, não há lucro. Sem investimento, não há crescimento. Sem todos estes factores, o sector dispersa e decresce. Será que queremos um futuro brilhante? Ou será que queremos um futuro frio? 
Em Portugal, o futuro é ainda incerto. Ainda tem de clarificar o seu caminho. Mas é cada vez mais complicados para os concessionários lutarem contra a concorrência barata e quase desleal. Lisboa é um Terminal com futuro muito incerto, apesar do investimento milionário proveniente da Turquia. Em Sines, também afectada pela conjuntura global, também afundou, tendo ainda de lutar com a concorrência feroz do Transhipment proveniente do Norte de África. Os restantes terminais também com os seus problemas, nomeadamente a sua reduzida dimensão, hinterlands de baixo rendimento e estratégia sem sentido, com uma excepção clara de Setúbal, que tem tido o engenho de reinventar-se de modo a surgir como uma alternativa muito credível à Lisboa. Uma coisa temos a certeza. Quando a Economia Global reacender, a Economia do Mar irá recuperar. Mas que estragos irá existir até voltarmos ao crescimento ?

Este pequeno país pode ajudar na luta para salvar Oceanos

O minúsculo arquipélago de Palau, no Pacífico Ocidental, há muito tempo que é um dos líderes em conservação oceânica.
Na última década, o país criou o primeiro santuário de tubarões do mundo, aprovou algumas das leis mais rigorosas proibindo arrastões em águas profundas e desenvolveu uma estrutura de conservação que conta com a ajuda da comunidade, treinando os pescadores para que eles recolham informações sobre o que pescaram.
No fim de Outubro, Palau mais uma vez foi celebrado pelos ambientalistas.
O presidente Tommy Remegesau Jr. anunciou que sancionaria uma lei que protege contra a pesca 80% das águas territoriais do país – cerca de 500.000 quilómetros quadrados.
A reserva será uma das cinco maiores do mundo.
Ao todo, um total de 2,6 milhões de quilómetros quadrados de oceano receberam protecção este ano, segundo o The Washington Post. O número é recorde, e inclui o Reino Unido (860.000 km²), Nova Zelândia (595.000 km²) e Chile (298.000 km²).
Mas, apesar desses avanços, somente 1,9% dos oceanos são estritamente protegidos – em outras palavras, áreas em que não pode pescar, extrair minerais nem depositar lixo. Os ambientalistas gostariam que a percentagem estivesse mais perto dos 30%.
Elliot Norse, cientista-chefe do Instituto de Conservação Marinha, trabalha nessa questão desde 1978 e diz que aceitaria 20%. Na realidade, ele diz que “daria a vida” por isso.
“Daria a vida tranquilamente para alcançarmos o modesto objectivo de 20% até 2030”, disse Norse.
“Se fôssemos realmente eficazes, não só falando, mas fazendo, salvaríamos virtualmente todos os tipos de animais e plantas e bactérias e vírus dos oceanos, cujo funcionamento é essencial para a continuidade de nossa existência na terra.”
Nada é mais eficaz na protecção da biodiversidade marinha que o estabelecimento de reservas, diz Norse.
Sem essa protecção, as formas de vida marinhas vão continuar entrando em extinção, os oceanos vão ficar cada vez mais ácidos e surgirão mais “áreas mortas”.
Os mamíferos marinhos vêm desaparecendo há milénios – considere a vaca-marinha-de-steller, um dos maiores mamíferos marinhos do mundo, extinta em 1786, somente 27 anos depois de sua descoberta pelos europeus –, mas o processo vem se acelerando nos últimos 50 anos.
Norse nasceu em 1947. Os oceanos, afirma ele, estão “esvaziando durante a minha vida”.
Palau tem cerca de 1.300 espécies de peixes e 700 espécies de corais. O país aposta que, no longo prazo, o turismo é uma aposta melhor que a pesca. Até agora, a estratégia parece ser acertada.
Segundo um estudo, nos seus 16 anos de vida, cada tubarão de coral nadando nas águas do arquipélago retribui 2 milhões de dólares para o país.
Mas, como observou Remengesau num discurso na ONU no ano passado, Palau não tem como proteger o oceano sozinho.
“Volto mais uma vez para uma questão que os meus antepassados nunca conceberam: de que adiantam os esforços de Palau se o mundo não nos acompanhar?”, disse ele.
“A chave é fazer cumprir [as restrições das reservas]”, diz Robert H. Richmond, professor da Universidade do Havaí que trabalha em Palau desde 1986.
Em Junho, as autoridades de Palau queimaram quatro barcos vietnamitas que foram apanhados com 7,7 toneladas de peixes pescados ilegalmente, incluindo tartarugas marinhas, pepinos do mar e peixes de corais protegidos.
Richmond acredita que a nova reserva oceânica de Palau pode virar o jogo, levando a mais águas protegidas. Ele cita uma fonte improvável para sustentar seu argumento.
“Estava conversando com pessoas do sector pesqueiro. Eles disseram que não estava muito preocupados com Palau, porque é apenas um arquipélago”, disse ele.
“O que os preocupava é que, quando Palau faz alguma coisa, as outras ilhas vão atrás.”
Lila Shapiro cobre a ficção científica da ciência, as maneiras engenhosas pelas quais os cientistas estão tentando resolver os problemas mais difíceis do mundo.
Fonte: Exame

"Nazaré Calling" em exibição no Festival de Surf do Havai.

Filmado em 2011, na Nazaré, o documentário retrata o recorde mundial do big rider Garrett McNamara
Press release – O documentário “The North Canyon – Nazaré Calling” será exibido no Waimea Ocean Film Festival, evento que se realiza no início de Janeiro, no Havai, um dos 50 estados dos Estados Unidos.
O Festival, pioneiro no seu campo, e por onde irão passar personalidades do mundo do surf e da imagem, tem em cartaz a exibição de filmes, várias exposições de artes, palestras e debates com cineastas e convidados especiais da organização, exercícios e meditação para trabalhar a parte física e também a mente.
A divulgação da Nazaré irá acontecer entre os dias 1 a 4 e 5 a 8 de janeiro, nos locais onde irá decorrer este evento.
Filmado em 2011, na Nazaré, o documentário retrata o recorde mundial do big rider Garrett McNamara, que surfou a maior onda de sempre, na praia do Norte. Obteve vários prémios, nomeadamente o de “Cinematografia”, no Aotearoa Surf Film Festival (Nova Zelândia); o prémio “Melhor Produção Nacional”, do S.A.L – Surf At Lisbon Fest (Lisboa); Prémio “Melhor Filme”, no Festival Internacional Ocean de S. Francisco; e dois prémios do Festival Internacional de Surf de Anglet (França).