Cientistas descobrem “assassino” dos oceanos que nunca tinha sido detectado

Este “predador” desempenha um papel importante na regulação das populações bacterianas nos oceanos.
Cientistas do Instituto Tecnológico de MAssachusetts, nos EUA, descobriram e estudaram um “habitante” marinho que nunca tinha sido detectado nas amostras de água recolhidas.
Trata-se de um novo tipo de vírus capaz de infectar dezenas de diferentes tipos de bactérias, muitas vezes de espécies diferentes, enquanto que outros vírus típicos “devoram” apenas um tipo de bactérias.
O estudo sobre o novo assassino marinho foi publicado na revista Nature. Este vírus não apresenta uma “cauda” típica noutros vírus e que serve para a sua detecção. O seu genoma é muito curto e, ao contrário dos vírus com cauda, que contam com entre 40.000 e 50.000 bases, tem cerca de 10.000.
O vírus foi baptizado como Autolykiviridae, o nome do personagem da mitologia grega chamado Autólico, que foi difícil de capturar.
Segundo os autores do estudo, os Autolykiviridae poderiam ser fundamentais para o entendimento da evolução dos vírus e desempenham um papel determinante na regulação das populações das bactérias nos oceanos.
“Os vírus sem ‘cauda’ desempenham um importante papel na ecologia do oceano, sendo responsáveis por fracção substancial do assassinato de bactérias”, diz Eugene Koonun, investigador dos Institutos Nacionais da Saúde, NIH, citado pelo MIT.
Koonin sustenta que a descoberta demonstra que a quantidade de vírus sem cauda é comparável àqueles que têm e, segundo estimativas da comunidade científica, predominam no oceano.
Poderá estar então encontrado o maior predador dos oceanos, e ao contrário da ideia comum, não é uma baleia assassina, nem um qualquer tubarão – mas um minúsculo vírus.
Fonte: ZAP Via MIT Foto: Timothywildey / Flickr

Microplásticos são “grande ameaça” para os gigantes dos oceanos


Um estudo revela que as baleias, tubarões e raias ingerem microplásticos em quantidades que os cientistas consideram alarmantes.

Até os maiores seres vivos aquáticos estão vulneráveis a pequenos fragmentos de plástico que poluem os oceanos. Um estudo concluiu que as baleias, os tubarões e as raias – os maiores peixes do mundo – ingerem microplásticos em quantidades que os cientistas consideram alarmantes. A contaminação dos oceanos devido aos microplásticos pode reduzir o número destes animais no mar, diz o estudo.
Estes seres vivos consomem grandes quantidades de pequenas presas e, no processo, engolem centenas a milhares de metros cúbicos de água, o que significa que a probabilidade de engolirem os microplásticos que flutuam nos oceanos seja grande. “Os nossos estudos feitos em baleias e tubarões no Mar de Cortez confirmam a exposição destes animais aos microplásticos que poluem o mar”, afirmou Maria Cristina Fossi, professora na Universidade de Siena, citada pelo “Independent”.
Microplásticos são pequenos pedaços de plástico que têm menos de cinco milímetros de comprimento e são similares a vários tipos de pláncton, que podem ser perigosos para os oceanos e para a vida aquática.
O estudo sugere que estes animais, “espécies importantes também a nível económico”, devem ter prioridade em pesquisas futuras sobre os riscos dos microplásticos.
Os cientistas que fazem parte do estudo dizem que foram encontrados 800kg de plástico na carcaça de uma baleia em França e outra, na Austrália, continha seis metros quadrados de plástico dentro do organismo.
“A magnitude dos riscos que estes poluentes tem ainda está a ser investigada”, disse Elitza Germanov da Universidade de Murdoch, na Austrália. Os possíveis riscos passam pela redução nutricional que estes animais adquirem e a destruição ao sistema digestivo quando os microplásticos são ingeridos. Além disso, a exposição à toxina através da ingestão do poluente pode afectar “processos biológicos como o crescimento e reprodução destes animais”, acrescentou.

Fonte: Expresso

Tecnologia para limpar o plástico dos oceanos

A tecnologia da Seabin pode ajudar a reduzir o problema da poluição marítima, mas, como reconhece Ceglinski, a única solução definitiva é “ensinar crianças e jovens a não comprar plásticos descartáveis, a não os atirar ao mar, a reciclar.”

Um estudo recente publicado pela revista Science e conduzido pela universidade sueca de Uppsala alertou que algumas espécies marinhas estavam a começar a incluir plásticos na sua dieta. As larvas dessas espécies, acrescentou o estudo, quando cresciam, convertiam-se em espécimes adultos “mais pequenos e mais lentos”. Até há pouco tempo atrás, pensava-se que os animais que ingeriam esses plásticos presentes nos nossos mares e oceanos o faziam de forma acidental, mas novas pesquisas mostram que não é assim, que esses resíduos exercem uma atracção irresistível para alguns peixes devido ao seu odor. Aparentemente, ao entrar em contacto com a água salgada, os plásticos começam a emitir um cheiro semelhante ao krill ou ao plâncton, o que leva as espécies marinhas a comê-los. E o que é pior, como demonstrado pelo estudo da Universidade de Uppsala, literalmente, as espécies entusiasmam-se com a sua ingestão. Oona Lonnstedt, directora da pesquisa, disse que “o plástico possui propriedades químicas ou físicas que geram uma necessidade particular de alimentação nesses peixes. Eles acreditam erroneamente que se trata de alimento de alto valor energético e que precisam de comer muito. É semelhante ao que acontece com a comida “fast food” nos adolescentes: não resistem a encher-se dela”.

O problema, longe de ser resolvido, aumenta a cada ano com o despejo de oito milhões de toneladas de plásticos nos oceanos. Há pesquisadores que asseguram que em 2050 haverá mais plástico do que peixes nos mares. Um desastre ambiental que pode tornar-se irreversível se não agirmos a tempo. Algumas dessas acções estão no campo puramente reivindicativo, como a promoção de uma organização que visa converter a grande ilha de resíduos plásticos encontrada no Oceano Pacífico (e que tem uma superfície semelhante à da França) num estado independente. Eles já têm a sua própria bandeira, nome (Ilha do Lixo) e moeda. Mas há muitas outras iniciativas científicas e tecnológicas que podem ajudar os oceanos a continuar a ser, como até agora, um pilar indispensável para a vida no nosso planeta.
Uma das mais engenhosas é a iniciativa desenvolvida pela “Seabin”, uma empresa fundada por Andrew Turton e Pete Ceglinski, dois apaixonados pelo mar capazes de arriscar tudo num projecto cuja genialidade reside na sua aparente simplicidade, já que se trata de instalar cestos no mar capazes de recolher os plásticos flutuantes. O início, diz Ceglinski, não foi fácil: “Em 2015 deixei o meu emprego e com todo o dinheiro que poupei aluguei a fábrica em que estamos. Gastei tudo o que tinha para a preparar e vivi lá durante um ano e meio porque não podia pagar uma casa”. Dois anos depois, a Seabin possui uma equipa de especialistas e já comprovou que os seus produtos funcionam. O desafio a partir de agora, quando está prestes a começar a sua comercialização, é conseguir que esses recipientes sejam capazes de recolher nanoplásticos e microfibras, muito mais difíceis de apanhar devido ao seu tamanho pequeno. A tecnologia da Seabin pode ajudar a reduzir o problema da poluição marítima, mas, como reconhece Ceglinski, a única solução definitiva é “ensinar crianças e jovens a não comprar plásticos descartáveis, a não os atirar ao mar, a reciclar. Assim, não precisaremos dos nossos cestos porque o problema deixará de existir. A verdadeira solução não é a tecnologia, mas a educação”.
Entrevista e edição: Maruxa Ruiz del Árbol, Cristina del Moral
Texto: José L. Álvarez Cedena

Suspensas as buscas pelo empresário naufragado Pierre Agnés




Presidente-executivo da Boardriders, dona da Quiksilver e da Roxy, terá saído sozinho de barco na manhã da passada terça-feira para pescar, naufragou e a embarcação deu à costa numa praia.

As buscas pelo patrão da Quiksilver foram suspensas após a descoberta da embarcação de onze metros em que Pierre Agnès se fez ao mar na manhã de terça-feira.
A suspensão foi anunciada nas redes sociais, pela prefeitura marítima Atlântica.
O barco foi encontrado encalhado numa praia de Hossegor, próximo de Baiona, não muito longe da fronteira de França com a Espanha.
A PreMar emitiu também um aviso de prudência para quem se fizer ao mar devido às marés altas previstas naquela zona da Atlântico, no sudoeste de França.
Pierre Agnès, de 54 anos, é o presidente executivo do grupo Boardriders, que detém as marcas Quiksilver e Roxy.
De acordo com os relatos conhecidos, o empresário fez-se ao mar pelas 07:30 da manhã (menos uma hora em Lisboa) da passada terça-feira. Seguia sozinho no barco e ia alegadamente à pesca. A embarcação apareceu numa praia, virada, e Pierre Agnès continua desaparecido.

Pesca: Ministério do Mar paga primeiros apoios à paragem

Segundo o Ministério do Mar, as restantes candidaturas,
envolvendo até agora um conjunto de mais 77 embarcações e 776 pescadores,
deverão ter um valor global de novos apoios no montante de 1,86 milhões de
euros, com financiamento garantido pelo Programa Mar 2020.
O Ministério do Mar começou esta semana a pagar os primeiros
apoios financeiros aos pescadores e armadores devido à paragem obrigatória e
temporária na pesca da sardinha no mês de dezembro.
“Nesta primeira fase, foram pagas através do IFAP [Instituto
do financiamento da Agricultura e das Pescas] os primeiros  apoios previstos aos operadores que
concluíram as suas candidaturas ainda durante o mês de Dezembro, sendo
beneficiários os armadores de 23 embarcações da pesca do cerco e um total de 86
pescadores, com um valor global de 267 mil euros”, revela uma nota do
Ministério liderado por Ana Paula Vitorino.
O mesmo documento acrescenta que diversos pescadores optaram
por receber, em alternativa, o subsídio de desemprego.
Segundo esta mesma nota do Ministério do Mar, as restantes
candidaturas, envolvendo até agora um conjunto de mais 77 embarcações e 776
pescadores, deverão ter um valor global de novos apoios no montante de 1,86
milhões de euros, com financiamento garantido pelo Programa Mar 2020.
Para estas candidaturas, estão neste momento “a ser reunidas
todas as condições para que os primeiros pagamentos possam vir a ser liquidados
no final de Fevereiro, desde que os beneficiários submetam, atempadamente, os
respetivos pedidos de pagamento”.
“A interdição da pesca à sardinha vai prolongar-se até final
de Abril e visa contribuir para uma mais rápida recuperação do ‘stock’ ibérico
desta espécie, tão importante e tradicional”, assegura a referida nota do
Ministério do Mar, garantido que os prazo de pagamentos estão a ser cumpridos,
“não havendo lugar a atrasos no pagamento desta medida aos seus beneficiários”.

Fonte: JE

Financiamento limita inovação no mar

A incubadora lusa Mare Startup é um caso de estudo para a OCDE, mas esbarra com a falta de financiamento.

Foi lançada em 2016 por iniciativa conjunta da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, da Universidade Católica Portuguesa, do Fórum Empresarial da Economia do Mar (actual Fórum Oceano) e da Sociedade de Avaliação Estratégica e Risco (SaeR), com o objectivo de apoiar o empreendedorismo e inovação empresarial dedicada ao Mar. Desde a sua criação, o consórcio Mare Startup já apoiou sete projectos ligados à economia do mar, viabilizando a criação de 20 postos de trabalho. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) destacou o projecto nacional e o seu modelo como um estudo de caso e um exemplo de sucesso. Mas por cá, a Mare Startup continua a lutar com o que José Guerreiro, coordenador da plataforma, classifica de “óbvia lacuna nos mecanismos de apoio ao empreendedorismo do mar”.
Apoia o desenvolvimento de negócios naquele que é apontado como um dos sectores vitais da economia nacional, com recurso a financiamento próprio das instituições aderentes, tanto ao nível de recursos humanos como de infraestruturas. A Mare Startup foi criada a partir da constatação de que “apesar das políticas públicas pretenderem dinamizar a Economia do Mar”, não existiam mecanismos e infraestruturas de apoio ao empreendedorismo e inovação empresarial na indústria marítima.
Investimento interno
Pouco mudou desde então. “É objectivo e proposta pública da Mare Startup ajudar a promover uma rede de iniciativas e incubadoras ligadas ao mar, que poderia e deveria, ser apoiada até a nível dos programas operacionais e regionais, MAR 2020 ou Fundo Azul”, mas o seu financiamento continuar a ser assegurando em exclusivo pelos parceiros, explica o coordenador.
A Mare Startup baseia o seu modelo de funcionamento no mecanismo de apoio às iniciativas de startups surgidas em contexto universitário, ou projectos de inovação empresarial, a quem concede uma bolsa de horas gratuita assegurada pelos seus parceiros, para apoio ao desenvolvimento de plano de negócios, candidaturas a programas de financiamento, apoio jurídico à constituição de empresa, licenciamentos, propriedade intelectual/industrial apoio técnico-científico, através dos Centros de Investimento Mare e da Universidade Católica, com mais de 600 especialistas.
Em 2017, o consórcio lançou a sua primeira chamada pública para apoio a projectos, apoiando sete startups. Uma segunda chamada está já agendada para abril deste ano, esperando-se que a plataforma que está a inspirar a OCDE pela sua acção direccionada para os negócios do mar, possa apoiar igual número de projectos. José Guerreiro relembra que a dinamização da iniciativa empresarial é determinante para o futuro do sector e destaca a dificuldade de financiamento como um entrave que é necessário ultrapassar.

Fonte: Expresso

Agentes de navegação exigem investimentos nos portos nacionais

Rui d’Orey, presidente reeleito da Agepor defendeu que “depois das condições económicas e financeiras da indústria [de transportes marítimos] terem ditado um processo de concentração, será a revolução digital a forçar os próximos passos”.

O presidente reeleito da Direcção nacional da Agepor – Associação dos Agentes de Navegação de Portugal, Rui d’Orey, exigiu “a concretização de investimento nos portos portugueses”.
Num almoço de tomada de posse para um novo mandato de três anos à frente da Agepor, que teve lugar em Lisboa, Rui d’Orey assegurou que “estamos alinhados na estratégia que concorre para o investimento nos portos”, porque “só assim se podem continuar a receber os navios cada vez maiores que são colocados nos serviços, só assim se pode fazer parte das cadeias logísticas mais eficazes, só assim seremos capazes de atrair para Portugal investimento e conectividade, só assim iremos melhorar a competitividade externa, a competitividade das nossas exportações e só assim podemos assegurar o futuro da nossa economia, o futuro de Portugal”.
Em jeito de balanço do sector a nível mundial no ano passado, o presidente da Agepor sublinhou que, “em 2017, o mercado recuperou, a sobrecapacidade diminuiu, as novas alianças entraram em funcionamento, e os fretes subiram”.
“O contexto geral melhorou bastante embora as feridas causadas por estes anos [anteriores a 2017] possam deixar marcas que perduram no tempo. Mas há notícias de bons resultados no sector. Sabemos que números positivos trazem a estabilidade, a confiança e a sustentabilidade futura que, afinal, todos desejamos e precisamos”, adiantou Rui d’Orey.
Para o futuro, o presidente da Agepor está disponível para trabalhar com o Governo, em particular com o Ministério do Mar, liderado por Ana Paula Vitorino, no projecto de atrair investimento suplementar para os portos nacionais.
“Para se ver verdadeiramente atractivo num mundo em constante competição não basta ter portos com acessibilidades e capacidade instalada para as necessidades dos navios. É necessário ir mais longe”, alertou Rui d’Orey.
A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, não esteve presente neste almoço, tendo-se feito representar.
A revolução digital nos portos
O presidente da Agepor considera que “depois das condições económicas e financeiras da indústria terem ditado um processo de concentração, será a revolução digital a forçar os próximos passos”.
“A revolução digital está a transformar o mundo mas só levemente chegou ao ‘shipping’. Hoje, é trivial comprar um bilhete de avião ‘online’, mas o mesmo ainda não acontece com os fretes marítimos. São realidades diferentes, sobretudo porque a aviação é um negócio maioritariamente ‘B2C’ [‘business to consumer’, ou seja, numa perspectiva de negócios para o consumidor], enquanto o ‘shipping’ é essencialmente ‘B2B’ [‘business to business’, isto é, numa perspectiva de negócio para negócio]. Mas não ficaremos imunes. A revolução digital vai chegar!”, avisou Rui d’Orey.
No entender do presidente da Agepor, “para se ter o pleno êxito nesse campo e ganhar vantagem aos concorrentes, é fulcral que Portugal aposte forte inovando no domínio desta nova economia e continue a simplificar os processos, tornando cada vez mais rápida e transparente a intervenção das várias entidades e serviços públicos afectas ao transporte marítimo, às mercadorias e à logística”.
Fonte: JE

O fundo do oceano está a afundar-se (e a culpa é do aquecimento global)

O excesso de água que está a inundar os oceanos, devido ao aquecimento global que está a apressar o derretimento de camadas de gelo e glaciares, está a pressionar o fundo do mar, fazendo com que este afunde.
A conclusão é de um novo estudo feito por investigadores da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, e da Universidade da Tasmânia, em Hobart, na Austrália, que foi publicado no Geophysical Research Letters.
Os cientistas concluíram que o peso adicional da água derretida das camadas de gelo e de glaciares que está a inundar os oceanos da Terra, em consequência das mudanças climáticas e do aquecimento global, está a pressionar o fundo do mar, levando-o a afundar.
Desta forma, as estimativas que têm sido feitas desde 1993, com as previsões quanto ao aumento do nível do mar, podem estar incorrectas, medindo por baixo este volume devido a esse recuo do fundo do mar.
A investigação debruçou-se sobre como a forma do fundo do mar pode ter mudado entre 1993 e 2014, considerando a quantidade de água acrescentada ao oceano em virtude do derretimento de camadas de gelo. Este factor nunca tinha sido contabilizado em pesquisas anteriores, asseguram os cientistas.
Analisando “as aproximações da perda de massa em terra, como o gelo derretido e drenado para os oceanos”, em comparação com “as estimativas de mudanças no volume do mar”, os investigadores “descobriram que em todo o mundo, desde há duas décadas, as bacias oceânicas deformaram uma média de 0,004 polegadas (0,1 milímetros) por ano, com uma deformação total de 0,08 polegadas (2 mm)”, cita o Live Science.
Mas estes níveis não são uniformes em todo o oceano e “a quantidade de afundamento em determinadas partes do fundo do mar, pode ser significativamente mais elevada“. No Oceano Árctico, nomeadamente, atinge 1 milímetro por ano e cerca de 20 milímetros no total da duas décadas.
Fonte: Zap

Portugal vai integrar painel internacional para a economia sustentável dos oceanos

Portugal vai participar no painel internacional para a economia sustentável dos oceanos, iniciativa política impulsionada pela Noruega e lançada esta quinta-feira em Davos.


Portugal vai participar no painel internacional para a economia sustentável dos oceanos, iniciativa política impulsionada pela Noruega e que juntará países costeiros de vários continentes, disse esta quinta-feira à agência Lusa fonte do executivo português.
A mesma fonte adiantou que o primeiro-ministro, António Costa, aceitou o convite feito pela sua homóloga norueguesa, Erna Solberg, para participar neste painel internacional que reunirá chefes de Governo e de Estado de diversos países e cujo lançamento é feito esta quinta-feira em Davos, durante o Fórum Económico Mundial. Além da Noruega e de Portugal, este painel terá a participação de países como a Austrália, México, Japão, Gana, Guiné-Conacri, Namíbia, Indonésia, Fiji e Jamaica.
A economia sustentável dos oceanos é um dos temas que está na agenda de António Costa em Davos, durante a sua participação no Fórum Económico Mundial.
Na última Assembleia Geral das Nações Unidas, em Setembro passado, em Nova Iorque, o primeiro-ministro fez uma intervenção de fundo numa conferência sobre protecção ambiental dos oceanos, também promovida pela Noruega, em que defendeu a importância do desenvolvimento de uma “economia azul”. Nessa sua intervenção, António Costa salientou que Portugal está a trabalhar com governos e parceiros internacionais para estabelecer nos Açores um centro internacional de pesquisa.
“Uma organização científica internacional nas ilhas dos Açores que tem como objectivo desenvolver uma nova plataforma de pesquisa interdisciplinar, explorando as sinergias entre espaço, clima, energia, ciências do oceano e do conhecimento”, disse. O primeiro-ministro evocou também a tradição marítima de Portugal e os 500 anos da circum-navegação de Fernão Magalhães e referiu-se à importância da investigação científica marinha.
Fonte: Observador


Mergulhadores descobrem maior caverna subaquática do mundo

Na exploração de novos lugares do planeta, a sabedoria popular recomenda “mergulhar fundo”, mas o conselho raramente é recebido à letra. Desta vez foi: uma equipa de mergulhadores descobriu na parte leste do México uma caverna subaquática considerada a mais longa do mundo, a apenas cinco quilómetros a oeste das praias de areias brancas de Tulum.
As descobertas confirmam que o vasto Sac Actun, um sistema de cenotes naturais inundados com 263 quilómetros de extensão, está na verdade ligado ao sistema perto de Dos Ojos, de 83 quilómetros de extensão, elevando o comprimento total das cavernas a 347 sinuosos quilómetros. O tamanho é maior do que a altura combinada de 24 Montes Everest empilhados. O labirinto de cavernas também se estende para baixo, até uma profundidade de mais de 100 metros, o que torna a profundidade de algumas partes maior do que a altura do Big Ben, em Londres.
Mais emocionante do que as fotografias subterrâneas feitas nas cavernas, que parecem de outro mundo, é a possibilidade de decifrar os segredos da civilização maia, que governou a região antes das conquistas espanholas da América Central e da América do Sul no século XVI. Os cenotes eram muitas vezes lugares sagrados na cultura maia, vistos como portais para os deuses. Mergulhadores desenterraram artefactos religiosos e esqueletos humanos misteriosamente perfeitos em muitos deles, levando os exploradores do projecto Grande Aquífero Maia – dedicado ao estudo e à preservação dessas cavernas – a acreditar que eram usados para sacrifícios.
“Isso permite-nos apreciar com muito mais clareza como surgiram os rituais, os lugares de peregrinação e, finalmente, os grandes acordos pré-hispânicos que conhecemos”, explicou o arqueólogo subaquático e director do projecto, Guillermo de Anda, à Reuters.
Esta é também mais uma razão para comprar passagens de avião para Tulum, que ganhou popularidade não só pelas praias imaculadas, pelos impressionantes recifes de corais e pelos retiros de pilates de alto padrão voltados ao público feminino, mas também pela impressionante e variada cena culinária.
Nos últimos anos, Tulum atraiu gente de renome como o chefe René Redzepi, que abriu por lá uma versão itinerante do restaurante Noma, de Copenhaga, em 2016. O local continua a ser um destino luxuoso para os amantes do conforto, seja com uma elegante casa de árvore com vista para o mar, seja com um hotel voltado à arte com trabalhos originais de Picasso, Warhol e Botero.
Os sistemas Sac Actun e Dos Ojos já eram importantes destinos de mergulho, mas com a descoberta, o sistema combinado certamente merece ser considerado um dos destinos de mergulho mais extremos do mundo. A notícia é positiva para a região de Quintana Roo como um todo, que no Verão passado foi incluída na lista do Departamento de Estado dos EUA de alerta aos americanos sobre viagens ao México devido ao aumento do índice de homicídios. A descoberta pode ser o prenúncio de um futuro brilhante.