Ambientalistas querem explicação das “sondagens” no mar entre Sines e Aljezur


Os movimentos Climáximo e Alentejo Litoral pelo Ambiente (ALA) “exigem” do Governo um “esclarecimento” acerca de alegadas “sondagens” feitas este mês no mar entre Sines e Aljezur e sobre o estado dos contratos de prospecção de hidrocarbonetos.

“Fomos consultar o registo de tráfego marítimo internacional que está disponível online e é público, e encontrámos a embarcação que estava registada como estando a fazer sondagem ‘offshore’ saindo de Sines na direcção de Aljezur”, disse nesta quarta-feira, em declarações à agência Lusa, João Camargo, da Climáximo.

O ambientalista refere-se ao navio italiano “Vos Purpose” que, segundo divulgaram a Climáximo e o ALA num comunicado conjunto enviado à agência Lusa, terá feito “operações de sondagens no mar, partindo do Porto de Sines em direcção à região do mar de Aljezur”.

“É um sinal de alarme para os movimentos contra a exploração de petróleo e gás a poucos dias das eleições autárquicas”, consideram os ambientalistas no mesmo documento, em que lembram ainda estarem em vigor providências cautelares da Associação de Municípios do Algarve, da Câmara Municipal de Odemira e da Plataforma Algarve Livre de Petróleo.

A Climáximo e o ALA afirmam que, “nos dias 2 e 9 de Setembro, segundo os registos de tráfego marítimo internacional, o navio italiano ‘Vos Purpose’ esteve a realizar sondagens a partir do Porto de Sines, tendo-se dirigido à zona onde seria realizado o furo de Aljezur”.

Fonte: Sábado 

Tsunami do Japão levou espécies marinhas nunca antes vistas nos EUA

Quase 300 espécies marinhas foram transportadas do Japão para a costa oeste dos EUA depois do tsunami de 2011, que, juntamente com o terramoto e o acidente nuclear de Fukushima, devastou o país.

Em 2011, o Japão foi devastado por uma tripla catástrofe. A 11 de Março, o terramoto mais forte alguma vez registado da história do Japão deu origem a um tsunami que varreu várias cidades e levou à catástrofe nuclear de Fukushima. Passados seis anos, um estudo publicado na revista Science revela que esse tsunami levou um milhão de criaturas marinhas de quase 300 diferentes espécies até à costa oeste dos Estados Unidos da América.
Os autores do estudo dizem que esta é a migração marinha mais longa de que há registo: os seres vivos percorreram quase 7800 quilómetros até o outro lado do oceano Pacífico. Como? A bordo de uma “frota” de detritos gerados pelo tsunami. As espécies alojaram-se e reproduziram-se maioritariamente em detritos não biodegradáveis e com propriedades flutuantes, como é o caso dos plásticos e das fibras de vidro, e foram arrastadas para as costas de estados como Washington, Califórnia, Alaska e Havai.
Segundo o estudo, dois terços das espécies nunca tinham sido vistas em costa americana. Desde junho de 2012 que espécies estão a aparecer na costa oeste dos EUA. Aquando da conclusão do estudo, no início deste ano, a equipa de investigadores ainda estava a descobrir seres como crustáceos e lesmas do mar alojados em destroços levados pelo tsunami.
A situação, contudo, pode vir a causar problemas para a fauna natural da costa oeste americana. Peritos dizem que ainda é cedo para perceber se estas espécies se estão a colonizar ao longo da costa, ameaçando as nativas.
A quantidade de destroços de tsunami é também um lembrete do perigo dos plásticos para o ecossistema marinho, não só a nível climático e de poluição, mas também de propagação de espécies marinhas para sítios indevidos.
Fonte: Observador





Tailândia lança campanha para promover limpeza dos oceanos

«Upcycling the Ocean» é o projecto ambiental lançado este mês em Ko Samet com o objectivo de preservar o mar e em especial as praias do Golfo da Tailândia, assim como transformar os plásticos encontrados no oceano em «tecido».
Para o Governador da Autoridade de Turismo da Tailândia (TAT), Yuthasak Supasorn, «este projecto vem reafirmar o compromisso na promoção de um turismo ambientalmente responsável e deverá servir como incentivo para impulsionar iniciativas de cariz ecológico. Com a ajuda de [mais de 100] mergulhadores e voluntários da TAT e da PTTGC (PTT Global Chemical), esta acção irá remover o lixo dos oceanos e das praias de Ko Samet, assegurando que permanecerá limpa e com as infraestruturas necessárias para recolha de lixo».
No continente asiático, a Tailândia surge como pioneira nesta acção da Ecoalf Foundation, que envolve também os pescadores locais e entidades competentes no desenvolvimento da tecnologia para tornar a recolha mais eficiente.
A acção, que irá transformar o lixo recolhido em produtos ecológicos, tem o apoio de fabricantes de têxteis, designers, marcas de roupas, administração local, comunidades, vilas piscatórias, voluntários, mergulhadores e turistas.

Cláudia Aguiar nomeada relatora para Governação Internacional dos Oceanos

Cláudia Monteiro de Aguiar foi nomeada na Comissão de Transportes e Turismo relatora do documento estratégico ‘Uma Agenda para a Governação dos Oceanos’. Este documento, assinalado como prioritário para Federica Mogherini – Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança – apresenta 15 acções para o futuro dos Oceanos, com o objectivo de preservar, conservar e aproveitar de forma sustentável os recursos marinhos.
Segundo a Eurodeputada do PSD,este documento “é crucial pela importância que atribui na preservação dos oceanos, nas suas várias vertentes. E pela acção global que entidades públicas, privadas e sociedade civil são chamadas a adoptar em coordenação, pois a governação e gestão dos oceanos não têm fronteiras” .
O  parecer está em fase de negociação na Comissão dos Transportes e Turismo e na Comissão do Ambiente, pois ambas partilham competências nesta matéria. Segundo Cláudia Monteiro de Aguiar “os Estados-Membros são instados a um compromisso de aplicação de medidas concretas, que seja cumprido o objectivo 14 da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável, sobre a preservação e exploração sustentável dos oceanos. Estes compromissos são transversais a vários sectores, a transportes e turismo mas com o crivo de soluções ambientais e ecológicas.”
No documento apresentado pela Eurodeputada é ainda dado especial enfoque, entre outras matérias, à necessidade do estabelecimento de planos de ordenamento do espaço marítimo o mais tardar até 31 de Março de 2021 para que seja a União a liderar o Fórum a nível internacional; à necessidade de reforçar a segurança marítima; reforçar se necessário o apoio financeiro às Agências, com competências nesta matéria, pelo aumento de competência em matéria de controlo das fronteiras e no combate à poluição marítima e marinha.
Cláudia Monteiro de Aguiar sublinha ainda a necessidade de “desenvolver parcerias no domínio dos oceanos como meio para reforçar a cooperação em questões de interesse comum, como o Crescimento Azul, Soluções Digitais e de Tecnologia Marítima Avançada, em projectos de inovação em tecnologias azuis e energias limpas, como o LNG, para as infra-estruturas e transporte marítimo mais ecológicos.”
O relatório faz ainda referência ao Turismo Costeiro e Marítimo para que seja tido em consideração e para que seja incluído na Agenda Internacional para a Governação dos Oceanos.
Este Parecer Estratégico que vai ao encontro da primeira Conferência dos Oceanos da ONU, que aconteceu em Nova Iorque em Junho do passado, com a participação de 193 países. Além da adopção do compromisso pelos Estados, a conferência teve como objectivos: promover o diálogo entre governos, empresas, fundações e organizações não-governamentais e a realização de outros compromissos voluntários.
Fonte: Dnoticias

Sines pode ser a Capital da Economia do Mar

O título não é enganador. É a realidade e cada vez mais irá consolidar. De pequena cidade piscatória a uma bela cidade portuária, Sines tem tudo para se impor como Capital da Economia do Mar do nosso país. Não é um trabalho que se faz de um dia para o outro, mas sim continuamente. Mas quando se faz trabalho  a nível local, junto das instituições e do governo, independentemente da sua cor política, tudo é possível, se de facto o objectivo for fazer avançar este concelho que possui um potencial tremendo. O desenvolvimento mais sustentado de Sines passa por uma maior aproximação do Sector da Economia do Mar e às empresas que operam no sector. Se no segmento a parte portuária, de logística e de transportes, Sines é de facto um porto de referência, continua de facto a existir reforço do investimento tanto da parte privada como na complementação por parte da Administração Portuária de modo a crescer ainda mais nos próximos anos. Tornar Sines a sede de alguns dos principais players do sector seria interessante, na medida que o retorno esperado seria ainda maior do que se pode esperar. A Feira do Mar realizada em Sines desde 2016, ( que não deixa de ser uma ideia positiva ), deveria estar mais vocacionada para a atracção de investimentos e para a criação de emprego no sector, o que seria uma lufada de ar fresco. No que concerne ao Turismo Náutico, uma maior promoção do mesmo, um maior apoio, seria sempre bem-visto, porque a costa ao largo do concelho é de facto muito rica e até desconhecida para muitos em relação às suas riquezas, já que a vertente do Turismo Náutico no que concerne a um Terminal de Cruzeiros parece-me utópica, para além de muito dispendiosa. Uma maior aposta na náutica de recreio, seja na criação de eventos como na realização de um encontro anual seja sob formato de feira ou exposição seria igualmente uma boa ideia, sem esquecer desportos como o Surf, Bodyboard, Paddle Surf, Kitesurf entre outros. No que concerne à Pesca, actividade tradicional desde sempre de Sines, tem de existir um reforço nos mecanismos à actividade, seja no apoio local ou na desburocratização e ajuda no acesso aos apoios governamentais. Relacionado com esta área, seria igualmente existir programas de incentivo à aquacultura e a reconstrução da indústria conserveira que fez parte do portefólio industrial de Sines durante décadas. Sines possui mão-de-obra qualificada inclusive para fazer uma forte aposta na indústria da reparação naval. A quantidade de navios que passam por Sines todos os anos, justifica essa aposta, porque ao não fazemos nós essa aposta por cá, outros absorvem um serviço que poderia proporcionar muitos postos de trabalho por cá. Algo que tem de ser planificado, projectado e batalhado é um pólo de ensino relacionado com o Mar, como o da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar que existe em Peniche e está sobre a alçada do Politécnico de Leiria. Temos todas as condições para projectar a longo prazo a construção efectiva deste ideal e fazer dela uma realidade. O conceito de “Capital da Economia do Mar” não pode ser só um mero conceito, nem uma conjugação de números. Tem de ser uma aposta efectiva nas pessoas e na sua relação do Mar de modo a explorar o potencial deste Mar, que tanto nos dá. E nunca devemos deixar de ser vigilantes no cuidado que temos do nosso Mar. Seja nas tentativas de o prejudicar ambientalmente. Seja na ignorância e má gestão do mesmo. Com esta cidade de Sines e um Mar à sua frente que pode proporcionar um futuro brilhante, temos todos de fazer para a realidade seja de facto o melhor possível das opções que se tomam nos mais diversos patamares, sejam eles locais, governamentais ou institucionais.

Plataforma digital criada pode aumentar sustentabilidade da pesca

Uma plataforma digital criada nas Caldas da Rainha, que permite rastrear o peixe desde a captura até à sua venda e aumentar a sustentabilidade da pesca, foi apresentada na Conferência Mundial do Atum, em Vigo, Espanha.

Desenvolvida pela empresa BitCliq, sediada nas Caldas da Rainha (distrito de Leiria), a plataforma digital “Big Eye Smart Fishing” permite a “gestão de frotas pesqueiras em tempo real”, fornecendo dados sobre “todas as operações realizadas em mar e em terra”, explicou à Lusa o fundador da empresa, Pedro Manuel.

Através de sensores e de um sistema de informação integrado, a plataforma regista o processo desde que “o barco sai do porto de pesca, a procura de um local onde haja um cardume, o cerco, a captura, a congelação, o desembarque, o transporte, o armazenamento e a entrega final para transformação, exportação ou venda”, explicou.
Os dados tratados em terra, “quase em tempo real”, permitem aos operadores que “tenham vários barcos no mar em simultâneo e gerir a frota de forma mais eficiente, sabendo qual a quantidade e tipos de espécies capturadas, o seu custo instantâneo, o combustível consumido e em stock, entre outras informações”, acrescentou.
A plataforma “que está a revolucionar a indústria da pesca sustentável à escala global” regista ainda “quantos e quem são os tripulantes que estão no barco e as horas de trabalho desenvolvidas durante a viagem”, permitindo aferir “as suas condições laborais” e, por outro lado, “permitir-lhes aceder à internet e comunicarem com as famílias”, adiantou ainda Pedro Manuel.
O software que permite o total controlo sobre a origem do peixe e as boas práticas dos pescadores e fornecedores é foi apresentado na cidade de Vigo, em Espanha, no âmbito da edição 2017 da Conferência Mundial do Atum, onde se concentra grande parte do mercado alvo da empresa.
O sistema, que começou a ser desenvolvido em 2014 numa frota piloto, está já implementado na Europa, nos Estados Unidos e em fase de ensaios na Tailândia.
Até 2016, registou dados de mais de centena e meia de viagens, com cerca de um mês de duração e com cerca de três dezenas de homens a bordo.
Segundo dados disponibilizados pela empresa, foram “mais de cinco mil atividades diárias registadas, mais de 60 mil toneladas capturadas, 23 mil ações de captura e 40 mil registos de pesagem no desembarque”.
A empresa registou ainda” mais de 11.500 transacções de dados via satélite e o lançamento bem sucedido de uma dezena de actualizações automáticas de software em alto mar”.
Actualmente com cerca de uma dezena de trabalhadores, a maioria dos quais engenheiros informáticos, a empresa está em fase de expansão da área comercial e de marketing para levar a plataforma a mais empresas de pescado e conservação em vários países do mundo.
Mas o próximo projecto de Pedro Manuel é estender a rastreabilidade digital “até ao consumidor”, através de um rótulo digital em que que “através de uma aplicação no telemóvel o consumidor tenha acesso a toda a informação sobre o peixe que está a comprar”.
Mas até lá, a ‘start-up’ portuguesa vai continuar a levar o “big eye” a fóruns internacionais ligados à pesca, o próximo dos quais nos Açores, em Outubro.

Animal misterioso deu à costa após passagem de furacão Harvey

Animal marinho, uma espécie de enguia, habita nas profundezas do Atlântico. Furacão Harvey pode ter contribuído para que desse à costa, para espanto e curiosidade da população.

Uma criatura misteriosa deu à costa numa praia no Texas, nos EUA, após passagem do furacão Harvey. Foi Preeti Desai quem se deparou com o animal numa praia em Texas City e tratou de publicar fotografias na rede social Twitter, questionando os internautas, sobretudo aos biólogos, sobre que animal seria aquele.

O biólogo Kenneth Tighe desvendou o mistério. Este especialista acredita tratar-se de um animal marinho, uma enguia, cuja designação, em inglês, é fangtooh snake-eel (serpente enguia). 
Os fortes ventos e inundações no Texas podem ter levado a que o animal desse, estranhamente, à costa, uma vez que habitualmente é encontrado nas profundezas (entre 30 a 90 metros) na zona oeste do Atlântico.
“Foi algo completamente inesperado, não é uma coisa que se veja normalmente na praia. A minha primeira reacção foi curiosidade”, disse Desai à BBC.


Surf. Carol Henrique faz história e é campeã europeia

Carol Henrique continua a fazer história no surf português! A surfista de Cascais, 22 anos, conquistou na passada sexta-feira o título europeu de surf da World Surf League (WSL), a primeira vez que uma portuguesa alcança este troféu.
Depois de liderar o ranking europeu durante a maior parte do ano, a recém-coroada bicampeã nacional conseguiu o título no Anfaplace Pro Casablana, prova do circuito mundial de qualificação. Apesar de ter perdido cedo na competição, Henrique beneficiou da derrota nos quartos-de-final da espanhola Garazi Sánchez-Ortun às mãos da portuguesa Yolanda Hopkins.

“Estou muito feliz. Sabia que estava na liderança da corrida porque estive quase toda a ‘perna’ europeia na frente mas, com uma pontuação muito perto da Justine Dupont, da Garazi Sánchez e até da Maud Le Carr e da Camilla Kemp. Sabia que estava muito em aberto, havia muitas etapas. Até à última etapa estava acessível para a Garazi vencer. Depois, em Marrocos aconteceu que eu não tive um bom resultado mas os meus resultados anteriores acabaram por me favorecer e acabei por conquistar mesmo o título de campeã europeia. Não tinha a certeza se eu era a primeira a conseguir o título para Portugal, só depois tive a certeza absoluta. Estou mesmo feliz. Além de ser um objectivo pessoal, é também muito gratificante poder dar este título a Portugal” explicou Carol Henrique à agência Lusa.

Carol Henrique torna-se, então, na primeira portuguesa a conquistar o título europeu, depois de Justin Mujica e Pedro Henrique, seu irmão, já o terem também conseguido, em 2004 e 2015, respectivamente.
A Associação Nacional de Surfistas endereça felicitações a Carol Henrique, esperando que a surfista portuguesa, actual bicampeã nacional da Liga MEO Surf, continue a dar iguais e maiores alegrias ao surf português.
Nota final ainda para a surfista portuguesa Yolanda Hopkins que continua em prova no referido Anfaplace Pro Casablanca, onde já garantiu, no mínimo, o 3º lugar, o que é desde já o seu melhor resultado de sempre numa prova do circuito mundial de qualificação. As últimas baterias femininas da prova devem ir para a água no próximo Domingo.

Fonte: Ionline

Fotografia tirada mostra realidade assustadora sobre oceanos

Fotógrafo de vida selvagem captou imagem no ano passado, na Indonésia. Fotografia é agora finalista de um concurso do Museu de História Natural de Londres.

Uma fotografia da autoria de Justin Hofman, que mostra um cavalo-marinho a agarrar um cotonete, é finalista do concurso de ‘Fotografia do Ano sobre Vida Selvagem’ do Museu de História Natural de Londres. O tema da imagem é contundente: o estado da poluição dos oceanos.

A imagem foi tirada pelo fotógrafo norte-americano no ano passado perto da ilha de Sumbawa, na Indonésia, naquelas que serão algumas das águas mais poluídas do mundo. “A água contém cada vez mais objetos não-naturais, maioritariamente pedaços de plástico, e uma camada de resíduos sanitários cobre a superfície”, explicou.
Hofman, natural da Califórnia, indicou ao USA Today que gostava que a imagem não existisse. “Gostava que não tivéssemos que ver esta vida selvagem maravilhosa misturada com o nosso lixo. Viajo pelo mundo todo e não consigo lembrar-me de um único sítio onde as pessoas não tenham afectado o ambiente”, indicou.
A Indonésia é o segundo país que mais lixo deita ao mar, sendo ultrapassada apenas pela China. De acordo com o The Guardian, o país já começou a tomar medidas para resolver este problema, prometendo dedicar mil milhões de dólares aos esforços de diminuição da pegada de poluição marinha, a serem realizados nos próximos oito anos.

Mar 2020 aprovou investimentos de 250 milhões

Teresa Almeida, coordenadora do programa operacional, revela que foram recebidas candidaturas equivalentes ao triplo do que estava previsto.

Em pouco mais de um ano a partir da data da publicação dos primeiros avisos para a apresentação de candidaturas, o Programa Operacional Mar 2020 já aprovou projectos de cerca de 170 milhões de euros. Segundo dados recolhidos pelo Jornal Económico junto da equipa de coordenação deste programa de apoios comunitários, este montante, contabilizado a 30 de Agosto, implicava que o grau de compromissos já assumido neste programa equivalia a 35,7% do total destinado ao programa, que, como o próprio nome indica, se estende até 2020.
Os cerca de 170 milhões de euros já aprovados no âmbito do Programa Mar 2020 respeitam à parte pública, ou seja à comparticipação do Estado português e dos fundos comunitários. Associando a parte do investimento das empresas privadas que se candidataram, os projetos já aprovados equivalem a um investimento global de 247 milhões de euros, algum dele já em execução.
No total, o Programa Operacional Mar 2020 recebeu 1.786 candidaturas e aprovou 1.175 acções específicas de apoio ao sector das pescas e da aquacultura. Este instrumento de financiamento específico prevê apoios, até ao final da sua vigência em 2020, de 508 milhões de euros, dos quais 392 milhões de euros provenientes do Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP) e uma comparticipação nacional a rondar os 116 milhões de euros.
Teresa Almeida, gestora do Programa Operacional Mar 2020, sublinhou que “o anterior programa comunitário de apoios desta área não tinha, nem de longe, este tipo de adesões”. “Estamos neste momento com o triplo das adesões que esperávamos e financiámos todos os projectos que tinham condições”, garante esta responsável.
Teresa Almeida fez esta semana, na passada terça-feira a primeira de uma série de visitas a empresas que viram as suas candidaturas aprovadas no âmbito do Mar 2020, numa ronda que irá acompanhar uma empresa por cada DRAP – Direcção Regional de Agricultura e Pescas, esperando-se, portanto, mais quatro deslocações.
Esta semana, a anfitriã foi empresa de depuração e comercialização de bivalves e mariscos Aki D’El-Mar, localizada na zona industrial das Caldas da Rainha 
“Esta empresa está já passou a fase mais primária, estando construção os equipamentos, uma nova unidade, que deverá estar operacional até ao final deste ano e que lhe vai permitir quintuplicar a sua capacidade de produção”, destacou Teresa Almeida.
Outra das notas sublinhadas pela gestora do Mar 2020 é o fator da inovação, uma das condições para as candidaturas serem aprovadas. “O Mar 2020 financia estas actividades, mas sempre que haja inovação. É um desafio que esta empresa e que Portugal abraçaram e que vamos suportar. Estamos altamente satisfeitos. Estamos aqui a monitorizar o andamento do projecto e estas visitas servem também para tirar dúvidas, acertar pormenores e, se possível, ajudar à celeridade do seu andamento e de encontrar formas mais expeditas de chegarem a bom termo”.
“Neste caso, estamos ainda mais felizes, porque, a aprovação de projectos no âmbito do Mar 2020 é um processo que pode ter três anos de duração, mas com a Aki d’El-Mar, se a unidade arrancar antes do final de 2017, o processo nem vai durar um ano. Também aqui temos um factor de grande satisfação e este é também um sinal de que o nosso tecido empresarial está mais dinâmico, que tem mais confiança e que desenvolve os projectos com mais rapidez”, defendeu Teresa Almeida.
De acordo com os dados obtidos, no Continente, a área da transformação dos produtos da pesca e da aquacultura é aquela que, neste primeiro ano de vigência do Mar 2020, mobilizou candidaturas com maior volume de apoio financeiro, num total de 45 milhões de euros, respeitantes a 22 projectos aprovados.
Na área do desenvolvimento sustentável da aquacultura, foram aprovados 67 projetos, com um apoio financeiro total do Mar 2020 de quase 42 milhões de euros. Só estas duas áreas de investimento correspondem a cerca de 51% do montante total comparticipado até agora pelo Mar 2020.
Na Região Autónoma dos Açores, o FEAMP concedeu uma comparticipação de 14 milhões de euros, destinados a 651 projectos aprovados. Por seu turno, na Região Autónoma da Madeira o montante financiado aproximou-se dos cinco milhões de euros, num total de 62 candidaturas.
O Programa Operacional Mar 2020 desenvolve-se em sete prioridades: pesca, aquacultura, política comum de pesca, emprego e coesão territorial, comercialização e transformação de produtos de pesca e aquacultura, política marítima integrada e assistência técnica. A aprovação das candidaturas  privilegia a sustentabilidade e defesa dos recursos, assim como a componente de inovação integrada nos projectos de investimento apresentados.