Barbatanas para que vos quero

Está oficialmente aberta uma migração marítima global que
está a provocar uma crise de refugiados subaquáticos. Sardinha, salmão,
sardinela, lula e lagosta são alguns dos seres marinhos que diariamente dão à
barbatana para sobreviverem. Impulsionada pelo aquecimento da água dos mares e
oceanos, a vida marinha está em movimento numa perturbada luta pela
sobrevivência.

Os peixes e outros seres marinhos estão a fugir dos seus
habitats tradicionais para outros locais com temperaturas mais adequadas, mais
prósperas e com condições para a reprodução, defende o Ocean Schock, um
projecto de investigação da Reuters sobre o impacto das alterações climáticas
nos oceanos. O total de seres envolvidos nesta diáspora maciça é de certeza
muito mais elevado do que as 140 milhões de pessoas que se espera que tenham de
migrar até 2050 devido às alterações climáticas.

Até então, a temperatura dos oceanos tem funcionado da
seguinte forma: as correntes marinhas movimentam a água morna entre o Norte e o
Sul, dos trópicos até latitudes mais frescas, enquanto a água fria é “bombeada”
desde os pólos até aos climas mais quentes. Sem estas correntes a moderar a
temperatura, a vida na Terra não seria possível. No entanto, o aumento da
temperatura dos oceanos das últimas décadas provocou alterações nas correntes.
Em parte, estas mudanças são invisíveis para nós que vivemos em solo terrestre,
mas o mesmo não sentem os seres marinhos.

A população de sardinhas portuguesas está quase em colapso ao longo da costa atlântica desde a Galiza até ao Sul de Portugal. Os produtores de salmão da Noruega devem ter que se deslocar para as regiões árcticas. Desde 1995 que as comunidades de sardinela da Mauritânia já se deslocaram 320 quilómetros. Para evitar as águas quentes, as lulas do Japão estão a nadar para o Norte. Desde as décadas de 80 e 90 até agora que a captura de lagosta do estado do Maine nos Estados Unidos aumentou de 50 para 85%.

A degradação climática está a ser rápida e imprevisível.
Certo é que assistimos, impávidos e serenos, a uma ruptura global das espécies
marinhas que ameaça os nossos próprios meios de subsistência, as nossas
culturas locais e o equilíbrio dos oceanos. Além de acções políticas e
empresariais necessárias, também nós cidadãos devemos actuar. Podemos passar a
ingerir mais algas produzidas de forma sustentável e ingerir menos peixe de
grande porte, optando pelos peixes mais pequenos e mais abaixo na cadeia
alimentar marinha.
É por estas e por outras que o World Wildlife Fund (WWF)
alerta, no recente relatório Planeta Vivo 2018, que nós somos a primeira
geração com uma visão clara do valor da natureza e do enorme impacto que temos
sobre ela, mas que podemos também ser a última que pode agir para inverter esta
tendência. Pomos mãos à obra?

Fonte: Público

Comissão europeia canaliza 300 milhões para limpeza de oceanos

No âmbito da 5.ª edição da conferência “O Nosso Oceano”, que decorreu entre a passada segunda e quarta-feira em Bali (Indonésia), o executivo comunitário assumiu 23 novos compromissos para melhorar o estado dos oceanos e revelou que vai canalizar 300 milhões de euros para projectos para combater a contaminação por plásticos, para melhorar a sustentabilidade da economia azul, assim como a investigação e a vigilância marítima. “O estado dos nossos oceanos exige que uma actuação decidida a nível global. Com os seus 23 novos compromissos, a União Europeia (UE) continua envolvida na luta por conseguir oceanos seguros, protegidos, limpos e geridos de forma sustentável. Nenhum país pode, por si próprio, ter sucesso nesta missão, que exige determinação, perseverança e colaboração dentro e fora da UE, e é com este propósito que hoje renovamos o nosso compromisso de proteger os nossos oceanos”, declarou a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini. Entre outras medidas, Bruxelas vai dedicar 100 milhões de euros a projectos de investigação e desenvolvimento para combater a contaminação por plásticos e 82 milhões de euros à investigação marinha e marítima, nomeadamente para avaliar os ecossistemas, cartografar o fundo do mar e desenvolver sistemas de aquacultura inovadores. A nova iniciativa da Comissão Europeia inclui também um investimento de 18,4 milhões de euros para estimular a economia azul europeia a tornar-se mais sustentável. O sistema de emergência da União Europeia (UE) de navegação por satélite será reforçado com 12,9 milhões, destinados à segurança marítima e à investigação voltada para os serviços ambientais costeiros, uma verba à qual se somam os 27 milhões de euros dos fundos já direccionados para o Copernicus na conferência “O Nosso Oceano” de 2017. Com o seu sistema de monitorização marítima, o Copernicus tem desempenhado um papel muito importante nos compromissos da UE para reforçar a segurança marítima e a aplicação da legislação. A verba anunciada junta-se aos mais de 550 milhões de euros que a UE prometeu no ano passado, quando foi anfitriã da conferência em Malta.

Sea Life Porto: Pai Natal dos Oceanos traz surpresas do fundo do mar

Os programas em família são
obrigatórios nos roteiros das férias de Natal. E, entre 1 e 23 de Dezembro,
miúdos e graúdos podem assistir ao tradicional mergulho do Pai Natal nas
profundezas dos oceanos no Sea Life Porto. Este ano, à magia natalícia juntam-se
ainda coros infantis, uma surpresa que promete animar os visitantes ao longo do
mês de Dezembro.
De partida da Lapónia, o Pai
Natal prepara-se para mergulhar no oceano a caminho do Sea Life Porto. A longa
viagem termina a 1 de Dezembro, dia em que estreia o primeiro mergulho do ano
nas águas do aquário portuense. O momento pela qual todas as crianças anseiam
acontece às 15h30 no único túnel subaquático do país e repete-se ao longo de
todos os fins-de-semana (sábados e domingos), à mesma hora, até ao Natal.
Além do mergulho do Pai Natal dos
Oceanos, o Natal Azul conta também com a presença de coros infantis que vão
contagiar a Baía das Raias de magia natalícia. No dia 2 de Dezembro (domingo),
às 16h30, o coro Lira dá o mote para um concerto imperdível. Já no dia 8
(sábado), também pelas 16h30, é a vez das Clavezinhas de Sol levarem a música
de Natal ao espaço portuense. Para fechar a programação musical, no dia 15 de Dezembro
(sábado), as vozes do coral juvenil Arco-íris vão encher o SEA LIFE Porto do
espírito de Natal. O espectáculo inicia às 16h30.
O programa de Natal não exige
inscrição prévia ou custos adicionais. A entrada está sujeita à compra do
bilhete no SEA LIFE Porto.

Cachalote morre com 6 quilos de plásticos no estômago

O cetáceo de 9,5 metros foi encontrado junto à ilha de Kapota, parte do Parque Nacional de Wakatobi, a sudeste de Celebes, na Indónesia.

 cachalote encontrado morto na Indonésia tinha quase seis quilos de resíduos plásticos, incluindo 115 copos no estômago, comunicaram as autoridades do Parque Nacional de Wakatobi.

A causa da morte é desconhecida, mas os funcionários do parque encontraram quatro garrafas de plástico, 25 sacos de plástico, sandálias e um saco com mais de mil pedaços de corda no estômago da baleia.


O Parque de Wakatobi é famoso entre os mergulhadores devido à grande área de recifes e de vida marinha diversificada, incluindo baleias. No entanto, a poluição que afeta os oceanos está a pôr em causa este santuário.

Cinco nações asiáticas (China, Indonésia, Filipinas, Vietname e Tailândia) são responsáveis por 60% dos resíduos plásticos que poluem os oceanos, revelou um relatório de 2015 da organização ambientalista Ocean Conservancy e do McKinsey Center for Business and Environment.


A Indonésia, segunda maior poluidora a seguir à China, prometeu investir mil milhões de dólares por ano para reduzir em 70% os detritos de plástico nos mares até 2025.


Em junho, morreu uma baleia-piloto na Tailândia, com 80 pedaços de lixo de plástico no estômago.
Segundo a ONU, os oceanos recebem oito milhões de toneladas de plástico por ano. Se nada for feito para acabar com o problema, em 2050 existirá mais plástico do que peixes.


Portugal pode ter papel de liderança no projecto de oceanos da ONU

O director da plataforma “Sustainable Oceans Business”, do projecto internacional Global Compact das Nações Unidas, Erik Gierckshy, afirmou ontem que os projectos desenvolvidos em Portugal podem levar o país a assumir “um papel de liderança na exploração dos oceanos”.
“Portugal é um dos países mais fortes a nível marítimo da Europa, e, apesar da exploração dos oceanos ter-se iniciado há muito pouco tempo, em Portugal já estão a ser desenvolvidos inúmeros projectos. Isto é um óptimo começo para Portugal realmente assumir um papel de liderança na exploração e desenvolvimento dos oceanos”, frisou Erik Gierckshy, à margem de uma visita ao CEiiA — Centro de Engenharia e Desenvolvimento, que decorreu ontem em Matosinhos, no Porto.
Em entrevista à Lusa, o director da “Sustainable Oceans Business Platform” afirmou que Portugal tem “demonstrado ter capacidade para estar na frente”, tendo em conta a tecnologia desenvolvida pelos centros de investigação e pelas universidades juntamente com a indústria que opera no oceano.
“O oceano é livre para todos os que têm padrões elevados, que demonstram grande impacto e desenvolvem grandes soluções tecnológicas e Portugal realmente mostrou capacidade para estar na frente”, salientou.
O “Sustainable Oceans Business Platform” é uma plataforma desenvolvida no âmbito do projecto internacional Global Compact da Organização das Nações Unidas, que visa definir princípios orientadores e desenvolver tecnologias e novos modelos de negócio em torno dos oceanos.
Desta plataforma, que se iniciou em Junho e termina em 2020, fazem parte 50 entidades privadas, sendo que o CEiiA é o único centro de desenvolvimento tecnológico que representa Portugal.
“É fundamental termos parceiros que são capazes de atravessar diferentes sectores como o transporte, a exploração submarina e até o espaço, como é o CEiia. O contributo deste centro pode ser muito valioso para a nossa plataforma, quer no desenvolvimento de soluções de mobilidade, mas também na sustentabilidade do oceano”, esclareceu.
Erik Gierckshy vai reunir-se, durante os próximos dias, com alguns membros do governo português de modo a “coordenar e delinear o trabalho a ser desenvolvido relativamente às indústrias que operam no oceano, e às oportunidades que dele podem surgir”.
Segundo o director da “Sustainable Oceans Business Platform”, os próximos passos do projecto estão relacionados com “três pilares essenciais”: a revisão da regulamentação dos oceanos, o mapeamento das oportunidades dos oceanos e a criação de princípios de sustentabilidade de negócio.
“O oceano pode ser uma aposta na resolução de vários problemas, visto que é o nosso ‘ar condicionado’, porque 50% do oxigénio é lá reproduzido. Por isso, é importante usarmos as indústrias e o sector empresarial para alterarmos mecanismos e procurarmos as perspectivas do mercado”, acrescentou.

Nas Seychelles, peixe gigante que caça pássaros é atracção

O arquipélago de Seychelles, no oceano Indico, formado por 115 ilhas, faz das paisagens um elogio à natureza. Mas em determinado momento algumas delas, no litoral, podem transformar-se num verdadeiro cenário de Halloween.



Imagine uma cena bucólica, entre tantas, nas Seychelles: sob um céu sem nuvens onde corre uma brisa quente, porém agradável, mar calmo e cristalino no qual sobressaem várias tonalidades de verde e é ponto de encontro para um grupo degaivotas. De repente surge na superfície a bocarra de um peixe que salta quase dois metros e pega em pleno voo um desses pássaros. Fake News ou Facto?

Se não fosse a BBC, pelo seu programa “Blue Planet II”, convencer-se que não era boato o que os pescadores das ilhas relatavam há tempos, e conseguir filmar pela primeira vez  esses peixes gigantes literalmente saltando da água para engolir as aves marinhas enquanto elas voam pela superfície do oceano, isso continuaria ser fake news. Trata-se do xaréu gigante (Caranx ignobilis) peixe que tem mais de um metro de comprimento e pesa ao redor de 50 kg.



Com toda essa realidade, acaba-se acreditando nas palavras de um fotógrafo da BBC: apenas espere alguns milhões de anos até que estes “sacanas” ….. evoluam e comecem a roubar aviões do ar.

Seychelles é uma espécie de parque temático para aqueles que tem interesse em natureza no seu estado mais prístino, principalmente para mergulhadores e aventureiros que estão atrás da diversidade e riqueza cultural, paisagens marítimas impactantes, gastronomia rica e variada e muitas histórias para contar, algumas delas com características de fake news.

Qual a diferença entre Mar e Oceano?

Um oceano é uma vasta e contínua estrutura de água salgada que abriga quase 70% da superfície total da Terra, enquanto um mar é um grande corpo de água salgada que ocupa uma parte maior da superfície da terra, mas é menor que um oceano.
A diferença entre os dois corpos de água é resumida em termos de profundidade, área e vida marinha.

Profundidade

Como dito anteriormente, os oceanos são grandes corpos de água, e existem cinco oceanos diferentes. O Oceano Pacífico é o maior, com uma profundidade de cerca de 10.924 metros, e o Oceano Ártico é o menor com uma profundidade de 5.625 metros.
Os cinco oceanos se juntam para formar um grande corpo de água salgada comumente conhecido como oceano mundial, que tem uma profundidade média de 3.688 metros.
Por outro lado, existem diferentes tipos de mares, sendo os mais comuns o Mar Mediterrâneo, o Mar Báltico, o Mar do Norte, o Mar de Bering e os Mares Vermelho e Amarelo.
Os principais mares são o Mar do Caribe, o Mar do Sul da China e o Mar Mediterrâneo. O Mar do Caribe é o mar mais profundo com uma profundidade aproximada de 6.946 metros.

Área

Os oceanos são os corpos de água mais proeminentes no planeta Terra, com uma área total média de 361.900.000 quilômetros quadrados. O maior oceano é o Oceano Pacífico, que cobre uma área de 60.060.700 milhas quadradas, enquanto o menor oceano (Oceano Ártico) cobre uma área de 5.227.000 milhas quadradas.
Por outro lado, o maior mar, que é o Mar Mediterrâneo, tem uma área de 1.144.800 milhas quadradas, uma área menor que a do menor oceano. Assim, essa variação na área indica que os mares são menores que os oceanos.

Vida marinha

As plantas e animais que existem nas águas salgadas (oceanos e mares) são os que compõem a vida marinha. A distância da costa do oceano ou do mar e suas profundezas impactam intensamente a quantidade e na biodiversidade de plantas aquáticas e criaturas marinhas que existem lá.
Uma vez que os mares estão permanentemente ao redor da terra, a existência de vida aquática é abundante, mas este não é o caso dos oceanos. Os oceanos são mais profundos que os mares e mais distantes da terra, reduzindo assim a vida aquática neles.
As formas de vida básicas que existem nos oceanos incluem plânctons microscópicos, bactérias e camarões. Os mares suportam uma grande parte da vida marinha, uma vez que a luz solar penetra profundamente, permitindo a realização da fotossíntese.
Os oceanos raramente suportam a vida marinha, uma vez que são mais profundos do que os mares e, assim, a luz solar não penetra o suficiente na superfície para permitir a realização da fotossíntese.

Principal Diferença

Em conclusão, a principal diferença entre os oceanos e mares é que os oceanos são corpos de água salgada massiva que existem na superfície da Terra, enquanto os mares são vastas águas salgadas que estão conectadas ou não conectadas ao oceano.
Os termos oceanos e mares são frequentemente usados ​​de forma intercambiável, já que quase significam a mesma coisa. É, portanto, necessário notar essas diferenças ao falar sobre mares e oceanos.

Raquel Gaião Silva: 23 anos e o oceano nas mãos

Mestre em Biodiversidade e Conservação Marinha, foi a primeira portuguesa a ganhar o prémio Jovens Investigadores do Global Biodiversity Information Facility. As algas foram o passaporte para o reconhecimento.


Raquel Gaião Silva foi a primeira portuguesa a vencer o prémio Jovens Investigadores atribuído pela Global Biodiversity Information Facility (GBIF). A jovem, de 23 anos, natural de Viana do Castelo, licenciou-se em Biologia na Faculdade de Ciências do Porto e acabou, recentemente, o mestrado internacional em Biodiversidade e Conservação Marinha na Universidade do Algarve e na Irlanda.
O interesse por essa área foi gradual. “Sempre foi difícil saber o que queria ser quando fosse grande”, revela Raquel, que desde pequena se interessava por diversas áreas. Da música à natureza, mas, mesmo tendo formação musical entre os seis e os 18 anos, foi para a segunda que acabou por pesar a balança.
O objetivo do projeto vencedor passava por “perceber como é que a temperatura da água alterava a distribuição das macroalgas na costa da Península Ibérica”. Para isso, recolheu diversa informação: as ocorrências ao longo do tempo (nas últimas oito décadas), a fisiologia da espécie e a temperatura. Fez diversas pesquisas, incluindo no GBIF, uma plataforma destinada a fornecer dados sobre todos os tipos de vida na Terra. Consultou e fotografou em vários herbários e consolidou tudo num mapa.
A primeira fase estava alcançada. E a verdade é que a abraçou com sucesso, pois foi escolhida como representante portuguesa no concurso mundial. Mas o melhor ainda estava para chegar, quando, no final de setembro, por e-mail, soube que havia conquistado o galardão internacional: “Li e reli o e-mail várias vezes. Fiquei mesmo muito contente”.
Antes de ter recebido o prémio, já estava a trabalhar na Bluebio Alliance. E por lá continua, onde desempenha “funções de comunicação, divulgação e gestão de eventos relacionados com a valorização sustentável dos biorrecursos marinhos”. Uma atividade que lhe permite conhecer o que Portugal está a desenvolver na área da biotecnologia e as soluções que estão a surgir e que tornam os produtos inovadores.
“Tenho participado em debates sobre, por exemplo, bioplásticos, sobre o potencial do cultivo de algas marinhas para imensos fins e de tecnologias que facilitam a transparência nos produtos que compramos”, realça.
O contacto de Raquel Gaião Silva com a sua realidade profissional é levado à letra. A bióloga tem no mergulho um dos passatempos preferidos, aproveitando esses momentos para conhecer “in loco” um mundo que a fez ser reconhecida internacionalmente.
E é na qualidade de investigadora que deixa um importante alerta. “Um mergulhador aprende a mergulhar, mas não aprende a ter cuidado com o ambiente quando o faz.” Palavra de especialista.
Foto: António Pedro Santos/Global Imagens

Navio da Marinha NRP Sines visita a cidade que lhe deu nome.

O mais recente navio-patrulha oceânico da Marinha, o NRP Sines, vai estar no porto de serviços do Porto de Sines, disponível para visitas, durante as comemorações dos 656 anos do município.
No dia 23 de novembro, sexta-feira, poderá ser visitado pelas escolas, no período 10h00-12h00.
Nos dias 24 e 25 de novembro, sábado e domingo, estará aberto à população em geral, no período 10h00-17h00.
O NRP Sines foi baptizado, no dia 20 de julho, nos estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo. É o terceiro navio da classe “Viana do Castelo”, todos construídos em Portugal.
Concebido como navio não combatente, o NRP Sines destina-se prioritariamente a exercer funções de autoridade do Estado. Está vocacionado para actuar na zona económica exclusiva nacional, desenvolvendo tarefas de busca e salvamento marítimo, fiscalização da pesca, controlo dos esquemas de separação de tráfego, prevenção e combate à poluição marinha, prevenção e combate a actividades ilegais como o narcotráfico, imigração ilegal, tráfico de armas e outros ilícitos.
O NRP Sines tem 83,1m de comprimento e desloca-se a uma velocidade máxima de 21 nós. A sua guarnição, de 44 elementos, é comandada pela capitão-tenente Mónica Martins.
A atribuição do nome de Sines foi um reconhecimento desta cidade como importante localidade costeira de Portugal.
A presença em Sines para visitas pelas escolas e pelo público é uma iniciativa conjunta da Marinha Portuguesa, APORVELA, Câmara Municipal de Sines e APS.
Foto (c) Marinha.pt

Crianças do Caniçal fazem Declaração de Amor ao Mar

Alunos, professores e funcionários da escola do 1.º ciclo com pré-escolar e creche do Caniçal assinalaram o Dia Nacional do Mar com o lançamento de um livro, um momento que contou com a presença de dois secretários regionais.

Susana Prada, responsável pela tutela do Ambiente do Governo Regional da Madeira, enalteceu a forma carinhosa como o mar é tratado no livro intitulado ‘Amar o Mar’.
A governante lamentou que nem toda a gente tenha a mesma sensibilidade dos jovens do Caniçal razão pela qual todos os anos chegam ao mar “8 milhões de toneladas de plástico”.
Segundo lhes disse a governante, a poluição dos oceanos é um problema grave e levou o Governo Regional a implementar a Estratégia MARAM que muito tem contribuído para a adopção de boas práticas no sentido de evitar a poluição das zonas costeiras.
O secretário regional da Educação, também presente, disse que cabe à actual geração alertar para a necessidade de preservar e caberá às novas gerações a responsabilidade de efectivarem essa preservação. À escola, cabe, disse Jorge Carvalho, criar um ambiente propício à mudança de atitudes.

Fonte: JM