A PSA Sines, empresa que possui a concessão do Terminal XXI, lançou recentemente um vídeo com os seus trabalhadores. O vídeo homenageia aqueles que dão o melhor de si nesta luta contra a Covid-19. Em relação ao tema, a PSA Sines, tinha criado em Março, juntamente com o Sindicato XXI e a Comissão de Trabalhadores, um grupo de trabalho para fazer face ao surto do novo coronavírus. O Terminal XXI é um dos portos que continua a trabalhar sem qualquer restrição, tendo inclusive aumentado a movimentação no passado mês de Março, que possibilitou a entrada em vigor do acordo salarial acordado entre a PSA Sines e o Sindicato XXI. O terminal tem dado sinais de recuperação, pese a nível nacional, o inicio do ano ter sido de quebra nos portos nacionais, tendo caído 6% na generalidade até Março. A PSA Sines já tinha sido noticia o mês passado por ter atribuído um prémio de 300€ a cada trabalhador, em resposta aos efeitos provocados pelo Covid-19. O vídeo pode ser visto aqui.
A cidade submersa de Heracleion, uma das descobertas mais importantes do Egipto Antigo.
Foto: Franck Goddio
A Pandemia do Covid-19 e a Indústria do Shipping
Quando ouvimos pela primeira vez do coronavírus, que provoca a doença classificada como Covid-19, em meados de dezembro passado, longe estaríamos de saber o impacto e os estragos que iria causar no transporte marítimo, num sector competitivo e em constantes batalhas contra as dificuldades. A rápida propagação do vírus bem como a falta de preparação do sector e já agora do mundo, fez com que houvesse a necessidade de implementação de medidas, fosse por parte das companhias de navegação ou pelos diversos portos, medidas essas que causou dificuldades adicionais. Estes factores em conjunção com as iniciativas dos vários governos, na tentativa de aplicar medidas duras, com sérios impactos na economia, o que começou a reflectir-se na diminuição do crescimento económico, e com uma economia bloqueada, a necessidade de mercadorias diminui, e dessa forma a movimentação de mercadorias, sendo o sector marítimo o principal afectado. De certa forma uma crise de saúde pública veio juntar-se a uma já longa guerra comercial entre a China e os EUA, que obrigou o sector a ter de adaptar-se a esse desafio, tal como está a fazer agora com a situação actual. As consequências directas da pandemia da Covid-19, já está a ter um impacto significativo no sector do shipping, e a pressão começa a acumular-se de forma preocupante. De acordo com os dados estatísticos, cerca de 80% do comércio mundial é feito por via marítima, e o país do epicentro do coronavírus possui só por si mesmo, 7 portos no Top 10 mundial. E isso por si só, deu logo as respectivas repercussões, como se pode comprovar, na redução do número de navios a fazer escala em portos chineses. O porto de Xangai por exemplo, teve uma queda abrupta de 17% em Janeiro, quando comparado com o mesmo período do ano passado. O efeito tipo dominó, fez com que outros portos caíssem também, e só no principal concorrente dos portos chineses, nos EUA, o porto de Los Angeles teve uma queda de 25% em Fevereiro, em comparação com período transacto, depois do efeito de declínio da China se começar a sentir. Nunca ouviu aquela velha frase, “Quando a China espirra, o mundo se constipa?”, pois foi exactamente isso que sucedeu. Esta convulsão global de acontecimentos, a já mencionada guerra comercial entre os EUA e a China, o processo do Brexit, que já andava a prejudicar o crescimento, já alertava para para eventuais problemas no crescimento. Esta crise de 2020, é bastante diferente daquela de 2008-2009, que foi consequência de uma crise económica e financeira que abalou a economia do final de 2008, e que teve como resultado o maior declínio das trocas comerciais em mais de 70 anos e que levou que no ano seguinte houvesse mais de 1000 navios vendidos para abate.
Nos portos nacionais, o efeito também já sentiu no inicio do ano, com uma queda de 9,7% só em Janeiro a nível global e de 16,2% só no sector contentorizado. O shipping é feito de ciclos. É um sector que possui diversos ciclos na linha do tempo. Se no ciclo anterior, houve mudanças, também acredito que irá existir mudanças dentro do panorama actual. Não há dúvidas de que o prolongar das incertezas sobre o ultrapassar da pandemia irá agravar os problemas que já existiam, e isso irá afectar as indústrias que dependem deste sector para a sua própria saúde financeira. Pode aprender-se muitas lições com os ciclos baixos do passado. Mas isso não vai só depender das empresas. Vai depender também da acção dos seus governos. Há que salvar a economia, e por consequente o tecido empresarial, que emprega muitas pessoas, do qual as respectivas famílias dependem. Não é tempo de empréstimos que são encargos futuros que irão dificultar não agora, mas mais à frente, na altura de voltar a recuperar. É preciso injectar dinheiro na economia, não para a salvar, mas para atenuar o choque que todos tivemos desde do mês passado. E o tempo não espera. Cada adiamento, cada decisão tardia tem os seus custos. Esperemos que o ponto de retorno seja um “V”, ou seja queda rápida seguida de uma igual recuperação. Que assim seja.
Por Paulo Freitas.
Portos de Portugal Continental registam quebra de 75% nos 2 primeiros meses do ano.
Já pode visitar o ponto mais profundo dos 5 oceanos (mas há um preço)
Navios porta-contentores podem ser convertidos em hospitais flutuantes para a COVID-19
Navios porta-contentores: a (improvável) solução para o tratamento de doentes
Maersk, CMA CGM e Hapag-Lloyd a bordo do projecto
Shipping de contentores na pior crise de capacidade de sempre
Smart Ocean suporta criação de empresas relacionadas com o mar
Tartarugas comem plástico no oceano (também) devido ao cheiro
Coronavírus e os Portos Nacionais.
• Medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e a boca quando espirrar ou tossir, com um lenço de papel ou com o antebraço, nunca com as mãos, e deitar sempre o lenço de papel no lixo;
• Lavar as mãos frequentemente. Deve lavá-las sempre que se assoar, espirrar, tossir ou após contacto directo com pessoas doentes. Deve lavá-las durante 20 segundos (o tempo que demora a cantar os “Parabéns”) com água e sabão ou com solução à base de álcool a 70%;
• Evitar contacto próximo com pessoas com infecção respiratória;
• Evitar tocar na cara com as mãos;
• Evitar partilhar objectos pessoais ou comida em que tenha tocado.









