Covid-19: Navio-escola Sagres regressa a Lisboa no domingo
Face à situação de pandemia de Covid-19, que afecta mais de 180 países em todo o mundo, o navio-escola Sagres, que ruma à Cidade do Cabo, na África do Sul, onde se prevê que chegue esta quarta-feira, dia 25 de Março, recebeu ordens para regressar a Lisboa”, segundo um comunicado do Ministério da Defesa Nacional divulgado em 24 de Março.
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Marinha cria protótipo de ventilador de baixo custo
A Marinha deu a conhecer o protótipo de um ventilador mecânico de baixo custo (1.500 euros) que foi criado pelos militares e pode vir a ser “produzido em massa” em Portugal.
“Este ventilador compreende os quatro modos de ventilação mais usados do ponto de vista de cuidados intensivos e já o fizemos a pensar na comunidade médica e também na parte da sustentação do Serviço Nacional de Saúde”, avançou o tenente Tiago Lança, que faz parte da equipa que criou o projeto.
Em declarações aos jornalistas, na Base Naval de Lisboa, em Almada, no distrito de Setúbal, o responsável indicou que a Marinha “não irá produzir o ventilador”, mas apostou num protótipo para “abrir o leque às indústrias parceiras da Marinha ou a empresas que estejam interessadas em desenvolvê-lo”.
Foram quatro militares da Célula de Experimentação Operacional de Veículos Não-Tripulados que tiveram a ideia de desenvolver este protótipo de um ventilador mecânico de baixo custo que ajude no combate à pandemia da Covid-19.
O projeto foi desenvolvido em três semanas e, segundo Tiago lança, a próxima “batalha” será “atingir níveis de fiabilidade e fazer a certificação” para que possa vir a ser “produzido em massa”.
Neste momento estamos a finalizar a parte eletromecânica e do desenho do interface que ainda está a ser programada. A nossa ideia é colocarmos o protótipo numa versão final nas próximas duas ou três semanas para iniciar o processo de certificação”, adiantou.
Segundo o responsável, o equipamento produzido teve um custo de cerca de 1.500 euros, mas “para poder escalar há mais alguns custos”.
Para os militares, este projeto foi um “desafio” porque costumam desenvolver outro tipo de engenharias, mas já estão a conseguir frutos porque tem havido “muito interesse por parte dos parceiros da Marinha”.










