Hyundai apresenta o maior navio porta-contentores do mundo

A Hyundai Merchant Marine (HMM) apresentou o maior navio porta-contentores do mundo, o “HMM Algeciras”, numa cerimonia com a presença do presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, no estaleiro Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering (DSME).
Num comunicado, a HMM disse que a embarcação tem capacidade para 24 mil TEUs e será a primeira de uma nova frota de meganavios a ser entregue na sua totalidade até Setembro.
Em Setembro de 2018, a HMM assinou um contrato formal para os seus 20 meganavios de contentores ecológicos com três estaleiros – DSME, HHI (Hyundai Heavy Industries) e SHI (Samsung Heavy Industries), num esforço para tomar acções proactivas em relação à mudança de mercado, bem como formar uma estrutura sustentável de geração de lucro.
A DSME e a SHI constroem respectivamente sete e cinco navios porta-contentores de 24 mil TEUs, com entrega prevista para Setembro. A HHI constrói oito navios porta-contentores de 16 mil TEUs a serem entregues a partir do segundo trimestre de 2021.
As embarcações estão equipadas com um sistema de depuração de acordo com o regulamento IMO 2020.
O design optimizado do casco e o motor altamente eficiente também devem melhorar a eficiência energética e reduzir as emissões de carbono.
O “HMM Algeciras” será implantado no serviço do Extremo Oriente Europa 4 (FE4), uma das rotas comerciais da Ásia-Norte da Europa da Alliance, com a sua rotação de portos começando em Qingdao, Busan, Ningbo, Xangai, Yantian, Canal de Suez, Roterdão , Hamburgo, Antuérpia, London Gateway e Singapura via Canal de Suez.

Falta de oxigénio no oceano causou extinção em massa há 444 milhões de anos

Investigadores da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, descobriram evidências que reforçam a teoria de que a falta de oxigénio nos oceanos da Terra contribuiu para uma extinção devastadora há aproximadamente 444 milhões de anos. O estudo foi publicado na passada terça-feira, na Nature Communications, e ainda indica que essas condições anóxicas (com pouco ou nenhum oxigénio) duraram mais de 3 milhões de anos.
Naquela época, o mundo era um lugar bem diferente: a maior parte dos seres vivos estava nos oceanos, enquanto algumas poucas plantas surgiam na superfície terrestre. A configuração dos continentes também era outra: eles estavam praticamente juntos, formando um único pedaço de terra conhecido como Pângea.
Tudo ia bem até que o resfriar da temperatura do planeta tomou conta do globo. Esse fenómeno, junto com a escassez de oxigénio, cujo motivo permanece um mistério, levou à extinção de cerca de 85% das espécies marinhas — e é justamente isso que os investigadores de Stanford resolveram investigar.
A equipa se propôs a restringir a incerteza a respeito de onde, nos mares da Terra, havia uma escassez de oxigénio dissolvido, bem como até que ponto e por quanto tempo ela durou. Para isso eles criaram um modelo que incorporou dados de outras pesquisas sobre a presença de isótopos metálicos em sedimentos geológicos, além de considerar novas informações obtidas a partir do solo da Bacia de Murzuq, na Líbia.
Analisando todo esse material, a equipa concluiu que, em qualquer cenário razoável, as quantidades de isótopos de metal nas amostras estudadas só poderia ser explicada pela falta de oxigénio nos oceanos. “O nosso estudo eliminou grande parte da incerteza remanescente sobre a extensão e a intensidade das condições anóxicas durante a extinção em massa ocorrida há centenas de milhões de anos”, disse o geólogo e principal autor do estudo Richard George Stockey, em comunicado. “Mas as descobertas não se limitam a esse cataclismo biológico.” 
Como explicou o especialista, as descobertas têm relevância para analisarmos os oceanos actualmente, pois as mudanças climáticas estão contribuindo para o declínio dos níveis de oxigénio no oceano e nas águas costeiras, um processo que provavelmente significa a destruição de uma variedade de espécies. “Não há como as condições de baixo oxigénio não terem um efeito severo na diversidade”, alertou Stockey.

Por que o oceano é um aliado no combate à COVID-19?

Os microbiologistas do Instituto Oceanográfico Woods Hole descobriram as bactérias que destacam um papel fundamental para combater à COVID-19. Estas bactérias foram identificadas há anos atrás e também foram úteis para diagnosticar a Sida e a Sars. A pesquisa, publicada no “Journal of Applied & Environmental Microbiology”, continua sendo de interesse na actualidade, pois o oceano é um aliado real contra o vírus.
A oceanógrafa e investigadora da Comissão Oceanográfica Intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Francesca Santoro, explicou que o ambiente marinho é muito rico do ponto de vista da biodiversidade. “Ainda estão para ser descobertos recursos úteis para a vida quotidiana dos seres humanos. O oceano profundo já nos deu compostos para tratar o cancro,a  inflamação e danos nos nervos. Os avanços também vieram das profundezas do oceano na forma de elementos de diagnóstico. O oceano é um aliado no combate ao vírus. Ele ajuda não apenas na detecção, mas também no combate à COVID-19”.
Muitas pessoas pensam que o fundo do mar é um deserto. A olho nu, parece que não existe nada lá, mas as fontes hidrotermais têm uma notável diversidade de micróbios, incluindo diversidade genética, e é lá que reside esse enorme potencial.

O meio ambiente protege e ajuda a humanidade
As soluções para os problemas que ameaçam a humanidade podem vir do meio ambiente. Portanto, a humanidade deve se esforçar, agora mais do que nunca, para proteger o oceano, em vez de sufocá-lo com resíduos e plástico. A “saúde” do oceano é afectada pelas actividades humanas, mas é também uma ameaça para a humanidade.
“Ano após ano, a relação entre saúde humana e saúde oceânica é cada vez mais evidente. Cada vez mais são realizadas pesquisas que usam substâncias produzidas por organismos marinhos como tratamentos para doenças como o cancro e Alzheimer. Por esse motivo, todos devem estar na vanguarda da batalha pela conservação do oceano”, explicou a oceanógrafa.

Robôs buscam recursos “milagrosos”
A maneira como essas descobertas têm sido feitas também é fascinante. Robôs do tipo ROV, controlados por um navio oceanográfico, são usados para ajudar a realizar pesquisas e recolher amostras para estudar e entender as espécies que existem no oceano. “No entanto, as descobertas são mínimas, e ainda há muito a ser explorado. Até agora, apenas três pessoas desceram à Fossa das Marianas; uma delas é James Cameron, Director do filme ‘Titanic’, que desceu com um torpedo vertical especial. Para um oceanógrafo, a lua é mais conhecida do que as profundezas do oceano”, esclareceu a oceanógrafa.
Para aprimorar e estimular a pesquisa nessa área, as Nações Unidas lançaram a Década Internacional da Oceanografia para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), que fornecerá um marco de acção comum para garantir que a ciência oceânica apoie totalmente as actividades dos países para administrar o oceano de forma sustentável e, para assim, alcançar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
Este ano, as articulações sobre mudança climática, biodiversidade e oceano global deveriam abordar o destino de um mundo vivo numa condição crítica. Contudo, a pandemia da COVID-19 está forçando mudanças drásticas no cronograma. A saúde é confirmada como uma prioridade para todos, sem excepção.
A promoção da cultura oceânica (o conhecimento popular sobre a ciência oceânica) está entre os objectivos da UNESCO para a Década Internacional da Oceanografia para o Desenvolvimento Sustentável. Este é outro meio de aumentar a consciencialização de todos – adultos e crianças – sobre as questões relativas à protecção do oceano, que actualmente é um aliado contra o vírus e, de forma mais geral, uma riqueza a ser aprimorada também pelo ponto de vista de sua biodiversidade.

Marinha cria protótipo de ventilador de baixo custo

A Marinha deu a conhecer o protótipo de um ventilador mecânico de baixo custo (1.500 euros) que foi criado pelos militares e pode vir a ser “produzido em massa” em Portugal.

“Este ventilador compreende os quatro modos de ventilação mais usados do ponto de vista de cuidados intensivos e já o fizemos a pensar na comunidade médica e também na parte da sustentação do Serviço Nacional de Saúde”, avançou o tenente Tiago Lança, que faz parte da equipa que criou o projeto.
Em declarações aos jornalistas, na Base Naval de Lisboa, em Almada, no distrito de Setúbal, o responsável indicou que a Marinha “não irá produzir o ventilador”, mas apostou num protótipo para “abrir o leque às indústrias parceiras da Marinha ou a empresas que estejam interessadas em desenvolvê-lo”.
Foram quatro militares da Célula de Experimentação Operacional de Veículos Não-Tripulados que tiveram a ideia de desenvolver este protótipo de um ventilador mecânico de baixo custo que ajude no combate à pandemia da Covid-19.
O projeto foi desenvolvido em três semanas e, segundo Tiago lança, a próxima “batalha” será “atingir níveis de fiabilidade e fazer a certificação” para que possa vir a ser “produzido em massa”.
Neste momento estamos a finalizar a parte eletromecânica e do desenho do interface que ainda está a ser programada. A nossa ideia é colocarmos o protótipo numa versão final nas próximas duas ou três semanas para iniciar o processo de certificação”, adiantou.
Segundo o responsável, o equipamento produzido teve um custo de cerca de 1.500 euros, mas “para poder escalar há mais alguns custos”.
Para os militares, este projeto foi um “desafio” porque costumam desenvolver outro tipo de engenharias, mas já estão a conseguir frutos porque tem havido “muito interesse por parte dos parceiros da Marinha”.

Oceanos tropicais podem entrar em colapso dentro da próxima década

O aquecimento global é uma ameaça real para o nosso planeta e, caso as emissões de gases com efeitos de estufa não baixem, vamos perder muita biodiversidade nos próximos anos. Uma nova investigação mostra que os oceanos tropicais podem entrar em colapso dentro da próxima década.
Isto acontece porque há algumas regiões que são mais afetadas do que outras devido a uma variedade de fatores. De acordo com o Science Alert, os cientistas estimam que, tendo em conta as emissões atuais, a temperatura na Terra pode subir 4ºC até 2100.
Uma equipa de investigadores analisou mais de 150 anos de dados climáticos e cruzou informação com a disseminação de mais de 30 mil espécies de aves, mamíferos, répteis e peixes. Os resultados do estudo foram publicados, na semana passada, na revista científica Nature.
Na situação atual, os especialistas preveem que até 73% das espécies vão sofrer um aquecimento sem precedentes com efeitos potencialmente desastrosos nas suas populações.
Alex Pigot, coautor do estudo, sugere que as populações de animais podem enfrentar o colapso caso seja ultrapassado um limite de temperatura. “À medida que ultrapassamos esse limite, calculamos que o risco de extinção local aumente substancialmente”, disse Pigot à AFP.
Todavia, tudo depende das emissões de gases com efeitos de estufa. Caso sejam atingidos os níveis propostos no acordo climático de Paris, ‘apenas’ 2% dos animais vai enfrentar um calor extremo que pode causar “danos irreversíveis”.
No caso dos oceanos tropicais, a situação pode começar a deteriorar-se já nesta década. Fenómenos recentes, como o branqueamento em massa do recife da Grande Barreira de Coral, sugerem que isto já está a ocorrer em alguns locais.

PSA Sines lança vídeo com os trabalhadores.

A PSA Sines, empresa que possui a concessão do Terminal XXI, lançou recentemente um vídeo com os seus trabalhadores. O vídeo homenageia aqueles que dão o melhor de si nesta luta contra a Covid-19. Em relação ao tema, a PSA Sines, tinha criado em Março, juntamente com o Sindicato XXI e a Comissão de Trabalhadores, um grupo de trabalho para fazer face ao surto do novo coronavírus. O Terminal XXI é um dos portos que continua a trabalhar sem qualquer restrição, tendo inclusive aumentado a movimentação no passado mês de Março, que possibilitou a entrada em vigor do acordo salarial acordado entre a PSA Sines e o Sindicato XXI. O terminal tem dado sinais de recuperação, pese a nível nacional, o inicio do ano ter sido de quebra nos portos nacionais, tendo caído 6% na generalidade até Março. A PSA Sines já tinha sido noticia o mês passado por ter atribuído um prémio de 300€ a cada trabalhador, em resposta aos efeitos provocados pelo Covid-19. O vídeo pode ser visto aqui.

A cidade submersa de Heracleion, uma das descobertas mais importantes do Egipto Antigo.

A cidade de Thonis-Heracleion poderia ser considerada a Viena do Egipto. Construída em redor do seu grande templo, era atravessada e interligada por uma rede de canais. Cada pequena ilha, entre as teias aquática, abrigava casas e pequenos santuários.
Há 2.300 anos atrás, Thonis-Heracleion — os nomes egípcio e grego da cidade —  era um dos grandes centros portuários do mundo. Por isso, o seu porto comandava e controlava todo o comércio do Egipto.
Localizada a 6,5 ​​quilómetros da costa de Alexandria, a sua história hoje é pouco conhecida. O que se sabe, no entanto, é que ela ficou, durante milhares de anos, escondida, submersa no fundo do mar.
As citações sobre Thonis-Heracleion apareciam em inscrições e textos antigos, mas ninguém sabe ao certo como ela foi parar debaixo d’água. A primeira luz sobre a cidade foi encontrada por Franck Goddio, um arqueólogo francês.
O cientista e sua equipa conseguiram encontrar diversas ruínas da cidade, depois de anos examinando a Baía de Abu Qir, na costa do Egipto. A sua primeira descoberta foi a enorme cabeça de uma das estátuas da época.
Além dela, os arqueólogos encontram 64 embarcações, 700 âncoras, um pote de pedra maciça cheio de moedas de ouro e muitas outras estátuas, todas com mais de 16 pés de altura (equivalente a quase 5 metros). Grande parte das peças, feiras de granito e diorito, estavam perfeitamente preservadas pela água.
Junto aos artefactos, os arqueólogos ainda encontraram os restos de um enorme templo, que foi construído em homenagem ao deus Amon-Gereb. Nos arredores do local, uma descoberta surpreendeu: os cientistas viram  pequenos sarcófagos, usados para enterrar os animais que eram usados como oferendas.
Todos os objectos ajudam a construir melhor a imagem de como era a vida e o quotidiano em Thonis-Heracleion. 


Foto: Franck Goddio

A Pandemia do Covid-19 e a Indústria do Shipping

Quando ouvimos pela primeira vez do coronavírus, que provoca a doença classificada como Covid-19, em meados de dezembro passado, longe estaríamos de saber o impacto e os estragos que iria causar no transporte marítimo, num sector competitivo e em constantes batalhas contra as dificuldades. A rápida propagação do vírus bem como a falta de preparação do sector e já agora do mundo, fez com que houvesse a necessidade de implementação de medidas, fosse por parte das companhias de navegação ou pelos diversos portos, medidas essas que causou dificuldades adicionais. Estes factores em conjunção com as iniciativas dos vários governos, na tentativa de aplicar medidas duras, com sérios impactos na economia, o que começou a reflectir-se na diminuição do crescimento económico, e com uma economia bloqueada, a necessidade de mercadorias diminui, e dessa forma a movimentação de mercadorias, sendo o sector marítimo o principal afectado. De certa forma uma crise de saúde pública veio juntar-se a uma já longa guerra comercial entre a China e os EUA, que obrigou o sector a ter de adaptar-se a esse desafio, tal como está a fazer agora com a situação actual. As consequências directas da pandemia da Covid-19, já está a ter um impacto significativo no sector do shipping, e a pressão começa a acumular-se de forma preocupante. De acordo com os dados estatísticos, cerca de 80% do comércio mundial é feito por via marítima, e o país do epicentro do coronavírus possui só por si mesmo, 7 portos no Top 10 mundial. E isso por si só, deu logo as respectivas repercussões, como se pode comprovar, na redução do número de navios a fazer escala em portos chineses. O porto de Xangai por exemplo, teve uma queda abrupta de 17% em Janeiro, quando comparado com o mesmo período do ano passado. O efeito tipo dominó, fez com que outros portos caíssem também, e só no principal concorrente dos portos chineses, nos EUA, o porto de Los Angeles teve uma queda de 25% em Fevereiro, em comparação com período transacto, depois do efeito de declínio da China se começar a sentir. Nunca ouviu aquela velha frase, “Quando a China espirra, o mundo se constipa?”, pois foi exactamente isso que sucedeu. Esta convulsão global de acontecimentos, a já mencionada guerra comercial entre os EUA e a China, o processo do Brexit, que já andava a prejudicar o crescimento, já alertava para para eventuais problemas no crescimento. Esta crise de 2020, é bastante diferente daquela de 2008-2009, que foi consequência de uma crise económica e financeira que abalou a economia do final de 2008, e que teve como resultado o maior declínio das trocas comerciais em mais de 70 anos e que levou que no ano seguinte houvesse mais de 1000 navios vendidos para abate. 
Nos portos nacionais, o efeito também já sentiu no inicio do ano, com uma queda de 9,7% só em Janeiro a nível global e de 16,2% só no sector contentorizado. O shipping é feito de ciclos. É um sector que possui diversos ciclos na linha do tempo. Se no ciclo anterior, houve mudanças, também acredito que irá existir mudanças dentro do panorama actual. Não há dúvidas de que o prolongar das incertezas sobre o ultrapassar da pandemia irá agravar os problemas que já existiam, e isso irá afectar as indústrias que dependem deste sector para a sua própria saúde financeira. Pode aprender-se muitas lições com os ciclos baixos do passado. Mas isso não vai só depender das empresas. Vai depender também da acção dos seus governos. Há que salvar a economia, e por consequente o tecido empresarial, que emprega muitas pessoas, do qual as respectivas famílias dependem. Não é tempo de empréstimos que são encargos futuros que irão dificultar não agora, mas mais à frente, na altura de voltar a recuperar. É preciso injectar dinheiro na economia, não para a salvar, mas para atenuar o choque que todos tivemos desde do mês passado. E o tempo não espera. Cada adiamento, cada decisão tardia tem os seus custos. Esperemos que o ponto de retorno seja um “V”, ou seja queda rápida seguida de uma igual recuperação. Que assim seja. 


Por Paulo Freitas.

Portos de Portugal Continental registam quebra de 75% nos 2 primeiros meses do ano.

Os portos comerciais de Portugal continental reduziram a carga movimentada nos dois primeiros meses do ano, seguindo a tendência ocorrida em Janeiro de 2020. Em janeiro e fevereiro, os portos nacionais movimentaram 14,2 milhões de toneladas de carga, um recuo de 7,5% face ao período homólogo do ano anterior, segundo dados divulgados esta terça-feira pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes.
Apesar desta tendência negativa, os portos comerciais registaram, em Fevereiro, um recuo de 5%, uma variação menor do que a apresentada em Janeiro, período em que a diminuição foi de 9,7%.
Tendo a maior quota de mercado, o porto de Sines foi o principal responsável pela quebra global, apresentando uma redução de 13,1% da carga movimentada em comparação com os dois primeiros meses de 2019. Os portos de Sines, de Lisboa, de Viana do Castelo e de Aveiro apresentaram, no conjunto, um recuo de 1,33 milhões de toneladas.
Os portos de Leixões, da Figueira da Foz e de Faro registaram, no entanto, subidas na carga movimentada. O Porto de Leixões apresentou um crescimento homólogo de 3,3%, enquanto o da Figueira da Foz subiu 24,6%. Faro acompanhou esta tendência com um crescimento homólogo de 350,6%. No total, os três portos movimentaram mais 184,1 mil toneladas em comparação com os dois primeiros meses de 2019.
As perdas globais  são também sustentadas pela diminuição de carga contentorizada e de carvão em Sines, com recuos de 819,1 mil e de 616,8 mil toneladas. A AMT também dá conta de perdas significativas no carvão em Setúbal, com uma diminuição de 17 mil toneladas. A carga contentorizada em Lisboa sofreu uma quebra de 77,1 mil toneladas. Setúbal, Leixões e Figueira da Foz apresentaram um recuo de 58,7 mil, 20,7 mil e 4,4 mil toneladas, respectivamente. “Já o Petróleo Bruto e os Produtos Petrolíferos, em Sines e Leixões, os Produtos Petrolíferos em Sines e ainda nos Outros Granéis Sólidos, em Aveiro, foram responsáveis por acréscimos na ordem dos +650,3 mil toneladas no seu conjunto”, indica o documento da AMT.
O porto de Sines apresenta uma quota de 49,6%, um recuo de 3,6 pontos percentuais, enquanto Leixões tem 23,2%. O de Lisboa regista uma quota de 11,6%. Setúbal detém uma quota de 6,9%, recuperando a quarta posição.

Já pode visitar o ponto mais profundo dos 5 oceanos (mas há um preço)

Graças a um explorador rico, em maio, alguns sortudos poderão escapar da pandemia de covid-19 durante um curto período de tempo, mergulhando ao ponto mais profundo conhecido dos oceanos da Terra.
Challenger Deep é o ponto mais profundo conhecido do fundo do mar da Terra e está situado no extremo sul da Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico Ocidental. A alta pressão da água nessa imensa profundidade significa que operar um submersível é uma operação delicada.
A primeira tentativa foi feita em 1960 pelo oceanógrafo Don Walsh e pelo oceanógrafo e engenheiro Jacques Piccard, atingindo cerca de 10.916 metros. Em março de 2012, a primeira descida solo foi feita pelo director de cinema James Cameron, que alcançou 10.908 metros.
Victor Vescovo, um explorador e oficial da marinha aposentado, fez a sua primeira viagem solo à trincheira em abril de 2019 e bateu o recorde mundial de maior profundidadeultrapassando Cameron a 10.928 metros. Em maio do mesmo ano, Vescovo tornou-se a primeira pessoa a visitar o Challenger Deep duas vezes.
Em maio deste ano, Vescovo deverá regressar ao Challenger Deep com passageiros civis num navio de vigilância da Marinha aposentado que foi reaproveitado para investigações científicas.
A viagem terá a duração de oito dias e incluirá três mergulhos no Challenger Deep, custando 750 mil dólares por pessoa. Até agora, têm dois grupos totalmente reservados para maio.
De acordo com o IFLSciencenão há critérios para os visitantes escolhidos. “Só precisam de ter menos de 100 quilos para encaixar numa escotilha bastante estreita”, disse Vescovo. A cápsula da tripulação permanece numa atmosfera constante durante todo o mergulho, para que não haja descompressão ou qualquer outro stress físico no corpo.
Assim, qualquer um pode ir ao fundo do oceano neste veículo.