Ameaçada de extinção, maior tartaruga dos oceanos usa praias vazias para reprodução.
Covid-19: máscaras e luvas podem fazer disparar a poluição nos oceanos
Cada um de nós deve fazer um esforço para assegurar que procedemos da forma correta e com o mínimo impacto possível na natureza”, refere.
Da mesma forma que os cidadãos se mostraram responsáveis a seguir as directivas dos governos para conter a infecção, agora devem ser igualmente responsáveis na gestão dos EPI’s”, diz a WWF.
Covid-19: O confinamento fez silêncio nos oceanos e isso é “uma oportunidade única”
os cientistas puderam investigar como o silêncio dos oceanos é benéfico para a
fauna marinha
bloqueio implementado em todo o mundo permitiram uma mudança positiva a nível
ambiental. O ar está mais limpo, já não existe tanto ruído, as fábricas pararam
e os transportes também. Tal como em terra, no mar, o ambiente também mudou:
instalou-se um silêncio. O ruído dos navios e dos outros transportes já não se
faz ouvir e a fauna marítima está mais calma.
dados sobre o aspecto físico, químico, biológico e geológico dos oceanos,
oferecendo recursos científicos e técnicos que permitem que os investigadores
recebam dados em qualquer lugar do mundo, administrados pela Ocean Networks
Canada, localizados perto de Vancouver, no Canadá, recebem os sinais sonoros
subaquáticos em tempo real. O oceanógrafo e professor David Barclay, da
Universidade Dalhousie, no Canadá, e os seus colegas, analisaram as gravações subaquáticas
em dois locais perto do porto, encontrando uma diminuição significativa no
ruído dos navios. “Normalmente, sabemos que o ruído subaquático afecta os
mamíferos marinhos”, explica o oceanógrafo.
ondas sonoras, Barclay confirma que o bloqueio teve influência no ruído do mar.
“Houve uma queda consistente no ruído desde o primeiro dia de Janeiro, o que
representou uma alteração de quatro ou cinco decibéis no período até ao dia 1
de Abril”. Durante este período de tempo, os dados do porto mostraram uma queda
de cerca de 20% nas exportações e importações.
localizado em águas mais profundas, a cerca de 3 000 metros de
profundidade e a 60 quilómetros das rotas marítimas mais próximas, os níveis de
ruído diminuíram cerca de 1,5 decibéis. “Isto dá-nos uma ideia da escala a que
esta redução no ruído pode ser observada”, disse o professor Barclay ao The Guardian.
oceano torna possível descobrir quais os efeitos que este período pode ter na
vida marinha. Barclay compara esta época com uma “experiência humana gigante”.
resume, ao The Guardian, Michelle Fournet, investigadora em
acústica marinha na Universidade de Cornell, em Nova Iorque, que estuda baleias
jubarte no Alasca. “Temos a oportunidade de ouvir e esta oportunidade não
aparecerá novamente nas nossas vidas”.
tão silenciosos foi no seguimento dos atentados do 11 de setembro, quando houve
uma diminuição nos movimentos dos navios e dos aviões. Nesta altura, os
cientistas puderam concluir que o ruído dos navios está intimamente ligado com
o stress crónico das baleias. ” [Actualmente] temos uma geração de jubarte que
nunca conheceram um oceano calmo”, confirma a investigadora Fournet.
de maior movimento de navios cruzeiro, no porto de Vancouver, mas a pandemia da
Covid-19 impediu esta afluência.
sudeste do Alasca é que, quando fica barulhento e os barcos passam por elas,
elas ‘chamam’ menos” disse Fournet. “Espero que o que possamos ver seja uma
oportunidade para as baleias terem mais conversas e mais complexas.”
a tentar descobrir qual o impacto que este bloqueio está a ter nos oceanos.
Nathan Merchant, especialista em bioacústica no Centro de Ciências do Ambiente,
Pescas e Aquacultura do governo do Reino Unido (Cefas) disse: “Estamos à espera
para ver o que nossos registos dizem”. O Cefas tem aparelhos para detetar ruído
em quatro locais: dois no Mar do Norte, um em Plymouth e outro perto de Bangor.
“Veremos como o coronavírus está a afectar o ruído subaquático em toda a Europa.
Portanto, este trabalho fora do Canadá será o primeiro de muitos”, disse ele.
“Temos esta experiência natural em andamento. É claro que é uma crise terrível,
mas é melhor analisarmos os dados para descobrir que efeito está a ter”.
Formentera, primeiro destino do Mediterrâneo a abrir
Depois de mais de 50 dias de confinamento, a ilha de Formentera é o primeiro destino mediterrânico a sair da clausura social. Foram cerca de dois meses sem turistas, nem barcos ou trânsito nesta que é a mais pequena das ilhas Pitiusas. É o reabrir de portas para um destino aclamado pelas suas praias inesquecíveis, ritmo de vida tranquilo, bom tempo e mar turquesa, o mais parecido com as Caraíbas que se encontra a cerca de hora e meia de voo de Portugal.
Além desta ilha do arquipélago das Baleares, há mais três ilhas espanholas que iniciam agora o regresso à actividade turística. São elas La Gomera, El Hierro e La Graciosa, que fazem parte do arquipélago das Canárias. O impacto da COVID-19 nestes destinos não teve as mesmas consequências dramáticas ocorridas no restante território espanhol, por isso Formentera e as referidas ilhas canárias entraram já na Fase 1 de saída do confinamento.
Sem turistas, praia aparece com centenas de estrelas-do-mar
Covid-19: Navio-escola Sagres regressa a Lisboa no domingo
Face à situação de pandemia de Covid-19, que afecta mais de 180 países em todo o mundo, o navio-escola Sagres, que ruma à Cidade do Cabo, na África do Sul, onde se prevê que chegue esta quarta-feira, dia 25 de Março, recebeu ordens para regressar a Lisboa”, segundo um comunicado do Ministério da Defesa Nacional divulgado em 24 de Março.










