No segundo trimestre de 2022, as companhias de topo de shipping de contentores atingiram um EBIT global de 41,6 mil milhões de dólares, segundo o cálculo da Sea-Intelligence. A soma não tem em conta o resultado da CMA CGM, que ainda não divulgou o EBIT ( Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do respectivo trimestre, ainda que, mesmo sem esse resultado, o EBIT alcançado já transforma o segundo trimestre de 2022 no melhor segundo trimestre de sempre do sector. Relativamente aos valores, assim que for contabilizado o EBIT da CMA CGM irá fazer com que os mesmos ultrapassem os excelentes resultados obtidos no último trimestre do ano passado e o primeiro deste ano. Ainda assim, nem tudo é positivo, já que a consultora antecipa que a rendibilidade do sector poderá baixar no próximo trimestre, devido a uma mudança de circunstâncias.
Este país é 99% oceano e 1% terra. Nova expedição visa revelar os seus mistérios
Pense-se “Maldivas” e as primeiras imagens que vêm à mente de muitos são filas de moradias de luxo sobreaquáticas que saem de longas docas de madeira, ou praias deslumbrantes rodeadas de areias brancas deslumbrantes.
Mas apesar das Maldivas serem um dos lugares mais cobiçados do mundo para férias – para não mencionar serem um destino de sonho para mergulhadores -, os cientistas dizem que ainda há muito a aprender sobre os seus ecossistemas subaquáticos.
Agora, o governo das Maldivas e o instituto de investigação marinha britânico Nekton juntaram-se para desvendar alguns desses mistérios, lançando uma ambiciosa expedição para as águas inexploradas do país.
A Missão Nekton Maldives, inclui equipas de cientistas das Maldivas e do estrangeiro, planeia realizar uma extensa investigação abaixo dos 30 metros utilizando dois submersíveis de alta tecnologia – um dos quais pode ir até aos mil metros de profundidade.
O objectivo é ajudar as Maldivas a gerir o impacto da crise climática global.
“As Maldivas são 99% oceano e apenas 1% terra, assente em média 1,5 metros acima do mar. Como resultado, a nação enfrenta uma ameaça crescente da subida dos mares “, diz uma declaração da Nekton.
“Mas, armado de mais conhecimentos sobre o que as suas águas contêm, o trabalho pode começar a proteger o que aí vive e salvaguardar o ambiente que essas espécies habitam, o que, por sua vez, torna o país mais capaz de resistir melhor às alterações climáticas”.
O instituto diz que 10 cientistas marinhos das Maldivas foram selecionados como os primeiros “aquanautas das Maldivas” a liderar mais de 30 primeiras descidas em submersíveis para explorar as profundezas do país. A primeira descida será liderada por uma equipa só de aquanautas mulheres.
“Estamos a determinar a localização, saúde e resiliência dos nossos recifes de coral, especialmente os ecossistemas mais profundos, sobre os quais sabemos muito pouco, de modo a que os principais habitats possam ser identificados para proteção e gestão”, disse o líder da equipa das Maldivas, Shafiya Naeem, director-geral do Instituto de Investigação Marinha das Maldivas, numa declaração.
“Os recifes que rodeiam os nossos atóis ajudam a reduzir os impactos da subida do nível do mar e o aumento da frequência e intensidade das tempestades, e formam a base das nossas economias, meios de subsistência e sustento”.
"Oceano Azul" espera reunir 5 mil voluntários para limpeza das praias
Arrancou este sábado uma megaoperação para limpar as zonas costeiras do país.
Dezenas de associações e milhares de voluntários juntam-se para apanhar o lixo do mar e das praias.
A fundação “Oceano Azul”, que prepara as acções de recolha de lixo, espera que se juntem cerca de 5 mil voluntários nos próximos oito dias no continente e nas ilhas.
"Expedição à vela" quer fazer "mapa do lixo marinho" em Portugal e Espanha
Uma “expedição à vela” com “carácter científico” vai fazer “o mapa do lixo marinho” das costas de Portugal e Espanha durante os próximos dez meses, numa iniciativa divulgada em San Sebastián, no País Basco espanhol.
A iniciativa “Espanha Azul” tem como protagonista o espanhol Nacho Dean, que já deu a volta ao mundo a pé e uniu os continentes do planeta a nado, em travessias de estreitos e outros pontos, com o objectivo de sensibilizar para as alterações climáticas, documentando os seus impactos nas diversas regiões do globo.
Desta vez, Nacho Dean e uma equipa que integra investigadores na área dos oceanos vão percorrer as costas da Península Ibérica e dos arquipélagos espanhóis das Canárias (no Atlântico) e das Baleares (no Mediterrâneo), para recolher amostras de lixo e poluição e assim construir um “mapa do lixo marinho“, segundo um comunicado divulgado pela iniciativa “Espanha Azul”.
Esta “expedição”, que conta com o apoio da Universidade de Cádiz, do Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha e do Instituto Espanhol de Oceanografia, entre outras entidades, levará dez meses a concluir e recolherá três “amostras” de lixo e poluição em cada uma das regiões espanholas e em Portugal — uma amostra na foz de um rio, outra numa cidade costeira e a terceira numa “zona virgem“.
Em Portugal, esta expedição terá lugar em dezembro deste ano e as amostras serão recolhidas no Porto, na foz do Tejo e no Parque Natural do Sudoeste Alentejano.
O projecto “Espanha Azul” arranca este mês no País Basco Espanhol e vai contornar a costa da Península Ibérica, das Canárias e das Baleares, até terminar na Catalunha.
Serão recolhidas conjuntos de três amostras no País Basco, Cantábria, Astúrias, Galiza, Portugal, Canárias, Andaluzia, Múrcia, Baleares, Comunidade Valenciana e Catalunha.
Entre os objectivos da “Espanha Azul” estão “realizar um relatório que apoie a declaração de 30% destas zonas como Parques Naturais Marinhos e Áreas Marinhas Protegidas” e registar níveis de poluição, percentagens de oxigénio nas águas, perdas de biodiversidade, subida dos níveis do mar ou impactos das construções urbanísticas e do turismo.
Quais os 6 países responsáveis pelo "continente de plástico"?
Os cientistas acabam de descobrir num estudo que 90% dos resíduos do “continente de plástico” do Oceano Pacífico são originários de somente seis países. A maioria destes países são asiáticos. Mais de um quarto dos resíduos é equipamento de pesca.
O “continente de plástico”, também conhecido como o “vórtice dos resíduos do Pacífico Norte”, não pára de aumentar. Localizado entre o Havai e a Califórnia, este sétimo continente de plástico, descoberto em 1997 pelo navegador Charles Moore, ocupa agora 1,6 milhões de quilómetros quadrados (três vezes o tamanho da França continental).
Estes resíduos recolhidos poderiam representar uma massa de mais de 80.000 toneladas. Investigadores do Ocean Cleanup Project e da Universidade de Wageningen nos Países Baixos descobriram recentemente, num estudo, que 90% destes resíduos plásticos provinham de apenas seis países. Então, quem são os responsáveis?
Para encontrar a origem destes resíduos, os investigadores examinaram 6.000 deles dentro do “vórtice”, procurando palavras impressas (para encontrar uma língua reconhecível), símbolos ou logótipos. No entanto, um terço dos resíduos não foi identificado.
O Japão encabeça a lista, sendo responsável por 33,6% dos resíduos identificados. A seguir vem a China (33,3%), seguida da Coreia do Sul (9,9%). Estes três países asiáticos são, portanto, responsáveis por mais de três quartos dos resíduos plásticos analisados e identificados.
Pagos 2 milhões em apoio aos sectores da pesca e aquicultura
O sector das Pescas e da Aquicultura recebeu dois milhões de euros para compensar custos energéticos, depois de liquidada na passada sexta-feira a segunda tranche de pagamentos das candidaturas, anunciou o Governo.
“Foram aprovados 795 pedidos de apoio, o que representa mais de 80% do total de pedidos apresentados, dos quais 754 já foram pagos aos beneficiários, decorrido cerca de um mês e meio após o termo do prazo de submissão de candidaturas”, afirma o executivo, em comunicado divulgado, dando conta de que o apoio ascendeu a 2.069.652 euros.
Ao todo, o valor pago aos operadores económicos do sector da pesca, da aquicultura e da transformação e comercialização de pescado totaliza 4,95 milhões de euros.
Portos do Norte da Europa menos produtivos
A principal razão para a quebra de produtividade terá a ver com as dificuldades dos portos do Norte da Europa em lidar com o aumento do número de contentores baldeados, à medida que as companhias de shipping consolidaram as escalas em função da maior volatilidade da procura.
De acordo com o mais recente Ports & Terminals Insight da Drewry, a duração média das escalas nos principais portos do Norte do Velho Continente aumentou 50% no primeiro trimestre de 2022 face ao período pré-pandemia.
O pico dos atrasos terá acontecido em Fevereiro, quando se registou um tempo médio por escala de 2,3 dias, 58% acima da média de antes da pandemia. Já em Maio, a situação melhorou, em termos relativos, para 37% acima da pré-pandemia.
Ainda de acordo com a Drewry, a maior parte do tempo de escala – cerca de 60% – foi gasto nas operações de carga e descarga, ao passo que a espera para acostar consumiu apenas cerca de 20% do tempo de escala, em média. Uma situação bem diversa daquela que se viveu nos portos da costa oeste da América do Norte, sublinha a consultora.
Curiosamente, o agravamento do tempo de duração das escalas aconteceu num contexto de menos volumes movimentados e menos escalas também. Considerando os portos de Roterdão, Antuérpia, Bremerhaven e Hamburgo, a Drewry estima uma quebra de 3,5% nos volumes e de 15,1% nas escalas no primeiro trimestre de 2022 face ao período homólogo de 2019.
Ao invés, o número de contentores baldeados terá aumentado 14% em média: 20% em Antuérpia, 12% em Bremerhaven. Contas feitas, ambos os portos viram a sua produtividade degradar-se mais de 30%, considerando o número de dias por mil TEU movimentados.
Portos nacionais cresceram 0,8% no trimestre
Desta feita, o Instituto Nacional de Estatística (INE) superou a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) na divulgação dos dados relativos à movimentação de mercadorias nos portos nacionais. E, assim, foi pelo INE que ficou a saber-se que o porto de Lisboa foi o “campeão” dos portos do continente no primeiro trimestre, com um crescimento de 26,4% e um total movimentado de 2,62 milhões de toneladas.
A crescerem estiveram também os portos de Setúbal (+4.,4% para 2,62 milhões de toneladas) e Figueira da Foz (+21,8% e 453 mil toneladas). Isto no Continente, porque nas regiões autónomas todos os portos considerados individualmente experimentaram crescimentos substanciais, em termos percentuais.
Sines manteve a maioria absoluta na movimentação de cargas, com um total de 10,51 milhões de toneladas, que todavia ficou 4,8% abaixo do realizado no primeiro trimestre do ano passado.
Leixões cedeu 3,9% em termos homólogos e quedou-se nos 3,26 milhões de toneladas. E Aveiro, que no ano passado foi fixando sucessivos máximos, desta feita perdeu 7,4% para 1,39 milhões de toneladas.
Comparando com o primeiro trimestre de 2019, imediatamente anterior ao eclodir da pandemia em Portugal, o resultado global acumulado no final de Março representou uma quebra de 5,5%.
Entre os portos principais, Lisboa, de novo, fez o melhor resultado, com um crescimento de 6,7%, enquanto Leixões foi o mais castigado, com uma perda de 23,9%. O porto de Sines reduziu os volumes em 2,9%, Aveiro cresceu 5,6% e Setúbal recuou 20,2%.
O maior crescimento percentual, face ao primeiro trimestre de 2019, alcançou-o porto da Figueira da Foz (+12,8%).
Aos 83 anos, Horie é a pessoa mais velha a atravessar sozinha o Oceano Pacífico
Aos 83 anos, Kenichi Horie tornou-se a pessoa mais velha do mundo a completar uma viagem a solo e sem escalas pelo oceano Pacífico, depois de cruzar o Estreito de Kii, na costa oeste do Japão no sábado, regressando a casa após 69 dias de navegação desde São Francisco, nos EUA.
No domingo, depois de passar a noite no seu Suntory Mermaid III, um veleiro com seis metros de comprimento, Horie foi rebocado até ao porto de Shin Nishinomoiya, tendo sido recebido em festa pelos habitantes locais e apoiantes da epopeia, conta a Associated Press.
Na cidade norte-americana, antes de embarcar na travessia transpacífica, reforçou a caixa de medicamentos, recordava aos jornalistas para sublinhar que, durante mais de dois meses sozinho no mar, apenas usou gotas para os olhos e pensos rápidos. “Isso mostra como sou saudável”, apontou o japonês de 83 anos. “Ainda estou a meio da minha juventude”. Diz ter “queimado todo o corpo e alma” na viagem, mas “vai continuar o trabalho”.
Durante a tarde de domingo, numa conferência de imprensa, Kenichi Horie confessava que tornar-se a pessoa mais velha a atravessar sozinha o oceano Pacífico era um sonho tornado realidade. “Foi a minha grande alegria ter sido capaz de traçar um desafio como um objectivo real e alcançá-lo em segurança, em vez de apenas agarrar-me a ele como um sonho”, afirmava. “Quero desafiar-me enquanto viver.”
Em 1962, Horie tornou-se a primeira pessoa no mundo a completar com sucesso uma viagem a solo e sem paragens através do Pacífico, desde o Japão até São Francisco. Sessenta anos depois, percorreu agora o mesmo trajecto em sentido contrário. Não foram as únicas aventuras sozinho pelo mar: em 1974, velejou à volta do mundo; e em 2008 foi do Havai ao Estreito de Kii, sem escalas, num barco movido pela força das ondas. “Imagino que a minha próxima viagem vá ser ainda mais divertida.”
Mercúrio já chegou aos lugares mais profundos do Oceano
O mercúrio pode ser expelido para a atmosfera através de erupções vulcânicas e dos incêndios, mas também através da actividade humana, com a queima de petróleo e a indevida deposição de resíduos que contenham mercúrio.
Foram encontrados vestígios de mercúrio nos dois locais mais profundos do oceano, a cerca de 10 mil metros de profundidade, na Fossa das Marianas e na Fossa de Kermadec. As duas equipas de cientistas, da Universidade de Tianjin (China) e da Universidade do Michigan (EUA), encontraram vestígios em espécies de peixes e crustáceos. Os cientistas acreditam que a origem está na atmosfera, e que chegou ao oceano através da chuva.
Anteriormente pensava-se que o mercúrio atingia apenas as espécies a superfícies mais altas do oceano, mas após esta investigação, descobriu-se que afecta igualmente as camadas mais profundas do oceano.
Joel Blum, da Universidade de Michigan, explica no Jornal Independent “Este trabalho mostra que o mercúrio libertado pelo homem conseguiu entrar nas cadeias alimentares dos ecossistemas marinhos mais remotos do planeta”. Isto porque, os peixes vão se alimentando de outros peixes mais pequenos, e basta algum ter mercúrio no seu organismo para afectar todo um conjunto de espécies.
“Os efeitos desta deposição espalharam-se pelo oceano, pelo fundo do mar e pelos animais que ali vivem, o que é mais um indicador do profundo impacto das actividades humanas no planeta”, explica Ken Rubin, Professor na Universidade do Havaí.





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