Apreendidos e devolvidos ao mar 593 kgs de bivalves em Caminha

Os elementos do Comando-local da Polícia Marítima de Caminha realizaram na manhã de ontem uma acção de fiscalização direccionada à actividade de pesca na orla marítima, tendo apreendido 593kg de mexilhão na praia do Moledo, em Caminha.

Em comunicado, a Autoridade Marítima Nacional (AMN) revela que “durante esta acção foram detectados dois indivíduos, de nacionalidade espanhola, que tinham em sua posse 593 quilos de mexilhão subdimensionado e sem licença para a captura”.

Por isso, “os elementos da Polícia Marítima elaboraram o respectivo auto de notícia e apreenderam, como medida cautelar, o material de captura utilizado, bem como os 593kg de mexilhão que, por se encontrar vivo, foi devolvido ao seu habitat natural”.

Nesta acção estiveram envolvidos três elementos do Comando-local da Polícia Marítima de Caminha, apoiados por duas viaturas, afirma a AMN.

Torres Vedras com Centro para a Sustentabilidade do Mar e Zonas Costeiras

Foi inaugurado na passada quarta-feira, dia 1 de fevereiro, pela Câmara Municipal de Torres Vedras inaugurou o Centro para a Sustentabilidade do Mar e Zonas Costeiras no antigo posto da guarda-fiscal de Porto Novo.

O Centro “tem como objectivo a divulgação e difusão do conhecimento e da investigação nos domínios do mar e das zonas costeiras”.

O centro vai assentar toda a sua actividade na capacitação dos estudantes para os conceitos mais recentes e as estratégias, técnicas e métodos mais inovadores de literacia oceânica e costeira; na promoção da investigação nos domínios do mar e das zonas costeiras através do acolhimento de estudantes de mestrado e doutoramento; no acolhimento de acções de educação-acção e de programas de sensibilização e educação cívica e ecológica nas áreas temáticas da conservação da biodiversidade e dos ecossistemas costeiros, assim como do património e da cultura marítima.

A autarquia pretende transformar este centro num “polo de literacia oceânica e costeira”, sendo a coordenação científica e técnica da responsabilidade da Universidade Nova de Lisboa, através da Faculdade de Ciências e Tecnologia, nomeadamente para as ações de formação e de investigação nos domínios do mar e das zonas costeiras.

O centro de investigação de suporte é o ARNET/ MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente.

Outro dos eixos passa também por partilhar conhecimento relativo à valorização e conservação dos recursos costeiros e ao património natural e cultural do litoral do concelho.

A intervenção custou 216 mil euros, dos quais 170 mil euros foram financiados pelo Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e da Pesca, através de uma candidatura apresentada pelo Grupo de Ação Local ecoMar.

João Neves é o novo líder do Porto de Leixões?

De acordo com o jornal ECO, João Neves, actual presidente executivo da Águas do Alto Minho (AdAM), foi o escolhido pelo Ministro das Infraestruturas, João Galamba para ocupar a presidência da APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo. 

O cargo de presidente do conselho de adminitração está livre desde o início deste ano – foi ocupado nas últimas semanas, de forma interina, por Cláudia Soutinho –, quando terminou o mandato de Nuno Araújo. 

O ex-chefe de gabinete que Pedro Nuno Santos nomeou para a APDL é o novo director-geral da Aethel Mining, concessionária das minas de ferro de Torre de Moncorvo.

João Neves é Engenheiro civil especializado no ramo hidráulico, e assim sendo, irá regressar, a uma empresa pública onde passou grande parte da carreira, entre 1999 e maio de 2013, tendo desempenhado funções de chefe de divisão de obras. 

GreenPort Congress & Cruise em Lisboa

O Porto de Lisboa recebe o evento internacional GreenPort Congress & Cruise, nos dias 18, 19 e 20 de outubro, aceitando o desafio lançado pela Mercator Media Ltd e ESPO (European Sea Ports Organisation). 
Para o presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa, Carlos Correia, “acolher o GreenPort Congress & Cruise em Lisboa é uma oportunidade única de olhar o futuro dos portos e do shipping em matéria de sustentabilidade e inovação, reunindo players internacionais para discutir e partilhar boas práticas em áreas emergentes e mostrar a experiência nacional na transição para um ecossistema portuário mais verde, digitalizado e descarbonizado”. 
Esta é uma conferência internacional dedicada à sustentabilidade e inovação, que vai cobrir várias temáticas, incluindo as Alterações Climáticas, o Green Bunkering, os recursos renováveis Offshore, a Eficiência Energética, a Gestão de Resíduos e a Economia Circular. Terá ainda lugar na agenda para tópicos como os Portos Neutros em Carbono, o Crescimento Azul, a Digitalização e a Inovação, além de Desenvolvimento das Infraestruturas, abrangendo os segmentos de carga e cruzeiros. 
O GreenPort Congress & Cruise tem como objectivo impulsionar os portos e terminais a reduzirem a sua pegada de carbono, reforçando o compromisso no combate às alterações climáticas e investindo na transição energética e digital, fatores fulcrais para o seu sucesso no futuro. 

Porto de Setúbal requalifica defensas no Terminal Ro Ro

 

A Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra concluiu a Empreitada de Requalificação Parcial de Defensas no Terminal Ro Ro, uma intervenção iniciada em novembro, e que se traduz num investimento de 129 mil euros, com o objectivo de melhorar os níveis de segurança e a operacionalidade daquela
infraestrutura, bem como conferir uma protecção eficaz às manobras dos navios, em quaisquer condições meteorológicas e de mar.
O Terminal Ro-Ro é uma das principais infraestruturas portuárias do Porto de Setúbal e: actualmente movimenta cerca de 90% do total de viaturas novas transportadas de e para o país, por via marítima e é a mais importante plataforma portuária de exportação das viaturas produzidas pela fábrica da Volkswagen
Autoeuropa, com uma quota de cerca de 70% do total. Por ano, o total de viaturas movimentadas no Terminal Ro-ro atinge cerca de 300 mil unidades.

MSC anuncia novo serviço de contentores na Europa

A MSC decidiu iniciar um novo serviço feeder semanal conectando Irlanda, França e Bélgica, a partir do final de fevereiro.

O serviço conectará Dublin e Cork, na Irlanda, a dois importantes centros de transbordo no noroeste da Europa, Antuérpia, na Bélgica, e Le Havre, na França.

A primeira escala directa para Dublin será no dia 28 de fevereiro e depois para Cork no dia 3 de março com o boxship de 1.726 TEU Carla-Liv.

A rotação será Antuérpia – Dublin – Cork – Le Havre – Antuérpia.

A MSC disse que oferecerá tempos de trânsito competitivos e flexibilidade a seus clientes por meio de seu novo produto.

Embaixadores da América Latina de olhos em Sines

 No dia 1 de Fevereiro, o Porto de Sines recebeu a visita de delegações diplomáticas das Embaixadas da América Latina em Portugal, numa iniciativa da Casa da América Latina, que contou com a presença do Secretário de Estado da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz, e da Secretária de Estado das Pescas, Teresa Coelho.

A delegação foi recebida pelo Conselho de Administração da APS- Administração dos Portos de Sines e do Algarve, SA, tendo ainda estado presente na sessão a aicep global Parques, Câmara Municipal de Sines e Portsines, concessionária do Terminal Multiusos de Sines, infraestrutura que oferece um elevado potencial para o desenvolvimento do agronegócio, com os países daquela região do globo.

A delegação teve ainda oportunidade de visitar o Centro de Informação e Inovação, onde foi dado especial enfoque à JUL – Janela Única Logística, bem como os terminais multiusos e de contentores, fulcrais no relacionamento do Porto de Sines com os portos da América Latina, um mercado estratégico no reforço do posicionamento de sines enquanto hub da fachada Ibero-Atlântica.

CMA CGM encomenda 12 porta-contentores movidos a metanol

Uma dúzia de porta-contentores movidos a metanol com capacidade para 13.000 TEUs foram encomendados à Hyundai Samho Heavy Industries recentemente. A holding empresa, a Korea Shipbuilding & Offshore Engineering, afirmou num comunicado que um “cliente europeu” encomendou as novas construções para entrega até dezembro de 2026. Fontes da indústria indicam que a CMA CGM é o cliente. O valor total do contrato é estimado eme2,05 bilhões de dólares.

A última carteira de encomendas da CMA CGM elevaria o portfolio para 101 navios, para mais de 972.000 TEUs, ultrapassando a do grupo Cosco (incluindo a OOCL) e colocando-a logo atrás da carteira de encomendas do armador líder de mercado, a MSC, com mais de 1,8 milhão TEUs.

As novas construções são o segundo conjunto de navios movidos a metanol que a CMA CGM encomendou, aumentando o número total de tais navios na carteira de pedidos da transportadora francesa para 18.

Em agosto passado, a CMA CGM encomendou seis navios movidos a metanol de 15.000 TEUs na construção naval de Dalian, na China, para entrega durante o segundo semestre de 2025. A CMA CGM acredita que não há um único combustível que possa atingir a meta da indústria de alcançar carbono zero em 2050, e que todos os elegíveis devem ser explorados.

A CMA CGM já possui 31 navios com metano na sua frota e pretende ter 77 até o final de 2026.

Em setembro, a CMA CGM lançou um fundo de 1,5 bilhão de dólares para acelerar o seu movimento em direcção à descarbonização, investindo na produção industrial de novos combustíveis e soluções de transporte de baixa emissão nos negócios do grupo, que incluem serviços de frete marítimo, terrestre e aéreo.

O número IMO é importante para as embarcações?

O Número de Identificação de Navio da IMO é um número único de sete dígitos que permanece inalterado durante a vida útil de uma embarcação e está vinculado ao seu casco, independentemente de quaisquer alterações de nomes, bandeiras ou proprietários.

De facto, o número IMO é um número único de sete dígitos que é atribuído a navios mercantes de alto mar com propulsão de 100 GT e acima após o batimento da quilha, com excepção de navios sem meios mecânicos de propulsão; iates de recreio; navios contratados em serviço especial, como navios-farol; barcaças; veículos com almofada de ar; docas flutuantes e estruturas classificadas de forma semelhante; navios de guerra, navios de tropas, bem como navios de madeira.

O número IMO é um pré-requisito obrigatório para navegar de acordo com o regulamento SOLAS XI/3, adoptado em 1994; na verdade, foram acordados critérios específicos para navios de passageiros com arqueação bruta igual ou superior a 100 e todos os navios de carga com arqueação bruta igual ou superior a 300. Além disso, os registros baseados no número IMO também exigem uma trilha de auditoria independente para cada embarcação.

O esquema foi aplicado a embarcações de pesca em 2013, e os critérios de elegibilidade foram alterados em 2016 para abranger embarcações menores e sem casco de aço. Em particular, o número IMO é atribuído à porção total do casco que envolve o espaço de máquinas e pode desempenhar o fator determinante, caso sejam adicionadas secções adicionais.

Para embarcações novas, o número IMO é atribuído a um casco durante a construção, geralmente após o assentamento da quilha. O regulamento SOLAS XI-1/3 exige que os números de identificação dos navios sejam marcados permanentemente num local visível no casco ou na superestrutura do navio. Os navios de passageiros devem levar a marcação numa superfície horizontal visível do ar e as embarcações também devem ser marcadas com os seus números de identificação internamente.

Este número permanece inalterado e nunca é reatribuído independentemente de quaisquer alterações relativas ao proprietário do navio, país de registo, nome ou transferência para outras bandeiras e deve ser inserido nos certificados do navio. Também é importante observar que esse número é separado e diferente do número oficial emitido pela administração da bandeira da embarcação, que é usado apenas internamente e não pode substituir o número IMO.

A IMO observa que o esquema de número de identificação de navio da IMO, que foi introduzido em 1987 por meio da adoção da resolução A.600(15), pode atuar como uma medida destinada a aumentar a “segurança marítima e prevenção da poluição e facilitar a prevenção de fraudes marítimas. ” Visa atribuir um número permanente a cada navio para fins de identificação.

Os números IMO podem ser uma ferramenta essencial no transporte marítimo porque ajudam a melhorar o monitoramento, controle, vigilância e fiscalização das operações, pois permitem que os Estados de bandeira gerenciem com precisão as embarcações sob sua autoridade; fornecer informações às autoridades nacionais para ajudá-las a policiar suas águas de forma mais eficaz; trazer clareza e consistência aos registros legais; e ajudar os governos a determinar se os navios estão autorizados a estar em suas águas.

Resumindo,  ter um número IMO é um pré-requisito para a venda e pode ser a melhor maneira de rastrear e localizar o histórico de uma embarcação, pois cada número é único e é a única identificação que permanece com uma embarcação de estaleiro em ferro-velho, independentemente de todas as outras modificações. De facto, o número IMO é reconhecido pela maioria dos governos e organizações regionais de pesca e é considerado o melhor sistema de identificação global disponível para navios.

YILPORT Leixões é o 1° porto português a obter a ISO 28000

A YILPORT Leixões tornou-se no primeiro porto português a receber a ISO 28000 Certificação (Sistema de Gestão de Segurança da Cadeia de Suprimentos). 

Este certificado comprova que o Porto de Leixões sempre visa a satisfação do cliente, continua a reforçar a sua imagem corporativa, monitora constantemente as mudanças mercados, e se compromete com seus clientes em termos de qualidade e segurança em suas operações. O principal objetivo da implementação da ISO 28000 Certificado é garantir, implementar e melhorar o aplicação de questões de segurança e proteção no operações realizadas. Além disso, melhorando a segurança condições na cadeia de abastecimento, garantindo a aquisição de as habilidades necessárias para o desempenho a ser realizado nas operações e no cumprimento dos políticas de segurança, e mostrando a adequação do porto a terceiros partes torna-se possível com o Certificado ISO 28000. 
Com este certificado, que permite o reconhecimento de gerenciamento da cadeia de suprimentos, os níveis de risco das pessoas, instalações e produtos são reduzidos, um padrão é estabelecido para todos os processos de negócios, e questões de qualidade e segurança são beneficiadas no operações realizadas no Porto de Leixões.