Economia do mar é oportunidade para afirmação do Politécnico de Viana

O secretário de Estado do Mar e ex-presidente da Câmara de Viana, José Maria Costa, marcou presença na “Conferência Mar: Energia e Sustentabilidade”, que decorreu na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESTG-IPVC). A iniciativa inseriu-se no ciclo de conferências “Water Design Views | Blue Design Alliance”, copromovida pelo IPVC e por outras instituições de Ensino Superior, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

“O IPVC tem de estar atento e acompanhar toda a dinâmica em torno da economia do mar, de forma a ser uma mais-valia para a sua implementação e consolidação no concelho e na região, mas também para nos diferenciarmos e afirmarmos enquanto instituição de Ensino Superior”. Esta foi a principal ideia defendida pelo presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Carlos Rodrigues, na “Conferência Mar: Energia e Sustentabilidade”, que decorreu na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do Politécnico de Viana do Castelo (ESTG-IPVC).

Os contributos e a afirmação do IPVC poderão ser feitos em áreas tão preponderantes para a economia, como a investigação, a transferência de tecnologia, a recolha e tratamento de dados, a biotecnologia e a área alimentar. São áreas, acrescentou Carlos Rodrigues, às quais “o Politécnico de Viana do Castelo quer dar resposta”.

Greves nos portos: APAT apela a entendimento

Relativamente à greve dos trabalhadores das administrações portuária, a APAT (Associação dos Transitários de Portugal) apelou a que se chegue a um entendimento o mais rapidamente possível, “pois para além dos prejuízos causados diretamente às nossas empresas e às pessoas, causa igualmente prejuízos à imagem de Portugal e dos Portos Portugueses”.

“Ainda que não seja possível afirmar com elevado grau de certeza, estimamos que uma greve com estas características e dimensão poderá ter um impacto no comercio internacional de cerca de 100 a 150M euros/dia no país”, comenta a associação. “Depois de acontecimentos demasiadamente penalizantes para todos, desde a Covid-19, a guerra, a inflação e o preço da energia, entendemos que não deveremos ser a adição para eventuais crises sociais, causadas por falta de produtos de primeira necessidade e ainda mais razões para mais subidas de preços”.

A APAT lembra que: “Oportunamente percebemos que cadeias logísticas bem oleadas e agilizadas são fundamentais para crescimento, sustentabilidade ambiental, social e económica, e se somos todos parte da cadeia logística, todos devemos ter o entendimento necessário da importância que temos no processo e todos temos de ter um posicionamento mais conciliador. Se o direito à Greve é um direito dos trabalhadores e que compreendemos, também entendemos que temos o direito de apelar ao bom senso de todos os intervenientes neste processo, desde os trabalhadores, das administrações portuárias e da tutela.”

Greve nos portos desconvocada após reunião com João Galamba

Depois da reunião com o novo ministro das Infraestruturas, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações Portuárias decidiu desconvocar a greve iniciada a 22 de dezembro e que abrangia as várias infraestruturas do continente, Madeira e Açores, confirmou o líder sindical, Serafim Gomes.

“Desconvocámos a greve. Decidimos dar um voto de confiança às intenções que o senhor ministro nos apresentou de valorizar os portos. Achámos que era uma atitude responsável, até porque [João Galamba] está há pouco no cargo. Pediu-nos tempo, até três meses, para avançar com as ideias que tem para os portos”, resumiu.

Após cinco dias em dezembro, estava prevista a paralisação todas as segundas e sextas-feiras até ao final do mês de janeiro, levando as fábricas portuguesas a temer atrasos nas encomendas e subidas nos custos de produção. Esta greve estava concentrada sobretudo nos trabalhadores marítimos, que movimentam as lanchas de pilotos e os rebocadores, mas bloqueava as restantes operações portuárias.

Na lista de reivindicações do SNTAP, que por “uma questão de independência não está, nunca esteve e nunca estará” filiado na CGTP ou na UGT, destacava-se, além da resolução de problemas distintos nos diversos portos, uma actualização da tabela salarial de 8% para os trabalhadores das administrações portuárias.

Questionado sobre se, na reunião da passada segunda-feira, Galamba deixou alguma promessa em termos de valorização salarial, Serafim Gomes respondeu que “o compromisso é que vai avançar com um processo mais geral de desenvolvimento dos portos e, nesse contexto, rever as matérias das condições dos trabalhadores”. “Se houver desenvolvimento dos portos, é melhor para os trabalhadores”, acrescentou.

Greve nos portos ameaça abastecimento de bens essenciais

A greve nos portos portugueses está a ameaçar o abastecimento de bens essenciais e a paralisar importação e exportação. Os alertas são dos empresários, que esta quinta-feira denunciam uma “sangria económica” e pedem ao Govero uma resolução urgente.

Em causa está a paralisação de vários dias, convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações Portuárias na semana passada, que se prolonga até 30 de janeiro em vários portos do país.

A Associação Empresarial de Portugal enviou ao Governo, juntamente com outras seis entidades, uma carta onde alerta para os prejuízos que esta greve está a provocar nas empresas e na economia.

Já os trabalhadores, operadores e clientes do Porto de Leixões avisam que as importações e exportações estão já a sofrer bloqueios.

“Os utilizadores dos portos nacionais com maior capacidade já estão a desviar carga para Espanha e para outros portos internacionais”, mas a maioria dos operadores económicos não tem essa possibilidade, por isso estão “neste momento paralisados”, indicam.

O Porto de Leixões, devido às suas características físicas, será um dos piores casos: está em “encerramento total”, sem entrada nem saída de navios.

A situação é confirmada pelo presidente da AEP, Luís Miguel Ribeiro.

“O que está a acontecer é que os navios não estão a carregar nem a descarregar. Alguma desta carga está a ser desviada para Espanha, temos dezenas de navios ao largo em Leixões e nos outros portos do país. No caso de Leixões ainda é mais grave, porque, devido às suas características físicas isto dita o encerramento total do porto, não há entrada nem saída de navios.”

Garrafa com mensagem dá à costa em Tróia. Foi lançada ao mar em 2020, nos EUA

Vivia-se o ano de 2020 quando um grupo de oito alunos da Escola Ocracoke, Carolina do Norte, nos Estados Unidos da América, estava a terminar o secundário. Para eternizar o momento, Charles Temple, o professor de inglês, sugeriu lançar ao mar uma garrafa com uma mensagem.

Esta já é uma tradição que se repete há cinco anos com os alunos finalistas desta escola norte-americana. Fazem um passeio de barco e, depois, atiram as garrafas para a corrente do Golfo, no Atlântico, para que façam uma viagem pelo oceano, até chegarem a terra, segundo o “The Portugal News”. Tinham esperança que alguém as encontrasse, mas nunca aconteceu. Até agora.

O professor de inglês disse que nunca tinha recebido notícias de nenhuma das garrafas ter sido encontrada, até que Elena Bretan marcou a escola numa publicação no Facebook, onde revelou que uma das garrafas deu à costa numa praia em Tróia no dia 17 de dezembro, dois anos após ter sido lançada ao mar e a mais de seis mil quilómetros de distância.

Bretan publicou a descoberta nas redes sociais com a fotografia dos oito alunos e uma nota com a data e hora: 14 de junho de 2020, 17 horas locais. O professor de inglês já reagiu e esclareceu que a garrafa encontrada pertencia ao aluno Alan Doshier: “Este é o Alan. Ele é muito trabalhador e muito bom rapaz”, lê-se num dos cantos da folha com uma seta a apontar para o estudante.

Atualmente, Alan trabalha num barco de pesca nas Bahamas e é possível que ainda não saiba que a sua garrafa tenha sido encontrada.

Novo ferry elétrico para a ria de Aveiro quase pronto a navegar

Com 50 metros de comprimento e 8 metros de largura, o ferry 100% elétrico que está a ser construído no Seixal, já está “na recta final”. Aveiro vai ter já em 2023 um ferryboat novinho em folha e movido a energia elétrica, não poluente, a circular na ria que banha a cidade, para transportar carros e pessoas entre São Jacinto e o Forte da Barra. “Já está no final da construção e começa a navegar no primeiro trimestre do próximo ano”, garantiu a administradora do Grupo ETE, Andreia Ventura, na conferência “Transformação energética”.

Porto de Sines recebe Fórum Portugal Export

O Porto de Sines recebeu a sessão inaugural do Fórum Portugal Export, um evento organizado pelo Brasil Export que reuniu os líderes dos sectores da logística e infraestruturas de transportes de Portugal e Brasil.

Este encontro no Porto de Sines contou com a presença de Mário Povia, Secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, e do Secretário de Estado das Infraestruturas do Governo Português, Hugo Santos Mendes, que encerrou a sessão da manhã com um discurso por meios telemáticos, saudando a iniciativa e evidenciando os “laços históricos, culturais, de identidade, tradições” partilhados entre Portugal e o Brasil, relacionamento este que tem no setor portuário “um exemplo paradigmático”. Hugo Mendes destacou ainda a importância desta iniciativa para a criação de “sinergias que reforcem o papel de Portugal como porta de entrada privilegiada das exportações brasileiras na Europa”.

Acompanhados por representantes das Concessionárias do Terminal Multiusos (PortSines) e do Terminal de Contentores (PSA Sines), a comitiva teve ainda a oportunidade de visitar os terminais e, in loco, visualizar os projectos e obras de expansão que estão a decorrer e os que estão em vista num futuro próximo.

A sessão contou ainda com a assinatura de um protocolo de cooperação entre a Associação dos Portos de Portugal (APP) e a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (ABEPH), cujo âmbito se foca no reforço do relacionamento institucional e comercial, no seio dos portos da Lusofonia.O Brasil Export é um Fórum permanente, multissetorial, agregador e organiza dinâmicas para promoção do diálogo entre os diferentes agentes envolvidos com as operações portuárias, de logística e infraestruturas.

Portugal e Países Baixos querem cooperação entre Portos de Sines/Roterdão

Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e dos Países Baixos concordaram hoje na realização de uma conferência entre os portos de Sines e de Roterdão sobre a forma como podem enfrentar novos desafios energéticos.

A questão da energia, com as dificuldades que os países europeus enfrentam neste campo, devido à guerra desencadeada pela Rússia na Ucrânia, e a desejada transição para energias mais limpas, ocupou boa parte de uma reunião em Lisboa de João Gomes Cravinho e Wopke Hoekstra.

Na conferência de imprensa final, o ministro português disse que tinha acolhido uma proposta apresentada pelo seu homólogo dos Países Baixos para a realização de uma conferência entre os portos dos dois países “sobre a forma como podem enfrentar novos desafios energéticos”.

“Dedicámos algum tempo a discutir o que mais podemos fazer em termos de energia, nomeadamente novas energias, hidrogénio (…) e analisámos os papéis dos nossos portos, em particular os de Sines e Roterdão”, declarou Gomes Cravinho, anunciando de seguida que considerou “excelente” a proposta holandesa.

O ministro holandês, por seu turno, afirmou que “há espaço” para os dois portos “fazerem mais em conjunto” em termos de fornecer energia aos respetivos países mas também “mais amplamente na transição energética e nas relações comerciais”.

“Naturalmente, cabe aos responsáveis dos nossos portos, de outros ministérios e empresários fazê-lo connosco e explorar quais são realmente as oportunidades”, salvaguardou Wopke Hoekstra.

Portugal deseja ECA na costa atlântica

Portugal irá efectuar uma proposta para a criação de uma ECA (Área de Controlo de Emissões) na costa atlântica, no âmbito da descarbonização do transporte marítimo.

A intenção de promover uma ECA na costa atlântica é um dos compromissos assumidos por Portugal, no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP27), a decorrer no Egipto. Ontem, foi anunciada a adesão à iniciativa internacional Green Shipping Challenge.

Actualmente, no espaço europeu há já duas ECA designadas pela IMO, no Mar Báltico e no Mar do Norte. E espera-se para Dezembro a aprovação da criação da uma terceira, abrangendo o Mediterrâneo. A ser assim, a costa portuguesa constituirá um hiato nas costas da União Europeia, no que à limitação das emissões poluentes dos navios.

A promoção da utilização de biocombusíveis nos rebocadores dos portos de Leixões e Aveiro é outro dos compromissos assumidos por Portugal no âmbito da descarbonização do shipping.

Boia Portuguesa U SAFE reconhecida em prémio internacional de inovação

A bóia controlada de forma remota U SAFE, inventada pelo empresário Jorge Noras, desenvolvida e fabricada em Portugal, concorreu a um prémio internacional e foi distinguida, em Nova Iorque, pelo júri dos CES Innovation Awards 2023, evento mundial de inovação tecnológica, que vai realizar-se entre 5 e 8 de janeiro, em Las Vegas. Durante este período, o equipamento inovador vai estar em exibição no Booth 9863, Hall Robotics.

Depois de ser reconhecida como “o melhor produto na Indústria Naval Mundial”, a boia controlada remotamente e que salva vidas no mar foi distinguida entre mais de 2.100 candidaturas a estes prémios internacionais de inovação.
“Após sermos reconhecidos em 2019 como o melhor produto na Indústria Naval Mundial, é uma grande honra e um marco muito importante para a U SAFE sermos agora considerados como um dos melhores Produtos Tecnológicos para a Segurança Humana”, afirmou, em comunicado, Jorge Noras, CEO e Fundador da Noras Performance.
O equipamento de resgate controlado remotamente made in Portugal foi distinguido na categoria de “Segurança Humana”. O Programa de Prémios de Inovação CES é produzido pela Consumer Technology Association (CTA) e é um concurso que acontece todos os anos, destacando o que de melhor se faz no mundo ao nível do design de excelência e engenharia em 28 categorias de produtos de tecnologia de consumo.