ONE vê o lucro do 3° trimestre cair com a queda da taxa spot de contentores

A ONE reportou um lucro líquido no terceiro trimestre 2022 de 2,77 bilhões de dólares, queda de 50% em relação ao lucro recorde de 5,52 bilhões registrado no segundo trimestre do ano fiscal de 2022 e queda de 43% no mesmo trimestre do ano fiscal de 2021.

A linha de contentores da joint venture japonesa disse que houve uma “deterioração significativa” nos resultados devido à rápida redução no mercado de frete de curto prazo.

De acordo com o Índice Mundial de Contêineres da Drewry, as taxas spot de frete de contentores foram 78% menores na semana de 26 de janeiro de 2023 em comparação com o mesmo período do ano anterior. O transporte de contentores foi atingido pelas “forças gémeas” da procura reduzida e do aumento da oferta de embarcações no mercado. 

“A demanda de carga diminuiu especialmente nos tráfegos leste-oeste, principalmente devido ao aumento dos stocks na América do Norte, que ficou mais claro em julho-agosto, e uma queda no consumo na Europa devido ao aumento progressivo da inflação”, disse a ONE. 

Em outubro e novembro de 2022, a ONE disse que os movimentos de carga da Ásia – América do Norte caíram 19% ano a ano devido à queda nas importações dos EUA e 26% ano a ano no mesmo período de dois meses no comércio Ásia – Europa uma vez que o consumo diminuiu devido aos elevados preços da energia e à inflação. 

“Do lado da oferta, o congestionamento portuário global melhorou, resultando em um aumento na oferta de tonelagem”, afirmou a empresa.

Empresas preveem aumentar exportações em 1,1% este ano

As empresas perspectivam aumentar em 1,1% as exportações de bens este ano, face a 2022, sobretudo devido ao acréscimo das vendas para os mercados da União Europeia, segundo um inquérito divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“As empresas perspectivam um acréscimo nominal de 1,1% nas suas exportações de bens em 2023, face ao ano anterior”, refere o INE, precisando que, “de acordo com as expectativas das empresas, este aumento é sustentado na previsão de acréscimo das exportações para os mercados intra-UE (+1,7%), dado que preveem uma diminuição de 0,3% para os países extra-UE”.

Por Grandes Categorias Económicas (CGCE), destacam-se as ‘máquinas, outros bens de capital (excepto o material de transporte) e seus acessórios’, com o maior acréscimo esperado das exportações em 2023 (+8,2%), e os ‘fornecimentos industriais não especificados noutra categoria’, com um decréscimo previsto de 1,1%.

Realizado em dezembro passado pelo INE, o ‘Inquérito sobre Perspetivas de Exportação de Bens (IPEB)’ é uma primeira previsão das empresas para a evolução esperada das suas exportações de bens em 2023.

Em maio será realizada uma nova edição deste inquérito para actualização das perspectivas das empresas relativas à exportação de bens para 2023, que corresponderá à segunda previsão para este ano e será divulgada a 28 de julho.

De acordo com o instituto estatístico, as expectativas das empresas para a evolução das suas exportações de bens em 2023 “diferem nos vários sectores de actividade, verificando-se, em alguns casos, aumentos esperados em resultado de acréscimos de preços e, noutros, a redução decorrente da previsão de contração da procura e de paragens programadas ou descontinuidade de linhas de produção, em resposta às condições de mercado, às disrupções nas cadeias de valor global e aos aumentos nos custos dos fatores de produção”.

“A incerteza quanto à evolução dos preços é apontada pelas empresas como um factor que influencia de forma significativa as suas previsões de exportação de bens para 2023”, destaca.

Incêndio no porto de Iskenderun – Turquia extinto após 2 dias.

O incêndio devastador no Porto de Iskenderun foi finalmente extinto, anunciou o Ministério da Defesa da Turquia. É a segunda vez que o ministério informa que o incêndio foi apagado; após o anúncio anterior, o incêndio recomeçou em grande escala e os bombeiros conseguiram contê-lo mais tarde. 

O terminal de contentores de Iskenderun ainda está fechado devido a “danos estruturais graves”, que forçaram a instalação a interromper todas as operações. O terremoto de magnitude 7,8 que atingiu o sul da Turquia na segunda-feira teve um impacto significativo no porto, derrubando pilhas de contentores e rachando o pavimento. O dano físico é grave o suficiente para que as linhas de contentores estejam desviando os navios para outros portos, como o de Mersin. 

O terramoto  também provocou um incêndio no centro da área de armazenamento de contentores do terminal. A guarda costeira da Turquia enviou uma embarcação para aplicar água no cais, e a força aérea e o exército turcos enviaram aeronaves para jogar retardante de fogo no incêndio. O fogo se espalhou apesar desses esforços, mas foi finalmente contido.

"Portugal Blue Digital Hub" recebe Selo de Excelência da Comissão Europeia.

O Portugal Blue Digital Hub – PBDH é um dos 11 Polos de Inovação Digital que constituem a Rede Nacional de Digital Innovation Hubs, conforme despacho do Gabinete do Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, publicado no dia 25 de junho de 2021. O Polo é coordenado pela Fórum Oceano, entidade responsável pela gestão do Cluster do Mar Português. 

O Portugal Blue Digital Hub tem como objetivo catalisar a transformação digital do Cluster do Mar Português, estimulando o empreendedorismo e a atração de investimento estrangeiro para o sector, assim como a qualificação e a formação em competências digitais, com especial foco no desenvolvimento de serviços baseados em inteligência artificial. Em simultâneo, o Polo também se focará na promoção da digitalização do setor público na área do Mar.
Após avaliação por um painel internacional de peritos independentes, a proposta de projeto do PBDH foi reconhecida pela sua “elevada qualidade num processo de avaliação altamente competitivo”.
O PBDH é um polo de inovação para
todos os sectores da economia azul – desde uma empresa de pesca, de transformação de pescado, de turismo ou de shipping. O tecido empresarial azul português terá à disposição um conjunto de serviços que possibilitarão:
. Às PME implementar a transformação digital dos seus processos produtivos;
. Criar novos modelos de negócio monetizando o mar com base na descarbonização e circularidade dos processos;
. Financiar startups digitais da economia azul
sustentável;
. Criar novos serviços e infraestruturas para os negócios digitais da economia digital;
. Catalisar a criação de uma fileira industrial da
economia azul digital em Portugal.
O Selo de Excelência atribuído ao PBDH 
é um selo de qualidade atribuído pela Comissão a propostas que foram avaliadas num convite à apresentação de propostas ao abrigo de um instrumento da União e consideradas conformes com os requisitos de qualidade desse instrumento da União, mas que não puderam ser financiadas devido a restrições orçamentais. 
Esses projectos são considerados merecedores de financiamento e podem receber apoio de outras fontes de financiamento da União ou nacionais. O certificado do Selo de Excelência reconhece o valor da proposta e ajuda outros órgãos de financiamento a aproveitar o processo de avaliação de alta qualidade da Comissão. O certificado do Selo de Excelência indica informações básicas sobre a proposta, o edital e o proponente, para além de demonstrar compromisso político exibindo as assinaturas dos respecticvos Comissários.

Transtejo com 4 ferries eléctricos até ao final de 2023

Até ao final deste ano de 2023, a Transtejo/Soflusa deverão ter disponíveis quatro ferries eléctricos.

A informação foi prestada no Parlamento, pelo Ministro do Ambiente e Acção Climática, Duarte Cordeiro, que afirmou que a primeira embarcação do género, virá de Espanha, nomeadamente da zona das Astúrias (Onde se encontra a zona de fabrico), virá para Portugal até ao final deste mês de Fevereiro.

O navio ainda estará sujeito a mais testes já em Portugal, para além de haver a necessidade de formação operacional aos membros operacionais da empresa. Só após estes parâmetros é que irá entrar na equação da operação.

Até ao final deste ano, irão chegar os restantes 3 ferries eléctricos, sendo que após o cumprimento de todos os trâmites, as embarcações estarão disponíveis para serem enquadrados no serviço do Seixal.

III Jornadas de Aquacultura na Madeira

A APEZ vai levar a cabo nos próximos dias 2 e 3 de Março, na Ilha da Madeira, as AQUA’23: III Jornadas de Aquacultura.

A produção animal é um sector cada vez mais exigente e com necessidade de se adaptar a novas condições de mercado para se manter economicamente competitivo. O pescado é um dos produtos alimentares mais comercializados a nível mundial, tendo a sua produção aumentado significativamente nos últimos anos. 

O volume de produção de pescado (pesca e aquacultura) em 2018 foi de 178,5M de toneladas e o consumo per capita de 20,5kg, o mais elevado de sempre (State of World Fisheries and Aquaculture, 2020). A aquacultura contribuiu com 82,1M toneladas para a produção total de pescado. 

Volvidos 14 anos desde as primeiras Jornadas de Aquacultura realizadas pela APEZ em colaboração com o Departamento de Zootecnia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), e após o sucesso da última edição a APEZ levará a cabo a terceira edição deste evento, enaltecendo este sector da produção animal e fornecendo informação relacionada com a posição real do sector produtivo nacional e com os seus avanços.

Maersk atinge recorde anual de ganhos e receitas

Num ano em que vimos a Maersk cair do topo do ranking das maiores empresas de transporte de contentores do mundo, a transportadora de contentores dinamarquesa alcançou fortes resultados com aumentos em ganhos e receitas. Em particular, a Maersk totalizou mais de 81,5 bilhões de dólares em receita total em 2022, em comparação com 48,2 bilhões de dólares em 2021. A empresa com sede em Copenhaga também registrou lucro total antes de juros e impostos (EBIT) de 30,8 bilhões de dólares, em comparação com os 19,6 bilhões em 2021, enquanto o lucro total antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) em 2022 atingiu 36,8 bilhões, perante os 24 bilhões no ano anterior.

No sector marítimo, a empresa apresentou o melhor resultado já registrado devido aos altos fretes e forte procura, principalmente no primeiro semestre do ano, aumentando a receita marítima em 33%. Além disso, no sector de logística e serviços, a Maersk viu a receita crescer 47%, com uma contribuição orgânica de 21%. “O crescimento orgânico da receita veio principalmente dos 200 principais clientes, pois o negócio continua a desenvolver soluções integradas para atender às necessidades da cadeia de suprimentos de ponta a ponta”, observou a empresa no seu comunicado. O crescimento também foi particularmente forte em armazéns, onde mais que dobrou para 7,1 milhões de m² com a aquisição da LF Logistics sozinha adicionando 198 armazéns traduzindo-se em 3,1 milhões de m². Por outro lado, o lucro antes de juros e impostos (EBIT) no negócio de terminais da empresa caiu 341 milhões de dólares devido ao desinvestimento da Global Ports Investments (GPI) na Rússia para 832 milhões. Para os números de 2023, a Maersk vê EBITDA subjacente de 8-11 bilhões, EBIT subjacente de 2-5 bilhões e fluxo de caixa livre de pelo menos 2 bilhões. “2022 foi notável em mais de um aspecto. Enquanto registramos o melhor resultado financeiro da história da empresa, também levamos as parcerias com nossos clientes a um novo nível, apoiando as suas cadeias de ponta a ponta durante tempos altamente disruptivos, ” comentou Vincent Clerc, CEO da A.P. Moller – Maersk.

Incêndio irrompe em contentores derrubados por terramoto num porto turco

Um incêndio irrompeu em contentores derrubados no porto de Iskenderun pelos fortes terramotos que abalaram a Turquia durante ontem.

Acredita-se que mais de 2.400 pessoas (até ao momento), tenham morrido depois que um terremoto de magnitude 7,8 atingiu pouco antes do amanhecer na segunda-feira no sul da Turquia, perto da fronteira norte da Síria. Horas depois, um tremor secundário de magnitude 7,5 foi registrado.

Fotos do Porto de Iskenderun, localizado no Mar Mediterrâneo, mostram chamas e fumo saindo de pilhas de contêineres derrubados. Vídeo que circulam nas redes sociais mostram os esforços de combate a incêndios em andamento na água.

Enquanto isso, o terminal Baku-Tbilisi-Ceyhan (BTC) que exporta petróleo bruto do Azerbaijão,  será fechado até 8 de fevereiro, enquanto os operadores avaliam os danos causados ​​pelo terramoto, disse um agente marítimo turco. O Serviço Geológico dos EUA disse que os terramotos ocorreram perto da falha da Anatólia Oriental, numa área conhecida por ser sismicamente activa.

Os portos marítimos são a chave para tornar o hidrogénio verde competitivo

Enquanto o mundo luta por um futuro de emissões líquidas zero até 2050, o hidrogénio atraiu atenção considerável no debate sobre a descarbonização. Na Europa, em particular, o hidrogénio está recebendo forte apoio político e regulatório. A União Europeia está liderando o novo impulso, lançando uma estratégia separada para o hidrogénio em 2020. O objectivo é tornar o hidrogénio renovável e de baixo carbono uma comodidade essencial no sistema energético europeu. Com essas medidas, espera-se que a procura por hidrogénio verde descole em meados da década de 2030. À luz da economia do hidrogénio em rápido crescimento, dois economistas especialistas na economia do mar, acreditam que é hora de o mundo ter uma conversa sobre os possíveis impactos e oportunidades que o hidrogénio verde pode trazer para os portos marítimos.

Num estudo recente publicado no Maritime Economics & Logistics Journal, os professores Theo Notteboom e Hercules Haralambides mostram que os portos marítimos desempenham um papel fundamental na adopção global do hidrogénio verde e em tornar esse novo combustível competitivo. 
“De facto, os portos podem desempenhar um papel crucial na produção e distribuição dehidrogénio verde. São nós importantes na cadeia, como junção de redes de transporte, algumas das quais podem mudar para hidrogénio ou combustíveis relacionados. Além disso, a infraestrutura e a capacidade de manuseamento dos portos marítimos tornam-nos locais privilegiados para armazenamento e distribuição de hidrogénio ”, observaram Notteboom e Haralambides. No entanto, uma das questões difíceis com as quais as autoridades portuárias precisam lidar é a preparação para um futuro declínio nas actividades relacionadas a combustíveis fósseis. Alguns portos centrais (como Roterdão nos Países Baixos ou Houston nos EUA) actualmente prosperaram com importações e exportações de grandes carregamentos de combustíveis fósseis. Sem dúvida, a transição para combustíveis mais limpos, como o hidrogênio verde, levará a um novo cenário portuário. Isso não é apenas em termos de volumes de carga, mas também no ecossistema industrial relacionado à energia que surgirá dentro e ao redor dos complexos portuários. 
Nottenboom e Haralambides recomendam que os portos que disputam um papel central na rede global de hidrogénio alinhem os seus esforços comerciais e de marketing com as futuras mudanças geográficas nos fluxos de energia. Assim, os portos poderiam colaborar com as principais empresas privadas e governos locais, regionais e nacionais para estabelecer relações mais próximas com os países existentes e futuros na economia do hidrogénio. Os importadores líquidos de energia, como Chile, Marrocos e Namíbia, já estão emergindo como exportadores de hidrogénio verde. Enquanto isso, exportadores de combustíveis fósseis como Austrália, Omã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos também estão considerando o hidrogénio verde para diversificar as suas economias. O factor mais importante que os portos marítimos desempenharão na competitividade do hidrogénio verde é a redução do custo de produção. Cerca de 70% do custo de produção de hidrogénio está directamente relacionado à eletricidade renovável. Outro factor chave no custo do hidrogénio verde é a escalabilidade, garantindo a produção em larga escala. Sobre esses dois aspectos, as localizações portuárias oferecem a melhor opção. Essencialmente, os portos marítimos têm imensa conectividade com a energia verde (eólica offshore) e extensas terras disponíveis para produção de hidrogénio e infraestrutura de armazenamento. Os portos marítimos também fornecem locais com uma forte base de procura por hidrogénio verde. Os grandes portos desenvolveram-se ao longo do tempo em grandes ecossistemas industriais e logísticos. Isso dá-lhes a possibilidade de estimular o entusiasmo inicial pelo suprimento de hidrogénio verde e o surgimento da procura necessária para absorvê-lo.

CEO da Hapag Lloyd diz que taxas de frete vão continuar a cair .

As taxas de frete de contentores continuarão caindo no actual realinhamento de oferta e demanda por transporte marítimo, disse o presidente-executivo da Hapag Lloyd, Rolf Habben Jansen. “A festa acabou. Voltamos a um negócio normal de navegação”, afirmou numa conferência de imprensa na Alemanha.

No entanto, o executivo espera que os fretes não caiam abaixo dos custos, que continuam altos devido às altas taxas, aos altos preços dos combustíveis e à necessidade de ajustar as frotas para operar com elementos de baixo carbono. “Os armadores estão mais uma vez tendo que lutar pelos negócios, pois o congestionamento nos portos, que estavam lotados de navios durante a pandemia, começou a diminuir e a capacidade estava diminuindo”, disse ele.

Habben Jansen disse que espera que os pedidos de remessa de mercadorias e serviços aumentem novamente, pois a demanda caiu e os clientes foram reabastecidos. “Se isso vai acontecer em março ou em junho, não sei”, disse ele.

A Hapag Lloyd espera receber uma série de novos navios que encomendou nos últimos anos, incluindo alguns navios gigantes de 23.600 TEU. 

As declarações foram entregues no meio do relatório preliminar para 2022, que mostra o lucro antes de juros e impostos (EBITDA) aumentando 86% ano a ano, para 19 bilhões de dólares.