Porto de Aveiro fechou o ano com recorde de mercadorias

O Porto de Aveiro encerrou o ano de 2022 com o seu melhor ano de sempre, atingindo a marca de 5,772 Milhões de toneladas movimentadas, representando um aumento de 1,4% face ao período homólogo. Embora os valores ainda sejam provisórios, o crescimento da movimentação dos produtos florestais (+67%) e dos minerais não metálicos (+ 41%) deram um forte contributo para este recorde.

Em novembro de 2022 ocorreu a primeira escala de um serviço regular de contentores da Ellerman City Liners, que escala o Porto de Aveiro quinzenalmente, tendo-se registado até ao final de 2022 a movimentação de 1.113 TEU.

A navegação nocturna, cuja prática foi iniciada em 2022 e é efectuada até às 01h00, registou um total de 78 movimentos.

Embora o número de navios que escalaram o Porto de Aveiro em 2022 tenha sofrido uma ligeira quebra de 0,2% (1053 contra os 1055 no ano transato), verificou-se um aumento de 4,9% no GT e de 1,2% no comprimento médio das embarcações.

Recorde-se que o melhor ano de sempre do Porto de Aveiro tinha-se registado em 2021 com a marca de 5,691 Milhões de toneladas movimentadas.

Yilport trabalha com todos os armadores, o que favorece a competitividade.

Em menos de 20 anos, a Yilport tornou-se o 11.° maior operador portuário do mundo e quer integrar o top ten. Para esta ascensão também contribuíram os portos portugueses de Leixões (TCL), Aveiro (Socarpor), Figueira da Foz (Liscont), Lisboa (Sotagus e Liscont), Setúbal (Sadoport e Tersado), e os espanhóis de Ferrol (Galiza) e Huelva (Andaluzia), que o grupo adquiriu em 2016 à Mota-Engil e ao Novo Banco, donos da então concessionária Tertir.

Nuno David Silva assumiu a direcção regional da Yilport Iberia em Outubro. A empresa tem em curso um investimento de 200 milhões de euros e quer investir mais 500 milhões nos próximos anos.

Novo Sistema de Gestão do Terminal de Leixões em funcionamento amanhã.

O TCL – Terminal de Contentores de Leixões (Yilport Leixões) vai efectuar a mudança do seu actual sistema de gestão operacional do terminal para NAVIS N4, durante amanhã.

É expectável que a transição decorra de uma forma fluída e sem qualquer impacto, já que a mesma foi precedida de um período alargado de testes internos de validação do todos os processos de negócio, em articulação com os serviços da APDL, garantindo a interoperacionalidade entre os diversos sistemas de informação do porto .

Apesar de todo o trabalho preparatório e de todo o comprometimento e esforço diário do TCL, nomeadamente das suas equipas operacionais com o envolvimento das equipas da APDL, atendendo à criticidade desta operação de transição do sistema de gestão operacional do terminal, foi pedido o apoio, compreensão e ajuda de todos os stakeholders à equipa operacional para, assim, ser assegurado que a implementação do novo sistema de gestão operacional do terminal, NAVIS N4, seja um sucesso no Porto de Leixões.

Finalmente, o objectivo é que o NAVIS N4 permita ao TCL, no curto e médio prazo, melhorar a sua eficiência operacional e oferecer a todos os stakeholders novas funcionalidades, novos serviços e uma maior transparência de toda a atividade operacional do terminal e uma integração e partilha de informação operacional de elevada qualidade e fiabilidade.

Surfista portuguesa Francisca Veselko campeã mundial de juniores

A portuguesa Francisca Veselko conquistou o título mundial de surf para juniores, em San Diego, nos Estados Unidos, batendo na final a norte-americana Sawyer Lindblad.

A jovem lusa, de 19 anos, que recebeu um ‘wild card’ (convite) para o campeonato que definiu a campeã júnior da Liga Mundial de Surf (WSL), obteve na bateria decisiva, e bastante disputada, um total de 12,47 pontos (7,00 e 5,47), superando a rival, que marcou 12,33 (6,50 e 5,83).

A surfista de Carcavelos, campeã portuguesa em 2021, é a primeira surfista feminina lusa a alcançar o título mundial júnior, o mesmo feito que Vasco Ribeiro conseguiu, no quadro masculino, em 2014.

“Quero agradecer o convite e a oportunidade que me foi dada. Tinha um sentimento especial desde o início do campeonato e pensava que tudo ia correr bem. Estava confiante. Na final caí na primeira onda, mas voltei para fora e continuei a lutar. E consegui!”, lançou ‘Kika’ Veselko na entrevista rápida à WSL logo após a final.

Governo vê "grandes oportunidades" para os portos e quer envolver trabalhadores.

O Ministro das Infraestruturas, João Galamba, assinalou que há “grandes oportunidades para os portos” portugueses e que estes podem ser fundamentais para o crescimento da economia do país, garantindo que o Governo quer envolver os trabalhadores.

“Há grandes oportunidades para os portos. Quis discutir essas oportunidades e essa visão com os trabalhadores e dizer-lhes de forma muito clara que entendo que é uma grande oportunidade, um momento muito importante, onde os portos podem assumir o papel de que o país precisa para que a economia possa crescer e que, obviamente, tentamos construir esta estratégia, esta visão em forte colaboração e diálogo com os trabalhadores”, disse João Galamba após uma reunião com estruturas sindicais representativas das administrações portuárias, em Lisboa.

O Ministro das Infraestruturas também se reuniu com a FNSTP, Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores Portuários, que representa a esmagadora maioria dos trabalhadores dos portos nacionais.

Porto de Leixões é o primeiro porto português a obter a Certificação na norma ISO 28000

obtenção desta certificação demonstra o compromisso do Porto de Leixões com a qualidade e a segurança nas operações realizadas, visando a contínua satisfação dos seus clientes, reforçando a imagem institucional e acompanhamento do mercado em permanente mudança.

 A implementação da norma ISO 28000 – Segurança da Cadeia de Abastecimento tem como objectivo primordial estabelecer, implementar e melhorar os níveis de segurança e protecção nas operações, melhorar as condições de segurança na cadeia logística, garantir as competências necessárias para o desempenho das funções operacionais, assegurar a conformidade com a política de segurança estabelecida e demonstrar essa conformidade em relação a terceiros.

Esta certificação permite o reconhecimento da gestão da cadeia de abastecimento, com benefício da redução dos níveis de risco para pessoas, instalações e mercadorias, estabelecendo um padrão internacional para todos os processos de negócio, priorizando a qualidade e a segurança nas operações realizadas no Porto de Leixões.

Portugal precisa «de um eixo atlântico para desenvolver a economia do mar»

Portugal precisa «de um eixo atlântico para desenvolver a economia do mar», afirmou o Ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, na terceira sessão dos Diálogos de Sustentabilidade «A Economia Azul», organizado pela Global Media Group e a Fundação Inatel, em Setúbal.


«Vou dar só uma ideia dos projetos que em 2022 conseguimos atrair: conseguimos 47 novos projetos internacionais – cerca de 2,4 mil milhões de euros quando forem contratualizados – 19% dos quais vieram dos Estados Unidos, 15% vieram da Suíça e 15% do Reino Unido», disse lamentando a fraca participação dos países da União Europeia apesar do investimento da Alemanha, que foi de cerca de 13%.

O Ministro disse que «Portugal, enquanto está dentro da União Europeia e se bate pelas suas políticas, não pode esquecer o eixo Atlântico e a ligação profunda com o Reino Unido e com os Estados Unidos, até para desenvolver a própria economia do mar», acrescentando que «isso é fazível e vai acontecer com maior ou menor dificuldade».

António Costa Silva afirmou que «se, daqui a dois anos, puder chegar aqui e dizer que o nosso grande centro de bioeconomia azul em Matosinhos está a funcionar, que já teve receitas – não ainda os quatro mil milhões de euros que pode ter potencial para atingir, ou até mais, mas 500 ou 1000 milhões de euros –, seria extraordinário».

«Se daqui a dois anos puder chegar aqui e dizer que o grande projeto eólico offshore já tem duas instalações, que estão em processo de desenvolver a sua produção e tem mais outras em desenvolvimento, seria extraordinário», disse ainda 

«Se daqui a dois anos puder dizer que alguns investimentos que estão previstos para o grande polígono de Sines, que são de cerca de 20 mil milhões de euros, já estão executados, e, sobretudo, que a parte do hidrogénio verde, da amónia, do metanol e da constituição de um polo de shipping em Sines, será decisivo», acrescentou. 

Taxas de transporte marítimo no Mar Negro disparam

Os custos de contratação de navios para transportar mercadorias no Mar Negro aumentaram em mais de um quinto desde o início do ano, reflectindo taxas de seguro de risco de guerra mais elevadas, segundo fontes do sector.

O Mar Negro é crucial para o transporte de cereais, petróleo e produtos petrolíferos. As suas águas são partilhadas pela Bulgária, Geórgia, Roménia e Turquia, assim como pela Rússia e Ucrânia.

Desde 1 de janeiro, quando as apólices são renovadas, as resseguradoras que fornecem protecção financeira às companhias de seguros têm acrescentado exclusões para navios e aviões para a Bielorrússia, Rússia e Ucrânia. Seis fontes de seguros, que comentaram à Reuters sob condição de anonimato, afirmaram que um êxodo de resseguradoras do mercado tinha aumentado preocupações sobre o risco de apreensão de navios pela Rússia e as responsabilidades relacionadas com a guerra na Ucrânia, incluindo minas flutuantes ou navios que ficaram presos em portos durante longos períodos. Desde a introdução das exclusões, este ano, as seguradoras que fornecem cobertura não terão a protecção do resseguro em caso de grandes sinistros.

As fontes disseram à Reuters que nenhum navio tinha perdido a sua provisão de seguro, mas esperavam taxas mais elevadas, que variariam de acordo com circunstâncias específicas. Os prémios de risco de guerra aumentaram em mais de 20%. Isto poderá aumentar as pressões inflacionistas, que, no ano passado, atingiram máximos de várias décadas, após a guerra na Ucrânia, levando alguns preços de mercadorias a níveis recorde.

“O efeito (da saída dos resseguradores) está a reduzir a capacidade (de subscrição) no mercado de risco de guerra e determinará que as pessoas pagarão mais este ano“, disse uma fonte de seguros marítimos envolvida.

Os navios têm, normalmente, um seguro de protecção e indemnização, que cobre as reclamações de responsabilidade civil de terceiros, incluindo danos ambientais e sinistros. As apólices separadas, de casco e maquinaria, cobrem os navios contra danos físicos. Além disso, os navios estão cobertos, tipicamente, por apólices anuais de seguro de guerra.

 

Governo dos Açores vai investir em operação portuária “igualitária".

Berta Cabral referiu que existem “algumas situações de desigualdade nos portos dos Açores”, indo-se agora “estudar a questão” para se “fazer uma operação mais igualitária, sobretudo nos dois maiores portos”, localizados em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, e na Praia da Vitória, na ilha Terceira, que constituem as duas portas de entrada da região.

A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas recebeu, em Ponta Delgada, em audiência, a Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários (FNSTP) e o Sindicato dos Trabalhadores Portuários da Ilha Terceira (SITPIT) para abordar questões relativas à operação portuária nos Açores, tendo este sido um dos temas abordados.
“Obviamente que temos portos pequenos, as nossas próprias especificidades em função da nossa realidade arquipelágica, com dois grandes portos de entrada (Ponta Delgada e Praia da Vitória). Nesse aspecto, vamos tentar aqui encontrar soluções comuns de tratamento no que respeita à operação portuária”, declarou Berta Cabral.
A titular da pasta das Infraestruturas especificou que as operações que as empresas de estiva Oper Ponta Delgada e Oper Terceira desenvolvem “não têm exactamente o mesmo âmbito”, pelo que se pretende “aproximar o âmbito da actuação” em termos logísticos na gestão da operação vertical e horizontal da carga.
Os trabalhadores da estiva da ilha Terceira pretendem, assim, operar nas mesmas condições que os colegas de Ponta Delgada, sendo que Berta Cabral apontou que há trabalhadores da Portos dos Açores, empresa pública, que garantem estas operações portuárias “e, se estas forem transferidas para a Oper Terceira, é preciso perceber o que acontece aos trabalhadores da Porto dos Açores”.
A titular da tutela dos portos dos Açores frisa que “há que garantir um tratamento equilibrado e que estes não percam os seus estatutos remuneratórios e da empresa”.
A governante salvaguardou que este “é processo, não são situações para resolver de hoje para amanhã”.
Para o presidente da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários, Aristides Peixoto, “há um caminho aberto” para que se chegue a um consenso nesta matéria.
Apesar de reconhecer que “há aspectos que são diferentes nos vários portos, o que acontece também no continente”, o sindicalista defendeu que há “que regularizar e colocar tudo à mesma dimensão”.
Aristides Peixoto especificou que o parqueamento de contentores, por exemplo, deveria ser assegurado pelos trabalhadores portuários das empresas de estiva, “nos termos da lei”, o que não acontece no porto da Praia da Vitória, onde são os trabalhadores das administrações portuárias que garantem a operação.

A Economia do Mar precisa de inovação e jovens talentosos

Assunção Cristas acredita que Portugal tem todas as condições para se afirmar como uma grande potência na área do desenvolvimento e proteção da economia sustentável do oceano. A ex-ministra revela ainda detalhes sobre a “Ocean”, uma licenciatura pioneira a nível mundial, nesta entrevista ao Ensino Magazine.

Coordena o mestrado em Direito e Economia do Mar da Nova School of Law (NSL), recentemente distinguido pela Eduniversal como o melhor do mundo neste domínio, na categoria de Maritime Management. Para além do natural orgulho na distinção, significa isto que Portugal está na vanguarda neste campo?
O nosso país apresenta, neste campo, uma marca distintiva e temos a possibilidade de irmos mais além em termos internacionais. Este mestrado funciona há sete anos, e de há dois anos a esta parte sofreu algumas transformações, nomeadamente na língua de ensino que passou a ser o inglês e a mudança nalgumas disciplinas, em que de 14 obrigatórias passámos a ter oito e um leque muito alargado de disciplinas facultativas. Há não muito tempo, tínhamos à nossa frente universidades tão relevantes como as de Roterdão, Sydney, Copenhaga e Singapura e este ano obtivemos o primeiro lugar. Isto é o corolário de um trabalho de qualidade que se tem vindo a desenvolver nas universidades portuguesas, mas este mestrado destacou-se pela natureza diferenciada, assente numa visão ampla e integrada. O foco na sustentabilidade, mais visível em determinadas disciplinas, e possuirmos professores de grande qualidade e mérito que fomos agregando a este mestrado, creio que também foram fatores que pesaram na nossa subida no “ranking”. Fazer melhor do que no ano anterior é uma preocupação permanente. Este ano a grande novidade foi o lecionar da cadeira de Maritime Security, a cargo da Marinha Portuguesa, mais concretamente pelo almirante Gouveia e Melo.

Também está ligada à Nova Ocean Knowledge Centre, focado na área do Direito, mas com uma vocação interdisciplinar. Trata-se de mais um contributo para colocar o tema do oceano na agenda?
A marca de água da NSL é olhar sempre para o Direito em contexto e em diálogo com as outras ciências e no caso do Mar isto é especialmente relevante. Não é possível compreender o Mar se tivermos uma abordagem muito setorial. Este Centro, que está a dar os primeiros passos, procura também envolver os estudantes de mestrado em trabalhos de investigação, para além, naturalmente, dos estudantes de doutoramento. Para além disso, já temos alguns estudantes de licenciatura interessados em envolver-se nestas áreas.

Qual é o ponto de situação do pedido de acreditação da “Ocean” (Mar), a licenciatura pioneira a nível mundial da NSL?

Esta candidatura foi preparada ao longo dos últimos dois anos, assente numa preocupação de transversalidade. Para além do mestrado e do Centro, achámos que era da maior importância agregar as diferentes perspetivas e o diferente conhecimento que existe sobre o Mar. Temos na nossa universidade e também na universidade portuguesa, em geral, muito boas formações de licenciaturas e mestrados ligados ao Mar, mas sentimos que faltava algo de muito transversal. Desafiámos outras faculdades a fazer um projeto de raiz, de nível licenciatura (3 anos), que pudesse abarcar o Direito, a Economia, a Gestão, os fundamentos da área da Biologia e da Geologia, também, a História e as Relações Internacionais, tendo o Mar e o oceano como ponto agregador. Escolhemos a designação “Ocean”, em inglês, porque o tema é global e também porque ambicionamos trabalhar para o mundo, criando impacto além-fronteiras.

Que outras instituições para além da NSL estão envolvidas?

O dossiê já está aprovado, apesar deste processo ter arrancado devagar, por ter sido em plena pandemia. É um projeto nunca antes visto no nosso país porque envolve oito entidades diferentes, cinco das quais da Universidade Nova e as outras três das universidades do Algarve e de Évora. Pelas valências envolvidas, prometemos um curso inovador, nomeadamente com o contacto direto com os ecossistemas marinhos. Está previsto arrancar no Algarve com uma semana de campo em princípios de oceanografia. Posteriormente, esta investigação será complementada em Lisboa com o Instituto Oceanográfico pertencente à Marinha. Também está prevista uma semana de campo no final do primeiro ano, mais concretamente em Sines, com a experiência e os desafios de uma cidade costeira. O resto do curso funcionará, essencialmente, em Lisboa, mas há a possibilidade de os estudantes escolherem fazer o último semestre da licenciatura em Sines ou no Algarve, ou em alternativa, nalguma instituição internacional. Uma coisa posso garantir: é um curso absolutamente apaixonante, inovador e multidisciplinar, com várias disciplinas a serem lecionadas por mais do que uma faculdade.

Quais são as saídas profissionais que perspetiva para esta licenciatura pioneira?

Para além de poderem prosseguir mestrados e doutoramentos, podem profissionalmente entrar no mercado de trabalho, seja no âmbito público ou privado, em Portugal ou no estrangeiro. A ligação a organizações não governamentais é outra alternativa a considerar. No setor privado gostaria que alguns dos licenciados pudessem lançar algumas empresas na área do Mar, porque a economia deste setor precisa de inovação e de jovens talentosos. Para além disso, também poderão ajudar as empresas da economia sustentável do Mar a posicionarem-se melhor ou apoiarem investimentos diretos estrangeiros que, não tenho dúvidas, vão acontecer, cada vez mais, em Portugal. É muito importante transformar as boas ideias em negócio.

Refere que Portugal se tem destacado na investigação científica ligada ao Mar, mas precisa de transformar o conhecimento em negócio. Falta uma cultura de empreendedorismo e, em simultâneo, uma maior ligação entre as empresas e as universidades?

Penso que se tem feito um grande caminho, mas é preciso ambicionar mais. Precisamente na licenciatura “Ocean” vamos ter uma disciplina optativa ligada ao empreendedorismo, para reforçar a preparação dos estudantes neste domínio. Desta licenciatura sairão pessoas com a capacidade de dialogar com os cientistas que lidam com diversas áreas. O foco será sempre em proteger, recuperar, restaurar e desenvolver as áreas de atividade económica associadas ao Mar, tendo sempre como foco a sustentabilidade.