MSC lança recolha de contentor baseado em ID

A MSC lançou a primeira recolha do mundode contentor baseada na identificação, após uma fase de teste bem-sucedida com a Van Moer Logistics e MSC PSA European Terminal (MPET), Antuérpia. O processo de recolha baseado em ID faz parte do lançamento contínuo do Secure Container Release (SCR) no MPET. O SCR permite que os contentores MSC sejam recolhidoss no terminal por meio da leitura do Alfapass do transportador, dos dados biométricos e do código específico de Referência de Nomeação de Camião (TAR) no In-Gate, em vez de usar um código PIN. A MSC espera que isso melhore significativamente a segurança em toda a cadeia de abastecimento, pois essa abordagem combinada torna o processo de recolha mais segura e eficiente. Os especialistas em tecnologia, T-Mining, investiram mais de cinco anos desenvolvendo e testando a tecnologia blockchain subjacente, usada pela SCR. O projecto agora está entrando na fase final da sua implantação, cujo objectivo é permitir um processo seguro e totalmente livre de código PIN para libertação de contentores. MSC e MPET são actualmente as únicas empresas que chegaram a esta fase final.

Segundo a MSC, a partir de 1 de junho não será mais possível retirar um contentor no MPET com um código PIN. A MSC afirmou que será necessário que todos os envolvidos na cadeia de abastecimento se preparem adequadamente e viabilizem a transferência da libertação de um contentor por meio do SCR. Ao transferir os direitos de libertação do contentor directamente, em vez de baixar um código PIN, o SCR está de acordo com o actual regulamento da autoridade portuária em Antuérpia, e a tecnologia de recolha baseada em ID é ainda um passo rumo ao futuro, integrando informações biométricas no processo de recolha.

Leixões deixa de ser o maior porto do noroeste peninsular 17 anos depois

Segundo avança o Jornal ECO, o Porto de Leixões perdeu o estatuto de maior porto do noroeste peninsular pela primeira vez desde 2005, uma vez que o porto da Corunha, na Galiza, o ultrapassou em toneladas de carga movimentada em 2022, segundo dados oficiais.

Em 2022, o porto de Leixões movimentou 14,891 milhões de toneladas de carga, de acordo com os dados oficiais da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), um número que ficou abaixo dos 14,897 milhões movimentados pelo porto da Corunha, na Galiza, segundo dados dos Portos do Estado espanhol.

No ano passado, Leixões registou uma quebra de 2% face aos 15,1 milhões de toneladas movimentadas de 2021, ao passo que o porto da Corunha teve um aumento de 25,4% na carga movimentada, passando de 11,8 milhões de toneladas em 2021 para 14,8 milhões no ano passado.

A meio do ano, de acordo com os dados do primeiro semestre, Leixões ainda liderava face à Corunha, já que os 7,5 milhões de toneladas movimentadas superaram os 6,3 milhões do porto da Corunha, uma posição que se alterou nos últimos seis meses de 2022.

É a primeira vez que a Corunha ultrapassa Leixões desde 2005, ano em que o porto galego movimentou 14,534 milhões de toneladas e o terminal matosinhense se ficou pelos 14,050 milhões, de acordo com dados oficiais.

Greve do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes interrompe portos da Finlândia

O Sindicato finlandês dos trabalhadores de transporte, Auto-ja Kjetusala Työntekijäliitto (AKT), iniciou a sua greve, impactando todos os portos e terminais finlandeses até novo aviso. A greve começou em 15 de fevereiro às 6h, horário local. Todas as operações de navios nos portos da Finlândia, entrada de camiões e movimentação de contentores nos terminais foram suspensas.

As negociações e discussões sobre um novo acordo coletivo de trabalho entre o sindicato e as organizações patronais não tiveram sucesso. O sindicato rejeitou as propostas de acordo que o mediador da Autoridade Europeia do Trabalho, Leo Suomaa, apresentou. As partes negociadoras retomarão as negociações até 17 de fevereiro. 

Esta greve ocorre depois do Porto de Helsínquia estabeleceu um recorde de tonelagem para 2022, tendo movimentado quase 500.000 TEU, pesando 3,8 milhões de toneladas.

Subida do nível do mar pode deslocar 400 milhões de pessoas.

O alerta é das Nações Unidas, que avisa que se nada for feito o mar vai inundar dezenas de cidades e até países.

A subida do nível do mar pode obrigar 400 milhões de pessoas a terem de procurar outro sítio para viver, nas próximas décadas. As Nações Unidas alertam que, se nada for feito, o nível do mar vai subir entre 1 e 1,60 metros, até 2100, inundando dezenas de cidades e até países inteiros.

A subida do nível do mar põe em risco a vida de milhões de pessoas, em todo o planeta. Um risco, directo, nas regiões costeiras e nos arquipélagos. Um perigo, também, para todos os outros, volta a sublinhar o secretário-geral da ONU, António Guterres.

As alterações climáticas, o aumento da temperatura e o uso intensivo dos recursos, estão a levar a uma subida sistemática da água dos mares e oceanos.

Segundo as Nações Unidas, os níveis médios globais do mar aumentaram mais rapidamente desde 1900 do que em qualquer século anterior, nos últimos 3000 anos.

Governo dos Açores volta a fretar navio “Margarethe” para abastecer ilha das Flor

O Governo dos Açores vai voltar a fretar o navio “Margarethe”, um porta-contentores com bandeira de Antígua, para garantir o transporte de mercadorias para a ilha das Flores, cujo porto comercial foi destruído em 2019 pelo furacão Lorenzo.
“Estamos a ultimar os procedimentos para, no início de março, termos cá o navio Margarethe, fretado pelo Governo dos Açores, através do Fundo Regional de Coesão”, anunciou Berta Cabral, secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, em declarações aos jornalistas à margem do plenário da Assembleia Regional, reunido na cidade da Horta.
A governante explicou que, “a diferença em relação à operação actual é que o navio Margarethe, sendo fretado, pode aguardar uma aberta para poder atracar, ao contrário de um navio em rota, que tem de seguir a sua viagem quando não consegue”.
Berta Cabral admitiu que os navios que atualmente operam nas Flores têm registado dificuldade para carregar e descarregar mercadorias, devido à ausência de proteção do molhe principal, destruído pelo furacão Lorenzo, em outubro de 2019, e de novo, danificado, pela tempestade Efrain, em dezembro de 2022.
O navio Margarethe, com 86,53 metros de comprimento, com 12,9 metros de boca, está actualmente na Guiné Conacri, e vai terminar a sua missão no final do mês de fevereiro, para que possa rumar aos Açores, para assegurar o transporte de mercadorias para a ilha das Flores, explicou.
A operação irá durar apenas três ou quatro meses, enquanto não for realizada uma intervenção no molhe de protecção, para facilitar a operacionalidade naquela ilha, e irá custar à Região 125 mil euros mensais.
“Sabemos que não faltam bens essenciais nas Flores, mas sabemos que faltam factores de produção, faltam materiais de construção civil, faltam produtos para a actividade económica na ilha, para os comerciantes, para os industriais”, admitiu a governante, adiantando que esta solução agora encontrada com o navio Margarethe, pretende dar resposta às reivindicações dos empresários e da população residente nas Flores.

TCGL realiza Operação Logística de 2753 viaturas de Volkswagen no Porto de Leixões

O Terminal de Carga Geral e de Granéis de Leixões (TCGL), concessionado ao Grupo ETE, liderou nos dias 21 e 22 de Janeiro uma operação de embarque de 2400 viaturas da marca Volkswagen, produzidas na AutoEuropa, com destino ao porto de Emden, na Alemanha.

Em simultâneo, o TCGL realizou também o desembarque de 353 viaturas de diversas marcas do Grupo VW , que chegaram no mesmo navio, com destino a Portugal e para distribuição nacional.

Suspensa greve na Silopor e trabalhadores aguardam proposta de revisão salarial

A greve na Silopor – Empresa de Silos Portuários ao trabalho em horas extraordinárias, convocada até final de fevereiro, foi suspensa e os trabalhadores aguardam uma proposta da empresa para revisão da tabela salarial, disse o sindicato.

“[A greve] foi suspensa, uma vez que o Governo autorizou a comissão liquidatária a negociar com o sindicato a revisão do acordo de empresa”, disse à Lusa Célia Lopes, do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).

Segundo a dirigente sindical, o sindicato tinha garantido que, após aquela autorização, daria tempo à empresa para ponderar sobre a proposta a apresentar aos trabalhadores.

“Tal como se comprometeram, os trabalhadores vão aguardar que a empresa possa apresentar uma proposta para a revisão da tabela salarial”, vincou Célia Lopes.

Cosco Shipping estabelece aliança de inovação em embarcações eléctricas

A maior companhia marítima da China, Cosco Shipping Group, e a sua unidade, Cosoc Shipping Development, iniciaram em conjunto a criação da China Electric Vessel Innovation Alliance.

Os membros da aliança são de vários sectores, abrangendo sistema de propulsão eléctrica, projecto e construção de embarcações, operação de portos e terminais, instituições científicas, fornecedores de baterias de energia eléctrica, investimento e financiamento da indústria. Com o objectivo de promover o desenvolvimento verde e de carbono zero para a indústria naval, a aliança fortalecerá as comunicações e a colaboração entre os membros.

Baixo carbono e carbono zero é o curso inevitável para o desenvolvimento da indústria de transporte global, e a criação da Electric Vessel Innovation Alliance será útil para integrar recursos da cadeia da indústria de transporte marítimo verde e promover conjuntamente o estabelecimento de padrões para embarcações verdes, disse Huang Xiaowen, Vice-gerente geral do Cosco Shipping Group.

MSC junta-se à onda de desmantelamento de navios.

A MSC vai descartar um porta-contentores pela primeira vez em quase quatro anos, já que as desmantelamentos no sector continuam a aumentar no meio de um mercado de frete sem brilho.

A Linerlytica informou que o MSC Floriana de 1.911 TEU, construído em 1986, servindo o serviço intra-mediterrâneo do gigante ítalo-suiço, foi vendido por 4,26 milhões€ para reciclagem em Alang, na Índia.

Os bancos de dados demonstram que a MSC adquiriu o MSC Floriana por 25 milhões de dólares em setembro de 1994, antes de vendê-lo para a Niki Shipping por um preço não revelado em dezembro de 2019. 

Brigada do Mar retirou 4 toneladas de resíduos das praias de Mira a Quiaios .

A associação ambiental Brigada do Mar promoveu uma acção de recolha de lixo entre Mira e Quiaios/ Murtinheira.

Em quatro dias vários voluntários recolheram cerca de 4 toneladas de resíduos, distribuídos entre lixo, tufos de cordas gigantescos e até uma infeliz baleia de bico morta.

A Brigada do Mar agradece a colaboração da Yamaha Motor (motos 4), capitania da Figueira da Foz e Aveiro e municípios de Cantanhede, Figueira da Foz e Mira.

A Brigada do Mar é uma ONGD (Organização Não Governamental para o Desenvolvimento) portuguesa. Foi formalmente constituída em 2012, apesar de desenvolver a sua actividade desde 2008.

A associação tem como fim principal a descontaminação da orla costeira, desenvolvendo e implementando acções e eventos que visam a protecção da biodiversidade, actividades relacionadas com a reciclagem e campanhas de sensibilização, de modo a alertar a sociedade em geral para o flagelo que é o lixo marinho, incentivando os cidadãos a juntarem-se à Brigada do Mar, individualmente, ou através da sua própria organização.