U.Porto colabora com a Arménia e a Ucrânia na formação em aquacultura

 

O projecto AFISHE prevê a criação de cursos de Mestrado em
Aquacultura e Pescas nos dois países. Objetivo é diminuir os impactos
ambientais associados àqueles sectores.

Uma comitiva da Universidade do Porto deslocou-se a Yerevan, na Arménia, para participar na reunião de
kick-off do AFISHE – Development of Aquaculture and Fisheries Education for
Green Deal in Armenia and Ukraine: from Education to Ecology, um projecto de
colaboração inovador, focado no desenvolvimento da formação em Aquacultura e
Pesca na Arménia e na Ucrânia.

Com a duração de três anos e um financiamento global de
cerca de 700.000 euros (cofinanciados pela União Europeia), este projecto tem
como objectivo principal diminuir os impactos negativos no ambiente causados
pela aquacultura e pescas naqueles dois países. Para tal, os parceiros
envolvidos vão colaborar na criação e desenvolvimento de cursos de Mestrado em
Aquacultura e Pescas, tendo por modelo programas bem sucedidos já em
funcionamento na Europa.

Outra das vertentes do projecto passa pelo estabelecimento de
uma rede de cooperação eficaz entre as universidades, as empresas e os centros
de investigação envolvidos, segundo o conceito “da educação à ecologia”.

Prevista está igualmente a formação de um grupo de docentes
arménios e ucranianos, que assegurarão, nos novos Mestrados a desenvolver ao
abrigo do projecto, a docência especializada e o estabelecimento de novos
laboratórios de estudo e investigação para apoio à aquacultura e pescas.

Na reunião inicial do AFISHE , que decorreu na capital
arménia, a U.Porto esteve representada pelos docentes Augusto Faustino e Paulo
Vaz-Pires, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), faculdade
onde terão lugar as principais actividades do projeto em Portugal.

O projecto conta ainda com a colaboração de José Fernando
Gonçalves, também docente do ICBAS, estando igualmente prevista a colaboração
com outras faculdades e centros de investigação da U.Porto e empresas dos
sectores envolvidos.

Coordenado pela Armenian National Agrarian University
(ANAU), o AFISHE reúne parceiros de cinco países europeus. Para além da
U.Porto, única representante portuguesa, integram o projeto a NAS RA – National
Academy of Sciences of the Republic of Armenia (Arménia), a SNAU – Sumy
National Agrarian University e a NUWEE – National University of Water and
Environmental Engineering (Ucrânia), a UNIDU – University of Dubrovnik
(Croácia) e a SUA – Slovak University of Agriculture (Eslováquia).

Embarcação CMA CGM instala primeiro para-brisa de proa

A CMA CGM instalou pela primeira vez um pára-brisa de proa, inicialmente desenvolvido pela japonesa Mitsui OSK Lines (MOL), num dos navios-bandeira da sua frota.

O CMA CCGM Marco Polo de 16.000 TEU, foi avistado passando pelo porto de Nova York e Nova Jersey com um escudo de metal azul marinho curvo preso à proa da embarcação.

Esses pára-brisas foram desenvolvidos pela MOL.

A Ocean Network Express (ONE), linha de contentores da MOL, instalou esses pára-brisas em dois dos seus navios no ano passado, o ONE Trust e o ONE Tradition. Além disso, a MOL concluiu o seu sistema de propulsão de energia eólica em fevereiro de 2022 e, posteriormente, foi instalada num graneleiro pela primeira vez.

Embaixada dos EUA visitou o Porto de Sines

Uma delegação da Embaixada dos Estados Unidos da América, liderada pela Conselheira Comercial, Youqing Ma, visitou o Porto de Sines para conhecer as oportunidades que esta infraestrutura portuária oferece ao mercado norte-americano.

A delegação diplomática, que foi ainda acompanhada por Alexander Bez, da CDP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA), pretendeu aprofundar conhecimento acerca do importante papel que o Porto de Sines tem tido para o mercado dos Estados Unidos, quer através das importações, onde se destaca o Gás Natural Liquefeito (GNL), quer nas exportações para aquele país, designadamente no segmento da carga contentorizada.

Na reunião entre a delegação diplomática e o Conselho de Administração da APS, foi destacado o facto de Sines beneficiar de uma localização privilegiada na fachada atlântica e, no segmento da carga contentorizada, oferece oito serviços regulares semanais que escalam portos norte-americanos, representando uma movimentação anual de cerca de 220 mil TEU, sendo que, ao nível do GNL, os EUA são responsáveis por mais de 30% do abastecimento do terminal.

Também referidas foram as oportunidades de investimento que Sines proporciona às empresas americanas em vários segmentos de mercado, reforçando a capacidade de receber novos projetos que permitam a expansão da relação comercial entre os dois países, particularmente no mercado do GNL e carga contentorizada. A delegação teve ainda a oportunidade de visitar os terminais portuários.

MSC lança recolha de contentor baseado em ID

A MSC lançou a primeira recolha do mundode contentor baseada na identificação, após uma fase de teste bem-sucedida com a Van Moer Logistics e MSC PSA European Terminal (MPET), Antuérpia. O processo de recolha baseado em ID faz parte do lançamento contínuo do Secure Container Release (SCR) no MPET. O SCR permite que os contentores MSC sejam recolhidoss no terminal por meio da leitura do Alfapass do transportador, dos dados biométricos e do código específico de Referência de Nomeação de Camião (TAR) no In-Gate, em vez de usar um código PIN. A MSC espera que isso melhore significativamente a segurança em toda a cadeia de abastecimento, pois essa abordagem combinada torna o processo de recolha mais segura e eficiente. Os especialistas em tecnologia, T-Mining, investiram mais de cinco anos desenvolvendo e testando a tecnologia blockchain subjacente, usada pela SCR. O projecto agora está entrando na fase final da sua implantação, cujo objectivo é permitir um processo seguro e totalmente livre de código PIN para libertação de contentores. MSC e MPET são actualmente as únicas empresas que chegaram a esta fase final.

Segundo a MSC, a partir de 1 de junho não será mais possível retirar um contentor no MPET com um código PIN. A MSC afirmou que será necessário que todos os envolvidos na cadeia de abastecimento se preparem adequadamente e viabilizem a transferência da libertação de um contentor por meio do SCR. Ao transferir os direitos de libertação do contentor directamente, em vez de baixar um código PIN, o SCR está de acordo com o actual regulamento da autoridade portuária em Antuérpia, e a tecnologia de recolha baseada em ID é ainda um passo rumo ao futuro, integrando informações biométricas no processo de recolha.

Leixões deixa de ser o maior porto do noroeste peninsular 17 anos depois

Segundo avança o Jornal ECO, o Porto de Leixões perdeu o estatuto de maior porto do noroeste peninsular pela primeira vez desde 2005, uma vez que o porto da Corunha, na Galiza, o ultrapassou em toneladas de carga movimentada em 2022, segundo dados oficiais.

Em 2022, o porto de Leixões movimentou 14,891 milhões de toneladas de carga, de acordo com os dados oficiais da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), um número que ficou abaixo dos 14,897 milhões movimentados pelo porto da Corunha, na Galiza, segundo dados dos Portos do Estado espanhol.

No ano passado, Leixões registou uma quebra de 2% face aos 15,1 milhões de toneladas movimentadas de 2021, ao passo que o porto da Corunha teve um aumento de 25,4% na carga movimentada, passando de 11,8 milhões de toneladas em 2021 para 14,8 milhões no ano passado.

A meio do ano, de acordo com os dados do primeiro semestre, Leixões ainda liderava face à Corunha, já que os 7,5 milhões de toneladas movimentadas superaram os 6,3 milhões do porto da Corunha, uma posição que se alterou nos últimos seis meses de 2022.

É a primeira vez que a Corunha ultrapassa Leixões desde 2005, ano em que o porto galego movimentou 14,534 milhões de toneladas e o terminal matosinhense se ficou pelos 14,050 milhões, de acordo com dados oficiais.

Greve do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes interrompe portos da Finlândia

O Sindicato finlandês dos trabalhadores de transporte, Auto-ja Kjetusala Työntekijäliitto (AKT), iniciou a sua greve, impactando todos os portos e terminais finlandeses até novo aviso. A greve começou em 15 de fevereiro às 6h, horário local. Todas as operações de navios nos portos da Finlândia, entrada de camiões e movimentação de contentores nos terminais foram suspensas.

As negociações e discussões sobre um novo acordo coletivo de trabalho entre o sindicato e as organizações patronais não tiveram sucesso. O sindicato rejeitou as propostas de acordo que o mediador da Autoridade Europeia do Trabalho, Leo Suomaa, apresentou. As partes negociadoras retomarão as negociações até 17 de fevereiro. 

Esta greve ocorre depois do Porto de Helsínquia estabeleceu um recorde de tonelagem para 2022, tendo movimentado quase 500.000 TEU, pesando 3,8 milhões de toneladas.

Subida do nível do mar pode deslocar 400 milhões de pessoas.

O alerta é das Nações Unidas, que avisa que se nada for feito o mar vai inundar dezenas de cidades e até países.

A subida do nível do mar pode obrigar 400 milhões de pessoas a terem de procurar outro sítio para viver, nas próximas décadas. As Nações Unidas alertam que, se nada for feito, o nível do mar vai subir entre 1 e 1,60 metros, até 2100, inundando dezenas de cidades e até países inteiros.

A subida do nível do mar põe em risco a vida de milhões de pessoas, em todo o planeta. Um risco, directo, nas regiões costeiras e nos arquipélagos. Um perigo, também, para todos os outros, volta a sublinhar o secretário-geral da ONU, António Guterres.

As alterações climáticas, o aumento da temperatura e o uso intensivo dos recursos, estão a levar a uma subida sistemática da água dos mares e oceanos.

Segundo as Nações Unidas, os níveis médios globais do mar aumentaram mais rapidamente desde 1900 do que em qualquer século anterior, nos últimos 3000 anos.

Governo dos Açores volta a fretar navio “Margarethe” para abastecer ilha das Flor

O Governo dos Açores vai voltar a fretar o navio “Margarethe”, um porta-contentores com bandeira de Antígua, para garantir o transporte de mercadorias para a ilha das Flores, cujo porto comercial foi destruído em 2019 pelo furacão Lorenzo.
“Estamos a ultimar os procedimentos para, no início de março, termos cá o navio Margarethe, fretado pelo Governo dos Açores, através do Fundo Regional de Coesão”, anunciou Berta Cabral, secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, em declarações aos jornalistas à margem do plenário da Assembleia Regional, reunido na cidade da Horta.
A governante explicou que, “a diferença em relação à operação actual é que o navio Margarethe, sendo fretado, pode aguardar uma aberta para poder atracar, ao contrário de um navio em rota, que tem de seguir a sua viagem quando não consegue”.
Berta Cabral admitiu que os navios que atualmente operam nas Flores têm registado dificuldade para carregar e descarregar mercadorias, devido à ausência de proteção do molhe principal, destruído pelo furacão Lorenzo, em outubro de 2019, e de novo, danificado, pela tempestade Efrain, em dezembro de 2022.
O navio Margarethe, com 86,53 metros de comprimento, com 12,9 metros de boca, está actualmente na Guiné Conacri, e vai terminar a sua missão no final do mês de fevereiro, para que possa rumar aos Açores, para assegurar o transporte de mercadorias para a ilha das Flores, explicou.
A operação irá durar apenas três ou quatro meses, enquanto não for realizada uma intervenção no molhe de protecção, para facilitar a operacionalidade naquela ilha, e irá custar à Região 125 mil euros mensais.
“Sabemos que não faltam bens essenciais nas Flores, mas sabemos que faltam factores de produção, faltam materiais de construção civil, faltam produtos para a actividade económica na ilha, para os comerciantes, para os industriais”, admitiu a governante, adiantando que esta solução agora encontrada com o navio Margarethe, pretende dar resposta às reivindicações dos empresários e da população residente nas Flores.

TCGL realiza Operação Logística de 2753 viaturas de Volkswagen no Porto de Leixões

O Terminal de Carga Geral e de Granéis de Leixões (TCGL), concessionado ao Grupo ETE, liderou nos dias 21 e 22 de Janeiro uma operação de embarque de 2400 viaturas da marca Volkswagen, produzidas na AutoEuropa, com destino ao porto de Emden, na Alemanha.

Em simultâneo, o TCGL realizou também o desembarque de 353 viaturas de diversas marcas do Grupo VW , que chegaram no mesmo navio, com destino a Portugal e para distribuição nacional.

Suspensa greve na Silopor e trabalhadores aguardam proposta de revisão salarial

A greve na Silopor – Empresa de Silos Portuários ao trabalho em horas extraordinárias, convocada até final de fevereiro, foi suspensa e os trabalhadores aguardam uma proposta da empresa para revisão da tabela salarial, disse o sindicato.

“[A greve] foi suspensa, uma vez que o Governo autorizou a comissão liquidatária a negociar com o sindicato a revisão do acordo de empresa”, disse à Lusa Célia Lopes, do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).

Segundo a dirigente sindical, o sindicato tinha garantido que, após aquela autorização, daria tempo à empresa para ponderar sobre a proposta a apresentar aos trabalhadores.

“Tal como se comprometeram, os trabalhadores vão aguardar que a empresa possa apresentar uma proposta para a revisão da tabela salarial”, vincou Célia Lopes.