Dinamarca com 1° projecto mundial de armazenamento de CO2 no Mar do Norte

A Dinamarca abriu esta quarta-feira a torneira do primeiro projecto mundial de armazenamento de CO2, que promete ser uma importante arma na batalha pela redução dos gases com efeito de estufa na União Europeia.

O projecto Greensand prevê a captura, o transporte e o armazenamento de dióxido carbono no subsolo do Mar do Norte, numa área situada 200 quilómetros a ocidente da costa dinamarquesa.

A Comissão Europeia está ao lado do Greensand. A Presidente Ursula von der Leyen destacou o importante passo dado na Dinamarca rumo a uma Europa neutra em emissões de carbono.

“Esta é uma história que vale a pena partilhar. É uma história de sucesso europeu de cooperação transfronteiriça. O CO2 que é capturado na Bélgica e em breve na Alemanha é carregado em navios no porto de Antuérpia-Bruges e depois armazenado graças ao espírito pioneiro dinamarquês”, detalhou a presidente da Comissão Europeia.

O projecto Grensand, além da União Europeia, conta também com o apoio do Painel para as Alterações Climáticas das Nações Unidas.

Num primeiro momento, vai começar por armazenar 1,5 milhões de toneladas de CO2 por ano, mas o objectivo é a partir de 2030 começar a armazenar até 8 milhões de toneladas por ano.

A capacidade do “armazém” de CO2 do Greensand está estimada em conseguir guardar todas as emissões da Dinamarca previstas para os próximos 500 anos.

"Portugal perdeu 1.300 campos de futebol para o mar nos últimos 60 anos"

O nível da água do mar tem subido de forma preocupante ao longo das últimas décadas e Portugal enfrenta sérios problema para travar a erosão costeira.

Pedro Miguel Costa, jornalista, na SIC Notícias e revelou que o mar “roubou” ao litoral português a área equivalente a 1.300 campos de futebol, nos últimos 60 anos.

A tendência é que assim continue, o que causará, se nada em contrário for feito, problemas e desafios para a população portuguesa que vive junto ao mar ou “próxima de um estuário ou de um rio”, disse o jornalista.

“Nesta altura, a subida do nível da água do mar conta apenas em 10% para a erosão costeira, quando os nossos filhos forem avós é provável que conte em 90%”, estimou Pedro Miguel Costa.

“Estamos a pagar o preço do passado”, prosseguiu o jornalista que referiu que as muitas barragens e pontões localizados ao longo do país representam agora desafios no que à retenção de areias diz respeito.

Pedro Miguel Costa disse ainda que é necessário promover medidas preventivas, a médio e longo prazo, para travar os avanços do mar, o que ainda não acontece, acrescentou.

Militares recusam embarcar em navio da Marinha invocando razões de segurança

Mais de uma dezena de militares do navio NRP Mondego, que se encontra na Madeira, recusaram-se no sábado a embarcar para cumprir uma missão, invocando falta de condições de segurança. Esta acção levou a Marinha a considerar que os 13 operacionais “não cumpriram os seus deveres militares, usurparam funções, competências e responsabilidades não inerentes aos postos e cargos respectivos”.

“Estes factos ainda estão a ser apurados em detalhe, e a disciplina e consequências resultantes serão aplicadas em função disso”, referiu a Marinha, numa nota enviada à agência Lusa.

De acordo com um documento elaborado pelos 13 militares em questão, a que a Lusa teve acesso, no sábado à noite o NRP Mondego recebeu ordem para “fazer o acompanhamento de um navio russo a norte do Porto Santo”, numa altura em que as previsões meteorológicas “apontavam para ondulação de 2,5 a 3 metros”. Segundo estes 13 militares, o próprio comandante do NRP Mondego “assumiu, perante a guarnição, que não se sentia confortável em largar com as limitações técnicas” do navio.

Entre as várias limitações técnicas invocadas pelos militares constava designadamente o facto de um motor e um gerador de energia eléctrica estarem inoperacionais.

Acrescia ainda, de acordo com os 13 militares, que o navio “não possui um sistema de esgoto adequado para armazenar os resíduos oleosos a bordo, ficando estes acumulados nos porões, aumentando significativamente o risco de incêndio”.

Na nota enviada à agência Lusa, a Marinha confirma que o NRP Mondego estava com “uma avaria num dos motores”, mas refere que a missão que ia desempenhar era “de curta duração e próxima da costa, com boas condições meteo-oceanográficas”. Aquele ramo das Forças Armadas refere ainda que o comandante do navio reportou que, “apesar das limitações mencionadas, tinha condições de segurança para executar a missão”.

Segundo a Marinha, a decisão do comandante do navio foi feita apesar de o Comando Naval lhe ter dado liberdade para abortar a missão “em caso de necessidade superveniente”.

A Armada sublinha que a “avaliação das prioridades das missões e estado do navio segue uma linha hierárquica bem definida e estruturada”, sendo que “cabe apenas à Marinha, e à sua linha hierárquica, a definição de quais os navios em condições de cumprir com as missões atribuídas”.

No que se refere às limitações técnicas do NRP Mondego, a Marinha refere que os navios de guerra “podem operar em modo bastante degradado sem impacto na segurança”, uma vez que têm “sistemas muito complexos e muito redundantes”.

“Essa avaliação, mais uma vez, pertence à linha de comando e à Superintendência do Material, enquanto entidade técnica responsável. Ambas as entidades não consideraram estar o navio inseguro para navegar”, indica a Marinha.

Aquele ramo das Forças Armadas acrescenta ainda que “as guarnições dos navios são treinadas para operar em modo degradado, estando preparadas para lidar com os riscos inerentes, o que faz parte da condição militar”.

Aquário Vasco da Gama oferece entradas a visitantes com palavra “mar” no nome

O Aquário Vasco da Gama vai oferecer durante este mês de Março entradas a visitantes que têm no primeiro nome a palavra “mar”, no âmbito das comemorações do seu 125.º aniversário, anunciou esta segunda-feira a Marinha Portuguesa.

Localizado na Cruz Quebrada-Dafundo, no concelho de Oeiras, o Aquário Vasco da Gama foi inaugurado em 20 de Maio de 1898.

A iniciativa, segundo um comunicado da Marinha Portuguesa, dirige-se “aos visitantes que têm no primeiro nome a palavra “mar”, tal como Marcelo, Maria, Marco, Marina, entre outros tantos nomes”.

“Nesta visita poderão conhecer a história do Aquário, como também observar e obter mais informação acerca da diversidade de fauna e flora, podendo desta forma ser uma oportunidade para ficarem a ter um conhecimento mais completo sobre o Aquário”, acrescenta o comunicado.

Pretendendo cativar o interesse pelo Aquário, a Marinha recorda que esta actividade ligada ao mar “não apresenta limite de vagas”.

Todos os visitantes apenas terão de exibir um documento comprovativo do nome para ter acesso ao projecto “MAR”.

PSA Sines com encomenda de 6 RTG automatizados

A PSA Sines, concessionária do Terminal XXI em Sines, encomendou seis RTG automáticos à finlandesa Konecranes.
A encomenda faz parte do projecto de implementação da fase 3 do projecto de ampliação do terminal de contentores, que irá elevar a sua capacidade para o mais do dobro, para um patamar de 4,2 milhões de TEU. É esperado que a entrega seja efectuada em Fevereiro de 2024.
Os novos RTG automatizados (aRTG) serão respectivamente equipados com os mais recentes desenvolvimentos tecnológicos, estando preparados para uma operação automática da descarga dos contentores dos camiões, tendo em vista o tempo e eficiência.
“Este lote de equipamentos é o primeiro investimento da PSA Sines em equipamentos de parque automatizados e precisávamos de um fornecedor com experiência, serviço de apoio e know-how na automatização, quer das linhas de camiões, quer do parqueamento dos contentores. Também era essencial que o fornecedor fosse capaz de integrar seus equipamentos com o nosso Sistema de Controle de Equipamentos desenvolvido internamente”, disse Balachandran Krishnamurthi, Director de Projectos da PSA Sines, citado em comunicado, justificando a opção pela Konecranes. O valor do investimento por parte da empresa com origem em Singapura, não foi revelado.

Encontros na Marina de Lisboa.

Esta terça-feira, 14 de março, tem início a segunda edição do «Encontros na Marina de Lisboa», com a Administração do Porto de Lisboa a promover o Seminário “Conhecer para respeitar o estuário do Tejo”, uma iniciativa que terá lugar na Gare Marítima de Alcântara, a partir das 10 horas.

Tomarão a palavra um conjunto de oradores que se têm dedicado à educação ambiental e à protecção do meio marinho, entre eles representando o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, do Oceanário de Lisboa, da Associação Bandeira Azul, a empresa Águas do Tejo Atlântico e ainda quem faz do Tejo e do seu estuário a sua forma de vida.

O encerramento da sessão está agendado para as 13h00. O Seminário e todas as acções são de entrada livre, mas algumas requerem inscrição prévia devido a algumas limitações do número de participantes.

 

Porto de Setúbal e Ocean Winds assinam memorando de entendimento

A APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, S.A. e a Ocean Winds, joint-venture entre EDP Renováveis e ENGIE dedicada em exclusivo à energia eólica – offshore, assinaram um Memorando de Entendimento com o objectivo de identificar e avaliar as capacidades existentes e potenciais do Porto de Setúbal para acolher eventuais projectos de construção de equipamentos de energia eólica marítima.

O documento foi assinado por parte da APSS, pelo Presidente do Conselho de Administração, Carlos Correia, que nas palavras aos presentes, salientou que “no ano em que o porto de Setúbal comemora o seu centenário, a assinatura deste Memorando de Entendimento é mais uma prova que este é um porto de futuro e quer continuar a desenvolver-se e servir a região e o país”, acrescentando que o porto “pelas suas caraterísticas naturais, pelas infraestruturas existentes, pelos investimentos de melhoria realizados nos últimos anos, pelas áreas de expansão” tem “potencialidades para um forte desenvolvimento e crescimento nos próximos anos de suporte à transição energética com base em energias renováveis”.

Pela Ocean Winds, José Pinheiro, Country Manager Portugal, referiu: “Celebramos mais um passo no percurso que iniciámos pouco antes de 2010, herdado de nosso accionista EDP Renováveis e assim construímos sobre esse legado a nossa história agora como Ocean Winds em Portugal. Estamos conscientes de que um dos desafios do nosso sector é dispor de infraestrutura capaz de servir projectos offshore eólicos na costa portuguesa e que estrategicamente poderão servir uma logística internacional. Por isso, mais importante do que o documento aqui assinado, será o trabalho e continuo diálogo com a autoridade portuária de Setúbal e Sesimbra para fazer mais uma vez da visão, uma realidade de todos”.

Morreu Kiska, a orca mais solitária do mundo que viveu 44 anos em cativeiro

Em 2021, Kiska foi filmada a bater repetidamente com a cabeça contra as proteções de vidro do tanque em que estava inserida, em Marineland Niagara Falls, em Ontário.

Kiska, uma orca em cativeiro há 44 anos, morreu após passar os últimos 11 anos sem qualquer contacto com outro animal marinho. Em 2021, foi filmada a bater repetidamente com a cabeça contra as protecções de vidro do tanque em que estava inserida, em Marineland Niagara Falls, no Canadá. Phil Demers, activista, denunciante e tratador do parque em questão, foi quem gravou e partilhou as imagens. “Activistas anti-cativeiro entraram no MarineLand e viram a Kiska a bater com a cabeça contra a parede. Assista e partilhe. Essa crueldade tem de acabar”, escreveu, na altura, o homem nas redes sociais.

O animal, capturado na Islândia em 1979, quando tinha apenas três anos, foi levado com outras para o Canadá. Kiska foi mãe cinco vezes, tendo todos os filhos morrido muito jovens; uma das crias foi separada da mãe e nunca mais se voltaram a reunir. O animal acabou por perder todos os companheiros que tinha no parque e estava sozinho há já onze anos. O comportamento da orca demonstrou que psicologicamente este isolamento poderá ter deixado marcas muito profundas. A campanha #FreeKiska, na plataforma change.org, chegou a reunir mais de 103 mil assinaturas.

Maior porta-contentores do mundo vem a Sines.

O MSC Tessa é considerado pelos estaleiros Hudong-Zhoghua, ( subsidiária do conglomerado China State Shipbuilding Corporation – CSSC), que o construíram, como o maior porta-contentores da actualidade, com uma capacidade nominal de 24 116 TEU. Deverá atracar em Sines, no Terminal XXI muito previsivelmente no dia 13 de Abril.

O navio faz parte de uma encomenda de 14 navios similares encomendados a vários estaleiros chineses pela MSC – Mediterranean Shipping Company, que tem avançado com uma estratégia de aumento da sua frota. Todos os navios encomendados possuem entregas previstas para o ano corrente.

Os navios encomendados são praticamente idênticos, tendo somente algumas diferenças entre eles, devido aos procedimentos dos  os estaleiros que projectaram e construíram, sendo a principal distinção, a nível de capacidade, visto que os navios encomendados aos  estaleiros do Yangzijiang Shipbuilding Group poderão atingir uma capacidade superior de 24 346 TEU.

MAR2030 com 539 milhões€ para quatro prioridades.

O Programa Mar2030 vai contar com mais de 539 milhões de euros destinados ao investimento na fileira do pescado e na economia azul, de acordo com a apresentação, feita em Faro, pelas ministras da Agricultura e Alimentação e da Presidência.

O Mar2030 “será um instrumento decisivo na garantia da sustentabilidade e do cumprimento de uma estratégia que promova a competitividade e a resiliência do sector das pescas, da aquicultura e da indústria transformadora, por forma a corresponder às necessidades de abastecimento e segurança alimentar”, realçou a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, citada num comunicado enviado às redacções.