Exportações aumentam, diminuindo défice da balança comercial.

As exportações portuguesas de bens e serviços cresceram 21,8% em janeiro de 2023, face ao mesmo período do ano passado, alcançando um valor absoluto de 9.568 milhões de euros. O Reino Unido, principal mercado extracomunitário, foi o país para onde se registou um maior aumento das exportações.

Segundo os dados do Banco de Portugal, os bens e serviços representaram, respetivamente, 65,9% e 34,1% das exportações totais.

A União Europeia representou 65,3% das exportações totais no primeiro mês do ano, sendo que Espanha foi o principal destino com uma quota de 21,1% no total, seguindo-se França (12,6%) e Alemanha (10,7%). Fora da União Europeia, o Reino Unido, com uma quota de 8,8%, foi o principal país cliente e o quarto em termos globais, seguindo-se os EUA (6,2%).

O Reino Unido foi também o mercado para onde se registou o maior aumento nas exportações, mais 239 milhões de euros do que em janeiro de 2022, o que representa um crescimento de 39,9%. Entre os mercados para onde as exportações portuguesas mais cresceram estão também Espanha, com mais 220 milhões de euros (+12,2%), Alemanha, com mais 179 milhões de euros (+21%) e França, com mais 161 milhões de euros (+15,5%).

Por tipos de bens e serviços, a rubrica de bens de Viagens e Turismo constituiu a principal exportação com uma quota de 13,3% do total, seguindo-se a rubrica de bens de Máquinas e Aparelhos (10,2%) e os serviços de Transportes (8,2%).

O primeiro mês do ano fica ainda marcado pela diminuição do défice da balança comercial de bens e serviços, que foi de 97 milhões de euros, menos 561 milhões de euros do que em janeiro de 2022.

Europa perto de acordo de descarbonização de transporte marítimo "mais ambicioso"?

O Parlamento Europeu e o respectivo Conselho chegaram a um acordo sobre combustíveis marítimos mais limpos, pedindo a redução das emissões dos navios em 2% a partir de 2025 e em 80% a partir de 2050. Isso aplica-se a navios com arqueação bruta acima de 5.000 e a toda a energia usada a bordo em ou entre portos da União Europeia, bem como a 50% da energia usada em viagens em que o porto de partida ou chegada está fora da UE ou nas regiões ultraperiféricas da UE. 

Os membros do Parlamento Europeu também garantiram que a comissão irá rever as regras até 2028 para decidir se estende os requisitos de corte de emissões a navios menores ou aumenta a parcela de energia usada por navios provenientes de países não pertencentes à UE. De acordo com o acordo preliminar, os porta-contentores e navios de passageiros serão obrigados a usar o fornecimento de energia em terra para todas as necessidades de eletricidade enquanto estiverem atracados no cais dos principais portos da UE a partir de 2030. Também se aplicará ao restante dos portos da UE a partir de 2035, se estes portos possuírem uma fonte de alimentação on-shore. Algumas isenções, como permanecer no porto por menos de duas horas, usar tecnologia própria de emissão zero ou fazer escala num porto devido a circunstâncias imprevistas ou emergências, serão aplicadas. 

O relator do Parlamento Europeu, Jörgen Warborn, disse: “Este acordo estabelece de longe o caminho mais ambicioso do mundo para a descarbonização marítima. Nenhuma outra potência global elaborou uma estrutura tão abrangente para lidar com as emissões marítimas. Isso é realmente inovador.” Num aceno para a Organização Marítima Internacional (IMO), onde um grupo de trabalho sobre gases de efeito estufa estará reunindo esta semana, Warborn acrescentou: “Este regulamento forçará outros a mudarem também. A Europa fará a sua parte justa, mas os cidadãos e empresas europeus não devem pagar a conta pelos esforços climáticos de todo o mundo.” O acordo informal sobre regras de combustíveis marítimos sustentáveis ​​ainda precisa ser aprovado pelo Comitê de Representantes Permanentes do Conselho e pelo Comitê de Transporte e Turismo do Parlamento e, em seguida, pelo Parlamento e pelo Conselho como um todo. 

As novas regras sobre infraestrutura de combustíveis alternativos e combustíveis marítimos fazem parte do pacote Fit for 55 in 2030, que é o plano da UE para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em pelo menos 55% até 2030 em comparação com os níveis de 1990, de acordo com a Lei Europeia do Clima.

Governo ultima medida de pacotes para os Portos

Alteração dos prazos das concessões portuárias, revisão do modelo de governação dos portos e incentivos ao investimento nestas infraestruturas são algumas das medidas anunciadas por João Galamba, que entende que “este é o momento para sermos mais ambiciosos”.

O Ministro das Infraestruturas, João Galamba (na foto), anunciou ontem no Parlamento que o Governo está neste momento “a ultimar um pacote de medidas que iniciarão um novo capitulo para os portos nacionais”, que vai envolver, entre outros, a alteração dos prazos das concessões ou a revisão do modelo de governação do sector.

Aos deputados, o responsável elencou as linhas gerais desse pacote, salientando que vai passar por “definir as linhas gerais de orientação estratégica para portos, promover uma reforma legislativa ampla que assegure uma simplificação legislativa que estabeleça um ordenamento transparente, sustentável, flexível, e alterar o limite do prazo das concessões portuárias”.

Irá ainda passar por “rever o modelo de governação portuária numa lógica de cooperação interna e especialização de cada porto e de aumento da competitividade externa, formalizar o conceito prático de domínio portuário, que não existe, e criar medidas que incentivem mais e melhor investimento e renovação das infraestruturas”.

As medidas que João Galamba diz estarem em preparação passam ainda por “reconhecer e fomentar a especialização dos trabalhadores portuários e promover a valorização profissional das carreiras”.

O governante considerou os portos um “pilar fundamental do desenvolvimento económico do país” e disse que “este é o momento para sermos mais ambiciosos”.

Frisando que os portos “enfrentam desafios novos no contexto internacional altamente competitivo, no que diz respeito à transição energética e digital”, João Galamba defendeu que estas infraestruturas “devem caminhar para ser hubs energéticos e industriais, numa lógica de especialização e complementaridade interna”.

O ministro das Infraestruturas recordou ainda que o enquadramento legal do sistema portuário nacional data dos anos 90 e frisou que a estratégia para a competitividade dos portos do continente tem o horizonte temporal até 2026, “estando praticamente toda cumprida”.

Samskip ganhará dois porta-contentores de emissão zero

O fornecedor global de soluções de logística, Samskip, contratou duas embarcações movidas a hidrogénio para fornecer serviços nas suas rotas da Europa Ocidental. 

A Samskip assinou um contrato para os navios com a empresa indiana de construção naval, Cochin Shipyard ltd. Esses navios estarão entre os primeiros navios porta-contentores de short sea com emissão zero no mundo usando hidrogénio verde como combustível. Espera-se que cada embarcação atinja cerca de 25.000 toneladas de redução de CO2 por ano no modo de emissão zero. Irão alcançar operações de emissão zero nos portos, usando energia verde no porto de escala, de acordo com Samskip. 

O CEO do Grupo Samskip, Kari-Pekka Laaksonen, disse: “Este empreendimento é outra das iniciativas da Samskip que é um passo importante para alcançar as nossas metas de sustentabilidade descritas no nosso último relatório de sustentabilidade. “Isso reforça o nosso compromisso com a iniciativa de meta baseada na ciência da sustentabilidade e apoiará a nossa meta de atingir o zero líquido até 2040”, acrescentou Laaksonen. 

Da mesma forma, no início deste ano, no mês passado, a HMM anunciou que garantiu contratos para nove porta-contentores de 9.000 TEU movidos a motores bicombustíveis a metanol, com a Hyundai Samho Heavy Industries (HSHI) e a HJ Shipbuilding and Construction (HJSC).

Navio onde deflagrou incêndio ao largo do Porto partiu de Sines.

O incêndio que deflagrou na terça-feira no navio Greta K ao largo do Porto continuava activo, mas controlado, mais de 16 horas depois do alerta, disse a capitania do porto de Leixões, cerca das 07:00.

“Mantém-se tudo igual. O navio [que transporta combustível refinado] continua a cerca de 11 milhas da linha de costa [quase 18 quilómetros] e tem dois rebocadores portuários a dar assistência, a manter a posição e a arrefecer as estruturas com jactos de água”, disse à Lusa o comandante do Porto de Leixões.

De acordo com o capitão Silva Rocha, no local e nos rebocadores, cerca das 07:00, mantinham-se o comandante e dois tripulantes para prestar assistência técnica necessária.

“Estamos a aguardar a chegada da Fragata Corte-Real da Marinha para que depois as equipas técnicas façam uma avaliação mais rigorosa sobre o que está a acontecer no navio”, disse.Segundo a Marinha Portuguesa, o alerta foi dado cerca das 15:30 de terça-feira para o “Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo (MRCC) de Lisboa, da Marinha” para um “incêndio no navio-tanque Greta K, com bandeira de Malta, que se encontrava a navegar a cerca de uma milha e meia de costa, cerca de três quilómetros, junto à praia dos Ingleses, na Foz do Douro, com 19 pessoas a bordo, todas de nacionalidade filipina”.De acordo com o capitão do Porto de Aveiro, não houve derrame de combustível, mantendo o navio a sua integridade física.

“Não há feridos a registar. Apenas um dos tripulantes foi levado ao hospital com queixas numa mão”, disse ainda o capitão Silva Rocha.

O navio Greta K, que se incendiou ao largo da Foz do Douro, no Porto, encontrava-se às 17:45, na altura do incidente, a quatro quilómetros da costa, vindo do porto de Sines, de acordo com a aplicação Marine Traffic.

Porto do Funchal: Em 2 dias, 5 navios e 16.489 pessoas..

O Porto do Funchal ficou lotado nesta terça-feira, com 4 navios acostados. “Norwegian Sun”, “Azura”, “AIDAsol” e “Azamara Pursuit” trouxeram à Madeira um total de 10 049 pessoas, a que se juntam hoje, mais 6 440 pessoas do navio “Iona”.

Em dois, perfazendo um total de cinco navios e 16 489 pessoas, dos quais 13 629 são passageiros e os restantes, tripulantes.

Porto de Aveiro substitui pontão flutuante do Forte da Barra.

O Porto de Aveiro procedeu à substituição do pontão flutuante para acostagem de embarcações de pequeno porte, no Forte da Barra, junto ao Jardim Oudinot.

A empreitada de substituição do cais ali existente envolveu um investimento de 67.490,00€, que contemplou o pontão flutuante, a ponte de acesso, sistema de tirantes e de escoramento, e respetivos maciços de encastramento na retenção marginal.

O pontão é conhecido pela sua importância como ponto de chegada da tradicional procissão em Honra de Nª Sra. dos Navegantes, sendo também utilizado por operadores de marítimo-turística e nautas que se deslocam ao Forte da Barra e ao Jardim Oudinot.

A Administração do Porto de Aveiro reforça, assim, as condições de segurança de acesso à ria de todos os utilizadores deste pontão, garantindo o seu uso público para esse efeito.

CMA CGM aumenta escalas em Lisboa

Chegou ontem ao Terminal de Contentores de Alcântara o porta-contentores CMA CGM IVANHOE, que iniciou assim, a sua escala regular no Porto de Lisboa. 

Inserido no serviço INDAMEX, este é um dos navios que liga o continente asiático e africano (India e Egipto) ao continente americano (Nova Iorque, e restantes portos). Esta rota pretende fomentar a exportação, com expectativa de, a médio prazo, vir a receber também tráfego de importação da Índia.

“Receber este novo serviço, com escalas regulares que ligam Lisboa aos três maiores continentes do mundo, reforçam o posicionamento do Porto de Lisboa, da cidade e do país, e é mais uma porta para servir melhor os nossos clientes”, destaca o presidente da Administração do Porto de Lisboa (APL), Carlos Correia, citado em comunicado.

Maersk revela design de "feeder" movido a combustível verde.

A Maersk revelou de forma efusiva o novo design da primeira embarcação movida a combustível verde.

A construção está em andamento e será entregue em breve pela Hyundai Mipo Dockyard. O navio possui um motor bicombustível e poderá operar com metanol verde – que faz parte do compromisso de liderar o caminho para uma indústria naval sustentável. 

“Estou muito feliz com o progresso que estamos fazendo no projecto. Agora concluímos todos os principais projectos relacionados e a produção está progredindo a toda velocidade com entrega prevista durante o verão. tem sido um enorme projecto, mas obtivemos sucesso não menos devido à grande colaboração internamente na Maersk e com os nossos parceiros”, afirmou Ole Graa Jakobsen, Reponsavel pela Tecnologia do gigante dinamarquês.

Cegonha-branca: 1° navio eléctrico da Transtejo já chegou.

A renovação da frota da Transtejo, com a aquisição de dez navios eléctricos, foi autorizada em 2019 e previa-se estar pronta para começar a navegar ainda durante 2022. No entanto, só em março é que o primeiro navio chegou ao porto de Lisboa, vindo dos estaleiros espanhóis Gondán. Até ao final do ano, esperam-se mais três unidades.

Baptizado de Cegonha-Branca, em homenagem à ave autóctone característica do estuário do Tejo, a embarcação abre espaço para os restantes nove barcos que ainda estão previstos chegar. A escolha do nome vai ser semelhante para todos os novos meios de transporte fluvial.

“Prevê-se a entrada em funcionamento destas estruturas durante o segundo semestre deste ano. Até lá, durante a fase de formação das tripulações, será utilizado o sistema de carregamento instalado na doca sita em Cacilhas”, avança a Transtejo, citada pela “TVI”.

Inicialmente, estava previsto um investimento global de 57 milhões de euros e gastos de aproximadamente 33 milhões de euros na manutenção. Os números correspondiam a um período entre 2020 e 2035. Com a alteração dos valores, o Plano de Renovação da Frota da Transtejo atinge um máximo de 70 milhões de euros de investimento nos navios e aproximadamente 29 milhões de euros para a manutenção até 2036.

“Pelas suas características, a nova frota permitirá melhorar a experiência da viagem fluvial, alcançar ganhos em eficiência energética, reduzir os actuais custos de manutenção e eliminar a emissão de C02” (dióxido de carbono)”, reforça a empresa.

Apesar das promessas, a frota tem gerado alguma polémica nos últimos dias. Em causa está a aquisição de nove baterias, no valor de 15,5 milhões de euros, um contrato adicional ao que já tinha sido assinado pelo Tribunal de Contas (TdC), correspondente a 52,4 milhões. No entanto, só um deles é que tinha a bateria para a realização de testes. A controvérsia levou o tribunal a chumbar a nova compra na quinta-feira, 19 de março.

“A Transtejo comprou um navio completo e nove navios incompletos, sem poderem funcionar, porque não estavam dotados de baterias necessárias para o efeito”, refere o TDC, citado pelo “Expresso”. “O mesmo seria, com as devidas adaptações, comprar um automóvel sem motor, uma moto sem rodas ou uma bicicleta sem pedais, reservando-se para um procedimento posterior a sua aquisição.”

A Transtejo é a linha que assegura as ligações fluviais entre Lisboa e o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão. Com a entrega deste primeiro navio, as operações passam por Cacilhas, Montijoe Seixal.