MSC Cruzeiros inaugura novo MSC Euríbia na Dinamarca a 8 de junho

A MSC Cruzeiros vai inaugurar o seu mais recente navio, o MSC Euríbia, o segundo da frota da companhia de cruzeiros movido a GNL – Gás Natural Liquefeito, na Dinamarca, numa cerimónia que vai decorrer em Copenhaga, capital dinamarquesa, a 8 de junho.

“O MSC Euríbia simboliza o compromisso da Companhia com a protecção dos oceanos e é por isso que o porto de Copenhaga foi escolhido como o local para a inauguração, uma vez que não só o porto tem um rico património marítimo, como a Dinamarca é um país com um profundo respeito pelo mar e compromisso com a sustentabilidade”, indica a companhia de cruzeiros, num comunicado.

Prova do compromisso da MSC Cruzeiros com a protecção e preservação do ambiente marinho, o MSC Euríbia vai contar com um fresco no exterior, que foi concebido pelo artista gráfico alemão Alex Flaeming e que afirma “a importância de proteger esse delicado e complexo ecossistema”.

A MSC Cruzeiros indica que o nome do mais recente navio é uma homenagem à antiga deusa Eurybia, que, de acordo com a companhia de cruzeiros, “aproveitou os ventos, o clima e as constelações para dominar os mares, promovendo a visão do navio para dominar a implementação de tecnologias sustentáveis de última geração para proteger e preservar o precioso ecossistema marinho”.

O MSC Euríbia vai dar inicio à sua temporada inaugural no Norte da Europa, com viagens de sete noites com início a 10 de junho e à partida de Copenhaga para visitar os Fiordes da Noruega, incluindo Geiranger, Alesund e Flaam.

Para os passageiros que viajam a partir de Lisboa, a MSC Cruzeiros possui pacotes que incluem, além do cruzeiro, os voos entre Lisboa e Copenhaga.

O MSC Euríbia é um navio tecnologicamente avançado, que conta com várias inovações que visam a redução do seu impacto ambiental, nomeadamente de um sistema avançado de tratamento de águas residuais, bem como um sistema de gestão de resíduo subaquático irradiado para minimizar os efeitos das vibrações na vida marinha, entre vários outros meios de eficiência energética que ajudam a reduzir e otimizar a utilização do motor.

Para além do compromisso com a componente ambiental, o navio destaca-se também pelas suas características a bordo, que incluem a icónica Promenade ao estilo mediterrâneo com cúpula LED, além de 10 restaurantes e 21 bares e lounges, lojas e diversas opções de entretenimento.

Um dos locais de entretenimento com glamour é o teatro do navio, que conta com capacidade para 954 espectadores e vai disponibilizar espectáculos todas as noites, sendo também de destacar as cinco piscinas do MSC Euríbia, que inclui igualmente um parque aquático temático.

O MSC Euríbia conta ainda com um MSC Foundation Center a bordo, um espaço onde as crianças vão poder participar em jogos educativos para aprender mais sobre a importância do meio ambiente, enquanto os adultos podem mais sobre os programas e causas da MSC Foundation.

Porto de Sines recebe comitiva do Porto de Luanda

Uma comitiva do Porto de Luanda visitou o Porto de Sines com o objectivo de conhecer alguns procedimentos desta administração portuária, nomeadamente as operações marítimas.

A comitiva, composta por Miguel Pipa, Massoxi Bernardo e Joaquim Junqueira, e acompanhada por elementos da AES (Associação Empresarial de Sines) e do CEO da SecretScreen, foi recebida pelo Conselho de Administração, que sublinhou a disponibilidade da autoridade portuária em reforçar a cooperação entre as duas entidades. A delegação teve ainda a oportunidade de visitar o Centro de Controlo de Tráfego do Porto de Sines e atestar, in loco, o funcionamento e os procedimentos do dia-a-dia deste departamento, bem como a adopção de práticas éticas e sustentáveis.

O intercâmbio de conhecimentos e experiências, uma constante no trabalho da APS, contribui para o estabelecer de relações e laços mais fortes, particularmente com portos lusófonos.

3,5 Milhões€ para monitorizar os movimentos da vida marinha na Europa

O novo projecto financiado pela União Europeia, STRAITS, irá equipar os quatro cantos da Europa com receptores acústicos que permitem monitorizar os movimentos dos peixes e outros animais marinhos, compreender a sua biologia e ecologia e ajudar na conservação e gestão dos oceanos.

O Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR-Algarve) é um dos parceiros deste projecto que pretende unir esforços entre as várias instituições e trabalhar de forma colaborativa no estudo do movimento dos animais marinhos através de telemetria acústica.
No âmbito da European Tracking Network, o projecto irá instalar receptores de telemetria acústica em quatro zonas chave na Europa: o Estreito da Dinamarca no Mar Báltico, o Canal Norte no Mar Céltico, o Estreito de Gibraltar no Mar Mediterrâneo e os Estreito do Bósforo e de Dardanelos no Mar Negro. Para além disso, irá impulsionar projectos de telemetria acústica que estejam em curso, expandir esforços para interligar as iniciativas de monitorização por toda a Europa, desenvolver planos de gestão de dados e redes para promover o trabalho colaborativo e fornecer dados a Organizações Governamentais nacionais e internacionais.
O investigador do CCMAR-Algarve, David Abecasis afirma que “dada a nossa localização, entre o Oceano Atlântico e o Mediterrâneo, a rede de telemetria acústica do CCMAR assume um papel fulcral, juntamente com os receptores a instalar no Estreito de Gibraltar, na compreensão dos movimentos de grandes migradores como por exemplo o atum rabilho. Para além disso, este projecto vai permitir expandir a rede de receptores acústicos existente no Algarve criando sinergias com outros projectos em curso.”
A telemetria acústica é uma das melhores formas de monitorizar o movimento dos peixes e outros animais marinhos, desde uma escala mais pequena (nível regional) até uma escala global. O avanço da tecnologia permite que esta monitorização seja realizada em áreas maiores e por períodos mais longos, contribuindo com informação chave sobre a biologia e ecologia destes animais. 
O projecto STRAITS é financiado pelo Horizon Europe Framework Program e conta com uma equipa de 10 organizações líderes a nível mundial em telemetria acústica. Em conjunto, os parceiros irão contribuir para o avanço da compreensão dos movimentos dos animais marinhos na Europa, mas não só, e mudarão a forma como a biodiversidade é monitorizada nas águas europeias, contribuindo assim para a conservação dos oceanos e iniciativas de políticas de gestão.

Estudo desvenda a chave da absorção do dióxido de carbono pelos oceanos

O efeito de estufa e a alta concentração de carbono na atmosfera são problemas que assustam quem se importa com o planeta. Para essas questões, um pequeno aliado tem sido considerado indispensável. O fitoplâncton têm sido essencial para a regulação das concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Um novo estudo procura entender o papel desses agentes de captura  de carbono para o equilíbrio da vida na Terra.

O oceano removeu cerca de um terço do CO2 libertado pelos seres humanos desde a Revolução Industrial. Isso faz dele um dos maiores consumidores de dióxido de carbono existentes. Compreender o papel da água nesse processo é fundamental para criar alternativas e reduzir danos.

Uma pesquisa conduzida pela Universidade Autónoma de Barcelona descobriu que a troca de carbono entre a atmosfera e o oceano é modulada quase integralmente por um único grupo de plâncton fotossintetizante, um fitoplâncton calcificante marinho chamado cocolitóforo. Esses pequenos organismos vivem nas camadas iluminadas dos oceanos e formam placas elaboradas de carbonato de cálcio (CaCO3). Essas camadas produzidas pelo fitoplâncton podem, inclusive, ser vistas em lugares como os penhascos brancos de Dover – Reino Unido.

No estudo, publicado no periódico científico Nature Communications, os investigadores descobriram que os cocolitóforos, com menos de um centésimo de milímetro de tamanho e formando a base da cadeia alimentar aquática, são responsáveis por 90% da produção de carbonato de cálcio e um dos maiores contribuintes para a regulação dos níveis atmosféricos de CO2. Eles também são fundamentais para o controlo químico dos oceanos, regulando os níveis de acidificação da água. Esta pesquisa destaca que os outros dois principais grupos planctônicos calcificadores, zooplâncton (pterópodes) e foraminíferos, desempenham um papel secundário no contexto da modulação do CO2 atmosférico.

Além disso, o estudo também revelou que, em vez de afundar, a maior parte do CO2 convertido em carbonato de cálcio dissolve-se em águas rasas, onde o carbono é mais facilmente trocado com a atmosfera e há maior incidência de luz solar. A dissolução do carbonato mais próximo da superfície mostra que o processo de troca de carbono entre oceano e a atmosfera é mais complexa do que se supunha inicialmente. 

Entender esse tipo de dissolução é fundamental para a compreensão do papel dos calcificadores planctônicos na regulação do CO2 atmosférico. Isso é importante, pois mais dissolução irá aumentará a capacidade da água de reter CO2.

Morreu Pedro Martins de Lima, o 'pai' do surf em Portugal

Pedro Martins de Lima, considerado o ‘pai’ do surf em Portugal, morreu aos 92 anos, informou a Federação Portuguesa de Surf (FPS), numa nota divulgada nas redes sociais. 

“Hoje, temos a lamentar a perda de um dos grandes. Um pioneiro de grande coragem e visão, Pedro Martins de Lima é unanimemente considerado o primeiro português a correr ondas, o nosso primeiro Surfista, com letra maiúscula. Deixou-nos aos 92 anos para surfar novas ondas”, refere a FPS no Facebook.

A Federação recorda a “personalidade encantadora” e a “generosidade” de Pedro Martins de Lima.

“Um grande aloha, Pedro. Até sempre!”, conclui a nota.

Pedro Martins de Lima começou a surfar em pé em 1959, sendo considerado o pioneiro da modalidade em Portugal.

Foto: Federação Portuguesa de Surf

Novos dados revelam risco de incidentes marítimos em portos e terminais

A empresa marítima ESG Rightship divulgou uma nova e alarmante estatística mostrando que cerca de metade dos incidentes marítimos ocorrem em portos e terminais – uma percentagem maior do que se pensava anteriormente. 

Os dados mostram que houve 2.400 incidentes em 2022 em que os dados de localização foram registrados. Entre eles, cerca de 50% ocorreram dentro dos limites do porto e do terminal, inclusive no cais instalações, esperando no cais e durante o trânsito portuário. Analisando os dados, a maioria dos incidentes portuários e terminais, ou 813, ocorreu nas docas. “Essa estatística deve ser preocupante para abrigar comandantes e equipas de operações”, disse Yucel Yildiz, gerente de portos e terminais da RightShip. 

“Embora muitos portos maiores sejam usados ​​para gerir embarcações de diferentes padrões operacionais e de segurança a cada dia, os dados mostram que o risco inerente enquanto a embarcação está dentro dos limites de um porto é muito maior do que pensávamos anteriormente.”

Incidentes marítimos em portos e terminais podem ser caros e demorados, pois podem reduzir severamente a capacidade de um porto de processar embarcações. No entanto, a Rightship diz que as autoridades portuárias e os operadores de terminais podem reduzir os incidentes usando uma combinação de dados focados em pré-chegadas e partidas e partilha de informações. “Muitos desses riscos estão fora do controlo do porto e eles precisam estar prontos para lidar com os problemas à medida que ocorrem, além de garantir que as operações em todas as instalações não sejam interrompidas”, acrescentou Yildiz. 

A RightShip recolhe dados de incidentes globais de várias fontes, incluindo Port State Control e MOUs, sociedades de classificação, estados de bandeira, autorrelato de proprietários e gerentes de navios, bem como outras fontes de dados. 

A empresa é fornecedora líder de métricas ambientais, sociais e de governança (ESG) para o sector marítimo e fornece uma plataforma digital e serviços para ajudar as empresas a gerenciar riscos e melhorar os padrões gerais de segurança marítima.

Armadores revoltados com possível fim da pesca de arrasto

É com choque e revolta que a Associação dos Armadores das Pescas Industriais reage à proposta, por parte da Comissão Europeia, de eliminar até 2030 a pesca de arrasto de fundo, em zonas protegidas do espaço da União.

O secretário-geral da ADAPI, Luís Vicente, refere à agência Lusa que a proposta pode ser devastadora para as comunidades piscatórias europeias.

As primeiras medidas vão começar a ser implementadas desde já e até março do ano que vem, para os sítios Natura 2000, ao abrigo da directiva sobre habitats e protecção dos fundos marinhos e das espécies.

Desde 2016, a União Europeia proíbe a pesca de arrasto abaixo dos 800 metros de profundidade, para ajudar a restaurar ecossistemas vulneráveis dos fundos marinhos.

Esta prática foi também proibida, desde setembro passado, abaixo dos 400 metros em certas áreas do Atlântico nordeste.

UE com 117 milhões€ para restaurar oceanos até 2030

AUnião Europeia vai financiar, com 117 milhões de euros, 20 projectos transnacionais que têm por objectivo restaurar os oceanos e restantes águas.

O financiamento provém do programa da UE para a investigação e inovação, Horizonte Europa, e vai contribuir para a Missão da UE ‘Restaurar o nosso Oceano e as nossas Águas’.

“Esta missão é urgente. Preservar e restaurar a saúde dos nossos oceanos e águas é preservar a nossa vida e toda a vida neste planeta. É unindo os nossos esforços que iremos regenerar os habitats marinhos, trazer de volta as populações de peixes e tornar a nossa economia azul mais sustentável”, referiu Virginijus Sinkevicius, comissário para o Ambiente, Oceanos e Pescas, em comunicado.

Portugal participa em seis destes projectos, que reúnem 297 parceiros de 39 países, a maioria estados-membros da UE. Participa, nomeadamente no Climarest, que vai desenvolver directrizes para a restauração dos ecossistemas e para aumentar a resiliência climática nas comunidades costeiras. O projecto vai desenvolver cenários de restauração baseados na natureza, que vão desde Svalbard, na Noruega, até ao arquipélago da Madeira.

Participa e coordena, através da Universidade de Aveiro, no projecto A-AAgora, que se foca em soluções baseadas na natureza, incluindo reflorestação azul, para aumentar a resiliência às alterações climáticas e mitigar os seus impactos nas comunidades costeiras.

Esfera misteriosa aparece em praia no Japão

Mais um instrumento de espionagem, um OVNI ou provas da existência do “Dragon Ball”? Uma esfera misteriosa com metro e meio de diâmetro apareceu numa praia no Japão e está a colocar a Internet nipónica em alvoroço, incentivando todo o tipo de teorias.

As autoridades locais não conseguiram, ainda, apurar com certezas do que se trata.

A esfera metálica apareceu na praia de Enshu, em Hamamatsu, e tem sido motivo de grande especulação. Os residentes temiam que se tratasse de uma mina mas, avança o jornal The Guardian, a polícia fez um raio-x à “bola” e confirmou que era oca.

Poderá tratar-se de um instrumento de espionagem dos vizinhos China ou Coreia do Norte, mas o cenário mais provável é que se trate simplesmente de parte de uma bóia que se soltou… A esfera tem duas alças, o que indica que pode ser encaixada noutra estrutura maior.

Apesar disso, as autoridades ainda não avançam com nenhum cenário concreto e continuam sem perceber de onde apareceu. Imagens do objeto foram enviadas para as forças de segurança japonesas para futura inspeção.

O alerta foi dado por uma mulher que passeava na praia, esta semana, avança a televisão local. Rapidamente, a área foi encerrada ao público e as autoridades chamaram especialistas em explosivos para investigar.

MOL testa combustível feito de estrume de vaca para abastecer navio costeiro de GNL

Nos esforços para desenvolver novas formas sustentáveis ​​de combustível marítimo, a japonesa Mitsui O.S.K. Lines (MOL) informou que realizará o primeiro teste de uma nova forma de biometano liquefeito (LBM) para abastecer uma embarcação costeira de GNL. 

O produto exclusivo é uma forma avançada de combustível usado pelos agricultores há anos, derivado do esterco de vaca. A MOL estudará o novo combustível LBM em conjunto com a empresa japonesa Air Water, que vem trabalhando no desenvolvimento do processo de fabricação do combustível. 

Os seus esforços iniciais confirmaram que o LBM pode ser transportado, fornecido e usado sem problemas, empregando os equipamentos existentes em terra e a bordo. No primeiro semestre de 2023, está planeado testar o combustível a bordo da embarcação costeira movida a GNL da MOL. 

No futuro, a MOL e a Air Water contribuirão para o desenvolvimento do transporte marítimo de baixo carbono e descarbonizado, alavancanseu9 seu conhecimento e experiência combinados no uso de LBM como combustível marítimo. A Air Water tem trabalhado no desenvolvimento de uma cadeia de fornecimento de demonstração nos últimos anos, procurando expandir os processos de fermentação de metano operados historicamente por criadores de gado. 

Em 2021, o Ministério do Meio Ambiente do Japão aprovou um projecto de demonstração para o desenvolvimento tecnológico do processo e da cadeia da LBM. O biogás produzido pelos criadores de gado é cerca de 60% de metano e 40% de dióxido de carbono. Os agricultores têm tradicionalmente usado isso como fonte de energia. 

Nos processos desenvolvidos pela Air Water, o LBM é feito recolhendo o biogás extraído por meio da fermentação do metano e, em seguida, separando o metano do CO2. O processo de liquefação como o utilizado em outras formas de gás permite a redução do volume para transportar o produto. A MOL relata que o processo de liquefação ocorre a cerca de -160 graus C° e pode comprimir o volume para 1/600 do gás. O valor calorífico do LBM resultante é relatado como sendo cerca de 90 por cento dos valores actuais produtos de GNL. 

A AirWater iniciou as operações em grande escala na sua planta de produção em 2022. A empresa procura desenvolver a sua herança de gás liquefeito de petróleo (GPL) e querosene para desenvolver combustíveis alternativos.