Concentrações de microalgas no oceano têm aumentado nos últimos anos

A proliferação das algas torna-se num problema mundial uma vez que pode criar bolsas nos oceanos sem oxigénio, provocando a morte a outros organismos que por lá passem.

As concentrações de microalgas no oceano têm aumentado nos últimos anos. Um estudo publicado na revista Nature prova este crescimento e aponta as causas. O maior problema são as toxinas que algumas espécies possuem.

Entre 2003 e 2020, foram analisadas mais de 760 mil imagens de satélite. Nas causas do aumento de microalgas no oceano estará a subida da temperatura da água do mar e a poluição.

A proliferação das algas torna-se num problema mundial uma vez que porque pode criar bolsas nos oceanos sem oxigénio, provocando a morte a outros organismos que por lá passem.

O estudo da Nature mostrou ainda que nas regiões do Alasca, Canárias e Maldivas houve um aumento destes fenómenos. Em contrapartida, terão enfraquecido nas zonas tropicais e subtropicias do hemisfério norte.

Oceanário de Lisboa tem bilhetes a 7€ até final de abril para maiores de 65 anos

Depois da campanha que decorreu entre novembro e dezembro, onde os miúdos não pagavam bilhete se fossem acompanhados por um adulto, e da mega promoção em vigor até ao final de fevereiro, o Oceanário de Lisboa começa o mês com uma nova acção.

Até 30 de abril, todas as pessoas com mais de 65 anos vão ter a oportunidade de visitar o aquário gigante do Parque das Nações por apenas 7€, em vez dos habituais 17€.

AA campanha está disponível desde do passado dia 1 de março, durante todos os dias, e em qualquer horário (das 10 às 20 horas, sendo que a última entrada tem de ser feita até às 19 horas). Os ingressos podem ser comprados na bilheteira online.

“Com familiares ou amigos, não há idade limite para mergulhar nos segredos do oceano, seja para conhecer pela primeira vez ou voltar a visitar este incrível mundo subaquático com mais de 8000 animais de 500 espécies marinhas diferentes”, escrevem os responsáveis pelo Oceanário na conta de Instagram.

Além de conhecerem centenas de espécies, as famílias podem visitar as duas exposições temporárias. Na mostra “As Florestas Submersas by Takashi Amano” são apresentadas várias florestas tropicais do famoso aquascaper. Amano foi desafiado a criar o maior “nature aquarium” do mundo, com 40 metros de comprimento e 160 mil litros de água doce.

Já a instalação artística “ONE – O Mar Como Nunca o Sentiu”, da artista Maya Almeida, apresenta uma “ligação profunda do Homem com o mar e invoca a grandiosidade do oceano através de uma experiência imersiva pelo território marítimo português”, segundo a organização.

Porta-Contentores voltou a flutuar no canal de Suez após avaria

Um navio porta-contentores que quebrou no Canal de Suez, no Egipto, ontem, causando o desvio de parte do tráfego, retomou o seu rumo, informou a Autoridade do Canal.

A autoridade disse num comunicado anterior que o MSC Istanbul, navegando sob a bandeira da Libéria, ficou encalhado enquanto transitava pelo canal, quando efectuava a rota da Malásia para Portugal.

Quatro rebocadores trabalharam para movê-lo e o tráfego na hidrovia vital não foi afectado, disse o comunicado.

“Todos os navios que vêm do norte passaram normalmente e a navegação do sul também decorreu normalmente depois de os navios terem sido desviados do canal ocidental para o canal oriental”, acrescentou.

Os dados de remessa do Eikon mostraram que o incidente ocorreu por volta das 16h GMT no domingo. Em 2021, um enorme navio porta-contentores, o Ever Given, ficou preso por ventos fortes numa secção sul do canal de pista única, bloqueando o tráfego por seis dias antes que pudesse ser desalojado. 

(Reportagem de Yusri Mohamed; Redação de Hatem Maher e Aidan Lewis; Edição de Hugh Lawson e Frances Kerry) 

(c) Copyright Thomson Reuters 2023.

Porto de Aveiro qualifica o piso da antiga lota.

Começou uma obra de requalificação do piso degradado, na antiga Lota de Aveiro. Sujeito à intempérie, o acesso era feito sobre lombas, por vezes formando-se grandes poças, pelas inundações da chuva e subida do nível da ria nos ciclos das marés viva.

Segundo apurou o Diário de Aveiro, a empreitada do Porto de Aveiro estará concluída nos próximos dias com a aplicação de “tout-venant”, desde a ponte levadiça até ao posto náutico do Clube dos Galitos.

Outro cargueiro gigante da Airbus com faz escala no Porto de Viana do Castelo.

O Porto de Viana do Castelo recebeu o navio de carga Ro-Ro City of Hamburg, pertencente ao grupo Louis Dreyfus Armateurs, integrado na escala da empresa para o Mediterrâneo numa rota quinzenal de transporte de peças para a ‘gigante’ da aviação francesa.

A primeira escala deste serviço ro-ro da Louis Dreyfus Armateurs que liga os portos de Nápoles, Tunis, Tanger Med Nantes-St. Nazaire e Viana do Castelo, tinha iniciado no inicio de dezembro passado.

A Airbus, recorde-se, possui uma unidade industrial em Santo Tirso, onde produz componentes para os modelos A320neo e A350.

A digitalização do Porto de Antuérpia

O sector do transporte marítimo atravessa um período de mudança. O porto de Antuérpia, na Bélgica está em pleno processo de digitalização.

“Juntamos todos os dados e os clientes podem visualizar o processo a cada momento. É possível acrescentar ou deitar fora dados. À medida que este sistema começa a desenvolver-se, dá origem a novos usos e iniciativas, e se tivermos novos dados, podemos usá-los, importá-los, o que gera um novo ciclo de inovação, o que é interessante”, afirmou Erwin Verstraelen, director de Informação Digital e Inovação, do Porto de Antuérpia, e responsável pela supervisão da implementação do chamado “gémeo digital” do porto, que dá apoio aos terminais, às companhias de navegação e às vias navegáveis interiores.
A comunicação náutica ainda é feita principalmente por voz através de telefones e rádios. Há dois anos, o porto de Antuérpia liderou um projecto para transformar a conversa em texto, com base em ferramentas de Inteligência Artificial. Graças à evolução da tecnologia, as máquinas podem detectar os sentimentos dos interlocutores, e saber se dois comandantes de navio estão a discutir.
“As pessoas responsáveis pela investigação de um acidente que buscam uma agulha num palheiro, podem colocar a pergunta e, em 5 a 10 segundos, podem ficar a saber o que se passou”, contou Erwin Verstraelen.
A utilização de sistemas de alta tecnologia para poupar espaço e tempo tornou-se num negócio multi-bilionário. 
“Hoje em dia, temos basicamente 900 armazéns que operam em mais de 28 países em todo o mundo. Basicamente estamos a tentar tornar os armazéns das pessoas mais eficientes, mais rápidos e mais precisos”, explicou Mark Manducam, director de investimentos da GXO Logistics.
“Há muita coisa a acontecer neste momento. Em termos marítimos, nos últimos 30 anos, do ponto de vista do comércio global, as mercadorias eram enviadas para a Ásia para serem fabricadas e depois regressavam aos consumidores. Esse comércio tradicional ficou sob pressão devido à pandemia e às políticas de zero-covid, mas também porque, nos últimos dez anos, a subida dos salários levou à redução das diferenças salariais entre os mercados de leste e os de oeste”, acrescentou o responsável.

PJ procura cocaína em navio de 170 metros atracado em Lisboa

Segundo avança o JN, a Polícia Judiciária está a revistar um cargueiro, com 170 metros de comprimento, no Porto de Lisboa, à procura de cocaína. O navio tem bandeira do Panamá e partiu da América do Sul com uma carga de carvão.

A atracagem do navio em Alcântara aconteceu por volta das 18.20 horas deste domingo, sendo que a última parte da viagem foi feita sob escolta da Marinha Portuguesa. Esta abordou o navio a mais de 100 milhas da costa, a pedido da Polícia Judiciária, que estava a investigar a rede criminosa suspeita de ter usado a embarcação para fazer chegar cocaína a Portugal.

Dada a dimensão do cargueiro, os trabalhos de revista pela Unidade de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária deverão prosseguir durante o dia de amanhã, segunda-feira.

Ao início da noite deste domingo, a tripulação do navio ainda estava a ser identificada.

O Regimento de Bombeiros Sapadores de Lisboa foi accionado às 16.40 horas deste domingo, para fazer despiste de “eventuais atmosferas perigosas”.

Foto: Rita Chantre – Global Images

Tratado dos Oceanos: Acordo histórico alcançado após 10 anos de negociações

As nações chegaram a um acordo histórico para proteger os oceanos do mundo após 10 anos de negociações. O Tratado do Alto Mar visa colocar 30% dos mares em áreas protegidas até 2030, para salvaguardar e recuperar a natureza marinha. 

O acordo foi alcançado na noite de ontem, após 38 horas de negociações, na sede da ONU em Nova Iorque. As negociações foram suspensas por anos devido a divergências sobre financiamento e direitos de pesca. O último acordo internacional sobre a protecção dos oceanos foi assinado há 40 anos, em 1982 – a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Esse acordo estabeleceu uma área chamada alto mar – águas internacionais onde todos os países têm o direito de pescar, embarcar e fazer pesquisas – mas apenas 1,2% dessas águas são protegidas. A vida marinha que vive fora dessas áreas protegidas está em risco devido às mudanças climáticas, pesca predatória e tráfego marítimo.

Essas novas áreas protegidas, estabelecidas no tratado, colocarão limites na quantidade de pesca que pode ocorrer, nas rotas das rotas marítimas e nas atividades de exploração, como mineração em alto mar – quando os minerais são retirados de um fundo do mar a 200 metros ou mais abaixo da superfície. Grupos ambientais temem que os processos de mineração possam perturbar os locais de criação de animais, criar poluição sonora e ser tóxicos para a vida marinha. A Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, que supervisiona o licenciamento, disse que, no futuro, “qualquer actividade futura no fundo do mar estará sujeita a regulamentos ambientais estritos e supervisão para garantir que sejam realizadas de forma sustentável e responsável”.

Rena Lee, Embaixadora da ONU para os Oceanos, fechou-se a negociação, após duas semanas de negociações que às vezes ameaçavam desmoronar. Minna Epps, directora da equipa da IUCN Ocean, disse que a principal questão era a partilha dos recursos genéticos marinhos. Recursos genéticos marinhos são materiais biológicos de plantas e animais do oceano que podem trazer benefícios para a sociedade, como produtos farmacêuticos, processos industriais e alimentos. As nações mais ricas actualmente têm recursos e financiamento para explorar o oceano profundo, mas as nações mais pobres querem garantir que quaisquer benefícios que encontrem sejam partilhados igualmente.

O Dr. Robert Blasiak, investigador oceânico da Universidade de Estocolmo, disse que o desafio é que ninguém sabe quanto valem os recursos oceânicos e, portanto, como eles podem ser divididos. Afirmou: “Se imaginar um enorme LCD de alta definição, e se apenas três ou quatro dos pixels naquela tela gigante estiverem funcionando, esse é o nosso conhecimento do oceano profundo. Portanto, registramos cerca de 230.000 espécies no oceano, mas estima-se que existam mais de dois milhões.” 

Laura Meller, activista dos oceanos da Greenpeace Nordic, elogiou os países por “colocarem as diferenças de lado e entregarem um tratado que nos permitirá proteger os oceanos, construir anossa resiliência às mudanças climáticas e salvaguardar as vidas e os meios de subsistência de bilhões de pessoas”. É um dia histórico para a conservação e um sinal de que num mundo dividido, proteger a natureza e as pessoas pode triunfar sobre a geopolítica”, acrescentou. 

Os países precisarão se reunir novamente para adoptar formalmente o acordo e, então, terão muito trabalho a fazer antes que o tratado possa ser implementado. Liz Karan,directora  da equipa de governança oceânica do Pews Trust, disse: “Levará algum tempo para entrar em vigor. Os países precisam ractificá-lo [adoptá-lo legalmente] para que entre em vigor.

Foto: Alexis Rosenfeld/Getty

Pescadores não querem parques flutuantes de energia renovável na costa portuguesa.

Dezoito associações da pesca rejeitaram em Peniche os projectos de energia renovável flutuante entre Viana do Castelo e Sines, por o sector não ter sido ouvido e por comprometer a actividade de metade das embarcações.

“A transição energética tem que ser feita por todas as razões conhecidas e sobejamente conhecidas. Agora, a transição energética não tem que ser feita a qualquer custo nem a qualquer preço,” disse à agência Lusa Pedro Jorge Silva, presidente da Associação dos Armadores da Pesca Industrial, que integra o Movimento Associativo da Pesca Portuguesa.

O possível encerramento das áreas de pesca para a ocupação de parques de energia renovável, eólicos e outros, foi feito “nas costas dos pescadores”, que, alertaram, não fizeram parte de um grupo de trabalho representativo de todos os interesses no mar criado para o efeito.

“A pesca, que é o maior utilizador e cuja actividade económica depende da utilização desses pesqueiros ou de parte significativa desses pesqueiros, não foi tida em consideração”, disse.

“Estamos a falar de 320 mil hectares e obviamente que isto vai impactar e muito com a pesca e não houve o cuidado de ter este diálogo”, sublinhou o dirigente.

Segundo as associações, metade das 4.000 embarcações licenciadas poderá ver a sua actividade “inviabilizada” e deixar comprometida parte das 200 mil toneladas de pescado capturadas por ano.

O movimento defendeu que “é preciso dialogar e minimizar o impacto na pesca” e pediu compensações financeiras, motivo pelo qual vai solicitar reuniões aos ministérios da Agricultura e da Economia e Mar.

As 18 associações, que se reuniram em Peniche, defenderam que seja elaborado um estudo de impacto socioeconómico do encerramento das zonas de pesca, assim como um estudo de impacto ambiental aos chamados parques ‘offshore’. 

Activistas do clima têm o objectivo de ocupar o Porto de Sines

O investigador Bruno Afonso, do movimento Rebelião Científica, afirmou na Antena 1, à jornalista Teresa Correia, que os activistas do clima têm o objectivo de ocupar o Porto de Sines, daqui a cerca de dois meses.

Ocupar o Porto de Sines é um objectivo traçado por este Movimento da Greve Climática Estudantil, que hoje voltou a sair à rua, para pedir políticas sustentáveis, e também o fim dos factores que contribuem para as alterações climáticas.

Em defesa do planeta, jovens de todo o mundo saem hoje à rua, para defender o fim da dependência dos combustíveis fósseis.